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Brasil Mundo

Pelo New York Times, Lula manda recado a Trump: ‘Brasil não será submisso’

“Em nenhum momento o Brasil vai negociar como se fosse um país pequeno diante de um país grande”, disse o presidente em sua primeira entrevista ao jornal americano em 13 anos

Às vésperas da entrada em vigor da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente a decisão do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Em entrevista ao New York Times, Lula afirmou que o Brasil não teme a medida, mas exige ser tratado com respeito.

“Tenham certeza de que estamos tratando isso com a máxima seriedade. Mas seriedade não exige subserviência”, afirmou, para em seguida completar: “Trato todos com muito respeito. Mas quero ser tratado com respeito”.

O presidente brasileiro afirma ainda que Trump “talvez não saiba que aqui no Brasil o Judiciário é independente”, em referência às justificativas apresentadas pelos EUA para aplicar a tarifa de 50% ao Brasil a partir de sexta-feira (dia 1º) — a maior taxa entre todos os países do mundo que receberam retaliações americanas — de que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria fazendo uma “caça às bruxas” ao julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Lula diz ainda que o Brasil “não vai negociar como se fosse um país pequeno diante de um país grande”:

“Sabemos do poder econômico dos Estados Unidos, reconhecemos o poder militar dos Estados Unidos, reconhecemos a dimensão tecnológica dos Estados Unidos. Mas isso não nos dá medo, isso nos causa preocupação”.

O presidente brasileiro destaca ainda, na entrevista, que os consumidores americanos é que vão pagar a conta da tarifa contra o Brasil, com produtos como café, carne suco de laranja e outros ficando mais caros.


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Mundo Política

Deputado italiano que forneceu à polícia endereço de Zambelli relata ameaças de morte

“Eu cumpri meu dever como cidadão”, disse Angelo Bonelli, para justificar sua atitude

Responsável por indiciar à polícia o endereço em Roma em que estava escondida Carla Zambelli, o deputado Angelo Bonelli, da Aliança dos Verdes e Esquerda e colíder da Europa Verde, diz que estão tentando intimidá-lo. “Tenho recebido mensagens de ameaça nas redes sociais, inclusive mensagens de morte, em relação a este caso”, afirma ele, em nota encaminhada ao ICL Notícias. “Agora caberá à Justiça italiana e depois ao governo decidir sobre a extradição de Zambelli”.

O parlamentar italiano relata que nesta terça-feira (29) recebeu informações sobre o endereço de Carla Zambelli, contra quem havia uma advertência da Interpol pendente.

“Às 19h50, eu informei sobre o endereço de Zambelli à polícia nacional, representada pelo Delegado de Polícia de Roma. Às 21h, a polícia nacional identificou Carla Zambelli, que estava no endereço que eu havia fornecido: um apartamento no bairro Aurélio, em Roma”, conta o deputado.

Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por hackear o sistema do Tribunal Superior Eleitoral e emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Ela também está sendo julgada por perseguir de arma em punho um jornalista em São Paulo.

“Eu cumpri meu dever como cidadão, ao contrário daqueles que, usando a cidadania italiana, se declararam intocáveis, como a própria Carla Zambelli declarou em entrevista à CNN Brasil em 3 de junho”, afirmou Bonelli.

Bonelli: Zambelli é expoente do partido de Bolsonaro
O parlamentar italiano classifica Zambelli como uma “importante expoente do partido de Jair Bolsonaro, ex-presidente brasileiro, contra quem o Judiciário busca condenação por uma tentativa de golpe no país após as eleições de 2022”.

A parlamentar está afastada desde 29 de maio, quando pediu a primeira licença para tratamento de saúde. Depois, Zambelli solicitou mais 120 dias para “tratar de interesse particular”.

Deputada terá que pagar multa por atraso em devolução do apartamento funcional. Ela devolveu o apartamento funcional em que morava em Brasília no último dia 15, com 11 dias de atraso. Segundo a presidência da Casa, a multa diária é R$ 283,53, equivalente a 2/30 de R$ 4.253, o valor mensal do auxílio moradia.

*ICL


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Economia Mundo

Inflação da carne dispara nos EUA e tarifaço sobre Brasil já é uma das causas

As tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, como se gaba Eduado Bolsonaro, incluindo carne, a partir de 1º de agosto de 2025, têm gerado impactos significativos.

Nos EUA, a redução das importações de carne bovina brasileira, que representava cerca de 12% das exportações totais do Brasil, contribui para a alta da inflação da carne, já pressionada pela diminuição do rebanho local e outros fatores como pragas.

Isso elevou o preço da carne moída em cerca de 3% só em julho e pode aumentar ainda mais os custos para os consumidores norte-americanos

No Brasil, a suspensão de exportações para os EUA levou frigoríficos a redirecionar a produção para o mercado interno ou outros países, como China, México e Egito, aumentando a oferta local.

Isso poderá reduzir os preços da carne no Brasil no curto prazo, com quedas de até 7,8% no atacado em julho.


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Mundo

Deputada Carla Zambelli é presa na Itália, diz Ministério da Justiça

O deputado italiano Angelo Bonelli contou em sua conta no X que ele deu o endereço de Zambelli para a política italiana.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na Itália nesta terça-feira (29), afirmou o Ministério da Justiça.

Agentes da polícia foram até o apartamento que ela estava ocupando e fizeram a prisão.

Ela tinha fugido para a Itália depois de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes, passou pelos Estados Unidos.

O deputado italiano Angelo Bonelli contou em sua conta no X que ele deu o endereço de Zambelli para a polícia italiana.

Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (28), Bonelli afirmou que comunicou às autoridades o endereço onde Zambelli estaria e que agentes fizeram a identificação da brasileira.

“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu o parlamentar.

O Ministério da Justiça brasileiro já havia solicitado oficialmente a extradição da deputada. Foragida, o nome dela estava na lista da Interpol.

Relembre o caso
O Ministério da Justiça brasileiro já havia solicitado oficialmente a extradição da ex-deputada, que é considerada foragida após ter sido condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte também determinou a perda do mandato, o que ainda será analisado pela Câmara.

A decisão do STF foi tomada após Zambelli ser acusada de invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023, em parceria com o hacker Walter Delgatti, que também está preso.

Desde maio, a parlamentar deixou o Brasil, passou pelos Estados Unidos e se mudou para a Itália. A deputada tem cidadania italiana.

*g1


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Mundo

Gaza registra 147 mortes por desnutrição enquanto Israel mantém cerco e ataques

Pelo menos 43 civis foram mortos nesta manhã, incluindo nove pessoas em busca de ajuda; colonos israelenses atacam vilarejo cristão na Cisjordânia

O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta segunda-feira (28/07) que 14 pessoas morreram de desnutrição nas últimas horas, elevando o total para 147 vítimas – incluindo 88 crianças. O número soma-se aos 59.733 civis palestinos mortos desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023.

Após 11 semanas de cerco total a alimentos, combustível e medicamentos imposto por Israel, as forças israelenses anunciaram uma pausa tática das 10h às 20h (horário local) nos bombardeios nas cidades Muwasi, Deir al-Balah e Gaza.

Segundo o comunicado do Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza, apenas 73 caminhões entraram no território no domingo (27/07). A maior parte da ajuda foi saqueada sob a vigilância das forças de ocupação, acusadas de impedir a entrega de suprimentos humanitários a centros de distribuição organizados.

Os três lançamentos aéreos que ocorreram durante a entrada de ajuda humanitária, foi descrito pelo gabinete como uma “farsa” na qual a comunidade internacional é cúmplice por meio de falsas promessas e informações enganosas. A declaração concluiu que a única solução é “abrir imediatamente todas as passagens de fronteira, suspender o bloqueio e permitir a entrada livre de alimentos e fórmulas infantis”.

Israel tem sido acusado de usar alimentos como arma política e de violar o direito internacional com seu bloqueio de ajuda. O Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza alerta para uma escassez catastrófica de leite em pó para bebês, dizendo que mais de 40.000 crianças menores de um ano correm o risco de uma “morte lenta” devido ao bloqueio de Israel.

A ONU afirmou que mais alimentos são necessários para evitar a fome e uma crise sanitária catastrófica. Sam Rose, diretor interino da Agência da ONU para Refugiados Palestinos em Gaza (UNRWA), disse que a organização “está pronta e apta a entregar ajuda vital em Gaza, mas as restrições israelenses e os ataques contínuos impedem que alimentos, água e assistência médica cheguem aos necessitados desesperadamente, especialmente crianças”.

Mais de 5.000 crianças, menores de cinco anos, receberam tratamento para desnutrição nas duas primeiras semanas de julho. 18% delas foram diagnosticadas com Desnutrição Aguda Grave (DAS), a forma mais letal, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de hospitalização, devido a complicações médicas pela desnutrição, dobrou no mês de julho, totalizando 73. Em junho foram registradas 39 crianças. Segundo a OMS, isso demonstra um aumento acentuado que começou em maio, com 6.500 internações em junho, o maior número desde outubro de 2023. Até o momento, em 2025, as internações hospitalares atingiram 263.

O aumento do número de casos está sobrecarregando os únicos quatro centros de tratamento de desnutrição em Gaza, todos operando acima da capacidade, enfrentando escassez crítica de combustível e com previsão de esgotamento dos suprimentos até meados de agosto, observou a declaração da OMS.

Ataques em meio a crise de fome
Pelo menos 43 palestinos foram mortos por ataques israelenses em Gaza desde o amanhecer desta segunda-feira (28/07), incluindo nove pessoas em busca de ajuda, disseram fontes em hospitais de Gaza à emissora catari Al Jazeera.

Um grupo de colonos israelenses lançou um ataque à vila palestina de Taybeh, lar de 1.300 pessoas, a maioria cristãs, na Cisjordânia ocupada, de acordo com a Autoridade Palestina. Os sionistas incendiaram veículos palestinos e picharam “ameaças racistas em hebraico em casas e propriedades”, escreveu a autoridade sediada em Ramallah no X.

*Opera Mundi


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Mundo

Petro: ‘nenhum carvão sai da Colômbia para Israel, não somos cúmplices de genocidas’

Presidente colombiano deu à Marinha controle direto para impedir qualquer novo carregamento: ‘se não nos escutam, então este governo é mentiroso’

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou que a Marinha intercepte e bloqueie qualquer embarque de carvão colombiano com destino a Israel. “Nenhuma tonelada de carvão vai para Israel. É uma ordem. Não somos cúmplices de genocidas”, afirmou aos comandantes militares do país na última quinta-feira (24/07).

“Não podemos ajudar quem lança bombas em 20 mil crianças assassinados em Gaza. A Corte Penal Internacional e a Corte de Justiça Internacional (CJI) determinam que o lançamento de bombas é um crime de guerra”, declarou.

O carvão é uma das principais matérias-primas da indústria armamentista israelense. Em 2023, a Colômbia representou 60% do fornecimento da matéria-prima a Israel. A proibição formal de exportações colombianas foi instituída em agosto de 2024, após o rompimento das relações diplomáticas entre Colômbia e Israel. Na época, ele afirmou que o embargo duraria “até que o genocídio seja interrompido”.

Apesar da decisão, houve exceções pontuais para carregamentos previamente aprovados ou liberados pela alfândega. Nesta quinta-feira (24/07), ele intensificou as críticas contra integrantes de sua própria administração que, segundo ele, violaram a ordem presidencial.

Controle da Marinha
Ele também ordenou que a Marinha atue diretamente para impedir qualquer novo carregamento. “Se não nos escutam, então este governo é mentiroso”, disse. Petro também responsabilizou as empresas envolvidas por descumprirem a suspensão e pediu à ministra do Trabalho, Gloria Inés Ramírez, que abra um diálogo emergencial com os sindicatos do setor.

A ofensiva diplomática de Bogotá contra Tel Aviv também inclui ações judiciais internacionais. Em abril de 2024, a Colômbia solicitou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) sua adesão ao processo movido pela África do Sul contra Israel por genocídio, segundo o Opera Mundi.

No último dia 17 de julho, a Colômbia sediou a reunião do Grupo de Haia onde delegações de mais de 30 países debateram seis medidas concretas contra o genocídio perpetrado por Israel na Faixa de Gaza.

Confira as declarações de Petro:


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Brasil Mundo

É Trump x BRICS, via Lula; o resto é fumacê

Patrocinados por Trump, ataques israelenses matam pelo menos 25 palestinos que buscavam ajuda em Gaza.

Um monstro desses tem na violência um dogma religioso, somado aos psicopatas de Israel cada dia piores e mais espalhados no território sionista tomado dos palestinos.

Ou seja, na prática, estamos falando de gente bandida como qualquer bandido armado que mata para roubar a vítima.
Assim, diante de uma desordem capitalista, o projeto neofascista de

Trump não tem qualquer pudor moral ou humano.

O apogeu financeiro do capitalismo findou-se. Junto o próprio apogeu dos EUA.

De Reagan até então, não faltaram “ordens mundiais” que deitaram falação da volta dos anos dourados nos EUA, mas a coisa só piorou.

O mundo capotou nessas últimas três décadas.

A China contingenciou o mercado global de tal forma que acabou dando um mata-leão nos EUA e seus parceiros comerciais, sobretudo os europeus.

Detalhe: tudo com previsões, planejamentos e decisões tomadas anteriormente.

Ao contrário do pega para capar de Trump, também conhecido como barata voa, o sujeito nem sabia que, para tarifar um país que dá vantagens na balança comercial para os EUA, como é o caso do Brasil, é absolutamente ilegal uma marmota dessas de 50% ou mais de tarifas.

Essa caduquice saiu da caixola de quem não tem a mínima ideia ou planejamento para lidar com a hecatombe que se aproxima ano após ano do império decadente dos EUA.

Para piorar, ou melhor, isolar ainda mais os EUA, os BRICS chegaram chegando e já macetaram os EUA no comercio mundial que não tem pernas para segurar o repuxo.

Trump está dando soco no ar sem direção e muito menos pontaria. Ele está chutando para onde o nariz aponta na tentativa de acertar alguma coisa relacionada ao avanço da China e nada para a China e BRICS. A coisa ganhou uma hipertrofia anabolizada ainda mais potente em explosão e força concêntrica.

Trump é um pedófilo moloide, ou seja, alguém com sérios problemas com a justiça americana, assim como com seu eleitorado, já que não entregou nada no 1º mandato e menos ainda agora.
Usar o Brasil como boi de piranha do BRICS, com certeza, vai dar ruim.

O Brasil está com os pés fincados em fundamentos que garantem trancos muito maiores que 0,2 do PIB, como é o caso da tarifa do perdido.

Querer usar o Lula para tentar chegar no pescoço da China, é não saber nada da China e menos ainda de Lula, que já usa a burrice de Trump como bandeira política de sua campanha para reeleição em 2026.


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Mundo

Ministro israelense fala em ‘extermínio de Gaza’ e defende que Palestina seja ‘inteiramente judaica’

Amichay Eliyahu negou que palestinos estejam passando fome e disse que Israel está em guerra para matar ‘esses monstros’

O Ministro do Patrimônio de Israel, Amichay Eliyahu, declarou nesta quinta-feira (25/07) que seu país está “avançando a todo vapor para o extermínio de Gaza” e que o enclave palestino será “inteiramente judaico”, segundo relatou o jornal Times of Israel.

Em declarações à estação de rádio Kol Barama, Eliyahu, membro do partido de extrema direita Otzma Yehudit, acrescentou que o território palestino seria “limpo” para permitir assentamentos judaicos, mas que “árabes leais a Israel seriam tolerados”.

Em meio às falas extremistas, o ministro do governo de Benjamin Netanyahu disse que Israel “não é racista”, apenas “combate aqueles que o combatem”.

Eliyahu ainda falou sobre as denúncias de fome na Faixa de Gaza. Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta sobre o estado preocupante de desnutrição no enclave, a autoridade israelense disse que tais alegações são parte de “uma campanha contra Israel”.

“Não há fome em Gaza. Mas não precisamos nos preocupar com isso, deixe o mundo com essa preocupação”, declarou. Ao mesmo tempo, reconheceu que Israel está em guerra tentar matar “esses monstros”, referindo-se aos palestinos.

Suas declarações ocorrem em um momento de crescente pressão internacional e condenação de Israel pela crise humanitária em Gaza e pela deterioração da situação no enclave.

Ao mesmo tempo, geraram reação na política interna de Israel. O líder da oposição Yair Lapid declarou, por meio de um comunicado, que as palavras de Eliyahu foram “um ataque aos valores e um desastre de relações públicas”.

*Opera Mundi


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Mundo

Rede de Pedofilia: Vai se criando um clima terrível contra Trump

Ghislaine Maxwell ‘respondeu a todas as perguntas’ em dois dias de entrevistas, diz advogado.

Maxwell, ex-associada do falecido financista Jeffrey Epstein, se encontrou pelo segundo dia consecutivo com uma alta autoridade do Departamento de Justiça na Flórida, enquanto o presidente Donald Trump dizia a repórteres em Washington que não estava considerando um perdão para ela.

Um advogado de Maxwell disse que ela “respondeu a todas as perguntas” feitas por Todd Blanche, o procurador-geral adjunto.

Blanche encerrou a entrevista com ela no início da tarde de sexta-feira, disse o advogado, acrescentando que Maxwell não buscou nem concordou com nenhum acordo com o governo Trump.

“Não pedimos nada”, disse o advogado David Oscar Markus aos repórteres após a entrevista na sexta-feira. “Não houve pedidos nem promessas.”

Em declarações a repórteres no início do dia, Trump foi questionado se concederia perdão a Maxwell ou comutaria sua pena. Ele disse que não havia considerado essa possibilidade.

“É algo em que não pensei. É realmente… não é recomendado”, disse ele. “É algo que me é permitido fazer, mas é algo em que não pensei.”

Os comentários de Trump e a entrevista de Maxwell ocorreram em um momento em que o governo enfrenta críticas intensas sobre a forma como lidou com o caso Epstein, inclusive de muitos apoiadores e aliados do presidente.

Epstein foi indiciado em 2019 por tráfico sexual e cometeu suicídio em uma prisão federal no mesmo ano. Suas conexões com muitas figuras poderosas e proeminentes — incluindo Trump e o ex-presidente Bill Clinton — ajudaram a alimentar teorias da conspiração sobre as circunstâncias de sua morte e a possibilidade de outros terem sido cúmplices de suas ações.

Maxwell, ex-namorada de Epstein, foi condenada por tráfico sexual em 2021 e sentenciada a 20 anos de prisão. Ela entrou com uma petição na Suprema Corte dos EUA para ouvir um recurso de sua condenação, embora o Departamento de Justiça tenha instado os juízes na semana passada a negar seu pedido e manter a condenação.

Este mês, o Departamento de Justiça e o FBI afirmaram em um memorando que uma “revisão sistemática” não conseguiu encontrar outras evidências que justificassem uma investigação criminal de terceiros.

O anúncio desencadeou uma crescente crise política para o governo Trump, atraindo forte resistência de alguns aliados do presidente. Ele tentou culpar os democratas, ao mesmo tempo em que criticava seus apoiadores pelo foco na questão.

Trump, falando com repórteres ao deixar a Casa Branca na manhã de sexta-feira, criticou o foco contínuo em Epstein.

“As pessoas deveriam realmente se concentrar em como o país está se saindo bem”, disse ele, acrescentando mais tarde que não tem “nada a ver com esse cara”.

Enfrentando uma reação implacável, Blanche anunciou esta semana que se reuniria com Maxwell, que está detido em uma penitenciária de segurança mínima em Tallahassee. Ele disse que a reunião seria realizada para discutir qualquer outra pessoa “que tenha cometido crimes contra vítimas”.

Em uma atitude incomum, Blanche — a segunda autoridade mais alta do Departamento de Justiça, encarregada de gerenciar suas operações diárias — foi à capital da Flórida para realizar a entrevista, passando a maior parte da quinta-feira e a primeira metade da sexta-feira conversando com ela. Antes de ingressar no governo, Blanche foi advogada pessoal de Trump durante seu caso de fraude em Manhattan.

Markus, seu advogado, disse que Maxwell foi questionada sobre talvez “100 pessoas diferentes”, embora não tenha dado mais detalhes sobre quem eram.

“Ghislaine respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas no último dia e meio”, disse ele aos repórteres. “Ela respondeu a essas perguntas com honestidade, com a verdade, da melhor forma possível. Ela nunca invocou um privilégio. Nunca se recusou a responder a uma pergunta. Estamos muito orgulhosos dela e orgulhosos de como foi o processo no último dia e meio.”

Não ficou claro se Blanche ou outras autoridades federais solicitariam mais informações a ela. O Departamento de Justiça não respondeu a uma mensagem solicitando comentários. Markus não respondeu a um pedido de comentários adicionais.

Markus reconheceu os comentários de Trump sobre clemência e disse: “Esperamos que ele exerça esse poder da maneira correta e justa”. (Washington Post)


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Genocídio: ‘Estamos desesperadamente preocupados com nossos jornalistas’ afirmam

Em nota conjunta, agências apelam a Israel que permita entrada e saída de seus profissionais em Gaza e alertam para ameaça crescente da fome; 113 já morreram de inanição

As agências de notícias internacionais Agence France-Presse (AFP), BBC, The Associated Press (AP) e Reuters emitiram juntas um forte comunicado nesta quinta-feira (24/07) sobre a situação dos seus colaboradores na Faixa de Gaza. Elas apelam ao governo de Israel que permita a entrada e saída dos profissionais na região.

“Estamos desesperadamente preocupados com nossos jornalistas em Gaza, que estão cada vez mais incapazes de alimentar a si mesmos e suas famílias“, diz o texto.

“Por muitos meses, esses jornalistas independentes têm sido os olhos e ouvidos do mundo em Gaza. Agora, eles enfrentam as mesmas circunstâncias terríveis que aqueles que cobrem. Os jornalistas enfrentam muitas privações e sofrimentos em zonas de guerra. Estamos profundamente alarmados que a ameaça da fome seja agora uma delas”, complementa a nota.

“Mais uma vez, apelamos às autoridades israelenses para que permitam a entrada e saída de jornalistas em Gaza. É essencial que suprimentos alimentares adequados cheguem à população local”, cobram de Israel, as principais agências de notícias do Ocidente.

113 mortos por inanição
Na última segunda-feira (22/07), a AFP havia divulgado um forte apelo cobrando a evacuação imediata de seus jornalistas. “Nossos últimos repórteres em Gaza vão morrer de fome”, alertou a agência.

O comunicado conjunto das agências internacionais é divulgado no mesmo dia em que o número de mortos por inanição atinge 113 pessoas, segundo comunicado do Ministério da Saúde local, publicado no Telegram. O Escritório de Imprensa de Gaza afirmou nesta quinta-feira (24/07), que são necessários, urgentemente, 500 mil sacos de farinha por semana para evitar um colapso humanitário.

Nesta quarta-feira (23/07), em declaração coletiva, mais de 100 ONGs afirmaram que enquanto a população está morrendo de fome, “nos arredores de Gaza, em armazéns – e até mesmo dentro da própria Gaza – toneladas de alimentos, água potável, suprimentos médicos, itens de abrigo e combustível permanecem intocados, com organizações humanitárias impedidas de acessá-los ou entregá-los”.

O texto pede o fim do bloqueio de ajuda humanitária ao governo de Israel e traz uma contundente denuncia sobre o uso da fome como arma de guerra e os assassinatos contínuos nos centros de ajuda administrados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF) que já ceifaram a vida de cerca de mil pessoas.

*Opera Mundi


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