Categorias
Mundo

Israel já matou mais de mil palestinos em Gaza após retomada do genocídio

Número total de mortos em Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, é de 50.357 pessoas.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, disse na segunda-feira (31) que 1.001 pessoas foram mortas no território e 2.359 feridas no território palestino desde que Israel retomou os ataques em larga escala em 18 de março. De acordo com o comunicado do ministério, o número inclui 80 pessoas mortas nas últimas 48 horas, elevando o número total de mortos em Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, para 50.357 pessoas.

O Gabinete de Mídia do governo de Gaza detalhou os ataques israelenses contra profissionais da área médica e de emergência, bem como seus locais de trabalho e veículos desde o início da ofensiva israelense em 2023. Ao todo 1.402 profissionais da área médica foram mortos, sendo 111 trabalhadores de emergência. Ao todo, 362 trabalhadores da área de saúde foram presos, 26 trabalhadores de emergência presos, 34 hospitais queimados, atacados ou colocados fora de serviço e 142 ambulâncias bombardeadas.

Um dirigente do Hamas pediu, nesta segunda-feira (31), aos seus simpatizantes em todo o mundo que peguem em armas para lutar contra o projeto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de realocar os habitantes de Gaza em países vizinhos.”Diante deste plano sinistro, que combina massacres com fome, qualquer pessoa que possa portar armas, em qualquer parte do mundo, deve entrar em ação”, afirmou Sami Abu Zuhri em um comunicado.”Não retenham um explosivo, uma bala, uma faca ou uma pedra. Que todo mundo rompa seu silêncio”, acrescentou.

No domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que permitiria que os líderes do Hamas abandonassem Gaza, se o movimento islamista palestino aceitar entregar as armas. Netanyahu também disse que Israel está trabalhando na ideia de Trump de deslocar os moradores de Gaza para outros países.

O primeiro-ministro disse que, após a guerra, Israel garantiria a segurança geral em Gaza e “permitiria a implementação do plano de Trump”. Alguns dias após sua chegada à Casa Branca, no final de janeiro, Trump propôs um deslocamento em massa das 2,4 milhões de pessoas que vivem no território palestino, sem que elas que possam retornar.

Em sua primeira entrevista desde que foi libertado da Faixa de Gaza, em fevereiro, em meio ao primeiro acordo de trégua, um ex-prisioneiro israelense em Gaza afirmou que a recente retomada das operações militares de Israel este mês não ajudaria a libertar as dezenas de reféns ainda mantidos no território palestino.

O Hamas afirmou, em novembro de 2023, que os três morreram em um ataque aéreo israelense que atingiu o local onde estavam detidos. Os corpos foram devolvidos em fevereiro, após a libertação do pai. O prisioneiro entrevistado, Yarden Bibas, disse que não acredita que a retomada dos combates em Gaza encorajaria o Hamas a libertar os reféns.

*Com AFP e Al Jazeera/BdF

Categorias
Mundo

Trump diz que não está brincando sobre terceiro mandato presidencial

“Não, não estou brincando. Não estou brincando”, disse Trump, mas “é muito cedo para pensar nisso”, diz Trump.

Reuters – O presidente norte-americano, Donald Trump, disse neste domingo que não estava brincando sobre considerar buscar um terceiro mandato presidencial, o que é proibido pela Constituição dos Estados Unidos, mas que ainda era cedo para pensar nisso.

Trump, que assumiu o cargo em 20 de janeiro para seu segundo mandato não consecutivo na Casa Branca, tem feito alusões vagas à busca por um terceiro mandato, mas abordou diretamente o assunto em uma entrevista à NBC News por telefone neste domingo.

“Não, não estou brincando. Não estou brincando”, disse Trump, mas “é muito cedo para pensar nisso”.

“Existem métodos pelos quais você poderia fazer isso, como você sabe”, afirmou. O republicano se recusou a elaborar sobre qualquer método específico.

Os presidentes dos EUA são limitados a dois mandatos de quatro anos, consecutivos ou não, conforme a 22ª Emenda da Constituição dos EUA.

Categorias
Mundo

Fascista, futurista ou vigarista? As origens de Elon Musk

A relação entre fascismo, futurismo e tecnocracia não é nova, e a trajetória de Elon Musk inclui laços diretos, pessoais e familiares, com esse passado.

Jasper Saah
Liberation News

Elon Musk deixou de ser simplesmente o homem mais rico do planeta e para virar um “presidente” nas sombras, com as mãos sobre os controles do poder executivo dos EUA. Esse golpe da elite do Vale do Silício tem sido analisado de diversas perspectivas na mídia corporativa e alternativa. No final de 2024, o Liberation News fez um perfil de Peter Thiel, o “dono” da chamada “Máfia do PayPal” – que inclui Elon Musk e um grupo seleto de nomes que são players influentes no mundo do capital de risco e no Vale do Silício, mas que estão relativamente fora dos holofotes.

É fundamental entender que, no fim das contas, esses oligarcas do Vale do Silício são capitalistas e criminosos, e trabalham para os interesses de sua classe. Não é exagero chamar esse grupo de homens de máfia. No entanto, seria um erro ignorar as forças ideológicas e históricas que moldaram essa fração da burguesia no que ela é hoje.

Quem detém o futuro?
O futuro é uma ideia poderosa e motivadora, além de ser um campo de disputa. A classe capitalista gasta bilhões de dólares para estabelecer a hegemonia sobre a forma como imaginamos o futuro – por meio do ensino da ciência, do desenvolvimento da tecnologia, do cinema, da literatura, da arte e das formas como falamos sobre progresso e desenvolvimento –, e os chamados “futuristas”, como Musk, são figuras-chave nessa batalha de ideias.

Muitas pessoas e grupos se autodenominaram “futuristas” ao longo das décadas. O termo tem suas origens nos movimentos artísticos de vanguarda europeus do início do século 20. O poeta italiano e declarado apoiador do ditador fascista Mussolini F. T. Marinetti, escreveu o “Manifesto do Futurismo” em 1908. Esse texto exaltava a mecanização, a automação e a guerra como forma de “limpar” a Terra das estéticas românticas decadentes e ineficientes do século 19. Não surpreendentemente, Marinetti mais tarde seria coautor do manifesto e do programa político do Partido Nacional Fascista Italiano.

Embora os futuristas como movimento artístico tenham caído no esquecimento após a Segunda Guerra Mundial, muitos dos princípios centrais dos futuristas – a fetichização da violência, da tecnologia, da guerra e da velocidade; o repúdio ao passado; e a adoção irrestrita de toda nova tecnologia, independentemente das consequências – inspiraram cientistas, engenheiros e autores da era da Guerra Fria.

Nessa época, figuras futuristas como o cientista e autor de ficção científica Isaac Asimov e o ex-cientista de foguetes nazista que se tornou diretor da NASA, Wernher von Braun, eram presenças constantes na TV, pintando imagens dramáticas da exploração humana do espaço e do cosmos. Von Braun, membro do Partido Nazista e da SS, foi o engenheiro-chefe do foguete V2 alemão, que devastou Londres durante os bombardeios da cidade. Esse foguete foi construído com trabalho escravo em campos de concentração.

Após a guerra, von Braun foi levado secretamente para os Estados Unidos pela Operação Paperclip e se tornou parte fundamental do Programa Apollo. Em 1953, ele escreveu um livro chamado “Projeto Marte”, que imaginava o mundo no ano de 1980, unido sob um governo mundial. O poder desse governo mundial era consolidado por uma Estrela da Morte no estilo de Star Wars, chamada Lunetta, em órbita da Terra, que teve papel integral na aniquilação nuclear da URSS e da República Popular da China em uma devastadora Terceira Guerra Mundial. No texto, esse governo mundial liderado pelo Ocidente estava empreendendo uma missão tripulada a Marte, algo pelo qual von Braun nutria profunda fascinação e paixão.

Ao chegar em Marte, os astronautas no livro de von Braun encontram o planeta vermelho habitado por marcianos cuja sociedade é organizada de forma tecnocrática e liderada por uma figura executiva conhecida como Elon. Errol Musk, pai de Elon – sul-africano, político pró-apartheid, engenheiro e beneficiário de uma mina de esmeraldas na Zâmbia – afirmou em entrevistas que, em sua juventude, leu as obras de von Braun e de outro cientista de foguetes nazista, Hermann Oberth, anos antes do nascimento de Elon. De fato, o líder marciano de von Braun, junto com o fato de que o bisavô materno de Elon também se chamava Elon – um nome com raízes no hebraico bíblico – foi uma inspiração direta para o nome de seu filho.

Tecnocracia e fascismo
Por parte de mãe, Musk é neto de Joshua N. Haldeman, um canadense defensor do movimento tecnocrata que se mudou para a África do Sul em 1950 e foi um fervoroso apoiador da Alemanha nazista e do apartheid sul-africano. A tecnocracia foi um movimento norte-americano que se desenvolveu na década de 1930, nos EUA e no Canadá, e que promovia uma visão anticomunista, antidemocrática e antiliberal do desenvolvimento econômico, à luz das crises do capitalismo durante a Grande Depressão.

O movimento tecnocrata teve suas raízes em várias tendências utópicas, tecnocráticas e antidemocráticas, e foi formalizado na organização “Technocracy Inc.” por seu fundador, o engenheiro americano Howard Scott. Scott compreendia que a crise econômica da Grande Depressão era resultante do “sistema de preços” que governava a troca e circulação de commodities, e, a partir dessa compreensão, os tecnocratas se apresentavam como mais radicais e esclarecidos do que comunistas, fascistas ou democratas liberais.

Um aspecto do pensamento tecnocrata que ressoa até os dias de hoje é sua compreensão da automação. Em resumo, a visão da tecnocracia é de que a classe trabalhadora está em processo de extinção devido ao avanço da tecnologia. Isso lhes permite a fantasia de uma sociedade totalmente burguesa, na qual não há trabalhadores a serem explorados ou escravizados, mas apenas proprietários e máquinas.

Essa visão foi criticada de forma sucinta pelos comunistas da época: “Quando os tecnocratas descartam a classe trabalhadora como um elemento diminuto e insignificante, isso só significa que a direção geral de suas teorias está caminhando para o fascismo, isto é, para a evolução de novos suportes para o sistema capitalista em colapso.”

Em todos os aspectos, Musk é uma força motriz na retomada de muitas visões tecnocráticas, futuristas e, em última instância, fascistas quanto ao futuro. Além das teorias econômicas descritas acima, o Technocracy Inc. também propôs a criação de um “Tecnato da América”, descrito na revista “The Technocrat”, do Technocracy Inc., como uma entidade política que “abrangerá todo o continente americano, do Panamá ao Polo Norte, pois os recursos naturais e as fronteiras naturais dessa área a tornam uma unidade geográfica independente e autossustentável.”

Este é um mapa com o qual os imperialistas norte-americanos vêm sonhando há séculos. Nos séculos 18 e 19, houve inúmeras tentativas de integrar o Canadá, de roubar cada vez mais território mexicano e de anexar diretamente Cuba e Porto Rico. Expansionistas confederados organizados na ordem fraternal dos Cavaleiros do Círculo Dourado sonhavam em anexar todo o México e a América Central, o Caribe e o norte da América do Sul, transformando o Golfo do México e o Caribe em um “Círculo Dourado” de estados de plantações escravocratas.

Mas o fato de algo não ser sem precedentes não significa que não seja novo. O ressurgimento e a inversão dessas formas dos séculos 19 e 20 nos dias atuais é algo novo, mas não historicamente sem precedentes. Podemos ver os ecos da tecnocracia e do futurismo na figura de Musk e como isso o moldou, enquanto um indivíduo criado nesse meio – na interseção do fascismo americano, alemão e sul-africano, nas tradições do futurismo e da tecnocracia, e alinhado com os interesses capitalistas do imperialismo norte-americano e da supremacismo branco global.

A farsa da “inovação capitalista”
No primeiro mês do retorno de Donald Trump à presidência, ele praticamente cedeu poderes executivos a Musk, que assumiu esse papel como Assessor Sênior de Trump e Administrador do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), aproveitando a oportunidade para lançar um ataque em grande escala contra vários segmentos do governo federal. Um dos principais alvos foram agências e departamentos federais que atendem o Departamento de Educação, os Departamento de Assuntos de Veteranos e a Agência de Proteção Financeira do Consumidor, todos responsáveis por facilitar benefícios, assistência e programas sociais dos quais centenas de milhões de pessoas nos EUA dependem diariamente.

Musk conseguiu efetuar esses cortes, como se estivesse usando uma motosserra nesses programas e benefícios, porque, em essência, demonstrou ao longo de sua carreira ser um servidor disposto do capital. Em sua trajetória profissional, ele sempre encontrou novas fontes de lucro, independentemente do custo moral ou ético. Além disso, sua riqueza foi, em grande parte, criada pelo papel de Musk como uma espécie de Robin Hood reverso. Desde a Tesla até a SpaceX, suas empresas sempre dependeram da riqueza pública dos EUA como muleta para evitar o colapso ou fracasso.

A história da Tesla nesse sentido é bem documentada. Em 2010, durante a administração Obama, a Tesla Inc. enfrentava sérias dificuldades. Seu modelo de negócios, que prometia um carro esportivo de 100 mil dólares, com uma fabricação considerada de baixa qualidade e um produto pouco confiável, não era, previsivelmente, suficientemente atrativo para manter a solvência da empresa.

“Não podemos avançar […] sem uma grande quantidade de capital”, afirmou Musk em dezembro de 2008. Felizmente para ele, a administração Obama estava mais preocupada em dar uma aparência “verde” a projetos empreendedores do que em resolver a crise climática e promover uma transição justa para um sistema de energia renovável.

Quase um ano depois da admissão de Musk de que precisava de um aporte de capital, Obama distribuiu um pacote de estímulo de 800 bilhões de dólares para “criar uma nova economia de energia verde”. Uma das beneficiárias desse estímulo foi, claro, a Tesla, que recebeu um empréstimo federal de 465 milhões de dólares para fabricar o modelo Tesla Roadster. Contrariando a chamada “inovação” que a classe capitalista afirma oferecer à sociedade, o Roadster acabou incorporando completamente o chassi já existente do carro Lotus Elise, de 1996. Essa falta de inovação levou a preocupações com o design e a segurança do veículo, preocupações que se confirmaram após dois recalls consecutivos de centenas de Roadsters, ambos relacionados à incompatibilidade do chassi e do sistema elétrico com a estrutura e a carroceria do carro.

No que o Roadster falhou como automóvel, ele triunfou como peça de propaganda. Em 2018, a SpaceX de Musk lançou um Tesla Roadster ao espaço, supostamente para Marte, em um truque publicitário que buscava se tornar um meme. O carro em si continha um manequim no banco do motorista, uma cópia do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams, e a “Trilogia Fundação”, de Isaac Asimov, estava armazenada digitalmente no computador interno do veículo.

As imagens do feito criam uma referência visual a um verso do Manifesto Futurista: “Queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito de sua órbita.”

Em última análise, o Roadster é hoje simplesmente um pedaço de sucata espacial flutuando em algum lugar entre a Terra e Marte.

E, mesmo com todas as centenas de milhões de investimento, a Tesla continua incapaz de produzir um produto simplesmente bom, quanto mais seguro. Por serem movidos por uma bateria de íon de lítio, qualquer colisão tem o potencial de provocar um incêndio na bateria. Além disso, as portas da Tesla dependem de mecanismos elétricos para funcionar, podendo aprisionar os ocupantes se a bateria superaquecer durante uma colisão ou se o veículo ficar submerso em água. Uma colisão comum pode transformar uma Tesla em uma armadilha mortal para os ocupantes em poucos segundos. Casos como esses se tornaram tão infames que surgiu um movimento popular para documentar o número de mortes envolvendo o Autopilot da Tesla por meio do site tesladeaths.com, que, no momento da redação deste artigo, registra um total de 52 mortes relacionadas ao sistema.

*Opera Mundi

Categorias
Economia Mundo

Efeito Trump: Ações norte-americanas despencam enquanto investidores se preocupam com inflação

Dados sobre a economia americana divulgados na sexta-feira levantaram preocupações sobre inflação.

O mercado de ações dos Estados Unidos sofreu um forte recuo na sexta-feira (28), após a divulgação de uma pesquisa sobre a saúde da economia do país e o anúncio de novas tarifas promovidas pelo governo Donald Trump, que entrarão em vigor a partir da próxima semana.

Dados sobre consumo divulgados pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central dos EUA, mostraram alta de 2,8% em comparação com o ano anterior, um pouco acima do esperado pelos analistas, o que pode gerar uma pressão inflacionária.

Por outro lado, uma pesquisa realizada pela Universidade de Michigan revelou uma queda acentuada no consumo em relação ao ano passado, indicando que a população já enfrenta os impactos do aumento de preços no país.

wall-street-tem-demonstrado-desconforto-com-as-politicas-tarifarias-de-trump-imagem-benjamin-nunez-gonzalez-tvt-news

O S&P 500 caiu quase 2%, enquanto o índice composto Nasdaq perdeu mais de 2,5% e o Dow Jones Industrial Average recuou mais de 1,5% na sexta-feira. O desempenho negativo do mercado de ações ocorreu dois dias após o presidente Trump anunciar tarifas de 25% sobre importações de automóveis e autopeças.

Wall Street tem demonstrado desconforto com as políticas tarifárias de Trump, marcadas por inconsistências e constantes mudanças, numa tentativa frustrada de agradar o mercado financeiro. A Casa Branca prometeu implementar mais tarifas na próxima quarta-feira (02/04), data nomeada pela administração como o “dia da libertação”.

Diversas ações de marcas amplamente consumidas pelos norte-americanos registraram quedas expressivas nesta sexta-feira. A gigante do vestuário fitness Lululemon teve desvalorização de 15%. As ações da GAP, outra grande varejista do setor, caíram quase 4%. Duas empresas do ramo da construção civil, Home Depot e Lowe’s, perderam aproximadamente 2% de seu valor de mercado.

Diante do cenário de incertezas sobre a política comercial, a Goldman Sachs reduziu suas expectativas para a economia do país, citando crescimento econômico mais lento do que o previsto para este ano.

Leia também: China revida impostos aplicados por Trump

Especialistas têm manifestado preocupação com os níveis de inflação, o que pode levar o FED a elevar as taxas de juros. Essa preocupação foi reforçada após declaração do presidente da instituição, Jerome H. Powell, que afirmou que o banco central pode se dar ao luxo de ser cauteloso enquanto aguarda para ver como as novas políticas vão se desenrolar.

Investidores têm pressionado instituições financeiras que intermediam a negociação de ações a fornecer esclarecimentos sobre os impactos das medidas do governo Trump e as possíveis consequências para a economia. Ellen Zentner, estrategista econômica-chefe do Morgan Stanley, demonstrou insatisfação com a declaração do presidente do FED: “Parece que o Fed, que adotou uma postura de ‘esperar para ver’, ainda terá que aguardar mais um pouco.” – disse em nota aos investidores, e completou: “A leitura de inflação mais alta do que o esperado hoje não foi excepcionalmente elevada, mas também não vai acelerar o cronograma do Fed para cortar juros, especialmente diante da incerteza em torno das tarifas,” declarou Zentner.

A imposição de tarifas sobre importações, como as aplicadas a produtos chineses, brasileiros e canadenses, que afetam o comércio de aço, alumínio e outros bens, tende a aumentar os preços de produtos importados, pressionando a inflação no curto prazo. Além disso, eleva os custos de produção para empresas que dependem de insumos estrangeiros, repassando parte desse aumento aos consumidores.

Estudos conduzidos pelo Fed e por economistas sugerem que tarifas adicionais podem aumentar o índice de inflação entre 0,1 e 0,5 ponto percentual, dependendo da abrangência das medidas. Com TVTNews.

Categorias
Mundo

União Europeia Pede A Cidadãos Que Preparem Kits De Sobrevivência

A União Europeia planeja tomar medidas para preparar civis e militares para possíveis guerras, desastres climáticos, ataques cibernéticos ou emergências de saúde.

Como parte das propostas da UE, a Comissária de Gerenciamento de Crises, Hadja Lahbib, pretende garantir que todas as famílias da UE tenham um kit de sobrevivência capaz de sustentá-las por pelo menos 72 horas.

Essa proposta é inspirada em protocolos que foram implementados em países nórdicos, como Finlândia, Noruega e Suécia.

Ela se baseia nas recomendações de um relatório apresentado pelo ex-presidente finlandês Sauli Niinistö à Comissão Europeia no ano passado. “Tudo isso vem em acréscimo às estratégias nacionais.

Trata-se de uma melhor coordenação, apoiando os Estados membros em suas estratégias”, explicou Lahbib. O kit deve conter água engarrafada e alimentos suficientes para durar pelo menos três dias por pessoa, além de medicamentos, uma lanterna e baterias.

Os cidadãos também são aconselhados a levar roupas quentes, cobertores, aquecedores, fogões portáteis e combustível, e a armazenar a documentação dos membros da família em uma bolsa à prova d’água

Categorias
Mundo

Vídeos: Forte terremoto em Mianmar, de magnitude 7,7, deixa mortos e feridos

Vídeos mostram momento exato de Terremoto em Mianmar

Abalo sísmico também foi sentido na Tailândia e na China.

Na madrugada desta sexta-feira (28), no horário de Brasília, um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar, sendo fortemente sentido na China e na Tailândia. O abalo sísmico causou destruição em diversas regiões e deixou ao menos dois mortos e dezenas de desaparecidos, segundo informações preliminares das autoridades locais.

O epicentro do tremor foi registrado a 16 km a noroeste da cidade de Mandalai, em Mianmar. Além da magnitude elevada, um fator que intensificou os impactos do terremoto foi a profundidade do epicentro, localizada a apenas 10 km do solo. Tremores com epicentro raso costumam causar mais danos, pois a energia liberada impacta diretamente as construções e a infraestrutura das cidades.

Impactos e danos estruturais
Na escala Richter, utilizada para medir a intensidade dos terremotos, um abalo de magnitude 7,7 tem alto potencial destrutivo, podendo causar colapsos de prédios, danos severos a infraestruturas e deslizamentos de terra. De acordo com relatos locais, edifícios desmoronaram e estradas foram danificadas na Tailândia, onde o tremor foi fortemente sentido.

Moradores das áreas afetadas relataram momentos de pânico, com pessoas evacuando edifícios e buscando locais seguros. Equipes de resgate estão mobilizadas em busca de sobreviventes, enquanto as autoridades avaliam os estragos e os riscos de réplicas.

Alerta para novas ocorrências
Especialistas alertam para a possibilidade de novos tremores secundários, conhecidos como réplicas, que podem agravar ainda mais a situação. A região é conhecida por sua atividade sísmica intensa, já que está localizada em uma área de encontro entre placas tectônicas.

Na madrugada desta sexta-feira (28), no horário de Brasília, um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar, sendo fortemente sentido na China e na Tailândia. O abalo sísmico causou destruição em diversas regiões e deixou ao menos dois mortos e dezenas de desaparecidos, segundo informações preliminares das autoridades locais.

Veja os vídeos:

Categorias
Mundo

Trump muda regra eleitoral nos EUA e cita Brasil como bom exemplo

O presidente americano, Donald Trump, assinou um decreto nesta terça-feira, 25, que muda as regras eleitorais nos Estados Unidos. O texto assinado pelo republicano cita Brasil e Índia como bons exemplos na identificação de eleitores por biometria, “enquanto os Estados Unidos confiam basicamente na autodeclaração de cidadania”.

O decreto exige prova documental de cidadania para que os eleitores possam se registrar para votar em eleições federais e determina também quem todas as cédulas com os votos sejam recebidas até o dia do pleito. A ordem pede colaboração dos estados para compartilhar listas de eleitores e processar crimes eleitorais. O texto condiciona o repasse de valores dos fundos federais relacionados às eleições, segundo Veja.

“O Procurador-Geral e o Secretário de Segurança Interna devem impedir que não cidadãos se envolvam na administração das eleições”, diz a ordem executiva. “O Procurador-Geral priorizará a aplicação das leis que proíbem estrangeiros de contribuir ou doar nas eleições dos EUA”, afirma outro trecho.

“O presidente Trump reconhece que eleições livres, justas e honestas — sem fraudes, erros ou suspeitas — são essenciais para nossa República Constitucional”, diz o decreto. “Os Estados Unidos estão defasados em relação a outras nações na aplicação de proteções eleitorais básicas e necessárias. A Índia e o Brasil vinculam a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania.”

O texto também cita Alemanha e o Canadá, que usam cédulas de papel, enquanto os Estados Unidos “têm uma colcha de retalhos de métodos” para tabular votos, e Dinamarca e a Suécia, que limitam os votos por correio apenas a pessoas que não podem participar pessoalmente das eleições e rejeitam os votos que chegam após o prazo, “enquanto as eleições americanas agora têm votação em massa pelo correio, mesmo após o dia da eleição”.

Categorias
Mundo

Trump dá acesso a Musk a informações privilegiadas contra a China

Bilionário, que comanda empresas rivais da indústria chinesa, recebeu informações privilegiadas sobre planos militares dos EUA para conter avanço de Pequim.

O Pentágono agendou uma reunião secreta para brifar (apresentar um relatório a) Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, sobre os planos de guerra dos Estados Unidos em um eventual conflito com a China. A informação, revelada pelo The New York Times, gerou polêmica devido aos amplos interesses comerciais de Musk no país asiático e seu papel como conselheiro do presidente Donald Trump. Enquanto o Pentágono negou que o encontro trataria de questões estratégicas militares, o fato de Musk, CEO da SpaceX e Tesla, ter acesso a informações tão sensíveis levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse e os riscos de vazamento de dados vitais, normalmente de acesso apenas à alta diplomacia.

Musk, um dos maiores fornecedores para o Pentágono e com fortes interesses financeiros na China, teria sido convidado para avaliar como os planos de guerra dos EUA poderiam impactar a produção e os recursos militares do país. A análise dos planos de guerra, altamente confidenciais, tem o objetivo de ajustar orçamentos e determinar quais sistemas militares seriam utilizados em um cenário de confronto. No entanto, com sua empresa SpaceX fornecendo lançamentos de satélites para a defesa dos EUA, além de suas relações comerciais com a China, sua participação em tais discussões poderia gerar vazamentos de informações cruciais que favorecessem não apenas os interesses de Musk, mas também os da China.

Faca de dois gumes

Se por um lado, Musk pode se aproveitar das informações para benefício próprio junto ao governo chinês, por outro, essa informação privilegiada também é uma enorme vantagem para um empresário que compete com empresas chinesas, especialmente na área dos automóveis elétricos inteligentes, satélites e telecomunicações. A perda competitiva de suas empresas em relação às similares chinesas, e portanto o risco de se aproveitar como concorrente do que virá a seguir é algo que deve preocupar o governo da China, e um ponto que não foi levantado pelos jornalistas norte-americanos.

Musk, cuja SpaceX compete diretamente com o programa espacial chinês e fornece serviços críticos ao Pentágono, teria acesso a detalhes de operações militares classificadas como “O-plans” — planos estratégicos para conflitos de grande escala. Em contrapartida, o governo chinês vê o SpaceX como uma extensão da máquina de guerra dos EUA, o que poderia tornar o acesso de Musk a planos de guerra uma ameaça direta à segurança nacional da China.

A decisão levanta questões éticas: como um empresário com negócios bilionários na China pode ter acesso a informações sensíveis sobre estratégias para conter seu desenvolvimento? Outra pergunta não feita é o risco que suas empresas passam a ser, com o papel de elite econômica que exercem na China. Pequim já reagiu contra corporações norte-americanas que considera como risco a sua segurança nacional (como Google, Intel ou Nvidia), limitando sua atuação no país.

Falso dilema

A Tesla, por exemplo, depende de uma fábrica em Xangai para mais da metade de suas entregas globais, e Musk já fez elogios públicos ao Partido Comunista Chinês. É inegável, no entanto, sua filiação ao ideário de ultradireita e sua identidade atual com o governo de Donald Trump e sua política irredutível de ataque aos interesses chineses.

Apesar dessa ambiguidade e evidente conflito de interesses, Musk teria mais a perder na disputa por espaço comercial para seus carros elétricos ou satélites na concorrência chinesa, do que traindo seu país vendendo informação estratégica para o governo de outro país, como quer sugerir o NYT. Em última instância, seu papel no governo é passageiro e sua vocação e fonte de poder é como industrial e homem de negócios.

Por que Musk precisa dessas informações?

Após a divulgação da notícia, Trump afirmou em redes sociais que “a China não será mencionada” no encontro. Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o briefing como uma discussão informal sobre “inovação e eficiência”. Contudo, fontes oficiais confirmaram que o tema central seria a guerra com a China, incluindo opções de alvos e cronogramas de ataque.

Analistas apontam que Musk, nomeado para cortar gastos no governo, pode querer entender quais sistemas de armas são essenciais para os planos militares antes de propor reduções orçamentárias. Por exemplo, a possível eliminação de porta-aviões — que custam bilhões — poderia comprometer estratégias já definidas.

Riscos para a segurança nacional

Especialistas em ética alertam que o acesso de Musk a detalhes sobre defesa espacial e cibernética — áreas em que a China investe pesadamente — pode beneficiar a SpaceX. A empresa já recebe US$ 1,6 bilhão anuais do Pentágono para lançar satélites e opera o Starlink, sistema de comunicação considerado vital para operações militares.

A China, por sua vez, vê a SpaceX como uma extensão do aparato militar dos EUA. Em 2023, um estudo da Universidade de Defesa Nacional da China destacou a “militarização do Starlink” como uma ameaça à estabilidade global.

Musk está sob investigação do Pentágono por possíveis violações de seu nível de segurança. Em 2023, funcionários da SpaceX denunciaram que ele não reportou contatos com líderes estrangeiros. Além disso, o governo Biden negou a Musk uma autorização de acesso a programas ultrassecretos, citando “riscos de segurança”, de acordo com o Vermelho.

Um jogo de riscos e recompensas

A aproximação entre Musk e o governo Trump expõe uma linha tênue entre inovação privada e segurança nacional. Enquanto o Pentágono busca modernizar suas estratégias, a relação controversa de Musk com a China e seus negócios governamentais colocam em xeque a integridade de informações que podem definir o futuro das relações EUA-China ou da própria relação entre os conglomerados empresarias de Musk e da própria China.

Categorias
Mundo

Colonos judeus lincham co-diretor de documentário vencedor do Oscar, diz diretor

Após agressão, polícia israelense teria levado cineasta palestino para local desconhecido.

Colonos judeus na Cisjordânia lincharam no início da noite desta segunda-feira (24) o co-diretor do filme Sem Chão (No Other Land, em inglês), Hamdan Ballal, vencedor do Oscar 2025 na categoria Melhor Documentário. A denúncia foi feita no X pelo outro diretor do filme, Yuval Abraham.

“Um grupo de colonos acabou de linchar Hamdan Ballal, co-diretor do nosso filme no other land. Eles o espancaram e ele tem ferimentos na cabeça e no estômago, sangrando. Soldados invadiram a ambulância que ele chamou e o levaram. Nenhum sinal dele desde então”, publicou Abraham. Veja abaixo a postagem original:

Yuval Abraham יובל אברהם
@yuval_abraham

A group of settlers just lynched Hamdan Ballal, co director of our film no other land. They beat him and he has injuries in his head and stomach, bleeding. Soldiers invaded the ambulance he called, and took him. No sign of him since.
3:15 PM · 24 de mar de 2025

Yuval Abraham, que é jornalista israelense, na sequência postou imagens da agressão cometida pelo grupo de colonos que ocupam ilegalmente a terra palestina de Masafer Yata, residência de Ballal.

https://twitter.com/yuval_abraham/status/1904250011929768348
“O colono mascarado no vídeo faz parte da turba de linchamento que atacou a vila de Hamdan, eles continuaram a atacar ativistas americanos, quebrando seus carros com pedras. A localização de Hamdan ainda é desconhecida” postou ele.

O documentário
O documentário Sem Chão traz a questão do genocídio palestino a uma posição de destaque na principal premiação estadunidense de cinema. Dois dos diretores do filme, o palestino Basel Adra e o israelense Yuval Abraham (os outros dois são Rachel Szor e Hamdan Ballal), na entrega do prêmio, discursaram e fizeram uma forte denúncia das ações militares israelenses em Gaza e na Cisjordânia.

“Há cerca de dois meses, me tornei pai, e minha esperança para minha filha é que ela não precise viver a mesma vida que vivo agora — sempre temendo a violência dos colonos, as demolições de casas e os deslocamentos forçados que minha comunidade, Masafer Yatta, enfrenta todos os dias sob a ocupação israelense”, disse Adra.

Sem Chão conta, justamente, a história das dificuldades que Adra enfrenta enquanto documenta a destruição de Masafer Yatta na Cisjordânia ocupada. A história também mostra sua amizade crescente com o segundo diretor do filme, o jornalista israelense Yuval Abraham, que passa, neste processo, a compreender as restrições, a discriminação que Adra enfrenta e a importância da resistência palestina.

O documentário já havia conquistado outros importantes prêmios. Foi escolhido o melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro de 2024, e Melhor Filme Não-Ficcional do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York.

Tática de guerrilha para disputar o Oscar
Para disputar o Oscar, os cineastas tiveram de adotar uma “tática de guerrilha”. Não houve nenhum distribuidor que aceitasse distribuir o filme nos Estados Unidos. Como o Oscar exige que a obra estreie no país para disputar a premiação, os cineastas organizaram uma exibição de uma semana no Lincoln Center, em novembro.

“Sem Chão reflete a dura realidade que temos suportado por décadas”, disse também Adra. “Pedimos ao mundo que tome ações concretas para acabar com essa injustiça e interromper a limpeza étnica do povo palestino”, completou o cineasta palestino.

Yuval Abraham também se manifestou na entrega do prêmio e aludiu à sua relação com Abraham. “Fizemos este filme, palestinos e israelenses, porque juntos nossas vozes são mais fortes. Vemos uns e outros a destruição atroz de Gaza e de seu povo, que deve acabar”. Abraham também pediu a liberação dos israelenses feitos prisioneiros pelas ações da resistência palestina em 7 de outubro de 2023.

Abraham ainda teve tempo de criticar o apoio dos Estados Unidos a Isrrael. “A política externa deste país está ajudando a bloquear esse caminho [da paz]”, disse, entre aplausos. “Vocês não percebem que estamos interligados? Meu povo só estará verdadeiramente seguro se o povo de Basel for verdadeiramente livre e seguro”, disse, antes de completar: “Não há outro caminho.”

*BdF

Categorias
Mundo Política

Celso Amorim sobre a irrelevância política de Bolsonaro: “Ficou pequeno”

Ex-chanceler minimiza importância de Bolsonaro para Donald Trump e alerta para desafios da soberania brasileira diante das big techs.

O assessor especial da Presidência da República e um dos mais respeitados diplomatas brasileiros, o ex-chanceler Celso Amorim, afirmou que Jair Bolsonaro perdeu relevância no cenário internacional, especialmente para o governo de Donald Trump.

A declaração foi .

dada em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicada neste sábado (22), em um momento crítico para o ex-presidente brasileiro, que pode se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira.

Amorim avaliou que, há alguns anos, ter um governo de extrema direita no Brasil era relevante dentro da geopolítica internacional, mas que o contexto atual é outro.

“O Bolsonaro ficou pequeno diante das grandes questões do mundo hoje”, comentou o ex-chanceler.

Ele explicou que Trump respeita o poder e aqueles que demonstram força e influência, citando sua relação com líderes como Vladimir Putin e Xi Jinping.

“Trump respeita o poder. Pessoas que são capazes de agir. Ele acaba de dizer que gosta do Putin. E pode até não gostar, mas ele respeita o Putin. Respeita o Xi Jinping”, afirmou Amorim.

No entanto, ao analisar a relação de Trump com Bolsonaro, Amorim sugere que o brasileiro não tem o mesmo peso e não é levado a sério por Trump.

“Agora, se ficar lá querendo adular, como fizeram o [Volodimir] Zelenski e alguns europeus, ele não respeita”, completou.

Big Techs e a soberania nacional
Outro tema abordado por Amorim foi a disputa entre big techs e o Estado brasileiro. O ministro do STF Alexandre de Moraes tem alertado para os riscos que essas empresas representam ao desrespeitarem a jurisdição de países fora dos Estados Unidos, adotando uma postura de “tudo ou nada” diante das regulamentações nacionais.

Para Amorim, esse embate reflete o avanço da extraterritorialidade das leis estadunidenses e o poder que as gigantes da tecnologia exercem na economia e na política dos EUA.

“Os americanos sempre tiveram essa visão da extraterritorialidade da lei americana. Mas agora eles têm a possibilidade técnica para efetivar isso”, afirmou.

Ele citou a posse de Trump, que contou com a presença de figuras como Elon Musk, para exemplificar a proximidade entre o governo norte-americano e as grandes empresas de tecnologia.

“São egos muito grandes ali. Eu acho que vai acabar havendo uma diferença entre as big techs, que têm um interesse puramente econômico, e a política”, ponderou o diplomata.

Amorim também observou que as big techs estão começando a compreender que o Brasil não abrirá mão de sua soberania e que, se quiserem atuar no país, deverão seguir as regras estabelecidas pelo governo brasileiro. Com Forum.