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Caso de governador do Acre é outro prego no discurso bolsonarista; PGR pede seu afastamento

A denúncia do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), por 5 crimes – dentre eles organização criminosa e corrupção – feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) que pede seu afastamento, é outro prego no discurso bolsonarista. A afirmação é do colunista do UOL Leonardo Sakamoto.

“É interessante que o Gladson, o governador, ele é bolsonarista. Ele era um bolsonarista roxo. Na época, inclusive até o ano passado, ele fez acenos ao governo Lula, até porque governadores precisam ter uma boa interlocução com o governo federal. Ele entregou uma cesta de produtos acreanos para o Lula. Mas o Gladson é bolsonarista.” Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

“Seria interessante ver o ex-presidente Jair Bolsonaro e ver o bolsonarismo no Congresso Nacional, que bate no peito dizendo que não há nenhum caso de corrupção envolvendo bolsonaristas, explicasse qual que é a situação. […] O caso do Cameli é mais um prego no caixão do discurso do bolsonarismo de que eles pairam acima da corrupção.” Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

“O afastamento é importante para evitar que provas sejam destruídas, funcionários públicos sejam pressionados, testemunhas assediadas, no que garanta ser um curso de investigação mais limpo possível. Uma vez que está se discutindo a gestão do governador sobre a máquina pública e ele está montado sobre a máquina pública.” Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

“A melhor coisa seria, exatamente diante dessa quantidade de evidência, a Justiça determinar o afastamento temporário do governador para que ele pudesse se defender, inclusive, se defender de uma forma mais correta. Provando que não tem nada a temer, não vai fazer pressão e garantindo que se tudo se resolver, se ele provar que as evidências não corroboram a culpa dele, que ele voltasse.” Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

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“Em dez anos, o Brasil será a Arábia Saudita da energia verde, da energia renovável”, diz Lula

“Se a Arábia Saudita é o país mais importante na produção de Petróleo, daqui há dez anos, o Brasil será chamado de Arábia Saudita da energia verde, renovável”, disse Lula.

O presidente Lula participou da sessão de encerramento da Mesa Redonda Brasil-Arábia Saudita nesta quarta-feira (29), ao lado de autoridades árabes, ministros, empresários e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e ressaltou a importância das políticas de preservação do meio ambiente em meio à crise climática que o planeta enfrenta..

“Se a Arábia Saudita é o país mais importante na produção de Petróleo, gás, daqui há dez anos, o Brasil será chamado de Arábia Saudita da energia verde”, comparou o presidente.

“Vamos diminuir o desmatamento e, até 2030, temos a meta de acabar com o desmatamento na Amazônia, faremos com que o Brasil seja o centro do mundo na produção de energia alternativa, sem medo de destruir a casa em que moramos”, acrescentou o presidente.

Sobre o encontro, Lula ressaltou que “nós estamos visitando outros países no mundo para construir parcerias”, “Não apenas para saber quanto a Árabia Saudita pode investir no Brasil, mas também quanto os brasileiros podem investir na Arábia Saudita. É esse novo jeito de fazer política externa que pode mudar a geografia do comércio mundial”, destacou o presidente.

 

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Na COP28, Brasil volta a liderar após quatro anos de ‘apagão’ ambiental

Conferência do Clima marcada por baixa participação popular começa em meio a contradições de um país sede petrolífero.

A guinada na política ambiental dada pelo Brasil em 2023 será o principal trunfo do presidente Lula (PT) na COP28 em Dubai, nos Emirados Árabes, que começa nesta quinta-feira (30/11). Na 28ª edição, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é o evento mais importante do segmento.

Em Dubai, 138 países ricos, pobres e em desenvolvimento discutirão metas e acordos para salvar o planeta do aquecimento global, que potencializou eventos extremos recentes no Brasil, como a seca na Amazônia e as ondas de calor do Sudeste e Centro-Oeste.

Após quatro anos de governo Jair Bolsonaro (PL) marcados pelo crescimento descontrolado do desmatamento e por retrocessos nas políticas climáticas, a diplomacia brasileira volta ao encontro global com o sentimento de dever cumprido e a ambição de abrir caminho para soluções concretas que podem ser seladas em 2025 na COP30 em Belém (PA).

A taxa de desmatamento, principal responsável pela emissão de gases do efeito estufa no país, caiu praticamente pela metade no bioma em 2023 e retornou a patamares pré-Bolsonaro. A redução dá condições para Lula liderar o bloco de países com florestas tropicais úmidas, que incluem o Congo e a Indonésia.

Especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato avaliam que o Brasil voltou a trilhar o rumo correto no combate ao aquecimento global, mas também veem insuficiências na política climática brasileira que precisam ser sanadas.

Alguns dos gargalos apontados são a falta de planejamento para reduzir a emissão de gás metano pela pecuária e a ausência de um cronograma para diminuir a produção e a queima de combustíveis fósseis.

A eficácia da COP deve esbarrar na baixa participação da sociedade civil que marca os Emirados Árabes, uma federação de monarquias petrolíferas onde não há eleições diretas, muito menos tradição de mobilização popular.

De olho na COP30 em Belém

Composta por mais de 2,4 mil pessoas, a delegação brasileira deste ano é a maior da história das COPs. Com Lula à frente, a equipe terá ministros e outros representantes de governo, além de empresários, acadêmicos e ambientalistas.

A principal tarefa dos governos na COP28 será aprovar o Balanço Global do Acordo de Paris, um processo que ocorre a cada cinco anos com o objetivo de avaliar a efetividade da resposta à crise climática negociada durante a COP21 na capital francesa em 2015.

Como em quase toda COP, as discussões mais sensíveis em Dubai serão a demanda dos países em desenvolvimento por financiamento climático e a diminuição do uso de combustíveis fósseis derivados do petróleo, condições básicas para preparar o terreno das COPs seguintes.

“A principal expectativa da COP29 é definir novo patamar para financiar a ação climática e, depois disso, na COP30, o esperado é que os países apresentem suas novas NDCs [sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada, que é a meta de redução definida pelos próprios países]”, declarou André Corrêa do Lado, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.

*Opera Mundi

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Janones nega rachadinha e cita ‘vaquinha’: ‘Não é ilegal nem foi realizada’

O deputado federal André Janones (Avante-MG) alegou no UOL News da manhã desta terça-feira (28) que o áudio divulgado em que ele aparece pedindo parte dos salários de assessores não se trata de um esquema de “rachadinha”, mas, sim, da proposta de uma “vaquinha”.

“Discordo que vaquinha é o mesmo que rachadinha. Tenho certeza que vocês já participaram de vaquinha na vida de vocês. E qual a diferença entre vaquinha e rachadinha? A rachadinha existe um controle: você sabe quanto a pessoa recebe, cobra um valor determinado e ela tem que devolver um valor para você. Isso é uma maneira de você desviar indiretamente.”

“Ainda que a gente questione se isso é ou não ilícito, isso não foi praticado. Não adquiri nenhum imóvel, nenhum bem, um celular ou uma pilha de controle remoto. Não comprei nada, porque a prática não foi realizada.”

Ele diz que não se arrepende porque não fez nada de errado.

Óbvio que não [se arrepende]. Me arrepender do quê? Não fiz nada de errado. Não propus nenhuma ilegalidade. Não me arrependo de nenhuma maneira. Não tem como eu me arrepender de algo que não foi colocado em prática e que, ainda fosse colocado em prática, não seria ilícito.

“Me arrependeria se eu estivesse não fazendo vaquinha e bancando viagens, mansões, hotéis caros e restaurante de luxo para meus assessores.”

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Lula e comitiva chegam ao Oriente Médio para participação na COP28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou, nesta terça-feira (28/11), na Arábia Saudita para uma sequência de compromissos oficiais. No Oriente Médio, o petista representará o Brasil na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP28) em Dubai, nos Emirados Árabes.

Esse giro marca a primeira viagem internacional desde que o petista passou por cirurgia no quadril, no fim de setembro.

Por meio das redes sociais, Lula confirmou que, na Arábia Saudita, vai apresentar projetos de investimento no Brasil e aumentar as relações comerciais e a parceria entre os países, com foco nos setores de energia, agricultura e indústria, segundo o Metrópoles.

O chefe do Executivo também reforçou que a comitiva do governo federal deve apresentar projetos no âmbito do Novo PAC para investimentos em infraestrutura. Confira o pronunciamento na íntegra:

Depois de participar da COP28 em Dubai, o petista seguirá para Berlim, capital da Alemanha, onde deve ficar por três dias. Com Lula no exterior, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), assumiu a Presidência.

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Um dos nomes cotados para ocupar Ministério da Justiça, ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski vai integrar comitiva de Lula à COP-28

O ex-ministro do Supremo Tribunal do Federal (STF), Ricardo Lewandowski, um dos nomes cotados para assumir a vaga deixada por Flávio Dino depois da indicação do presidente Lula, vai fazer parte da comitiva de empresários que acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para os Emirados Árabes na COP-28. O ministro aposentado do STF foi convidado pelo governo.

Lewandowski, que deixou o STF em abril, preside atualmente o Conselho Jurídico da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além dos Emirados Árabes, o ministro aposentado do Supremo embarcará junto a Lula rumo à Arabia Saudita, ao Catar e à Alemanha, onde o presidente encerrará a viagem, em Berlim.

Um dos nomes mais próximos de Lula no Judiciário, Lewandowski se aposentou de forma compulsória depois de completar 75 anos, idade máxima para permanência no tribunal. Nos últimos dias, com o favoritismo de Dino para ingressar no Supremo, o nome do magistrado passou a ser cotado como um dos favoritos a assumir a Justiça, caso haja fatiamento da pasta. Um dos maiores orçamentos da Esplanada, o Ministério da Justiça e Segurança Pública é cobiçado pelo PT.

Hoje, o Ministério da Justiça também cuida da segurança pública, mas uma das possibilidades é que a pasta seja dividida em duas, deixando a segurança em um ministério específico.

Outros nomes que vêm sendo cotados para a substituição de Dino são Ricardo Cappelli, seu atual número dois, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador jurídico do grupo Prerrogativas e o atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.

Além de integrar o conselho da CNI, Lewandowski foi indicado pelo governo federal para o cargo de árbitro do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul. O ministro aposentado também foi indicado pelo governo para presidir o Observatório da Democracia, um centro de reflexões e estudos sobre o fortalecimento da democracia que irá produzir relatórios, debates e publicações acadêmicas lançado pela AGU.

 

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Transfobia: entregadora faz BO contra Eduardo Bolsonaro por injúria

Parlamentar compartilhou reportagem do Metrópoles criticando entregadora que processa os pais por não a chamarem pelo nome social.

São Paulo – A entregadora Duda Taylor Araújo, de 27 anos e que se identifica como não binário, registrou um boletim de ocorrência de injúria e difamação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O registro na Polícia Civil por transfobia decorreu de uma postagem feita pelo parlamentar na rede social X (antigo Twitter), na qual critica reportagem do Metrópoles, em que Duda afirma processar os pais por não chamá-la pelo nome social.

Imagem colorida de twitte de Eduardo Bolsonaro - Metrópoles

Duda nasceu menino, mas desde o ano passado passou a se identificar oficialmente como “não binário” — que são pessoas que não se identificam especificamente com o gênero masculino ou feminino.

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Lula indica Flávio Dino para vaga no STF; nome vai para o Senado

Caso seja aprovado no Congresso, Flávio Dino deixará Ministério da Justiça e Segurança Pública para assumir vaga deixada por Rosa Weber.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para ocupar vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (27/11). O posto foi deixado em vacância com a saída da ministra Rosa Weber, aposentada da Corte no fim de setembro.

Dino foi convocado para uma reunião com Lula no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira, fora da agenda oficial do petista. O chefe do Executivo federal parte esta tarde para giro pelo Oriente Médio e viagem para Alemanha, roteiros que marcam o retorno dele à agenda internacional após a cirurgia no quadril, no fim de setembro.

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Lula decide indicar Flávio Dino para o STF e Gonet para a PGR

O presidente deve formalizar as indicações de Dino e Gonet nesta segunda-feira.

Lula decidiu que indicará o ministro Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal, na vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber, e o subprocurador Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República. O presidente deve formalizar as indicações nesta segunda-feira (27/11), antes de viajar para a Arábia Saudita, diz Guilherme Amado, Metrópoles.

Dino se reunirá com Lula nesta manhã. Deverá ser comunicado diretamente pelo presidente. Gonet também será avisado antes. A informação sobre as nomeações foi publicada pelos jornalistas Bruno Boghossian e Julia Chaib e confirmada pela coluna.

Na semana passada, auxiliares de Lula chegaram a dizer que Dino havia perdido tração na disputa, devido à necessidade de haver um ministro forte à frente da pasta. Entretanto, prevaleceu o desejo de Lula de ter um aliado com capacidade de articulação política no STF, qualidade que ele vê em Dino.