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Mídia industrial agora é terrivelmente evangélica

A Veja, que lançou Collor como caçador de marajás e deu no que deu, chegando a Paulo Guedes, que devolveu o Brasil ao mapa da fome no governo do genocida, Bolsonaro, responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros por covid, agora é evangélica desde criancinha.

Ou seja, a revistona sempre teve talento de visionário às avessas. É só lembrar que Eduardo Cunha era tratado como rei do Brasil na sua campanha pelo golpe em Dilma.

Como não pretendo descrever c da canalhice dessa bíblia do fascismo nacional, vou somente gargalhar por ver André Mendonça ser tratado como já foram duas ex-celebridades de duas das mais recentes farsas desse país, Joaquim Barbosa, no mensalão e Sergio Moro, na Lava Jato.

Mendonça, como é sabido, não existe, o que existe é Bolsonaro que, de dentro da Papuda, regerá uma orquestração das mais cretinas, via seu afilhado terrivelmente evangélico, para tentar a ferro e fogo mudar o resultado eleitoral para a Presidência da República debaixo de pau.

O homem já recebeu autorização do patrão, preso por tentativa de golpe e assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Sim, é isso que restou da direita pós-Bolsonaro, o próprio, transmutado em Flavio e, agora, em Mendonça.

Isso significa que a mídia está mostrando os dentes para Lula, como sempre fez em defesa dos candidxatos da oligarquia.

A matéria publicada pela Veja é um apito de cachorro para convocar os mais alucinados bolsonaristas para uma guerra santa contra o PT, mas sobretudo contra Lula.

O que devemos esperar disso? Porque, para a mídia, do pescoço para cima do candidato Lula, tudo é canela, sem choro nem vela.

E se a esquerda não responder à altura, dará aval para que essa panela chamada elite brasileira possa usar qualquer pinguela para associar o presidente da República a qualquer esparrela.


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‘Frankenstein legislativo’: relatoria de Derrite no PL Antifacção visa penas altas a eficácia investigativa

Manutenção de relator na Câmara amplia tensões; especialistas alertam que endurecimento de penas pode ser “inócuo”

A manutenção do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) na relatoria do Projeto de Lei Antifacção (Projeto de Lei 5.582/2025), por decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ampliou a tensão entre governistas e oposição.

O texto, que tranca a pauta do plenário e impede o avanço de outras propostas, tem votação prevista para a próxima semana. Derrite chegou a apresentar seis versões do texto, com forte oposição. Diante disso, líderes governistas questionam a permanência do relator devido às divergências entre as versões anteriores apresentadas por ele e o formato proposto pelo Palácio do Planalto e pelo Senado.

Na plataforma X, o deputado federal Lindbergh Farias (PT) criticou a permanência de Derrite na relatoria da matéria. “Sua atuação já havia sido contestada por desfigurar o projeto original do governo, apresentando seis versões sucessivas, num verdadeiro Frankenstein legislativo, com mudanças erráticas, contradições e recuos que fragilizaram a coerência jurídica e a efetividade do combate ao crime organizado”, declarou o parlamentar.

Por outro lado, Derrite celebrou a nomeação e ainda disse ver outras mudanças como um “retrocesso” citando a redução de penas para quem comete crimes graves. “Nós partimos de penas de no mínimo 20 e máximo 40 anos, mas podendo chegar a 65 anos de prisão com os agravantes. E o texto do Senado reduziu bastante isso, colocando pena máxima de 30 anos. Então eu julgo que isso é algo que a sociedade não espera do Congresso Nacional”, destacou.

O ex-secretário do governo de São Paulo diz ser contra a possibilidade do direito ao voto dos presos provisórios no Brasil, permitida no texto do Senado, e previsto na Constituição Federal, com efetivação em 2010.

No entanto, a eficácia do endurecimento penal é questionada por especialistas. Felipe Ramos Garcia, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV-USP), alerta que o aumento isolado do teto das penas tende a ter impacto limitado. Para ele, a estratégia pode ser “mais sinal político do que instrumento eficaz de redução do crime”, correndo o risco de transformar a prisão em plataforma de recrutamento se não houver controle real.

“No caso brasileiro, há ainda um risco importante: o aumento de encarceramento e do tempo de permanência no sistema prisional pode alimentar o próprio ecossistema faccional, se não vier acompanhado de um modelo efetivo que envolva separação de lideranças, controle de comunicações, redução de superlotação e ajuste de foco em alvos estratégicos.”

Segundo ele, em crimes envolvendo grupos criminosos organizados, a capacidade do Estado de investigar e produzir provas consistentes “tem mais potencial dissuasório do que simplesmente elevar as penas.”

As divergências nos conceitos também se destacam, enquanto o governo e o Senado, sob relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), defendem o termo “facção criminosa” para abranger crimes digitais e infiltração no Poder Público, uma das versões de Derrite focava no uso do termo “organização criminosa ultraviolenta”, o que sequer existe no ordenamento jurídico brasileiro, como explica José Carlos Abissamra Filho, presidente da Comissão Especial de Advocacia Criminal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) São Paulo.

“Derrite cria figuras jurídicas novas ao inserir essas mudanças na lei do terrorismo, estamos oficialmente instalando aqui no Brasil estruturas jurídicas mais próximas da lógica da guerra, o que tende a não dar o resultado almejado, já que a guerra às drogas está em vigor desde a década de 70 e a criminalidade, ao contrário de ser combatida, somente se agrava.”

Ao Brasil de Fato, Vieira argumentou em dezembro que as mudanças do Senado visam “viabilizar o ataque ao andar de cima do crime organizado”, superando a visão de que o crime se restringe ao “pobre na favela com fuzil”.

O senador disse que o crime organizado é uma “atividade econômica fortíssima, estruturada, com infiltração nos três poderes”, exigindo ferramentas que atinjam a lavagem de dinheiro, por exemplo.

O projeto do governo e o que mudou na versão de Derrite
O PL Antifacção é uma iniciativa do governo federal para fortalecer o combate às organizações criminosas e tem percorrido um caminho legislativo marcado por muitas alterações entre sua concepção original e as versões debatidas no Congresso Nacional.

Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 31 de outubro de 2025, o texto inicial do Executivo buscou atualizar a Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013), introduzindo a figura da “facção criminosa” na legislação brasileira.

A proposta governamental previa penas de 8 a 15 anos de prisão para a atuação de facções que visam o controle territorial ou econômico, com homicídios relacionados a essas organizações sendo classificados como crimes hediondos, com penas de 12 a 30 anos.

Além da tipificação, o projeto do governo federal estabelecia eixos para fortalecer a investigação, permitindo a infiltração de policiais e colaboradores em facções, e a criação de um Banco Nacional de Facções Criminosas.

A medida amplia o acesso a dados digitais e de geolocalização, e autoriza métodos avançados de investigação, como a criação de empresas fictícias para rastrear crimes financeiros.

Também visava punir a infiltração no Poder Público, com o afastamento de agentes e impedimento de contratação com o Estado por 14 anos para condenados. O estrangulamento econômico das facções, com apreensão de bens e bloqueio de operações financeiras, e a redução do poder operacional, incluindo o monitoramento de parlatórios e a transferência de presos sem autorização judicial em casos de motim, complementam a proposta.

No entanto, a versão aprovada pela Câmara dos Deputados, sob relatoria de Derrite, introduziu mudanças significativas. Uma das principais alterações foi a substituição do conceito de “facção criminosa” por “organização criminosa ultraviolenta”. Essa categoria especial concentra penas elevadas (20 a 40 anos), focando em repressão rigorosa.

As penas propostas por Derrite eram mais severas, variando de 20 a 65 anos de prisão, com aumento de metade a dois terços para as lideranças.

Em relação ao julgamento, a versão da Câmara retirava a competência do tribunal do júri para assassinatos e crimes contra a vida cometidos por membros de facções ou milícias, transferindo-a para juízes.

A proposta da Câmara ainda propunha o fim do auxílio-reclusão para dependentes de presos por crimes de facções ou milícias. No campo constitucional, as propostas de Derrite enfrentam resistências técnicas. José Carlos Abissamra Filho classifica o texto do deputado como uma “legislação de emergência” com carga simbólica superior à eficácia jurídica.

Ele aponta que o bloqueio do auxílio-reclusão e a punição de quem dá abrigo a investigados podem atingir familiares de forma indevida. “A vedação de direitos como o auxílio-reclusão é uma punição para a família do preso, o que é inconstitucional, pois a pena não pode passar da pessoa do condenado”, explica Abissamra, citando a violação direta ao artigo 5º da Constituição Federal.

Financiamento do FNSP
A proposta de Derrite também previa a divisão dos recursos de bens confiscados entre União e Estados, que seriam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), caso a Polícia Federal (PF) participasse da operação. O texto previa que os recursos dos bens apreendidos das facções e milícias também seriam distribuídos para fundos estaduais, o que, segundo a PF, retira o financiamento da corporação.

Derrite manteve a previsão “de que o produto ou proveito do crime seja revertido em favor do ente federativo responsável pela investigação”. O texto ainda proíbia o auxílio-reclusão para envolvidos com facções e milícias, além de vedar o direito ao voto para qualquer preso, mesmo os não condenados.

*BdF


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Política

Deus acima de todos, Mendonça acima do STF: como a mídia fabrica um novo Sergio Moro

A mídia está tentando transformar André Mendonça no novo Joaquim Barbosa ou no novo Sergio Moro.

Ele já está na capa da Veja, como seus antecessores.

Na CNN, cujo dono tem negócios com Daniel Vorcaro, do Banco Master, conforme revelado por Vinícius Segalla no DCM, a bajulação do ministro terrivelmente evangélico tomou conta de uma conversa mole.

Thaís Herédia se embrenhou pela “psicologia” do Supremo Tribunal Federal, dando o costumeiro cacete nos demônios Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

“Nós tratamos aqui da soberba do Toffoli e do Alexandre de Moraes… O André Mendonça tem uma personalidade diferente, até em função da religião, tem outro comportamento”, disse.

“Ele pede para as pessoas saírem da sala porque ele quer se dedicar a orações”, completou William Waack, citando sua própria coluna no Estadão. “Mas ele não é arrogante”, afirmou Caio Junqueira.

Sim, de acordo com Waack, aconteceu o seguinte: “Homem de profunda convicção religiosa, o ministro Andre Mendonça teria imediatamente se recolhido em orações ao saber que fora sorteado como novo relator do caso Master”.

“Notícia suplementar alvissareira, o ministro teria dito a interlocutores que o caso Master é definidor de como ele será considerado pela posteridade, e é salutar que alguém no Brasil ainda se preocupe com o que pensam os pósteros”, escreveu Mario Sabino no Metrópoles.

Na inacreditável Gazeta do Povo, Deltan Dallagnol não se conteve em seu júbilo. “Mendonça derrubou todas as decisões de Toffoli que amarravam a Polícia Federal (PF) e a CPMI do INSS, a qual também havia se debruçado sobre o Master. Moraes e Toffoli, que até poucos dias atrás comandavam o alcance e o fluxo das investigações, perderam o sono com o seu pior pesadelo se concretizando”, escreveu.

Exaltou a “retidão” de Mendonça e referenciou Waack e a cena da oração. “É esse o perfil do magistrado que agora conduz a investigação mais importante da história recente do STF: humilde, temente a Deus, técnico, sério, sem blindagens, sem protecionismos”, declarou.

É daí para baixo. Daqui a pouco Mendonça estará recebendo algum prêmio das mãos dos Marinhos e sendo convidado para chá com bolacha vencida na ABL com Merval Pereira e quejandos. Já virou santo.

Se Deus quiser, vai lembrar do que está em Provérbios 26,28 a respeito dos puxa-sacos: “A língua falsa odeia os que ela aflige, e a boca lisonjeira provoca a ruína”.

*Kiko Nogueira/DCM


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Andreia Sadi, uma gringa evangélica na Sapucaí

O colunismo de política no Brasil erra tanto quando quer catequizar os telespectadores e leitores, que o cipó aroeira acaba acertando a própria bunda.

Eles, os jornalistas, num só evento nas suas linhas gerais, confundem samba com rumba, porque essa é a grande verdade que norteia os modernos comentaristas da GloboNews, por exemplo, onde a sonoridade da bateria de uma escola que prima por um ideal antifascista, é transformada em pedra que atrapalhará a candidatura de Lula à reeleição.

Essa alma maquinizada pela central de jornalismo da Globo é uma das principais correntes de navegação num mar de bosta, porque como essa gente gosta de falar merda!

Mas Andreia Sadi conseguiu ser pior que Andreia sadi. Vestida de pudica evangélica tentou emplacar as latinhas da Acadêmicos de Niterói numa ponte com o Palácio do Planalto, mesmo à distância.

Então, tome besteira multiplicada por mil, dominada pela natureza bruta da ignorância sobre aquilo que comentará.

A moça, coitada, que tem uma cultura sofrível, conseguiu em torno de si todos os adjetivos de uma pessoa idiota, intelectualmente atrofiada, republicadora de asneiras dentro do estrito espaço da mediocridade nacional.

Quando ela tenta sugerir uma interferência do governo Lula no desfile da escola que o homenagiou, Sadi não resiste e sapeca, ao vivo e a cores, as maiores sandices colossais, mas sobretudo coloniais de uma gringa evangélica na Sapucaí, ganhando o troféu mundial de comigo ninguém pode, quando o assunto é ignorância sistematizada por ouvir o galo cantar sem saber aonde.

Seu relatório não trouxe um esboço de realidade, ao contrário, só mostrou que, para falar da cultura brasileira, do desfile de escolas de samba, ela é um poço de estupidez.


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A lata de conserva se transformou na candidata da direita à Presidência da República em 2026

A propagação da piada, criada pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, rendeu frutos políticos inimagináveis contra a própria direita, que tentou crucificar Lula pela piada.

A lata de conserva, tão popular no Brasil, na leitura dos teóricos da conspiração evangélica, transformou-se num ícone da direita, mais importante do que o principal candidato de oposição a Lula.

Somente um abestado, incapaz de entender uma piada que não ofendeu ninguém além do gado bolsonarista, por sua escolha estúpida de súdito do seu próprio algoz, para fazer barulho nas redes contra uma galhofa em um evento chamado carnaval, que é, em última análise, o ponto alto da galhofa nacional.

Isso é ser mais que um gringo na Sapucaí, é não entender patavinas de carnaval, de escola de samba e, menos ainda de piada, já que ódio não produz arte, muito menos criatividade, quiçá alegria.

Que culpa tem o brasileiro alheio à picaretagem religiosa de fazer parte de uma grande festa nacional em que uma lata de ervilha, segundo os cachorros loucos do bolsonarismo berram que foi ataque a cristãos quando, na verdade, não há qualquer menção religiosa quando se refere a conversadores na lata de conserva?

A ideia foi genial, é daquelas sacadas de estalão que emenda de bate-pronto uma palavra na outra com sentido jocoso, conservadores de lata de conserva, até porque a designação conservador, no Brasil, serve como massa de modelar, fakes para servir de arma política da direita.

Ali, na batata, nenhum desses soldados obedientes ao apito de cachorro tem a mais tenra compreeensão do significado conservador, até porque eles são tão analfabetos políticos quanto em qualquer área do conhecimento.

Se essa gente acha que, bater lata contra Lula em pleno carnaval, fará barulho contra ele, sinto dizer que, no carnaval, as latinhas e conserva sempre serviam de instrumento de batucada para a massa do povo que, politicamente, paga pela ignorância sobre a própria cultura brasileira, a cultura popular, aquela que vive sendo atacada por pastores malandros e pela direita oportunista que se diz conservadora.

O fato é que, hoje, fala-se mais na lata de conserva do que em Flavio Bolsonaro.

Grande marketing político às avessas da direita!


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Pastor que apoia Bolsonaro, presta?

No empobrecido cenário político em que a direita se encontra, por culpa, principalmente de Bolsonaro, por não admitir que qualquer correligionário coloque a cabeça pra fora, surge uma montanha de patifes do submundo evangélico que se arvoram em se apresentar como pastores, apoiadores de Bolsonaro, que só assegurou ganhos estratosféricos para seu clã, enquanto a população via seu chão derreter.

Como pode um pastor apoiar um sujeito que foi responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros por covid, devolveu 34 milhões de brasileiros para a mais absoluta miséria, dos quais grande parte das vítimas dessa engenhosa forma de corrupção, era do rebanho desses mesmos pastores picaretas que ajudaram a maquinizar apoio político ao próprio algoz da população.

Isso, sem falar na comunhão do mesmo Bolsonaro com tudo o que não presta nesse país e, claro, o vigarista tentou dar um golpe de Estado em que Lula, Alckmin e Moraes seriam vítimas fatais, por envenenamento ou por arma de fogo, daquela brutalidade, como foi delatado por vários comparsas de Bolsonaro.

Então, diante de um quadro como esse em que Bolsonaro dominava o território dito evangélico, por conta de pastores mercenários, o que motiva um charlatão a apoiar outro, se não for por puro mau-caratismo e interesses que movem tal escrescência.

Não dá para o sujeito posar de escapulário da fé cristã tendo como senhor dos senhores o capeta em forma de presidente.


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A criminosa engrenagem da Lava Jato operou para Moro vencer a eleição presidencial de 2022 por WO

Na história do Brasil, não existe um político, dentro do Congresso, mais chacoteado do que Sergio Moro. Mais que isso, o “ex-salvador” do Brasil, personagem criado pelas redações do Grupo Globo, que tem a gratidão eterna dos Marinho, sempre enfrentou críticas duras no Congresso que, depois, eram azeitadas pela grande mídia ou simplesmente subtraídas das pautas políticas.

O maior dos personagens da república de Curitiba jamais pagou suas dívidas com a justiça, mas o Congresso como palco sempre lhe negou qualquer alívio, não só lá, ainda ministro de Bolsonato, teve que ouvir a narrativa cabeluda de Glauber Braga, num enredo didático da condenação e prisão de Lula, de um juiz corrupto em campo que, depois, foi contratado pelo clube que ele beneficiou e, no final, Glauber tatua na testa do ex-herói dos pés de barro a pecha, com muita propriedade, de juiz corrupto e ladrão.

Moro, de mamute contra a corrupção, transformou-se automaticamente em bacorinho fugitivo de um chiqueiro que o próprio criou para se engordar politicamente, saindo do Congresso como um cão sarnento pela porta dos fundos, sem rebater uma única vírgula do que disse o grande deputado.

Do ponto de vista político, foi a grande tragéia que deu início à desconstrução de um hipócrita farsante que dormiu vestido de padre e acordou com trajes do capeta. Isso não é pouca coisa.

Moro se comportou como um camundongo assustaqo diante de um Glauber Braga em êxtase por ter desmascarado, ao vivo e a cores, o fanfarrão-mor da república de Curitiba.

Ou seja, a besta do balão estava desencantada, pois nem de relinchar foi capaz e, ao contrário do que imaginou o massacre de Glauber, não decantou, e a coisa só piorou, postergando para um futuro infinito a imagem de um cagado como senador, onde todos que tiveram embates com ele, lhe chutaram a bunda, até mesmo o hacker de Araraquara, porque não serei covarde de lembrar a carraspana que tomou do então ministro da Justiça, Flávio Dino, que o colocou muito abaixo de uma barata e, mais uma vez, Sergio Moro tentou se esconder na própria sombra.

Mas nada disso, mesmo diante de um alvejamento de sua imagem por um número incontável de oponentes, Moro, amparado por uma mídia que operou como babá do fantasiado herói, arrasta-se no Senado como um leproso que nem os supostos aliados querem posar ao lado dele.

O sujeio é um político bichado que, fora do Paraná, é tido como alguém que tem como motor político um troço que bateu biela na largada.

Mas é preciso desenhar a estratégia de Moro desde sua parceria criminosa com Bolsonaro ainda vestido com a toga, negciando a cabeça de Lula para Bolsonaro vencer a eleição de 2018 e ele assumir uma suposta super pasta da Justiça e Segurança Pública, o que foi feito.

Bolsonaro, por sua vez, percebeu que estava criando cobra, não entregou o suposto poder ao pária até para um governo de párias, a começar por Bolsonaro, que culminou numa degola na fatídica e despudorada reunião ministerial em que Bolsonaro diz claramente que Moro armou uma cama de gato para ele, filhos e aliados e, por isso, a forca virou sua gravata de ministro naquele momento, porque Bolsonaro deu-lhe uma invertida com as informações de seus arapongas da Abin.

O fato é que aquele episódio, que serviu como bactericida para eliminar Moro, foi o último de uma série de ações que o ex-juiz produziu desde Dilma, Lula, mas também Temer e Aécio que entraram no radar de seus bombardeios midiáticos.

Moro, em parceria com a Globo, foi eliminando, um a um, quem ele considerava mata-burro para chegar à Presidência da República em 2022 sem candidato de peso e, assim, venceria a eleição por WO.

Mas sem o apoio dos bolsonaristas por ter traído Bolsonaro, a manutenção do próprio Bolsonaro como candidato à reeleição, mas sobretudo a volta de Lula ao topo da disputa eleitoral, fez com que Moro, de representante da terceira via, depois que Dória jogou a toalha, o burro de Curitiba teve que dar de fasto, tratorando seu próprio padrinho político, Álvaro Dias, e concorrer ao Senado sob as bênçãos de Bolsonaro e filhos, sobre quem ele já havia declarado que não passavam de um clã de corruptos.

Nisso tudo, duas coisas chamam a atenção, Moro cometeu uma enormidade de crimes tão graves quanto os de Bolsnaro, ficando com a bucha totalmente queimada prante a justiça, mas também perante à mídia. No entanto, ele terminou por provar que ainda mantém as costas quentes no judiciário, assim como no Ministério Público e também na mídia, tendo a Globo como mãe protetora do sacripanta curitibano.


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Marcos Coimbra: “Já podemos até pensar em vitória de Lula no 1° turno”

Cientista político analisa chances de Lula ganhar a eleição diante de adversários sem competitividade e relevância política

o cientista político Marcos Coimbra analisou as chances do presidente Lula (PT) ser reeleito nas eleições de outubro e defendeu que o petista pode ganhar já no primeiro turno se o seu adversário for Flávio Bolsonaro (PL).

Para Coimbra, o anti-lulismo hoje não tem um forte candidato que consiga disputar de maneira acirrada a eleição com Lula. “Tem um cidadão de quarta categoria política, que é um dos filhos do Bolsonaro”, afirma Coimbra, se referindo a Flávio Bolsonaro, escolhido para substituir o ex-presidente.

O cientista ainda afirma que é justamente pela falta de uma candidatura competitiva e relevante com Lula que a direita e a extrema direita fabricam fatos, novidades e notícias políticas mesmo quando não há, de fato, um assunto. Coimbra se refere aos ataques contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que desfilou no Carnaval do Rio de Janeiro com um samba-enredo em homenagem a Lula. A escola acabou sendo rebaixada novamente para a Série Ouro, o que virou uma arma política da extrema direita para atacar o presidente.

No entanto, Coimbra considera isso um “não-assunto”. “É um não assunto que só se transforma em tema de discussão por causa desse quadro de carência de uma alternativa a Lula”, diz.

Ele ainda acrescenta que, com isso, já deve ter políticos ensaiando um golpe jurídico para tirar Lula do páreo, já que a vitória do presidente já é praticamente certa. “E se continuar desse jeito, podemos começar a pensar até numa vitória em primeiro turno. Não tanto pelos méritos, mas também pelo quadro lastimável de opções que existem ao nome de Lula”, afirma o cientista.

“Sequer um sujeito como o Bolsonaro, que podia representar alguns valores ultra-reacionários, anti-democráticos e de baixa qualidade intelectual, existe este ano. Estão restritos a ficar tentando fabricar um filho do Bolsonaro porque não tem nada para pôr no lugar”, diz Coimbra.

Para o cientista, o único nome que tinha alguma chance de competir com Lula era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Porém, Coimbra ainda acha que o governador será de fato o candidato do bolsonarismo.

Tarcísio de Freitas vs Flávio Bolsonaro
Em relação a essa disputa de quem será o substituto de Bolsonaro, Coimbra considera que Tarcísio teria um “conteúdo minimamente concreto” para apresentar durante a campanha eleitoral. Já o filho de Bolsonaro “não tem expressão em lugar nenhum da vida política brasileira”. “Não tem conteúdo, não tem proposta, não tem ideia, não tem trabalho, não tem currículo. O que que ele é? O filho do Bolsonaro”, diz o cientista.

Coimbra ressalta que, fora do “núcleo irracional” do bolsonarismo, é muito difícil viabilizar um candidato que tem apenas o sobrenome. “Sinceramente, nós já vimos na política brasileira o quão curta é a trajetória de quem não é nada, a não ser filho de alguém.”

Avaliação do governo e votos
Coimbra também analisou a avaliação do governo Lula e como os resultados devem ou não influenciar na votação. O cientista afirma que não só no Brasil, mas mundo afora, há uma grande dificuldade de governantes democráticos serem majoritariamente bem avaliados.

O cientista explica que essa nova realidade pode ter várias explicações, como relativas a performance dos próprios governos, que caíram em todos os outros lugares do mundo, muito pelo fato do novo capitalismo ofertar muito menos dinheiro para políticas sociais.

No entanto, Coimbra defende que, diante desse quadro, os números de Lula são normais. “Não sinalizam que ele terá uma reeleição complicada. E se a gente quiser um exemplo brasileiro, é só olhar como é que estava a avaliação do Bolsonaro em 2022 e como é que ele terminou, com 48,5% do voto. Ele tinha números muito ruins de avaliação. A média, a avaliação positiva dele estava na casa de 25”, relembra o cientista.

“Em todas as outras áreas sem ser a Segurança Pública, ele tinha números péssimos. Pois bem, chegou no final comprovando que a avaliação de governo e voto têm cada vez menos relação. Ele chegou no final com os 48,5%, o que assustou todo mundo pensando que realmente o povo brasileiro gosta de governante de terceira qualidade”, completa Coimbra.

“Eu sou muito cético com relação a essa vinculação entre boa avaliação de governo e voto e acho que até outro dia nem existia na gramática da política brasileira a palavra’ incumbência’. Nós estamos vendo hoje o quão importante é estar no governo, fazer as coisas de um governante – até inventar coisas, como o Bolsonaro cansou de inventar naquele final de primeiro turno e na transição do primeiro para o segundo. É esse tipo de incumbência que pesou e que é a grande explicação para o Bolsonaro ter tido aquela performance. Não tem nada a ver com ideologia, tem nada a ver com tese da direita, pauta ideológica ou pauta religiosa.”

Por fim, o cientista afirma que a esquerda deve fazer uma eleição como as outras, mas com uma realidade diferente de 2022. “Naquele ano, quem tinha que convencer de que se ganhasse faria coisas era o Lula. Agora não, quem tem que convencer não é nem o Bolsonaro, que podia ter um certo direito de dizer ‘aquilo que eu fiz eu vou fazer de novo’. Não tem nada disso. Tem um filho dele que vai dizer: ‘Eu vou fazer igual o papai’”.

*Marcos Coimbra em entrevista à Forum


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É preciso dizer que nem sempre foi assim, o fluxo, sem a censura das big techs, funcionava de outra maneira, na verdade, de forma absolutamente livre dos algoritmos que garimpam ouro para quem banca essa fatura e amordaça quem não o faz, criando um aprofundamento na desigualdade das armas que os blogs de direita acabam impondo aos de esquerda.

Frisamos, é falso imaginar que blogs falsificadores de direita enfrentam os pachecões atravessados das gigantes tecnológicas no Brasil e no mundo.

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