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Empresa que atrasou entrega de vacinas foi denunciada por esquema de propina

A Intermodal Brasil Logística (IBL), empresa contratada pelo Ministério da Saúde para transportar as vacinas pediátricas contra a Covid-19 da Pfizer, já foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por envolvimento em um esquema de propinas na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O Metrópoles teve acesso à íntegra do processo.

O suposto suborno dado a servidores da superintendência teria como objetivo agilizar o processo das apresentações de mercadorias na Zona Franca de Manaus e obter as chancelas sem as devidas vistorias. Com isso, a companhia seria beneficiada com incentivos fiscais.

A denúncia feita pelo MPF contra a IBL e outras duas empresas, por improbidade administrativa, foi apresentada em junho de 2016 pelo procurador Alexandre Jabur – que também fez parte da finada força-tarefa da Lava Jato –, mas ainda não foi aceita pela Justiça.

Os crimes teriam ocorrido em meados de 2007, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Rio Nilo. Trinta e uma pessoas foram denunciadas pelo MPF. Entre os acusados, estão o atual presidente da IBL Logística, Jonatas Spina Borlenghi, e o então gerente da empresa em Manaus, Neil da Silva Araújo, que admitiu o envolvimento da companhia no esquema.

Em março de 2015, a juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas, condenou 30 réus por estelionato, formação de quadrilha, corrupção e falsidade ideológica. Nesse caso, Borlenghi foi o único absolvido, por falta de provas.

No ano seguinte, o MPF propôs a ação de improbidade administrativa contra as empresas.

Hoje, a IBL Logística tem apresentado problemas na entrega do imunizante para o público infantil. A vacinação contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) para crianças de 5 a 11 anos começou no último dia 14 no país. Levantamento feito pelo Metrópoles apontou que ao menos 11 estados e o Distrito Federal relataram atrasos na chegada das primeiras doses da vacina pediátrica.

Os contratos entre a IBL e o Ministério da Saúde foram firmados em dezembro do ano passado, no valor de R$ 62,224 milhões, com dispensa de licitação. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar a contratação da companhia.

A Folha de S. Paulo revelou, no último domingo (16/1), que a IBL não tem experiência com vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esquema Homero

As investigações do Ministério Público apontaram a existência de uma organização criminosa na área de integração de mercadorias na Zona Franca de Manaus. Empresários de São Paulo simulavam a remessa de mercadorias para obter isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Por outro lado, os vistoriadores da Suframa facilitavam o ingresso de produtos, sem a devida conferência, “sequer da documentação necessária”, como narra a denúncia.

A ação foi apelidada pelos investigadores de esquema Homero, por ter como principal articulador o vistoriador Homero Cordeiro Tavares, que era na época um servidor antigo da Suframa. Ele coordenava a arrecadação da propina e sua distribuição aos demais integrantes do esquema, o que demonstrava uma organização hierarquizada, com divisão de tarefas e ações permanentes, segundo a acusação.

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“Seja o primeiro dos vencidos a apoiar Lula”, disse Brizola a Ciro em 2002. “Será importante na sua trajetória para o futuro”

Por Luís Costa Pinto, do 247 – Há 20 anos, na semana derradeira de uma campanha intensa que terminaria por sagrar o petista Luiz Inácio Lula da Silva enfim vitorioso depois de três derrotas consecutivas em eleições presidenciais, Leonel Brizola convocou o então candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, para um almoço reservado. Ciro fez questão de levar o jornalista que o assessorava: eu. O relato desse encontro só viria a público quando o 3º volume de “Trapaça – Saga Política no Universo Paralelo Brasileiro” estivesse, enfim, nas livrarias físicas e virtuais (o que só acontecerá em março deste ano, em razão de atraso na produção da Geração Editorial provocados, entre outros fatores, pelas intermitências da pandemia). Em razão do centenário de Leonel de Moura Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, ex-deputado, uma das personalidades políticas mais fortes e marcantes da cena nacional, ocorrer no dia seguinte ao cometimento de mais um ato de insensatez por parte de Ciro Gomes (agora no PDT, sigla que foi fundada por Brizola ao voltar do exílio), antecipo-o aqui.

O relato que segue sempre esteve guardado em minha memória jornalística, além de dormir por duas décadas nas cadernetas de anotações que mantenho de passagens relevantes do dia a dia. Ele revela a dimensão do personagem Brizola e o diapasão que o separa de alguém como Ciro que, mesmo com 40 anos de vida pública, como ele se jacta de ter, não compreendeu o papel que a História lhe reserva:

Eis o trecho do livro:

“Em quatro dias, depois das declarações estapafúrdias sobre o papel de Patrícia Pillar, Ciro Gomes havia perdido seis pontos percentuais de intenções de votos entre eleitoras mulheres em todo o Brasil – caindo de 25% para 19%. José Serra, por sua vez, ganhara os mesmos seis pontos e passara de 15% para 21%. A partir dali e por mais um mês, a campanha do candidato do PPS viveu pequenos momentos de grandes desencontros e, para mim, pelo menos um grande encontro.

No dia 2 de outubro, última quarta-feira antes do primeiro turno da eleição, tínhamos entregado os pontos. Não havia mais chance de qualquer virada de última hora contra José Serra, do PSDB, capaz de forçar um segundo turno entre Ciro e Lula do PT. O petista venceria quaisquer adversários nos ensaios de segundo turno. A meta de todos passou a ser, portanto, sair com honrosos 12% a 15% dos votos e ficar em terceiro lugar na disputa.

No dia seguinte ocorreria o último debate entre os quatro candidatos melhor posicionados – pela ordem, Lula, Serra, Ciro e Garotinho – na TV Globo. Sem agenda eficaz de campanha, Ciro ficou no Rio. Estava um pouco deprimido. Tomei café no hotel, na Avenida Atlântica, e fui encontrá-lo na casa de Patrícia Pillar. Esperei bastante, cerca de uma hora e meia, até ser recebido. O candidato estava numa sessão de relaxamento.

– Tem compromisso para o almoço? – perguntou quando me viu.

– Não – respondi. – Mas, agora que bate onze horas. Quer almoçar já?

– Venha almoçar comigo e com o Brizola.

Imaginei que seria um compromisso político. Fizemos o tempo passar ligando para alguns colunistas e editores de jornais, finalizando os tópicos centrais do debate do dia seguinte. Antes de uma da tarde saímos em direção a Copacabana, onde morava o ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Ao chegar ao prédio dele, numa esquina da Atlântica, estranhei a ausência de outras pessoas ou lideranças políticas. Tocamos a campainha. Pouco menos de um minuto depois, de calça jeans e calçando meias sem sapatos, camisa quadriculada em tons de azul, uma faca na mão e um pano de prato sobre o ombro, o engenheiro Leonel Brizola abriu a porta.

– Entrem. Estou só, é folga da moça que me ajuda – convidou. – Seremos só nós três. Vamos comer na cozinha mesmo. Estou terminando de cozinhar… rabada com agrião. Gostam?

Respondemos automaticamente que sim. E, mesmo que não gostássemos, as respostas não seriam diferentes. Ciro ficou conversando algo em torno de culinária e de cozinhas regionais. Eu aproveitei para observar ao redor. Não tinha dúvida do privilégio absoluto que era estar ali, na casa dele, no outono de um dos maiores políticos da História brasileira, salgando as feridas de uma campanha eleitoral em que amadurecia na derrota.

Brizola pôs uma garrafa de vinho, rótulo uruguaio, sobre a mesa retangular da pequena copa e nos avisou que era um Tannat. Mas, se quiséssemos, mudaríamos a uva. Não ousamos fazê-lo, claro. O velho lobo de tantas crises e tantas eleições não admitiu ajuda. Enquanto provava o caldo da rabada para saber se deveria colocar mais pimenta, ou não, reservava os maços de agrião. Avisou que o acompanhamento seria apenas pão.

– Meus amigos – começou a palestrar com o timbre gauchesco que se converteu em sua marca característica. – E não é que o sapo barbudo vai vencer? – disse aquilo e sorriu, referindo-se à piada que soltara em 1989, quando disputou palmo a palmo contra Lula a passagem ao segundo turno para enfrentar Collor. – Teremos um governo do PT, mas, não será um governo de esquerda exatamente como pensamos que podia ser, ousado; também não será um desastre como nossos adversários torcem, acusando-o de atrapalhado. Lula não tem nada de comunista, de extremista. Vai engolir a todos. Fique próximo dele, Ciro. Seja o primeiro a dar apoio incondicional a ele para o segundo turno – aconselhou.

– Não sei se é o melhor para mim, governador. Estou muito machucado pelo tanto que apanhei – respondeu o cearense.

– Esqueça isso. Vocês têm a mesma raiz, são do mesmo solo. Cresceram no mesmo terreno. Durante muito tempo insisti no erro de exigir posicionamentos do Jango que ele não podia assumir. Ficamos afastados por causa disso. Nossos adversários são as elites, o atraso, o Brasil conservador e arcaico defendido pela mídia, sobretudo pela Rede Globo. Se você tivesse chegado até aqui com chances de derrotar Lula, a Globo estaria com você como apóia Serra. Não fique atrás de Garotinho, e esse é o seu desafio. Cuidado com o Garotinho. Ele vai terminar inventando alguma história para dizer que você desistirá no último dia para apoiá-lo.

– Sem chance! – protestou Ciro.

– Sei disso. Mas ele dirá. O objetivo é desgastar você. Dou um conselho: seja o primeiro dos vencidos a apoiar Lula. Isso será muito importante na sua trajetória para o futuro. E você pode ser a voz ponderada alertando-o contra a Globo.

Eu acompanhava a conversa enquanto destrinchava os ossinhos do rabo do boi, separando carne e gordura e reservando o resto. O agrião fora posto na panela no momento preciso – nem antes da hora, o que o deixaria amargo e excessivamente murcho, nem depois, evitando que ficasse excessivamente crocante e travoso. Havia xícaras com as quais podíamos beber apenas o caldo formado durante o lento cozimento do prato principal.

– É para sentir o sabor exato do cozido. Os estancieiros uruguaios fazem assim. E no frio, ajuda a aquecer – explicou Brizola. Desde então, adotei como hábito pessoal beber caldos durante almoços ou jantares com carnes ensopadas ou mesmo com feijão. – Comida tem de reconfortar, não só alimentar – ainda ensinou.

Servi-me de mais uma taça de vinho. Esvaziei a primeira garrafa. O ex-governador perguntou se Ciro mudaria a uva. Negativa aceita, ele me pediu para abrir uma segunda garrafa do ótimo Tannat do Uruguai. Apurei o ouvido.

– Cuide para não errar mais em declarações sobre a Patrícia Pillar. No dia seguinte, é ela quem estará com você. O resto, some: só perseguem o poder. Não se intimide com essas pancadas. Elas são feitas para intimidá-lo – seguiu aconselhando Brizola.

– Sei disso, governador. Foi uma grande trapaça que fizeram comigo.

– Ciro, Ciro: se não há trapaça, não há política. A história da humanidade e a vida de cada um de nós é uma coleção de trapaças. O segredo é a forma como as superamos e quão vivo estaremos para contar a nossa versão.

Seguiram-se digressões sobre o caráter de Anthony Garotinho, sobre o erro que Brizola admitia ter cometido ao se conservar distante de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco deposto e perseguido pela ditadura militar, exilado entre 1964 e 1979.

– Juntos, teríamos vencido o Fernando Collor em 1989 e o Lula e o PT teriam amadurecido melhor – disse ele. Ainda lamentou a forma como Ciro fora triturado no Jornal Nacional depois da declaração sobre Patrícia Pillar.

– Até ali, a Globo tinha dúvidas sobre a viabilidade de apoiar Serra ou você. Naquele episódio, emboscaram-no na esquina e atiraram. Só tinham uma forma de fazer o serviço: bem feito. Destruíram você, para evitar riscos de uma volta por cima.

Ciro Gomes encheu os olhos d’água e mudou de assunto. Servi três xícaras de café que Brizola tinha acabado de coar. Olhei o relógio redondo, azul, sobre o portal da copa. Faltavam cinco minutos para três horas. Chegara a nossa hora. Teríamos de fazer, ainda, um media training para o debate do dia seguinte.

– Estarei sempre aqui. Tenha-me como um amigo – disse o ex-governador gaúcho e fluminense, tocando carinhosamente as costas de Ciro e conduzindo-o até a porta.”
Trecho do capítulo 2 (“Reencarnações”) do volume 3 de Trapaça – Saga Política no Universo Paralelo Brasileiro, que está no prelo e em produção pela Geração Editorial. Será lançado em março de 2022 e haverá pré-venda na Internet.

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Ei psiu, o blog Antropofagista precisa de você

Pra que não fique dúvida, o Antropofagista é um blog de esquerda, porém independente sem qualquer patrocínio, e estará sempre empenhado na campanha de Lula e, com ele, a volta da democracia.

O blog continuará a todo vapor em 2022 e, portanto, reiteramos aos nossos leitores que, na verdade, são nossos parceiros, para que colaborem com qualquer valor para seguirmos com o nosso trabalho que, mesmo tendo uma estrutura bastante enxuta, tem uma monetização irrisória e, por isso necessita de mais recursos para que o barco seja tocado.

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No centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, Lula repete o sentimento de Mário de Andrade: “Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil” 

Quando, em 1917, Mário de Andrade, observando a trajetória da música brasileira, classificando-a como um exemplo de antropofagia, que dava característica própria, autônoma e identitária ao que ele considerava extraordinária música brasileira, o grande guru da Semana de Arte Moderna de 1922, trazia a receita dos elementos fundadores da nossa principal manifestação artística cultural.

O entusiasmo de Mário de Andrade com o resultado de uma expressão classificada por ele como genuinamente brasileira, foi obra do povo que soube gerenciar e conservar as características primárias da nossa música já registradas no imaginário coletivo e casá-las, uma a uma, em matrimônio de sentimentos que, indiferente à ideia de uma construção de cima para baixo, colocou de joelhos a própria ideia de colônia.

Por isso Mário destacava com tanta vibração e alegria essa capacidade que a nossa música sempre teve de absorver influência e transformá-la e incorporá-la num cartão postal brasileiro feito gratuitamente pelo próprio povo.

E é exatamente isso que Lula buscou nas origens de sua plataforma política para 2022, resgatar a identidade de um povo através de uma fusão que leve os brasileiros a um sentimento primário de nação, num processo de fusão política retirado da nossa própria cultura.

Talvez seja isso que Lula quis dizer quando, no encontro com blogueiros independentes, falou “não vai ser só um ministro de Cultura, vamos ter um comitê. A cultura vai ajudar a construir esse país mais democrático”.

Na verdade, essa congregação política a que Lula se refere através da cultura, foi pontuada por Mário de Andrade como antropofágica, que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922, com um slogan que serve perfeitamente bem à campanha de Lula um século depois, “Minha obra toda badala assim: Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil.” 

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Esquema Lava Jato: 75% do que fatura a Alvarez & Marsal vem de empresas quebradas pela operação

Informação foi divulgada pelo jurista Lenio Streck. “Contratação de Moro foi um golaço para A&M!”, afirmou.

A contratação do ex-juiz Sérgio Moro, declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, se mostrou um excelente negócio para a empresa norte-americana Alvarez & Marsal.

De todo o faturamento da empresa com administradora de processos de recuperação judicial, cerca de 75% advêm de empresas implicadas pela Lava Jato, da qual Moro era o juiz principal. A informação é do jurista Lenio Streck, professor de Direito e integrante do grupo Prerrogativas. Segundo Streck, a Alvarez & Marsal recebeu por mês R$ 2,2 milhões de honorários como administradora judicial. Deste montante, R$ 1,5 milhão seriam de empresas atingidas pela Lava Jato. “Contratação de Moro foi um golaço para A&M! Que faro”, afirmou Streck.

O grupo Odebrecht é o principal cliente, tendo a Alvarez como administradora judicial da Construtora Odebrecht, da empresa de energia Atvos e da Enseada Indústria Naval. Mas há também a Galvão Engenharia e a empreiteira OAS, todas elas impactadas pela Lava Jato.

Pelas contas de Streck, só a construtora Odebrecht pagou por mês a quantia de R$ 746 mil à Alvarez & Marsal, o que daria R$ 24 milhões entre junho de 2019, quando a empresa formalizou o processo de recuperação judicial, até janeiro deste ano. Entretanto, desde março de 2021 os pagamentos da Odebrecht para sua administradora estão suspensos, sendo realizados desde então em uma conta judicial.

A decisão foi do juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, após considerar investigação aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar a suspeita de conflito de interesses na contratação de Sérgio Moro pela empresa estadunidense.

Segundo o Ministério Público junto ao TCU, Moro teria orientado procuradores da Lava Jato sobre informações constantes no sistema de pagamentos de propina da Odebrecht. O MP de Contas argumenta que durante a atuação de Moro como juiz, o acesso às informações privilegiadas pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa.

Em dezembro, o ministro Bruno Dantas, presidente do TCU, determinou que a Alvarez & Marsal apresente os documentos ligados à saída de Moro, inclusive informações sobre os valores pagos ao ex-juiz e hoje presidenciável pelo Podemos, com as datas dos pagamentos. Na quarta-feira (18), o ministro Bruno Dantas autorizou o Ministério Público a ter acesso a todos os documentos do processo da Odebrecht que envolve a Alvarez & Marsal, incluindo o que contratou Sergio Moro.

*Com informações do 247

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Morte de cantora que contraiu covid de propósito revela muito sobre pandemia e vacinas

Filho de Hana Horka disse que ela foi infectada de propósito quando ele e seu pai tiveram o vírus, para que ela pudesse obter um passaporte de Covid para acessar certos locais.

Uma cantora da República Tcheca morreu após contrair deliberadamente Covid-19, disse seu filho à BBC. Hana Horka, de 57 anos, não havia sido vacinada e postou nas redes sociais que estava se recuperando após testar positivo, mas morreu dois dias depois da postagem.

Seu filho, Jan Rek, disse que ela foi infectada de propósito quando ele e seu pai tiveram o vírus, para que ela pudesse obter um passaporte de Covid para acessar certos locais.

A República Tcheca registrou número recorde de casos nesta quarta-feira (19/1).

Rek e seu pai, ambos totalmente vacinados, pegaram Covid no Natal. Mas ele disse que sua mãe decidiu não manter distanciamento deles, preferindo se expor ao vírus.

“Ela deveria ter isolado por uma semana porque testamos positivo. Mas ela estava conosco o tempo todo”, disse ele.

Na República Tcheca, é necessário ter comprovante de vacinação ou de infecção recente para entrar em muitos locais sociais e culturais, incluindo cinemas, bares e cafés.

Sua mãe era integrante de um dos mais antigos grupos folclóricos tchecos, o Asonance. Ela queria pegar Covid para que fosse submetida a menos restrições, explicou Rek.

Dois dias antes de morrer, ela escreveu nas redes sociais que estava se recuperando: “Agora vai ter teatro, sauna, show”.

Na manhã de domingo, dia em que morreu, Horka disse que estava se sentindo melhor e que tinha se vestido para dar um passeio. Mas então suas costas começaram a doer e ela foi se deitar em seu quarto.

“Em cerca de 10 minutos estava tudo acabado”, disse seu filho. “Ela engasgou e morreu.”

Embora não tenha sido vacinada, Jan Rek enfatizou que sua mãe não acreditava em algumas das teorias da conspiração mais bizarras sobre as vacinas contra covid.

“Sua filosofia era de que ela estava preferia a ideia de pegar Covid do que ser vacinada”, disse ele.

Segundo ele, não havia sentido em tentar discutir o assunto com ela, pois ela se exaltava bastante. Em vez disso, ele esperava que, ao contar sua história, pudesse convencer outras pessoas a serem vacinadas.

“Se você tem exemplos da vida real, é mais poderoso do que apenas mostrar gráficos e números. Você não consegue simpatizar com números.”

As informações preliminares de que a variante ômicron causaria uma covid mais leve e com menor risco de complicações levam muitos a seguirem argumentos do tipo: “melhor se infectar logo, ou de propósito, para se livrar da doença e seguir a vida com menos restrições”.

Para a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, a ideia é “péssima”, está baseada em “falsas premissas” e pode colocar em risco a saúde individual e coletiva.

Pasternak lembra que, há algumas décadas, quando não existiam vacinas, os pais costumavam promover as chamadas “festas” do sarampo, da catapora ou da rubéola.

Em resumo, a ideia era que uma criança infectada transmitisse o vírus para as demais. Como essas doenças costumam ser mais leves na infância, a prática poderia criar, em tese, uma imunidade e evitar problemas maiores na adolescência ou na vida adulta.

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Vídeo: Lima Duarte passa uma descompostura em Regina Duarte e caso viraliza nas redes

Lima Duarte se manifesta contra Regina Duarte por post em apoio a Bolsonaro.

Lima Duarte, de 91 anos, se manifestou de forma contrária a uma publicação de Regina Duarte, 74, em que a atriz compartilhou uma montagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) de mãos dadas com Jesus Cristo.

Em um vídeo publicado no Instagram, o ator lembrou da grande parceria entre os dois na televisão brasileira e pediu que ela não se deixasse levar por isso. “Deus, tira a mão daí, meu pai. Tira a mão daí. Tanta sujeira na mão”, começou ele.

“Regina Duarte, minha querida viúva Porcina [personagem da atriz quando eles fizeram par romântico em ‘Roque Santeiro’]. Estou certo ou estou errado. Viúva Porcina, já disse muitas coisas a seu respeito. Trabalhamos dez anos juntos. Foste a paixão de Sinhozinho Malta, vivemos momentos tão gloriosos para televisão, para interpretação, para as nossas vidas. Não pode acabar assim, Regina! Capricha! Capricha para não acabar assim!”, disse o ator, crítico do governo do presidente Bolsonaro.

Na publicação, ele também escreveu na legenda sobre a atriz. “Minha querida viúva Porcina. Trabalhamos por tanto tempo juntos e vivemos momentos tão gloriosos. São dessas lembranças boas que eu quero me recordar de você!”, afirmou ele.

Apoiadora do presidente Bolsonaro, Regina escreveu: “Me disseram que é ‘fake’. Mas eu não acreditei. É vero [é verdade]… para mim é vero!”, disse ela, que ainda usou a hashtag com a frase “Deus acima de tudo”, muito usada por Bolsonaro, e outras sobre amor, fé e amor à pátria.

A publicação do ator rendeu comentários elogiando seu posicionamento. Bruno Gagliasso fez um comentário com emojis batendo palmas. O ator Ernani Moraes também comentou e exaltou Lima.

“Essas lembranças são gloriosas, mano. Você e a Regina deram show. Você continua sendo um ator espetacular que tem uma visão humana do mundo e das pessoas. Sou seu fã Lima Duarte. Como ator e com pessoa”, escreveu ele.

*Com informações do Uol

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Onda Ômicron: Em 24 horas, Brasil registra 204 mil casos de covid-19 e bate recorde da pandemia

Depois de registrar o segundo maior número de casos diários desde o início da pandemia na última terça-feira (18/1), o Brasil bateu o recorde: 204.854 casos de covid-19 em 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Ministério da Saúde, divulgados às 18h (horário de Brasília). Foram registrados também 338 óbitos em decorrência da doença, informa o CB.

Até então, o recorde de casos de covid-19 havia sido registrado em 18 de setembro de 2021, com 150 mil diagnósticos. Desde então, a onda de infecções diminui, mas voltou a subir nas últimas semanas, após as festas de final de ano e o avanço do ômicron. Ainda segundo o levantamento, a média móvel de casos chegou a 99.974 infectados por dia. Já a média de mortes diárias subiu para 212.

Os números desta quarta não contaram com os dados do Rio de Janeiro, pois o estado apresentou problemas técnicos no acesso à base de dados de sistema e-SUS Notifica.

Segundo o Conass, a taxa de letalidade do novo coronavírus no Brasil é de 2,7%, e a taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes é de 295,9.

O Brasil contabiliza, desde o início da pandemia, 621.855 óbitos e 23.416.748 casos de covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 21,77 mil de pessoas se recuperaram da doença no país.

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Moro tomou um “ponha-se no seu lugar” da bancada do seu próprio partido

Bancada do Podemos disse a Sergio Moro aquilo que está na sabedoria popular:
“Inda nem não sabe ler, já quer ser mestre de escola”.

Isso tem um significado amargo para Moro, pois enfatiza que está falando grego dentro do seu próprio reduto, o que significa que há um cansaço, melhor dizendo, uma exaustão do próprio radar do Podemos, partido de Moro, com as parvalhices do ex-ministro.

A verdade é que Moro, que tinha a ambição de virar presidente da República utilizando a toga e o martelo, ou seja, a força do Estado contra o cidadão e com a clara noção do significado da prisão de Lula, perdeu completamente a sua capacidade de ação quando abandonou o magistrado para dar os primeiros passos concretos no mundo político quando, num combinado com Bolsonaro em troca da cabeça de Lula, aceitou ser seu ministro.

A partir de então, Moro passou a ser criticado pelas classes, jurídica e política, revelando que ele não teria vida fácil, como imaginou em seu projeto de poder.

A história do ex-juiz começou a piorar quando a farsa da Lava Jato foi exposta pelo Intercept, revelando o quanto ele era autoritário, pilantra, que tinha controle de todo aquele sistema nefasto que organizou o golpe parlamentar que arrancou Dilma do poder em 2016, condenou e prendeu Lula sem provas para deixá-lo morrer numa solitária.

Lógico que Moro, em sua limitação intelectual, não previa o que está acontecendo com ele agora, porque não tinha noção do tamanho dele e de Lula perante o mundo.

Agora, parlamentares do Podemos estão lhe dando o que no mundo da malandragem se chama sugestão, ou seja, um ultimato, mandando baixar a bola e, por enquanto, tentar a patente de senador até que, numa segunda chamada, possam ajustar melhor o seu tamanho e oferecer ao parvo a possibilidade de, no máximo, suando muito a camisa, ser um deputado estadual.

Moro talvez não tenha se tocado que, enquanto servia de maneira objetiva aos interesses da burguesia, passou a ser uma espécie de intocável, de vaca sagrada. Depois disso, tornou-se um ouro de tolo para a mesma burguesia que, de imediato, percebeu que não tinha a menor chance de enfrentar Lula sem a toga criminosa que usou como armadura do Estado para fazer um tipo de política que vai além do esgoto para eleger um fascista, assumindo sua credencial, sonhando em ser uma espécie de Bolsonaro 2 com patente de ex-juiz.

Parece que deu tudo errado.

Toda vez que o sujeito abre a boca, afunda ainda mais, enquanto vê Lula nadando de braçadas e cada vez mais distante do ex-juiz corrupto e medíocre.

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Governo Bolsonaro indicou aos estados que deixaria vacinas de crianças na metade do caminho

Saúde tentou mudar o trajeto da entrega das doses e admite que houve desencontro.

O Ministério da Saúde tentou mudar de última hora o padrão no processo de entrega de vacinas contra Covid-19 aos estados e indicou que a pasta deixaria doses pediátricas na metade do caminho. O comando provocou confusão em algumas cidades, informa a Folha.

Em nota, a pasta admitiu à Folha que, na confusão, superintendências do ministério foram mobilizadas para o transporte e isso “acarretou um desencontro”.

As vacinas para crianças estão sendo entregues por uma empresa recém-contratada e com pouca experiência na logística de imunizantes. Houve relatos de doses que chegaram com atraso ou em condições inadequadas de armazenamento e transporte.

Gestores do ministério avisaram estados que caberia às secretarias de Saúde prosseguir com a logística das doses até as redes de frios locais. A Folha confirmou a informação com representantes de três estados.

O aviso dado pela pasta contraria a prática adotada até então: a empresa que habitualmente transporta as vacinas tem a atribuição de concluir o deslocamento das doses dos aeroportos aos centros de armazenamento nas capitais, até pela necessidade de tratamento especial dos imunizantes.

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou, em nota, porém, que algumas superintendências da pasta nos estados e secretarias estaduais de Saúde acabaram se mobilizando para fazer o transporte das doses dos aeroportos aos depósitos.

“A pasta ressalta que a orientação para as entregas dos imunizantes é a de praxe: a empresa contratada faz o transporte”, disse o ministério.

Diante do aviso repassado por representante do ministério, logo no começo da distribuição das doses, autoridades locais de saúde, no entanto, fizeram contato imediato com a nova empresa contratada, a IBL (Intermodal Brasil Logística).

O temor dessas autoridades era que as vacinas pudessem se perder em razão da interrupção da cadeia de transporte.

O apelo surtiu efeito em pelo menos dois casos e os imunizantes foram transportados até as redes de frios de centrais de armazenamento.

“As vacinas chegam em Viracopos [aeroporto em Campinas] e são encaminhadas até o centro de distribuição em Guarulhos [aeroporto em São Paulo]. Lá são armazenadas e inicia-se o processo de preparação da carga para que a IBL envie às secretarias, até cada secretaria de Saúde”, afirmou a IBL, em nota.

A empresa que até o momento entrega as demais vacinas contra a Covid-19, a VTCLog, é obrigada pelo Ministério da Saúde a entregar as doses dos imunizantes diretamente nos locais apontados pelas secretarias de Saúde de cada estado.

Conforme foto em destaque, doses de vacinas pediátricas da Pfizer chegam a Santa Catarina em caixa de papelão com gelo.

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