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Moraes determina que PF tome depoimento de Bolsonaro sobre vazamentos sigilosos até 28 de janeiro

Presidente é investigado por ter divulgado, em uma live, dados de uma apuração da PF em andamento sobre ataque hacker ao TSE.

A Polícia Federal tem até o dia 28 de janeiro para tomar o depoimento do presidente Jair Bolsonaro sobre o vazamento de documentos sigilosos. O prazo foi estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que é relator de um inquérito que apura a divulgação de informações sigilosas de uma investigação sobre um ataque ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral, informa o G1.

A informação foi inicialmente publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo” e, em seguida, confirmada pela TV Globo.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro divulgou em redes sociais o link com a íntegra de um inquérito sigiloso da PF que apura um ataque ao sistema interno do TSE, em 2018. Segundo o inquérito, um hacker teve acesso ao código-fonte das urnas, mas sem nenhuma consequência, porque isso não possibilita nenhuma alteração da votação.

O inquérito cujo conteúdo foi divulgado pelo presidente ainda não foi concluído pela PF. Por lei, o servidor público tem obrigação de proteger informações sigilosas.

Bolsonaro foi intimado a prestar depoimento presencial. Essa deve ser uma das últimas etapas da investigação. A PF já ouviu o deputado Filipe Barros (PSL-PR), que teve acesso ao material e participou da live com Bolsonaro. Também já foi ouvido o delegado que cuidava da apuração sobre o ataque ao TSE.

Live

As informações da apuração foram distorcidas por Bolsonaro e o deputado, e tratadas como definitivas, mesmo sem a conclusão do inquérito pela polícia.

Em seguida, Jair Bolsonaro publicou em rede social a íntegra do inquérito, que até então estava em sigilo. Horas depois da transmissão, o TSE divulgou resposta para esclarecer que o acesso indevido aos sistemas da corte não representou qualquer risco à integridade das eleições de 2018.

Isso porque, explicou o tribunal, o código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação e que nada de anormal ocorreu.

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A pergunta que a mídia não faz a Moro: era papel do Ministro investigar o porteiro no caso Marielle a pedido de Bolsonaro?

Impressiona a mídia fazer de conta que esse fato grave não aconteceu, mesmo Bolsonaro confirmando o pedido a Sergio Moro em depoimento à PF na investigação que apurava a interferência do chefe do Executivo na Polícia Federal.

Bolsonaro cobrou do ex-ministro Moro um maior empenho na investigação sobre as declarações do porteiro do condomínio da sua residência no Rio de Janeiro”. O próprio Bolsonaro disse que ouviu de seu ministro Moro, na época que a investigação da PF constatou que houve um equívoco por parte do funcionário.

Se Moro “acuou” e “coagiu” o porteiro do Vivendas da Barra, como acusou Witzel na CPI, esse caso aqui colocado fica em segundo plano. A pergunta que deve ser feita a Moro, que a mídia não faz, aliás, faz questão de esquecer o episódio, é se ele acha que isso era papel de um ministro de Estado que acumulava duas pastas num mesmo ministério.

O papel do ministro Moro foi nefasto. A mídia, sabendo disso, não lhe cria incômodo. Mais que isso, o que já foi dito aqui no blog, o que não faltava naquele condomínio era gente para ser investigada, mas Moro, a mando de Bolsonaro, assumiu o caso, numa escancarada interferência na Polícia Federal para jogar nas costas do porteiro a culpa por sua bombástica revelação.

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Moro perde mais uma pra Lula: Justiça arquiva caso que liga Lulinha a supostos repasses ilegais da Oi

Juíza endossa parecer do MPF, que apontou falta de ‘elementos indiciários de prática criminosa’.

A Justiça Federal da 3ª Região arquivou nesta segunda-feira (17) o inquérito que investigava o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por supostos repasses ilegais da Oi às empresas do grupo Gamecorp, informa Mônica Bergamo, Folha. ​

A decisão ocorre após o MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo pedir o arquivamento do caso, ainda em dezembro do ano passado. Na ocasião, o órgão afirmou que as apurações careciam “de elementos indiciários de prática criminosa” e citou o reconhecimento, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), da suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Na decisão desta segunda, a juíza Fabiana Alves Rodrigues, da 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo, endossa o parecer do MPF.

Ela cita quebras de sigilo fiscal, bancário, de dados e telemático encabeçadas pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, além de medidas de busca e apreensão, para em seguida dizer que as provas não são válidas. A decisão também considera a anulação, pelo Supremo, de atos do ex-juiz Sergio Moro.

​”Vê-se que os elementos obtidos através das duas medidas de quebra relacionadas na portaria de instauração não podem ser utilizados como prova, pelo reconhecimento da nulidade dos procedimentos que forneceram evidências para a decretação das medidas, impondo-se o reconhecimento de sua ilicitude e desentranhamento dos autos”, afirma Rodrigues.

“O próprio MPF afirma que, com a exclusão dessas provas ilícitas, não remanescem elementos indiciários de prática criminosa a justificar o prosseguimento das investigações, o que impõe o arquivamento dos autos”, segue a magistrada.

A decisão pelo arquivamento é comemorada pelo criminalista Fábio Tofic Simantob, que representa Lulinha na ação junto aos advogados Mariana Ortiz e Marco Aurélio de Carvalho.

“As ilegalidades no processo já haviam sido fulminadas pelo pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público Federal e foram agora sepultadas por decisão muito bem fundamentada da juíza”, afirma Tofic Simantob.

Deflagrada em dezembro de 2019, a Operação Mapa da Mina teve como alvo o suposto pagamento de despesas da família do ex-presidente Lula com recursos das empresas de telefonia Oi e Vivo.

A Polícia Federal suspeita que o dinheiro tenha sido repassado por meio das empresas de Jonas Suassuna, dono do Grupo Gol (que atua nas áreas editorial e de tecnologia e não tem relação com a companhia aérea de mesmo nome). Ele foi sócio de Fábio Luís em diversas empresas.

As investigações foram conduzidas pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Ela apontava que parte do dinheiro do esquema foi usado para comprar o sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente —ele representava, contudo, apenas 1% do total dos repasses suspeitos.

Segundo as apurações, foram transferidos R$ 132 milhões pela Oi e R$ 40 milhões pela Vivo a empresas de Fábio Luís e de Suassuna, de 2004 a 2016.

Em outubro do ano passado, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) acatou recurso apresentado pela defesa de Lulinha e determinou que Justiça Federal de São Paulo julgasse o caso. A investigação estava parada havia mais de um ano enquanto aguardava a definição.

O TRF-4 decidiu em março do ano passado que não havia nenhuma relação do caso com os desvios da Petrobras —requisito para a manutenção dos casos em Curitiba.

O tribunal determinou o envio o caso para a Justiça Federal de São Paulo, sede da Gamecorp, empresa em que Fábio Luís e Jonas Suassuna foram sócios.

Sorteada para acompanhar a investigação, a juíza Fabiana Alves Rodrigues, da 10ª Vara Federal de São Paulo, decidiu em dezembro que a investigação deveria ocorrer no Rio de Janeiro, sede da Oi.

Tanto a defesa de Fábio Luís como o Ministério Público Federal recorreram da decisão.

À época da operação, a defesa de Lulinha disse que havia perseguição por parte dos investigadores. Os advogados afirmaram também que a vida do filho do presidente fora devassada por “anos a fio e nenhuma irregularidade fosse encontrada”.

A defesa de Jonas Suassuna disse que o nome dele é vinculado a suspeitas devido apenas ao depoimento de um ex-funcionário que tenta represália.

O ex-presidente Lula também negou qualquer envolvimento no caso. Ele afirmou na ocasião que a operação era uma “demonstração pirotécnica de procuradores viciados em holofotes”, em referência à força-tarefa do MPF de Curitiba.

O petista disse também que o Ministério Público Federal recorreu a “malabarismos” para atingi-lo, perseguindo sua família.

A Oi disse, em nota, que “colabora de forma transparente com as investigações de autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários, tanto na esfera administrativa como na judicial”.

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Covarde: Moro foge de mais um debate; desta vez, com ex-ministros da Justiça

O pré-candidato à presidência Sergio Moro (Podemos) fugiu de mais um debate. Desta vez, de acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a recusa se deu para um debate com ex-ministros da Justiça nos governos Dilma (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O debate foi proposto pelo Grupo Prerrogativas após Moro recusar um debate com juristas na última sexta-feira (14). Diante da recusa, os juristas do grupo resolveram convidar o ex-juiz para um debate, organizado por eles, com José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça do governo Dilma, e José Carlos Dias, comandante da mesma pasta no governo de FHC.

A ideia seria realizar um debate para trazer três visões diferentes sobre a Justiça: a petista, a tucana e a bolsonarista, visto que Moro foi ministro do governo Bolsonaro. À coluna de Mônica Bergamo, no entanto, a assessoria de imprensa do ex-juiz informou que ele declina do encontro.

“O debate de propostas em 2022 é entre pré-candidatos, portanto Sergio Moro vai debater com Lula”, diz a nota.

Já recusou debate com Lula

Apesar de, ao recusar debate com o Grupo Prerrogativas e com ex-ministros da Justiça, dizer que debateria com Lula, Moro já recusou debate com o petista.

Autor da sentença anulada contra Lula por ser declarado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-juiz foi desafiado pelo ex-presidente para um debate em junho de 2020, antes mesmo do petista ter recuperado seus direitos políticos.

“Eu tô provocando o Moro e o Dallagnol pra debater comigo, ao vivo. Se a Globo quiser fazer, eu topo. Porque é preciso desmascarar esses canalhas e mostrar o que eles fizeram ao país”, disse Lula à época. Moro, no entanto, fugiu e disse que não debateria com “condenados”.

Isso motivou o advogado Eduardo Goldenberg a se prontificar para debater com Moro no lugar do petista. “Eu nunca fui condenado, @SF_Moro. Debata comigo. Presencialmente (com máscara, além da que você já usa desde os tempos de magistratura) ou remotamente. Escolha dia e hora. Eu destruo você em menos de 10 minutos. Vamos?”, escreveu Goldenberg em suas redes sociais. O desafio do advogado, no entanto, foi ignorado.

Fugiu de debate com Ciro

Moro também foi desafiado por outro pré-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT). Após pedido do pedetista, o radialista Mário Kertész, da Rádio Metrópole, de Salvador, se prontificou na última terça-feira (11) a realizar um debate entre Ciro e o ex-magistrado.

Ciro já havia desafiado o ex-juiz para um debate em dezembro do ano passado. O ex-ministro de Jair Bolsonaro, no entanto, recusou.

Em entrevista a Mário Kertész na manhã da última terça-feira (11), no entanto, Moro disse que topa debater com “qualquer um” e que é o “mais preparado” entre todos os postulantes ao Palácio do Planalto.

O pré-candidato do PDT, então, aproveitou a nova fala de Moro para, mais uma vez, desafiá-lo a um debate e pedir para que Kertész organize o encontro.

O radialista, prontamente, se colocou à disposição de realizar o debate e fez o convite a Moro com vídeo divulgado nas redes sociais. Até a publicação desta matéria, no entanto, o ex-juiz não havia respondido ao desafio.

*Com informações da Forum

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Sem plano B e atormentado com o seu chocante derretimento, Bolsonaro vai para o tudo ou nada

Bolsonaro não consegue esconder a angústia, mais que isso, não consegue disfarçar a agonia de quem convive com a própria descrença na possibilidade concreta e cada vez mais concreta de não se reeleger.

A primeira coisa que essa consumação provoca em Bolsonaro e que impacta negativamente a sua imagem e, consequentemente, afeta sua reeleição, é a imagem agoniada de quem está profundamente abalado com a possibilidade de perder a eleição e isso lhe custar a liberdade, assim como a dos filhos.

Movido por esse medo, Bolsonaro não economizará atitudes absurdas, irresponsáveis e até ilegais para tentar reverter esse quadro tão negativo. Mas parece que, quanto mais os dias correm e alguns fatos vão sendo revelados, mais aumenta o desespero de Bolsonaro.

Praticamente 80% dos brasileiros se posicionam frontalmente contrários à orientação de Bolsonaro para que crianças de 5 a 11 anos não tomem a vacina contra a covid. Pior, praticamente 60% da população acham que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda na vacinação das crianças, como também acha que ele é o responsável pela morte de mais de 620 mil brasileiros.

Trata-se de uma situação que não tem paralelo no Brasil ou no mundo, fora o duro cotidiano dos brasileiros sentindo no bolso os aumentos escandalosos dos combustíveis, do gás de cozinha e, consequentemente da alimentação, sem falar que o crédito para um povo pra lá de endividado, tem taxas em torno de 1000% ao ano, sem que a economia dê qualquer sinal de vida.

Bolsonaro está se tornando uma unanimidade negativa, cada vez mais dependente de jornalistas, blogueiros e até de emissoras como a Jovem Pan que tem faturado muito com sua fragilidade política, através da Secom (Secretaria de Comunicação).

O que evidencia que Bolsonaro não tem plano B, ou seja, não tem nada para reagir ao desmonte de sua imagem, é a tentativa de requentar pela milionésima vez a farsa da facada, mesmo não tendo qualquer retorno positivo todas as vezes que utiliza desse trunfo às avessas para sair de uma crise ou de uma situação embaraçosa, só piora.

A única coisa que Bolsonaro consegue é produzir memes e mais desgaste.

Já o núcleo do centrão quer um posicionamento mais radical de Bolsonaro para tentar reverter esse estado de crepúsculo que vive sua campanha, aconselhando-o a arreganhar os cofres da União para produzir uma revolução na base não de um saco de bondades, mas de um transatlântico, já que até agora, o benefício de sua campanha com o Auxílio Brasil não deu as caras.

Enquanto isso, ele vê Lula avançando sobre seu eleitorado, principalmente os evangélicos. Mas claro, o jogo sujo, que é miseravelmente sua principal prática, certamente será mais sujo do que foi em 2018.

O conhecido gabinete do ódio já deve estar preparando, a partir da cabeça de Carluxo, Flávio e Eduardo, sujeiras para serem espalhadas nas redes, o que não terá a mesma eficácia de 2018 pela desmoralização do governo, do presidente e dos seus filhos.

Uma coisa que não veremos até o dia 30 de outubro é Bolsonaro calmo.

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Grupos neonazistas crescem 270% no Brasil durante o governo Bolsonaro

Estudiosos temem que presença online transborde para ataques violentos.

Pesquisadora afirma que há 530 núcleos extremistas no país, reunindo até 10 mil pessoas. Falta de leis contra discursos de ódio causa obstáculos a aplicação de punições, para autoridades.

G1 – Para especialistas e estudiosos que se dedicam a investigar o discurso de ódio no Brasil, a falta de leis claras contra práticas abomináveis, como a apologia ao nazismo e outras intolerâncias, é o principal obstáculo para que estes crimes deixem de acontecer no país. Não só isso, as células de grupos neonazistas aumentaram e se expandiram para as 5 regiões no Brasil nos últimos 3 anos. Veja a investigação completa sobre casos de neonazismo acima.

Este mapa elaborado pela antropóloga Adriana Dias, que se dedica a pesquisar o neonazismo no Brasil desde 2002, mostra que existem pelo menos 530 núcleos extremistas, um universo que pode chegar a 10 mil pessoas. Isso representa um crescimento de 270,6% de janeiro de 2019 a maio de 2021.

Existem 540 células neonazistas no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre os grupos extremistas, neonazistas são a maioria. Adriana explica que eles têm semelhanças entre si: “Eles começam sempre com o masculinismo, ou seja, eles têm um ódio ao feminino e por isso uma masculinidade tóxica. Eles têm antissemitismo, eles têm ódio a negro, eles têm ódio a LGBTQIAP+, ódio a nordestinos, ódio a imigrantes, negação do holocausto”, enumera.

A juíza federal e também pesquisadora do tema Cláudia Dadico ressalta que a falta de uma legislação clara contra discursos de ódio no Brasil é o principal obstáculo para que esses crimes sejam punidos de maneira exemplar.

Os casos que tenho acompanhado da Polícia Federal tem tido realmente um esforço grande no sentido de investigar e punir. O que ocorre é que muitas vezes alguns operadores do direito têm uma compreensão da liberdade de expressão que acaba, de certa forma, obstaculizando a punição desses crimes, que claramente não se situam dentro do campo da liberdade de expressão.
— Cláudia Dadico, juíza federal e pesquisadora

O promotor de justiça do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (Gaeco-RJ), Bruno Gaspar, ressalta que “a liberdade de expressão não é ilimitada. Ela não autoriza manifestação discriminatória ou preconceituosa.”

Número de pessoas em núcleos extremistas o Brasil cresceu 270,6% em 3 anos — Foto: Reprodução/TV Globo

Das redes para as ruas

A reportagem do Fantástico identificou que o principal combustível para a explosão do número de células neonazistas no Brasil vem das redes. Durante meses de investigação em grupos privados de compartilhamento de material extremista, jornalistas flagraram mensagens de ódio, compartilhamento de vídeos exaltando Adolf Hitler e manifestações que extrapolaram as redes sociais.

Os núcleos nazistas se concentravam na região Sul do Brasil, mas a antropóloga Adriana relata que as células se espalharam para as cinco regiões do país. Ela destaca a região Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Na capital fluminense, inclusive, uma operação policial que tinha como objetivo prender um homem acusado de pedofilia acabou se tornado uma das principais apreensões de material nazista no país. Policiais encontraram uma vasta coleção de pôsteres, roupas, medalhas e acessórios nazistas, sem falar de armas. Metralhadoras, fuzis e pistolas, tanto originais da época como atuais, tinham munição e estavam funcionando, segundo a perícia.

O dono desta coleção é Aylson Proença Doyle Linhares, de 58 anos. Uma das provas encontradas pela polícia foi seu passaporte, com viagens anuais à Alemanha, algumas com meses de duração. Agora a polícia investiga se há alguma organização por trás dele e se peças do seu arsenal seriam vendidas.

O advogado de Aylson, Felipe Camacho, diz, em nota, que “a alegada apologia ao nazismo é um equívoco, já que o acusado é estudioso, autor de livro e colecionador”, e que “as armas antigas são herança paterna”. Sobre pedofilia, a nota diz que “o material recolhido com Aylson é de um portal de internet acessível a qualquer pessoa, sem indicação de idade de quem aparece ali”.

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Por que o impoluto Moro está na mira do TCU

Foi-se o tempo em que o marketing da mídia conseguia vender a imagem de Sergio Moro como um destemido herói no combate à corrupção.

Sua imagem virou do avesso quando começaram a pipocar quem de fato era o sujeito os vazamentos do Intercept. De lá para cá seu mundo caiu.

Hoje, como candidato à presidência da República, sem qualquer carisma, proposta ou ideias originais, o boneco de cera da direita, protagonista de dois golpes e da quebradeira das maiores empresas brasileiras, não consegue passar de míseros 4% na pesquisa espontânea, o que significa que a fama que o elevou às alturas, jogou-lhe no chão de forma ainda mais veloz.

A coluna de Guilherme amado, do Metrópoles, traz a informação que Moro ampliou atividades de empresa depois de lançar candidatura.

Sergio Moro ampliou as atividades de sua empresa depois que se lançou pré-candidato ao Planalto. Em 29 de novembro, 19 dias após anunciar sua pré-candidatura e se filiar ao Podemos, o ex-ministro incluiu na Moro Consultoria os serviços de cursos preparatórios para concursos, palestras e aulas de pós-graduação. Por meio dessa empresa, Moro foi contratado até outubro pela consultoria americana Alvarez & Marsal. O negócio está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU).

Registros da Junta Comercial do Paraná apontam que Moro fundou a Moro Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial de Riscos em agosto de 2020, em Curitiba. O ex-juiz da Lava Jato é o único sócio da firma criada quatro meses depois que pediu demissão do governo Bolsonaro. Segundo o contrato social da empresa, a Moro Consultoria prestava apenas uma atividade econômica: “consultoria e assessoria em gestão de riscos e investigações, ética empresarial e governança corporativa”.

Desde então, Moro se distanciou de Jair Bolsonaro, foi contratado por meio de sua firma pela consultoria americana Alvarez & Marsal e se lançou pré-candidato à Presidência pelo Podemos. Em 23 de novembro de 2021, 13 dias depois de se filiar ao Podemos, Moro fez mudanças em sua empresa. A tramitação foi autorizada pela Junta Comercial em 29 de novembro.

A Moro Consultoria passou a oferecer serviços em mais quatro atividades econômicas. Todas preveem serviços presenciais e à distância. A primeira é “ensino de pós-graduação e extensão”. Em seguida, estão “cursos preparatórios para concursos públicos”. Moro não detalhou o tema desses cursos. A ampliação do escopo da firma também incluiu “cursos e palestras de treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial” e “cursos e palestras de aperfeiçoamento jurídico e profissional”, que o ex-juiz tampouco especificou.

Os negócios privados de Moro com a Alvarez & Marsal, celebrados por meio da Moro Consultoria, estão sob a lupa do TCU. Em dezembro do ano passado, o ministro Bruno Dantas acatou um pedido do MP de Contas e determinou que a Alvarez envie os documentos ligados à saída de Moro da empresa em outubro.

A contratação de Moro pela Alvarez, em novembro de 2020, foi criticada porque a empresa é a administradora judicial do processo de recuperação do Grupo Odebrecht, cujos executivos Moro condenou quando era o juiz à frente da Lava Jato.

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Com rejeição crescente, Bolsonaro está à beira de um ataque de nervos

O presidente volta a colocar em dúvida o sistema eleitoral e fala em fraude no pleito de 2018,

Com a popularidade em queda e atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) retomou as viagens pelo país, neste ano de eleições e voltou a atacar o sistema de urnas eletrônicas. No Amapá, o chefe do Executivo disse novamente, sem apresentar provas, que o pleito de 2018 foi fraudado. Num discurso em tom de campanha, enfatizou que é bem recebido nos “quatro cantos do Brasil” e alegou não haver corrupção no governo, informa o Correio Braziliense.

Bolsonaro lembrou da facada de que foi vítima em Juiz de Fora (MG), durante a campanha ao Planalto, em 2018, e frisou que o atentado foi cometido por um “integrante do PSol”. Também destacou que, quando tomou posse, o Brasil estava “à beira do socialismo e mergulhado em corrupção”.

“Um país parecendo que não tinha um norte. Quis Deus que, sobrevivendo a uma facada de um integrante do PSol, também conseguisse, com partido pequeno, sem marqueteiro e sem televisão, ganhar as eleições. E que era para ter ganho no primeiro turno, se fossem eleições limpas”, acusou, durante evento em Macapá .

Nesta semana, Bolsonaro desferiu, mais uma vez, ataques aos ministros Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Alexandre de Moraes, que assumirá o comando da Corte no pleito deste ano. “Quem os dois pensam que são?”, disparou, na quarta-feira. “Os dois, nós sabemos, são defensores do Lula. Querem Lula presidente.” Os magistrados também integram o Supremo Tribunal Federal, onde o chefe do Executivo é alvo de cinco inquéritos, quatro deles relatados por Moraes. No TSE, ele é investigado por fake news contra as urnas eletrônicas.

Em julho do ano passado, Bolsonaro promoveu uma live na qual prometeu apresentar as provas de que as eleições de 2018 foram fraudadas. Contudo, durante o evento, comentou que “não tinha como comprovar”. Já em outubro, o presidente destacou a presença das Forças Armadas durante a apuração e disse que “não vai ter sacanagem nas eleições”.

No evento de ontem, Bolsonaro fez aceno aos policiais, categoria estratégica para os planos de reeleição dele, e destacou que o excludente de ilicitude, caso aprovado pelo Congresso, conseguirá frear ações do Movimento Sem Terra (MST). “Vejo agora, meus policiais militares aqui presentes, o MST ameaçando realizar dezenas de invasões no corrente ano. Se um dia eu tiver no Congresso Nacional uma exclusão de ilicitude, pode ter certeza… Aproveite para invadir agora, porque, no futuro, não invadirão”, afirmou. Na prática, a medida é uma espécie de salvaguarda jurídica para policiais que, porventura, matarem em serviço. A questão já foi debatida e rejeitada na Câmara dos Deputados em 2019

“O que é o excludente de ilicitude? É o militar que, ao cumprir sua missão, vai para casa descansar, tendo a certeza de que não vai ter a visita de um oficial de Justiça para processá-lo. Ou nós temos lei, ou não temos. Estamos mudando muitas coisas no Brasil, devagar, mas estamos mudando. Temos uma meta a atingir, temos uma caminho a percorrer”, completou.

Reprovação

Os arroubos de Bolsonaro vêm na esteira da queda de popularidade dele. Pesquisas de opinião mostram crescente rejeição ao governo. Levantamento do Ipespe, divulgado ontem, apontou que 64% dos entrevistados refutam o presidente. Mostrou, também, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança das intenções de voto: 44%, contra 24% do atual chefe do Executivo.

Outra pesquisa, da Modalmais/AP Exata, também de ontem, mostrou que a rejeição ao governo segue em alta: 54,1% da população avaliam a gestão como ruim/péssima; 22% consideram o governo regular, e só 23,9% o classificam como bom/ótimo.

Ainda no evento em Macapá, Bolsonaro disse lamentar os mais de 620 mil brasileiros que morreram em decorrência da covid-19, porém frisou que “temos que viver”. “Eu, particularmente, tinha tudo para ficar em casa, no Palácio da Alvorada, com todas as mordomias que possam imaginar, e ficar afastado de vocês, enquanto vocês enfrentavam a pandemia”, disse. “Estive no meio de vocês. Senti o problema de cada um. Não me amedrontei, não me acovardei diante dos ataques da grande mídia. Lamentamos as 600 mil mortes, mas nós temos de viver, temos de sobreviver e vencer.”

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Bolão: Qual arregão fugirá mais dos debates, Bolsonaro ou Moro?

A covardia é marcada por duas vertentes, ausência de coragem e a violência contra o mais fraco. Essa é a principal característica de dois personagens famosos, Bolsonaro e Moro.

Medo, qualquer ser humano sente, covardia, somente os de mau-caráter. Geralmente vivem de desculpas em desculpas tentando legitimar suas ações covardes. Simulam atitudes e, quando são desmascarados, revelam-se mentirosos expondo ainda mais o caráter que têm.

Bolsonaro, em 2018, armou a farsa da facada por dois motivos, o primeiro, por pura covardia, o de enfrentar os debates. O segundo, é porque já sabia, num combinado com Sergio Moro, que Lula, que tinha tudo para vencer a eleição no primeiro turno, seria preso por Moro em troca de um ministério.

Hoje, quando se abre o twitter, vê-se que entre os assuntos mais comentados, estão Bolsonaro e Moro, mas nenhum dos comentários é por virtude dos dois, mas por covardia que caracteriza a personalidade de ambos.

A arregada que Bolsonaro deu para o presidente da Anvisa, Barra Torres, é a mais comentada por ser o mais recente episódio de arrego de uma lista infinita, tanto que mereceu de um militar de alta patente de seu governo um veredito, “Bolsonaro, na hora H, sempre põe o galho dentro”.

Já no caso de Moro, não há como esquecer de Lula comendo seu fígado no dia do seu depoimento em que ex-juiz corrupto da Lava Jato ficou totalmente acovardado.

Soma-se a isso uma proposta da jornalista Mara Luchesi feita a Moro para debater com Ciro Gomes, debate em que ela seria a mediadora. Mas Moro,  mostrando-se desesperado, atacou Ciro, e disse que não aceitaria porque Ciro é agressivo.

Para fortalecer ainda mais a sua imagem de covarde, Moro se acovardou quando o grupo Prerrogativas fez a ele um convite público para um debate honesto e transparente sobre o sistema de justiça. Moro, além de não aceitar, por ser um medroso, repetiu a receita, a de atacar quem o convidou, sublinhando sua personalidade típica de um covarde.

O mais interessante de toda essa história, é que esses dois covardes, Bolsonaro e Moro, se venderam como baluartes da luta pelo fim da impunidade com bravura e valentia, no entanto, os dois, agora, comportam-se como ratos amedrontados sendo motivo de chacota e protesto por conta de suas atitudes covardes.

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Pesquisa Ipespe: Lula segue absoluto na frente

Bolsonaro aparece com 24%, Sergio Moro com 9% e Ciro Gomes com 7%. Doria, Tebet, Pacheco e Felipe D’Avila têm desempenho pífio.

Pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (14) mais uma vez mostra o ex-presidente Lula na liderança, com 44% dos votos no levantamento estimulado.

Na sequência aparecem Jair Bolsonaro (PL), com 24%, Sergio Moro (Podemos), com 9%, Ciro Gomes (PDT), com 7%, João Doria (PSDB), com 2%, Simone Tebet (MDB), Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe D’Avila (Novo), com 1%.

A pesquisa ainda traça outro cenário, sem Moro e com Alessandro Vieira (Cidadania).

grafico

Em caso de segunda turno, Lula vence em todos os cenários. Contra Bolsonaro, segundo colocado na pesquisa, o petista tem 56% ante 31%. Contra o ex-juiz Moro, Lula tem 51% ante 32%.

O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de janeiro de 2022 com 1.000 entrevistados ouvidos por telefone por meio do Sistema CATI IPESPE. A margem de erro máximo estimada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09080/2022.

*Com informações do 247

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