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Sem insumos, produção de CoronaVac no Butantan está parada desde domingo

O Instituto Butantan já envasou todo insumo disponível no momento para a fabricação da CoronaVac, vacina contra a covid-19, e está com as máquinas paradas desde o último domingo (17). O instituto aguarda a chegada de mais matéria-prima da China para continuar a produção do imunizante.

Segundo o presidente do instituto, Dimas Covas, a previsão de chegada dos insumos é até o final deste mês. “Nossa previsão de chegada até o fim deste mês é de 5.400 litros. E mais 5.600 litros até o dia 10 de fevereiro. Essa matéria-prima está pronta e aguardando trâmite burocrático”, disse.

Com essa quantidade de produto em mãos, o Butantan afirma que pode produzir até 11 milhões de novas doses da CoronaVac — desde segunda-feira 6 milhões de doses do imunizante, produzido pelo laboratório chinês Sinovac, foram distribuídos no Brasil. Outros 4,8 milhões estão prontos, aguardando autorização da Anvisa para serem disponibilizadas.

Ainda segundo Covas, há quatro instâncias de órgãos estatais chineses responsáveis por dar o aval à liberação e a autorização para o envio da carga ao Brasil está na última instância.

Entrave sobre insumos

A importação de insumos da China se tornou mais urgente depois que o governo federal fracassou na aquisição das vacinas da AstraZeneca/Oxford, produzidas em laboratório na Índia, fazendo com que a CoronaVac se tornasse o único imunizante disponível para os brasileiros.

Tanto o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), quanto Dimas Covas cobraram celeridade e seriedade do governo de Jair Bolsonaro para ajudar nas tratativas para liberação dos insumos da vacina.

Hoje, após se encontrar com o embaixador da China, Yang Wanming, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o atraso na exportação do material para Brasil ocorre por razões técnicas, e não políticas.

A relação do governo brasileiro com a embaixada da China no país tornou-se tensa depois de o chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o filho do presidente Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fazerem críticas à China e ao embaixador chinês. Eduardo chegou a culpar a “ditadura chinesa” pela pandemia do novo coronavírus.

Em resposta a uma das críticas, feitas pelo filho do presidente e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a embaixada da China no Brasil citou “consequências negativas” para o governo pelas afrontas.

*Com informações do Uol

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Dra. Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, chora e diz que falta de vacinas é ‘absoluta incompetência’ do governo Bolsonaro

Discurso da pneumologista Margareth Dalcolmo está sendo divulgado nas redes sociais e em grupos de WhatsApp; veja vídeo.

A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Margareth Dalcolmo, uma das profissionais de saúde mais atuantes durante a pandemia, ​criticou a atuação do governo federal na aquisição das vacinas contra a Covid-19, classificando o atraso no envio das vacinas como “absoluta incompetência diplomática do Brasil”.

“É absolutamente inaceitável que, nesse momento, a gente tenha acabado de receber a notícia de que as vacinas não virão da China e da Índia (…) O que é que pode justificar nesse momento que o Brasil não tenha as vacinas disponíveis para a sua população? Isso é absolutamente injustificado, não há nada, nenhuma explicação, que pode justificar isso”, afirmou Margareth, bastante emocionada, durante seu discurso no Prêmio São Sebastião, homenagem oferecida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, em evento realizado na terça (19).

Um vídeo com o discurso da pesquisadora está sendo divulgado nas redes sociais e em grupos de WhatsApp (veja abaixo).

“Eu lhes digo não há nada neste momento que justifique, a não ser a desídia absoluta, a incompetência diplomática do Brasil que não permita que cada um dos senhores aqui presentes, as suas famílias e aqueles que vocês amam estejam amanhã ou nos próximos meses, de acordo com o cronograma elaborado, recebendo a única solução que há para uma doença como a Covid-19”, segue Margareth.

“Nós que acompanhamos pacientes desde o primeiro momento, quantas coisas nós vivemos, quantos testamentos vimos ser trocados, quantos casamentos ajudamos a ser feitos, quantas pessoas ajudamos a morrer, quantas notícias tristes nós demos as famílias”, continua Margareth em seu discurso.

“Quando aquela porta se fecha e nunca mais aquela pessoa verá ninguém, a não ser os nossos olhos atrás de óculos e máscaras. Essa vivência nos tornou não mais poderosos, não mais sábios. Nos tornou mais humildes, mais atentos com o outro”, disse.

O atraso na operação de envio de um avião para recolher vacinas na Índia e o risco de adiamento da produção de imunizantes no Brasil diante de travas impostas pela China para a exportação de insumos desencadearam um bombardeio de críticas ao chanceler Ernesto Araújo, que tem sido apontado por auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como corresponsável por episódios considerados vexames diplomáticos para o Brasil.​

Com a repercussão de seu discurso, a pesquisadora divulgou, na tarde de quarta (20), vídeo para explicar que “as vacinas chegarão”. “Numa cerimônia privada, no qual recebi uma bela homenagem da Arquidiocese do Rio de Janeiro, me manifestei com veemência sobre a questão das vacinas. E talvez tenha passado uma impressão negativa, que não é fato, de que as vacinas não fossem chegar, como se fosse uma definição absoluta sobre isso. E na verdade as vacinas chegarão, com um atraso que gera em nós uma enorme expectativa. E é com essa expectativa que nós todos continuamos comprometidos pessoal e institucionalmente para fazer materializar essa ânsia de toda a população brasileira”, afirmou.

Assista:

*Mônica Bergamo/Folha

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Forças Armadas não reagirão contra impeachment de Bolsonaro, diz ex-ministro da Defesa

Para o ex-ministro, as Forças Armadas entendem que não sofrem desprestígio no atual governo. “O desgaste é do governo e dos seus ministros, militares e civis”.

As Forças Armadas seguem a Constituição e acreditam que o impeachment é de responsabilidade exclusiva dos políticos. Sendo assim, os militares não irão se envolver caso o processo de afastamento seja deflagrado contra o presidente Jair Bolsonaro. Pelo menos é o que acredita o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Em entrevista ao Antagonista, Jungmann disse que “na atual crise, os militares seguirão expressamente o que determina a Constituição” e que, “para eles, impeachment é tema da política. E, como disse o comandante Pujol [Edson Leal Pujol, atual comandante do Exército] de modo vertical e os demais comandantes, os militares não querem ou aceitam política nos quartéis.”

Além disso, para o ex-ministro, as Forças Armadas entendem que não sofrem desprestígio no atual governo. “O desgaste é do governo e dos seus ministros, militares e civis.”

*Com informações do GGN

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Centrão já admite impeachment de Bolsonaro

Para líderes, Lira não é um seguro para o presidente, mas tudo depende de acirramento da crise.

A debacle do governo Jair Bolsonaro na chamada “guerra da vacina” contra o governador João Doria (PSDB-SP) fez com que a palavra impeachment deixasse de ser uma exclusividade de discursos públicos da oposição.

Líderes de partidos centristas, inclusive do centrão que sustenta o presidente no Congresso, passaram a discutir com desenvoltura o tema. O “isso não tem chance de acontecer” deu lugar a um cauteloso “olha, depende” nas conversas.

Nos últimos dias, a Folha ouviu uma dezena de políticos de diversas colorações centristas, privilegiando nomes associados ao governo Bolsonaro. Apoiadores de Doria, tucanos históricos com horror a Lira ou oposicionistas puro-sangue, por exemplo, ficaram de fora da enquete informal.

Obviamente isso não significa que o presidente está sob risco imediato, mas o horizonte que havia desanuviado para ele a partir da prisão de Fabrício Queiroz em 18 de junho de 2020 voltou a ter nuvens carregadas.

Naquele momento, a tensão institucional promovida por Bolsonaro contra o Supremo e o Congresso havia chegado a um paroxismo, mas a prisão do ex-assessor de sua família o fez mudar o cálculo: retraiu-se um tanto e compôs abertamente com o centrão e outros partidos das redondezas.

Se Bolsonaro já voltou a ser Bolsonaro em suas declarações, sua aliança com o centrão está guiando sua batalha para tomar o controle da Câmara, após cinco anos de reinado de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A disputa lá é mais central do que no Senado, onde emerge com força Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pela prerrogativa de abertura de processos de impeachment do presidente da Câmara.

Um aliado pontual que deixa a cadeira semana que vem como inimigo, Maia tenta emplacar Baleia Rossi (MDB-SP) em seu lugar. Bolsonaro aposta tudo em Arthur Lira (Progressistas-AL).

O senso comum de que Lira barraria qualquer tentativa de remover o presidente predomina, mas três presidentes de partidos de centro (um deles do centrão) optam por uma tese contraintuitiva.

Segundo eles, o que vale é o “olha, depende”. No caso, da evolução do azedume popular contra Bolsonaro por sua gestão considerada desastrosa mesmo entre aliados próximos na pandemia.

Apoiadores de Baleia Rossi dizem que isso é apenas um jogo de palavras para ganhar votos de deputados tentados a trair a orientação de seus partidos —na conta nominal, a disputa está polarizada.

Um presidente de sigla faz as contas: prevê que o PT dará 20 dos seus 52 votos a Lira, o PSB, 20 de 30 e o DEM, 20 de 29. Isso fora os 32 nomes do PSL que já disseram que vão de Lira.

Se tudo isso acontecer, o bolsonarista leva com quase 300 votos, bem acima dos 257 necessários. Não é ainda, contudo, um jogo jogado.

Para um líder de bancada do centrão, Baleia é tão perigoso ou inofensivo para Bolsonaro quanto Lira. Ele se ampara no fato de que o emedebista sofre influência direta do ex-presidente Michel Temer (MDB), que edificou uma relação próxima com o seu sucessor.

Ele afirma, portanto, que qualquer um dos dois não irá pautar um impeachment exceto que haja uma virada brutal de popularidade contra Bolsonaro. Ninguém impede alguém com 35% de aprovação, argumenta.

A lógica inversa, contudo, segue valendo: um derretimento do presidente não teria nem em Lira, nem Baleia um porto seguro contra um processo.

A perda da primazia sobre a vacina, simbolizada no fato de que foi obrigado a usar a Coronavac promovida por Doria como única opção para iniciar a campanha de imunização do país, coroou a tragédia sanitária.

Mas a corrosão apontada por esses aliados é ainda mais grave devido ao caos na saúde em Manaus, que periga ser repetido em outros estados, com sinais claros de omissão federal. Crianças sob risco, como disse sem ironia visível um tucano simpático ao governo, ninguém tolera.

A tudo isso se soma a incerteza acerca da economia, já que o fim do auxílio emergencial em 31 de dezembro não foi preenchido por nada, e a sensação de inação por parte do Ministério da Economia é citada por todos os entrevistados.

Sem a ajuda, pessoas irão voltar a procurar trabalho, provavelmente elevando as estatísticas de desemprego. É, nas palavras de um cacique do Republicanos, um caldo tóxico.

A decoração do prato vem na forma da crise dupla vivida na área externa, com a queda em desgraça do ídolo de Bolsonaro, o americano Donald Trump, e a sensação de que a China produtora de insumos das vacinas a serem usadas no Brasil não vai esquecer tão cedo as grosserias da família Bolsonaro.

São apenas os dois maiores parceiros comerciais do país, de quebra, com governos hostis ao Planalto.

Os primeiros sinais de perda de vitalidade na popularidade em redes sociais já são visíveis, com a previsível ascensão de Doria. Na vida real, pesquisas internas de partidos também apontam um aumento do mau humor com o governo, principalmente em centros urbanos.

No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente já precificaram essa queda nos próximos meses. Mas apostam que o eventual sucesso do programa de imunização acabará se revertendo na conta de Bolsonaro, pois no Brasil quase tudo volta para o Executivo federal.

Ainda assim, a ordem lá é fazer de tudo para eleger Lira, que consideram mais confiável que Baleia. O emedebista, em que pese seu laço com Temer, teve o nome fomentado desde o ano passado pro Maia e Doria, numa triangulação que passou pela inserção do MDB na vice de Bruno Covas em São Paulo, entre outros movimentos.

*Com informações da Folha

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Vídeo: Bolsonaro já sofreu impeachment no mundo, agora, só falta no Brasil

Dizer que Bolsonaro virou um pária internacional, é relativizar o desprezo com que, hoje, ele é tratado no planeta. O mundo trata Bolsonaro como um leproso, melhor dizendo, um peido universal do qual todos querem distância.

Em dois anos, o governo militar incompetente de Bolsonaro explodiu todas as pontes diplomáticas e comerciais construídas por Lula e Dilma, que colocaram o Brasil como a 6ª maior potência econômica e um dos principais atores da geopolítica global.

Hoje, o Brasil foi reduzido a pó de merda, não tem outro termo.

Como não há surpresa para quem viveu a ditadura e viu a mesma enterrando o Brasil numa dívida com o FMI, que os próprios ditadores diziam ser impagável. Dívida esta que foi paga por Lula, o mesmo que, junto com Dilma, deixou nos cofres reservas internacionais de quase US$ 400 bilhões.

Com a saída da Ford, da Mercedes Benz, da Sony do Brasil, ficou claro que esse governo implodiu o mercado interno e, agora, tendo a China, a Índia e, a partir de manhã, os EUA com Biden de costas para o Brasil, fica mais do que claro que Bolsonaro sofreu um impeachment internacional e, junto, arrastou o Brasil inteiro para a mesma exclusão, colocando um dilema na mesa dos brasileiros, ou Bolsonaro sofre um impeachment aqui no Brasil, ou o país ficará cada dia mais isolado do resto do planeta e, consequentemente as nossas tragédias se multiplicarão com um número sem fim de mortos por Covid-19.

Assista:

*Da redação

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Índia: falta de vacina é culpa de impasse criado por Brasil e países ricos

Na busca por se aliar aos interesses dos países ricos, de atender demandas de Donald Trump e em seu sonho de entrar na OCDE, o governo de Jair Bolsonaro foi contra a proposta feita pela Índia ainda em 2020 para que patentes sobre vacinas fossem abolidas. Um dos resultados seria permitir que a produção dos imunizantes pudesse ocorrer em laboratórios distribuídos pelo mundo.

Agora, Nova Delhi diz que é justamente a falta de uma maior distribuição para a produção de versões genéricas da vacina que impede o abastecimento global.

Nesta terça-feira, numa reunião fechada na Organização Mundial do Comércio em Genebra, Nova Delhi foi explícita em constatar que o “pior dos pesadelos” se confirmou diante da incapacidade de se encontrar um acordo: não há vacinas para todos.

O Brasil comprou sua vacina da Oxford/AstraZeneca. Mas o produto é fabricado na Índia. O problema é que, com um governo nacionalista, Nova Delhi dificultou a exportação dos imunizantes para permitir que sua campanha de vacinação fosse iniciada.

Além disso, os indianos indicaram que vão começar a exportar as doses. Mas, num primeiro momento, para seus aliados na região e vizinhos, num gesto geopolítico calculado.

O primeiro lote de exportações será enviado para o Butão, ainda na quarta-feira. Um dia depois, dois milhões de doses da vacina também serão enviadas para Bangladesh. Não há uma data para o fornecimento ao Brasil.

Na OMC, o governo da Índia tomou a palavra para voltar a defender a ideia de uma suspensão das patentes do produto.

Para a Índia, “os piores temores de escassez e fornecimento se tornaram realidade, com programas de lançamento de vacinas de quase todos os países do mundo sofrendo atrasos devido à fabricação insuficiente e não disponibilidade do número necessário de doses de vacinas”.

Enquanto isso, porém, Nova Delhi alerta que “um grande número de instalações de fabricação em muitos países com capacidade comprovada para produzir vacinas seguras e eficazes são incapazes de utilizar essas capacidades devido a novas barreiras de propriedade intelectual”.

Esta é a prova, na opinião da Índia, de que o atual sistema de patentes não é suficiente para atender a enorme demanda global de vacinas e tratamentos.

Segundo a Índia, o que os países desenvolvidos disseram sobre a suficiência de tais acordos de licenciamento para aumentar as capacidades de fabricação provou ser insuficiente. As licenças voluntárias, mesmo quando existem, estão envoltas em segredo, os termos e condições não são transparentes e o escopo é limitado a quantidades específicas, ou para um subconjunto limitado de países, encorajando assim o nacionalismo.

Nova Delhi ainda colocou dúvidas sobre a capacidade de o mecanismo da OMS de distribuir vacinas poder ser uma solução.

Países como África do Sul, Afeganistão, Paquistão, Zimbábue, Egito, Mongólia, Chade, Indonésia, Nepal, Bangladesh, Sri Lanka, Camboja e Venezuela também falaram em apoio à proposta. A OMS também é favorável à ideia indiana.

Brasil abandona sua posição tradicional e passa a defender patentes

Mas o projeto conta com uma forte rejeição por parte dos países ricos, detentores das patentes. O Brasil foi o único país em desenvolvimento a declarar abertamente que era contra a proposta, abandonando anos de liderança internacional para garantir o acesso a remédios aos países mais pobres.

Há 20 anos, foi a ação internacional do Brasil que levou a OMC a estabelecer regras para permitir um maior acesso a remédios. Naquele momento, a luta era para enfrentar a Aids. A liderança se transformou em um dos maiores ativos da política externa de FHC e Lula.

A quebra de patentes acabou ocorrendo num caso, sob a gestão do então ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Mas foi o papel assumido pelo governo nas negociações que catapultou o país para um outro patamar no debate internacional.

Para rebater os indianos, Europa, EUA e Japão insistiram que a quebra de patentes não resolveria a questão do abastecimento de matérias-primas.

Eles também enfatizaram que o atual sistema contém ferramentas suficientes para resolver quaisquer problemas relacionados à propriedade intelectual e que a implementação da proposta de renúncia minaria os atuais esforços para combater a pandemia. Um dos impactos seria afastar investimentos do setor privado.

Esses países observaram que embora haja financiamento público para pesquisa e desenvolvimento, a produção e distribuição das vacinas continua sendo um risco de investimento para o setor privado.

*Jamil Chade/Uol

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Pazuello: A gente somos inútil

A pergunta que mais se faz, agora, nas redes e na própria mídia e, como Pazuello conseguiu a patente de general três estrelas? Que tipo de avaliação é feita pelas Forças Armadas para um sujeito desse virar general? Será que é por ser craque não em logística mas em oxítonas?

O fato é que o mundo não consegue entender como um incompetente como Pazuello se transforma em referência em logística, mais que isso, chega a general.

Então, passamos a acreditar que essas escolas militares que formaram Pazuello, Bolsonaro, dentre muitos outros, são oficinas de formação de idiotas, porque não é possível sair tanta burrice e incapacidade de um mesmo lugar.

Não há qualquer dúvida de que Pazuello não tem a menor ideia do que é logística, já que ele e Bolsonaro afirmam que, para ser ministro da Saúde, não é preciso entender nada de medicina.

Então, nós brasileiros estamos subordinados a alguém que quer vender uma suposta personalidade forte para garantir alguma utilidade para a ideia de disciplina militar, porque, para a sociedade, Pazuello é literalmente inútil com todas as características e respaldo de um sujeito como Bolsonaro, hoje, universalmente considerado a maior besta do planeta.

Não é por acaso que Roger, do Ultraje a Rigor é um bolsonarista fundamentalista. Tudo é uma questão de afinidade cultural.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Os militares estão enfezados porque o mundo todo descobre agora o que o Brasil todo já sabe: são incompetentes, caros e inúteis

Se por uma campanha a favor do Estado mínimo para manter garantias ao mercado, a mídia brasileira vendeu, anos a fio, que os servidores públicos eram caros ao país, agora, com essa esculhambação generalizada do governo Bolsonaro empesteado de militares, o povo está tendo uma visão clara do real preço da incompetência.

Se três instituições nesse país conseguem se destacar diante da tragédia provocada pelo governo militar de Bolsonaro, que já custou a vida de mais de 210 mil brasileiros, essas três instituições são públicas e de excelência e conseguem fazer do limão, limonada. São elas, Butantan, Fiocruz e SUS, que revelam, ao contrário do que sempre vendeu a mídia, servidores públicos altamente competentes, dedicados de corpo e alma para salvar o que de fato interessa ao país, a vida dos brasileiros.

Na outra ponta estão Bolsonaro e os militares, pior, um general da ativa no comando da pasta da Saúde que, criticado pela oposição de não saber nada sobre saúde, o boquirroto três estrelas verde oliva, trombeteou que era o rei da logística.

O resto do que está acontecendo nem é preciso repetir aqui. O resultado disso é uma saraivada de críticas, vindas da sociedade em massa, à incompetência dos militares do governo.

E não tem como as Forças Armadas continuarem negando sua participação na quase totalidade do governo e menos ainda que tem sim responsabilidade na morte de mais de duas centenas de milhares de vítimas mais de Bolsonaro do que da Covid.

Os militares se mostraram mais do que incompetentes, mostraram-se bajuladores de Bolsonaro, seja seja por regalias e privilégios que recebem para compensar a falta de profissionalismo, seja para encobrir a incompetência louvada como talento máximo das Forças Armadas.

Essa gente, que é cara ao país, que está irmanada com a política de descaso do mandatário da nação, tem passado atestado de inutilidade diuturnamente. Mas agora quer transformar a própria incompetência, a própria nulidade em arrogância, como se isso encobrisse o fracasso desse governo.

A incompetência desse governo militar já destruiu o país, com uma economia em franca decadência, já matou milhares de brasileiros por covid e, como todo incompetente, culpa a todos pelo seu fracasso, porque não tem a menor aptidão para o trabalho, para o conhecimento, para o estudo. Daí que qualquer execução fora de determinadas funções que exigem o mínimo, a incapacidade e inabilidade dos militares que orbitam o governo Bolsonaro se mostram assombrosas.

É fato que o governo Bolsonaro é repleto de incompetentes civis, mas o que os difere dos militares, sobretudo os generais, é que estes são ególatras incompetentes.

As declarações de Bolsonaro e Pazuello, que vive roncando que é militar, escancaram tudo, o que também nada tem de original, já que a arrogância gabola sempre foi a arma do inútil.

O que os deixa enfezados é que o povo os está tratando de acordo com o seu nível de nulidade em meio à pandemia, a ponto dos brasileiros, que estão sob agonia e morte, precisarem que o governo da Venezuela os acudam com o envio de oxigênio para o estado do Amazonas.

Nas esquinas, nos bares, nos lares e até nas aglomerações tão estimuladas por esse governo de incompetentes, o povo só diz duas coisas, que o governo é uma esculhambação, mas acima de tudo, é cruel com a população.

E se até aqui os nulos militares se limitavam apenas a desprezar as críticas da sociedade, agora, por total falta de grandeza social, democrática e política, respondem com estupidez as honras de inépcia total que fizeram por merecer.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Só intervenção civil pode acabar com o Império da Mentira nas Forças Armadas

Para parar de mentir, os militares precisariam de ter tido um lapso de formação que, infelizmente, não ocorreu no momento certo: ao fim da ditadura militar, em 1985.

Desde então, sob o disfarce de doutrina de segurança nacional, os militares brasileiros foram cuidadosa e sistematicamente ensinados a mentir, primeiro, sobre a própria história recente: o golpe de 1964 – pateticamente denominado de “revolução” -, as torturas e os assassinatos.

Assim, uma geração foi envenenando a outra dentro das escolas de formação de oficiais e sargentos das três forças, um processo de quase quatro décadas de alienação intelectual e social que se desenvolveu na surdina, à margem do processo civilizatório, quase sempre em ambientes exclusivamente masculinos.

Bolsonaro é da geração subsequente à do golpe que iniciou sua formação na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (Especex), em Campinas. Lá, cursou o ensino médio sob tutela direta dos primeiros doutrinadores pós-golpe, numa época em que o anticomunismo havia se tornado uma paranoia na caserna e o machismo e a homofobia, ainda não nomeada dessa forma, eram uma patologia feroz e absolutamente naturalizada nas relações internas dos quartéis.

Basta reparar como o pai de Carluxo tem fixação na própria orientação sexual, que precisar ser reafirmada a todo momento como uma espécie de antídoto a uma homossexualidade que paira sob sua alma, como uma espada de Dámocles.

Na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), como nas academias similares da Aeronáutica (AFA) e da Marinha (Escola Naval), esses processos de alienação foram e ainda são aprofundados de modo expelir, na ponta final da formação, aspirantes dispostos não só a cumprir ordens, mas também eternizar quaisquer mentiras em nome de códigos de honra de inspiração ora medieval, ora fascista.

Por isso, não há militares de esquerda e, embora pareça absurdo sob qualquer prisma, figuras como o torturador Brilhante Ustra são, sim, adoradas como salvadores da pátria, nos quartéis.

A única medida possível para parar essa cadeia de alienação é a intervenção direta do poder civil nessas escolas de formação, com interrupção de atividades, mudança radical de currículos e, principalmente, do perfil dos educadores envolvidos nessas unidades, civis e militares.

Esse lapso de formação também irá tornar necessário o fechamento da Escola Superior de Guerra, última trincheira – obsoleta, inútil e dispendiosa – da Guerra Fria, no Brasil, onde se perpetua em cursos, apostilas e palestras o reacionarismo doentio tão ao gosto do inominável Clube Militar.

Ou isso, ou então, daqui a 50 anos, a sociedade brasileira ainda vai estar se debatendo com essas caricaturas bufantes como Eduardo Pazuello ou com psicopatas ignorantes, como o próprio Bolsonaro.

*Leandro Fortes/DCM

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Vídeo: Pazuello mente ao dizer que Saúde nunca indicou remédios contra a covid-19

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mentiu hoje ao dizer que a pasta nunca indicou nenhum medicamento para o tratamento da covid-19. Logo depois de sua posse, em 20 de maio, o ministério lançou um protocolo que sugeria a prescrição de hidroxicloroquina e cloroquina aos infectados, ainda que não haja nenhuma comprovação da eficácia desses remédios contra o coronavírus.

“A senhora nunca me viu receitar, dizer, colocar para as pessoas tomarem este ou aquele remédio. Nunca. Não aceito a sua posição. Eu nunca indiquei medicamentos a ninguém, nunca autorizei o Ministério da Saúde a fazer protocolos indicando medicamentos”, disse o ministro a uma jornalista durante coletiva no Palácio do Planalto.

O protocolo divulgado em maio, porém, orienta o uso de cloroquina, hidroxicloroquina e outros medicamentos, bem como a dosagem recomendada (abaixo rasuradas) para cada um deles.

Protocolo do MS - Reprodução - Reprodução

Assim como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Pazuello já defendeu o uso de cloroquina contra a covid-19 em diversas oportunidades. Em 21 de julho, por exemplo, o ministro citou o antimalárico e a ivermectina, que também não tem eficácia comprovada contra a doença, quando falava sobre “tratamento precoce”.

À época, apesar da existência do protocolo, Pazuello disse que era apenas uma “orientação”, não uma diretriz. Segundo ele, o Ministério da Saúde apenas apresentou quais medicamentos estão sendo usados, quais estão dando resultados e qual a melhor dosagem e momento de uso.

“Temos a hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina listadas, e cabe ao médico prescrever qual é o medicamento adequado naquela fase e para aquele paciente”, afirmou ele durante visita ao Rio Grande do Sul.

Depois, ao lado de Bolsonaro, ele voltou a recomendar o uso de cloroquina no tratamento da covid-19. A declaração foi feita em transmissão ao vivo em 22 de outubro (assista abaixo), um dia depois de Pazuello ser diagnosticado com a doença. Tanto ele como o presidente, que também já foi infectado, apareceram sem máscara.

*Com informações do Uol

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