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Carcaças de ônibus queimados e delegacia apedrejada: atos de vandalismo em Brasília termina sem nenhum preso; veja fotos

Quatro ônibus e três carros foram ‘totalmente consumidos pelas chamas’, segundo os bombeiros, e uma delegacia ainda estava com vidros estilhaçados na manhã seguinte aos ataques.

Segundo O Globo, o entorno da sede nacional da Polícia Federal, em Brasília, amanheceu nesta terça-feira com um rastro de destruição após apoiadores bolsonaristas tentarem invadir o prédio, em protesto à prisão de um líder indígena determinada pela Justiça após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) .

Carcaças de ônibus e carros queimados, lixeiras e caçambas derretidas, placas derrubadas e muito lixo, pedaços de pau e pedras se espalhavam pelas ruas do setor hoteleiro norte. O cheiro de ferro e plástico queimado ainda pairava no ar.

A delegacia mais próxima da PF, a 5ª DP, trazia a porta de vidro ainda estraçalhada — um manifestante arremessou do lado de fora uma pedra, que estourou a vidraça e ainda não foi recolhida, à espera da perícia. Dois agentes trabalhavam na manhã desta terça em meio aos vidros quebrados.

Na porta da Polícia Federal, onde os manifestantes tentaram resgatar um indígena preso — sob a acusação de tentar organizar atos violentos contra a diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorreu na segunda-feira — cinco viaturas da Polícia Militar faziam a segurança do local. Quinze PMs patrulhavam a área tentando localizar alguma movimentação suspeita.

Manifestantes bolsonaristas ateiam fogo em ônibus durante protesto em Brasília — Foto: Cristiano Mariz

‘Consumidos pelas chamas’

De acordo com o Corpo de Bombeiros, sete veículos foram “totalmente consumidos pelas chamas”, sendo quatro ônibus e três carros. Um quinto ônibus foi danificado parcialmente.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que vai divulgar uma nota “até o fim da manhã” com um balanço das ações de repressão ao protesto.

Manifestantes bolsonaristas ateiam fogo em ônibus durante protesto em Brasília — Foto: Cristiano Mariz

Aos poucos, as carcaças dos ônibus incendiados estão sendo retiradas das vias da área central de Brasília. A operação é complexa porque o fogo consumiu todos os pneus. Para que eles possam ser arrastados, funcionários das concessionárias precisam esperar o ferro esfriar e trocar as rodas com marretas.

Ônibus que foi queimado por manifestantes bolsonaristas em Brasília — Foto: Eduardo Gonçalves/Agência O Globo

Guincho que rebocou ônibus queimado pertence a apoiador de Bolsonaro  — Foto: Eduardo Gonçalves /Agência O Globo

Só às 6h desta terça-feira a empresa conseguiu tirar o ônibus que estava atravessado em um viaduto, com riscos de cair — manifestantes tentaram empurrá-lo para baixo, mas não conseguiram porque as rodas ficaram presas na mureta.

O hotel onde Lula está hospedado amanheceu com poucas modificações visíveis no esquema de segurança. Do outro lado da rua, cinco PMs vigiam a entrada do local ao lado de uma viatura. Nos últimos protestos, grades de isolamento já haviam sido instaladas no lobby.

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Vídeos: Cenário de guerra: bolsonaristas queimam carros e tentam invadir sede da PF

Manifestantes vestidos com camisetas da Seleção Brasileira quebraram dezenas de carros estacionados em frente ao prédio da corporação.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam invadir, na noite desta segunda-feira (12/12), a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, em Brasília.

Com integrantes vestidos com a camisetas da Seleção Brasileira, o grupo danificou dezenas de carros que estavam estacionados nos arredores do prédio da corporação. Alguns, inclusive, chegaram a ser incendiados. Um ônibus com motorista dentro d Para tentar impedir a depredação, policiais reagiram disparando tiros de balas de borracha e lançando bombas de efeito de moral.

Alguns bolsonaristas justificaram o ato alegando que agentes da PF “prenderam injustamente um indígena”. O Metrópoles apurou que seria o Cacique Tserere, um líder indígena apoiador de Bolsonaro. Bastante conhecido entre aqueles que estão há dias no QG do Exército pedindo intervenção militar, ele faz os discursos mais inflamados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Vídeos mostram alguns dos manifestantes armados com pedaços de paus correndo em direção à sede da Polícia Federal. Um homem dizia que ônibus com mais bolsonaristas chegariam para reforçar o ato antidemocrático. Um deles, muito exaltado, gritava: “Eu posso morrer aqui hoje, não tem problema, não”.

Diante do clima tenso, a corporação pediu reforço, a fim de impedir a destruição do prédio. A Polícia Militar do DF (PMDF) usou spray de pimenta para espantar o grupo. Com o conflito, os arredores da PF aparentavam clima de batalha, com pedaços de paus e pedras espalhados por todos os lados. Por conta do cenário de guerra, a W3 Norte precisou ser fechada na altura do Brasília Shopping. O centro comercial, inclusive, precisou ser evacuado em função do ambiente hostil.

*Com Metrópoles

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Josué no MDIC e Mercadante no BNDES: Brasil inicia reindustrialização

Ao lado de Mercadante no BNDES, o atual presidente da Fiesp poderá liderar a retomada do desenvolvimento industrial no País

Luís Costa Pinto – Em articulações empreendidas no fim de semana que passou em Brasília, aguardando a cerimônia de diplomação como futuro presidente, marcada para o início da tarde desta segunda-feira no Tribunal Superior Eleitoral, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva mudou o curso tradicional das pressões da política: foi a força das águas da Esplanada dos Ministério que empurrou de volta para a Avenida Paulista uma crise nascida na pirâmide da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, prédio-sede da entidade.

Lula vai recriar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, convidou o industrial têxtil Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp, para assumir o comando da pasta e ancorará nele, de volta, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente do BNDES será o economista, ex-senador e ex-deputado Aloízio Mercadante, coordenador da transição de Governo e presidente da Fundação Perseu Abramo, instância do Partido dos Trabalhadores encarregada de formular o programa da campanha petista. O convite para o ministério abriu para Josué uma saída estratégica e por cima do comando da Fiesp em meio a uma guerrilha de traições aberta contra ele pelo ex-presidente da entidade, Paulo Skaf.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, foi interlocutor estratégico no processo de convencimento de Josué Gomes. A Fiesp deverá passar a ser comandada pelo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto, que é o 1º vice-presidente da entidade. Josué é, em contrapartida, o 1º vice do Ciesp. Foi o atual presidente da Fiesp e futuro ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio quem articulou a ascensão de Cervone Netto ao topo da pirâmide da Avenida Paulista.

O antecessor de Josué, Paulo Skaf, almejava retornar ao comando da poderosa federação paulista, cargo de onde colaborou intensamente pelo golpe do impeachment sem crime de responsabilidade da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016 (utilizando para tanto, inclusive, o caixa da Fiesp ao financiar campanhas publicitárias pró-golpe e deslocamento logístico de materiais usados no convencimento de parlamentares a favor da deposição de Rousseff).

Notório golpista, Skaf montou pelas costas de Josué a convocação de uma Assembleia Extraordinária do Conselho da entidade, marcada para 21 de dezembro. A pretensão dele era voltar nos braços de presidentes de sindicatos empresariais aos quais adulou pelos 16 anos em que se manteve à frente da Fiesp e do Ciesp ao mesmo tempo, acumulando os cargos e os caixas. Por todo esse tempo Skaf tentou voos políticos nas asas de partidos como PSB, PMDB, MDB e Republicanos. Foi candidato ao governo do estado, à prefeitura da capital e ao Senado. Perdeu tudo o que disputou no voto popular. Ele açulou a rebelião na Fiesp, mas, não desejava a ascensão de Cervone Netto – de quem espera um gesto em seu favor (que dificilmente virá).

Cervone está a uma canetada de reunir nas mãos o poder do Ciesp e da Fiesp, conservando a amizade com um poderoso ministro do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior e tendo acesso direto ao presidente do BNDES (Aloízio Mercadante, já indicado e aguardando os fatos acontecerem) e mantendo inédita sintonia com o presidente da CNI. Robson Andrade foi carta relevante no estratagema que teve início nas coxias da transição. Consumada a sucessão na Fiesp, Paulo Skaf, será tratado pelo futuro governo como um reles golpista remanescente de 2016. Em consequência, não terá serventia alguma para o pragmatismo empresarial dos paulistas.

Josué Gomes da Silva à frente de um MDIC em vias de ser recriado, com Aloízio Mercadante no BNDES em diálogo direto e franco com o Ministério da Fazenda de Fernando Haddad, e o Ministério do Planejamento sendo preenchido por um nome do espectro social-democrata da aliança que elegeu Lula, darão um rumo determinado para a missão dada pelo presidente eleito e por seu vice, Geraldo Alckmin: conduzir o processo de reindustrialização do País. Para tanto, o futuro Governo convocará a CNI de Andrade, a Fiesp renovada e todas as demais federações estaduais de indústrias para que se alinhem no projeto. As águas deste fim de ano chuvoso em Brasília lavaram a Esplanada dos Ministérios e terminaram por movimentar bons moinhos na Avenida Paulista.

*247

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Vídeos: No dia da diplomação de Lula, Bolsonaro abre alvorada a golpistas e Michelle manda “lanchinho”

Durante a madrugada, Bolsonaro liberou portões da residência oficial da Presidência e golpistas invadiram o gramado. Apoiadores de Lula também fazem “convocatória” e clima é de tensão no dia da diplomação.

Com o claro objetivo de tumultuar a diplomação – e em 20 dias a posse – de Lula (PT) Jair Bolsonaro abriu os portões do Palácio do Alvorada para apoiadores golpistas que se encontravam em frente à residência oficial do Presidente da República na madrugada desta segunda-feira (12), quando está marcada a diplomação do presidente eleito.

Em vídeos publicados nas redes sociais e em grupos de aplicativos de apoio a Bolsonaro, os golpistas aparecem entrando no gramado do Alvorada e incitando outros apoiadores para dirigirem ao local.

Segundo os golpistas, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, teria mandado “lanchinho” e refrigerante aos que chegavam no gramado do Alvorada.

Em grupos de Telegram, Bolsonaro aparece com os mesmos copos descartáveis enviados aos golpistas no chamado “apito de cachorro”, as mensagens cifradas pela extrema-direita para convocar apoiadores radicais. Parte das mensagens que circulam nos grupos foi exposta no Twitter pelo jornalista Carlos Alberto Jr.
Convocatória de apoiadores de Lula

O clima de tensão antes da diplomação, marcada para às 14h no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aumenta à medida que há expectativa da mobilização de apoiadores de Lula.

Em grupos de apoio ao presidente circula uma convocatória para que a militância progressista do Distrito Federal acompanhe a diplomação.

“É muito importante que todos nós, que defendemos a democracia estejamos presentes nesse momento, com nossas faixas, cartazes, bandeiras de luta e palavras de ordem”, diz o texto que ressalta ainda que foram chamados “todos os Comitês Populares de Luta para estarem presentes em mais esse momento histórico, que marca o fim de um período de profundos ataques à democracia e aos direitos do povo e o começo da reconstrução do nosso país”.

A diplomação de Lula e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), marca o fim do processo eleitoral e certifica os candidatos eleitos em 30 de outubro a tomarem posse.

A partir da diplomação o processo eleitoral é considerado encerrado. O Tribunal Eleitoral atesta que a eleição foi válida depois que todas as etapas foram avaliadas.

Após a entrega do certificado, no Executivo, há a transmissão de cargos. No Legislativo, a posse de deputados e suplentes.
Convocação

Neste domingo (11), Jair Bolsonaro fez nova aparição aos golpistas do gramado do Palácio do Alvorada, no que foi considerado o “apito de cachorro” para a invasão dos gramados da residência oficial.

Um pastor puxou uma oração, um Pai Nosso, para na sequência o futuro ex-presidente tomar a frente e pedir a palavra. Ele fez sinal com as mãos abertas pedindo silêncio e, quando o obteve, apenas disse “boa noite a todos vocês”, e foi embora.

Veja os vídeos da invasão de golpistas ao Alvorada:

https://twitter.com/gbsilvaluz/status/1602156519117787138?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1602156519117787138%7Ctwgr%5E2535eb7623368175c2017213ca3ef4fd948072c0%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fd-23187088601123147948.ampproject.net%2F2211250451000%2Fframe.html

*Com Forum

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O ministro que mais interrompeu julgamentos de processos no STF

Para alguma coisa ele serve.

André Mendonça, o ministro terrivelmente evangélico nomeado por Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), completará um ano no cargo como o juiz que mais suspendeu julgamentos em 2022 mediante pedidos de vista de processos.

Ele pediu vista de 49 processos julgados em plenário pelos 11 ministros da Corte de forma virtual ou presencial. Gilmar Mendes pediu de 29, Ricardo Lewandowski de 16, Kássio Nunes de 12, e Alexandre de Moraes de 11. Rosa Weber não pediu de nenhum.

Na Segunda Turma do STF, composta por Mendonça e mais quatro ministros, ele também foi o que mais pediu vista: 62 vezes, contra 23 de Gilmar. Nenhum dos ministros da Primeira Turma fez tantos pedidos de vista.

*Noblat/Metrópoles

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Surge mais uma prova de que Bolsonaro fez a campanha mais suja da história

Não bastaram a distribuição de R$ 16 bilhões em emendas do orçamento secreto aos parlamentares que se tornaram cabos eleitorais, a liberação de R$ 41 bilhões em benefícios a três meses das eleições, a utilização de templos evangélicos como palanques, a ofensiva de uma das maiores máquinas de fake news do planeta ou o manejo das corporações de Estado, como a Polícia Rodoviária Federal, contra seu adversário político.

A campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, a mais suja da história, teve outros golpes baixos além desses. A mais nova descoberta de trapaça foi publicada na Folha de S. Paulo. Consistiu em fazer sumir da fila de espera do Auxílio Brasil nada menos que 128 mil famílias.

Esse contingente reapareceu repentinamente após o fim do segundo turno da eleição.

Isso mesmo: para tentar se reeleger presidente, de agosto a novembro Bolsonaro apagou da fila de espera 128 mil famílias brasileiras que esperam para receber R$ 600. A ideia era mostrar que o governo conseguiu atender a todos os necessitados.

Era mentira.

De saída, a patranha tem o efeito de estender o sofrimento dessas pessoas, que precisam urgentemente conseguir recursos mínimos que garantam alguma comida na mesa ou remédios para seus problemas de saúde. Bolsonaro e sua equipe não deram a mínima para isso.

O sumiço desses desvalidos da fila do Auxílio Brasil dá a medida do desapreço que o atual ocupante do Palácio do Planalto tem pelos seus compatriotas. Não se importou que a espera deles fosse alongada por conta de uma maracutaia eleitoreira.

Além disso, essa nova baixaria mostra o tamanho da façanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que, apesar de ter contra si um adversário que usou a máquina administrativa da forma mais abjeta possível, para produzir falcatruas inimagináveis, conseguiu mesmo assim sair vitorioso das urnas.

Sabe-se lá quantos golpes mais serão descobertos depois que o novo presidente tomar o lugar de Bolsonaro.

Esse certamente é um dos seus medos e um dos motivos para incentivar fanáticos de extrema direita a contestar o resultado da eleição, como se isso fosse ter consequência prática.

Não terá.

É melhor Bolsonaro se acostumar a conviver com revelações como essa publicada pela Folha de S. Paulo. Espera-se que a partir de agora tudo o que escondeu seja trazido à luz do dia.

A verdade, então, nos libertará dessa farsa que Bolsonaro encenou por quatro anos, ao fingir ser patriota.

*Chico Alves/Uol

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Com fim do governo Bolsonaro, membros do ‘gabinete do ódio’ buscam emprego

Os assessores especiais do presidente Jair Bolsonaro (PL), conhecidos por integrarem o chamado “gabinete do ódio”, começaram a procurar emprego já que o fim do governo se aproxima.

Segundo Juliana Dal Piva, Uol, estão com destino incerto José Matheus Salles Gomes, conhecido como “Zuero”, e Mateus Diniz, chamado de “Matheuszinho”. Interlocutores do clã Bolsonaro relataram à coluna que eles estão conversando com integrantes da bancada bolsonarista para obter novos cargos. Os dois são nomes de confiança do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Até 2018, José Matheus foi assessor de Carlos na Câmara Municipal do Rio.

O único deles que vai seguir junto com Bolsonaro é Tércio Arnaud Tomaz. Ele deve ficar em um dos cargos comissionados a que os ex-presidentes têm direito. O trabalho de Tércio é acompanhar Bolsonaro diariamente, gravar vídeos e atualizar redes sociais do presidente, além de produzir memes.

Nas eleições, Tércio foi candidato a suplente da candidatura de Bruno Roberto (PL-PB) ao Senado na Paraíba. Eles obtiveram 231 mil votos e ficaram em quinto lugar.

Na lista dos que devem seguir entre os assessores de Bolsonaro ainda está Max Guilherme (PL-RJ), policial do Bope que atua como assessor de Bolsonaro. Ele chegou a disputar uma vaga para deputado federal na eleição deste ano, mas obteve 9.489 votos e não conseguiu se eleger.
Páginas desativadas

Tércio é de Campina Grande, na Paraíba. Foi Carlos Bolsonaro quem o descobriu entre 2013 e 2014. Ele conquistou a proximidade junto ao clã Bolsonaro quando criou a página “Bolsonaro Opressor” no Facebook. Ele a usava para atacar, por meio de memes, os adversários do então deputado federal, além de fazer elogios a Bolsonaro. Também usou a página para atacar a vereadora Marielle Franco.

Com a vitória de Bolsonaro na eleição de 2018, ele também foi um dos primeiros a ser nomeados como assessor especial da Presidência com um salário de R$ 13,6 mil. O agora assessor presidencial não tinha experiência prévia em política. É formado em Biomedicina e trabalhou como recepcionista em um hotel. Depois que foi descoberto pelo “zero dois”, foi chamado para ser assessor dos gabinetes a partir de 2017.

Outra página administrada por ele era a “Bolsonaro Opressor 2.0²”. Em 2016, ele postou uma imagem da deputada Maria do Rosário caída como se tivesse levado um tiro e do ex-deputado Jean Wyllys, além dos ex-presidentes Lula e Dilma amarrados por camisas de força. Em seguida, escreveu: “Caso Bolsonaro seja presidente…”.

As páginas foram desativadas pelo Facebook muito tempo depois —a “Bolsonaro Opressor 2.0” chegou a ter mais de 1 milhão de seguidores. Em 2020, o Facebook e o Instagram divulgaram um relatório produzido pelo DRFLab que apontou o envolvimento de Tércio em outras páginas de ódio. Além da página “Bolsonaro Opressor 2.0”, foi identificado que a conta @bolsonaronewsss, no Instagram, era administrada por Tercio. Ela tinha 492 mil seguidores e mais de 11 mil publicações. Também foi retirada.

A página era anônima, mas as informações de registro permitiram a identificação. No relatório, os pesquisadores apontaram que a conta publicava “conteúdo era enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas”. Em 2020, a página postou, por exemplo, ataques ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União Brasil), após a saída dele do governo.

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Liderou o golpe contra Dilma e, agora, Skaf tenta derrubar presidente da Fiesp

Sob seu comando, 86 sindicatos patronais marcaram assembleia para o dia 21, à revelia de Josué Gomes, para votar sua destituição.

Líder do movimento que levou ao golpe contra Dilma Rousseff em 2016, com a campanha do pato amarelo e apoio a manifestantes violentos na avenida Paulista, Paulo Skaf organiza agora um levante contra o empresário Josué Gomes da Silva, que é presidente da Federação das Indústrias de São Paulo. Josué é filho do José Alencar, que foi vice de Lula, e foi eleito presidente da Fiesp depois de sucessivos mandatos do próprio Skaf.

Segundo Lauro Jardim, O Globo, os 86 (de um total de 106) sindicatos patronais que querem tirar Josué Gomes da Silva da presidência da Fiesp subiram o tom neste fim de semana.

Resolveram convocar uma assembleia geral extraordinária para o dia 21 com o propósito de votar sua destituição, algo inédito na história da entidade.

O edital de convocação da assembleia já está publicado — numa operação feita à revelia de Josué, que nunca quis marcar uma data para que ela acontecesse.

De hoje até o dia 21, é certo que esse edital terá como consequência uma reação do atual presidente da entidade. Josué pretende judicializar a questão. E tentar na Justiça barrar a a instalação da assembleia.

No edital, os apoiadores de sua queda lembram que em 10 de outubro o “colégio de representantes, órgão máximo e soberano” da Fiesp decidiu pela convocação da assembleia e que em 21 de outubro o documento com o pedido foi entregue a ele. E que, desde então, Josué, se esquivou de marca uma data.

Os temas a serem tratados na assembleia não deixam dúvidas do que se pretende. Ei-los:

 

*”A atuação do Sr Diretor Presidente da Fiesp acerca de atos que denotem desvirtuamento dos fins estabelecidos nos estatutos da Fiesp mediante a defesa de ideias incompatíveis com os interesses dos sindicatos filiados e com os anseios das categorias industriais representadas, nos termos das correspondências encaminhadas ao Diretor Presidente, datadas de 10 de outubro de 2022 e 16 de novembro de 2022, bem como no requerimento protocolado na secretaria da Fiesp datado de 23 de novembro de 2022″;

*Esclarecimentos do Sr Diretor Presidente da Fiesp dos atos e procedimentos que se encontram pormenorizados na correspondência datada de 16 de novembro de 2022, conforme devidamente encaminhada e recebida pelo Diretor Presidente da Fiesp”;

*”Deliberar sobre a natureza dos atos praticados pelo Diretor Presidente na administração da Fiesp e seu enquadramento e consequências, nos termos do artigo 27 e parágrafos do Estatuto Social da Fiesp”;

*”Analisar as condutas do Diretor Presidente acerca de eventual quebra do dever de diligência, com as possíveis imputações e consequências descritas no artigo 27 do Estatuto Social da Fiesp”.

A oposição a Josué Gomes da Silva é liderada por Paulo Skaf, seu antecessor na presidência da Fiesp.

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“Com Lula, o Brasil volta a ser ouvido nos grandes temas mundiais”

Marcelo Auler – “A próxima sinalização será da representação americana na posse de Lula”, diz o jornalista sobre o encontro entre Lula e o enviado de Joe Biden ao Brasil .

Em entrevista à TV 247, o jornalista Marcelo Auler comentou a visita do conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, Jake Sullivan, ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na segunda-feira (5). Segundo Auler, a visita tem efeito prático e moral.

“O efeito moral é o reconhecimento de que o Brasil volta à cena, a partir da posse do Lula, uma figura de importância mundial. Lula terá voz nos principais grupos de mandatários, presidentes e governantes mundiais. Ele será ouvido sobre os grandes problemas mundiais. Também não descarto a possibilidade dele [Lula] já dar palpite na questão da guerra da Ucrânia com a Rússia. Ele deve ser buscado para opinar sobre uma conciliação diplomática”, avalia.

Auler analisa que a visita mostrou claramente a importância que Lula tem no cenário mundial. “A próxima sinalização será da representação americana na posse de Lula. Tenho informações, inclusive, que existem três possibilidades: a primeira-dama dos EUA, Jill Biden, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, ou o secretário de Estado [Antony Blinken]”.

Para o jornalista, caso os EUA resolvam mandar uma representante mulher para a cerimônia de posse de Lula, terá um significado ainda maior.

*247

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Lula quer alardear ‘cenário caótico’ para evitar cobrança por erros de Bolsonaro

Estratégia de transição funciona como espécie de vacina para preparar população para dificuldades em 2023.

Segundo a Folha, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende alardear à população o que aliados consideram um cenário caótico no país como forma de evitar ser cobrado por eventuais erros da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e dar a dimensão do que pode ser feito no início do governo.

Os dados a serem apresentados pelo petista constarão em relatório produzido pela equipe de transição. O documento vai mostrar, por meio de dados e informações, a situação econômica herdada de Bolsonaro em diversas áreas e seus impactos para a próxima gestão.

Integrantes da equipe de Lula dizem que as análises feitas por grupos temáticos apontam para uma situação de desmonte de políticas públicas e risco de descontinuidade de programas.

Segundo um aliado, o presidente eleito pediu que o relatório seja um consolidado didático, para ser amplamente divulgado à sociedade.

A equipe da transição irá redigir um documento específico a ser entregue a cada ministro nomeado e uma síntese ao petista. Um resumo inicial será apresentado no domingo (11) ao presidente eleito, mas deve ser focado na estrutura da Esplanada.

Os dados servirão para Lula decidir o tamanho de cada ministério e quais órgãos eles devem abrigar.

Entre as indefinições está, por exemplo, o destino do que será a Secretaria de Clima ou Autoridade Climática. Parte de aliados do presidente eleito entende que ela deva ficar sob o guarda-chuva do Ministério do Meio Ambiente. Outra parte quer que seja subordinada à Presidência da República.

Uma vez que definir esse organograma, Lula deve fazer novas escolhas de ministros.

Depois dessa primeira parte, a equipe de transição continuará debruçada sobre as informações para ampliar a síntese e incluir emergências orçamentárias, alertas do TCU (Tribunal de Contas da União) e sugestões de revogações, por exemplo.

Aliados de Lula dizem que a ideia é dar o máximo de publicidade ao tema. A intenção é fazer uma espécie de “vacina”, para preparar a sociedade sobre o que será possível ou não ser feito a partir de 2023.

A situação deve, inclusive, ser explorada no pronunciamento da posse do presidente eleito, marcada para 1º de janeiro, ainda que sem citar nominalmente o presidente Bolsonaro.

O próprio petista tratou do assunto em declaração que fez à imprensa ao anunciar os primeiros nomes de seu ministério na manhã desta sexta-feira (9). E indicou que deverá dar publicidade a essa síntese entre os dias 22 e 23.

Lula disse que irá apresentar, “sem fazer um show de pirotecnia”, a situação encontrada em áreas como educação, saúde e ciência e tecnologia. “Para que a sociedade saiba. Porque se não apresentarmos agora, seis meses depois estará nas nossas costas os desmandos feitos pelo atual governo”, disse.

O presidente eleito afirmou ainda que a atual gestão é “um governo com o corpo muito grande e a cabeça muito pequena” e que não “preparou a administração desse país”.

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), também na sexta, afirmou que o texto terá diagnóstico, sugestões de revogações e propostas de estrutura para cada área, assim como “alertas para os primeiros meses do governo, emergências orçamentárias e ações prioritárias”.

O tema foi tratado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), em reunião com o conselho político da transição, grupo formado por representantes de 13 partidos aliados, e em reunião do diretório nacional do PT, ambas na quinta-feira (8).

Segundo o relato de um participante do conselho político, a ideia é ressaltar a situação até mesmo como forma de garantir um crédito junto à sociedade dos limites que a nova gestão irá enfrentar, assim como para gerar margem de compreensão do cenário.

Dessa forma, esse tema irá permear as declarações da equipe de transição e do futuro governo. Segundo integrantes da equipe, o objetivo é dar a dimensão do que o governo eleito vai enfrentar.

Os relatórios preliminares de cada grupo, de acordo com quem tem acesso ao processo, mostram sérios problemas de gestão, que apontam para risco de descontinuidade de programas, por exemplo.

Os piores cenários estão nos programas de combate à fome, saúde, educação, segurança e previdência.

Em coletiva de imprensa para anunciar os resultados do grupo de trabalho do Planejamento, o ex-ministro Aloizio Mercadante, que coordena as equipes técnicas, afirmou que Bolsonaro “quebrou o Estado”.

No dia anterior, integrantes do grupo técnico da Educação da transição disseram que o ministério “está sem limite financeiro” e que essa é uma “preocupação imediata”. A afirmação foi feita depois de encontro com o comando atual da pasta na segunda (5).

Em outra área, como mostrou a Folha, a transição constatou que há problemas de dados na área da saúde.

A equipe de Lula recebeu a informação de conselhos estaduais e municipais de saúde mostrando que o ministério comandado por Marcelo Queiroga avisou, no fim de outubro, que não havia registros de ao menos 30 milhões de dados de doses aplicadas no SUS.

Integrantes da transição dizem que há ainda falta de recursos para produção de medicamentos estratégicos. Foi identificado também uma demanda reprimida de processos a serem analisados no setor da Previdência.

O governo de transição tem 32 grupos temáticos e mais de 900 integrantes, dos quais 22 são remunerados —o restante atua de forma voluntária.

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