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Se o Banco Central não tivesse sido privatizado por Bolsonaro, os juros não estariam na estratosfera

O tal Banco Central independente é uma grande piada, tanto que André Esteves do BTG Pactual batia no peito para dizer que todos os dias Campos Neto, enquanto presidente do BC, e Arthur Lira, enquanto presidente da Câmara, ligavam para ele para receber orientações e avaliações sobre suas escolhas, suas condutas.

A usurpação da taxa de juros, decidida pelo próprio sistema financeiro, produz o mesmo que toda empresa privatizada no Brasil, lucros exorbitantes para os acionistas e uma progressiva ruína da empresa para os brasilleiros.

Tanto isso é verdade que o colunismo de economia da grande mídia não quer saber de tevisitar uma empresa depois de privatizada para compará-la à antiga estatal, de tão díspar que é o resultado contra a sociedade brasileira.

Não há lero lero técnico possível que justifique esse estupro ao bolso dos brasileiros que necessitem de crédito ou que tenham que pagar seus boletos.

Não se pode jamais esquecer que o motivo real do golpe em Dilma Rousseff foi por ela ter a coragem de reduzir o spread bancário à menor taxa da história em busca da reindustrialização brasileira.

Lógico, isso impacta negativamente nas pesquisas de opinião, já que os impactos em cadeia na economia brasileira são evidentes, pois o Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo.

É fundamental que essa lógica mude radicalmente nos próximos seis meses da eleição presidencial, mesmo que, para isso, Lula tenha que reestatizar o Banco Central, privatizado por Bolsonaro, que gerou, entre outros absurdos como a taxa de juros, um caminho de ratos para Vorcaro e outros roedores deitassem e rolassem nessa marafunda financeira.


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‘Se minha amiga falar, aí cai tudo’: colegas de Fialek a estimulam a delatar chefes

Mariângela Fialek, assessora do PP, chefiada por Arthur Lira, trabalhou com Ciro Nogueira, Jucá, Ricardo Barros e Temer

A advogada gaúcha Mariângela Fialek da Silva foi o alvo único da Operação Transparência deflagrada pela Polícia Federal a pedido do Ministério público Federal e autorizada pelo gabinete do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Em tom de piada, quando conversam descontraidamente durante animados convescotes embalados à base de música sertaneja goiana ou sofrência baiana e regados por vinhos de rótulos impagáveis para 99% dos brasileiros, muitos deputados e alguns senadores se referem a ela como “a CEO de nossa holding”.

Em clima de fim de festa, por volta das 5h45min da manhã da 6ª feira 12 de dezembro de 2025, agentes da PF, acompanhados de procuradores da República, amanheceram no apartamento de Mariângela Fialek, no Bloco A da SQSW 300, no setor Sudoeste, em Brasília, e numa sala do Anexo 2 da Câmara dos Deputados. É ali que a funcionária pública não concursada despacha com deputados, senadores e assessores parlamentares com o objetivo de definir para onde, para quem e em que momento seriam liberadas verbas públicas do Orçamento Geral da União. É ela quem estabelece as prioridades orçamentárias, sempre depois de ouvir o ex-chefe formal que segue como seu mentor informal, Arthur Lira. Só depois dessas instruções do “presidente do Conselho” da “holding” (para ficar no campo semântico da galhofa de vossas excelências), as emendas são enfim direcionadas para os parlamentares determinados.

Fialek recebe da Câmara um salário de R$ 23,7 mil, topo da carreira para não concursados, e está vinculada à Casa desde 2021. Chegou àquele posto a convite do deputado Arthur Lira (PP-AL), então recém-eleito presidente da Câmara. Quatro anos depois, quando Lira entregou a cadeira da presidência ao afilado Hugo Motta (Republicanos-PB), com quem agora anda às turras, acertou-se que “Tuca”, como Mariângela se tornou conhecida pelos colegas de trabalho e também entre os políticos, seria transferida com o salário do topo de careira para os quadros da liderança do PP na Câmara.

Acertou-se, porém, que mesmo destituída do prestigioso crachá que a vincularia à Presidência da Mesa, a advogada seguiria na mesma sala que pertence ao organograma de espaços da administrativo da Casa Legislativa. Além disso, manteria a função de principal: direcionar as emendas parlamentares a serem pagas com o Orçamento da União por meio das emendas impositivas, das “emendas pix”, das “emendas de comissão” e das “emendas de bancada”.

Decisão de Dino é precisa e lapidar
O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 854 (ADPF 854), impetrada pelo Psol, que visa esclarecer os meandros das destinações orçamentárias das emendas ao Orçamento Geral da União. Desde abril de 2024, quando a ADPF 854 foi herdada por seu gabinete do arquivo remanescente da ex-ministra Rosa Weber, ele se dedica ao escrutínio de todas as despesas orçamentárias pagas com o erário por determinação dos comandos do Congresso de 2020 para cá. A ação determinada para ocorrer no início da manhã desta última 6ª feira não tem relação direta (ainda) com a ADPF 854. É uma investigação correlata, por enquanto.

Em relação a este ano de 2025, mais de 70% das emendas pagas já estão nos conformes de transparência e rastreabilidade em razão do cumprimento de cautelares impostas pelo Supremo com o auxílio do MPF, da AGU, da CGU, do TCU, das presidências dos bancos BB, Caixa e BNB e até mesmo da Advocacia Geral do Senado e da Câmara. Mas, entre 2021 e 2024, justamente o período em que a holding informal “presidida” pela CEO Mariângela e tendo Lira à frente de seu “Conselho de Administração”, reina o obscurantismo, a irrastreabilidade e o mistério sobre a verdadeira autoria da maioria das emendas e o processo de licitação de obras públicas por meio das quais empresas e fornecedores privados se tornam aptos a fornecer bens e serviços para a União ou para os entes federados.

Mariângela Fialek não teve a prisão decretada pelo ministro do STF. Nem isso foi pedido pelos investigadores, pois não se fazia necessário. Flávio Dino sequer mandou demiti-la e deixá-la sem salário. Determinou apenas que a ex-assessora e eterna fiel escudeira de Lira seja afastada de quaisquer atos designatórios relacionados a gastos com emendas parlamentares. Eles têm indicações firmes de que ela colaborará com as investigações. Os sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático dela foram quebrados.

Em seu apartamento do Setor Sudoeste foram recolhidos celulares, laptops, tablets, cadernos de anotações e uma mala de arquivo, além de pen-drives. Na sala da Câmara, Quartel General da Tropa de Choque de parlamentares de amplo espectro partidário que cerravam fileiras em defesa de Mariângela e de seus métodos de “executiva do Orçamento Secreto”, muitos papéis, computadores, arquivos, tablets e até mesmo um celular funcional foram recolhidos pelos policiais federais e procuradores. Bens pertencentes a outros funcionários que trabalhavam na mesma sala também foram levados. “Se minha amiga falar, aí cai tudo”, disse no meio da manhã de ontem uma colega de sala de Mariângela Fialek depois que força-tarefa enviada por ordem do ministro Dino deixou a repartição. “Ela é uma pessoa honesta, correta, exemplar. Mas, cumpria ordens. Isso cumpria à risca. Eu, se fosse ela, falava tudo”.

Fialek assessorou o ‘Centrão’
Mariângela Fialek graduou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 1998 e tem o mestrado em Direito do Estado pela Univrsidade de São Paulo. Depois de atuar de forma destacada como profissional de Relações Governamentais para diversas entidades paraestatais como o Instituto Euvaldo Lodi, vinculado à Confederação Nacional da Indústria, e para a organização não-governamental Casa Política, desembarcou no perigoso mundo da assessoria política direta atendendo a um chamado do ministro da Casa Civil de Michel Temer, o também gaúcho Eliseu Padilha, no período em que o ex-vice de Dilma Rousseff ocupou a presidência com a deposição da ex-presidente. Essa assessoria para a Casa Civil levou-a a integrar os conselhos fiscais do BNDES, da empresa Pré-Sal Petróleo e a se tornar subchefe da Assessoria Parlamentar da Presidência da República (comandada por Temer). De lá, foi para o Ministério do Desenvolvimento Regional levada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), cujo gabinete chefiou nos tempos de Senado.

A passagem de Jucá pelo MDR de Temer foi de apenas 15 dias, defenestrado por denúncias. De volta ao Senado, Mariângela assessorava o senador por Roraima sobretudo na relação dele com o Poder Judiciário com associações de magistrados. Ela trabalhava com Jucá quando ele foi gravado pelo ex-senador Sérgio Machado, nos primórdios da Operação Lava Jato, dizendo que era preciso “estancar a sangria” do lavajatismo do Ministério Público tirando Dilma Rousseff da presidência da República e fazendo um acordo “com o Supremo, com tudo”.

Entre 2019 e 2020, no início do governo Jair Bolsonaro, a advogada gaúcha perdeu o cargo no Planalto, mas, levada por amigos que fez no MDB “temerista”, foi indicada para assumir a Subsecretaria de Assuntos de Governo do Estado de São Paulo no período de João Doria. Mexia com emendas parlamentares também no Palácio do Morumbi. Em fins de 2020, ele foi puxada de volta a Brasília para uma assessoria do Ministério de Desenvolvimento Regional e recebeu como prêmio de consolo salarial um posto no Conselho Fiscal na Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos Rios São Francisco e Parnaíba.

Por meio de emendas “mágicas” patrocinadas pelo senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado também naquele momento, como agora, a Codevasf havia sido transformada num mostrengo para gastanças orçamentárias por meio de emendas parlamentares. Mesmo a milhares de quilômetros de distância do leito, do vale ou da foz dos rios São Francisco e Parnaíba, cidades como a Macapá de Alcolumbre ou a Goiânia de Ronaldo Caiado receberam escritórios regionais da Codevasf. A empresa que era para desenvolver perímetros irrigados por grandes rios perenes do Nordeste se converteu, sob Bolsonaro, com o comando de Alcolumbre e tendo a assessora de Arthur Lira à frente, na maior calçadora de ruas e obreira de meios-fios da República – tudo feito por licitações chinfrins beneficiando empresas que eram pagas com verbas da União determinadas a partir das emendas impositivas e das emendas pix emanadas do Congresso Nacional.

Em janeiro de 2021, o senador Ciro Nogueira, que conhecia Mariângela desde os tempos de Michel Temer e sabia que ela tinha excelente relação com seu futuro secretário-executivo Jonathan Assunção (também investigado pelo STF, pela PF e pelo MPF em outras ações relativas à ADPF 854 e ainda respondendo a ações de investigação do Grupo Refit e do empresário Ricardo Magro na Operação Poço de Lobato), levou-a pelas mãos até Arthur Lira. Deu match.

Jonathan já era o executivo da Casa Civil do general Braga Neto e resolvia tudo das emendas no Palácio do Planalto. Fialek batia bola com ele em sintonia fina, como se fossem uma dupla improvável entre Marta e Pelé tabelando nos gramados insondáveis do Orçamento da União. Mas, nem Jonathan é Pelé, nem Mariângela é Marta, e nem o Orçamento Secreto se presta a um campo digno para pelejas limpas: é um charco. Para dobar o salário que ganhava na Câmara, Mariângela se tornou integrante do Conselho Fiscal da Caixa Econômica, cujo presidente é indicado por Arthur Lira tanto agora, como no período de Bolsonaro na presidência do segundo maior banco público federal.

O currículo de Mariângela Fialek a pôs sempre perto e, às vezes, dentro do circuito do perigo. Porém, não há evidências de que tenha se locupletado nas ações investigadas pelo Supremo Tribunal Federal. É por isso que entre os conselheiros de investigação de Dino na ADPF 854 se imagina que a advogada pode atender aos apelos dos colegas de trabalho na Câmara e falar o que sabe das patranhas cometidas com o Orçamento da União em sua versão “Orçamento Secreto”, impositivo, pago por meio de “emendas pix” e nas categorias de emendas individuais, de bancada e de comissão. O ano de 2025 está muito longe de acabar em Brasília, apesar de ser já meados de dezembro pelo calendário gregoriano.

*Luis Costa Pinto/ICL


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Dino põe a faca na nuca de Arthur Lira: PF faz busca e apreensão contra secretária de Lira quando presidente da Câmara

Mariângela Fialek, advogada, é apontada pela PF como peça-chave na operacionalização do orçamento secreto e no direcionamento de emendas parlamentares.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares e teve como principal alvo a advogada Mariângela Fialek, conhecida nos corredores do Congresso pelo apelido de Tuca. Servidora comissionada da Câmara, ela é apontada pela PF como a principal responsável pela operacionalização do chamado orçamento secreto durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Casa.

Veja a decisão de Dino.

Na decisão, Dino afirma que há fortes indícios de que Mariângela Fialek integrava uma estrutura organizada voltada ao direcionamento indevido de emendas parlamentares, atuando supostamente sob ordens diretas da então Presidência da Câmara dos Deputados, exercida por Arthur Lira. O despacho registra que a investigada teria assumido e mantido esse papel por determinação da Presidência da Casa, inclusive sem a anuência de presidentes de comissões temáticas, e que sua atuação extrapolava funções administrativas formais, concentrando o controle de planilhas, listas de beneficiários e fluxos de liberação de recursos.

O ministro ressalta que essa vinculação direta com Arthur Lira ainda está em apuração e que, até o momento, não há imputação criminal formal contra o ex-presidente da Câmara. Segundo a PF, são investigados indícios dos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. A corporação não detalhou valores nem o período exato sob suspeita. Arthur Lira, até o momento, não figura como investigado no inquérito.

É claro que a operação busca a criação do estilo Arthur Lira de lidar com o orçaento secreto e, certamente, os resultados já são conhecidos por Flavio Dino via investigação da Polícia Federal.

Assim, Dino vai inquirir Arthur Lira, sua secretária para confrontar uma teia om outra.

Quem é Mariângela Fialek

Formada em Direito pela PUC-RS e mestre em Direito do Estado pela USP, Mariângela Fialek construiu carreira ocupando cargos estratégicos em diferentes governos e estruturas do Estado. Atuou na Secretaria de Governo da Presidência da República durante o governo Michel Temer e, sob Jair Bolsonaro, foi assessora especial de Relações Institucionais do Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta responsável pela execução de obras financiadas com recursos de emendas parlamentares.


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Esquerda põe o pé na forma, enquanto a direita esculhambada chuta para onde o nariz aponta

Há algo de novo no ar que precisa ser muio comemorado, e Glauber Braga foi ao ponto quando explicou sua vitória nesta quarta, na Câmara. “A mobilização popular venceu”.

Essa mistura entre a esquerda parlamentar e o próprio governo com a mobilização da sociedade nas redes, tem dado retornos fundamentais conta a guerra santa que a cruzada fascista promove na tentativa de salvar da forca o próprio pescoço e não ser devolvida para o inferno, junto com Bolsonaro.

Se é o próprio Arthur Lira que diz que a direita está uma esculhambação, quem sou eu para discordar de um dos mais ardis manipuladores da República.

Até porque a vitória de Glauber na Câmara significou a derrota de Lira na manipulação do orçamento secreto, incansavelmente denunciada por Glauber Braga.

Mas não é só isso, as agressões da Polícia Legislativa, que atingiram muitos parlamentares de esquerda, também atingiram parte significativa de jornalistas da grande mídia. E a grita não foi pequena, a nota da ABI só confirma isso.

Por isso, os deputados de esquerda, em bloco, acionaram o MPF contra Motta por ser o mandante daquele inaceitável choque de truculência.

Para piorar, a própria direita confirma o que já se sabia, que Carla Zambelli está na iminência de fazer uma delação explosiva, se nada for feito por ela pelo comando do bolsonarismo.

Entre a cruz e a caldeirinha, preferiram salvar o pecoço da criminosa, que está presa na Itália, mesmo sabendo que a já carcomida direita oportunista, havia sofrido um tranco irreversível quando os parlamentares de direita da Alerj salvaram da prisão, Rodrigo Bacellar, um comprovado criminoso que se associou ao Comando Vermelho via TH Joias, a ponto de instruí-lo a apagar as provas de seus crimes, o que acabou com o discurso dos fascistas da direita de combate à criminalidade

Ou seja, a direita está numa marafunda e num mato sem cachorro, já que o cachorro louco, Jair Bolsonaro, está na cadeia e Tarcísio, além de não gozar milímetro da confiança do clã Bolsonaro, segue fazendo cara de poodle para a burguesia “civilizada”, na tentativa de fazer omelete sem quebrar os ovos.

Trocando em miúdos, a esquerda, em plena entrada do ano eleitoral, parece estar com metrônomo e diapasão nas mãos, organizada para se juntar à sociedade e, numa só pulsação, repudiar cada vacilo de uma direita formada por ratos que, ironicamente, vivem um barata voa total, depois da condenação e prisão de Bolsonaro.


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Glauber Braga é um Patrimônio Nacional, Hugo Motta é a escória

Na medida em que o trono de Bolsonaro desaba, no campo da direita vão surgindo novas dinastias fascistas, na busca por alterar o mapa pol´kitico e, com isso, vamos assistindo à nojeira que oscila entre o golpismo, o mau-caratismo, o ódio e o fascismo, usados como arma de guerra pela marafunda de interesses que, hoje, compõem a pauta da direita criminosa no Brasil.

Mas isso tem um custo, os dois presidentes, da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, viram os ventos mudarem contra eles por práticas criminosas na tentativa de emparedar o governo Lula para obedecer os desmandos dos dois grupos que dão sustentação aos presidentes das casas.

É a velha história, a de que merda, quanto mais mexe, mais fede, e quanto mais fede, mais gera repulsa na sociedade.

A coisa se agiganta numa velocidade impressionante, em tempos de internet.

É inacreditável que a bata feudal de Motta e Alcolumbre não dê a eles um mínimo de prudência para investir, de forma tão podre, em suas ambições.

Essa gente acha que o Brasil ainda vive uma política de colônia para assumir papéis tão desprezíveis e execrados pela sociedade.

Com o andar acelerado do tempo, esses dois fizeram uma autofritura, baseados na cultura do fisiologismo político e pegaram o caminho errado, aderindo à prática fascista que herdaram de Bolsonaro, e estão enfrentando uma sociedade enfurecida com a total falta de escrúpulos de Motta e Alcolumbre.

Numa cadeia de ações criminosas, Hugo Motta, para agradar a horda de fascistas e sua alcateia, resolveu atacar o mandato de Glauber Braga que, certamente, é o deputado mais combativo e respeitado da Câmara pelo povo brasileiro, sem jamais se perder em devaneios.

Assim, ele detonou Moro. Assim, ele detonou Arthur Lira, chefe maior de Hugo Motta.

Porém, essa atitude, clássica de canalhas, de tentar cassar o mandato de Glauber, levantou a fúria de brasileiros em defesa de sua honra, de seu mandato, de sua história, mas sobretudo de sua postura de jamais arredar pé de suas lutas.

Por outro lado, parcela gigantesca da sociedade está triturando e cuspindo Hugo Motta nas redes, avisando que não aceitará mais uma tentativa de golpe contra aqueles que agem em prol do Brasil e do povo brasileiro.


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O discreto jantar de Derrite, Lira e Cunha: vinhos do Douro, bacalhau e Antifacção

Secretário de Segurança de São Paulo e ex-presidentes da Câmara, Derrite, Lira e Cunha jantaram horas após o adiamento do Antifacção

Quem vai ao Manuelzinho, em Brasília, costuma estar em busca de bom vinho e boa comida portuguesa, herdadas da experiência de décadas que o dono, Manuel Pires, acumulou como maître do Antiquarius, no Rio de Janeiro. Mas os frequentadores de uma noite de quarta-feira, dia que costuma ser quente no Congresso, geralmente estão em busca de algo mais. Ao contrário de outras boas mesas de Brasília, o Manuelzinho quase nunca está cheio; pelo contrário. Lá, é possível que deputados, senadores, lobistas e empresários que decidiram pernoitar na capital federal consigam uma mesa discreta para estender as articulações políticas que não couberam no horário comercial. Talvez tenha sido por isso que, nessa quarta, 12 de novembro, o Manuelzinho foi escolhido para o encontro de Eduardo Cunha, Arthur Lira e… Guilherme Derrite.

Ontem foi um dia tumultuado para Derrite. A semana, aliás, não tem sido fácil. Na terça, 11, ele teve de comunicar uma mudança de posição em relação ao que havia anunciado sobre o relatório do PL Antifacção — o texto apresentado pelo governo para trazer respostas ao problema da violência urbana — e entregue por Hugo Motta à direita — Derrite — para ser relatado. O texto ficou bem mais próximo do que queria o governo e com quase nada do que a direita pretendia incorporar a ele.

Na quarta, após não conseguir um acordo com o PL e com o PT para votar o desidratado texto proposto na véspera, o PT não quis; governadores da direita também entraram na articulação para adiar a votação do projeto. A movimentação foi considerada a segunda derrota, na mesma semana, para o deputado e secretário de Segurança Pública de São Paulo, que se licenciou do cargo para assumir a relatoria do projeto.

A paternidade de Derrite no PL Antifacção é um grande ativo político para seus planos pessoais — de se candidatar ao Senado por São Paulo em 2026 — e para Tarcísio de Freitas, que pode ser candidato ao Palácio do Planalto contra Lula na próxima eleição. Mais que isso: uma vitória dele poderia ser interpretada também como uma vitória política de uma direita ávida por boas notícias para fazer frente à prisão de Jair Bolsonaro, ao tarifaço de Eduardo Bolsonaro e à fragmentação às vésperas de um ano eleitoral. Mas não tem sido assim, ao menos até agora.

Derrite, Cunha e Lira chegaram pouco antes das 22h ao Manuelzinho. Pediram um Vinha Grande, da Casa Ferreirinha, uma das mais tradicionais do Douro. É um vinho barato para o que entrega. Os três beberam num ritmo que nem aproveitaram. Pediram uma segunda garrafa. E bacalhau.

Conversaram sobre o PL Antifacção, mas não só. Quem passava por perto não conseguia ouvir com clareza todos os temas. Derrite pode ser garoto novo nesse tipo de ambiente, mas Cunha e Lira sabem moldar os decibéis ao sabor do assunto que conversam. Os três, ontem, falavam baixo.

A coluna tentou perguntar o que haviam papeado. Por volta da meia-noite, já desta quinta, 13, os seguranças dos deputados, que aguardavam do lado de fora, foram avisados pelo maître de que os três haviam pagado a conta. Sairiam tão logo terminassem o vinho. Chegada a hora, Derrite, Cunha e Lira foram abordados de novo. Qual havia sido o assunto à mesa? Não responderam.

O secretário de São Paulo se despediu dos ex-presidentes da Câmara com um aperto de mão e seguiu para o carro. Ao ser questionado, novamente, sobre o conteúdo da conversa e se a articulação pela aprovação do PL Antifacção contava com a astuta consultoria de Cunha e Lira, Derrite não desviou o olhar e entrou no carro. “Não vou falar nada”, disse, antes de deixar o Manuelzinho.

*Guilherme Amado/PlatôBR


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Centrão e Arthur Lira na Disputa pela Isenção do IR para livrar os super-ricos da taxação

Arthur Lira quer livrar ricos de taxação”  Projeto de Lei (PL) que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil mensais.

O texto, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), prevê uma contrapartida, a taxação de 10% sobre rendimentos anuais acima de R$ 1,2 milhão (os chamados “super-ricos”), com progressão a partir de R$ 600 mil, para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026.

No entanto, o Centrão pressiona para remover ou alterar essa taxação, priorizando a isenção sem onerar os mais ricos, o que gerou acusações de “jogo duplo” e proteção a elites, como o agronegócio e investidores.

A votação do projeto está marcada para hoje, 1º de outubro, no plenário da Câmara dos Deputados, sob forte tensão política.

O governo Lula defende a medida como “justiça tributária”, com apoio popular via campanhas nas redes sociais, enquanto o Centrão e a oposição (como o PL de Bolsonaro) articulam emendas para suprimir a taxação, sugerindo cortes em áreas sociais ou outras fontes de receita, como aumento da CSLL sobre bancos.

O Papel de Arthur Lira e as Acusações
Jogo Duplo. Em reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Lira afirmou que “ninguém vai votar contra a isenção”, mas sinalizou abertura para alterações na taxação, sugerindo repasse de custos para cortes sociais. Isso é visto como manobra para agradar o Centrão, do qual é líder informal, sem confrontar a pressão popular.

Concessões ao Setor Privado

O relatório poupou rendas rurais (críticas para o agro) e evitou taxar remessas ao exterior em casos específicos, o que beneficia fazendeiros e investidores. Críticos, como o ministro Haddad, alertam que isso distorce o objetivo de “tributar quem pode pagar”.

Apoio Condicionado

Apesar das críticas, Lira negocia com líderes para evitar destaques no plenário que desfigurem o texto-base. O Centrão, desgastado por votações recentes (como a PEC da Blindagem, barrada por pressão pública), deve apoiar a taxação para evitar mais rejeição eleitoral em 2026.


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O toma lá, dá cá da direita: oposição quer que governo corte verba de Educação e Saúde como condição para aprovar isenção do Imposto de Renda

A proposta do governo Lula isenta completamente quem ganha até R$ 5 mil mensais e prevê redução parcial para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Essa medida cumpre uma promessa de campanha e tem custo estimado em R$ 25 bilhões anuais para os cofres públicos. A Câmara dos Deputados já aprovou o regime de urgência para a votação em agosto de 2025, com apoio unânime, mas o texto ainda enfrenta resistências. O relator é o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara.

Para compensar a perda de arrecadação, o governo propõe taxar rendimentos acima de R$ 600 mil anuais (incluindo lucros e dividendos), com alíquotas progressivas que chegam a 10% para quem ganha mais de R$ 1 milhão. Isso afetaria super-ricos e grandes empresas, promovendo maior progressividade no sistema tributário. No entanto, a oposição, liderada por partidos como PL de Bolsonaro e aliados do centrão, articulam emendas para barrar essa taxação, exigindo alternativas de compensação.

A Estratégia da Oposição: Cortes em Educação e Saúde como Condição

Deputados da oposição apresentaram cerca de 50 emendas ao PL original, com foco em evitar a tributação de altas rendas. Se a taxação for derrubada, argumentam, o governo precisaria equilibrar as contas com cortes orçamentários em áreas sociais. A principal “armadilha” identificada é condicionar a aprovação da isenção à redução de verbas em setores como Educação e Saúde, que já enfrentam pressões fiscais no Orçamento da União.

Impacto

Sem a taxação, o rombo de R$ 25 bilhões poderia levar a contingenciamentos lineares, afetando programas como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e investimentos no SUS (Sistema Único de Saúde). Isso agravaria problemas crônicos, como filas no SUS e subfinanciamento de universidades federais.

Líderes como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-BA) defendem ampliar a isenção para até R$ 10 mil mensais, mas sem fontes de compensação claras, o que forçaria cortes. Eles criticam o governo por “aumentar impostos sobre investimentos”, alegando risco de “fuga de capitais”. No entanto, analistas veem nisso uma estratégia para proteger interesses de bilionários e o agronegócio, que se beneficiam de isenções atuais em LCIs, LCAs e debêntures.

O governo, por sua vez, resiste. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que a taxação é essencial para combater a desigualdade, e o PL só entrará em vigor em 2026, após aprovação.

Líderes petistas, como o deputado Rogério Correia (PT-MG), chamam a manobra de “chantagem” e ameaçam mobilizações nas ruas: “Pode ser que a gente tenha que chamar todo mundo para as ruas de novo”.

Reações e Mobilizações nas Redes Sociais

Nas redes, especialmente no X, o debate ganhou tração com hashtags como #PovoIsento, #RicoTaxado, #BrasilJusto e #LiraProtegeBilionarios.

Usuários de esquerda acusam o centrão e o bolsonarismo de usarem a isenção para os pobres como pretexto para sabotar políticas sociais. Exemplos recentes de posts (de 30 de setembro de 2025):

Essas postagens refletem uma onda de indignação, com chamadas para pressionar deputados e senadores. A oposição, por outro lado, usa argumentos de “defesa da classe média” para ampliar a isenção sem taxar os ricos.

A votação do PL pode ocorrer na próxima semana, sob pressão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que sinaliza alterações. O governo busca apoio de lideranças para manter a taxação, enquanto a oposição usa seu peso no centrão para negociar emendas. Se aprovada sem compensação, a medida entra em 2026, mas analistas preveem judicialização ou vetos parciais.

Essa disputa expõe tensões no arcabouço fiscal pós-teto de gastos: o Brasil precisa equilibrar alívio aos trabalhadores com justiça tributária, sem sacrificar direitos sociais. Mobilizações populares e articulação no Senado serão decisivas para evitar que a isenção beneficie os pobres às custas da saúde e educação de todos.


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A PEC da Bandidagem é confissão de roubo do orçamento secreto

Deputados da PEC da Bandidagem confessam que querem se blindar na justiça pelos milhões que roubaram do povo no orçamento secreto.

É o PCC legislativo (Primeiro Comando do Congresso). Uma articulação política do Centrão (grupo de partidos de centro-direita no Congresso, como PP, Republicanos e PL) para tentar reincluir o voto secreto na votação de autorizações para processos criminais contra parlamentares na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, conhecida como “PEC da Blindagem”.

De acordo com a armação dos ladrões do congresso, a Câmara dos Deputados deve concluir a votação da PEC nesta quarta-feira (17/09/2025), com manobras para restabelecer essa cláusula, que havia sido derrubada na sessão.

Essa proposta dos vagabundos e ladrões dos cofres públicos. é uma medida para ampliar as prerrogativas e proteções judiciais de deputados e senadores bandidos, exigindo autorização prévia do Congresso, formado pela maioria de ladrões do orçamento secreto, para investigações ou prisões pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto é articulado pelos gatunos do Centrão como resposta a investigações recentes sobre desvios de emendas parlamentares e outras ações do Judiciário contra congressistas.

O texto principal exige que o STF peça autorização à Câmara ou ao Senado para abrir processos criminais contra parlamentares, com votação por maioria absoluta.

Para prisões em flagrante dos bandidos por crime inafiançável, os autos devem ser enviados em até 24 horas para deliberação, e essa votação permanece secreta conforme o texto aprovado.

Arthur Lira, o poderoso chefão dessa medida pornográfica, por motívos óbvios, planeja usar uma “emenda aglutinativa” (mecanismo que junta trechos já votados em uma nova versão) para restabelecer o voto secreto.

O relator da PEC da marginalidade, Cláudio Cajado (PP-BA), é próximo ao grupo e deve apresentar essa manobra.

A votação final dos destaques pendentes está prevista para esta quarta-feira, antes da proposta ir ao Senado.

Se isso não é confissão de roubo de dinheiro grosso dos cofres públicos, eu não sei o que é.


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Tarcísio e Lira tramam “grande articulação” durante julgamento para evitar prisão de Bolsonaro

Estratégia é coordenada pelo próprio Bolsonaro que pediu visita de Arthur Lira na mansão onde cumpre prisão domiciliar. Tarcísio amanhece em Brasília em meio ao julgamento para antecipar anistia e evitar discurso de indulto em 2026.

Após se reunir com o presidente do Republicanos, o deputado e bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira (Republicanos-SP), o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) amanheceu em Brasília para continuar a “grande articulação” para evitar que Jair Bolsonaro (PL) deixa a prisão domiciliar e seja encarcerado no presídio da Papuda após iminente condenação no julgamento sobre a tentativa de golpe, que tem início nesta terça-feira (2) pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tarcísio não divulgou a agenda, mas deve pressionar pessoalmente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para colocar o PL da Anistia na pauta da casa legislativa assim que Cristiano Zanin, presidente da primeira turma do STF, leia a sentença determinando a prisão de Bolsonaro.

Em outra frente, Arhtur Lira (PP-AL), que foi recebido a convite por Bolsonaro nesta segunda-feira (1º), vai iniciar o levante para cooptar deputados e senadores do Centrão, que foram cevados com o Orçamento Secreto quando ele comandava a Câmara, para a “anistia ampla, geral e irrestrita” que, no fundo, tem apenas a intenção de livrar Bolsonaro da cadeia.

A “grande articulação” no Congresso foi revelada por Silas Malafaia, guru de Bolsonaro, em entrevista neste domingo (31) em entrevista a um canal da ultradireita bolsonarista.

Dono de uma bancada própria, comandada por Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, Malafaia chamou a a atenção para uma declaração do presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que durante palestra fechada em Cuiabá disse que “não se anistia sem julgar”, ao falar do Projeto de Lei dos bolsonaristas para livrar o ex-presidente da prisão, e que “questões políticas vão ser definidas pelo Congresso”.

“Eu não sei se vocês observaram, semana passada, a palavra do presidente da Suprema Corte, o Barroso: ‘bem, nós vamos até o final com esse inquérito, depois não é problema nosso, é problema do Congresso Nacional’. Porque agora, se o STF recuar, é a falência total deles. Então tem uma questão de vaidade, de fogueira de vaidade, eles vão até o final, vão condenar Bolsonaro, ou melhor, já está condenado, só vão cumprir. Proforma, vai para a prisão”, disse Malafaia.

Em seguida, o guru revela a “grande articulação entre partidos” que já estaria pronta, apenas aguardando a condenação e prisão de Bolsonaro para aprovar a anistia e tirar o ex-presidente da cadeia.

“E aí, eu sei. Existe uma grande articulação já de partidos políticos para aprovar a anistia e liberar Bolsonaro. Então, para mim, o desenho é esse, vamos ver se eu estou certo ou errado, mas para mim esse é o desenho, tá?”, revelou.

Malafaia ainda deu “uma dica”: se Luiz Fux não pedir vistas, suspendendo o julgamento, é que realmente o acordo envolve a suprema corte e já estaria em curso para que Bolsonaro seja libertado até, no máximo, 90 dias depois, diz Plínio Teodoro, Forum.

“E olha, vou dar mais uma dica. Pedir vistas é porque isso é 100% do que eu tô falando. Se o Fux não pedir vistas é porque já está assentado, vai condenar pra depois de 30, 60, sei lá, 90 dias liberar Bolsonaro. Olha aí, condenamos ele, cumprimos a nossa parte, agora é com vocês aí, problema do Congresso Nacional. Pra mim, esse é o desenho”, afirmou Malafaia.


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