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O Brasil de volta: Casa Branca confirma tratativas para encontro de Biden e Lula

Presidente dos EUA deve ser reunir com o chefe de Estado brasileiro eleito, sinal claro de retomada do prestígio internacional perdido com o governo pária de Jair Bolsonaro.

Mais uma notícia vinda do exterior nesta sexta-feira (11) mostra que o Brasil voltou ao mundo. A Casa Branca confirmou, por meio do conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, que uma tratativa para que Joe Biden, presidente dos EUA, encontre o presidente eleito Lula está em curso.

Sullivan disse que, neste momento, é indispensável que haja um “engajamento face a face” entre o líderes norte-americano e brasileiro, sobretudo para falarem sobre as expectativas em torno de temas relacionados à Amazônia.

“O presidente Biden vai procurar uma oportunidade antecipada para se sentar com o novo presidente (Lula), que expressou um compromisso real e motivação para proteger a Amazônia, e falar sobre uma série de formas de assistência que podemos dar, e não apenas assistência técnica, mas também ajuda financeira, porque isso é algo que o presidente Biden vê como uma prioridade real”, disse o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

Embora o anúncio das negociações para uma reunião tenha sido feito, não há ainda uma data definida para que Lula e Biden se encontrem. O que se sabe é que a intenção de Washington é que isso ocorra ainda antes da posse do novo chefe de Estado brasileiro.

*Com Forum

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“É se humilhar demais”, diz Lula sobre o pedido de ajuda de Bolsonaro a Biden:

O ex-presidente Lula (PT), em entrevista à Rádio Vitoriosa, de Uberlândia, Minas Gerais, nesta terça-feira (14), detonou Jair Bolsonaro (PL) ao comentar reportagem da Bloomberg que dá conta de um pedido de ‘ajuda’ do brasileiro ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para não deixar o petista vencer a eleição presidencial deste ano, diz o 247.

Lula disse não acreditar na informação por ser “humilhação demais”. “O atual presidente foi participar de uma cúpula fracassada nos Estados Unidos, porque 12 presidentes não foram. Quando ele fala que a conversa foi extraordinária, que foi fantástica, diga o que conversou! Diga qual foi o acordo! Ele foi lá, segundo a imprensa americana, pedir para o Biden ajudar ele a não deixar eu ganhar as eleições? Será que isso é verdade? Eu vi ontem na imprensa. Vi na imprensa americana que o presidente Bolsonaro foi aos Estados Unidos pedir para o Biden ajudar ele a não deixar eu ganhar as eleições. Por Deus do céu, não acredito que seja verdade. Não acredito. Isso é se humilhar demais!”.

Na sequência, Lula, com os olhos fixos na câmera de vídeo que transmitia a entrevista, teceu inúmeras críticas a Bolsonaro. “O ‘seu Bolsonaro’ precisa criar coragem e conversar com o povo, parar de fazer ‘motociata’, ‘bicicletada’, ‘cavalada’, ‘aviãozada’. Ele só sabe fazer essas coisas que envolvem os milicianos dele. Vá para a rua conversar com o povo, vá explicar a causa da fome, vá explicar o preço da gasolina, o preso do óleo diesel, vá conversar com as pessoas! Quem vai ganhar as eleições nesse país não é o Lula, não é um candidato, não é um partido. Quem vai ganhar tirar o Bolsonaro é o povo brasileiro, que está cansado de tanta mentira, de tanta sordidez, de tanta injúria, de tanto pecado. É um presidente que utiliza o nome de Deus em vão e você olha na cara dele, nos olhos dele quando ele fala e ele não acredita em Deus. Ele fala em Deus por conta das eleições. Não tem pecado maior que utilizar o nome de Deus em vão”.

O ex-presidente mandou um recado ao atual chefe do governo: “você, Bolsonaro, a cada vez que fala em Deus você está cometendo uma heresia, porque se tem uma coisa em que você não acredita é em Deus, pelos pecados que você comete”.

Lula se mostrou indignado com Bolsonaro e disse que vai trabalhar para “devolver o Brasil ao povo brasileiro. “O cidadão que tem o comportamento leviano como ele tem, que ofende a Suprema Corte, que ofende a Câmara, o Senado, os sindicatos, as mulheres, negros, estudantes, que não quer fazer universidade. Que loucura é essa? O que esse cara pensa que está fazendo nesse país? O que esse cara pensa que representa? Vamos ter que recuperar esse país para o povo brasileiro, e é por isso que eu estou disposto a brigar. Estou disposto a dedicar cada minuto da minha vida para fazer o povo compreender que ele pode voltar a ser feliz”.

*Com 247

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Política

Pedido de Bolsonaro para Biden gera constrangimento e é visto como manobra

Constrangimento e vergonha. Foi dessa forma que o Itamaraty e alguns dos principais diplomatas brasileiros receberam os relatos de que o presidente Jair Bolsonaro teria solicitado ajuda de Joe Biden nas eleições em outubro. Mas a manobra também foi interpretada como uma jogada do brasileiro na busca por uma aliança que o salve de uma derrota.

O gesto foi visto como uma “afronta” à soberania nacional e viola até mesmo os princípios de independência. O constrangimento foi ainda maior depois que a reação do governo americano foi, ao ouvir o pedido, de simplesmente mudar de assunto.

Uma das interpretações na chancelaria é de que Bolsonaro tentou se apresentar ao presidente americano, tal como era perante o ex-presidente Donald Trump, como a melhor escolha para os interesses norte-americanos na região.

Isso inclui privatizações, assinatura de acordos de defesa como a parceria na Otan e compra de equipamentos militares, além de uma promessa de alinhamento. Isso, claro, desde que os americanos o apoiem.

Dentro do governo americano, há um reconhecimento de que Bolsonaro já provou ao governo Trump de que pode ser um aliado fiel em diferentes temas e organizações internacionais. Mas, para isso, precisa da chancela de Biden.

Diante de um comportamento como o de Bolsonaro, os americanos ficam diante de um dilema: defender a democracia brasileira ou seus próprios interesses.

Isso, porém, não retira o constrangimento da declaração pouco comum. Internamente, o Itamaraty já vinha criando um sistema pelo qual evitava marcar reuniões bilaterais entre Bolsonaro e líderes estrangeiros, às margens de eventos e cúpulas.

A meta era a de implementar uma estratégia de “controle de danos”, mantendo alguma credibilidade da política externa, construída ao longo de décadas.

Já nas primeiras semanas do governo Bolsonaro, os riscos dos encontros bilaterais já começaram a ficar evidentes dentro do Itamaraty. Ainda em janeiro de 2019, em Davos, o presidente chegou a fazer uma piada que beirou à indiscrição diante do então primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. Depois de alguns segundos de silêncio, o líder asiático riu. E todos respiraram aliviados.

Meses depois, num encontro num corredor da ONU [Organização das Nações Unidas], em Nova Iorque, Bolsonaro teria declarado seu apoio pelo então presidente americano, Trump.

O mais recente episódio que causou um constrangimento no governo foi quando, diante de Vladimir Putin, Bolsonaro disse que o Brasil se solidarizava com os russos. Dias antes da pior guerra em décadas começar, ela ainda insinuou que sua gestão teria levado Moscou a retirar parte das tropas.

No dia seguinte, ele voltou a causar um mal-estar ao afirmar, ao lado do húngaro Viktor Orban, que seu governo era guiado pelo lema “Deus, pátria e família”, um slogan fascista.

*Jamil Chade/Uol

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Política

Bolsonaro diz a Biden que Lula trabalha pelo Brasil, e ele para defender os interesses dos EUA

Reportagem da Bloomberg informa que Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente Joe Biden e disse que Lula, ao contrário dele, defende os interesses do Brasil.

Uma reportagem da agência Bloomberg confirma o que muitos brasileiros já sabem: Jair Bolsonaro trabalha contra os interesses nacionais e, portanto, comete o crime de lesa-pátria. “O presidente brasileiro Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente dos EUA, Joe Biden, em sua candidatura à reeleição durante uma reunião privada à margem de uma cúpula regional nesta semana, retratando seu oponente de esquerda como um perigo para os interesses dos EUA, segundo pessoas familiarizadas com o assunto”, informa o jornalista Eric Martin, da Bloomberg.

“Durante a reunião desta quinta-feira, Biden destacou a importância de preservar a integridade do processo eleitoral democrático no Brasil e, quando Bolsonaro pediu ajuda, Biden mudou de assunto, disse uma das pessoas. Os comentários de Bolsonaro a Biden sobre seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva, ecoaram suas advertências públicas sobre o ex-presidente de dois mandatos, segundo as pessoas, que pediram anonimato para discutir uma conversa privada. A assessoria de imprensa da presidência do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a assessoria de imprensa da Casa Branca se recusou a comentar imediatamente”, acrescentou o jornalista.

Ao contrário de Bolsonaro, que entrega todas as riquezas nacionais, como fez com a Eletrobras e pretende fazer com o pré-sal, Lula defende boas relações com os Estados Unidos, mas sem abrir mão da soberania nacional.

*Com 247

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Opinião

Os US$ 12 milhões que Biden ofereceu a Bolsonaro de ajuda ao Brasil, não pagam nem a mansão de Flávio

Alguém deveria que ter avisado que tipo é Bolsonaro. No que ele e a família estão envolvidos, as cifras, os lucros, o jogo, enfim quem de fato é Bolsonaro pra vir com uma merreca de 12 milhões, sendo que eles não pagam a mansão cinematográfica de Flavio o metro quadrado dos mais caros do país.

O que são US$ 12 milhões perto do que Bolsonaro já rasgou com seu cartão corporativo?

Na verdade, essa mixaria não serve nem para maquiar um capital de giro da fantástica fábrica de chocolate do clã.

Isso é troco miúdo, troco de bala.

Biden foi mal assessorado e, consequentemente, cometeu essa brutal indelicadeza com Bolsonaro que deve ter ficado ofendido com tal desfeita se comparada à sua realidade patrimonial.

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Opinião

Despudorado, Bolsonaro diz a Biden que o Brasil tem segurança alimentar com 33 milhões na miséria

Talvez estejamos caminhando no perigoso campo da  aceitação do absurdo como algo banal. Isso, talvez explique o aplauso cretino, e de pé, de empresários cariocas ao discurso fascista de Bolsonaro.

Talvez por isso, diante dos olhos do mundo, Bolsonaro disse a Biden que, no Brasil, existe segurança alimentar, mesmo diante de um quadro caótico criado por seu governo, que devolveu 33 milhões de brasileiros à fome e à miséria absoluta.

Bolsonaro, lógico, mandou Paulo Guedes terceirizar a fatura macabra, pedindo para quer os donos dos supermercados segurassem os preços dos alimentos até pelo menos a eleição, em mais um ato de estelionato eleitoral. E Guedes pediu isso em nome do Brasil colônia ao qual fomos devolvidos depois do golpe em Dilma, patrocinado com banqueiros que, hoje, encomendam pesquisas e têm que assistir, com números factuais, a iminente e cada vez mais acachapante derrota desse projeto de desmonte nacional, patrocinado por eles, via Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (09), totalmente alheio à realidade de quem passa fome no Brasil, Bolsonaro disse a Biden que o Brasil é o celeiro do mundo em alimentação, fornecendo alimentos para mais de meio bilhão de seres humanos no planeta. Lógico, ele desapareceu com uma outra informação alarmante que revela que a safra de feijão brasileiro encolheu à menor produção da história.

Por isso mesmo o Brasil teve que importar 200% a mais de feijão da Argentina, somando carga para que cesta básica desse um salto de 67%.

Moral da história, um país, que tem um cínico, despudorado na presidência da República, é obrigado a assistir o desaparecimento do feijão das mesas dos brasileiros, o que agrava ainda mais a insegurança alimentar, ao mesmo tempo em que assiste, ao vivo e a cores, o sacripanta dizer ao mundo que o Brasil vive a plenitude da segurança alimentar.

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Biden se posiciona frontalmente contra a tentativa de golpe de Bolsonaro

O departamento de Estado americano deu aval ao alerta do ex-diplomata Scott Hamilton de que Jair Bolsonaro (PL) pode tentar um golpe caso não tenha a vitória nas eleições em outubro, segundo a revista Veja. O documento de Hamilton foi publicado em 29 de abril no jornal O Globo e defende que o governo Joe Biden alerte o presidente brasileiro da não aceitação de uma eventual derrota teria consequências diplomáticas e sanções comerciais.

Cópias do documento de Hamilton foram distribuídas por diplomatas americanos a executivos de multinacionais com negócios no Brasil. Um desses executivos, de acordo com a Veja, entendeu o gesto como um apoio aos alertas e que uma contestação de Bolsonaro com algo parecido do que Donald Trump tentou em 2020 poderia tornar o Brasil “numa nova Rússia, com os investidores fugindo às pressas para evitar sofrerem sanções”.

A agência Reuters publicou reportagem, na última quinta-feira (5), afirmando que, em visita ao Brasil em 2021, o diretor da CIA, Willian Burns, disse aos ministros generais Augusto Heleno e Luiz Ramos que Bolsonaro deveria parar de criticar o sistema eleitoral brasileiro.

A relação dos governos Biden e Bolsonaro, ironicamente, está no melhor momento. O Brasil tem votado na maioria das vezes com os EUA e a Ucrânia e contra a Rússia no Conselho de Segurança da ONU. Há diálogos para que os dois mandatários se encontrem na Cúpula das Américas, marcada para o mês de junho em Los Angeles. Bolsonaro, porém, já informou ao Itamaraty que não pretende ir.

Scott Hamilton foi um dos mais importantes diplomas para América Latina no governo Obama, ele foi cônsul no Rio de janeiro entre 2018 e 2021. Em entrevista à National Public Radio, Hamilton disse que por duas vezes alertou o então embaixador americano em Brasília, Todd Chapman, sobre a necessidade de uma atitude americana sobre o presidente Bolsonaro. Em julho do ano passado, quando deixou o posto, ele distribuiu um documento para várias autoridades. Como Chapman não era mais embaixador, a resposta foi mais atenta.

Em 1964, sob a presidência do Democrata Lyndon Johnson, os Estados Unidos ofereceram ajuda militar aos que conspiravam para derrubar o presidente brasileiro João Goulart. A Marinha americana enviou uma esquadra formada por 1 porta-aviões, 6 contratorpedeiros, 1 porta-helicópteros e 5 petroleiros.

Não foi necessário. Antes que ela chegasse, o golpe estava consumado. Joe Biden, o Democrata que hoje preside os Estados Unidos, limitou-se a enviar o principal nome da espionagem americana para dizer que desta vez, se houver golpe, não haverá ajuda. Haverá, sim, oposição. E estamos conversados.

*DCM/Metrópoles

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Bolsonaro tenta marcar encontro com Biden, que ignora

O presidente Jair Bolsonaro (PL) manobra para tentar ser recebido, antes do fim de seu mandato, em um encontro formal com o presidente norte-americano Joe Biden. Funcionários do alto escalão do Executivo, em Brasília, revelaram à coluna que a esperança do Palácio do Planalto é que o encontro ocorra durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, no dia 9 de junho.

Segundo essas fontes, uma consulta por parte do Brasil foi feita de maneira informal há cerca de um mês. Mas, até agora, a Casa Branca se mantém em silêncio, deixando o Executivo apreensivo.

Procurado pela reportagem, o governo americano não deu uma resposta. Já o Itamaraty insiste em “negar” que um pedido tenha ocorrido. “A ida do Presidente da República à Cúpula das Américas não está confirmada”, disse a chancelaria. “O Ministério das Relações Exteriores aguarda os resultados de missão precursora para fazer a recomendação adequada.”

Mas, dentro da própria chancelaria, duas fontes diplomáticas confirmam que o governo já expressou aos americanos a intenção de Bolsonaro de ser recebido por Biden. Um pedido formal e por escrito, porém, não foi feito, justamente para evitar um constrangimento.

Do lado americano, houve um esforço nos últimos meses para que uma aproximação pudesse ocorrer e que, em Los Angeles, a relação estivesse mais madura. Biden chegou a receber o embaixador brasileiro Nestor Foster Jr. no Salão Oval, enquanto uma missão viajou até o Brasil para lidar com os aspectos de longo prazo e estratégicos da relação bilateral.

Mas a Casa Branca recebeu os novos ataques de Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal e contra o sistema eleitoral como um sinal de alerta, hesitando em manter o caminho da reaproximação.

Biden vê com preocupação um possível caminho de uma ruptura institucional. Não foi a primeira vez que o alerta foi dado. O tema chegou a ser alvo de uma advertência por parte do chefe da CIA, William Burns, quando esteve em Brasília no ano passado. O recado era claro: se houver um golpe, a Casa Branca não hesitará em condená-lo e isolar o Brasil no cenário internacional.

Ativo na diplomacia internacional, Biden jamais aceitou um contato com Bolsonaro. Ligou para líderes em diversas partes do mundo. Mas deixou o brasileiro de fora de sua agenda de contatos.

No ano passado, Biden ainda deixou a sala durante um encontro virtual entre líderes, justamente no momento em que Bolsonaro faria seu discurso.

Se os chefes da diplomacia dos dois países se falam com frequência, o presidente brasileiro ficou de fora da lista dos convidados do G7. Ainda no início do mandato, ao ser questionado se iria telefonar para Bolsonaro, Biden soltou uma risada.

Em Washington, não foi esquecido o fato de Bolsonaro ter questionado a lisura das eleições americanas —repetindo as mentiras de Donald Trump—, além de não ter condenado sem reservas a invasão do Capitólio e de ter sido um dos últimos líderes mundiais a reconhecer a vitória de Biden.

Meses depois da eleição, o brasileiro ensaiou uma tentativa de reaproximação e, em diferentes momentos, pediu para falar com o americano. Sempre sem êxito. No governo, o gesto de procurar Vladimir Putin é considerado como uma reação ao isolamento que o brasileiro sofreu por parte das principais lideranças ocidentais, inclusive por Biden.

Mas, mesmo dentro do Itamaraty, existe uma percepção de que o americano poderá ceder, inclusive para garantir o êxito da Cúpula das Américas. Questionado por suas decisões de política externa e com sua popularidade em baixa, o mandatário americano não pode errar com os vizinhos.

Mas a relação vive um momento de atritos. O governo brasileiro está sendo alvo de uma intensa pressão por parte de potências ocidentais para que modifique sua postura em relação à guerra na Ucrânia e sua insistência em se abster em votações para excluir a Rússia de organismos internacionais.

A coluna apurou que diplomatas americanos e britânicos têm liderado a ofensiva, na esperança de ver o Brasil aderir ao bloco ocidental que tenta conseguir um isolamento completo de Vladimir Putin na cena internacional.

Se, em vários países pelo mundo, a pressão das grandes potências vem atrelada a uma ameaça de corte de apoio a certos programas de desenvolvimento, o cenário não tem se repetido no Brasil. No caso do país, porém, negociadores revelam que o que fica subentendido é que, sem uma mudança na postura do governo Bolsonaro, uma sonhada adesão à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) não prosperaria.

Jamil Chade/Uol

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Mundo

Sanções de Biden contra a Rússia tornam EUA o perdedor, diz apresentador americano

Desde que as nações ocidentais impuseram novas sanções contra a Rússia devido à operação militar especial do Kremlin na Ucrânia, os preços do petróleo dispararam, provocando receios de uma maior inflação global à medida que as empresas multinacionais do Ocidente aumentam o preço do combustível e do transporte.

Restrições e sanções contra a Rússia, que o presidente dos EUA descreveu como uma “vitória moral” contra o presidente russo Vladimir Putin, estão prejudicando os EUA, enquanto Putin está “vencendo” o impasse bilateral, disse o apresentador do canal Fox News Tucker Carlson.

Carlson criticou uma alegação feita por Biden e repetida pela secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, de que presidente russo é responsável pelo aumento dos preços dos combustíveis, salientando que as ações de retaliação contra Moscou levaram à inflação. Carlson afirmou que a inflação global ajuda a Rússia.

“Algumas pessoas consolaram-se com isso. Mas você tem que se questionar como isso é exatamente uma vitória moral contra Putin? Rússia é um dos maiores produtores de petróleo […] Isso significaria que preços mais altos do petróleo ajudam Putin. Eles [preços] tornam Putin, e os sauditas, e os venezuelanos, e o Irã muito, muito mais ricos”, disse ele.

O apresentador de televisão do canal norte-americano Fox News observou que as sanções contra a Rússia e a proibição do fornecimento de combustíveis fósseis russos não são apoiados por todas as nações do mundo.

A União Europeia (UE) continua comprando petróleo bruto russo, embora Bruxelas afirme que o fluxo petroquímico de Moscou pode ser abandonado até o final de 2022, mas a UE não revelou de que forma isso poderá ser realizado.
De acordo com especialistas da indústria, Moscou pode continuar cobrando uma fortuna para vender seu petróleo e gás fora dos EUA, disse Carlson.

“Isso significa que o perdedor nesta política não é Vladimir Putin, ele é o vencedor. [O perdedor] são os EUA”, afirmou o apresentador.

Além dos aumentos dos preços dos combustíveis, os custos do trigo, fertilizantes, níquel e muitas outras commodities também estão subindo devido a problemas na cadeia de suprimentos e oportunismo corporativo, observa apresentador.

“Quem é que vai pagar por tudo isso?”, questionou Carlson, acrescentando: “São vocês. Este é o maior aumento de impostos de suas vidas”.

Nesta semana, o presidente russo declarou que os EUA estão tentando enganar sua própria população ao culparem a Rússia pela alta do preço dos combustíveis.

“O fornecimento de petróleo russo para o mercado norte-americano não ultrapassa 3%. Esta é uma quantidade pequena, mas seus preços estão crescendo. Não temos absolutamente nada a ver com isso. Eles apenas se escondem atrás dessas decisões para enganar mais uma vez sua própria população”, disse Putin.

Ele também notou que Moscou não está fechada para ninguém, ao contrário, está pronta para trabalhar com todos.

*Com Sputnik

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É o imperialismo, estúpido!

É difícil, num momento de catarse midiática falar em realidade. Vimos o que a parceria Moro, Lava Jato, EUA, Globo e congêneres, fez nesse país para golpear a primeira mulher presidenta da República da história brasileira para, em seguida, colocar na cadeia sem provas de crime, não só um presidente que obteve 87% de aprovação em oito anos de governo, mas o maior líder trabalhista e popular do país.

É uma medida exata da violência que essa química produziu. Foi no governo Obama, que tinha Biden como vice, que Dilma foi espionada pelos EUA, não pelo governo Putin. Portanto, não foi contra a Rússia que Dilma usou a tribuna da ONU para denunciar a espionagem que, todos sabem, tinha o objetivo de esmiuçar sobre o pré-sal que, em viagem ao Brasil, Biden disse à Dilma que os EUA tinha interesse em estabelecer parceria na exploração do pré-sal, o que foi negado por Dilma.

Não por acaso, Biden termina sua visita ao Brasil com uma longa reunião com Temer no Itamaraty e, em seguida, dá uma coletiva ao lado do sabotador.

Aonde entra Putin nessa história? Em lugar nenhum. Na verdade, o golpe em Dilma e a prisão de Lula, senão acabaram com os BRICS, que pretendiam estimular uma outra globalização, esfriaram com Temer e congelaram com Bolsonaro.

Lembrando quem são os BRICS, formados Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. por  não era segredo para ninguém, incomodavam muito os EUA, Brasil.

Então, se Putin entra nessa história, entra como prejudicado pela mão invisível dessa trama macabra que jogou o Brasil nesse inferno em que vive hoje.

Na verdade, se partir da realidade brasileira, não tem o que apontar de benefício que os EUA tenha trazido ao Brasil, ao contrário, os EUA foi responsável por boa parte das mazelas se deram nesse país pelo assassinato da ideia de nação promovida pelo imperialismo americano, em nome de uma democracia de mercado comandada pelo grande capital estadunidense.

Assim, não é preciso tanta pesquisa para comparar as relações com o Brasil de Biden e Putin, da Rússia e EUA.

E aqui nem foi mencionada a ditadura de 21 anos que teve como nave-mãe os interesses dos EUA.

Então, não custa nada partir da realidade brasileira para debater questões dentro do contexto da geopolítica global, porque, como bem disse Milton Santos, um dos maiores estudiosos da globalização, “o mundo é o que se vê de onde se está”.

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