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Collor prenuncia a queda de Bolsonaro

Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment em 1992, prenuncia o mesmo destino para Jair Bolsonaro: “Num sistema presidencialista como o nosso, não se consegue governo sem uma maioria dentro do Congresso. Ou se tem essa maioria, ou não se governa”, afirmou o senador. Ele evitou ser direto, quanto ao impeachment de Bolsonaro, mas sentenciou com a experiência de quem já foi derrubado: “eu diria [que Bolsonaro tem] seríssimas dificuldades, que não saberia se ele teria condições de superar”.

Collor deu essas declarações numa entrevista ao jornalista Ricardo Della Coletta da Folha de S.Paulo. Disse o ex-presidente:

“É uma regra básica e fundamental, mas às vezes as pessoas se descuidam. Num sistema presidencialista como o nosso, não se consegue governo sem uma maioria dentro do Congresso. Ou se tem essa maioria, ou não se governa. (…) Eu acho que a palavra impeachment ficou um pouco corriqueira no Brasil. Não sem justificadas razões, porque já foi empregado duas vezes num período muito curto. Eu não diria um impeachment. Mas eu diria seriíssimas dificuldades, que não saberia se ele [Bolsonaro] teria condições de superar”.

Em outro trecho da entrevista ele condenou duramente os ataques de Carlos Bolsonaro à democracia: “Estamos notando claramente que esse núcleo familiar é indissociável. O que qualquer integrante do núcleo familiar fala, a população entende como uma fala do presidente. Obviamente isso prejudica. Uma declaração como a dada pelo vereador filho do presidente é absolutamente despropositada. E não houve nenhum desmentido formal do presidente, até porque coincidiu com a sua internação. Seria muito bom se o presidente, quando recuperado, viesse a público e dissesse da sua profissão de fé ao sistema democrático.”

Antes de sair do hospital, entretanto, Bolsonaro deu uma entrevista à TV Record na qual apoiou taxativamente as declarações do filho: “É uma opinião dele e ele tem razão. Se fosse em Cuba ou na Coreia do Norte, já não teria aprovado tudo o que é reforma? Sem Parlamento? Demora porque tem a discussão, isso é natural”

 

 

*Com informações do 247

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Por que o boquirroto anticomunista, Bolsonaro, nada fala da China comunista?

Hoje, em mais um ato verborrágico, Bolsonaro adaptou um discurso anticomunista sem que a China, o maior país comunista do mundo fosse alvo de seus ataques.

É certo que o seu eleitorado tem vocação para trouxa, bate palmas para nepotismo, laranjas, Queiroz e o mar de corrupção que envolve o clã Bolsonaro. Mas, neste caso, como é comum na classe média muambeira, que tem “ojeriza” a comunistas, a China comunista, que dá enormes lucros aos anticomunistas da pequena burguesia nativa, fica de fora, porque ninguém é de ferro.

O falastrão retira a China do seu discurso anticomunista de araque porque, com a economia brasileira em recessão e em frangalhos, se a China tirar a mão da cabeça de Bolsonaro, o Brasil afunda de vez.

Então, a orientação é para que a besta fera não abra a boca sobre a China e não arrume encrenca com sua verborragia fecal com o maior parceiro comercial do país, pois pode custar a sua própria cabeça. E Bolsonaro, que pode ser fascista, mas não é otário, faz boca de siri para a ditadura comunista da China e ataca somente a Venezuela e Cuba, para alegria dos tontos do bolsonarismo pateta.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas