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Com uma tempestade fake news, direita bolsonarista se confessa derrotada pela esquerda no campo das ideias

A própria direita se sentencia quando foge do debate nacional. Ninguém sabe o que toda essa gente pensa.

O debate público é um instrumento que mostra a diferença das plataformas eleitorais, mas parece que a direita é incapaz de manejar a brocha que tem nas mãos como instrumento político para aquilatá-lo como candidato.

Eles, os da direita, apostam no ovo da serpente, demonstrado nas fake news sem ao menos aperfeiçoar a técnica de persuasão de suas mentiras, calúnias e acabam por morder o próprio rabo.

O fato é que a direita carrega o caráter de bolsonaro, e quando dizemos caráter, inclui-se aí a burrice bruta mundialmente reconhecida.

O casca grossa nunca apresentou uma ideia sequer para melhor seja lá o que for no país. Assim, os sábios do bolsonarismo, olhando essa facilidade, mergulham de cabeça no mundo político tentando reproduzir o comportamento do ogro.

A direita sempre foi uma estupenda blefadora que promete revoluções econômicas e se entrega ao pastiche do velho mercado, vestido dos dogmas mais neoliberais, dizendo seguir uma recomendação suprema no mundo.

O pincel usado pela direita é um tatibitati náufrago de quem foge do debate e ataca o adversário com calúnias e difamação sem qualquer fio de argumento para sustentar as mentiras, menos ainda as ideias que tem.

É exatamente isso o que esperamos este ano. Entre o candidato de direita e a verdade, há uma muralha gigantesca que impede qualquer argumento que não seja o de ataque à honra e outras formas de agressão ao oponente.


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A Jovem Pan e Emilio Surita têm que ser exemplarmente punidos pela justiça

É um escândalo a forma com que a extrema direita já conduz a disputa eleitoral de 2026, a ferro e fogo.

Jamais um episódio como o protagonizado por Surita, na Jovem Pan, com tamanha violência contra a população, pode ser tolerada pela justiça.

Por mérito próprio do apresentador, mas sobretudo pela conivência ou possivelmente com a regência da Jovem Pan, para se criar pânico na sociedade, a condenação dos dois tem que ser exemplar, porque se admitir um destino leve para esses criminosos, o crime será somente a primeira edição de coisas ainda mais letais para a democracia brasileira.

Não há ponto de escapatória, a nota lida pelo apresentador do Pânico, produzida por editores da Jovem Pan, não pode vencer. Isso não é obra de um contista ou de um romancista de extrema direira, mas sim de um grande criminoso, que buscou, com uma mentira venal, criar um grande problema para o país.

Pelo contrário, a ideia, na prática, vinda de um pensamente de um militante de extrema direita, tinha a intenção de impulsionar acentuadamente uma desinformação extremamente criminosa para, de roldão, abarcar o máximo de vítimas brasileiras.

É imperativo que os dois, Surita e Jovem Pan, paguem pelo crime de fake news sobre taxação do Pix, e que seja assegurada à sociedade o direito à proteção contra pilantas como eles, para que padrão de pensamentos criminosos como os deles não prospere, e que eles sejam punidos na medida exata de suas graves condutas contra o Brasil e os brasileiros.


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Política

Fintechs ligadas ao crime irrigaram fake news de Nikolas sobre taxação do Pix

Plataformas financeiras ligadas a fraudes de combustíveis atuaram na campanha de desinformação, protagonizada por Nikolas Ferreira.

A ofensiva contra a Receita Federal no episódio da falsa taxação do Pix teve uma ajudinha — ajudona — financeira. Segundo fontes do Banco Central e da Receita Federal, fintechs investigadas por ligação com o crime organizado — agora expostas na Operação Carbono Oculto — tinham interesse em barrar a instrução normativa que ampliaria o monitoramento de transações suspeitas.

Por isso, atuaram na difusão do vídeo do deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, cuja produção audiovisual foi usada como peça da campanha das fintechs.

A gravação em que o parlamentar afirmava que o Pix seria taxado superou 200 milhões de visualizações e levou o governo a revogar a instrução normativa.

De acordo com Dão Real, diretor do Sindifisco, a Receita já monitorava fraudes no setor de combustíveis, mas a migração para sistemas paralelos de pagamento criou uma zona cega.

A tentativa de incluir fintechs na e-Financeira — que obriga bancos a informar movimentações de CPF e CNPJ — foi abortada sob pressão política e desinformação.

“Em vez do controle preventivo, resta apenas a quebra de sigilo judicial, sempre posterior à fraude”, afirmou.

Deflagrada nesta quinta-feira, 28, a Operação Carbono Oculto cumpriu 350 mandados em oito estados. Investigações apontam que parte dos lucros do esquema de combustíveis foi lavada em fintechs e blindada em ao menos 40 fundos de investimento, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. Uma única plataforma movimentou sozinha R$ 46 bilhões.

“Essas empresas funcionam como mecanismo de fuga. A instrução normativa visava justamente evitar isso”, disse Dão Real.

*Guilherme Amado/PlatôBR


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Nikolas Ferreira e a fake news caricata que pode torná-lo inelegível

Ministério Público Eleitoral aponta que Nikolas estava à frente de uma organização que propagou uma “campanha sistemática de desinformação” contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, em 2024.

Na última sexta-feira (25), o juiz Marcos Antônio da Silva, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), aceitou uma denúncia do Ministério Público Eleitoral que pode tirar definitivamente o deputado extremista Nikolas Ferreira (PL-MG) da disputa eleitoral em 2026.

Sob ataque da ala capitaneada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acusa o aliado de não aderir como deveria à conspiração que resultou na bolsotaxa dos EUA sobre os produtos brasileiros, Nikolas tornou-se réu juntamente com os parlamentares estaduais Delegada Sheila (PL-MG) e Bruno Engler (PL), que foi candidato a prefeito de Belo Horizonte tendo como vice Coronel Cláudia (PL), que também é ré.

A organização, segundo a denúncia do MP, realizou uma “campanha sistemática de desinformação” contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), durante o segundo turno das eleições municipais de 2024. Fuad venceu as eleições, mas morreu em março de 2025, vítima de um câncer.

Nikolas e seu grupo terão 10 dias, contados a partir desta segunda-feira (28) para responder a ação do Ministério Pública sobre a máquina de ódio e fake news criada em Minas Gerais durante as eleições municipais em Belo Horizonte, segundo a Forum.

Nas redes, o bolsonarista se limitou a dizer que “querem calar milhões… mas estamos aqui e de pé”.

Caso condenados, terão de pagar indenização e perderão seus direitos políticos, o que acarretaria na perda dos mandatos e inelegibilidade por oito anos.


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As mais criminosas fake news são do mercado

As mais criminosas fake news são do mercado, elas vêm imantadas de “análise” e são amplamente difundidas pela grande mídia.

A mídia brasileira tem horror a água e sabão., o mercado, idem.

O bolsonarismo é o próprio bueiro de ratazanas.

Quando isso tudo se funde em um único excremento para atacar o governo Lula, dá no que dá.

É fedentina em estado puro a partir de mentiras grosseira, calúnias e difamação. Isso não pode ser chamado de fakenews. É eufemismo, pois suaviza a imagem de quem pratica ações criminosas.

É só observar o mercado e sua parceria charlatã com a mídia.

Cria-se uma onda baseada no Nostradamos do mercado que preconiza através de um médio de araque uma premunição sobre a economia brasileira.

Lógico que, sendo contra o governo Lula, a previsão é  a de que o tempo vai fechar e o dilúvio se imporá do céu contra os diabos antimercado.

E se é antimercado “é a favor da gastança e da inflação.”

Gastança é sinônimo de pobre incluído no orçamento do governo

A partir disso, entra-se naquele ciclo de “quem conta um conto aumenta um ponto”

Aí, o inferno é o limite.

O problema é que não ha qualquer regulamentação pra isso. É só o nós contra eles que tanto odeiam.

Se odeiam, é porque é bom para a sociedade e para quem encara a frente de batalha enfrentar os criminosos contratados pela Faria Lima com o intuito de espalhar injúria e difamação contra quem essa gente julga ser do mal.

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O vídeo impactante de Erika Hilton que destrói a fake news do pix

Deputada alcança mais de 5 milhões de visualizações em questão de horas.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) publicou um vídeo em resposta à narrativa de Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre as fake news relacionadas à portaria da Receita Federal sobre o Pix.

A publicação de Erika Hilton já acumula mais de 5 milhões de visualizações no Instagram e mais de 1 milhão no X.

Hilton afirma que a fake news de que o governo cobraria imposto sobre o Pix é uma cortina de fumaça carregada de desinformação, criada para esconder os ataques da base bolsonarista contra os trabalhadores brasileiros.

“O que o governo queria era aumentar para 5 mil reais [o limite de fiscalização] na tentativa de constranger e coibir criminosos, quadrilhas, pessoas que fazem movimentações de montantes financeiros bilionários muito acima de seus salários. E talvez seja isso que a extrema direita quer esconder. Talvez sejam esses os medos da extrema direita”, afirma Hilton.

“O governo está preocupado em combater a desigualdade, promover cada vez mais políticas que consigam dar dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país. E talvez seja essa a outra coisa que eles queiram esconder: a sua dignidade, os seus direitos, algo que eles sempre odiaram. Porque, para que os super ricos continuem aqui em cima, é preciso que os trabalhadores e os super pobres continuem produzindo toda essa riqueza. E esse sim é o verdadeiro interesse da extrema direita”, conclui a parlamentar.

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Com criação de bolhas e fake news, redes sociais favorecem o discurso da direita, afirma pesquisador

Vinicius Prates afirma que internet não é fascista, mas que fake news dissimulam suas características democráticas.

No mais recente aceno das redes sociais à extrema direita, Mark Zuckerberg, dono da Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp anunciou o fim do serviço de checagem de fatos nos aplicativos.

Face ao domínio das tecnologias e redes sociais por figuras da extrema direita, o Brasil de Fato conversou com o pesquisador de Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Vinicius Prates.

“A direita e a extrema direita têm mais afinidade com a cultura da comunicação em rede e com a produção de notícias falsas porque elas dão ênfase nas diferenças, e a comunicação ágil, feita por algoritmos nas redes sociais, enfatiza aquilo que nos antagoniza, e assim nos coloca mais dentro de uma bolha”, analisa.

Na teoria explicada por Prates, presente em seu livro Comunicação em Rede na Década do ódio (2022, Estação das Letras e Cores), “a esquerda tem seus valores mais ligados à mistura e a direita, à triagem”. Então, enquanto a esquerda tenta enfatizar “o que é comum na humanidade”, entre gêneros, orientações sexuais, aspectos étnicos e sociais, “a direita faz o contrário”.

Na visão do acadêmico, para que a esquerda transite nas redes sociais, ela teria que “buscar furar as bolhas o tempo todo”, mas sabendo que “a configuração da internet como conhecemos hoje, é de fabricação de bolhas”.

A Meta não é o único conglomerado de tecnologia próximo aos interesses da extrema direita. Em 2022, o bilionário Elon Musk comprou a antiga rede social “Twitter”, a renomeou para “X” e também retirou a política de checagem de fatos da plataforma.

Zuckerberg doou U$ 1 milhão (cerca de R$ 5,9 milhões) para o evento de posse de Trump, que defende a desregulamentação do ambiente digital, além de ser contrário à política de checagem de fatos.

Já Musk, que não tem nenhuma experiência política ou governamental, foi nomeado por Trump para liderar o Departamento de Eficiência Governamental. Segundo Trump, a pasta não será oficial do governo, mas servirá como um “conselho consultivo que fornecerá orientações” à administração.

Face ao domínio das tecnologias e redes sociais por figuras da extrema direita, o Brasil de Fato conversou com o pesquisador de Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Vinicius Prates.

“A direita e a extrema direita tem mais afinidade com a comunicação em rede e com a produção de notícias falsas porque elas dão ênfase nas diferenças, e a comunicação ágil, feita por algoritmos nas redes sociais, enfatiza aquilo que nos antagoniza, e nos coloca mais dentro de uma bolha”, analisa.

Na teoria explicada por Prates, presente em seu livro Comunicação em Rede na Década do ódio (2022, Estação das Letras e Cores), “a esquerda tem seus valores mais ligados à mistura e a direita, à triagem”. Então, enquanto a esquerda tenta enfatizar “o que é comum na humanidade”, entre gêneros, orientações sexuais, aspectos étnicos e sociais, “a direita faz o contrário”.

Na visão do acadêmico, para que a esquerda transite nas redes sociais, ela teria que “buscar furar as bolhas o tempo todo”, sabendo que “a configuração da internet como conhecemos hoje, é de fabricação de bolhas”.

Apesar da proximidade dos donos das grandes empresas de tecnologia a figuras políticas de extrema direita e simpatizantes do fascismo, Prates avalia que em sua origem as redes sociais não são fascistas.

“Temos que lidar com o termo fascismo como aquele em que apenas uma voz fala por todos, ou seja, tem um emissor para muitos receptores. E isso é muito mais pertinente para a cultura de massa (como rádio e televisão) do que para a cultura de rede. Na primeira, tínhamos uma emissora que comandava um espetáculo midiático para uma massa de receptores. A internet não tem a mesma característica, porque ela foi pensada em sua concepção para que os emissores fossem diversificados”, explica.

No entanto, reconhece que há razões de aflição no uso da internet e sua afinidade com a extrema direita. Segundo o pesquisador, isso ocorre porque apesar de sua origem estipular muitos receptores, em uma característica que é democrática, as fake news funcionam como uma “crítica subentendida” aos meios de comunicação de massa, como à grande imprensa.

“Quando uma pessoa recebe e acredita em uma notícia falsa, ela pressupõe que os meios massivos são desonestos, estão omitindo e distorcendo as informações. Esse pressuposto faz as pessoas crerem que a internet é autogerida, anárquica, não têm um centro de comando, e não passa pelos filtros da grande imprensa. E o erro está aí, em parecer que as fake news vêm do povo, ignorando seus centros de produção e algoritmos de dispersão [como os perfis bots].

Prates esclarece que as fake news parecem ser “naturalmente populares”, enquanto os “disseminadores profissionais se utilizam dessa ingenuidade para dissimular as características democráticas das redes”, criadas para terem vários emissores, mas dominadas por grandes disseminadores de notícias falsas.

Governo brasileiro está refém das fake news

O exemplo mais recente de notícias falsas no Brasil é sobre o monitoramento de transações via Pix. Em uma norma publicada no Diário Oficial da União em 18 de setembro de 2024, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2025, movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas passariam a ser monitoradas.

A medida visava substituir os valores a partir R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas, que já eram monitorados. Além disso, tinha como objetivo final maior fiscalização contra sonegação de impostos e evitar crimes financeiros.

Contudo, a medida foi assolada por notícias falsas e a monitoração do pix virou “taxação do pix”, em especial após um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em seu Instagram, que teve mais de 200 milhões de visualizações.

Diante da onda de notícias falsas, o governo brasileiro recuou e revogou a norma, na última quarta-feira (15). Na análise de Prates ao Brasil de Fato, essa foi a “pior decisão” que poderia ser tomada pela administração do presidente Lula.

“A partir de agora, nós temos até o final do mandato um governo refém das fake news. A direita aprendeu que se uma onda de notícias falsas for feita, o governo será obrigado a recuar em qualquer medida”, pontuou.

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Poder

Justiça Eleitoral manda PF investigar Pablo Marçal por fake news contra Boulos

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito contra Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo. A decisão, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, foi tomada após o deputado federal Guilherme Boulos (Psol) apresentar uma notícia-crime acusando Marçal de disseminar notícias falsas contra ele. O juiz Augusto Drummond Lepage, da 346ª Zona Eleitoral de São Paulo, acolheu a manifestação do Ministério Público Eleitoral e encaminhou o caso à PF para investigação.

O promotor eleitoral Nelson dos Santos Pereira Júnior solicitou a investigação de Marçal por supostos crimes de calúnia, difamação e divulgação de fatos inverídicos no contexto eleitoral. Esses crimes, previstos nos artigos 323, 324 e 325 do Código Eleitoral, podem resultar em penas de até quatro anos de reclusão, além de multa.

A denúncia foi apresentada pela campanha do Psol após um debate eleitoral na TV Bandeirantes, na quinta-feira (8), onde Marçal insinuou, sem provas, que Boulos seria usuário de drogas. No mesmo dia, Marçal chamou Boulos de “cheirador de cocaína” em vídeos postados em suas redes sociais.

Boulos também pediu a remoção dos vídeos e direito de resposta nas redes sociais de Marçal. A Justiça Eleitoral atendeu parcialmente ao pedido, determinando a remoção dos vídeos. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ordenou que Marçal apague outros três vídeos com acusações falsas contra Boulos. Até o momento, Pablo Marçal não se manifestou sobre a decisão.

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Política

Lula e a grande luta contra o fakenews da gastança

Luis Nassif*

O editorial da Folha fala em “impulso gastador irresponsável do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”. Não ouse perguntar onde está esse “impulso irresponsável”. O editorialista não saberá dizer. E, se disser, terá que mencionar os benefícios concedidos ao setor com a desoneração da folha, a isenção de ICMS aos exportadores agrícolas e de commodities, às jogadas da Ambev com o chá de Guaraná da Zona Franca, a engenharia fiscal desproporcional de grandes grupos. A palavra gastança é repetida por 10 entre 10 jornalistas medíocres, que apontam saúde e educação como escoadouros de desperdício.

Aliás, em um caso raro, há uma belíssima reportagem de Mateus Coutinho e Felipe Coutinho, na UOL, mostrando a hipocrisia dos críticos da gastança.

  • a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil criticou a gastança, mas com isenções de R$ 59,7 bilhões.
  • o setor de combustíveis critica a gastança e recebeu incentivos de R$ 31,1 bilhões

Na Educação, há infraestrutura precária no ensino médio, falta de recursos para as universidades e falta de materiais didáticos. Fornecer o básico é gastança?

Há falta de recursos para transporte público, saneamento básico, assistência social. A maioria dos professores da rede pública federal não têm reajuste desde 2019; os servidores do INSS estão com os salários congelados desde 2017.

No entanto, está aí, à vista de todos.

Para 2024, o pagamento de juros da dívida pública está previsto em R$ 740 bilhões, ou 6,9% do PIB. Em 2023, com a Selic média em 13,25%, os juros da dívida pública chegaram a R$ 729,9 bilhões. Se a Selic estivesse em 7%, os juros teriam sido de R$ 597,7 bilhões, redução de R$ 132,2 bilhões em relação ao que foi pago.

Para efeito de comparação, em 2024 o orçamento previsto é de:

  • R$ 231,3 bilhões para Saúde;
  • de R$ 82,9 bilhões para Educação;
  • de R$ 106,1 bilhões para Infraestrutura.

Só esse diferencial de juros equivale a 7 vezes o que é pago para todas as universidades federais.

Aí vem os idiotas da objetividade alegar que os juros são altos porque o risco de inflação é alta ou há ameaça de déficit público, a tal da gastança. E aínda soltam matérias enormes denunciando as fakenews das redes sociais.

*GGN

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Extrema direita usa tragédia no Sul para disseminar novas fake news contra o governo

Para especialista prática da desinformação “zomba da vida alheia, tripudia sobre os mortos”. Entenda.

Em meio a tragédia que já afetou 850 mil pessoas no Rio Grande do Sul, em decorrência das fortes chuvas desde a semana passada, a extrema-direita se mobiliza nas redes sociais na disseminação de notícias falsas.

Neste final de semana, uma das informações que mais circularam na internet foi a de que o governo federal, encabeçado pelo presidente Lula (PT), teria patrocinado o show da cantora Madonna no Rio de Janeiro com recursos que deveriam ser encaminhados ao RS com objetivo de mitigar os efeitos catastróficos da crise.

A informação foi desmentida pelo próprio governo. Em um vídeo, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta (PT-RS), reiterou que a União não financiou a atração gratuita, que reuniu mais 1,5 milhões de pessoas em Copacabana.

Ao contrário do que caras carimbadas da extrema direita afirmaram, “o show da Madonna foi pago pelo Itaú e pela Heineken, com apoio da prefeitura do Rio e do governo do Estado“, explicou Pimenta.

Em um outro vídeo, também publicado nas redes sociais, a secretária de Juventude da Federação Árabe Palestina (Fepal) e Diretora de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Maynara Nafe, foi mais afundo e esclareceu o uso de recursos públicos no evento.

“O único recurso público destinado ao show da Madonna foi do apoio da prefeitura do Rio de Janeiro no sentido de segurança pública e estrutura para o evento. Vale destacar que a prefeitura do Rio de Janeiro tem total legitimidade para fazer isso porque esse evento movimenta a economia da cidade”, ponderou.

Multa contra barqueiros
Outro caso bastante comentado foram as informações falsas de que o governo estaria aplicando multas aos barqueiros que fazem o resgate das vítimas ilhadas em determinadas regiões do estado.

Na noite de ontem (5), a própria gestão pública do Rio Grande do Sul informou em nota que “não há exigência de habilitação para condução desses equipamentos, conforme informações do governo do Estado, por meio do Gabinete de Crise”.