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Eduardo Bolsonaro antecipa derrota de Flavio a 72 dias da eleição

Uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acabou provocando forte repercussão política ao ser interpretada como um reconhecimento antecipado das dificuldades enfrentadas pela campanha presidencial de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao afirmar que “não haverá eleição em 2030” caso Flávio seja derrotado em 2026, Eduardo vinculou o futuro do sistema político brasileiro diretamente ao resultado da disputa presidencial, em uma fala que chamou atenção tanto pelo tom quanto pelo momento em que foi feita.

A declaração ocorreu 72 dias antes do primeiro turno das eleições e foi publicada nas redes sociais após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada depois que o senador leu, durante uma transmissão ao vivo, uma carta atribuída ao pai, o que, segundo o ministro, poderia representar descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente.

Ao afirmar que apenas uma vitória de Flávio garantiria a realização de eleições futuras, Eduardo acabou alimentando interpretações de que o próprio núcleo bolsonarista reconhece o cenário eleitoral adverso. Para analistas políticos, a necessidade de apresentar uma eventual derrota como uma ameaça ao futuro institucional do país pode indicar preocupação crescente com o desempenho da candidatura e com a dificuldade de ampliar seu eleitorado para além da base mais fiel do bolsonarismo.

A fala também reforçou a estratégia adotada por integrantes da família Bolsonaro de transformar decisões judiciais e embates com o STF em elementos centrais da narrativa eleitoral. Em vez de concentrar o debate em propostas de governo, o discurso mantém o foco na polarização institucional e na mobilização do eleitorado mais alinhado ao ex-presidente.

Nos bastidores, a declaração repercutiu como mais um episódio de tensão em uma campanha que já enfrenta desafios políticos e jurídicos. Com pouco mais de dois meses até a votação, o episódio amplia o debate sobre a estratégia do PL e evidencia a aposta da campanha em manter a narrativa de confronto como principal instrumento de mobilização eleitoral.

Soma-se a isso, o fato de Flavio Bolsonaro se ver isolado dentro do próprio campo da direita, porque não está conseguindo palanque em vários estados, enquanto Lula já tem palanque em todos os estados.

Para piorar, Eduardo Bolsonaro comemora a conquista do Green Card para viver para sempre nos EUA, confirmando que não tem a menor esperança da vitória de Flavio.


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Flavio não consegue mostrar nada além de ser filho de Bolsonaro

O que não falta é exposição para Flavio subir os degraus da disputa eleitoral, mas o sujeito não consegue deixar de ser um elefante dourado. É uma espécie de pastel de nata, sem qualquer atrativo, além de escândalos.

Agora mesmo, mudou de perfil para trazer uma sensação visual de sua fumaceira e todas elas terminam terminam num peido, inclusive para exportação via Casa Branca.

Flavio não só parece filho de Bolsonaro, como age como uma criança de 5 anos sem qualquer noção esquemática.

Ele tentou dançar como um chipanzé e foi ridicularizado, agora, tenta, através dos algoritmos, muito bem pagos por sua campanha, aparecer como marombeiro sabor anabolizante, em malhação, na tentativa de pintar um Flavio que estabeleça algum paralelo com Lula.

Isso mesmo, um sujeito que tenta apoiar sua imagem física com uma moldura política, usando um contraponto contra Lula, detalhe, aos 80 anos.

O problema é que a história do sujeito é um mar de lama, e ele, além de não ter propostas, histórico ou um slogan, mínimo que seja, para animar o pasto, todos os dias o sujeito aparece nas manchetes empepinado com mais um escândalo.

Michelle, novamente, acaba de atacar Flavio, usando a disputa no Ceará como zona abençoada pela direita vendida com a bênção de Flavio na campanha de Ciro Gomes.

É fato que isso não define o jogo, mas Flavio não consegue fazer as pazes com os eleitores que perdeu no momento em que a ampulheta está de ponta-cabeça ele não para de jogar areia sobre sua candidatura. Parece que a lei natural seguirá dando outros trancos em Flavio. e ele, dificilmente, conseguirá sair da zona morta em que sua campanha se enfiou.

Pela boca dos aliados que ainda lhe restam, o único jargão que sobrou, é o de que é filho de Bolsonaro, ao meso passo em que é odiado pela madrasta.


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Flavio Bolsonaro usa gíria da milícia para ameaçar Michelle

Por mais que os aliados de Flavio queiram dar amplitude ao termo estancar, todos sabem que a palavra, no mundo da milícia, principalmente na zona oeste do Rio de janeiro, tem força de apagar.

Na boca de Flavio, isso tem um cheiro de enxofre.

O fato é que, no sentido literal e dito de forma isolada, o termo pode ter mil significados, mas no contexto de sua fala, sendo quem ele é e sua histórica ligação com a milícia, o fato pareceu mais que um ato falho, uma fala nada velada contra a madrasta.

Ao comentar o pega pra capar familiar com a ex-primeira-dama, Michelle, Flavio foi enfático, “se não fosse por isso, (ela ser esposa do meu pai) não teríamos chegado a esse ponto; a gente teria estancado a situação antes”.

Ou seja, não há sentido figurado que, num jargão criminoso na linguagem das facções e de milicianos da zona oeste do Rio de Janeiro, na verdade, as expressões estancar ou cancelar CPF, são usadas pela nata da bandidagem como sinônimos de eliminar, executar ou calar à força um adversário.

Seja lá como for, a fala de Flavio, no último 15 de julho, em um podcast, não está sendo interpretada pela maioria das pessoas como ato falho ou banal.

Veja:


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Bolsonaro trai Flavio

A defesa de Bolsonaro foi taxativa. Bolsonaro não escreveu carta para Flavio usar em sua campanha, esta foi uma decisão dele, que Bolsonaro nega ter escrito com tal propósito.

O nome disso é traição com o próprio filho. Entre deixar o dele na reta e o do Flavio, Bolsonaro colocou a corda no pescoço do primogênito.

É ridícula essa afirmação de Bolsonaro? Põe ridícula nisso. A começar pelo título, “Carta aos Brasileiros”.

Ou seja, a coisa foi feita em comum acordo, mas se desse merda, só daria para Bolsonaro, como deu. Bolsonaro não titubeou, se alguém tem que pagar o pato, que não seja ele, nem que para isso tenha que sacrificar o próprio filho, mostrando que essa turma do Deus, Pátria e Família, não é confiável nem para a família.

Por isso essa gente tem comportamentos variantes, de acordo com o tom e do prejudicado, nesse caso, Bolsonaro tirou o pepino do seu colo e colocou no de Flavio, o que passa um recado para o gado, o de que o mito não está tão fechado assim com a candidatura do filho, do contrário, se colocaria na linha de frente para enfrentar Moraes.

Diante do ministro do STF, Bolsonaro, mais uma vez, pipocou e mandou aquele famoso, me inclui fora dessa. Para se libertar do suplício, pai não pensou duas vezes para jogar o filho aos leões no momento em que a terra cede debaixo dos pés de Flavio por conta do TariFlavio e da foto de Flavio, bonachão, sem camisa, ao lado do amigo íntimo, sicário de Vorcaro.


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Quaest: Novo tarifaço encolhe intenção de voto em Flávio entre eleitores de direita

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) aponta que o tarifaço americano reduziu a vontade de eleitores de direita, inclusive bolsonaristas, de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A sondagem veio a público horas depois de Washington confirmar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Quando os entrevistadores perguntaram se o tarifaço aumentava a vontade de votar em Lula, Flávio ou outro pré-candidato, 42% citaram o presidente Lula (PT), contra 39% em junho. No caso de Flávio, o índice caiu de 30% para 27%. A opção “outro” ficou em 23%, e 8% não souberam ou não responderam.

Entre eleitores independentes, a vontade de votar em Lula subiu de 26% para 33%, variação de sete pontos acima da margem de erro de quatro pontos estimada para esse recorte. Nesse mesmo grupo, a preferência por “outro” pré-candidato, considerando o tarifaço, caiu de 45% para 38%.

O recuo de Flávio também apareceu em segmentos de direita. Na direita não bolsonarista, o senador caiu de 70% para 60%, enquanto a vontade de votar em “outro” pré-candidato subiu de 19% para 29%. Entre bolsonaristas, a intenção associada ao tarifaço foi de 88% para 81%, e a escolha por “outro” nome cresceu na mesma proporção.

A Quaest também perguntou com quem os eleitores concordam mais no embate sobre a origem da medida. Na pergunta sobre a acusação de Lula de que Flávio pediu a Donald Trump sanções contra o Brasil, 51% concordaram mais com o petista, ante 47% em junho; 30% ficaram com a versão de Flávio, contra 35% no mês anterior; e 19% não souberam ou não responderam.

Em outra questão, 49% concordaram mais com Lula na avaliação de que as tarifas são retaliações ao Pix, enquanto 33% preferiram a versão de Flávio, segundo a qual a medida seria reação a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos. Outros 10% responderam “nenhum dos dois”, e 8% não souberam ou não responderam.

O governo Lula repudiou o tarifaço e criticou os Bolsonaros, chamados de “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”. Flávio respondeu que Lula “não tem mais condições de ser o presidente do Brasil”, atribuiu “atraso, incompetência e vingança” à atual gestão e chamou o adversário de “Biden brasileiro”.

Flávio discursou neste mês em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e em defesa do Pix. Em maio, o senador foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca, em agenda articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo.

A pesquisa apontou que 57% dos brasileiros não sabiam da viagem de Flávio aos Estados Unidos em defesa do Pix e contra o tarifaço. Entre os que conheciam a agenda, 58% disseram que o senador não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas, enquanto 34% afirmaram confiar nessa capacidade.

Seis em cada dez brasileiros, 63%, disseram acreditar que as novas tarifas impostas por Trump vão prejudicar sua vida ou a de sua família; em junho, eram 55%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho, tem margem de erro geral de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07181/2026. DCM.


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Valdemar diz que primeiro ato de Flávio, se eleito, será indultar Jair Bolsonaro: “Vai canetar!”

Antes mesmo de apresentar propostas de governo ou detalhar um plano para o país, a campanha de Flávio Bolsonaro já sinaliza qual seria sua prioridade caso alcance a Presidência da República. Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o primeiro ato de Flávio, se eleito, será conceder indulto a Jair Bolsonaro, hoje cercado por investigações e processos que avançam no Judiciário.

A declaração, feita em tom de promessa e celebrada por aliados, reforça a percepção de que uma eventual candidatura de Flávio estaria menos voltada para discutir os desafios nacionais e mais comprometida com a situação jurídica de seu pai. Ao afirmar que o futuro presidente “vai canetar”, Valdemar deixou explícito que o objetivo central seria utilizar o poder do cargo para beneficiar Bolsonaro.

A fala também tende a alimentar críticas de adversários e especialistas, que veem na proposta uma tentativa de transformar a eleição presidencial em um instrumento de proteção familiar e política. Para esses setores, a prioridade de um chefe de Estado deveria ser governar para a população, e não atuar em função dos problemas judiciais de um aliado — ainda que seja o próprio pai.

Nos bastidores, a declaração repercutiu como mais um sinal de que o projeto político do clã Bolsonaro permanece fortemente vinculado à defesa pessoal de Jair Bolsonaro. Em vez de marcar uma renovação ou apresentar uma agenda própria, Flávio aparece, cada vez mais, como o candidato de uma missão específica: garantir a sobrevivência política e jurídica do ex-presidente.


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Afundado em escândalos diários e descrença de aliados, Flavio Bolsonaro usa a proibição de Moraes de visitar o pai para produzir catarse da censura da cartinha

Flavio não está atolado numa areia movediça, o problema de atolamento não é a areia, é que a cada escândalo novo, é um balde de cimento que joga sobre si e sua campanha.

Aliado que vê cimento vindo, e virá muito mais, corre para não respingar nele.

É fato que, quanto mais o sujeito se rebate para explicar, mais afunda. Flavio é uma caixa de escândalos, e não de hoje, muitos deles como a rachadinha, têm nomes mimosos, mas suas mansões, as explicações não dadas, que havia prometido da parceria com o irmãozão Vorcaro de R$ 134 milhões, seguem mudas quase 40 dias além da data estabelecida pelo próprio para explicar o inexplicável.

Sem falar de viver como um político no modo, deixa eu explicar, desde sempre, Flavio tenta gritar junto com seus críticos, utilizando a proibição por Moraes das visitas a seu pai em função de sua campanha  antecipada via cartinha, fazendo com que o papai golpista asrrumasse um jeito de furar a ordem do STF de não estabelecer qualquer tipo de comunicação de dentro de sua invejável mansão luxuosa na sua suposta prisão do,iciliar..

Será que ninguém avisa a Flavio que ele está num buraco sem colete salva-vidas e não tem como sair?

Usando o clássico, me proibem, logo existo, e a portaria da casa vira palanque com edição de, não posso visitar meu pai.

Flavio segue a condição que muda seu status de senador para candidato genérico à Presidência da República, que depende da cartinha do papai para fazer campanha antencipada, e a proibição de Moraes vira combustível na esperança de produzir engajamento como o “não pode”, com argumento jurídico emocional e de marketing.

Na vitimização, Flavio tenta usar o não judicial em sim eleitoral. O que ele quer é transformar a decisão técnica de Moraes em novela trash.

Lógico, a comparação do pai com Lula não sai do roteiro, tentando criar um duelo de narrativas em que Lula, preso, sem qualquer prova de crime, tinha regalias dentro da prisão na PF em curitiba. Já o papai, com planos de golpe de Estado, assassinatos de Moraes, Lula e Alckmin e atos terroristas como o caminhão de combustível com bomba no aeroporto de Brasília, são coisas de pouca monta, do ponto de vista criminal.

Detalhe, tudo absolutamente comprovado, que desembocou no 8 de janeiro de 2023.

O fato é que Flavio está cada dia mais asfixiado pella quantidade de cimento que jogou sobre si e muitos, inclusive aliados, dizem que isso é apenas um aterro de concreto e que o pior sobre os escândalos de Flavio que ainda virão, dão conta de material para erguer um arranha-céu.

Assim, sua pífia interpretação de filho sensível contra a censura do pai imposta pelo StF, Flavio jura que essa charanga melodramática pode ser o ponto da sua virada de chave.


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Notícia

Por risco de fuga, Flávio, Valdemar, Sóstenes e Eduardo Cunha podem ter passaportes apreendidos

Deputado acionará a PGR após investigação revelar que caciques sem mandato controlavam milhões em emendas; “Existe a possibilidade de eles sumirem do país”, afirma

Deputado federal Reimont (PT-RJ) anunciou que protocolará nesta semana, junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), um pedido de apreensão e retenção dos passaportes do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha.

Em vídeo publicado nas redes sociais na noite deste domingo (12), Reimont afirmou que reforçará um pedido anterior contra Flávio e acrescentará os outros três nomes diante das revelações sobre um esquema de controle clandestino de emendas parlamentares.

“É alarmante ver o que a extrema direita tem feito, o que os deputados, deputadas e lideranças do PL têm feito. Portanto, esta semana, de maneira justificada, com argumentos robustos, eu vou pedir à PGR, mais uma vez, a apreensão, a retenção do passaporte do Flávio Bolsonaro”, declarou.

“Mas eu vou, neste meu pedido, acrescentar mais três nomes: o nome do Sóstenes Cavalcante, o nome do Valdemar Costa Neto e o nome do Eduardo Cunha”, prosseguiu.

O petista justificou a medida afirmando que existe risco de os envolvidos deixarem o Brasil.

“Vocês estão vendo aí as bandalhas crescentes desse pessoal. Existe a possibilidade de eles sumirem do país a qualquer momento”, disse Reimont, que pediu ainda que seus seguidores enviem outros nomes, desde que acompanhados de justificativas e argumentos.

“Tem que ter justificativa e tem que ter argumento, fazer uma coisa séria. Vai ser esta semana”, concluiu.

A representação à PGR, por si só, não resulta automaticamente na retenção dos documentos. Caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliar se existem fundamentos para encaminhar uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por decidir sobre uma eventual medida cautelar. Forum.

Veja o vídeo em que Reimont anuncia os pedidos:


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Moraes suspende visitas de Flávio e exige explicações de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender as visitas de Flávio Bolsonaro e exigir explicações do ex-presidente Jair Bolsonaro amplia a pressão judicial sobre o núcleo político e familiar do bolsonarismo. A medida sinaliza que o Supremo Tribunal Federal pretende acompanhar com rigor o cumprimento das determinações impostas aos investigados e não tolerará possíveis tentativas de contornar restrições estabelecidas pela Justiça.

Ao cobrar esclarecimentos de Bolsonaro, Moraes demonstra preocupação com eventuais condutas que possam interferir no andamento das investigações ou descumprir medidas cautelares. O episódio reforça a percepção de que o ex-presidente continua no centro das atenções das autoridades responsáveis por apurar fatos relacionados às diversas frentes de investigação que envolvem seu entorno político.

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro também possui forte peso simbólico. Como um dos principais articuladores políticos da família, o senador exerce papel relevante na defesa pública do pai e na mobilização de aliados. Qualquer restrição a esse contato é vista como uma tentativa de preservar a integridade das apurações e evitar a circulação de informações que possam comprometer a eficácia das medidas determinadas pelo Judiciário.

Politicamente, o episódio ocorre em um momento de crescente desgaste para o grupo bolsonarista. Enquanto aliados tentam construir uma narrativa de perseguição política, as decisões judiciais indicam que as autoridades seguem encontrando elementos considerados suficientes para manter o monitoramento e a adoção de medidas cautelares. A cada nova determinação, torna-se mais difícil para o ex-presidente afastar-se do foco das investigações e sustentar a imagem de vítima de uma suposta ofensiva institucional.

A decisão de Moraes reforça, sobretudo, que o cumprimento das ordens judiciais não é facultativo. Em um Estado Democrático de Direito, a condição de ex-presidente, senador ou liderança partidária não confere privilégios diante da lei. O recado do Supremo é claro: qualquer indício de descumprimento ou tentativa de driblar determinações judiciais poderá resultar em novas restrições e em consequências ainda mais severas.


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Política

Kakay diz que Bolsonaro deve ser preso por carta em defesa da candidatura de Flávio

Segundo criminalista, estratégia busca provocar reação de Alexandre de Moraes e transformar decisão judicial em disputa política

carta manuscrita de Jair Bolsonaro em apoio à pré-candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), abriu uma nova frente de tensão entre o grupo político do ex-presidente e o Supremo Tribunal Federal (STF). Para o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, a divulgação do documento pode representar uma violação das medidas cautelares impostas pela Corte.

A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro apresentar, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais neste sábado (11), uma carta assinada pelo pai. No texto, Jair Bolsonaro pede que aliados deixem diferenças de lado, declara apoio ao filho e o chama de “porta-voz”.

Kakay citou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu Bolsonaro de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros, para divulgar mensagens, vídeos ou manifestações.

Segundo o advogado, ao transmitir a carta durante uma live, Flávio Bolsonaro teria servido como instrumento para a divulgação de uma mensagem política do ex-presidente.

“Obviamente o candidato Flávio Bolsonaro ao ler a ‘carta’ do presidiário Bolsonaro sabe que está descumprindo a determinação do Supremo”, afirmou Kakay.

Para o criminalista, a iniciativa representa uma tentativa de confronto político com o Judiciário e uma estratégia para provocar uma reação do STF.

“É um ato político de um senador candidato que sempre desrespeitou o Supremo. Este ato visa uma resposta do ministro Alexandre de Moraes determinando a prisão na Papuda do Bolsonaro por descumprimento óbvio da medida imposta pelo Supremo”, declarou.

Kakay avaliou ainda que a divulgação da carta demonstra, em sua visão, uma situação de fragilidade política do grupo bolsonarista.

“Demonstra desespero e um enfrentamento político, mais uma vez, com o Judiciário”, disse.

A carta foi divulgada em meio às dificuldades internas enfrentadas pelo PL para consolidar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. No documento, Jair Bolsonaro pede unidade aos aliados e afirma confiar no filho como seu representante político.

A defesa de Bolsonaro e seus aliados ainda não se manifestaram sobre a avaliação feita pelo advogado. Forum.


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