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Americanos barram tentativa de Flávio e Eduardo Bolsonaro de transformar audiência no USTR em palanque eleitoral

Representantes americanos frustram estratégia de Flávio e Eduardo Bolsonaro para produzir fotos de campanha no USTR.

A passagem de Flávio e Eduardo Bolsonaro pelos Estados Unidos ganhou mais um capítulo constrangedor. Acostumados a transformar qualquer espaço institucional em oportunidade para autopromoção política, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro encontraram resistência justamente onde esperavam obter imagens para alimentar suas redes sociais e reforçar suas narrativas junto à base bolsonarista.

Durante agenda relacionada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a dupla teria enfrentado restrições impostas pelos organizadores e autoridades responsáveis pelo encontro, frustrando a expectativa de produzir registros fotográficos e vídeos com forte apelo político. O que poderia ser uma reunião de caráter institucional acabou revelando uma diferença fundamental entre a cultura política da direita bolsonarista, frequentemente contaminada pelo marketing eleitoral permanente, e o rigor com que instituições americanas tratam seus espaços oficiais.

A tentativa de transformar uma audiência técnica em palco para propaganda pessoal segue um padrão já conhecido. Desde o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência, eventos oficiais eram frequentemente utilizados para a produção de conteúdo destinado às redes sociais, muitas vezes priorizando a imagem e a militância digital em detrimento do conteúdo efetivo das agendas.

Nos Estados Unidos, porém, instituições públicas costumam estabelecer regras claras para impedir que encontros oficiais sejam convertidos em material de campanha ou em peças de promoção política. O objetivo é preservar a neutralidade institucional e evitar que agentes públicos utilizem estruturas governamentais para fins particulares ou eleitorais.

O episódio também evidencia uma contradição recorrente do bolsonarismo. Enquanto seus principais representantes afirmam defender a soberania nacional e criticam supostas interferências externas, buscam constantemente legitimidade política no exterior, especialmente junto a setores conservadores norte-americanos. A busca por fotografias, vídeos e declarações que possam ser exibidos ao eleitorado brasileiro tornou-se parte central dessa estratégia.

Ao serem impedidos de transformar uma audiência institucional em espetáculo midiático, Flávio e Eduardo Bolsonaro receberam um recado simples: instituições sérias não existem para servir como cenário de campanhas pessoais. O respeito às regras e à finalidade dos encontros oficiais deve prevalecer sobre interesses eleitorais.

Mais do que um incidente protocolar, o episódio expõe a dificuldade de determinados atores políticos em distinguir representação institucional de marketing político. E demonstra que, fora dos ambientes onde a lógica das redes sociais dita as regras, nem sempre há espaço para transformar compromissos oficiais em peças de propaganda.


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Política

Cínico, Flavio liga Master ao governo Lula, omitindo sua conexão corrupta com Vorcaro

Em mais um exercício de cinismo político, Flávio Bolsonaro tenta associar o Banco Master ao governo Lula, enquanto silencia deliberadamente sobre as próprias conexões de seu grupo político com Daniel Vorcaro. A estratégia é velha: desviar o foco dos fatos que lhe são inconvenientes e transferir para adversários a responsabilidade por relações e interesses que também orbitam seu campo de influência.

Ao atacar seletivamente, Flávio busca construir uma narrativa conveniente para o debate público, mas omite informações essenciais que poderiam expor contradições incômodas. A tentativa de vincular o Master exclusivamente ao governo federal ignora episódios, personagens e relações que aproximam Vorcaro de figuras ligadas ao bolsonarismo, tornando o discurso ainda mais contraditório.

O resultado é um espetáculo de hipocrisia política: quem exige explicações dos outros se recusa a prestar contas sobre os próprios vínculos. Antes de apontar o dedo para adversários, Flávio Bolsonaro deveria esclarecer sua própria proximidade com personagens centrais desse enredo.

Sem isso, suas acusações soam menos como busca por transparência e mais como uma operação de cortina de fumaça para esconder fatos que o constrangem, como o áudio que enviou a Vorcaro cobrando o restante da grana, usando o filme Dark Horse como lavagem de dinheiro, sua visita à casa de Vorcaro já com tornozeleira eletrônca e o mimo de R$ 3 milhões que Bolsonaro recebeu do banqueiro na campanha presidencial de 2022.

Isso é chamar os americanos de idiotas, de patetas como se eles não tivessem informação do rolo em que essa família está envolvida até o talo.

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Política

Flavio e Eduardo agem contra o Brasil porque Bolsonaro está em liberdade domiciliar

A complacência das instituições com Jair Bolsonaro e seu entorno é um dos fenômenos mais difíceis de explicar na história política recente do Brasil. Enquanto milhares de brasileiros pobres enfrentam o peso implacável do sistema penal por delitos de menor gravidade, Bolsonaro continua sendo tratado como uma figura excepcional, cercada de privilégios e deferências que estariam fora do alcance da imensa maioria da população.

Qualquer análise séria sobre a atual crise política e diplomática envolvendo o bolsonarismo precisa considerar a trajetória do ex-presidente e de seu grupo político. Ignorar esse histórico é produzir uma narrativa desconectada da realidade. Não se trata apenas de discutir episódios recentes, mas de observar um longo percurso marcado por controvérsias, investigações, acusações e ataques constantes às instituições democráticas.

O que se vê hoje é um movimento permanente para preservar poder, influência e impunidade. A retórica de perseguição política serve como instrumento para mobilizar apoiadores, pressionar autoridades e tentar transformar investigados em vítimas. Enquanto isso, o debate público é desviado das questões centrais: os fatos, as responsabilidades e os interesses que movem esse projeto político.

A desigualdade de tratamento é evidente. Brasileiros negros e pobres dificilmente recebem benefícios ou considerações especiais do sistema de Justiça. Já Bolsonaro segue ocupando uma posição singular, capaz de desafiar instituições, confrontar decisões judiciais e manter uma estrutura política ativa mesmo diante de sucessivas investigações. Essa realidade transmite uma mensagem perigosa: a de que determinados grupos estariam acima das regras aplicadas ao restante da sociedade.

Também chama atenção a contradição entre o discurso de combate ao crime e as recorrentes polêmicas envolvendo figuras próximas ao bolsonarismo. Ao longo dos anos, vieram à tona denúncias, investigações e relações políticas que levantaram questionamentos profundos sobre a coerência moral daqueles que se apresentam como defensores da lei e da ordem.

O resultado dessa combinação de privilégios, tolerância institucional e poder político é a sensação de impunidade. Quanto mais o sistema de justiça hesita em impor limites claros, mais se fortalece a percepção de que determinadas lideranças podem agir sem consequências proporcionais aos seus atos. Esse é um risco que ultrapassa indivíduos e partidos: trata-se de uma ameaça à própria credibilidade das instituições democráticas.

O Brasil não precisa de cidadãos acima da lei. Precisa de um sistema de Justiça capaz de agir com a mesma firmeza diante de qualquer pessoa, independentemente de sobrenome, patrimônio, influência política ou capital eleitoral. Enquanto essa igualdade não existir na prática, continuará a impressão de que há dois países convivendo sob as mesmas leis: um para os poderosos e outro para o restante da população.


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Política

Recado de Lula a Flavio: ‘Eu quero saber o que você fez’

Presidente se referia às moradias prometidas e não entregues pelo programa Casa Verde e Amarela, criado por Bolsonaro em substituição ao Minha Casa, Minha Vida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante cerimônia realizada nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, para anunciar investimentos nas áreas de educação, saúde e habitação. Sem citar nominalmente seus adversários políticos, Lula insinuou que houve promessas não cumpridas durante a campanha eleitoral de 2022 e afirmou que a disputa eleitoral de 2026 será marcada pelo confronto entre fatos e discursos.

Ao comentar programas habitacionais implementados em governos anteriores, o presidente declarou que lamenta que a população não tenha recebido as moradias prometidas pelo programa Casa Verde e Amarela, criado durante a gestão de Jair Bolsonaro em substituição ao Minha Casa, Minha Vida.

“Em uma campanha política, você pode mentir, espalhar fake news e usar IA. Mas governar é a arte de fazer e de entregar ou não entregar. Não adianta, você pode falar da boca para fora, mas, no final da sua tarefa, você é medido pelo que fez e pelo que não fez”, afirmou Lula durante o evento.

O programa Minha Casa, Minha Vida
O programa Minha Casa, Minha Vida foi retomado pelo governo federal em 2023, no início do terceiro mandato do presidente petista, após a extinção do Casa Verde e Amarela.

Em outro momento do discurso, Lula também enviou um recado indireto ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos pré-candidatos da direita à Presidência da República em 2026. Sem mencionar nomes, o presidente declarou que o próximo ano eleitoral será pautado pela avaliação do histórico dos candidatos. Forum.

“2026 é o ano da verdade. Eu não quero saber o que você vai fazer, eu quero saber o que você fez”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “A gente não vai permitir que a mentira prevaleça neste país”.

Pacote de investimentos
As declarações ocorreram durante cerimônia em que o governo federal anunciou um conjunto de ações nas áreas de educação, saúde e habitação em diversos estados brasileiros. O evento foi realizado um dia antes do início do período de restrições impostas pela legislação eleitoral, conhecido como defeso eleitoral, que passa a vigorar a partir deste sábado (4), limitando a publicidade institucional e o anúncio de novas ações governamentais.

Na área da educação, foram inaugurados dez novos campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica nos estados de São Paulo, Amazonas, Espírito Santo e Piauí. Segundo o governo, os investimentos somam R$ 206,6 milhões, sendo R$ 196,5 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Durante a cerimônia, Lula agradeceu aos prefeitos que colaboram com o governo federal para a expansão da rede de institutos federais.

“Tenho dito em quase todos os lugares a que vou: se o prefeito oferecer o terreno ou o prédio, todas as cidades vão ter um instituto. A razão é simples: não há outra possibilidade de o Brasil dar o salto de qualidade que todo mundo sonha se a gente não colocar a educação como prioridade do nosso governo”, declarou.

O presidente também afirmou que, em sua gestão, investimentos em educação não devem ser tratados como despesas. Segundo Lula, a palavra “gasto” é incompatível com a política educacional defendida pelo governo.

R$ 464,8 milhões para a Saúde
Na área da saúde, o governo anunciou investimentos de R$ 464,8 milhões destinados à ampliação e qualificação da rede pública em estados como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Os recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos, habilitação de serviços especializados e fortalecimento do programa Agora Tem Especialistas.

Já na área habitacional, foram entregues 1.620 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.

São inúmeros os programas sociais e os benefícios do governo Lula para as camadas mais pobres da população.


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Política

O pedido de Valdemar que irritou Michelle e fez ela deixar o PL Mulher

A conversa entre Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que definiu a saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, foi marcada por tensão e quase terminou com a desfiliação dela do partido. O encontro ocorreu em meio à crise aberta com Flávio Bolsonaro e ao racha exposto na direita.

Segundo o Globo, duas fontes próximas tanto de Flávio quanto de Michelle, dizem que Valdemar sugeriu que ela assinasse uma carta afirmando estar abalada pelos problemas familiares provocados pela prisão de Jair Bolsonaro e pedindo desculpas pelo vídeo em que fez duras críticas ao enteado e a setores do bolsonarismo.

A proposta irritou Michelle, que já vinha reclamando a aliados dos ataques nas redes sociais feitos por apoiadores de Flávio e de Eduardo Bolsonaro. Diante do pedido de um “mea culpa”, a ex-primeira-dama reagiu mal e chegou a ameaçar deixar o PL.

Ao sair da reunião, na terça-feira (30), Michelle anunciou a saída da presidência do PL Mulher, mas não citou Flávio nem pediu desculpas. No comunicado publicado nas redes, ela afirmou que a decisão estava ligada ao “momento em que estamos vivendo em nossa família” e disse que deixaria o cargo para se dedicar “integralmente” aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha mais nova, Laura.

Na nota, Michelle listou ações de sua gestão no PL Mulher e agradeceu nominalmente a Valdemar pela autonomia e pela nomeação ao cargo, feita em março de 2023. Também fez um aceno à vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), pivô da crise com Flávio após o apoio dele e de outros filhos de Bolsonaro à campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará.

Valdemar, por sua vez, divulgou nota afirmando que Michelle vive “um momento difícil”. O dirigente admitiu “divergências” e “indignações” dentro do PL, mas defendeu que a decisão da ex-primeira-dama fosse respeitada.

De acordo com informações do Globo, Michelle foi convencida a não se desfiliar do partido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aliadas próximas da ex-primeira-dama. As duas se reuniram com ela no Palácio do Buriti durante o auge da crise.

Na conversa com Valdemar, Michelle também sinalizou que poderia desistir de disputar o Senado pelo Distrito Federal em outubro, informação confirmada depois pelo presidente do PL em entrevista à Rádio Gaúcha. No entorno da ex-primeira-dama, porém, a avaliação é que essa hipótese está descartada. Ainda assim, ela não deve se empenhar na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Caso mantenha a candidatura ao Senado, Michelle deve concorrer na chapa de Celina Leão, que tentará a reeleição ao governo do Distrito Federal. A saída do PL Mulher, porém, é vista como um revés para a pré-campanha de Flávio, que tenta reduzir resistências entre eleitoras conservadoras e evangélicas.

A relação entre Michelle e Valdemar, até então pública e cordial, também sofreu desgaste. O presidente do PL estava em Miami, nos Estados Unidos, para acompanhar a partida entre Brasil e Escócia na Copa do Mundo de 2026 quando Michelle publicou o vídeo de 27 minutos no Instagram acusando Flávio de “apunhalá-la” e “maltratá-la”.

Valdemar antecipou a volta ao Brasil, classificou a briga como “muito séria” e admitiu que, sem Michelle, a eleição de Flávio seria “muito difícil”. O dirigente já havia defendido, em diferentes momentos, uma candidatura presidencial da ex-primeira-dama e chegou a chamá-la de “fenômeno” político.

Foi Valdemar quem indicou Michelle para presidir o PL Mulher em 2023 e garantiu a ela remuneração mensal de R$ 46 mil, a mesma paga a Jair Bolsonaro. O histórico de proximidade, no entanto, não foi suficiente para evitar o clima de ruptura após o pedido para que ela assumisse publicamente culpa pela crise, segundo o DCM.


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Política

Pacto de Sangue

Michelle Bolsonaro, feminista? Tá de sacanagem né!

Mulher nenhuma, casada com Bolsonaro, pode ser considerada sequer sabor feminista.

O que está em jogo é sua suposta herança política, na mesma medida em que é rejeitada pelas bestas do apocalipse fascista, Flavio, Carluxo e Eduardo, que aprenderam desde cedo com o próprio pai que mulher não é parente, não tem o sangue do varão da família, tanto que as ex-mulheres de Bolsonaro sempre viveram do resto da xepa que lhes sobrava para servir de flecha para o arco de provedor.

Com Michelle, não é diferente, o que a moça quer é fazer parte da comnidade com o sobrenome Bolsonaro, mas não da forma com que ela faz parte.

Nas suas atualizações, pelo tanto que participou das patifarias do marido, mesmo que nao tenha o sangue do próprio, quer dividir o poder que sobrou de Bolsonaro com os três filhos, já que o quarto filho, o mais abestalhado deles, Jair Renan, entra nesse pacto como coadjuvante, o jogo mesmo é jogado entre os três irmãos desde que Bolsonaro projetou disputar a cadeira presidencial em 2018.

Não vamos nos estender nas histórias podres que os três protagonizaram para colocar o pai no topo do poder. Ninguém precisa tapar o nariz.

A questão é, ninguém conhecia Michelle antes de se tornar primeira-dama, esse é o gatilho que bloqueia sua entada no rachide do chamado pacto de sangue.

Por isso, Michelle recebeu um solene e simbólico NÃO para compor a chapa de Flavio para a Presidência da República.

Não aceitaram a troca de fuidos porque não querem se misturar com ela através da pele e não do sangue.

Ou seja, não há na cabeça dos Irmãos Metralha selo de lealdade fora de um histórico sanguíneo.

Em outras palavras, um pacto incluindo Michelle, seria na prática, pura ficção, porque, para eles, o risco grave de transmissão da doença da traição, seria iminente.

Esse é o pano de fundo da mini-série brasileira que narra a guerra de excrementos dentro da família Bolsonaro, onde as particularidades sanguíneas é que dão as cartas.

Coisa de submundo ou romance gótico pela perspectiva sombria que as tramas, de lado a lado, estão operando.

Para o clã, não há juramento de lealdade possível sem que haja um pacto do mesmo sangue. E Michelle não foi contemplada com tal DNA.

Trocando em miúdos, esqueça o papo de PL Mulhr ou coisa que o valha. E não se esqueça que Michelle e Eduardo, segundo Mauro Cid, comandaram juntos o núcleo mais duro, mais radical, mais sanguinário da tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023.

Mas como disse um filósofo da Grecia Antiga, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outrqa coisa.


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Política

PF é acionada após reportagens sobre mansão ligada a Flávio Bolsonaro

Deputado Lindbergh Farias pede apuração sobre imóvel de R$ 14,5 milhões financiado pelo BRB e utilizado em articulações políticas do senador

As reportagens do ICL Notícias assinadas por Juliana Dal Piva, Alice Maciel e Heloisa Villela sobre a compra de uma mansão de R$ 14,5 milhões pelo coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a utilização do imóvel pelo senador em reuniões políticas motivaram uma representação apresentada à Polícia Federal (PF) pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).

O parlamentar pede a abertura de investigação sobre a origem dos recursos, as condições do financiamento concedido pelo Banco de Brasília (BRB) e o uso político do imóvel localizado no Lago Sul, em Brasília.

A notícia de fato encaminhada ao diretor-geral da Polícia Federal cita expressamente as reportagens que revelaram tanto a aquisição da mansão por José Vicente Santini, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, quanto a utilização do imóvel pelo senador para reuniões e articulações políticas.

Segundo a representação, o imóvel foi adquirido por R$ 14,5 milhões, mediante pagamento de R$ 4 milhões de entrada e financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo BRB. O banco público do Distrito Federal também financiou a compra da mansão do próprio Flávio Bolsonaro em Brasília.

Lindbergh pede que a Polícia Federal apure a origem dos recursos empregados na compra, a capacidade financeira dos compradores, a regularidade da operação de crédito e a eventual existência de benefício político ou eleitoral decorrente do uso do imóvel.

Reuniões da pré-campanha
O documento destaca que a residência passou a ser utilizada por Flávio Bolsonaro em reuniões e articulações de sua pré-campanha presidencial.

De acordo com a notícia de fato, as parcelas iniciais do financiamento seriam de aproximadamente R$ 128 mil mensais, valor que pressuporia renda estimada em cerca de R$ 429 mil por mês. O deputado afirma que esses números precisam ser confrontados com a renda efetivamente declarada, os vínculos profissionais e a capacidade econômica de José Vicente Santini.

“A pergunta investigativa é simples: quem pagou, com que dinheiro, por qual caminho financeiro e em benefício de quem?”, afirma Lindbergh na representação. Segundo o parlamentar, é necessário esclarecer se a mansão utilizada nas articulações políticas de Flávio Bolsonaro foi custeada exclusivamente com recursos próprios de Santini ou se houve participação de terceiros.

A peça também pede que a Polícia Federal investigue eventual conexão entre a operação imobiliária, o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento sustenta que o contexto das investigações da Operação Compliance Zero e a participação do BRB em operações relacionadas ao caso justificam a ampliação das apurações.

Entre as medidas solicitadas estão a requisição dos contratos de financiamento, análises de crédito, documentos cartorários, informações sobre a origem dos R$ 4 milhões utilizados na entrada do imóvel, além da eventual produção de relatórios de inteligência financeira e da apuração da utilização política da residência.

*ICL


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Pesquisa

Flavio Bolsonaro na areia movediça

Se havia alguma dúvida sobre se a lama ética em que Flávio Bolsonaro afundou nos últimos meses chegaria às pesquisas, a nova AtlasIntel/Bloomberg de junho responde. No primeiro turno, Lula abriu quase 11 pontos de vantagem sobre o senador.

O Brasil tem 158 milhões de eleitores aptos, número consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 7 de maio deste ano. Os 10,9 pontos que separam os dois no cenário estimulado equivalem a cerca de 17 milhões de eleitores.

Lula se mantém estável, com 47,2%, algo como 74,6 milhões de votos em potencial. Flávio Bolsonaro caiu para 36,3%, o equivalente a cerca de 57,4 milhões, e segue perdendo terreno a cada rodada do instituto.

Entre os demais nomes, o único que dá algum sinal de vida é Renan Santos, e apenas o consegue justamente porque bate duramente em Flávio. Romeu Zema e Ronaldo Caiado seguem subservientes e tímidos diante do bolsonarismo, evitam qualquer crítica mais firme e, por isso, continuam fora do jogo, numa posição francamente humilhante.

O quadro não melhora quando se troca o adversário. Se a candidata fosse Michelle Bolsonaro, Lula manteria os mesmos 47,1% e ela ficaria em 19,3%, uma diferença de quase 30 pontos.

No segundo turno, o movimento é ainda mais nítido: Lula sobe e Flávio despenca. O presidente chegou a 48,8%, crescendo cerca de um ponto por mês na série da Atlas, enquanto o senador perdeu seis pontos e caiu para 42,3%.

A pesquisa também desmonta a lenda de que, sem Lula, acaba o PT e acaba a esquerda. Fernando Haddad aparece forte, com 39,7% no primeiro turno, já à frente de Flávio.

E no segundo turno tanto Haddad quanto Geraldo Alckmin derrotam o senador. É a prova de que existe no país um eleitorado progressista que não depende de um único nome: ele vota no candidato mais à esquerda que estiver na mesa.

Em todos os cenários de segundo turno, Lula vence. O dado importa porque, se houvesse um adversário capaz de desempenhar melhor que Flávio, esse nome poderia vender ao eleitorado o velho argumento de que só ele ganharia no segundo turno.

Mas 2018 já mostrou que esse raciocínio é furado. Quem não vai bem no primeiro turno não tem como bater no peito e prometer grandeza no segundo.

O que a AtlasIntel consolida, no fim, é o esvaziamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, que ainda precisa lidar com uma crise misógina deflagrada dentro da própria campanha. Sua madrasta, Michelle Bolsonaro, veio a público dizer que foi desrespeitada e humilhada pelo enteado na queda de braço pela montagem da chapa no Ceará.

No mesmo momento, os escândalos ligados a Daniel Vorcaro, do Banco Master, seguem fermentando sem explicação. E, em vez de fazer autocrítica, a ala mais barulhenta do bolsonarismo escolheu culpar as próprias eleitoras, diz O Cafezinho.

Foi o que fez Paulo Figueiredo, neto do último ditador e uma das pontes da família com o trumpismo, ao dizer que as mulheres votam estatisticamente muito mal, sobretudo as solteiras, porque as casadas acompanhariam o voto do marido. A frase vai ecoar pelo resto da campanha, porque expõe a visão de mundo de quem prefere responsabilizar metade do eleitorado a rever o próprio programa e o próprio jeito de fazer política.


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Pesquisa

Atlas/Intel: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro e de outros nomes da direita em cenários eleitorais para 2026

O presidente Lula (PT) aparece com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno, abrindo vantagem de 6,5 pontos percentuais, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º).

De acordo com o levantamento, 8,9% dos eleitores afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda estão indecisos nesse cenário. A pesquisa também testou outros cinco possíveis confrontos de segundo turno envolvendo Lula e pré-candidatos da direita.

Na simulação contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 48% das intenções de voto, enquanto Caiado aparece com 39%. Nesse cenário, brancos, nulos e indecisos somam 13,1%.

Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente marca 48,2%, ante 38,5% do adversário. O percentual de eleitores que não escolheram nenhum dos dois nomes ou permanecem indecisos chega a 13,3%.

A maior vantagem de Lula nas simulações ocorre contra Renan Santos, do Missão. Nesse confronto, o presidente alcança 49,2%, enquanto Renan aparece com 28,9%. A parcela de brancos, nulos e indecisos é a mais alta entre os cenários avaliados: 21,9%.

O levantamento também mediu o desempenho da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em uma eventual disputa contra ela, Lula teria 48,7% das intenções de voto, contra 38,9% de Michelle. Brancos, nulos e indecisos somam 12,4%.

Em outro cenário testado, Lula aparece numericamente à frente de Jair Bolsonaro (PL) – que está preso e inelegível -, com 48,6%, contra 43,1%. Nesse caso, 8,3% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda não sabem em quem votariam.

A AtlasIntel informou que não considera o mês de maio de 2026 em sua série histórica. A legitimidade do levantamento foi questionada na Justiça pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro. A análise do caso foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o instituto aguarda decisão sobre o tema.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no TSE sob o protocolo BR-04582/2026. 247.


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Política

Racha no bueiro: Michelle deixa comando do PL Mulher após crise com Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama comunicou a decisão a Valdemar Costa Neto e afirmou que pretende se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que deixará a presidência do PL Mulher. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (30), poucos dias após o desgaste público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Michelle ocupava o comando do segmento feminino do partido desde o início de 2023. Segundo interlocutores, ela afirmou a Valdemar que pretende se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha.

O anúncio ocorre depois de um conflito que expôs divergências dentro da família Bolsonaro. Na semana passada, Michelle publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter recebido uma “punhalada” no ano passado e fez críticas ao relacionamento com Flávio Bolsonaro.

Após a repercussão do vídeo, o senador adotou um tom conciliador e pediu desculpas à ex-primeira-dama, numa tentativa de reduzir o desgaste provocado pelo episódio.

Em comunicado divulgado após a reunião com Valdemar Costa Neto, Michelle explicou os motivos da decisão.

“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados para com o meu marido e minha filha.”

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Racha no clã
Na semana passada, a ex-primeira-dama publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa sobre os rumos do PL.

Segundo Michelle, Flávio teria dito que ela deveria ficar fora das decisões do partido por não entender de política. Ela afirmou ainda que interpretou a fala como um sinal de que seu apoio à pré-candidatura do senador não era desejado. Após a repercussão do episódio, Flávio pediu desculpas e tentou adotar um discurso de conciliação.

O estopim do conflito foi a disputa por espaço político no Ceará. Michelle criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes (PSDB) e defendeu o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo), além de reivindicar uma candidatura ao Senado para a vereadora Priscila Costa (PL), sua aliada. A posição desagradou Flávio e outros filhos de Jair Bolsonaro, que saíram em defesa da estratégia adotada pelo partido no estado.

*ICL


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