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Presidente da Ucrânia solicita encontro a sós com Lula na reunião do G7

Tales Faria*

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pretende manter um encontro a sós com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a reunião do G7 em Hiroshima (Japão).

O correspondente da CNN na Inglaterra, Américo Martins, revelou que Zelensky enviou ao Itamaraty um pedido de encontro. Extraoficialmente o pedido foi confirmado à coluna por integrantes da diplomacia brasileira. No entanto, ainda não foi divulgada a resposta de Lula.

A reunião dos países do G7 começa nesta sexta-feira, 19, e tem como convidados tanto o presidente do Brasil como o da Índia, Narendra Modi, a quem Zelensky também quer convencer a apoiá-lo no conflito contra a Rússia.

Brasil e Índia têm mantido uma posição neutralidade em defesa do cessar fogo. Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia (UE), que integram o G7, anunciaram na manhã desta sexta-feira, 19, no Japão, que adotarão novas sanções de contra a Rússia por conta da invasão da Ucrânia.

Lula já condenou publicamente a invasão, mas tem insistido na necessidade de a Ucrânia e os países da Otan (União do Tratado do Atlântico Norte) aceitarem abrir negociações de paz com o presidente russo, Vladimir Putin.

A expectativa é de que os presidentes do Brasil e da Índia sofram fortes pressões dos países do G7 para um maior alinhamento contra a Rússia. A presença de Zelensky em Hiroshima é vista como mais um ingrediente nessa estratégia de pressão sobre os dois países.

*Uol

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Bolsonaro tenta marcar encontro com Biden, que ignora

O presidente Jair Bolsonaro (PL) manobra para tentar ser recebido, antes do fim de seu mandato, em um encontro formal com o presidente norte-americano Joe Biden. Funcionários do alto escalão do Executivo, em Brasília, revelaram à coluna que a esperança do Palácio do Planalto é que o encontro ocorra durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, no dia 9 de junho.

Segundo essas fontes, uma consulta por parte do Brasil foi feita de maneira informal há cerca de um mês. Mas, até agora, a Casa Branca se mantém em silêncio, deixando o Executivo apreensivo.

Procurado pela reportagem, o governo americano não deu uma resposta. Já o Itamaraty insiste em “negar” que um pedido tenha ocorrido. “A ida do Presidente da República à Cúpula das Américas não está confirmada”, disse a chancelaria. “O Ministério das Relações Exteriores aguarda os resultados de missão precursora para fazer a recomendação adequada.”

Mas, dentro da própria chancelaria, duas fontes diplomáticas confirmam que o governo já expressou aos americanos a intenção de Bolsonaro de ser recebido por Biden. Um pedido formal e por escrito, porém, não foi feito, justamente para evitar um constrangimento.

Do lado americano, houve um esforço nos últimos meses para que uma aproximação pudesse ocorrer e que, em Los Angeles, a relação estivesse mais madura. Biden chegou a receber o embaixador brasileiro Nestor Foster Jr. no Salão Oval, enquanto uma missão viajou até o Brasil para lidar com os aspectos de longo prazo e estratégicos da relação bilateral.

Mas a Casa Branca recebeu os novos ataques de Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal e contra o sistema eleitoral como um sinal de alerta, hesitando em manter o caminho da reaproximação.

Biden vê com preocupação um possível caminho de uma ruptura institucional. Não foi a primeira vez que o alerta foi dado. O tema chegou a ser alvo de uma advertência por parte do chefe da CIA, William Burns, quando esteve em Brasília no ano passado. O recado era claro: se houver um golpe, a Casa Branca não hesitará em condená-lo e isolar o Brasil no cenário internacional.

Ativo na diplomacia internacional, Biden jamais aceitou um contato com Bolsonaro. Ligou para líderes em diversas partes do mundo. Mas deixou o brasileiro de fora de sua agenda de contatos.

No ano passado, Biden ainda deixou a sala durante um encontro virtual entre líderes, justamente no momento em que Bolsonaro faria seu discurso.

Se os chefes da diplomacia dos dois países se falam com frequência, o presidente brasileiro ficou de fora da lista dos convidados do G7. Ainda no início do mandato, ao ser questionado se iria telefonar para Bolsonaro, Biden soltou uma risada.

Em Washington, não foi esquecido o fato de Bolsonaro ter questionado a lisura das eleições americanas —repetindo as mentiras de Donald Trump—, além de não ter condenado sem reservas a invasão do Capitólio e de ter sido um dos últimos líderes mundiais a reconhecer a vitória de Biden.

Meses depois da eleição, o brasileiro ensaiou uma tentativa de reaproximação e, em diferentes momentos, pediu para falar com o americano. Sempre sem êxito. No governo, o gesto de procurar Vladimir Putin é considerado como uma reação ao isolamento que o brasileiro sofreu por parte das principais lideranças ocidentais, inclusive por Biden.

Mas, mesmo dentro do Itamaraty, existe uma percepção de que o americano poderá ceder, inclusive para garantir o êxito da Cúpula das Américas. Questionado por suas decisões de política externa e com sua popularidade em baixa, o mandatário americano não pode errar com os vizinhos.

Mas a relação vive um momento de atritos. O governo brasileiro está sendo alvo de uma intensa pressão por parte de potências ocidentais para que modifique sua postura em relação à guerra na Ucrânia e sua insistência em se abster em votações para excluir a Rússia de organismos internacionais.

A coluna apurou que diplomatas americanos e britânicos têm liderado a ofensiva, na esperança de ver o Brasil aderir ao bloco ocidental que tenta conseguir um isolamento completo de Vladimir Putin na cena internacional.

Se, em vários países pelo mundo, a pressão das grandes potências vem atrelada a uma ameaça de corte de apoio a certos programas de desenvolvimento, o cenário não tem se repetido no Brasil. No caso do país, porém, negociadores revelam que o que fica subentendido é que, sem uma mudança na postura do governo Bolsonaro, uma sonhada adesão à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) não prosperaria.

Jamil Chade/Uol

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Vídeo: Poucos dias depois de Bolsonaro ser enxovalhado pela terceira vez pelo G7, Lula é capa da Time

A mídia brasileira tomou uma paulada daquelas com sua insistência de colocar Lula e Bolsonaro no mesmo patamar. A capa e a entrevista de Lula, deixa clara a diferença entre Lula, um estadista respeitado pelo mundo, e Bolsonaro um pária para o mundo.

Assista:

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Bolsonaro, mais uma vez, faz o Brasil ser excluído do G7

Por culpa de Bolsonaro, o Brasil é excluído da reunião do G7, isolando o país cada vez mais das maiores economias globais.

Para Bolsonaro e bolsonaristas, a culpa e dos globalistas, dos illuminatis, da mula sem cabeça e do Saci Pererê, porque Bolsonaro não faz nada de errado, aliás, Bolsonaro não faz nada de nada, já que não tem um feito em três anos e meio de governo.

E assim caminha essa trágica gestão que empurra o país a uma bancarrota inédita, com inflação, recessão, desemprego em massa e informalidade generalizada, a maior da história.

Fica mais esse capítulo para o pária mundial.

Que os brasileiros tenham sabedoria para expurgar esse furúnculo, porque ninguém aguenta mais.

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Tóxico, contagioso, Bolsonaro fica fora da reunião emergencial de chefes de Estados convocada por Boris Johnson

Boris Johnson quer aproveitar o encontro, que também contará com a presença de Austrália, Índia e Coreia do Sul como países convidados, para intensificar a cooperação entre as nações democráticas e tecnologicamente avançadas do mundo.

Os líderes das sete principais nações industrializadas do mundo (G7) se reunirão entre 11 e 13 de junho de 2021 na Cornualha, no Reino Unido, para abordar desafios comuns, como a crise da COVID-19 e as mudanças climáticas.

O governo do Reino Unido informou em um comunicado divulgado neste domingo (17) que “o primeiro-ministro [Boris Johnson] usará a primeira cúpula presencial do G7 em quase dois anos para pedir aos líderes que aproveitem a oportunidade de reconstruir um mundo melhor após o coronavírus, unindo-se para tornar o futuro mais justo, verde e próspero.”

Segundo a nota, Johnson quer aproveitar o encontro, que também contará com a presença de Austrália, Índia e Coreia do Sul como países convidados, para intensificar a cooperação entre as nações democráticas e tecnologicamente avançadas do mundo.

“Como o grupo mais proeminente de países democráticos, o G7 é, há muito tempo, o catalisador para uma ação internacional decisiva para lidar com os maiores desafios que enfrentamos”, disse o primeiro-ministro, citado no comunicado.

O Reino Unido tem o orgulho de receber a presidência do G7 este ano dos EUA. Siga-nos para notícias e atualizações ao longo de nosso ano.

O G7 é formado por Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e União Europeia (UE).

Além da presidência do G7, o Reino Unido, que deixou formalmente a UE em 31 de dezembro de 2020 como parte do Brexit, assumirá em fevereiro a presidência temporária do Conselho de Segurança da ONU e sediará, ainda este ano, a conferência do clima da ONU, a COP26, e uma conferência global sobre educação, cujo objetivo é levar as crianças do mundo em desenvolvimento para a escola.

*Com informações do 247

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Bolsonaro repete os ditadores Melgarejo e Galtieri e ameaça enfrentar a França e o G7. É guerra?

Bolsonaro, o filho Eduardo e o general Villas Boas, ex-comandante do Exército, resolveram falar grosso com o presidente francês e com os líderes do G7 em nome da “soberania” brasileira. Parece um decalque dos ditadores Mariano Melgarejo, boliviano, e Leopoldo Galtieri, argentino – este o grande comandante da Guerra das Malvinas.

Quando li as fanfarronices de Bolsonaro, insultando o presidente da França, Emmanuel Macron, e desafiando o G7 – ou seja, peitando as sete nações mais poderosas do mundo – lembrei-me de um inesquecível, patético personagem da história boliviana.

Mariano Melgarejo

Refiro-me ao general Mariano Melgarejo, ditador da Bolívia em meados do século dezenove, que costumava decapitar pessoalmente seus adversários políticos. Com o país mergulhado em profunda crise econômica e social, Melgarejo decidiu distrair a atenção dos bolivianos declarando guerra à Inglaterra. Como primeiro – e único – ato do estado de guerra, Melgarejo expulsou o embaixador inglês, obrigando-o a deixar a Bolívia montado de costas sobre o lombo de um burro. Indignada com a ousadia, a rainha Vitória rompeu relações com a Bolívia e mandou apagar o país de todos os mapas-múndi impressos na Inglaterra – peças que se tornaram objeto da cobiça de colecionadores de raridades.

Ao contar a um amigo, historiador de mão cheia, a comparação entre Bolsonaro e Melgarejo, ele me corrigiu:

– Nada disso. Ao desafiar a França e o G7, Bolsonaro lembra mais o general argentino Leopoldo Galtieri, ditador que no começo doa anos 80 declarou guerra à mesma Inglaterra, desta vez para recuperar as Ilhas Malvinas.

Bingo! Em abril de 1982 o general Galtieri (que dera um golpe no general Eduardo Viola, que dera um golpe no general Jorge Videla, que dera um golpe em Isabelita Perón) governava uma Argentina quebrada e com as ruas tomadas por massas de trabalhadores famintos que destruíam ônibus, incendiavam veículos oficiais e saqueavam supermercados.

Acuado, Galtieri teve um verdadeiro estalo de padre Vieira. Decidiu dirigir o ódio popular para um sentimento muito caro aos argentinos: o nacionalismo. Foi então que em abril de 1982 Leopoldo Galtieri – que além de fascista era, como Melgarejo, dado a porres oceânicos – declarou guerra à Inglaterra, a pretexto de recuperar o arquipélago das Malvinas, território argentino ocupado pelo Reino Unido desde 1833.

Deu no que deu. Apoiada por Ronald Reagan, a premiê britânica Margareth Tatcher pulverizou as tropas argentinas que haviam ocupado as Malvinas (ou Falklands, para os ingleses). Em menos de dois meses as Malvinas foram retomadas pela Inglaterra, deixando para trás cerca de 700 soldados argentinos mortos e milhares de prisioneiros. Em junho a guerra acabou e o general Leopoldo Galtieri foi derrubado.

As últimas reações de Bolsonaro, de seus filhos e do general Villas Boas, ex-comandante do Exército, indicam que eles podem estar querendo atiçar o sentimento nacionalista dos brasileiros para esquecermos dos gravíssimos problemas que assaltam o Brasil.

Como declarou muito apropriadamente o ex-chanceler Celso Amorim, colunista do Nocaute, “a preservação da Amazônia é um objetivo global e uma responsabilidade nacional. Não há incompatibilidade entre a preservação do meio ambiente e a defesa da soberania.”

Espera-se que Bolsonaro e o general Villas Boas – nacionalistas de araque, que estão entregando as riquezas brasileiras ao capital privado – conheçam um pouco da história da Bolívia e da Argentina e não cometam a asneira de inventar uma guerra contra França. O destino deles será, fatalmente, o mesmo de Melgarejo e Galtieri.

 

*Com informações do Nocaute

 

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Parlamento brasileiro reage às loucuras de Bolsonaro na questão ambiental

Por conta da grave crise no país com aumento do desmatamento e queimadas na região amazônica, o tema ambiental ocupou a centralidade nos debates no Congresso Nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), peticionou no STF um pedido para que parte dos R$ 2,5 bilhões depositados pela Petrobrás em conta vinculada à Justiça Federal seja destinado para combater queimadas na região. Ele também anunciou que a Casa vai criar uma comissão externa para acompanhar as queimadas.

Enquanto isso, Bolsonaro faz chacota da situação. Num tom irônico, perguntou a jornalistas, nesta sexta-feira (23), se é verdade que o presidente da Câmara vai dar R$ 2 bilhões do fundo público de campanha para ajudar a combater incêndios na Amazônia.

O mesmo fez após a Noruega anunciar, depois da Alemanha, a suspensão dos recursos doados ao Fundo Amazônia: “A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós. Pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”.

Esse tipo de comportamento de Bolsonaro abriu uma crise de proporções mundiais. O governo francês acusa o presidente brasileiro de mentir ao assumir compromissos em defesa do ambiente na cúpula do G20.

A Irlanda também afirmou que vai bloquear a implantação do pacto caso o governo brasileiro não atue para combater os incêndios em curso na Amazônia.

Os países mais ricos do mundo terão uma reunião de urgência do G7 para tratar das chamas que consomem a região.

Na Finlândia, o ministro da Economia, Mika Lintila, sugeriu que a União Europeia considerasse urgentemente a possibilidade de banir importações de carne bovina do Brasil.

Nesta sexta-feira (23), Bolsonaro será alvo de manifestações a favor da Amazônia em nove cidade da Europa e Ásia. No Brasil, vários estados já marcaram atos no mesmo sentido.

Parlamentares avaliam situação

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) lembrou que os líderes do G7 estão tratando o problema como “crise internacional”. “É isso que mais dói! Vê aqueles que defendem a internacionalização da Amazônia, preocupados com o patrimônio dos brasileiros que Brasil não cuida”, diz.

Com base no levantamento Ibope/Avaaz apontando que 96% dos mil entrevistados defendem mais medidas de fiscalização contra desmate ilegal, a líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou que chegou a hora de Bolsonaro “tomar vergonha na cara” e escutar a população.

“Pronto, BolsoNero conseguiu chamar atenção: Vai terminar de destruir a imagem do país no exterior e acabar com nossas exportações. Pelo menos vai te sobrar pasto, presidente”, ironizou o deputado Orlando Silva (PCdoB-RJ).

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que o governo não tem compromisso com o meio ambiente. “Enfraquece órgãos de fiscalização, flexibiliza leis que permitem a exploração de reservas naturais e ainda despreza o Fundo Amazônia, com mais de 288 milhões que eram destinados pela Alemanha e Noruega para preservação da Amazônia”, lembrou.

O líder da oposição na Câmara, o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) começou a coletar assinaturas para instaurar uma CPI que investigue as causas das queimadas e exponha o diagnóstico de devastação da floresta.

“96% da população brasileira quer que o governo aumente a fiscalização para evitar o desmatamento. É o que queremos também! Vamos às ruas em todo o Brasil! A Amazônia é de todos nós!”, disse o líder.

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) lembrou que a Amazônia corre perigo com Bolsonaro no poder. “Vamos às ruas defender a Amazônia! Basta de crimes ambientais de Bolsonaro e Ricardo Salles”, convocou.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) mandou um recado aos apoiadores de Bolsonaro: “Espero que o agronegócio, que apoiou Bolsonaro, acorde para o fato de que deu um tiro no pé ao cair no seu discurso odioso contra o meio ambiente. Nenhum país do mundo vai querer comprar soja e gado tisnados pela fuligem e sangue de milhares de árvores e animais queimados aqui”.

 

*Com informações do Vermelho