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Política

Com Lula, o Ibovespa praticamente dobrou em relação ao fim do governo Bolsonaro

Bolsonaro saiu do governo com o Ibovespa na casa de 110, com Lula, aproxima-se de 200 mil pontos

Quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República, em 31 de dezembro de 2022, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrava o ano na casa dos 110 mil pontos (exatamente 109.735 pontos no último pregão).

Quase quatro anos depois, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o indicador se aproxima da marca histórica dos 200 mil pontos. Em abril de 2026, o Ibovespa já superou os 197 mil pontos em alguns pregões e tem renovado recordes com frequência, refletindo um forte rali acumulado ao longo do mandato.

Essa valorização de quase 80% no período representa uma das maiores altas da bolsa brasileira em um intervalo tão curto. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: recuperação econômica pós-pandemia, entrada de capital estrangeiro, alta de commodities (especialmente minério de ferro e petróleo), cortes na taxa Selic e otimismo com o cenário fiscal e político em determinados momentos.

No fim do governo Bolsonaro, o Ibovespa acumulou ganho de cerca de 25% em quatro anos, saindo de aproximadamente 88 mil pontos em 2018. Já no atual governo, o índice saiu dos 110 mil e caminha para dobrar de patamar, mesmo em meio a momentos de volatilidade causados por debates fiscais, inflação e incertezas eleitorais para 2026.

Essa trajetória reforça o papel da bolsa como termômetro das expectativas do mercado sobre a economia brasileira. Seja qual for a interpretação política, o dado objetivo é claro: o Ibovespa vive, atualmente, um dos períodos mais positivos de sua história recente.


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Economia Política

Brasil tem o melhor resultado da Bolsa no mundo em 2026

Melhor bolsa do mundo em 2026

Imaginem a cara de cool dos Nostradamus do caos, que preciam o sinal dos tempos da economia brasileira no terceiro mandato de Lula.

A opinião dessa gente sobre economia, não vale um traque.

Ibovespa subiu forte com um torque do motor da economia brasileira, consequentemente o dólar desabou.

O nome disso é fluxo gringo, que acaba desaguando em invetimento estrangeiro pesado para a compra de ações brasileiras que estão em alta e o reflexo no dólar, diante de uma farta oferta de dólar, cai do pé como fruta madura.

Minério, petróleo e soja, subindo, ajudam as empresas que pesam 30 % do Ibovespa, catapultando a Bolsa junto.

Responsabilidade fiscal, reforma aprovada e risco plítico zero fazem o gringo apostar no real, valorizando a Bolsa.

Se o IPCA vem baixo, o Banco Central tem espaço para cortar a Selic e, como se sabe, juros menores é igual a Bolsa maior, mais atrativa. O dólar fica menos atrativo e real mais valorizado.

Moral da história em números concretos:

Ibovespa

Fechamento: 198.199 pontos

Variação do dia: + 1,52% em relação ao dia anterior.

Isso significa que a Bolsa bateu mais um recorde, renovando o de ontem, que foi a 195.129,25.

Detalhe fulminante no ano: Melhor bolsa do mundo em 2026, subindo 31,12% em dólar.

Para sapecar ainda mais o galeto, o fechamento do dólar foi de R$ 5,06, menor nível em dois anos,

Detalhe, só no mês de abril, o Ibovespa subiu 6,7%

Os pessimildos, contratados pela mídia para prever o caos econômico do terceiro governo Lula, sifu!


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Economia

Ibovespa bate novo recorde e fecha acima dos 191 mil pontos pela 1ª vez

O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista também fez o dólar recuar para R$ 5,1556, o menor valor desde 28 de maio de 2024

Reuters – O Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira, renovando recordes e encerrando acima dos 191 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado mais uma vez pelas blue chips, que têm sido embaladas neste começo de ano pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,4%, a 191.490,40 pontos, novo topo de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 191.780,77 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 188.854,45 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$32,98 bilhões.

Estrategistas do JPMorgan destacaram que o primeiro mês do ano costuma ser um período de forte entrada de capital externo, mas nada comparável ao que se observou no mês passado e ao que continua entrando. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo de estrangeiros na bolsa em 2026 alcançava cerca de R$35,6 bilhões.

No curto prazo, citou o analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o que se imagina é que o mercado deve seguir nessa tendência de alta, principalmente pela entrada de investimento estrangeiro.

Operadores também têm citado alguns movimentos de zeragem de posições vendidas, na esteira do rali recente. No ano, o Ibovespa já acumula uma valorização de 18,85%.

A retomada do fôlego na B3 também teve como pano de fundo um clima mais tranquilo em praças acionárias no exterior, embora incertezas sobre a política comercial do presidente Donald Trump permaneçam, assim como agentes seguem avaliando os potenciais efeitos econômicos da inteligência artificial (IA).

O europeu STOXX 600 fechou com um acréscimo de 0,23%, enquanto o norte-americano S&P 500 avançou 0,77%.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN subiu 2,54%, renovando máximas históricas e ampliando a alta no ano para mais de 28%. Nem a piora dos preços do petróleo na sessão minou o apetite. O barril sob o contrato Brent encerrou em queda de 1%. PETROBRAS ON avançou 2,28%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,52%, após forte correção negativa na véspera e alguma titubeada nesta terça-feira, com bancos de modo geral firmando-se no azul à tarde. BRADESCO PN subiu 0,8%, BANCO DO BRASIL ON avançou 1,77% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou em alta de 3,41%, tendo no radar Investor Day do controlador, o espanhol Santander, na quarta-feira.

– VALE ON subiu 0,39%, no quarto pregão seguido de alta, mesmo com uma retomada negativa do mercado na China. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian recuou 1,79% na volta de feriado prolongado, mas o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura sustentou sinal positivo.

– GERDAU PN recuou 2,22%, após resultado do quarto trimestre, que mostrou fraqueza na operação brasileira e um desempenho mais robusto na América do Norte. O grupo siderúrgico vê manutenção das margens no primeiro trimestre na operação no Brasil, mas avanço nessa linha na América do Norte. Também afirmou que está sempre avaliando ativos.

– MINERVA ON caiu 4,43%, tendo no radar relatório de analistas da XP, que cortaram a recomendação das ações para neutra e o preço-alvo de R$8,40 para R$7,20, avaliando que a relação risco versus retorno já não é tão atrativa. Analistas do JPMorgan também reiteraram recomendação neutra para os papéis, citando um cenário doméstico desafiador para a companhia.

– IRB(RE) ON saltou 7,26%, para uma máxima desde agosto de 2022. Neste ano, os papéis do ressegurador já acumulam uma alta de quase 20%.

– TECNISA ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 12,75%, após a construtora divulgar oferta do Grupo BTG Pactual por uma participação na Windsor, que desenvolve o empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes, na cidade de São Paulo. A proposta vinculante do BTG envolve a compra de 26,09% da Windsor por R$260,9 milhões, a serem pagos à vista.


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Economia

Ibovespa renova recorde e supera 175 mil pontos com capital externo

O alívio nas tensões globais provocados por recuos do presidente Donald Trump voltaram a beneficiar o mercado financeiro. A bolsa de valores acumulou o terceiro recorde consecutivo e superou a marca de 175 mil pontos. O dólar fechou abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde novembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (22) aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. No melhor momento do pregão, às 12h39, chegou a subir 3,27% e a aproximar-se dos 178 mil pontos.

O avanço foi sustentado principalmente por ações de bancos, com grande peso no índice, em um movimento que reflete a realocação global de recursos em direção a mercados emergentes. O volume de negociações voltou a ser expressivo, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões em 2026.

Dados da B3 reforçam o papel do investidor estrangeiro na alta recente. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em quase R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.

Câmbio
No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a quinta vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A cotação operou em estabilidade durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima das mínimas do dia.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 11 de novembro, quando estava a R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,73%.

O cenário internacional sustentou o mercado financeiro nesta quinta. As bolsas globais reagiram positivamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 0,55%

*Agência Brasil


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Economia

Para desespero das línguas de trapo, Mirian Leitão e Armínio Fraga, Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 140 mil pontos pela primeira vez

É ouro!
Após os recordes desta segunda (19), máxima de fechamento e máxima histórica, o Ibovespa, oscilou durante o dia, mas na reta final deu um sprinter e voltou a subir forte batendo novos recordes, claro, para desespero dos “Nostradamus do desastre econômico brasileiro”

Para a infelicidade da Miriam, do Armínio e congêneres, a alta foi de 0,34%, aos 140.109,63 pontos, um ganho de 473,22 pontos.

É o maior patamar de fechamento da história, superando o fechamento de ontem.

Além disso, bateu a máxima histórica também, com 140.243,86 pontos, 40 pontos a mais do que a máxima anterior.

Tem que aturar!

Detalhe importante:
O Ibovespa, mais uma vez, não encontrou apoio em Wall Street.

Embora, ontem, os principais índices em Nova York tenham terminado no positivo, com leves altas, a Bolsa brasileira conseguiu outros suportes. Hoje, novamente não teve ajuda de lá.

Por lá, nos EUA, teve quedas robustas, com o S&P 500 encerrando uma sequência de seis vitórias seguidas.

“Eu diria que a maior consideração é o fato de que tivemos o tombo relacionado à introdução de tarifas, a recuperação furiosa associada à redução dessas implementações de tarifas e, agora, estamos aguardando esclarecimentos, pois muitas dessas negociações estão em andamento”, disse à CNBC Bill Northey, diretor de investimentos do U.S. Bank Wealth Management.

A economia norte-americana está em xeque e até o dólar, quem diria, enfrenta agora questionamentos sobre sua posição global.

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Economia

Efeito Lula: Ibovespa, pela primeira vez, passa de 139 mil e fecha no maior patamar da história

Recorde! O Ibovespa bateu mais dois recordes nesta terça-feira: fechou com alta de 1,76%, aos 138.963,11 pontos, um ganho de 2.399,93 pontos, no maior patamar de fechamento da história do índice.

Além disso, na máxima do dia, chegou também pela primeira vez a 139 mil, com 139.418,97 pontos, o maior nível de todos os tempos.

O maior patamar de fechamento anterior era 137.343,96 pontos, em 28 de agosto de 2024.

O céu é o limite? Ainda não se sabe, mas o avião do Ibovespa decolou da mesma forma que o real, que viu hoje o dólar comercial cair 1,34%, a R$ 5,609, com a mínima chegando a R$ 5,595.

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Ibovespa fecha acima de 133 mil pontos e bate recorde histórico; dólar tem menor cotação desde agosto

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou pela primeira vez acima de 133 mil pontos com a alta desta terça-feira (26) e bateu um novo recorde.

Ao longo da sessão, investidores repercutiram a divulgação do último Boletim Focus de 2023. A publicação mostrou, mais uma vez, redução nas expectativas para a inflação deste e do próximo ano. As projeções para o preço do dólar também caíram.

Nesta semana — a última do ano e com menor volume de negócios —, o mercado ainda aguarda algumas divulgações importantes, com destaque para dados de inflação e emprego no Brasil e da atividade econômica nos Estados Unidos.

No mesmo cenário, o dólar fechou em baixa e atingiu o menor patamar desde agosto.

O dólar caiu 0,79%, cotado a R$ 4,8220, no menor patamar desde 2 de agosto, quando fechou em R$ 4,8039.

Na última sexta-feira (22), a moeda americana fechou em baixa de 0,54%, vendida a R$4,8606.

Com o resultado de hoje, passou a acumular quedas de:

1,90% no mês;
8,64% no ano.

A semana começou com uma agenda econômica mais fraca, com destaque apenas para o tradicional Boletim Focus, relatório do Banco Central do Brasil (BC) que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores do país.

Na última edição do ano, as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do Brasil, voltaram a cair tanto para 2023 quanto para 2024.

Para este ano, as expectativas são de que o IPCA acumule 4,46% de alta. Com a baixa, a estimativa dos analistas para a inflação de 2023 se mantém abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) – a meta é de 3,25% e pode oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Já para o ano que vem, a estimativa de inflação caiu de 3,93% para 3,91% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Também houve redução nas projeções para o preço do dólar em 2023. Agora, os economistas acreditam que a moeda norte-americana deve encerrar o ano cotada a R$ 4,90.

A principal razão para essa queda nas projeções do dólar é a expectativa de que o Federal Reserve, o banco central americano, pode começar a cortar as taxas de juros, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano, já no primeiro semestre do ano que vem.

Juros mais baixos nos Estados Unidos reduzem a rentabilidade entregue pelos títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, o que impulsiona os investidores a migrarem para os ativos de risco, que oferecem retornos maiores, como os mercados de ações e títulos de países emergentes, como o Brasil.

Ao longo da semana, outros indicadores serão divulgados e podem mexer com os ânimos do mercado, principalmente o IPCA-15 e o Caged por aqui, e os pedidos de seguro-desemprego e vendas de moradias nos Estados Unidos.

*Com g1

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Economia

Aliança com Bolsonaro faz Ibovespa ter o índice com pior desempenho no mundo em 2021

Não avançou desde fevereiro de 2020, mês anterior da pandemia.

O principal índice da B3 está na 1ª posição no ranking de piores desempenhos de mercados de ações em 2021. O Ibovespa recuou 12,2% neste ano até 4ª feira (24.nov.2021) e vai na contramão de outros países emergentes. A Bolsa de Valores de São Paulo é a única que está no negativo em 2021 entre essas nações. Começou o ano com 119.017 pontos. Chegou a 104.514 pontos na 4ª feira (24.nov).

A B3 instalou uma estátua de um touro de ouro na frente do prédio, em São Paulo, para homenagear o mercado financeiro. Sem autorização da prefeitura, a escultura ficou 13 dias no local e foi retirada. O 2º pior desempenho é do índice China A50, com queda de 11,6%. O Hang Seng, de Hong Kong, também recuou em 2021 (-8,4%).

A falta de clareza na condução fiscal e as incertezas com as eleições de 2022 pressionaram o índice para baixo no 2º semestre.

A Bolsa andava bem até meados deste ano de 2021. O Ibovespa chegou à máxima histórica nominal de 130.776 pontos em junho deste ano, alta de 9,88%. Houve deterioração rápida nos últimos meses em função da piora do quadro fiscal, da aceleração da inflação no mundo e dos ruídos políticos provocados pelo presidente Jair Bolsonaro.

A recuperação econômica global está em curso, mas de forma desbalanceada nos países. As incertezas limitam os ganhos do Ibovespa, que caminha para estagnar abaixo do nível de 2020.

A economia brasileira caiu menos do que o esperado no ano passado (-4,1%). Agora, em 2021, houve consecutivas surpresas positivas na arrecadação, resultado primário e dívida pública. Os dados deram otimismo ao mercado. Chegou-se a aventar a possibilidade de o Ibovespa terminar o ano próximo de 150 mil pontos.

Mas o Ibovespa ainda está em nível similar ao de fevereiro de 2020, mês anterior da pandemia de covid-19. Teve alta de 0,3%. Nos Estados Unidos, a Nasdaq subiu 84,9% no período.

*Com informações do Poder 360

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Sangue na tela: Ibovespa desaba mais 4% com rumores sobre saída de Guedes

Mercado brasileiro volta a ficar para trás, após com mudanças em teto de gastos e saídas no Ministério da Economia.

Resumo do investidor

Às 11h45: Ibovespa cai 3,80%, a 103.638 pontos; Dólar sobe 0,87%, a 5,717 reais; S&P 500 sobe 0,11%; Dow Jones, 0,34% e Nasdaq cai 0,29%

O Ibovespa tem mais um dia de forte queda nesta sexta-feira, 22, aprofundado as perdas da véspera, em meio ao que muitos já classificam como uma “guinada populista” do governo de Jair Bolsonaro. Na última noite, a insistência por medidas que ameaçam a sustentabilidade fiscal do país levou a saída de quatro secretários do Ministério da Economia. Pediram demissão o secretário Especial do Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional, e seus respectivos secretários adjuntos. O medo maior agora é de que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, abandone o barco.

Segundo o G1, dois interlocutores do presidente estiveram em São Paulo sondando possíveis substitutos para Guedes. De acordo com a Folha de S. Paulo, cresce a pressão entre ministros para a saída do economista. Um deles, inclusive, teria dito que “ninguém aguenta mais” ele, mas que “só sai à força”.

Os temores sobre a saída do principal nome econômico do governo levou o mercado a reduzir as posições em bolsa brasileira e aumentar a proteção em dólar, levando a moeda americana a superar os 5,70 reais. Às 11h45, o dólar subia 1%, próximo das máximas do dia, a 5,725 reais, enquanto o Ibovespa caía 3,80%, a 103.638 pontos. O Índice Small Caps, ainda mais ligado à dinâmica da economia brasileira, despenca quase 6%.

A queda da bolsa e a alta do dólar contrastam com o ambiente positivo no exterior, onde a maioria das bolsas operam em alta e moedas emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo, se valorizam contra o dólar.

*Com informações da Exame

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Política

A pegadinha de Bolsonaro com o mercado anunciando R$ 400 de Renda Brasil saiu pela culatra

A Faria Lima contra-ataca. O cálculo econômico mostra que o Estado se organiza para ser utilizado pelas corporações, sobretudo os recursos públicos, o que, logicamente, pressupõe que as camadas mais pobres da sociedade não têm acesso às condições essenciais ao que é chamado de serviços sociais.

Em síntese, qualquer estudo sobre o Brasil mostrará que a formação socioeconômica sempre se deu de cima para baixo a partir da captura do Estado. Esse é o nosso modelo cívico herdado de quatro séculos de escravidão. Ou seja, é um modelo civilizatório em que as camadas mais pobres da população estão subordinadas aos interesses econômicos da elite, o que é, como se sabe, uma das maiores desgraças desse país.

Assim, nem algo momentâneo proposto por Bolsonaro, o tal Renda Brasil, que daria aos beneficiários do Bolsa Família R$ 400 até o final de 2022 e ao governo a possibilidade de furar o teto de gastos, justamente porque a lei permite esse gasto, sendo momentâneo, temporário, o governo pode utilizar essa alavanca sem ser acusado de cometer crime fiscal.

Diante dessa situação, o mercado não pensou duas vezes e se levantou contra as medidas do governo dando um tombo no Ibovespa de mais 3%, levando à disparada do dólar.

Para estragar ainda mais o bolo da festa política que Bolsonaro faria para tentar recuperar a musculatura política do eleitorado mais pobre, a Petrobras avisa que haverá uma craca, um apagão no fornecimento de combustível, porque o mercado internacional opera com o preço dos combustíveis extremamente alto e o Brasil não teria como acompanhar essa pegada.

O fato é que Bolsonaro e os próprios militares, mesmo abestados, sabiam que o mercado reagiria mal, mercado que, mesmo considerando Bolsonaro uma tragédia, como é o caso dos banqueiros do Itaú que foram a público avisar que a banca garantiria o término do seu mandato.

Na verdade, isso pegou os donos do dinheiro grosso no contrapé e eles não gostaram nada dessa manobra dissonante que Bolsonaro quis utilizar.

Para piorar, muitos assessores do ministério da Economia ameaçaram se demitir. Então, o cavalão teve que recuar, guardar seus foguetes e jogar um bolo inteiro fora tal o nível de acidez tóxica que tomou conta da festa do lançamento programada para a tarde hoje. Ou seja, o mercado jogou água no chopp de Bolsonaro.

A pressão do mercado foi tão grande que as pessoas convidadas para a festa de lançamento só souberam do cancelamento quando chegaram na porta de entrada.

E como todos sabemos, ele se cercou de banqueiros e rentistas para seguir defenestrando o Brasil até o final de 2022 e, agora, viu-se completamente cercado pelos seus garantes.

Agora é esperar como o mercado reagirá amanhã com esse puxa e repuxa de Bolsonaro.

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