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Brasil

Brasil deve liderar expansão do petróleo fora da Opep com “20% do crescimento global”, segundo Goldman Sachs

Relatório aponta impacto sobre exportações, arrecadação e valor das ações da estatal brasileira

Brasil passou a ocupar uma posição mais estratégica na disputa internacional por petróleo, segundo uma análise do Goldman Sachs. O banco americano avalia que o país deve se tornar um dos principais responsáveis pelo aumento da oferta global da commodity nos próximos anos, especialmente entre os produtores que não fazem parte da Opep.

A projeção considera a expansão do pré-sal e o crescimento da produção da Petrobras, que devem elevar a participação brasileira no mercado mundial. A expectativa do banco é que o país responda por cerca de um quinto do crescimento da produção de petróleo fora da Opep em 2027.

O movimento ocorre em um cenário de busca por novos fornecedores de energia, enquanto grandes produtores enfrentam limitações de expansão e países consumidores tentam reduzir riscos de abastecimento.

Segundo o Goldman Sachs, a produção brasileira deve alcançar aproximadamente 4,8 milhões de barris por dia em 2028, contra 3,8 milhões registrados em 2025. Com isso, o Brasil chegaria a cerca de 4% da produção mundial de petróleo.

A projeção também aponta efeitos sobre a entrada de dólares no país. O banco estima que as exportações líquidas brasileiras de petróleo e derivados podem crescer de US$ 28 bilhões para US$ 47 bilhões entre 2025 e 2028, ampliando a importância do setor para a balança comercial.

Outro impacto esperado é sobre a arrecadação pública. As receitas associadas ao petróleo podem alcançar R$ 277 bilhões em 2026, segundo a instituição, embora parte desse resultado seja reduzida por gastos com políticas de subsídio aos combustíveis.

A Petrobras aparece como a principal empresa beneficiada pela expansão projetada. O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para as ações da estatal e avalia que a produção pode superar as metas previstas pela companhia nos próximos anos.

Apesar das expectativas positivas para o setor, o relatório também aponta fatores de incerteza. De acordo com a Forum, entre eles estão o cenário político brasileiro após as eleições de 2026 e a possibilidade de valorização do real, que poderia reduzir a receita em moeda local de empresas exportadoras.

A análise do banco reforça uma mudança no papel do Brasil no mercado energético: de produtor relevante regionalmente para um dos países considerados estratégicos na ampliação da oferta mundial de petróleo.


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Economia Mundo

Mercados caem e preços do petróleo disparam enquanto EUA alertam para guerra prolongada

Investidores buscam reduzir riscos após o ataque dos EUA e de Israel ao país persa, que gerou volatilidade global e levou ao fechamento do Estreito de Ormuz

As Bolsas ao redor do planeta operavam em queda expressiva nesta terça-feira (3), pressionadas pela alta da cotação do petróleo no quarto dia de guerra no Oriente Médio, o que alimenta os temores de uma inflação generalizada.

Os mercados de energia sofreram na segunda-feira um choque global, com uma disparada dos preços do petróleo e do gás, já que a guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos.

O Estreito de Ormuz, uma área pela qual transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial, está fechado, de fato, ao tráfego: as principais empresas marítimas suspenderam os deslocamentos na região devido à explosão do valor dos seguros.

No atual contexto, os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira. Às 9h15 GMT (6h15 de Brasília), a cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 5,45%, a 81,98 dólares (425 reais) por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 5,32%, a 75,02 dólares (389 reais).

De acordo com a Istoé, a cotação do gás também era afetada nesta terça-feira, com o contrato futuro do TTF neerlandês, considerado a referência do gás natural na Europa, em alta de 22,50%, a 54,52 euros (328 reais).

Os preços europeus do gás natural dispararam depois que a empresa estatal de energia do Catar, a QatarEnergy, anunciou a interrupção da produção de gás natural liquefeito (GNL) devido aos ataques iranianos contra as instalações de duas unidades de processamento.

Uma das maiores refinarias da Arábia Saudita também precisou interromper parte das suas operações.

Todas as atenções continuam voltadas para o estratégico Estreito de Ormuz, que separa o Irã da península Arábica e dá acesso ao Golfo.

Na abertura do mercado de petróleo na segunda-feira, o Brent subiu mais de 13%. “Apesar de significativo, o movimento continua inferior às variações extremas observadas durante a crise financeira global (de 2008), às turbulências relacionadas à covid-19 e, inclusive, a certos acontecimentos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia”, relativiza Jim Reid, economista do Deutsche Bank.

Queda nas Bolsas 

As Bolsas operam em baixa. Às 9h05 GMT (6h05 de Brasília), Paris perdia 2,15%, Frankfurt 2,78%, Londres 2,02%, Milão 3,21% e Madri 3,56%. Na segunda-feira, os principais mercados europeus registraram queda média de 2%.

Na Ásia, a Bolsa de Seul, que retomou as operações após o feriado de segunda-feira, o índice Kospi fechou em queda de 7,24%. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 3,06%, enquanto a Bolsa de Hong Kong perdeu 1,23%.


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Mundo

Guarda Revolucionária do Irã fecha por onde passam mais de 20% do petróleo do mundo

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio pode reter de 20% a 25% do petróleo exportado no mundo. O volume retido seria de mais de 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente à Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

Reuters – A Guarda Revolucionário do Irã interrompeu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz em retaliação ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao país, de acordo com a Reuters.

Guarda informou que “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz”. A informação foi repassada por transmissão VHS a um navio da União Europeia que circulava pelo local e informada por um tripulante da embarcação a Reuters.

Estreito fica entre Omã e o Irã. Ele liga o Golfo Persa com o golfo de Omã.

Estreito é essencial para fluxo global de petróleo. A região é usada por embarcações para escoar a produção de óleo de Arábia Saudita, Iraque e outros países da região para o restante do globo. Estimativas apontam que um quinto da produção global passa pela região.

Ataques a navios não estão descartados. De acordo com militares europeus que participam de operação na região, rebeldes hutis ameaçaram atacar Israel e embarcações americanos em resposta aos últimos acontecimentos.

Em resposta à ofensiva de Estados Unidos e Israel, Irã atacou bases militares americanas no Oriente Médio. Ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque foram alvejadas, segundo o Uol.


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Petróleo fecha em alta com tensões na Groenlândia e dólar mais fraco

Em Davos, Christiane Langarde afirmou que as ameaças de tarifas sobre Groenlândia cria incerteza para empresas da UE e dos EUA

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (20) em meio a ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus que se opõem à sua iniciativa de adquirir a Groenlândia. De acordo com a CNN, o enfraquecimento do dólar frente a outras moedas também deu suporte aos preços da commodity.

Nesta terça, o petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 1,71% (US$ 1,02), a US$ 60,36 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,53% (US$ 0,98), a US$ 64,92 o barril.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse nesta terça-feira que as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump estão sendo usadas como “chantagem” e que a população da ilha ártica e suas autoridades precisam começar a se preparar para uma possível invasão militar.

Autoridades e parlamentares da Alemanha passaram a debater sobre um imposto digital contra empresas de tecnologia dos Estados Unidos, em resposta às novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump ligadas à Groenlândia. Em resposta, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que o governo dos EUA voltaria a tarifar ainda mais os países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco.

Ainda no radar geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, cortando a energia externa da usina nuclear de Chernobyl.

A queda do dólar também deu suporte aos preços, segundo o ING, já que uma moeda americana mais fraca pode impulsionar a demanda por petróleo ao tornar as compras denominadas em dólar mais baratas.


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Sem ter combinado com os russos, Trump começa a ver os sonhados investimentos no petróleo da Venezuela fazer água

O clima de insegurança para os investidores que têm que casar pesadamente em infraestrutura na Venezuela, hoje, totalmente precária, é banho de água fria nos palavrórios de Trump.

Ninguém quer colocar o seu na reta e casar dinheiro bom em bases podres.

A realidade, diante das teorias megalomaníacas de Trump, trava os planos dos Estados Unidos na Venezuela.

Quem está assistindo a essa espécie de déja vu e entende do riscado, acha que, no mínimo é tiro no pé colocar centavo para extrair petróleo na Venezuela.

A própria política norte-americana de bloqueio econômico sucateou a infraestrutura petrolífera no país. Diante de um quadro desse, o diabo é muito mais feio do que o pintado por Trump, pois assusta e afasta os supostos investidores sonhados pela Casa Branca, que têm medo de uma expropriação que lhes custe o olho da cara.

Muitos economistas sérios, dentro dos próprios EUA, colocam em xeque essa tática, sobretudo no momento em que sobra oferta de petróleo no mercado mundial..

Para muitos, investir nesse oceano de incertezas, é risco de barrigada, porque a palavra mágica “petróleo”, além de não ser tão mágica assim no momento, ainda falta concretude.

Na verdade, o que se diz é que, em Whasington, a ficha caiu, diferentemente de outras intervenções em países produtores de petróleo, o plano de Trump para a Venezuela reúne uma gigantesca montanha de obstáculos que vão muito além da política de pilhagem dos EUA.

Não é somente a infraestrutura que se apresenta como entrave, maquinários, pontes antigas, ou seja, totalmente obsoletos, tornam o subsolo venezuelano algo bem mais complexo e custoso para qualquer desafio logístico nesse momento.

Sem falar do próprio regime chavista, que se mantém no poder sem hora ou prvisão, mesmo longínqua, de troca de comando no país. Como se diz por aí, ao contrário do que foi “pensado”, de perto, tudo tem defeito, sobretudo, o ouro negro venezuelano.

Por ora, fica a máxima, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.


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Mundo

Petróleo e poder: Trump e Rubio querem interferir em toda América Latina, diz pesquisador

Por Bruno Fonseca – Agência Pública

Petróleo ou poder? Esses dois aspectos ficaram evidentes na fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando tentou justificar o ataque ilegal à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro durante o pronunciamento de quase uma hora feito no sábado, 3 de janeiro, na Flórida.

“Vamos reconstruir a infraestrutura de petróleo, o que vai custar bilhões de dólares. Isso será pago diretamente pelas empresas petrolíferas. Elas serão reembolsadas pelo que estiverem fazendo, mas tudo isso será pago, e vamos fazer o petróleo fluir como deveria […] Vamos vendê-lo. Provavelmente venderemos em volumes muito maiores, porque eles produziam muito pouco devido à infraestrutura precária. Vamos vender grandes quantidades de petróleo a outros países, muitos dos quais já o utilizam, e muitos outros virão”, disse Trump, deixando esdruxulamente explícito o interesse dos EUA – e das empresas petrolíferas – em entrar na Venezuela.

Além de falar quase 20 vezes a palavra petróleo (oil, em inglês) Trump também sinalizou o que significa para os EUA destituir Maduro e decidir como o país deve ser governado: “A Venezuela tem muitas pessoas ruins lá dentro, muitas pessoas ruins que não deveriam liderar. Não vamos correr o risco de uma dessas pessoas assumir o lugar de Maduro […] Precisamos de países seguros ao nosso redor”, falou.

Para o economista e co-diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR), Mark Weisbrot, essa dupla de palavras “petróleo e poder” explica o que motivou a ação ilegal dos EUA na Venezuela, mas também serve para ilustrar as visões dos dois homens que mais têm controle sobre a política externa dos EUA atualmente: o próprio Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.

“Para Trump, trata-se de petróleo. Mas, para Marco Rubio, a questão é muito mais a mudança de regime […] E não se trata apenas de Cuba e Venezuela; eles querem transformar toda a região”, explica, em entrevista para a Agência Pública.

Weisbrot avalia que Rubio é um dos principais defensores do projeto de que os EUA interfiram cada vez mais em países da América Latina, sob a lógica da Doutrina “Donroe”, para destituir adversários e manter apenas os governos que sejam subservientes a Washington. Nesse plano, alvos prioritários seriam Cuba e Colômbia (cujo presidente foi ameaçado diretamente por Trump), mas Brasil e México também estão no radar – mesmo que seja improvável que os EUA atuem da mesma forma nesses países como fizeram na Venezuela.

“[Nas últimas décadas] Os Estados Unidos lançaram esforços de mudança de regime contra quase todos os governos social-democráticos, incluindo o Brasil […] Eles não querem que nenhum país tenha poder. E isso também é verdade para [a relação dos EUA com] Lula. Eles não gostaram que Lula não se alinhasse com seu projeto geopolítico, que é um projeto de dominar todos os governos que eles possam”, analisa.

Leia a entrevista completa a seguir.

Na sua visão, qual é a motivação central por trás do ataque dos Estados Unidos? É o petróleo? A geopolítica internacional? Algum outro fator?

Para Trump, trata-se de petróleo. Ele afirmou isso repetidamente… Mas para Marco Rubio [secretário de Estado dos Estados Unidos], a questão é muito mais sobre mudança de regime: ele vê essa mudança como um passo rumo ao seu sonho de toda a vida de promover uma mudança de regime em Cuba.

Essa operação de mudança de regime na Venezuela já dura 25 anos; documentos do Departamento de Estado dos EUA de 2002 reconhecem o papel substancial dos Estados Unidos no golpe daquele ano [na época, uma tentativa fracassada de golpe tentou retirar o presidente Hugo Chávez do poder]. E isso tem muito mais a ver com poder do que com petróleo. E esses esforços de mudança de regime continuaram de forma ininterrupta até hoje.

Com as maiores reservas de petróleo do mundo, o que de fato poderia mudar para os Estados Unidos, em termos de acesso ao petróleo, caso se consolide uma mudança de regime na Venezuela?

Não acho que vá haver muito interesse imediato por parte das empresas petrolíferas americanas na Venezuela, porque a situação é instável demais, e o próprio governo Trump é muito instável no que diz respeito ao que pode fazer a seguir.

Por que os Estados Unidos não tentaram negociar a questão do petróleo com Maduro, que desde o início disse que não queria um conflito?

Trump e seu enviado presidencial especial, Richard Grenell, de fato tentaram negociar a questão do petróleo com Maduro; não está claro por que isso não teve sucesso, mas é possível que a pressão contínua de Rubio por uma mudança de regime e outras abordagens mais violentas façam parte da resposta.

Houve uma grande diferença entre Rubio e Trump nesse ponto. Trump estava interessado no petróleo, e Rubio queria mudança de regime. E assim, segundo relatos da imprensa, por exemplo, do New York Times – enquanto Trump oscilava entre tentar negociar um acordo petrolífero com Maduro ou tentar derrubá-lo – Rubio parecia estar, de acordo com relatos de pessoas que falaram com ele, tentando convencer Trump de que a melhor forma de obter o petróleo seria por meio de uma mudança de regime.

O quão central é para os EUA de Trump ter acesso a reservas adicionais de petróleo e gás?

Os Estados Unidos são exportadores líquidos de mais de 800 milhões de barris de petróleo por ano e, portanto, não precisam ter acesso ao petróleo venezuelano. Mas Trump não aceita que o clima global esteja, de fato, mudando como resultado dos combustíveis fósseis; por isso, por várias razões, ele busca aumentar a produção de combustíveis fósseis nos Estados Unidos.

Uma possível razão pela qual o acesso ao petróleo venezuelano poderia ser importante para Trump: é amplamente visto que Trump acumulou bilhões de dólares por ter sido presidente, um fenômeno sem precedentes nos Estados Unidos.

Assim, é concebível que Trump veja o petróleo como mais um grande investimento que poderia beneficiar a ele e à sua família.

Para além do petróleo, quão importante é para Trump afirmar influência na América Latina como parte de sua agenda geopolítica? Como a Doutrina “Donroe” e o confronto com a influência chinesa entram nessa ação?

Bem, para Rubio isso é realmente importante. E não se trata apenas de Cuba e Venezuela — ele e seus aliados na administração Trump e no Congresso querem transformar toda a região. Cuba e Venezuela são apenas parte dessa transformação.

É importante lembrar que, no século 21, em determinado momento da primeira década, a maior parte do Hemisfério Sul viveu sob governos de centro-esquerda, em sua maioria social-democratas. Alguns eram conhecidos como socialistas, mas, na prática, governaram como social-democratas.

Economicamente, os governos de centro-esquerda foram muito bem-sucedidos, reduzindo a pobreza na região de 44% para 28% entre 2002 e 2013, após 20 anos sem nenhum avanço nesse campo. Não é que o governo dos EUA fosse contra a redução da pobreza; ele simplesmente não queria tolerar a independência nacional de que os governos latino-americanos precisavam para produzir esses resultados. E isso é ainda mais verdadeiro hoje, com pessoas como Rubio e Trump no comando.

No século 21, os Estados Unidos lançaram esforços de mudança de regime contra quase todos os governos social-democratas da América Latina, incluindo o Brasil.

Lula observou que o governo dos EUA trabalhou para ajudá-lo a ser preso em 2018, para que não pudesse concorrer à Presidência naquele ano. Eles também ajudaram e apoiaram o impeachment de Dilma. E eu poderia passar horas falando sobre todos os governos democraticamente eleitos na América Latina que os EUA tentaram derrubar apenas no século 21: incluindo o apoio a golpes de Estado que removeram presidentes na Bolívia, em Honduras e no Haiti; e que tiveram um enorme impacto negativo sobre democracias de centro-esquerda na Argentina, no Paraguai e em outros países.

Apenas algumas semanas atrás, eles inclusive interferiram na eleição hondurenha [no fim de 2025], com Trump dizendo de forma muito contundente que Honduras seria punida se o eleitorado não votasse no candidato escolhido por Trump. É claro que a administração Barack Obama também apoiou o golpe em Honduras em 2009.

Mas a Venezuela tem sido o principal alvo de mudança de regime na América Latina – e um dos principais alvos no mundo – durante a maior parte dos últimos 25 anos, com algumas exceções, como a guerra do Iraque.

E o país pagou um preço horrível por isso em termos de morte e sofrimento. As sanções dos EUA causaram a maior parte da pior depressão econômica em tempos de paz da história, na Venezuela, com dezenas de milhares de vidas perdidas apenas no primeiro ano das sanções de Trump, em 2017 e 2018; e muito mais do que isso nos anos de 2018 a 2022.

Trata-se de petróleo, mas muito mais de poder, porque a Venezuela, com 300 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo, sempre será um país com influência. Em certo momento, na primeira década do século 21, ela estava fornecendo mais ajuda externa a países da América Latina do que os Estados Unidos. E é isso que o governo dos EUA não quer.

Eles não querem que nenhum país tenha o poder – sobretudo – de perseguir, especialmente em grupo, uma política externa independente dos Estados Unidos. E isso também tem sido verdadeiro na relação dos EUA com Lula. Eles não gostaram do fato de Lula não se alinhar ao projeto geopolítico deles, que é um projeto de dominação de todos os governos que conseguirem.

Trump afirmou, em uma entrevista à Fox News, que algo teria de ser feito em relação ao México, citando as atividades de grupos de tráfico de drogas. Quanta realidade você vê nessa ameaça?

Bem, Trump está ameaçando o México, não há dúvida quanto a isso; Rubio provavelmente veria Sheinbaum como um problema, porque ela é uma presidente independente e reconhece, assim como os outros governos independentes remanescentes da região, o quanto a soberania nacional é importante. Novamente, trata-se de poder.

Portanto, eles não a percebem como alguém do lado deles, mas ela tem sido cuidadosa em administrar sua relação com a administração Trump, e Rubio sabe que uma operação de mudança de regime ali seria difícil e potencialmente muito confusa. Ainda assim, eles ameaçaram realizar ações militares dentro do México, e nunca se sabe quando podem considerar útil, para seus próprios objetivos, fazer isso.


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Mundo Política

Trump diz que está roubando o petróleo do povo venezuelano para o bem do povo venezuelano

Que coisa mais comovente o discurso “humanitário” de Trump em prol do povo venezuelano que, em síntese, diz, vamos roubar o petróleo de vocês para o bem de vocês; vamos rloubar a soberania do povo venezuelano para entregar às petrofíferas norte-americanas e, consequentemente, aos próprios Estados Unidos.

Vamos roubar toda a riqueza desse povo em nome da solidariedade, e quem não estiver satisfeito, que morra com um tiro na testa dado por uma arma das que os EUA vendem para todos os traficantes do mundo, que usam majoritariamente armas contrabeadas da indústria bélica norte-americana.

Trump, para justificar o roubo do petróleo venezuelano, diz que Maduro comanda um cartel de drogas.

Além da justificativa ser ridícula, patética e infantiloide, ainda vem acompanhada de uma pergunta. o que o cool tem a ver com as calças? O que o povo venezuelano, que é o grande derrotado, tem a ver com isso?

Trump está se gabando do que chama de perfeita invasão do Exército norte-americano no território soberano da Venezuela? Faz isso como se fosse uma grande revolução para a indústria norte-amercia do petróleo.

Além de não ser salvador de coisa nenhuma, o que impressiona é o fundamento nenhum que sua novelinha pateta narra. O caminho para combate ao “narcoterrorismo” é bem outro, nada tem a ver com o povo venezuelano, que está vendo seu petróleo ser saqueado pelos ianques.

Na verdade, o triste e precário palavrório de Trump, o colocou num beco sem saída, num encalacramento pessoal carregado de disparates.

Não é preciso ter cér4ebro de gênio para cristalizar a imagem do nonsense total de alguém que fez um discurso atabalhoado, “impressionista”, que contribui e muito com os críticos dessa invasão estúpida e covarde dos Estados Unidos na Venezuela.

Exigir a ent5ega da riqueza do povo venezuelano, de forma imediata, o squestro de Maduro e sua esposa, é perfurar a própria língua, é uma engenharia de guerra às avessas, é um cochilo dos burros.

Se a missão era capturar o chefe do narcoterrorismo, como fantasiou Trump a respeito de Nicolás Maduro, isso nada tem a ver com a pilhagem norte-americana, com o saque de bilhões de galões de petróleo de um povo de maioria pobre, miserável


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Mundo

Petróleo: Trump ameaça derrubar Maduro se ele não sair voluntariamente

Objetivo da Casa Branca é se apoderar das reservas de petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente a pressão sobre o líder venezuelano Nicolás Maduro, ao afirmar que Washington poderia recorrer ao uso da força caso ele não deixe o poder de forma voluntária. De acordo com o 247, a informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal e consta em reportagem da agência russa TASS, citada no segundo parágrafo como fonte original.

Segundo o jornal norte-americano, que ouviu fontes com conhecimento direto da conversa telefônica, Trump disse a Maduro que “se ele não deixasse o poder voluntariamente”, os Estados Unidos passariam a considerar “várias opções contra a Venezuela, incluindo o uso da força”.

Ainda de acordo com o WSJ, os dois líderes discutiram até mesmo a possibilidade de uma anistia para Maduro e seus colaboradores mais próximos, como parte de uma eventual negociação de saída do governo.

Foco no petróleo
A escalada de tensão ocorre num contexto em que, desde seu primeiro mandato, Trump adotou medidas mais agressivas contra Caracas. Em março de 2020, os EUA indiciaram Maduro por narcoterrorismo e anunciaram inicialmente uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura ou condenação. Em agosto deste ano, Washington elevou o valor para US$ 50 milhões, reforçando a narrativa de que o presidente venezuelano seria, segundo o Departamento de Justiça, “um dos maiores traficantes de drogas do mundo” e representaria “uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”. Este pretexto, no entanto, encobre o real objetivo, que é se apoderar das reservas de petróleo do mundo – as maiores do mundo.

A imprensa norte-americana tem noticiado de forma recorrente que ataques militares contra a Venezuela vêm sendo discutidos dentro do governo Trump. Na quinta-feira anterior à reportagem, Trump afirmou que Washington “muito em breve” iniciaria ações diretas de combate ao narcotráfico a partir do território venezuelano, embora não tenha detalhado como essas operações ocorreriam.

No sábado, Trump voltou a tensionar o cenário ao defender que o espaço aéreo da Venezuela – e áreas no entorno – fosse considerado “completamente fechado”, em mais um recado que evidencia o objetivo estratégico da Casa Branca: controlar as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo, e ampliar o domínio norte-americano sobre a região.


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Mundo Política

Se a democracia da Venezuela é uma farsa, o que dizer do Prêmio Nobel para Maria Corina, uma golpita da “paz”?

O mais interessante dessa história toda é ver que, no Brasil, os mesmos que apoiam a premiação de Maria Corina, uma manjada golpista venezuelana, apoiam o genocídio de crianças e mulheres em Gaza.

Outro detalhe revelador dessa farsa descomunal, que é o Nobel da Paz pra Corina, é o apoio em peso do bonde de deputados da PEC da Bandidagem e da anistia para o boquirroto golpista aqui no Brasil.

Isso, sem falar que são os mesmos deputados que, no Congresso, operam em defesa e blindagem tributária das Bets, bancos, Fintechs e PCC.

O fato é que a venezuelana, Maria Corina é um Jair Bolsonaro de saia.

O Petróleo é o fator Central nesse farsesco Prêmio Nobel da Paz de Maria Corina, a golpista venezuelana amada pelos EUA,

O Interesse dos EUA na Venezuela é simples. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris (maior que Arábia Saudita, com 267 bilhões).

Esse recurso é crucial para a economia global, e os EUA, como maior consumidor de energia, têm interesse histórico em acessar petróleo estável e barato. Por isso os EUA quer a cabeça de Maduro e Corina opera internamente na Venezuela para isso.

O petróleo amplifica o interesse global na Venezuela, incluindo a atenção ao Nobel de Maria Corina. Sem ele, ela não seria ninguém na fila do pão e não estaria tão em evidência. Sua luta contra um “regime autoritário” é uma gigantesca piada golpista.

Simples assim.


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Brasil e China decidem aprofundar cooperação em petróleo, satélites, economia digital e saúde

Em ligação de cerca de uma hora, líderes dos dois países também trataram da paz entre Rússia e Ucrânia e da participação chinesa na COP 30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na madrugada desta terça-feira (12), que conversou por telefone, na noite de segunda-feira (11), com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, sobre temas estratégicos da relação bilateral e questões da conjuntura internacional. As informações foram divulgadas pelo próprio presidente em suas redes sociais e confirmadas em nota oficial do Palácio do Planalto.

Segundo Lula, a ligação, que durou cerca de uma hora, foi marcada por uma troca de visões sobre a guerra na Ucrânia e o papel das potências emergentes na construção da paz. “Trocamos impressões sobre a atual conjuntura internacional e os recentes esforços pela paz entre Rússia e Ucrânia. Concordamos sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo”, afirmou o presidente.

Compromisso com o clima e a COP 30
Lula destacou que a pauta ambiental também esteve no centro da conversa. “Reiterei a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima”, disse. Segundo ele, Xi Jinping sinalizou forte engajamento: “O presidente Xi indicou que a China estará representada em Belém por delegação de alto nível e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência”.

O encontro climático de 2025, que será sediado na capital paraense, é visto pelo governo brasileiro como uma oportunidade estratégica para fortalecer compromissos ambientais e impulsionar investimentos em tecnologias limpas, segundo o 247

Expansão da parceria estratégica
A relação econômica e tecnológica entre Brasil e China foi outro ponto central da ligação. “Saudamos os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países”, relatou Lula. “Nos comprometemos a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites”, completou.

Além disso, o presidente sublinhou a importância de ampliar os fluxos de comércio e investimento. “Destacamos nossa disposição em continuar identificando novas oportunidades de negócios entre as duas economias”, afirmou.

Contexto geopolítico e integração econômica
A aproximação entre Brasília e Pequim se dá em um momento em que o cenário global exige maior articulação entre países em desenvolvimento. Ao fortalecer a parceria em áreas como energia, tecnologia e meio ambiente, Brasil e China ampliam sua influência no sistema internacional e reforçam a agenda de cooperação Sul-Sul.

Com a China já consolidada como principal parceiro comercial do Brasil, a ênfase em novos setores estratégicos na agenda bilateral amplia as possibilidades de crescimento e inovação. O diálogo entre Lula e Xi Jinping reforça a visão de que o multilateralismo e a integração econômica são caminhos essenciais para enfrentar crises globais e promover o desenvolvimento sustentável.


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