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EUA escalam tensão no Golfo e ampliam risco de guerra regional

Ameaça de bloquear o Estreito de Ormuz expõe contradições de Donald Trump e reforça a desconfiança do Irã diante de uma estratégia considerada agressiva e unilateral

Após o fracasso das negociações de cessar-fogo realizadas em Islamabad, no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Marinha americana iniciará o bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual Trump afirmou que a medida entra em vigor “com efeito imediato”.

A declaração de Donald Trump sobre um possível bloqueio do Estreito de Ormuz representa um salto qualitativo na crise. Trata-se de uma medida que, além de carecer de respaldo no direito internacional, implicaria na interrupção de uma das rotas energéticas mais importantes do planeta — por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

Ao propor impedir a circulação de navios, Washington assume uma postura de coerção global, afetando não apenas o Irã, mas toda a economia internacional. A medida, na prática, configura uma forma de bloqueio econômico com potencial de desencadear confronto direto.

Contradições na narrativa dos EUA

O discurso norte-americano revela inconsistências evidentes. Ao mesmo tempo em que afirma buscar a “liberdade de navegação”, o governo dos EUA propõe justamente restringi-la. A retórica de combate a uma suposta “extorsão iraniana” contrasta com a própria iniciativa de controle militar de uma via internacional.

Além disso, a insistência no tema nuclear aparece dissociada das negociações concretas. Embora Washington aponte o programa iraniano como foco central, suas ações recentes priorizam pressão militar e econômica, deslocando o eixo diplomático.

China, Rússia e a disputa pela multipolaridade

A ameaça de bloquear o Estreito de Ormuz não é uma medida isolada, mas parte de uma ofensiva para reconfigurar o mapa de poder no Golfo Pérsico. Ao tentar impedir que o Irã “pedagie” ou condicione o trânsito de embarcações, os EUA buscam, na verdade, garantir que nenhuma potência rival — especialmente China e Rússia — possa usar a rota como instrumento de influência geopolítica.

A presença da China e da Rússia no Oriente Médio tem crescido de forma consistente. Pequim é o maior comprador de petróleo iraniano e firmou acordos de cooperação de 25 anos com Teerã, incluindo investimentos em infraestrutura e energia. Segundo o Vermelho, Moscou, por sua vez, mantém parcerias militares e tecnológicas com o Irã, além de coordenar posições em fóruns como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai.

Irã reforça soberania e desconfiança

Do lado iraniano, a resposta é marcada pela reafirmação da soberania e pela rejeição a qualquer ingerência externa. Autoridades como Mohammad Bagher Ghalibaf destacaram que a confiança nos Estados Unidos foi definitivamente rompida após sucessivas tentativas frustradas de negociação, segu ndo o Vermelho.

Teerã sustenta que o controle do estreito é uma questão estratégica nacional e rejeita propostas de administração conjunta com potências estrangeiras. A posição iraniana se ancora no argumento de defesa territorial e no histórico de intervenções externas na região.

Apoio internacional e rearranjo geopolítico

A crise também acelera movimentos no tabuleiro internacional. O contato entre Vladimir Putin e o presidente iraniano sinaliza um estreitamento de relações, com Moscou defendendo um cessar-fogo sob termos mais próximos aos interesses de Teerã.

A alegação de que o Irã não teria legitimidade para controlar ou condicionar o fluxo de navios no Estreito de Ormuz ignora elementos fundamentais do direito internacional:

Esse alinhamento indica que a escalada promovida pelos EUA pode fortalecer blocos alternativos, aprofundando divisões geopolíticas e reduzindo o espaço para soluções multilaterais.

Legitimidade do Irã: soberania, defesa e direito internacional

  • Soberania territorial: O Estreito de Ormuz é formado por águas territoriais e zonas econômicas exclusivas do Irã e de Omã.
  • Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), Estados costeiros exercem soberania sobre suas águas territoriais, podendo regular a passagem de embarcações, desde que respeitado o direito de passagem inocente.
  • Medida defensiva legítima: O fechamento do estreito pelo Irã foi uma resposta a mais de 40 dias de ataques militares dos EUA e Israel, que incluíram bombardeios a infraestrutura civil, assassinato de autoridades e tentativa de desestabilização do regime. Trata-se, portanto, de medida de autodefesa perante agressão armada, amparada pelo Artigo 51 da Carta da ONU.
  • Ilegalidade do bloqueio estadunidense: Ao contrário da ação iraniana, o bloqueio econômico e energético imposto pelos EUA ao Irã viola frontalmente o direito internacional. Sanções unilaterais com efeito extraterritorial, ameaças de uso da força e interceptação de navios em águas internacionais configuram atos de agressão, não de legítima defesa.
  • Proporcionalidade e seletividade: O Irã não interditou indiscriminadamente o estreito, mas condicionou a passagem ao pagamento de “pedágios” ou ao respeito a regras de segurança — prática comum em rotas marítimas sob jurisdição nacional. Já os EUA anunciam interceptar “todas as embarcações que tenham pago pedágio ao Irã”, criminalizando atos legítimos de comércio e navegação.

Resistência soberana contra cerco imperialista

A disputa pelo Estreito de Ormuz não é, portanto, uma questão técnica de liberdade de navegação, mas um capítulo central da luta pela reconfiguração da ordem mundial. De um lado, o imperialismo estadunidense, em declínio relativo, recorre à força militar e ao controle de rotas energéticas para conter rivais e manter hegemonia. De outro, o Irã — aliado estratégico de China e Rússia — exerce seu direito soberano de defender seu território e seus interesses nacionais.

A legitimidade da ação iraniana reside precisamente nisso: não se trata de “extorsão”, como alega Trump, mas de resistência legítima a um cerco ilegal. Enquanto os EUA ameaçam bloquear uma rota vital para o comércio global, o Irã reafirma que a soberania sobre suas águas não é negociável sob coerção.

Risco de guerra ampliada

A ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz não apenas intensifica a crise atual, mas eleva o risco de um conflito de maiores proporções. Ao optar por medidas de força em detrimento da diplomacia, Washington contribui para um cenário de instabilidade prolongada.

Nesse contexto, a postura iraniana — centrada na defesa de sua autonomia e na resistência à pressão externa — ganha respaldo entre países que veem na ação dos EUA uma repetição de padrões intervencionistas. O impasse, longe de se resolver, aponta para uma escalada cujas consequências podem ultrapassar a região do Golfo.


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Os líderes iranianos emergem confiantes e com novas cartas na manga

Apesar dos danos materiais (infraestrutura destruída, economia mais enfraquecida e perdas de líderes), o regime e seus sobreviventes projetam força por estes motivos principais:

  • Sobrevivência como vitória simbólica: Para um regime que se via sob ameaça existencial, resistir a mais de um mês de ataques de duas potências nucleares (EUA e Israel) sem colapsar internamente é interpretado como um triunfo. Sobreviver à “decapitação” da liderança e manter o controle do país é visto como prova de resiliência.
  • Nova alavanca estratégica: o Estreito de Ormuz: Durante a guerra, o Irã demonstrou capacidade de perturbar o fluxo de petróleo global ao ameaçar/minar o estreito. Mesmo com o cessar-fogo, o Irã mantém controle parcial e impõe “restrições” (navios precisam coordenar com forças iranianas). Isso dá poder de barganha em negociações — algo que não existia antes com a mesma intensidade. Especialistas destacam que isso se tornou uma “fonte de leverage muito efetiva”.
  • Postura maximalista nas negociações: Em vez de se mostrar conciliatório, o Irã entra nas conversas com uma lista de demandas ambiciosas (incluindo fim de sanções, compensações e garantias contra futuros ataques). De acordo com o New York Times, líderes como Mohsen Rezaei (assessor militar) afirmam que não haverá cessar-fogo duradouro sem essas concessões. O novo líder Mojtaba Khamenei reforçou o uso do bloqueio de Ormuz como ferramenta de pressão.
  • Consolidação interna e endurecimento ideológico: A morte de Khamenei (pai) e de figuras mais pragmáticas pode ter fortalecido alas mais radicais. O regime manteve o controle sobre a Guarda Revolucionária (IRGC) e usou a guerra para reprimir dissidência interna. Aparecimentos públicos de líderes em manifestações pró-regime foram usados para projetar confiança.
  • Realidade por trás da narrativaDanificados, mas não derrotados: A capacidade militar convencional do Irã sofreu golpes graves. No entanto, a estratégia assimétrica (mísseis, drones, proxies e controle de chokepoints marítimos) permitiu que o regime “jogasse” mesmo enfraquecido.
  • Cessar-fogo frágil: Há relatos de violações, desacordos sobre o Líbano e ameaças de Trump de usar “força sem precedentes” se o Irã não cumprir. Israel segue atacando alvos no Líbano, o que pode complicar tudo.
  • Perspectivas diferentes: Do lado iraniano, a sobrevivência + nova alavanca = posição fortalecida para negociar. Do lado ocidental/israelense, o regime está mais isolado, com infraestrutura nuclear e militar degradada, mas sem o colapso esperado (o que frustrou parcialmente os objetivos iniciais de “regime change”).

Em resumo, os líderes iranianos estão “devastados” em termos de perdas humanas e materiais, mas “confiantes” porque transformaram a sobrevivência em narrativa de resistência e ganharam uma carta nova e poderosa (Ormuz). Isso os permite negociar de forma mais agressiva do que se esperava após o início da guerra.


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Petróleo dispara com ameaça de Trump ao Irã, expondo risco global criado pela escalada militar

A nova escalada na guerra contra o Irã já produz efeitos diretos na economia global. Após Donald Trump prometer intensificar os ataques, o preço do petróleo registrou um salto expressivo, evidenciando o impacto imediato das decisões militares dos Estados Unidos sobre o mercado internacional.

De acordo com dados divulgados por agências internacionais, o barril do petróleo americano (WTI) disparou 11,4%, chegando a US$ 111,54, enquanto o Brent atingiu US$ 109,03, com forte alta no mesmo movimento .

Mercado reage ao risco — não à economia real

A alta não está ligada a crescimento econômico ou aumento de demanda.

Ela reflete medo de desabastecimento global, provocado diretamente pelas falas de Trump, que indicou novos ataques ao Irã sem apresentar qualquer plano concreto de estabilização da região .

Investidores passaram a precificar:mrisco de ampliação da guerra, interrupção do fluxo de petróleo e bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz

Esse último ponto é central: a região responde por uma fatia estratégica do abastecimento energético global.

Guerra já impacta preços e pressiona economias

O efeito dominó já começou.

Além da alta diária superior a 11%, o petróleo acumula valorização de até 18% na semana, segundo dados de mercado .

Esse movimento tende a provocar: aumento nos combustíveis, pressão inflacionária global e encarecimento do transporte e da produção

Ou seja, a guerra deixa de ser regional e passa a atingir diretamente o bolso da população no mundo inteiro.

Escalada militar alimenta instabilidade

A disparada ocorre em um contexto de intensificação do conflito.

Relatórios recentes indicam que o Irã já respondeu às ofensivas e mantém capacidade de reação, enquanto os EUA ampliam ameaças sem conseguir estabilizar o cenário, segundo o Cafezinho.

Na prática, cria-se um ciclo perigoso: ameaça → reação → mais ameaça

O mercado reage a cada nova escalada

Energia vira arma geopolítica

O petróleo, nesse contexto, deixa de ser apenas uma commodity.

Ele se transforma em instrumento de pressão geopolítica.

O bloqueio de rotas estratégicas e o risco de ataques a infraestrutura energética ampliam o poder de barganha do Irã e expõem a vulnerabilidade do sistema global — altamente dependente dessas regiões.

O custo da guerra vai além do campo militar

O salto no preço do petróleo escancara uma realidade: decisões militares têm impacto econômico imediato e global.

E, neste caso, a escalada promovida pelos Estados Unidos não apenas intensifica o conflito, mas também amplia a instabilidade nos mercados.

Um conflito que ninguém controla — mas todos pagam

A disparada do petróleo mostra que a guerra já saiu do controle estratégico e entrou no campo do impacto sistêmico.

Não há previsibilidade, não há estabilidade e não há garantia de solução rápida

No fim, o que se vê é um cenário onde a escalada militar produz efeitos concretos:

**inflação, crise energética e pressão sobre economias — enquanto o conflito segue sem desfecho claro.**


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Política

Lula quer retomar refinaria baiana e criar reserva de combustíveis

Governo investe R$ 9 bilhões na Regap e planeja estoque regulador para blindar o mercado interno contra crises no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo

O governo federal define os eixos de uma estratégia para retomar o papel do Estado no setor de energia e proteger o consumidor brasileiro da instabilidade geopolítica global. Em visita à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), na última sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou investimentos bilionários e reafirmou a intenção de recomprar ativos estratégicos, com destaque para a Refinaria de Mataripe, na Bahia. A venda da antiga RLAM para o fundo Mubadala em 2021, por US$ 1,65 bilhão, é apontada pelo governo como um marco do desmonte da soberania energética.

Durante o evento em Minas Gerais, Lula foi enfático ao prever a reversão desse processo, afirmando que, embora possa demandar tempo, o Estado irá recomprar a unidade baiana. Essa intenção já havia sido formalizada em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em agosto de 2024, quando a Petrobras confirmou a realização de um processo de investigação aprofundada, análise e auditoria para uma possível aquisição, condicionada a avaliações econômicas e ritos de governança.

O retorno ao refino baiano

Para o ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, essa privatização fragmentou a capacidade de resposta estatal. Em entrevista ao canal Tutaméia na semana retrasada (13), ele pontuou que a perda da unidade baiana retirou do país o poder de amortecer as variações de preços no mercado interno, criando um ambiente propício para abusos econômicos e especulação:

“A venda de Mataripe agravou a perda de capacidade de regulação de preços em mercados regionais. A privatização da refinaria de Matarip […] levou a essa situação. Quer dizer, você perdeu a capacidade de amortecer as variações de preços no mercado baiano”, afirmou Gabrielli.

A recomposição do parque de refino também se justifica sob o peso de investigações da Polícia Federal, que apuram se a venda de Mataripe foi facilitada por crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O ativo foi entregue ao fundo dos Emirados Árabes por cerca de metade do valor de mercado, e a PF investiga se o recebimento de joias de luxo e diamantes por Jair Bolsonaro e sua comitiva funcionou como uma propina indireta pelo negócio vantajoso.

Regap: R$ 9 bilhões e combustíveis do futuro

Enquanto negocia o retorno à Bahia, o governo transforma a Regap em vitrine de expansão e transição ecológica. O Plano de Negócios 2026-2030 prevê aportes que podem chegar a R$ 9 bilhões em uma década, visando elevar a produção dos atuais 166 mil para 240 mil barris por dia em cinco anos, segundo o Vermelho.

O projeto inclui a fabricação de combustíveis do futuro, como o Sustentável de Aviação (SAF) e o Diesel R Renovável (biocombustível), além da instalação da primeira usina fotovoltaica em uma refinaria da companhia, capaz de reduzir em 20% o gasto energético da planta. Para o ministro Alexandre Silveira, as iniciativas “fortalecem a capacidade de produção de combustíveis da refinaria, além de promover a transição energética e gerar empregos”, afirmou.

Escudo contra o Estreito de Ormuz

A urgência em ampliar o refino ganha contornos estratégicos diante da crise no Oriente Médio e do risco de bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, um gargalo vital para o petróleo mundial. Para blindar o abastecimento, Lula defendeu a criação de um estoque regulador público, comparando a necessidade de reservas de combustível ao “escudo” das reservas internacionais de dólar. Atualmente, o Brasil opera com níveis operacionais mínimos, o que amplia a vulnerabilidade diante da dependência de importações de diesel e gás de cozinha.

Para enfrentar esse cenário, o governo articula ferramentas que incluem a criação de uma sala de situação no Ministério de Minas e Energia, a fiscalização de estoques obrigatórios pelas distribuidoras, o uso seletivo de tributos e a ampliação de biocombustíveis. A estratégia marca uma mudança de paradigma, abandonando a lógica de mercado estrito em favor de uma política de segurança energética onde a Petrobras e o Estado retomam o centro do tabuleiro.


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Mundo

Trump peida, dá de fasto, Irã ironiza e sabotadores tropicais ficam de mãos vazias

O jornal Financial Times diz que vê estado mental de Trump como risco global.

Trump, de joelhos, correu para avisar ao mundo que está em negociação com o Irã, dizendo que suspendeu ataques contra alvos estratégicos.

Irã dá de ombros e diz que não existe qualquer negociação e que Trump apenas recuou, peidou, deu de fasto, como quelquer pangaré diante de uma cobra no caminho da roça.

Trump passou os últimos dias ameaçando os iranianos, espinafrando aliados, colocando a economia mundial em absoluto colapso e, agora, o pedófilo anuncia, a modo e gosto, uma suposta negociação com o Irã, afirmando ter ordenado aos militares que não disparem nem estilingue contra infraestruturas energécas daquele pais.

A verdade é que deu ruim e o cagão, depois da lambança que arrumou contra o próprio pé, agora tenta arrumar uma saída honrosa e vira piada no país persa.

A embaixada do Irã no Afeganistão afirmou que a declaração de Trump é resultado de uma estratégia que produziu um mata-leão no fanfarrão, obrigando o bufão a bater três e com vontade a palma da mão na lona. Isso acontece depois de, por vários dias, arrotar que havia vencido a guerra e anunciar a tal operação Fúria Épica.

O porcalhão agora diz que tem o prazer de, na cara dura, informar que EUA e Irã tiveram conversas produtivas a respeito de uma resolução das hostilidades dos EUA e Israel no Oriente Médio, O imperador dos tolos mandou essa sem ruborizar.

Trump, com a bunda de fora, depois de rasgar a calça no traseiro, acabou criando um impacto imediato no mercado mundial, O preço do barril de petróleo no Brasil, por exemplo, caiu 13% para tristeza dos sabotadores. O troço foi anunciado tão de estalão que o Irã retrucou e repudiou, desmentindo Trump, afirmando que não abrirá o Estreito de Ormuz em 48 horas coisa nenhuma, como anunciado pela Casa Branca.

Na verdade, quem deu o ultimato em Trump, foram os próprios cidadãos americanos, que vêm nessa guerra com o Irã uma lambança generalizada de Trump, transformando o sujeito no cidadão mais malquisto dentro dos EUA.

Irã contesta o palavrório do boquirroto, dizendo que não tem qualquer conversa com o ronca e fuça e que, na realidade, não passa de conversa fiada de derrotado como forma de declarar recuo para não ter uma derrota e sair de cena de forma ainda mais humilhante.


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Política

Irã reafirma soberania sobre Estreito de Ormuz e adverte: ‘navios dos EUA não passarão’

Presidente Donald Trump convoca China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para uma força-tarefa no estreito

O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri, respondeu às alegações de Donald Trump de que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto, afirmando que a rota “ainda não foi fechada militarmente e está apenas sob controle”.

Em uma postagem no X, ele rebateu os comentários do líder da Casa Branca, dizendo: “Os norte-americanos alegaram falsamente a destruição da marinha do Irã. Depois, alegaram falsamente a escolta de petroleiros. Agora, estão até pedindo reforços a outros países.”

O presidente dos Estados Unidos afirmou neste sábado (14/03), em uma publicação na Truth Social, que “especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar” o estreito enviariam navios de guerra “em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro”. Ele citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido entre os países que esperava que contribuíssem.

Trump ainda disse que os EUA já haviam “destruído 100% da capacidade militar do Irã”, ao mesmo tempo em que admitia que Teerã ainda poderia “enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance” ao longo do canal.

Ele prometeu que, enquanto isso, Washington “bombardearia impiedosamente a costa e afundariam continuamente barcos e navios iranianos”, prometendo deixar o estreito “ABERTO, SEGURO e LIVRE”.

Vale ressaltar que na semana passada, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse ao canal de notícias estadunidense CNBC que os EUA não estavam preparados para escoltar navios através do estreito.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também esclareceu que o estreito estava fechado apenas para “petroleiros e navios inimigos e seus aliados”, e não para toda a navegação. Já Mohsen Rezaee, membro do Conselho de Discernimento do Interesse do Irã — um órgão influente próximo ao líder supremo —, afirmou: “Nenhum navio americano tem o direito de entrar no Golfo”.

*Opera Mundi


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Mundo

Irã promete incendiar navios no Estreito de Ormuz; militares dos EUA mortos são 6

O Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo

Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está fechado e alertou que qualquer embarcação que tentar passar será atacada, segundo a mídia estatal iraniana.

“O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, disse Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante-em-chefe da força paramilitar.

O Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo, por onde passam cerca de 20% do fornecimento global de petróleo.

Qualquer interrupção nessa rota provavelmente fará com que os preços do petróleo bruto subam acentuadamente e aumentará os temores de uma escalada regional.

Número de militares americanos mortos chega a seis
Na rede social X, a Central de Comando das Forças Armadas dos EUA informou nesta segunda-feira (2) que pelo menos seis militares americanos morreram em combate após os Estados Unidos e Israel iniciarem os bombardeios ao Irã no sábado, informou o Exército. Até um dia antes, a informação era de quatro militares mortos.

“As forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã na região”, afirmou o Comando Central dos EUA em um comunicado.

“As principais operações de combate continuam. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.”

*BdF


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Guarda Revolucionária do Irã fecha por onde passam mais de 20% do petróleo do mundo

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio pode reter de 20% a 25% do petróleo exportado no mundo. O volume retido seria de mais de 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente à Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

Reuters – A Guarda Revolucionário do Irã interrompeu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz em retaliação ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao país, de acordo com a Reuters.

Guarda informou que “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz”. A informação foi repassada por transmissão VHS a um navio da União Europeia que circulava pelo local e informada por um tripulante da embarcação a Reuters.

Estreito fica entre Omã e o Irã. Ele liga o Golfo Persa com o golfo de Omã.

Estreito é essencial para fluxo global de petróleo. A região é usada por embarcações para escoar a produção de óleo de Arábia Saudita, Iraque e outros países da região para o restante do globo. Estimativas apontam que um quinto da produção global passa pela região.

Ataques a navios não estão descartados. De acordo com militares europeus que participam de operação na região, rebeldes hutis ameaçaram atacar Israel e embarcações americanos em resposta aos últimos acontecimentos.

Em resposta à ofensiva de Estados Unidos e Israel, Irã atacou bases militares americanas no Oriente Médio. Ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque foram alvejadas, segundo o Uol.


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Parlamento do Irã aprova fechamento do Estreito de Ormuz; a decisão final é do Conselho Supremo do país

General Esmail Kosari confirma que medida recebeu apoio no Legislativo iraniano, mas só será executada após aval do alto comando nacional.

O Parlamento do Irã aprovou uma proposta para o fechamento do Estreito de Ormuz, mas a aplicação da medida depende ainda da deliberação do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país.

A informação foi confirmada pelo general Esmail Kosari, membro da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano (Majles), em declaração divulgada pela agência Sputnik e pela HispanTV, diz o 247.

A medida ainda não entrou efetivamente em vigor pois precisa passar pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional. Após isso, o chefe de Estado do país, o aiatolá Khamenei é quem baterá o martelo sobre o tema.

A medida deve provocar um aumento imediato nos preços do petróleo, dado que cerca de 15 a 20 milhões de barris por dia deixarão de circular com a medida aprovada pelo parlamento iraniano.

Ou seja, haverá uma pressão nos custos de energia, transporte e inflação em escala global.

Em termos de geopolítica, a medida também deve provocar mudanças no tabuleiro, considerando que países importadores – como China, Índia, Japão e vários países da Europa – serão forçados a buscar rotas alternativas ou realizar novas negociações, de acordo com a Istoé..

Vale destacar que qualquer rota alternativa seria somente para minimizar os danos, dado que não existem rotas alternativas viáveis em volume compatível com o que passa pelo estreito.


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Comandante iraniano: Tel Aviv e 35 alvos dos EUA no Oriente Médio estão ao alcance do Irã

Assim como Tel Aviv, 35 alvos vitais americanos no Oriente Médio estão “ao alcance do Irã”, disse o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Gholamali Abuhamzeh, citado pela agência de notícias Tasnim.

“O estreito de Ormuz é um ponto vital para o Ocidente e um grande número de destróieres e navios de guerra americanos cruzam lá […] Alvos vitais americanos na região foram identificados pelo Irã há muito tempo […] cerca de 35 alvos americanos na região, bem como Tel Aviv, estão ao nosso alcance”, disse ele à mídia.

O comandante iraniano acrescentou que Teerã se reserva o direito de retaliar contra os EUA pelo assassinato do chefe da Força Quds, levantando a perspectiva de possíveis ataques a navios no Golfo.

Neste sábado (4), o líder da coalizão política parlamentar do Hezbollah no Líbano, Mohamed Raad, declarou que a resposta do eixo de resistência apoiado pelo Irã ao assassinato do general seria decisiva, citou o Al-Mayadeen.

O Departamento de Estado sublinhou que Washington vai continuar a sua dura política de sanções contra o Irã e já tomou as medidas necessárias para proteger os seus bens no Oriente Médio, acrescentou a emissora Al-Arabiya.

Assassinato de Soleimani

As tensões entre Washington e Teerã aumentaram após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, que foi assassinado em Bagdá na sexta-feira (3) durante um ataque aéreo autorizado pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Os EUA descreveram a sua ação como uma medida preventiva para evitar um conflito militar e proteger os militares americanos que estão na região.

Manifestantes iranianos durante protesto contra o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, 3 de janeiro de 2020

Manifestantes iranianos durante protesto contra o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, 3 de janeiro de 2020.

Após o assassinato de Soleimani, as autoridades iranianas ameaçaram retaliar para vingar a morte do general. Ele foi sucedido pelo brigadeiro-general Esmail Ghaani, que anteriormente ocupava o cargo de comandante-adjunto da unidade.

 

 

*Com informações do Sputinik