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Pesquisa

Quaest: Inflação é percebida por 98% e Bolsonaro é responsável por alta na gasolina

Pesquisa Quaest mostra que economia lidera a lista dos principais problemas do Brasil e deve pautar o debate eleitoral. Alta de preços, desemprego e crise econômica preocupam brasileiros.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (7) mostra que a Economia deve pautar a disputa entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro. O tema é tratado como principal problema para 46% da população.

A pandemia, que já liderou o ranking, é visto como prioritário apenas para 14%, seguido pelas questões sociais e à frente da corrupção, que pautou as eleições de 2018, com 9%.

O estudo ainda fez um recorte do tema e a inflação (16%) já divide com a crise econômica (17) a preocupação dos brasileiros – em terceiro, com 13% está o desemprego. Nas questões sociais, a fome é preocupante para 9%, seguido pela desigualdade, com 2%.

Alta dos preços e Petrobras

A Quaest mostra ainda que 98% dos entrevistados percebeu a alta de preços dos produtos nos últimos meses – 2% dizem que “ficaram iguais”. Outros 74% acham que os preços vão aumentar nos próximos meses.

Para 62%, a economia piorou no último ano e, nos últimos três meses, houve um aumento de 8 pontos percentuais – de 51% para 59% – entre aqueles que dizem que “piorou” a capacidade de pagar as próprias contas.

Jair Bolsonaro é, disparado, considerado o maior responsável pelo aumento dos preços dos combustíveis no Brasil – que ocasiona um efeito cascata na inflação.

Para 24% é o presidente o responsável pelo preço da gasolina e do diesel. Outros 15% culpam a Petrobras – que é gerida pelo governo – e 14% dizem que é por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O discurso de Bolsonaro de culpar governadores foi adotado por 12% dos ouvidos na pesquisa. A alta do dólar e o mercado internacional são citados por 9% e 2% culpam os proprietários dos postos. Para 4%, todos os citados são responsáveis.

A pesquisa ainda mostra uma sondagem em relação às eleições, que ocorrem daqui a seis meses, e a percepção de 44% é que a situação econômica do país vai melhorar. Outros 31% dizem que vai piorar e 21% ficar do mesmo jeito.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores, face a face, entre os dias 1 e 3 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança de 95%.

*Com Forum

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Política

Datafolha revela o óbvio: 75% dos brasileiros culpam Bolsonaro pela disparada da inflação

A questão da inflação nos tempos de Bolsonaro, tem uma meleca a mais, que é a macunaímica falta de qualquer, regra ou sentido econômico nas contas do varejo. Bolsonaro passou a ideia de que o vale tudo neoliberal é terra de ninguém e os comerciantes bolsonaristas acreditaram nisso, assim como outros setores que nunca especularam tanto.

O resultado disso está aí.

José Paulo Kupfer no UOL: “De acordo com projeções de Fabio Romão, um dos economistas que mais conhecem os caminhos da inflação brasileira, o IPCA-15 deu indicações de que a coisa está feia. Chamou atenção a intensidade, a disseminação e a velocidade das altas de alimentos.”

Lógico que a população percebeu isso e o Datafolha não podia obter outra resposta na sua pesquisa: “Datafolha: 75% dos brasileiros culpam Bolsonaro pela disparada da inflação”

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Pesquisa

Medo da inflação dificulta crescimento de Bolsonaro, aponta pesquisa

“Se cumprida a expectativa da autoridade monetária de que o ‘pico’ da inflação ainda ocorrerá em abril, com prováveis reflexos nos meses seguintes, isso poderá dificultar a recuperação da popularidade do presidente antes do início da campanha eleitoral”, diz o cientista político Antonio Lavareda.

Além dos números da corrida eleitoral, a pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (25) mostra que a inflação se consolida cada vez mais como uma das principais preocupações dos brasileiros. Entre os entrevistados, 77% apontam que os preços “aumentaram muito”, enquanto 20% dizem que “aumentaram”. Somente 1% tem a percepção de que eles ficaram “iguais” e outros 1% acharam que eles “diminuíram”.

O levantamento mostra ainda que 33% acreditam que os preços ainda vão “aumentar muito” nos próximos meses e 46% creem que “vão aumentar”. Para 63%, a economia vai no rumo errado e 27% veem que ela está no rumo certo, enquanto a desaprovação ao governo Bolsonaro na pesquisa teve oscilação para cima, passando de 63% para 65%.

“Interrompe-se, assim, o movimento de recuperação da imagem medido nas cinco pesquisas quinzenais nacionais anteriores, que o Ipespe realizou este ano”, destaca em seu perfil no Twitter o cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe. “Se cumprida a expectativa da autoridade monetária de que o ‘pico’ da inflação ainda ocorrerá em abril, com prováveis reflexos nos meses seguintes, isso poderá dificultar a recuperação da popularidade do presidente antes do início da campanha eleitoral.”

Lavareda lembra ainda que a proximidade das eleições coloca a disputa na mídia em termos menos desiguais. “A partir de junho também acaba a propaganda oficial, incluindo a utilização das redes de TV para anúncios de programas federais. Ou seja, encerra-se o período em que o governo tem monopólio da propaganda, restando à oposição fazer barulho apenas na imprensa e nas mídias sociais.”

Bolsonaro: recuperação interrompida

O levantamento do Ipespe mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto, seguido pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 26%. Na sequência, Sergio Moro (Podemos) tem 9% e Ciro Gomes (PDT), 7%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), está em quinto lugar, com 2%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o deputado federal André Janones (Avante), a senadora Simone Tebet (PMDB) e Felipe d’Avila (Novo) aparecem empatados com 1%.

A sondagem revela uma interrupção no crescimento das intenções de voto em Bolsonaro, que recuou dois pontos percentuais em relação à última pesquisa, realizada no início do mês. A oscilação está dentro da margem de erro, que é de 3,2 pontos percentuais, mas interrompe uma sequência de crescimento registrada desde janeiro.

*Com Rede Brasil Atual

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Brasil

Com Bolsonaro, preço da gasolina supera inflação em 158%

Desde janeiro de 2019, gasolina subiu 56,5%. Diesel e gás de cozinha aumentaram 69,1% e 47,8%, respectivamente. Inflação oficial está em 21,86%.

Quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência, em janeiro de 2019, o litro da gasolina era vendido por R$ 4,268 em média no Brasil. Passados pouco mais de três anos, o consumidor está pagando R$ 6,683, de acordo com levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Nesse período, portanto, o aumento foi de 56,5%. Já o litro do diesel teve alta ainda maior, de 69,1%. Subiu de R$ 3,437, no início do mandato, para 5,814, atualmente. O botijão de gás de 13 quilos saltou de R$ 69,26 para R$ 102,42, aumento de 47,8%. Nesse intervalo, a inflação geral medida pelo IPCA (IBGE) ficou em 21,86%. Ou seja, os aumentos da gasolina superam em 158,46% (quase 2,6 vezes) a já elevada inflação oficial.

Somente na semana de 6 a 12 de março, a gasolina teve alta 1,6% nos postos. O diesel já subiu 3,7%. Já o gás de cozinha caiu -0,21%. Contudo, o último levantamento da ANP ainda não absorveu a totalidade dos reajustes anunciado pela Petrobras na semana passada. Isso porque os novos preços foram captados apenas nos dois últimos dias. Desde a última sexta-feira a gasolina subiu 18,8%, passando de R$ 3,25 o litro para R$ 3,86. O diesel subiu 24,9%, de R$ 3,61 para R$ 4,51. Do mesmo modo, o gás de cozinha (GLP) teve acréscimo de 16,1%, de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo.

Nas alturas

O dito preço “médio”, porém, nem sempre traduz a realidade. Na cidade de São Paulo, maior mercado consumidor do país, é raro encontrar um posto em que a gasolina seja vendida abaixo de R$ 6,80. Segundo a ANP, por exemplo, a Bahia hoje tem a gasolina e o diesel mais caros do país, onde chegam a custar até 7,569 e R$ 8,770 o litro, respectivamente. Por lá, a explosão dos preços é consequência da privatização da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde. Em dezembro do ano passado, a Rlam, rebatizada de Refinaria Mataripe, passou a ser administrada pela Acelem, que pertence ao fundo de investimento Mudabala Capital, com sede nos Emirados Árabes. Desde então, a empresa decidiu não mais acompanhar os preços definidos pela Petrobras.

Com a venda das refinarias, o governo Bolsonaro e a direção da Petrobras – tanto a atual, como a anterior – diziam que o aumento da concorrência no setor beneficiaria o consumidor final. O caso da Mataripe desmente esse argumento. Só neste ano a Acelen já aumentou cinco vezes valores cobrados pelos combustíveis. Assim o preço da gasolina é 27,4% mais caro do que o praticado pela Petrobras. No diesel S-10, a diferença é ainda maior, chegando a 28,2%. O Mato Grosso tem o botijão de gás mais caro do país, podendo chegar a até R$ 140,00, segundo a ANP.

Falsa promessa

O mais irônico é que um panfleto de campanha de Bolsonaro, em 2018, prometia o litro da gasolina a “no máximo” R$ 2,50. Além disso, prometia aos eleitores que o gás de cozinha custaria “no máximo” R$ 35,00. Diante desse “estelionato eleitoral”, o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna balança no cargo. Bolsonaro, no entanto, já mexeu no comando da Petrobras. Em abril de 2021, Silva e Luna entrou no lugar do economista Roberto Castello Branco. O que não mudou, por outro lado, foi a política de preços praticada pela estatal. Foi Castello Branco, inclusive, que instituiu o Preço de Paridade Internacional (PPI), em outubro de 2016, depois do golpe do impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Pelo PPI, os preços dos combustíveis no Brasil passaram a acompanhar as cotações do petróleo no mercado internacional. A dolarização dos combustíveis beneficia principalmente aos acionistas da Petrobras. Assim, os investidores privados devem receber mais de R$ 100 bilhões em lucros e dividendos relativos ao ano passado. O PPI também atende aos interesses de 392 empresas importadoras de petróleo, que não conseguiriam competir no mercado interno caso a Petrobras considerasse os custos em reais na hora de estabelecer os preços dos combustíveis.

Considerando todo o período do PPI, desde 2016, a gasolina já subiu 82,4%. O diesel, 93,2%, e o gás de cozinha, 85%. Em função da guerra na Ucrânia, o preço do petróleo segue em alta, o que deve resultar em novos reajustes dos combustíveis no mercado brasileiro. No entanto, cabe lembrar que, antes do PPI, em meados 2008, em meio à crise econômica internacional, o barril de petróleo tipo brent chegou ao preço recorde de US$ 147,50. Naquele momento, no entanto, a gasolina não foi reajustada, e continuava custando R$ 2,50 o litro.

Explicação na tela

Para esclarecer as consequências do aumento dos combustíveis, os petroleiros lançaram no do ano passado o documentário A Mentira Como Combustível. A obra esmiúça a política de preços da Petrobras e desconstrói as mentiras do governo Bolsonaro para justificar a facada nos consumidores. Além disso, desenha a relação entre o empobrecimento do trabalhador e a explosão dos preços. Por exemplo, ao abastecer o carro com 35 litros de gasolina, o motorista brasileiro comprometia 25% do salário-mínimo, naquele momento. Por outro lado, em países como Estados Unidos, Itália e Argentina esse percentual fica entre 3% e 6,2. O filme é uma iniciativa da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro). Assista:

*Com Rede Brasil Atual

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Economia

Inflação dispara e é a maior para fevereiro desde 2015 e vai a 10,54% em 12 meses

Mega-aumento de combustíveis deve gerar novas pressões a partir de março.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), teve alta de 1,01% em fevereiro.

É a maior variação para o mês desde 2015, informou nesta sexta-feira (11) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 0,95%.

O avanço em fevereiro significa uma aceleração frente a janeiro. No primeiro mês deste ano, a alta havia sido de 0,54%.

Até fevereiro, o IPCA chegou a 10,54% no acumulado de 12 meses. Na divulgação anterior, até janeiro, o avanço era de 10,38% nessa base de comparação.

O indicador, em dois dígitos, está distante da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central). O centro da medida de referência neste ano é de 3,50%. O teto é de 5%.

De acordo com analistas, o IPCA deve voltar a estourar a meta em 2022. Se a estimativa for confirmada, será o segundo ano consecutivo de descumprimento. Em 2021, o avanço do índice foi de 10,06%.

Educação e alimentação puxam alta mensal

Em fevereiro, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços. No mês, o maior impacto (0,31 ponto percentual) e a maior variação (5,61%) vieram de educação.

Dentro desse segmento, o maior impacto foi dos cursos regulares (6,67%), com destaque para ensino fundamental (8,06%), pré-escola (7,67%) e ensino médio (7,53%).

Depois de educação, aparece o grupo de alimentação e bebidas. A alta foi de 1,28%, com contribuição de 0,27 ponto percentual.

“O grupo de alimentação sofreu impactos dos excessos de chuvas e também de estiagens que prejudicaram a produção em diversas regiões de cultivo no Brasil. Destacam-se, em particular, os aumentos nos preços da batata-inglesa (23,49%) e da cenoura (55,41%)”, disse Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IPCA.

“No caso da cenoura, as variações foram desde 39,26% em São Paulo até 88,15% em Vitória. Além disso, as frutas subiram 3,55%”, completou.

Por outro lado, foram registradas quedas nos preços do frango inteiro (-2,29%) e do frango em pedaços (-1,35%), que também tiveram recuos em janeiro, de -0,85% e -0,71%, respectivamente.

Já nos últimos 12 meses, o que mais pesou na inflação, de modo geral, foram os combustíveis, que acumularam avanço de 33,33%. Em fevereiro, esse item do grupo de transportes (0,46%) teve queda de 0,92%.
Guerra pressiona combustíveis e alimentos

Para 2022, analistas até projetam uma taxa menor do que a do ano passado (10,06%), mas as preocupações voltaram a crescer devido aos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Com a tensão no Leste Europeu, commodities agrícolas e o petróleo dispararam no mercado internacional. Os reflexos dessa valorização começaram a aparecer com maior força no Brasil nos últimos dias.

Em razão do avanço do petróleo, a Petrobras anunciou na quinta-feira (10) mega-aumento em preços de combustíveis nas refinarias —alta de 18,8% na gasolina, de 16,1% no gás de cozinha e de 24,9% no óleo diesel.

A decisão da estatal deve atingir o IPCA a partir de março. Antecipando os possíveis efeitos do petróleo sobre os combustíveis e as eventuais pressões de commodities agrícolas sobre alimentos no Brasil, analistas jogaram para cima as estimativas de inflação em 2022.

O economista André Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), elevou sua projeção para o IPCA de 6,2% para 7,5%.

O viés é de alta. Ou seja, o número previsto pode ficar ainda maior nas próximas semanas, conforme Braz.

“Não é só o impacto dos combustíveis. Commodities como milho, soja e trigo também andam subindo e podem contaminar a inflação”, aponta.

“Há, ainda, os efeitos indiretos provenientes dos aumentos dos combustíveis. O frete fica mais caro, o transporte público urbano pode ficar mais caro”, acrescenta.

*Com Folha

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Mundo

Bolivia registrou 0,9% de inflação, a menor taxa da América do Sul. Brasil de Bolsonaro, com 10,6%, está entre as maiores do mundo

Nathália Urban – Entre políticas destinadas a manter a inflação controlada, está a emissão de regras para, em primeiro lugar, garantir a oferta do mercado interno antes da exportação.

O fortalecimento da moeda nacional ou a bolivianização em relação ao dólar, somado à manutenção do poder de compra ou da renda dos cidadãos.

E também o subsídio do Estado para hidrocarbonetos, isso evita variações nos preços de combustíveis.

Estão aí escancaradas as ações de um governo sério comparadas com as ações de um governo Bolsonaro.

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A essa altura da crise econômica, alguém ainda acredita em Bolsonaro?

Ninguém chega de improviso a uma crise econômica profunda como a brasileira, menos ainda sai dela aos solavancos.

Desarmar uma bomba depende de um estudo para se fazer uma delicada intervenção. No caso da bomba ter explodido, no estágio em que se encontra o Brasil, aí é que não se vê qualquer horizonte no governo Bolsonaro que possa ao menos atenuar o estrago que já foi feito.

Economia, como cansa de dizer Lula, e com razão, depende de confiança, de credibilidade, coisa que nem Paulo Guedes, Roberto Campos Neto e muito menos Bolsonaro têm.

Um governo que, durante três anos, produziu uma crise permanente não tem como vender um coelho dentro de uma cartola. Todos sabem, mas principalmente o povo brasileiro, que daí nada sairá e que a tendência é piorar. Ninguém fará investimento em um país completamente desgovernado em plena tempestade.

Para qualquer lugar que se olha, imediatamente se enxerga um futuro sombrio. Não é para menos. No mesmo dia em que anunciaram que a inflação chegou com o dobro da meta, o governo, através da Petrobras, anuncia um novo e inacreditável aumento do preço dos combustíveis, reajustando a gasolina em 4,85% e o diesel 8%, o que, por motivos óbvios, significa jogar querosene na fogueira da inflação. Consequentemente, a taxa Selic será bem mais alta e, em cascata, todo um processo seguirá o resultado da lambança.

Diante desse quadro ainda mais drástico, Bolsonaro enfrentará um abandono cada vez mais denso e intenso, sendo obrigado a dispor de cada vez mais recursos para alimentar os tubarões do orçamento secreto que vão, no máximo até março, virar as costas pra ele.

Bolsonaro está descendo a pinguela na banguela e sem freios, sem qualquer plano B, sem qualquer capacidade de sair do mata-leão que se enfiou com essa política desastrosa de Paulo Guedes.

Ainda veremos gente defendendo Bolsonaro, mesmo não acreditando em uma palavra que vocalize, porque não há no dicionário da língua portuguesa algo que possa explicar essa tragédia continuada de um governo nulo, inoperante, incapaz de uma atitude própria sem ficar de joelhos para interesses externos e para a oligarquia nativa.

O povo sente isso, percebe claramente que não há chance de sobrevivência minimamente digna com Bolsonaro comandando o país.

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Muito acima da inflação, combustíveis, café e gás de cozinha lideram a alta dos preços de 2021

Se o brasileiro sofreu a censura econômica de não poder comprar um único bife bovino e muitos foram parar na fila do osso, por conta dos abusivos preços das carnes e, mesmo assim não é a carne que apresenta preços com as maiores altas, e sim, os combustíveis, o café e o gás de cozinha, itens também essenciais para o cotidiano dos brasileiros, é porque há um claro descontrole generalizado da economia, melhor dizendo, uma perda total de rumo de um governo que, diante de uma inflação incontrolável, não tem a mínima ideia de onde começa a orelha e onde termina o rabo do bicho.

É um desnorteio absolutamente total, um desequilíbrio e uma desorientação do governo até então desconhecida pelos brasileiros.

O Brasil está diante de uma economia tão desgovernada que está sendo considerada uma tempestade perfeita, interna e externamente.

O mercado de livre arbítrio que, na verdade, é controlado por grandes empresários e banqueiros, na composição de interesses entre governo e plutocracia, deu no que deu. Não há qualquer restrição a taxas de juros chegando a 1000% ao ano o crédito pessoal porque não há gestão da economia, não há gerenciamento, não há direção. E se não há comando, não há controle. E se não há controle, o que há é manipulação dos grandes especuladores.

Ou seja, o mercado como mediador, e não o Estado, a partir de um monitoramento, com uma fiscalização criteriosa, produziu uma sensação generalizada de terra arrasada dentro do país.

E tudo indica que esse “autodomínio” do mercado sem qualquer contenção pelo Estado é que vai nortear a economia trágica em 2022. E o resultado será o sinônimo disso, porque o governo não tem o controle e não quer ter o controle da situação. O governo não fiscaliza e nem administra, tudo é definido pela plutocracia que, em português bem claro, que dizer os abutres do Brasil, os agiotas, os usurários, os avarentos que têm menos humanidade que o próprio Bolsonaro.

Essas aves de rapina, que se alimentam da tragédia alheia, não sentem compaixão por ninguém, ao contrário, diante da fome, da miséria, inclusive de velhos e crianças, tiram proveito da infelicidade dos miseráveis para ampliar suas fortunas.

Quando Bolsonaro dizia que entregaria a economia nas mãos de um banqueiro da pior espécie, chamado Paulo Guedes, classificando-o como Posto Ipiranga, tinha plena consciência do caráter nenhum do indivíduo. Mas por isso mesmo teve total apoio da mídia, dos banqueiros e rentistas justo porque ele massacraria, como massacrou, a imensa maior parte do povo brasileiro.

É esse o retrato da inflação brasileira. Não é por demanda ou qualquer lógica econômica, é a lógica da terra sem lei, do malboro econômico, do cangaço especulativo e da lei do mais forte fermentados por uma mídia que mente descaradamente tanto quanto Bolsonaro, pois cada passo desse caminho trágico em que o país se encontra foi regiamente comemorado como a salvação da lavoura brasileira.

O resultado está aí marcado a ferro e fogo nas costas dos brasileiros, pior, daqui a cinco meses estes terão saudade da tragédia que vivem hoje.

Nada disso foi sem querer, tudo foi feito com caso pensado para levar o país à ruína e beneficiar o 1% mais rico do Brasil, além de atender aos interesses dos EUA.

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Economia

Inflação sem controle fecha 2021 em 10,06% e piora a imagem do puído governo Bolsonaro

No cotidiano, a população sente que seu dinheiro tem menos poder de compra. Isso independe de dados oficiais.

Mas quando o IPCA, que mede a inflação oficial no país, revela que esta apresenta o dobro do teto da meta que é de 5,25 e chega a 10,06, as coisas ganham contornos dramáticos para um governo que em três anos não existiu.

Isso explica porque Bolsonaro e Guedes perderam o controle da economia.

A barragem neoliberal estourou o índice que mede a inflação oficial no país, principalmente pelas altas dos combustíveis, com a gasolina acumulando reajuste de 47,49% e o álcool com alta de 62,23% no ano.

Os alimentos também vêm mostrando aumentos inacreditáveis, o que é refletido na fila do osso.

O estouro da boiada inflacionária foi içada, sobretudo pela alta em três dos setores pesquisados: Transportes, habitação e alimentação e bebidas.

Isso significa que há uma inflação sistêmica e sem controle algum.

A maior alta se deu em Transportes, com variação média de 21,03% e o maior impacto (4,19 p.p.) no acumulado do ano.

Na sequência, vieram Habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e Alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

Além disso, tiveram altas considerações itens dos grupos Artigos de residência (12,07%) e Vestuário (10,31%) – que havia registrado deflação no ano anterior.

Segundo o IBGE, a alta de 21,03% do grupo Transportes está relacionada principalmente ao comportamento do preço dos combustíveis (49,02%) ao longo de 2021. A gasolina, subitem de maior peso no IPCA, subiu 47,49%, e o etanol, 62,23%. Apenas nos meses de abril e dezembro houve queda nos preços dos combustíveis.

O resultado do grupo também foi impactado pela alta dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%), principalmente no segundo semestre do ano.

As passagens aéreas registraram alta de 17,59%, com maiores reajustes nos meses de julho, setembro e outubro (35,22%, 28,19% e 33,86%, respectivamente).

Os transportes por aplicativo tiveram alta de 33,75% em 2021, em contraste com o que ocorreu em 2020, quando os preços recuaram 5,77%.

Guedes ainda diz que não acredita em pesquisa que Lula está com 50% de intenção de voto.

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Economia

Inflação fecha o ano a 10,42%, a maior taxa em seis anos

Pense no sentido da palavra descontrole, pois é isso que acontece no Brasil que está diante de uma pane econômica depois de um curto circuito que juntou dois fios que caracterizam a absoluta falta de governabilidade. Recessão e inflação juntas. Não há venda, mas os preços sobem. Não há demanda, mas a especulação não para de produzir aumentos.

Essa é a terra de ninguém, uma espécie de faroeste caboclo que a falta de regramento impõe aos brasileiros. É um processo completamente alheio à realidade, sem parâmetros, sem norte. E isso fica escancarado porque no mundo do próprio consumo há uma queda brusca provocada pela volta do país ao mapa da fome, pelo número recorde de desempregos e pela precarização quase total dos trabalhadores. O que significa que a sorte do Brasil a Deus pertence, porque, se depender de governo, esquece, pois o país há três anos não tem governo, tem um presidente que não promoveu uma única ação que trouxesse qualquer benefício ao país, aos trabalhadores, ao povo, à economia.

Ou seja, o Brasil ficou literalmente ao Deus dará. Pior, foi entregue nas mãos de um gigolô desse prostíbulo chamado sistema financeiro. O resultado é um desmando generalizado que custa à economia real taxas anuais de até 1000% para financiar o consumo.

Nem em estado de guerra acontece algo parecido. Lógico que essa taxa está muito aquém da realidade vivida pelos brasileiros. A inflação chegou de tal maneira que não há mais preços populares dos chamados produtos populares. Não há alimento barato entre o que antes se chamava de alimentos mais baratos. Tudo ganhou uma inacreditável dimensão nos preços que tira qualquer opção de escolha.

Assim, não há saída a não ser a redução drástica do consumo, o que deveria jogar os preços no chão, mas nem essa regra simplória no cenário de terra arrasada existe mais, porque o país perdeu seus parâmetros, porque não há índice confiável e, consequentemente, não há mais regra para nada.

Enquanto isso, Bolsonaro passeia e dança. E a mídia preocupada com a aliança Lula-Alckmin.

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