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Relatório da Abin revela pressão de Israel e EUA sobre América do Sul

Abin destacava a pressão de Washington contra Assunção por conta da “suposta transigência com o financiamento do terrorismo”

Os governos dos EUA e de Israel colocaram pressão sobre o Paraguai por conta da suposta existência de bases de financiamento do Hezbollah na Tríplice Fronteira, envolvendo ainda o Brasil e a Argentina.

A informação faz parte de documentos da agência e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.

Nesta semana, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio assinou um acordo de cooperação militar entre os EUA e o Paraguai, levantando preocupações no Itamaraty sobre o envolvimento de forças armadas americanas cada vez mais próximas das fronteiras do país.

Em maio de 2025, o governo de Donald Trump lançou sua primeira ação de combate ao terrorismo na Tríplice Fronteira, oferecendo uma recompensa permanente de até US$ 10 milhões por informações que “levem ao rompimento dos mecanismos financeiros da organização terrorista Hezbollah”, em especial no Brasil e região.

O foco é o financiamento de grupos ligados ao Irã que, nos últimos meses, passou a ser alvo de medidas da Casa Branca num esforço para asfixiar o regime de Teerã.

Mas o assunto estava no radar de Trump desde seu primeiro mandato. No relatório de inteligência N° 0063/92300 de 15 de fevereiro de 2019, a Abin destacava a pressão de Washington contra Assunção por conta da “suposta transigência com o financiamento do terrorismo”.

“Membros do governo paraguaio têm se mostrado cada vez mais incisivos em seus
posicionamentos contra a pressão política conduzida pelos governos dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel no tocante aos temas relativos à segurança na região da Tríplice Fronteira (TF) Brasil-Paraguai-Argentina”, afirmou o documento.

Segundo a Abin, a manifestação do desconforto das autoridades de segurança paraguaias aconteceu em janeiro daquele ano, numa reunião na sede do Banco Central do Paraguai, em Assunção.

“O evento, realizado anualmente sob os auspícios dos EUA, aconteceu pela terceira vez na América do Sul e, pela primeira vez, no Paraguai. A edição de 2019, iniciativa argentina e estadunidense para a discussão de questões transacionais, especialmente financiamento ao terrorismo e lavagem de dinheiro, serviu também como preparatória da visita técnica do Grupo de Acción Financiera de Latinoamérica (Gafilat), que ocorrerá este ano no Paraguai”, explicou a agência.

Durante o encontro, as autoridades paraguaias deixaram claro “o desconforto com respeito às reiteradas alegações da presença do Hezbollah no país”. “As ilações normalmente estão associadas a atividades de contrabando e lavagem de dinheiro operadas por pessoas supostamente vinculadas ao grupo político-militar. Vários ministros têm se manifestado quanto à inexistência de provas. até o momento, sobre a atuação direta do Hezbollah no país, sendo a mais enfática a ministra Mara Epifanía González, da Secretaria de Prevenção de Lavagem de Dinheiro Bens (Seprelad)”, disse.

O ministro Esteban Aquino Bernal, da Secretaria Nacional de Inteligência (SNI), também foi duro e destacou a “inexistência de provas concretas até o momento, não descartando porém, a possibilidade de que libaneses pertencentes à tradicional comunidade muçulmana da região venham a ter algum tipo conexão com o grupo”.

A Abin apontou que, “não obstante seu posicionamento, Esteban Aquino apresentou de forma superficial casos envolvendo pessoas possivelmente relacionadas com o Hezbollah na lavagem de dinheiro na Tríplice Fronteira, não tendo, contudo, revelado dados que evidenciassem tal relação”.

“Ele destacou os riscos de criminalizar pessoas, em particular, e a região de maneira generalizada, além de assegurar que o dinheiro envolvido nos casos citados leve como intermediários organizações não governamentais atuantes no Paraguai e instituições do sistema bancário dos EUA”, insistiu o informe.

A Abin ainda informou que “logo após fazer tais referências, sua fala teria sido cortada a pedido da organização sob alegação de esgotamento do tempo estipulado para sua palestra”.

“É provável que o aumento da pressão sobre o Paraguai tenha ainda cunho retaliatório sobre o atual presidente da República, Mario Abdo Benitez, o qual, no início de seu mandato. determinou o retorno da embaixada paraguaia em Israel de Jerusalém para Tel Aviv”, avaliou a Abin.

“A despeito de admitir a existência de pressões sobre o Paraguai, inclusive de organizações não governamentais estadunidenses, o embaixador dos EUA no país afirma que tais pressões não provêm do seu governo. Segundo o embaixador, oficialmente, o governo dos EUA não acusa o Paraguai de leniência em relação a financiamento do terrorismo, mas somente em relação a lavagem de dinheiro”, completou a nota.

Como foram obtidos os documentos
O acesso aos documentos da Abin ocorreu depois de seis anos de batalha por parte da Fiquem Sabendo e é considerado como um divisor de águas para a transparência no Brasil.

Documentos classificados são informações públicas que, por motivos de segurança da sociedade ou do Estado, são temporariamente mantidas em sigilo. Os documentos obtidos já foram desclassificados e, portanto, estão fora do prazo de sigilo. De fato, entre 2014 e 2020, mais de 400 mil documentos federais perderam o sigilo.

Mas o acesso nem sempre está garantido. Assim, o projeto Sem Sigilo começou em 2019, quando a entidade convocou voluntários para pedir documentos cujo prazo de sigilo expirou. A iniciativa coletou milhares de páginas de dezenas de órgãos, mas enfrentaram resistência de entidades como Abin, GSI, Ministério da Defesa, Forças Armadas, Polícia Federal e Itamaraty.

Em 2020, eles ajuizaram uma ação contra a Abin. A ideia era enfrentar o órgão mais resistente à transparência pública porque apostavam que, se ganhassem, outros cairiam por gravidade.

Em 2021, o MPF acolheu parcialmente os argumentos e sugeriu que a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, analisasse os documentos. Corretamente, o Congresso se recusou, afirmando não ser sua competência.

Em 2023, a ação sofreu uma derrota em primeira instância. A Justiça aceitou o argumento da União de que a Abin poderia decidir sozinha o que divulgar ou não — mesmo contrariando o texto da LAI.

Mas, em maio de 2025, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acatou o pedido e condenou, por unanimidade, a União e a Abin a entregar um conjunto de documentos mantidos ilegalmente sob sigilo.

A decisão tem um impacto profundo, já que:

Estabelece jurisprudência: é a primeira decisão em nível federal que reafirma que nenhum órgão está acima da LAI — e que seus prazos não são opcionais.

Cria precedente: o entendimento agora pode ser replicado para cobrar outros órgãos que seguem descumprindo a Lei, como o Itamaraty e as Forças Armadas.

Desmonta o sigilo eterno: reafirma que a transparência é a regra, e o sigilo, a exceção — com prazo.

*Publicado com exclusividade por Jamil Chade no ICL


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Vídeo: Caminhões israelenses despejam toneladas de lixo na Faixa de Gaza

Enclave é utilizado como depósito de resíduos de construção enquanto Israel espera que países estrangeiros ‘cuidem’ do entulho na fase da reconstrução

O Exército de Israel tem despejado lixo produzido no país na Faixa de Gaza. Imagens obtidas pelo jornal israelense Haaretz e publicadas no sábado (25/10) registraram caminhões carregados com entulho e detritos de construção saindo do território israelense, cruzando a passagem de Kissufim, e se dirigindo por cerca de 200 a 300 metros até o enclave. Ao longo da estrada, os veículos largam os resíduos e, assim, voltam esvaziados a Israel. Esse processo se repete várias vezes.

De acordo com o periódico, tratam-se de “milhares de toneladas de entulho” de construção produzido pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) ao longo de suas operações militares. O portal israelense associa os resíduos ao estabelecimento de dezenas de bases e postos de comando que serviram como pontos de parada para os soldados do regime sionista nas proximidades da fronteira.

Oficiais das IDF explicaram ao Haaretz que a ordem de descarte em área palestina partiu dos comandantes de campo. Segundo uma das fontes, foi permitido que despejassem as cargas “onde achassem melhor”.

“Eles estão despejando entulho de construção cheio de ferro, canos de irrigação e blocos de concreto – materiais que o Hamas acabará usando para seus próprios fins”, alegou um outro oficial familiarizado com o assunto.

Segundo o relato de um dos soldados com quem o Haaretz também conversou, o lixo tem sido despejado no enclave já que, conforme prevê uma das cláusulas essenciais do acordo de cessar-fogo, os países estrangeiros “entrarão em Gaza em breve para supervisionar a reconstrução e cuidarão da gestão de resíduos”.

Enquanto isso, mesmo após duas semanas da trégua, os cidadãos palestinos seguem lutando para encontrar comida, água limpa, combustível e abrigo confiável. Além disso, o regime sionista continua restringindo a entrada de ajuda em Gaza, desafiando uma decisão tomada pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), na semana passada, que determina que Israel deve facilitar o acesso à ajuda humanitária em posição de “país ocupante”. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza nesta segunda-feira (27/10), o genocídio na Palestina matou, desde 7 de outubro de 2023, pelo menos 68.527 pessoas e feriu mais de 170.395.

*Opera Mundi


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Para o Estado terrorista de Israel, o show de horrores contra crianças em Gaza não pode parar

Violações do cessar-fogo: Drones israelenses matam palestinos em Gaza

A existência de Israel e a carnificina diuturna de crianças palestinas é condição Sine Qua Non!

Jamais vai parar seu genocídio enquanto existir um único bebê vivo em Gaza.

É uma tara dos sionistas daquele inferno chamado Israel.

Se vivo fosse, Hitler não teria o menor problema em condecorar a cúpula governamental do Estado sionista.

Sangue de crianças palestinas para essa gente, é ouro.

Gaza segue sendo o palco macabro que Israel escolheu para dar seus monstruosos shows contra qualquer sopro de vida palestina.

Incluindo os fetos nos ventres de suas mães, como os soldados gostam de usar camisetas com os dizeres e imagens de mulheres palestinas grávidas vistas por uma alça de mira: um tiro, duas mortes.

Matar crianças palestinas em Israel é praticamente uma religião, é essencial, indispensável, diria mais, é obrigatório.

Essa é a verdadeira cultura do Estado terrorista de Israel.


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Cessar-fogo, o Conto da Carochinha: Israel mata mais nove palestinos

Enquanto ataques aéreos matam civis em Gaza, forças israelenses invadem escola em Belém e colonos destroem oliveiras no Vale do Jordão

Vários civis palestinos foram mortos pelas forças israelenses (IDF) nesta terça-feira (14/10), apesar de o acordo de cessar-fogo estar em vigor pelo quinto dia consecutivo. Segundo fontes médicas, pelo menos sete pessoas morreram quando drones sionistas dispararam contra moradores que inspecionavam suas casas no bairro de Shuja’iyya, a leste da Cidade de Gaza.

Dois palestinos sucumbiram aos ferimentos em outro ataque de drones na região de Khan Yunis, ao sul, de acordo com o correspondente da WAFA. Judy Jamil Fayyad não resistiu aos ferimentos sofridos em um bombardeio anterior, enquanto Abdul Latif Adnan Abu Ta’ima também faleceu devido aos ferimentos causados por outro ataque que teve como alvo o leste de Khan Yunis.

A região de Shakoush também foi alvo das forças israelenses, que abriram fogo, enquanto outras aeronaves não tripuladas voavam em altitudes muito baixas sobre a área de Al-Mawasi, no norte de Rafah.

Fontes locais informaram à WAFA que seis pessoas foram transferidas para o Hospital Al-Maqdadi e três para o Hospital Nasser, enquanto nenhuma vítima foi registrada nos hospitais Al-Shifa, Al-Aqsa e Al-Awda.

Milhares de vítimas permanecem sob os escombros ou nas ruas, enquanto ambulâncias e equipes de defesa civil enfrentam dificuldades para alcançá-las devido à enorme destruição. Fontes médicas na Faixa de Gaza anunciaram que o número de mortos pela ofensiva israelense no território subiu para 67.869 palestinos e 170.105 feridos desde 7 de outubro de 2023.

Violações continuam
A Escola Kisan, a leste de Belém, foi invadida pela IDF nesta terça-feira (14/10), segundo fontes de segurança. As tropas ameaçaram os professores para que não discutissem a questão dos prisioneiros palestinos, alertando-os de que qualquer menção ao tema levaria a um novo ataque.

Na noite de segunda-feira (13/10), colonos destruíram dezenas de oliveiras frutíferas na vila de Bardala, no norte do Vale do Jordão. Fontes locais disseram à WAFA que aproximadamente 150 oliveiras frutíferas de propriedade do sultão Rashid Mubaslat, na planície de Qa’un, perto da vila, também foram destruídas. A área testemunhou recentemente uma escalada de ataques de colonos armados.

*Opera Mundi


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O mundo olha para o fim do genocídio em Gaza com todas as reticências

Quem confia nos sionistas de Israel? Nem os próprios respeitam suas palavras.

A palavra incondicional é um termo que não existe no Estado terrorista de Israel.

Nunca teve conflito em Gaza.

O que o mundo assistiu, ao vivo e a cores, nas redes sociais, fatos omitidos pela mídia 100% sionista, foi à barbárie em estado puro.

Israel provou ao planeta que a maldade, a covardia, e a crueldade humana, não têm limites.

O ceticismo no mundo, com o “fim do genocídio”, se impõe por isso.

Dessas breves e frágeis palavras, em nome do fim da carnificina de Israel na Palestina, tudo pode ser apenas poeira para turvar a opinião pública global.

Como os terroristas oficiais de Israel não podem explodir o planeta, a única atitude que sobrou de uma tempestade de repúdio no mundo, foi executar às pressas um “plano de paz” na vã tentativa de reduzir as hostilidades da opinião pública mundial contra as práticas nazistas do Estado sionista.

O ceticismo é o único sentimento possível nesse ambiente coletivo de tristeza e dor no mundo.

A selvageria de Israel não é algo banal. A escalada de violência contra o povo palestino não começou agora, mas em 1948.

Quem confia nos sionistas de Israel?

Hoje, no mundo, há uma percepção de que promessas ou acordos de Israel não são cumpridos, citando exemplos históricos como os Acordos de Oslo.

A percepção é a de que Israel não cumpre acordos ou resoluções internacionais, como as da ONU sobre os territórios ocupados.
Israel “argumenta” que resoluções da ONU são enviesadas ou não consideram suas preocupações de segurança.

O problema de Israel é que esse tipo de mantra não convence mais ninguém minimamente civilizado.

O fato é que o mundo vai vigiar, com olhos bem abertos e faro fino, cada passo dado por Israel.

A ver


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O apoio ao genocídio de Israel em Gaza mostra como a mídia industrial e a extrema direita são irmãs siamesas

A extrema direita global e brasileira tem se posicionado como escudeira inabalável de Israel, independentemente das evidências de crimes de guerra cometidos pelos exército assassino de Israel.

No Brasil, a mídia industrial, conglomerados como Globo, Folha e Estadão, atua sem qualquer pudor como cúmplice ao adotar uma cobertura enviesada que humaniza vítimas israelenses enquanto desumaniza palestinos.

Em 2023-2025, veículos brasileiros trataram o ataque do Hamas em 7 de outubro como “do nada”, sem contextualizar o bloqueio de Gaza ou a ocupação, e rotulam ações israelenses como “retaliações” legítimas, enquanto resistência palestina é narrada como “terrorismo”.

Jornalistas da BBC (global, mas ecoada no Brasil) denunciaram em julho de 2025 censura interna e viés pró-Israel, com mais de 300 funcionários criticando a omissão de crimes de guerra e o bloqueio de documentários sobre ataques a médicos em Gaza.

No Brasil, a SOCICOM e a Rede Nacional de Combate à Desinformação emitiram nota em 2025 condenando a cobertura restritiva e desinformativa de veículos como GloboNews, que priorizam narrativas de Israel (como investigações preliminares sobre ataques a hospitais, ignorando contraprovas) e silenciam sobre flotilhas humanitárias interceptadas, como a que libertou 13 brasileiros em outubro.

Essa seletividade não é acidental.
Enquanto isso, posts em redes sociais destacam a hipocrisia.
A grande mídia amplifica mortes de ativistas de direita nos EUA, mas ignora 340 palestinos mortos em filas de comida em Gaza em junho de 2025.

Essa seletividade não é acidental.

O que há são interesses comerciais, como parcerias com Israel. A extrema direita fornece o veneno ideológico (supremacia, ódio ao outro), e a mídia industrial, os holofotes e microfones, beneficiando-se de audiências polarizadas e seus laços econômicos com Israel.

O resultado?

Uma opinião pública manipulada que ignora o controle total de 75% de Gaza por Israel em 2025, com fome declarada pela ONU e emigração forçada.

Quebrar essa simbiose exige mais do que denúncias.

É urgente a regulação midiática, apoio a jornalismo independente e mobilização contra a desinformação.

Gaza não é só um conflito distante, é um espelho da nossa polarização interna.

Se a extrema direita e a mídia continuarem despudoradamente siamesas, o preço será pago por todos nós, em direitos e humanidade.

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Movimento ‘Game Over Israel’ pede suspensão de Israel da UEFA por genocídio em Gaza

Polícia de Oslo usou gás lacrimogêneo em meio a protestos pró-Palestina; jogo pelas Eliminatórias da Copa terminou com goleada da Noruega sobre Tel Aviv

O grupo de defesa dos direitos humanos Game Over Israel solicitou neste sábado (11/10) que a UEFA suspenda Israel até que o país ponha fim aos seus abusos contra os palestinos.

Com o cessar-fogo em Gaza entrando em vigor na sexta-feira (10/10), Ashish Prashar, diretor de campanha da organização, enfatizou a necessidade de responsabilizar o Estado israelense por sua conduta. “Mesmo que bombas e balas parem, o genocídio é um crime contra a humanidade e talvez o crime mais grave que um Estado ou projeto pode cometer”, declarou Prashar à emissora catari Al Jazeera.

Ele também afirmou que Israel “não tem lugar no futebol internacional” após os horrores desencadeados em Gaza, classificados por importantes grupos de direitos humanos e investigadores da ONU como genocídio.

“Lembrem-se do que a Europa fez depois da Segunda Guerra Mundial. A Alemanha nazista foi suspensa do futebol e os julgamentos de Nuremberg aconteceram”, recordou.

O Game Over Israel tem utilizado outdoors em grandes cidades ao redor do mundo para divulgar a mensagem: “Israel está cometendo genocídio. Suspendam Israel agora. É sua obrigação moral”.

John Dugard, ex-relator especial da ONU para a Palestina, disse que continua legalmente necessário e urgente que a UEFA proíba a Associação Israelense de Futebol (IFA).

“Pedimos que defendam a integridade do esporte e suspendam imediatamente a IFA e todas as equipes afiliadas das competições da UEFA até que Israel ponha fim ao genocídio e à sua ocupação ilegal, e cumpra integralmente suas obrigações perante o direito internacional”, disse em comunicado.

Manifestantes vão às ruas em Oslo
A partida das eliminatórias da Copa do Mundo entre Noruega e Israel, em Oslo neste sábado (11/10), foi marcada por protestos e uma forte resposta de segurança, que incluiu o uso de gás lacrimogêneo. Torcedores noruegueses estavam divididos sobre a participação israelense no torneio devido à guerra em Gaza.

Antes do jogo, centenas de apoiadores pró-palestinos se reuniram para protestar em frente ao parlamento norueguês, muitos vestindo camisas da seleção palestina. “A partida não deveria ter sido disputada. Se a Rússia for expulsa, Israel também deveria ser expulso”, disse um torcedor à Reuters, que usava uma camisa da Palestina.

Manifestantes também se concentraram do lado de fora do estádio Ullevaal, com bandeiras e sinalizadores. Prédios próximos exibiam faixas pró-palestinas penduradas nas sacadas.

A segurança foi reforçada no local, com a polícia fechando várias entradas horas antes do início da partida, realizando buscas em bolsas e reduzindo o número de espectadores permitidos. Posteriormente, a polícia norueguesa confirmou ter usado gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que tentou romper as barricadas em torno do estádio durante a partida. Vários manifestantes foram detidos, de acordo com a agência de notícias NTB.

Noruega venceu Israel nas eliminatórias da Copa do Mundo por 5 a 0.

*Opera Mundi


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Vídeo: Gaza em paz, será?

Ah, “Gaza em paz, será?” – uma pergunta que carrega o peso de dois anos de muita dor, sofrimento, esperança e ceticismo. Vamos ao que se sabe até agora, com base nas atualizações mais recentes de 10 de outubro de 2025.

Acordo de cessar-fogo em vigor: Israel e Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz de 20 pontos proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O cessar-fogo entrou em efeito hoje, com as Forças de Defesa de Israel (IDF) se reposicionando para uma “linha Trump” – controlando cerca de 53% da Faixa de Gaza, mas recuando de áreas urbanas centrais. Isso permite a liberação de todos os reféns israelenses restantes (cerca de 48 vivos e mortos) em troca de mais de 1.950 prisioneiros palestinos.

Em Gaza, milhares de deslocados estão voltando para o norte, como Beit Hanoun e Jabalia, carregando pertences em carrinhos. Há cenas de celebração em campos de refugiados como Nuseirat, com bandeiras palestinas e esperança de que escolas e mercados possam reabrir sem bombas. Em Israel, famílias dos reféns aguardam o retorno, e Netanyahu descreveu como “passos para uma paz forte e duradoura”.

Mediadores envolvidos: Qatar, Egito e Turquia ajudaram nas negociações em Sharm el-Sheikh. Trump preside um “Conselho de Paz” internacional para supervisionar a reconstrução e uma governança transitória em Gaza, com tecnocratas palestinos e especialistas globais (incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o que gerou polêmica).

Mas… será que é paz de verdade?
É só a fase: Isso é uma pausa, não o fim. As próximas etapas incluem desmilitarização do Hamas, governança permanente (sem o grupo no poder) e reconstrução massiva – Gaza está em ruínas, com mais de 67 mil mortos palestinos desde outubro de 2023, fome afetando 2 milhões e infraestrutura destruída. Há garantias de que Israel não reiniciará a guerra, mas violações passadas deixam desconfiança.

Desafios à frente: O Hamas exige “garantias reais” contra retomadas de hostilidades. Israel mantém zonas-tampão e controle de fronteiras. Críticos, como o presidente francês Macron, alertam para “perigos profundos”, e há temores de que assentamentos israelenses avancem. Além disso, o plano de Trump é visto por alguns como controverso, com acusações de favoritismo a Israel.

Opinião global: Uma pesquisa YouGov mostra 68% de apoio nos EUA ao plano (até entre democratas), e o petróleo já caiu para US$ 60,51/barril com o alívio de riscos. No X (antigo Twitter), posts celebram o “retorno para casa” em Gaza, mas outros questionam se é “paz ou miragem”.

Em resumo, Gaza respira aliviada hoje – sem bombas, com reféns voltando e ajuda entrando (300 caminhões da UNRWA). Mas paz duradoura? Depende das fases seguintes, da boa-fé de todos e de pressão internacional. Como disse um post no X: “É o fênix voando sobre cinzas, mas com espinhos no caminho”. 🇵🇸


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Gaza é bombardeada pelo Exército terrrista de Israel logo após “acordo de paz” e causa revolta nas redes mundiais

Os sionistas nativos que estavam em solenes falas institucionais contra os palestinos há dois dias, estão mudos sobre mais um ataque covarde do estado colonialista e racista de Israel contra Gaza.

Isso mostra como Israel é um Estado pirata, bandido, assassino, na sua mais profunda essência.

Os olhos do mundo voltados ao acordo de paz e Israel segue assassinando civis, sobretudo crianças e mulheres.

O grito de “BOICOTE TOTAL A ISRAEL” ecoa a fúria de milhões que veem nos bombardeios recentes em Gaza, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo inicial.

Uma traição ao espírito de qualquer acordo de paz.


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O combustível que move o sionismo é o ódio. Então, a única bandeira que sobrou para o bolsonarismo é a de Israel

Há muito, a bandeira do Brasil foi substituída pelas bandeiras de Israel e EUA nas manifestações antinacionais dos bolsonaristas.

Com a fala elogiosa de Trump a Lula, a bandeira americana some do mapa e fica apenas as de Israel pela afinidade dos fígados.

Bolsonarismo e sionismo vêm da mesma escola do ódio. Justifica-se aí a liga nessa mistura macabra.

Um mata e, o outro, cospe e roga praga. Os dois são o avesso do humano.

Ambos vivem da sobra do mal, onde a terra é um campo de guerra.

É o espelho do sionismo no bolsonarismo e vice-versa. Tanto lá quanto cá, essa gente se alimenta das cinzas de Gaza.

Despem-se juntos da mesma hipocrisia religiosa que maquia a alma do mal.


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