A escola foi atacada enquanto os alunos estavam em aula
Os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando pelo menos 57 alunos mortos, na manhã deste sábado (28), segundo a agência estatal iraniana IRNA. Outras sessenta crianças ficaram feridas.
O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente. O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias.
Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que o bombardeio foi um “crime flagrante”. Afirmou que o mundo deve reagir a esse ataque e que o “Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua principal responsabilidade de acordo com a Carta”.
Já a Guarda Revolucionária do Irã informou ter bombardeado bases americanas em resposta aos ataques deste sábado, segundo a agência IRNA.
As bombas foram lançadas contra bases no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de esconderijos militares nos territórios palestinos ocupados. A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que os ataques com mísseis e drones das forças armadas iranianas vão continuar.
O exército israelense informa que várias cidades do país dispararam sirenes de alerta pelo risco de mísseis lançados pelo Irã. Também publicaram vídeos de alvos atingidos no Irã.
*Agência Brasil
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Explosões foram ouvidas em Teerã e ao menos outras quatro cidades. O Irã retaliou lançando mísseis contra Israel e atacando bases americanas no Oriente Médio.
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.
Mais cedo, fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.
Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio.
O que se sabe do ataque de EUA e Israel:
Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
O espaço aéreo iraniano foi fechado. 40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.
O que se sabe sobre a retaliação do Irã:
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes – países que têm bases norte-americanas.
Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.
*G1
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Investigação da Al Jazeera indica utilização de armas termobáricas, que criam bola de fogo e efeito de vácuo
A denúncia feita pela rede Al Jazeera, a partir de uma investigação jornalística, de que Israel teria usado bombas termobáricas em Gaza, causando o desaparecimento de cerca de 3 mil corpos, é um “grave crime de guerra” e, no atual contexto, praticamente impossível de se averiguar. Essa é a avaliação do professor de Direito Internacional Público da USP, Paulo Borba Casella, em entrevista à edição de terça-feira (10) do Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Chamadas de termobáricas ou de aerossol, essas armas dispersam uma a nuvem de combustível que se inflama para criar uma enorme bola de fogo e um efeito de vácuo. Atingindo temperaturas de mais de 3,5 mil graus celsius, elas não apenas matam, mas eliminam também a matéria.
Para Casella, a gravidade da acusação exige investigação, mas esta esbarra na falta de transparência imposta por Israel. “O exército israelense não permite o acesso de jornalistas, de ajuda humanitária e muito menos de autoridades neutras internacionais”, afirmou, citando também a tomada de instalações da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos) e a destruição do reservatório de água em Rafah.
A Defesa Civil de Gaza afirma que 2.842 palestinos “evaporaram” em Gaza desde o início do genocídio, em outubro de 2023, sem deixar vestígios, além de respingos de sangue ou pequenos fragmentos de carne. Entre as armas detectadas, estão as MK-84 ‘Hammer’, a BLU-109 bunker buster e a GBU-39.
Apesar dos mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro Yoav Gallant por genocídio, Casella lembra que a instrução do processo depende da presença dos acusados. “Israel não aceita a jurisdição do TPI, mas a Palestina sim. Crimes cometidos em território palestino podem ser examinados”, explicou. O especialista citou ainda que os Estados Unidos, sob George W. Bush, retiraram sua assinatura do Estatuto de Roma, que criou o tribunal, alegando proteger seus soldados pelo mundo.
Paulo Borba Casella também criticou o Conselho de Paz de Gaza, proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O grupo deve se reunir no dia 19 de fevereiro.
“É absurdo que esse ‘clube da paz’, criado supostamente para tratar da reconstrução de Gaza, não mencione Gaza e não tenha participação de palestinos”, pontua Casella.
O Brasil é um dos países convidados a integrar o colegiado, no entanto, ainda não respondeu ao convite. A diplomacia brasileira avalia que a proposta tem problemas de legitimidade, já que cerca de 60 países foram convidados a participar, dos 193 membros da ONU, e pouco mais de 20 aceitaram.
Desde o anúncio da proposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou duas preocupações: primeiro, que o conselho se limite à questão em Gaza, evitando a criação de uma espécie de “ONU Paralela”; e segundo, que o órgão conte com uma representação palestina.
Ele avalia como correta a posição do Brasil, mas pouco provável de ser atendida. “Sintomaticamente, tem sido só regimes autoritários que têm se manifestado, em princípio, favoráveis a participar. Muitas democracias europeias já declinaram”.
*BdF
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Nesta quinta-feira, quando Lula, em entrevista concedida à Daniela Lima, do Uol, disse que A, derrotado por Dilma Roussef em 2014, iniciou uma campanha de ódio no Brasil contra ela para golpeá-la com uma guerra midiática em apoio a Aécio. Lula sintetizou a vingança e o orgulho ferido de Aécio, mas também da própria embriaguez democrática da grande mídia.
Os gritos de Aécio ecoaram nos microfones e holofotes como alguém possuído por ódio até então adormecido, imperando o próprio fratricídio político do idiota, que acreditou que tinha a faca e o queijo na mão para derrubar Dilma e assumir seu lugar na Presidência da República.
Aécio virou um pudim de cachaça diante dos olhos do Brasil. Dilma foi golpeada por uma onda machista nunca antes vista, comandada por um homem contra uma mulher, como bem disse Lula.
Na verdade, Lula, nesse trecho da conversa, tira os rótulos da direita, mais ou nreacionária, já que Aécio era vendido como centro-direita, mesmo que seu rosto explicitasse ódio fecundo de extrema direita, sem qualquer colunista da Globo, principal veículo de massa no Brasil, o corrigisse ou ao menos o indagasse se aquele era o comportamento de quem, minutos após sua derrota, tinha sangue nos olhos.
O sujeito ficou pequeno e ninguém o avisou, para que todos que o vissem gritando, esboçasse qualquer traço de comportamento democrático,
A questão é que essa direita profunda, que desenha realidades a seu bel prazer, mostra-se extremamente “ponderada” para comentar o genocídio cometido por Israel em Gaza, chamando de conflito aquela carnificina sionista de mulheres, mas sobretudo de crianças palestinas.
Esse jornalismo da província natal sempre foi o princípio, o meio e o fim da direita, qualquer direita de uma geografia política que interpreta graus de radicalidade com uma visã propositadamente enviesada para provocar vertigem na população brasileira.
Essa prática de manipulação sempre foi o principal trunfo e triunfo do sionism no mundo e tais “deuses” sempre falsificaram a verdade simbolizando a glória fétida de Israel, o mesmo Estado colonial de Israel que todo santo dia esmaga a população civil na Palestina.
A mídia age ao mesmo tempo como maçã e serpente e. ao contrário de esclarecer o genocídio, prossegue tratando a limpeza étnica de um exército contra uma população indefesa.
O asco é tanto que em mim causa repulsa automática, que me impede de ver e ouvir comentaristas cretinos falarem coisas sobre qualquer assunto sem qualquer credibilidade.
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O governo israelense mantém atualmente sob sua custódia 776 corpos de palestinos identificados, além de dez corpos de estrangeiros cuja identidade é conhecida, segundo o Centro de Assistência Jurídica e Direitos Humanos Al-Quds (JLAC), que lidera uma campanha pela liberação dos restos mortais dos palestinos mortos para suas famílias.
Entre os 776 corpos, 373 estão sob controle de Israel desde 7 de outubro de 2023. Entre eles, 88 pessoas morreram sob custódia militar do governo ou do Serviço Penitenciário israelense, vítimas das condições de encarceramento e da violência de agentes prisionais, apenas duas foram condenadas judicialmente. Israel também mantém os corpos de outros sete prisioneiros palestinos que morreram na prisão antes do início da guerra, destaca reportagem do jornal israelense Haaretz.
A maioria dessas pessoas foi morta pelas forças de segurança israelenses em diferentes contextos de ataques e o que começou como um instrumento de negociação transformou-se em uma política sistemática de vingança e prolongamento do sofrimento das famílias, afirma a organização.
A JLAC informa que existe um número indeterminado de palestinos mortos em confrontos desde 1967, cujos corpos foram enterrados em território israelense sem identificação completa. A identidade de pelo menos dez detentos de Gaza que morreram sob custódia nos últimos dois anos também permanece desconhecida. Segundo a organização, não se sabe quantos corpos retidos pertencem a participantes do ataque de 7 de outubro.
Sofrimento das famílias Familiares de palestinos mortos na Cisjordânia e em Israel esperavam que as negociações entre Israel e o Hamas para a libertação de reféns israelenses resultassem na devolução dos corpos de seus parentes, o que não ocorreu. Segundo a JLAC, o argumento oficial de que esses corpos seriam mantidos como “moeda de troca” perdeu validade após a implementação do acordo de cessar-fogo e troca de reféns.
Questionado pelo jornal Haaretz, o Exército israelense afirmou que a decisão sobre a devolução dos corpos cabe ao governo. Segundo fontes de segurança ouvidas pelo jornal, 520 dos 776 corpos estão armazenados em freezers de necrotérios localizados em instalações militares. Em outubro do ano passado, a JLAC solicitou formalmente ao assessor jurídico militar para a região da Judeia e Samaria a devolução dos corpos, sem obter resposta.
A organização relata que, no passado, os familiares ainda tinham a possibilidade de enviar representantes para confirmar as mortes, o que não é mais possível. Essas pessoas vivem um luto permanente, sem poder realizar o sepultamento de seus entes queridos, ou convivem com a incerteza sobre o destino dos corpos.
70 mil mortos No âmbito do acordo de cessar-fogo firmado em outubro entre Israel e Hamas, Israel devolveu 360 corpos de palestinos a Gaza por meio da Cruz Vermelha. Os últimos 15 foram repatriados no fim do mês passado, em troca do corpo do israelense Ran Gvili, morto em 7 de outubro.
Segundo a JLAC, nas etapas anteriores à implementação desse acordo, houve a identificação de cerca de 100 corpos, que foram levados para o sepultamento, enquanto o restante foi enterrado como pessoas desconhecidas. Fora desse acordo, e antes de sua implementação, Israel devolveu 516 corpos a Gaza. A JLAC explica que muitos desses corpos haviam sido retirados de hospitais e de valas comuns, sobretudo do Hospital Al-Shifa, em novembro de 2023, para verificação de possíveis identidades israelenses.
A retenção de corpos palestinos é uma prática adotada por Israel há anos, aponta a reportagem. Em 2017, o Gabinete de Segurança, chancelado pelo Tribunal Superior de Justiça, decidiu formalizar a política de não devolver corpos de membros do Hamas e de palestinos envolvidos em ataques considerados graves. Respaldada pela Suprema Corte do país, a medida foi ampliada, em setembro de 2020, quando ficou decidido que não seriam mais devolvidos os corpos de pessoas envolvidas em mortes, ferimentos ou que portavam armas, independentemente de suas filiações organizacionais.
Israel admitiu na semana passada a morte de 70 mil palestinos, ao longo dos dois anos de ataques diários. Número este questionado, pois números não oficiais dão conta de uma quantidade muito maior de palestinos mortos por Israel.
*Opera Mundi
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O ex-ministro da Defesa de Israel e ex-chefe do Estado-Maior, Moshe Ya’alon, afirmou em declarações recentes que a ideologia de “supremacia judaica” presente em setores do atual governo de Benjamin Netanyahu o faz lembrar do nazismo.
Detalhes das Declarações
A Comparação: Em publicações e entrevistas no final de janeiro de 2026, Ya’alon criticou duramente o que chamou de “governo de supremacia judaica”, descrevendo-o como messiânico e corrupto. Ele mencionou que, ao observar ações de extremistas contra palestinos (como ataques em Hebron), é difícil não recordar as raízes históricas de regimes totalitários.
Contexto: Ya’alon, que já foi um aliado próximo de Netanyahu, tornou-se um de seus críticos mais ferrenhos. Ele já havia acusado o exército israelense de realizar uma “limpeza étnica” em áreas como Jabalia, no norte de Gaza.
Terminologia: Ele utilizou o termo “Judeo-Nazismo”, um conceito originalmente cunhado pelo professor israelense Yeshayahu Leibowitz para alertar sobre os perigos da ocupação e do nacionalismo extremista.
Repercussão As falas de Ya’alon geraram forte impacto em Israel e na comunidade internacional, sendo amplamente divulgadas por veículos como o Euronews e Opera Mundi. Enquanto críticos do governo veem suas palavras como um alerta necessário, apoiadores da coalizão de direita as classificam como uma retórica perigosa que deslegitima o Estado de Israel.
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Documentos da Justiça revelam que administração não encontrou indícios que justificavam revogação de visto de estudante turca.
A publicação de um artigo em um jornal universitário foi motivo para que o governo de Donald Trump tenha colocado uma acadêmica na prisão e revogado seu visto. Isso é o que revelam documentos de um processo que está em curso nos tribunais dos EUA e que foram consultados pelo ICL Notícias.
No primeiro ano do governo de Donald Trump, a Casa Branca anunciou que revogou mais de 100 mil vistos e colocou critérios vagos como “antiamericanismo” como base para impedir a concessão de autorizações para a entrada de estrangeiros, mesmo como turistas. O governo dos EUA ainda passou a exigir que as redes sociais das pessoas que solicitem os vistos sejam abertas para que as autoridades possam avaliar se as mensagens são críticas ou não aos EUA.
Um dos casos se refere à estudante de doutorado da Universidade Tufts, Rümeysa Öztürk. O episódio envolvendo sua prisão causou um profundo mal-estar. No dia 25 de março de 2025, ela foi parada em Massachussets no meio da rua por um grupo de seis policiais mascarados e levada para uma prisão num carro sem identificação. Horas depois, ela seria transportada do nordeste dos EUA para uma prisão no Sul do país.
Os documentos revelam que o secretário de Estado Marco Rubio sustentava a tese de que ela mantinha relações com grupos terroristas islâmicos. Ela teria adotado uma postura que ia na mesma direção de grupos estudantis pró-Palestina, incluindo o Tufts Students for Justice in Palestine, que pediam que “membros da comunidade Tufts a se juntarem à intifada estudantil”.
Mas num memorando interno, datado de 21 de março de 2025, a administração afirma que o Departamento de Segurança Interna “não forneceu nenhuma evidência que mostre que Ozturk se envolveu em qualquer atividade antissemita ou fez qualquer declaração pública indicando apoio a uma organização terrorista”.
Tampouco existiam provas de que ela fazia parte dos grupos estudantis que, de fato, foram provisoriamente suspensos da universidade.
O único elemento de “prova”, portanto, seria um artigo de opinião num jornal estudantil escrito por ela e que continha denúncias contra Israel pela situação em Gaza. Juntamente com outros três estudantes, ela criticava no texto a resposta da universidade aos estudantes que exigiam que a Tufts “reconhecesse o genocídio palestino”, divulgasse seus investimentos e se desvinculasse de empresas com ligações com Israel.
Apesar da ausência de informações relacionadas à suposta vinculação da estudante com o terrorismo, o memorando recomendava a revogação do visto de Ozturk, citando “a totalidade das circunstâncias”.
O Departamento de Segurança Interna concluía que “essas atividades e associações com esses grupos podem prejudicar a política externa dos EUA, criando um ambiente hostil para estudantes judeus e indicando apoio a uma organização terrorista designada”.
O documento ainda sugeria que a revogação deveria ser realizada discretamente, sem notificar Ozturk. Quatro dias depois, a operação policial foi realizada para prender a estudante.
Dois meses depois, a turca de 30 anos foi finalmente liberada sob fiança.
O juiz distrital dos EUA, William K. Sessions, confirmou que nenhuma prova havia sido apresentada para sustentar sua detenção e que tal ato mandava um recado “assustador para aqueles que defendem a liberdade de expressão”.
No último dia 9 de dezembro, a Justiça dos EUA decidiu que ela poderia retomar suas atividades de pesquisa e ensino em Tufts.
A universidade emitiu uma declaração afirmando que estava ansiosa para recebê-la de volta. A declaração também reafirmou que o artigo de opinião escrito pela estudante não violou nenhuma política da universidade.
Leia o artigo que resultou em sua prisão, publicado no Tufts Daily:
Em 4 de março, o Senado da União Comunitária de Tufts aprovou 3 das 4 resoluções exigindo que a Universidade reconheça o genocídio palestino, peça desculpas pelas declarações do presidente da Universidade, Sunil Kumar, divulgue seus investimentos e desinvista de empresas com laços diretos ou indiretos com Israel. Essas resoluções foram fruto de um debate significativo no Senado e representam um esforço sincero para responsabilizar Israel por claras violações do direito internacional. Acusações críveis contra Israel incluem relatos de fome deliberada e massacre indiscriminado de civis palestinos e genocídio plausível.
Infelizmente, a resposta da Universidade às resoluções do Senado foi totalmente inadequada e desdenhosa em relação ao Senado, a voz coletiva do corpo discente. O grupo Estudantes de Pós-Graduação pela Palestina se une ao grupo Estudantes de Tufts pela Justiça na Palestina, à Coalizão de Professores e Funcionários de Tufts pelo Cessar-Fogo e ao grupo Estudantes de Fletcher pela Palestina para rejeitar a resposta da Universidade. Embora a Universidade não tenha permitido que os alunos de pós-graduação participassem da reunião do Senado, que durou quase oito horas, nossa presença no campus e o vínculo financeiro com a Universidade por meio do pagamento de mensalidades e do trabalho de pós-graduação que realizamos com bolsas e pesquisas nos tornam partes interessadas diretas na posição da Universidade.
Embora se possa argumentar que a Universidade não deveria tomar posições políticas e deveria se concentrar em pesquisa e intercâmbio intelectual, a rejeição automática, a natureza desdenhosa e o tom condescendente na declaração da Universidade nos levaram a questionar se a Universidade está de fato se posicionando contra seus próprios compromissos declarados com a liberdade de expressão, reunião e expressão democrática. De acordo com o Código de Conduta Estudantil, “[a] cidadania ativa, incluindo o exercício da liberdade de expressão e o envolvimento em protestos, reuniões e manifestações, é uma parte vital da comunidade Tufts.” Além disso, o Gabinete do Decano de Estudantes escreveu: “[e]mbora, por vezes, a troca de ideias e opiniões controversas possa causar desconforto ou mesmo angústia, nossa missão como universidade é promover o pensamento crítico, o exame rigoroso e a discussão de fatos e teorias, bem como ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Por que, então, a Universidade está desacreditando e desconsiderando seus alunos que praticam os próprios ideais de pensamento crítico, intercâmbio intelectual e engajamento cívico que Tufts afirma representar?
O papel das resoluções do Senado da TCU é abundantemente claro. As resoluções do Senado servem como uma “forte ferramenta de lobby que expressa à administração de Tufts os desejos e necessidades do corpo discente. Elas falam como uma voz coletiva e são instrumentais na implementação de mudanças sistêmicas”. Neste caso, as “mudanças sistêmicas” que a voz coletiva do corpo discente está exigindo são que a Universidade cesse sua cumplicidade com Israel, na medida em que este oprime o povo palestino e nega seu direito à autodeterminação — um direito garantido pelo direito internacional. Essas fortes ferramentas de lobby são ainda mais urgentes agora, dada a ordem da Corte Internacional de Justiça confirmando que os direitos do povo palestino de Gaza, sob a Convenção sobre o Genocídio, correm um risco “plausível” de serem violados.
Essa voz coletiva dos estudantes não é inédita. Hoje, a Universidade pode se lembrar com orgulho de sua decisão, em fevereiro de 1989, de desinvestir na África do Sul sob o apartheid e encerrar sua cumplicidade com o então regime racista. No entanto, devemos lembrar que a Universidade desinvestiu até 11 anos depois de algumas de suas congêneres. Por exemplo, o Conselho de Regentes da Universidade Estadual de Michigan aprovou resoluções para encerrar sua cumplicidade com a África do Sul do apartheid já em 1978. Se Tufts tivesse atendido ao chamado do movimento estudantil no final da década de 1970, a Universidade poderia ter estado do lado certo da história mais cedo.
Rejeitamos qualquer tentativa da Universidade ou do Gabinete da Reitoria de descartar sumariamente o papel do Senado e de caracterizar erroneamente sua resolução como divisiva. O debate aberto e livre demonstrado pelo processo do Senado (exemplificado pela duração, aviso prévio e troca substancial nos procedimentos e pela não aprovação de uma das resoluções propostas), juntamente com os sérios esforços de organização dos estudantes, justificam uma autorreflexão crível por parte do Gabinete da Reitoria e da Universidade. Nós, como estudantes de pós-graduação, afirmamos a igual dignidade e humanidade de todas as pessoas e rejeitamos a caracterização errônea dos esforços do Senado feita pela Universidade.
O grande autor e defensor dos direitos civis, James Baldwin, escreveu certa vez: “O paradoxo da educação é precisamente este: que, à medida que se começa a tomar consciência, começa-se a examinar a sociedade na qual se está sendo educado”. Como educador, o Reitor Kumar deveria acolher os esforços dos estudantes para avaliar “ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Além disso, o reitor deveria confiar no processo rigoroso e democrático do Senado e nas resoluções que este alcançou.
Instamos o Presidente Kumar e a administração da Tufts a se envolverem de forma significativa e a implementarem as resoluções aprovadas pelo Senado.
Este artigo de opinião foi escrito por Nick Ambeliotis (CEE, ‘25), Fatima Rahman (STEM Education, ‘27), Genesis Perez (English, ‘27) e Rumeysa Ozturk (CSHD, ‘25) e é endossado por outros 32 alunos de pós-graduação da Escola de Engenharia e Artes e Ciências da Tufts.
*Jamil Chade/ICL
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Abin destacava a pressão de Washington contra Assunção por conta da “suposta transigência com o financiamento do terrorismo”
Os governos dos EUA e de Israel colocaram pressão sobre o Paraguai por conta da suposta existência de bases de financiamento do Hezbollah na Tríplice Fronteira, envolvendo ainda o Brasil e a Argentina.
A informação faz parte de documentos da agência e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.
Nesta semana, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio assinou um acordo de cooperação militar entre os EUA e o Paraguai, levantando preocupações no Itamaraty sobre o envolvimento de forças armadas americanas cada vez mais próximas das fronteiras do país.
Em maio de 2025, o governo de Donald Trump lançou sua primeira ação de combate ao terrorismo na Tríplice Fronteira, oferecendo uma recompensa permanente de até US$ 10 milhões por informações que “levem ao rompimento dos mecanismos financeiros da organização terrorista Hezbollah”, em especial no Brasil e região.
O foco é o financiamento de grupos ligados ao Irã que, nos últimos meses, passou a ser alvo de medidas da Casa Branca num esforço para asfixiar o regime de Teerã.
Mas o assunto estava no radar de Trump desde seu primeiro mandato. No relatório de inteligência N° 0063/92300 de 15 de fevereiro de 2019, a Abin destacava a pressão de Washington contra Assunção por conta da “suposta transigência com o financiamento do terrorismo”.
“Membros do governo paraguaio têm se mostrado cada vez mais incisivos em seus posicionamentos contra a pressão política conduzida pelos governos dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel no tocante aos temas relativos à segurança na região da Tríplice Fronteira (TF) Brasil-Paraguai-Argentina”, afirmou o documento.
Segundo a Abin, a manifestação do desconforto das autoridades de segurança paraguaias aconteceu em janeiro daquele ano, numa reunião na sede do Banco Central do Paraguai, em Assunção.
“O evento, realizado anualmente sob os auspícios dos EUA, aconteceu pela terceira vez na América do Sul e, pela primeira vez, no Paraguai. A edição de 2019, iniciativa argentina e estadunidense para a discussão de questões transacionais, especialmente financiamento ao terrorismo e lavagem de dinheiro, serviu também como preparatória da visita técnica do Grupo de Acción Financiera de Latinoamérica (Gafilat), que ocorrerá este ano no Paraguai”, explicou a agência.
Durante o encontro, as autoridades paraguaias deixaram claro “o desconforto com respeito às reiteradas alegações da presença do Hezbollah no país”. “As ilações normalmente estão associadas a atividades de contrabando e lavagem de dinheiro operadas por pessoas supostamente vinculadas ao grupo político-militar. Vários ministros têm se manifestado quanto à inexistência de provas. até o momento, sobre a atuação direta do Hezbollah no país, sendo a mais enfática a ministra Mara Epifanía González, da Secretaria de Prevenção de Lavagem de Dinheiro Bens (Seprelad)”, disse.
O ministro Esteban Aquino Bernal, da Secretaria Nacional de Inteligência (SNI), também foi duro e destacou a “inexistência de provas concretas até o momento, não descartando porém, a possibilidade de que libaneses pertencentes à tradicional comunidade muçulmana da região venham a ter algum tipo conexão com o grupo”.
A Abin apontou que, “não obstante seu posicionamento, Esteban Aquino apresentou de forma superficial casos envolvendo pessoas possivelmente relacionadas com o Hezbollah na lavagem de dinheiro na Tríplice Fronteira, não tendo, contudo, revelado dados que evidenciassem tal relação”.
“Ele destacou os riscos de criminalizar pessoas, em particular, e a região de maneira generalizada, além de assegurar que o dinheiro envolvido nos casos citados leve como intermediários organizações não governamentais atuantes no Paraguai e instituições do sistema bancário dos EUA”, insistiu o informe.
A Abin ainda informou que “logo após fazer tais referências, sua fala teria sido cortada a pedido da organização sob alegação de esgotamento do tempo estipulado para sua palestra”.
“É provável que o aumento da pressão sobre o Paraguai tenha ainda cunho retaliatório sobre o atual presidente da República, Mario Abdo Benitez, o qual, no início de seu mandato. determinou o retorno da embaixada paraguaia em Israel de Jerusalém para Tel Aviv”, avaliou a Abin.
“A despeito de admitir a existência de pressões sobre o Paraguai, inclusive de organizações não governamentais estadunidenses, o embaixador dos EUA no país afirma que tais pressões não provêm do seu governo. Segundo o embaixador, oficialmente, o governo dos EUA não acusa o Paraguai de leniência em relação a financiamento do terrorismo, mas somente em relação a lavagem de dinheiro”, completou a nota.
Como foram obtidos os documentos O acesso aos documentos da Abin ocorreu depois de seis anos de batalha por parte da Fiquem Sabendo e é considerado como um divisor de águas para a transparência no Brasil.
Documentos classificados são informações públicas que, por motivos de segurança da sociedade ou do Estado, são temporariamente mantidas em sigilo. Os documentos obtidos já foram desclassificados e, portanto, estão fora do prazo de sigilo. De fato, entre 2014 e 2020, mais de 400 mil documentos federais perderam o sigilo.
Mas o acesso nem sempre está garantido. Assim, o projeto Sem Sigilo começou em 2019, quando a entidade convocou voluntários para pedir documentos cujo prazo de sigilo expirou. A iniciativa coletou milhares de páginas de dezenas de órgãos, mas enfrentaram resistência de entidades como Abin, GSI, Ministério da Defesa, Forças Armadas, Polícia Federal e Itamaraty.
Em 2020, eles ajuizaram uma ação contra a Abin. A ideia era enfrentar o órgão mais resistente à transparência pública porque apostavam que, se ganhassem, outros cairiam por gravidade.
Em 2021, o MPF acolheu parcialmente os argumentos e sugeriu que a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, analisasse os documentos. Corretamente, o Congresso se recusou, afirmando não ser sua competência.
Em 2023, a ação sofreu uma derrota em primeira instância. A Justiça aceitou o argumento da União de que a Abin poderia decidir sozinha o que divulgar ou não — mesmo contrariando o texto da LAI.
Mas, em maio de 2025, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acatou o pedido e condenou, por unanimidade, a União e a Abin a entregar um conjunto de documentos mantidos ilegalmente sob sigilo.
A decisão tem um impacto profundo, já que:
Estabelece jurisprudência: é a primeira decisão em nível federal que reafirma que nenhum órgão está acima da LAI — e que seus prazos não são opcionais.
Cria precedente: o entendimento agora pode ser replicado para cobrar outros órgãos que seguem descumprindo a Lei, como o Itamaraty e as Forças Armadas.
Desmonta o sigilo eterno: reafirma que a transparência é a regra, e o sigilo, a exceção — com prazo.
*Publicado com exclusividade por Jamil Chade no ICL
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Enclave é utilizado como depósito de resíduos de construção enquanto Israel espera que países estrangeiros ‘cuidem’ do entulho na fase da reconstrução
O Exército de Israel tem despejado lixo produzido no país na Faixa de Gaza. Imagens obtidas pelo jornal israelense Haaretz e publicadas no sábado (25/10) registraram caminhões carregados com entulho e detritos de construção saindo do território israelense, cruzando a passagem de Kissufim, e se dirigindo por cerca de 200 a 300 metros até o enclave. Ao longo da estrada, os veículos largam os resíduos e, assim, voltam esvaziados a Israel. Esse processo se repete várias vezes.
De acordo com o periódico, tratam-se de “milhares de toneladas de entulho” de construção produzido pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) ao longo de suas operações militares. O portal israelense associa os resíduos ao estabelecimento de dezenas de bases e postos de comando que serviram como pontos de parada para os soldados do regime sionista nas proximidades da fronteira.
Oficiais das IDF explicaram ao Haaretz que a ordem de descarte em área palestina partiu dos comandantes de campo. Segundo uma das fontes, foi permitido que despejassem as cargas “onde achassem melhor”.
“Eles estão despejando entulho de construção cheio de ferro, canos de irrigação e blocos de concreto – materiais que o Hamas acabará usando para seus próprios fins”, alegou um outro oficial familiarizado com o assunto.
Segundo o relato de um dos soldados com quem o Haaretz também conversou, o lixo tem sido despejado no enclave já que, conforme prevê uma das cláusulas essenciais do acordo de cessar-fogo, os países estrangeiros “entrarão em Gaza em breve para supervisionar a reconstrução e cuidarão da gestão de resíduos”.
Enquanto isso, mesmo após duas semanas da trégua, os cidadãos palestinos seguem lutando para encontrar comida, água limpa, combustível e abrigo confiável. Além disso, o regime sionista continua restringindo a entrada de ajuda em Gaza, desafiando uma decisão tomada pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), na semana passada, que determina que Israel deve facilitar o acesso à ajuda humanitária em posição de “país ocupante”. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza nesta segunda-feira (27/10), o genocídio na Palestina matou, desde 7 de outubro de 2023, pelo menos 68.527 pessoas e feriu mais de 170.395.
*Opera Mundi
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Violações do cessar-fogo: Drones israelenses matam palestinos em Gaza
A existência de Israel e a carnificina diuturna de crianças palestinas é condição Sine Qua Non!
Jamais vai parar seu genocídio enquanto existir um único bebê vivo em Gaza.
É uma tara dos sionistas daquele inferno chamado Israel.
Se vivo fosse, Hitler não teria o menor problema em condecorar a cúpula governamental do Estado sionista.
Sangue de crianças palestinas para essa gente, é ouro.
Gaza segue sendo o palco macabro que Israel escolheu para dar seus monstruosos shows contra qualquer sopro de vida palestina.
Incluindo os fetos nos ventres de suas mães, como os soldados gostam de usar camisetas com os dizeres e imagens de mulheres palestinas grávidas vistas por uma alça de mira: um tiro, duas mortes.
Matar crianças palestinas em Israel é praticamente uma religião, é essencial, indispensável, diria mais, é obrigatório.
Essa é a verdadeira cultura do Estado terrorista de Israel.
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