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Hezbollah e resistência iraquiana se unem ao Irã em ofensiva contra forças dos EUA e Israel

Eixo da Resistência realiza novas ondas de ataques com mísseis de precisão contra instalações militares em territórios ocupados e bases norte-americanas da região

As forças armadas da República Islâmica do Irã, em coordenação com o Eixo da Resistência, intensificaram suas operações de retaliação contra alvos estratégicos de Israel e das forças de ocupação norte-americanas. Nesse contexto, Teerã rejeitou uma proposta de cessar-fogo dos EUA, denunciando a tentativa de Washington de impor termos de rendição previamente descartados.

Desde o início das hostilidades, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) realizou 82 ondas de ataques utilizando armas guiadas de precisão. Essas operações atingiram instalações militares importantes nos territórios ocupados e bases de ocupação dos EUA na região, deixando claro que, apesar da retórica triunfalista e contraditória de Washington, a resistência mantém a iniciativa estratégica e operacional em toda a frente de batalha.

As defesas aéreas iranianas, como parte da Operação True Promise 4, marcaram um novo marco estratégico ao abater um quarto caça F-18 norte-americano sobre Chabahar. O ataque, realizado com sistemas de fabricação nacional, demonstra a vulnerabilidade da tecnologia do agressor às avançadas capacidades defensivas da República Islâmica.

O Hezbollah e a Resistência Iraquiana juntam-se à frente
A frente de resistência expandiu-se com a participação ativa do Hezbollah no Líbano e da Resistência Islâmica no Iraque, que infligiram danos significativos às capacidades logísticas e militares do inimigo.

O Hezbollah tem concentrado seus ataques em instalações militares israelenses ao longo da fronteira norte dos territórios ocupados. Essas ações são uma resposta ao assassinato do Líder da Revolução Islâmica, o Aiatolá Seyyed Ali Khamenei, e um protesto contra as violações sistemáticas do cessar-fogo por Tel Aviv ao longo do último ano.

Entretanto, grupos de resistência iraquianos mantêm operações diárias, direcionando seus projéteis contra alvos militares dos EUA tanto em território iraquiano quanto em outros países árabes da região.

Ataques e defesas de precisão
As ondas 80 e 81 da Operação True Promise 4 empregaram mísseis de precisão (Emad, Qiam, Khorramshahr 4) e drones para atingir mais de 70 pontos estratégicos nos territórios ocupados.

As forças iranianas lançaram ataques diretos contra locais estratégicos nos territórios ocupados, atingindo centros de comando em Safad, Tel Aviv, Haifa, Dimona e Kiryat Shmona. A ofensiva afetou infraestruturas críticas de defesa aérea, fábricas de drones pertencentes à Associação da Indústria Aeroespacial (IAI) e diversas bases logísticas ligadas ao Mossad.

Em paralelo, a operação estendeu-se a instalações militares norte-americanas na região, com impactos registados nas bases de Ali Al-Salem e Arifjan, no Kuwait, Al-Azraq, na Jordânia, e Sheikh Isa, no Bahrein. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou o abate de um caça estratégico F-18 americano, após este ter sido interceptado sobre o espaço aéreo de Chabahar.

Na área de segurança interna, as autoridades iranianas desmantelaram uma rede terrorista em Semnan composta por sete mercenários com ligações diretas a serviços de inteligência estrangeiros . Segundo o relatório, o grupo contava com financiamento externo e treinamento especializado para realizar atos de sabotagem, fabricando dispositivos explosivos.

A Resistência Islâmica do Hezbollah intensificou sua defesa no sul do Líbano, conseguindo destruir oito tanques Merkava em Al-Qawzah e Taybeh , enquanto realizava ataques combinados com drones e artilharia contra tropas no norte da Palestina e nas Colinas de Golã ocupadas.

Por fim, a Resistência Islâmica no Iraque juntou-se à ofensiva, atacando a base norte-americana “Victoria” em Bagdá e os centros operacionais do Mossad em Erbil.

O Irã rejeita as exigências de Trump para o fim da guerra
A República Islâmica do Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo de 15 pontos do governo Trump, classificando-a como uma tentativa de rendição dissociada da realidade militar. Um porta-voz oficial declarou à Press TV que “o Irã não permitirá que Donald Trump dite quando a guerra termina; o Irã a encerrará quando decidir e quando suas próprias condições forem atendidas “, descartando quaisquer negociações que possam prejudicar seu programa de defesa soberana.

Como condições inegociáveis ​​para a paz, Teerã exige a cessação completa das hostilidades, o pagamento de reparações de guerra e o fechamento permanente das bases militares americanas na região. Além disso, reafirmou seu controle legal sobre o Estreito de Ormuz e denunciou as alegações da Casa Branca sobre negociações diretas como uma manobra de propaganda para mascarar o fracasso da Operação Epic Fury no campo de batalha.

Trump envolto em contradições
O governo Trump mantém uma postura contraditória, alegando que sua Operação Epic Fury está perto de atingir seus objetivos, enquanto simultaneamente reconhece sua incapacidade de restabelecer o trânsito pelo Estreito de Ormuz. Embora a Casa Branca afirme ter enfraquecido Teerã, a secretária de imprensa Karoline Leavitt admitiu que o governo dos EUA não tem uma data prevista para garantir o transporte de petróleo , demonstrando que o controle dessa via navegável estratégica permanece sob a soberania iraniana.

A tentativa de Washington de fabricar um cenário diplomático favorável esbarrou na realidade depois que o Ministério das Relações Exteriores iraniano refutou as alegações de Trump sobre conversas positivas durante o fim de semana. Teerã esclareceu que recebeu apenas mensagens unilaterais dos EUA expressando o desejo de diálogo, caracterizando a narrativa da Casa Branca como uma manobra midiática para obscurecer a resistência do Irã à agressão estrangeira.

A retórica imperialista oscila entre uma suposta preferência pela paz e ameaças de ataques “mais fortes do que nunca” caso o Irã não aceite uma rendição disfarçada de acordo. Essa postura ignora o fato de que a escalada foi iniciada pelos EUA e por Israel com bombardeios que resultaram em vítimas civis em Teerã; agressões que provocaram uma forte resposta defensiva da Resistência contra instalações militares americanas em toda a região do Oriente Médio.

Por fim, o fracasso estratégico da intervenção fica evidente na esfera econômica global com a alta dos preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar do triunfalismo americano, a realidade no terreno demonstra que a soberania do Irã sobre suas águas territoriais permanece intacta, deixando o governo Trump preso a uma narrativa de força que não se traduz em vitórias tangíveis.

Defesas iranianas abatem o quarto caça F-18 dos EUA
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alcançou um novo marco defensivo na quarta-feira ao abater um caça estratégico F-18 das Forças Armadas dos EUA. A aeronave invasora foi interceptada com precisão sobre Chabahar, no sul do Irã, e posteriormente caiu no Oceano Índico, demonstrando a alta capacidade de resposta da rede integrada de defesa aérea iraniana.

Esta operação marca o quarto abate bem-sucedido de caças estratégicos pertencentes às forças hostis de Washington e Tel Aviv no contexto do conflito atual. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) enfatizou que o ataque foi realizado utilizando um novo e avançado sistema de defesa aérea de fabricação inteiramente nacional, reafirmando a independência tecnológica da República Islâmica diante da agressão imperialista.

Com essa ação, as defesas aéreas do Irã consolidam um histórico de resistência que já resultou na derrubada de quase 140 drones americanos e israelenses até o momento. Teerã descreveu a operação como motivo de orgulho, pois demonstra a vulnerabilidade dos sistemas de guerra ocidentais à determinação soberana dos povos que defendem seu território.

É crucial enfatizar que a atual demonstração de determinação e as operações retaliatórias da República Islâmica são motivadas pela necessidade de defender sua soberania após as agressões ilegais perpetradas pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

Esses ataques, que violaram flagrantemente o direito internacional, resultaram em um trágico número de mortes de aproximadamente 1.300 até o momento, incluindo civis e militares. Diante desse cenário de cerco criminoso, Teerã reafirma que suas ações não são meramente uma resposta militar, mas um ato de justiça e resistência contra uma coalizão que busca desestabilizar a região ao custo de vidas humanas.

*Opera Mundi


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“EUA e Israel cruzaram todas as linhas”: milícia xiita no Iraque fala em “ponto sem volta” após ataque ao Irã

Em entrevista exclusiva, oficial da organização xiita iraquiana Badr revela o papel do Iraque na guerra do Irã e aponta para risco de expansão do conflito

requentemente ignorado, o Iraque é um dos pontos fundamentais de tensão na atual guerra entre EUA, Israel e Irã. O país e a República Islâmica não estão só entrelaçados pela fronteira terrestre de 1,5 mil quilômetros que compartilham. Carbala, no centro do Iraque, é a cidade onde Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, considerado pelos xiitas como o terceiro imã, foi martirizado em 680 d.C pelas forças do califa omíada Yazid I. A morte de Hussein na Batalha de Carbala é o principal dia santo do xiismo: durante a Ashura, data que marca o martírio do imã, milhões de xiitas pelo mundo participam de grandes procissões e homenagens, durante as quais os homens batem violentamente contra os próprios peitos para relembrar a dor de Hussein. A data também é considerada pelos xiitas como um símbolo da luta contra a opressão, princípio fundamental para a identidade do próprio xiismo.

Para além dos locais religiosos, também foi do Iraque que veio a principal ameaça à República Islâmica do Irã logo após a Revolução Islâmica de 1979. Em setembro de 1980, um ano após o triunfo da revolução iraniana, o líder iraquiano Saddam Hussein, incentivado pelo Ocidente, invadiu o Irã, temeroso de que os princípios da revolução iraniana se espalhassem para um Iraque que, embora então liderado por um sunita, tinha maioria xiita. Ávido por conquistar zonas ricas em petróleo, como o Cuzistão, e estabelecer domínio completo sobre o rio Chatt al-Arab, Saddam deu início a uma guerra que, ao longo de oito anos, levaria a ao menos 500 mil mortos, pelo menos 200 mil deles iranianos. Para além das ondas sucessivas de jovens iranianos que se lançavam contra os inimigos iraquianos e da enorme engenhosidade iraniana em readaptar equipamentos militares de segunda mão, no que foi fundamentalmente uma guerra de improviso, um dos elementos estratégicos mais importantes com os quais o Irã pôde contar foram as organizações xiitas que, dentro do Iraque, combatiam contra Saddam.

Dentre estas, uma das mais relevantes é a Organização Badr. Nascida entre 1982 e 1983, durante a Guerra Irã-Iraque, com o nome de Brigadas Badr, a organização era o braço militar do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque (SCIRI), liderado pelo clérigo xiita Mohammad Baqir al-Hakim. Formada por generais iranianos e clérigos iraquianos, a organização cresceu a partir de exilados iraquianos no Irã, refugiados de guerra e desertores do exército iraquiano, e chegou a milhares de membros durante a guerra Irã-Iraque, na qual combateu ao lado dos iranianos.

Em 1991, durante os levantes contra Saddam, as Brigadas Badr foram fundamentais nos campos de batalha de Najaf e Carbala, e ao menos 5 mil homens da organização combateram, em 1995, durante a Guerra Civil Curda.

A partir de 2003, com a invasão americana do Iraque, as Brigadas tomam parte na luta contra Saddam e mudam seu nome para Organização Badr, passando a operar de fato como um partido político, agora liderado por Hadi al-Amiri. Ao lado de seu braço paramilitar, a organização amplifica seu trabalho político e de caridade, estabelece bases políticas ao longo de toda a comunidade xiita do Iraque e fortifica sua presença dentro do Estado iraquiano, chegando a controlar postos como o Ministério do Interior.

Em 2014, a organização combate contra o Estado Islâmico (DAESH) no país e se incorpora às Forças de Mobilização Popular (FMP), uma organização guarda-chuva composta por cerca de 40 grupos paramilitares, formada pelo Estado iraquiano para o combate ao DAESH e formalmente submetida ao Ministério do Interior, às Forças Armadas e ao primeiro-ministro do Iraque. Estima-se que a Organização Badr atualmente tenha entre 10 e 15 mil membros ativos e controle de 10 a 17 brigadas das Forças de Mobilização Popular. Conta com um canal de TV, um jornal online, um centro cultural, uma organização de juventude e escritórios por todo o Iraque. Atualmente, tem 21 dos 329 assentos do parlamento iraquiano.

Jovens carregam bandeiras da Organização Badr durante procissão em fevereiro de 2025. (Foto: @badraljamahiri / Reprodução Instagram)

Jovens carregam bandeiras da Organização Badr durante procissão em fevereiro de 2025. (Foto: @badraljamahiri / Reprodução Instagram)

A Organização Badr é ainda, ao lado de muitas facções e grupos paramilitares no Iraque, parte do chamado Eixo de Resistência, a aliança regional coordenada pelo Irã que inclui grupos como o Hezbollah, no Líbano, o Ansar Allah (houthis), no Iêmen, e o Hamas, na Palestina.

Por isso, quando as explosões fizeram-se ouvir em Teerã, no dia 28 de fevereiro, e a morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, foi confirmada, a Revista Opera entrou em contato com Muomel Alsaady, oficial da Organização Badr em Bagdá, responsável político por um importante distrito do leste da cidade, para organizar a entrevista que segue, no qual tratamos dos impactos da morte de Khamenei entre o povo iraquiano – particularmente dentre os 60% a 69% de xiitas que conformam sua população –, da participação de grupos armados na política oficial do país e dos planos e ações da Organização Badr e outros grupos paramilitares frente à guerra entre EUA, Israel e Irã.

Muomel Alsaady, oficial da Organização Badr, ao lado do líder da organização Hadi al-Amiri. (Foto: Arquivo pessoal)

Muomel Alsaady, oficial da Organização Badr, ao lado do líder da organização Hadi al-Amiri. (Foto: Arquivo pessoal)

Como os ataques ao Irã e a morte do Líder Supremo Ali Khamenei foram recebidos pelo povo iraquiano? E que impacto isso teve nas Forças de Mobilização Popular (FMP), e particularmente na Organização Badr?

O povo iraquiano, em todas as suas diferentes correntes ideológicas — grupos religiosos, esquerdistas, comunistas e outros —, tem se sentido profundamente entristecido e intensamente indignado com o assassinato de Sayyid Ali Khamenei e de outros líderes iranianos que foram martirizados de forma tão traiçoeira.

Como você sabe, a comunidade xiita no Iraque é frequentemente descrita como tendo duas correntes religiosas principais: aqueles que seguem a linha associada a Muqtada al-Sadr e aqueles que seguem a autoridade religiosa do Grande Aiatolá Ali al-Sistani. Nesta questão, no entretanto, ambas compartilham a mesma posição e estão agindo em total harmonia.

Membros da Organização Badr durante operação para libertar a cidade de Tal Afar, durante a guerra contra o Estado Islâmico em julho de 2014. (Foto: Mohammad Hossein Velayati / FARS / Wikimedia Commons)

Membros da Organização Badr durante operação para libertar a cidade de Tal Afar, durante a guerra contra o Estado Islâmico em julho de 2014. (Foto: Mohammad Hossein Velayati / FARS / Wikimedia Commons)

As Forças de Mobilização Popular (FMP) são uma instituição oficial do Estado iraquiano sob a autoridade do primeiro-ministro. No entanto, as facções da resistência [que compõem as FMP] são movimentos revolucionários cujas decisões decorrem do dever moral e religioso de defender a verdade e os oprimidos — mulheres, homens e crianças na Palestina e em todo o mundo. No que tange à justiça, humanidade e Islã, as fronteiras administrativas traçadas pela Grã-Bretanha não definem nossas responsabilidades.

Quanto à Organização Badr, nossa posição é clara e consistente: estamos ao lado da República Islâmica do Irã e de nossa sábia autoridade religiosa, representada por Sayyid Ali al-Husseini al-Sistani, que repetidamente exortou todas as pessoas honradas em todos os lugares a defender a República Islâmica em todas as plataformas e em todas as frentes.

Durante a Guerra dos Doze Dias contra o Irã no ano passado, as milícias iraquianas e as PMF não agiram. Isso agora mudou. Por quê?

Desta vez, o inimigo americano-sionista ultrapassou um limite grave ao assassinar aquele que consideramos a mais alta autoridade espiritual e religiosa para os muçulmanos no mundo, o Imã Khamenei. Este foi um ato chocante e devastador.

Homens e mulheres no Iraque sentem que mesmo sacrificar suas vidas e seu sangue por ele não seria suficiente. Naturalmente, tal evento produziu uma reação muito diferente em comparação com confrontos anteriores.

A resistência possui muitas opções e medidas dentro de seu quadro estratégico. Algumas dessas medidas agradarão nossos amigos e irritarão nossos inimigos, e elas serão implementadas no momento e da maneira apropriados.

Membros da Organização Badr durante operação para libertar a cidade de Tal Afar, durante a guerra contra o Estado Islâmico em julho de 2014. (Foto: Mohammad Hossein Velayati / FARS / Wikimedia Commons)

Membros da Organização Badr durante operação para libertar a cidade de Tal Afar, durante a guerra contra o Estado Islâmico em julho de 2014. (Foto: Mohammad Hossein Velayati / FARS / Wikimedia Commons)
Já há relatos de facções do Eixo da Resistência lançando operações militares contra Israel e os Estados Unidos em vários países, em resposta aos ataques ao Irã. No Iraque, desde o 28 de fevereiro, milícias xiitas já realizaram várias ações, como um ataque no norte do país que resultou na morte de um soldado francês e vários ataques a instalações americanas, particularmente em Erbil. Os EUA e Israel, por sua vez, também atacaram posições das PMF no Iraque e declararam que intensificarão seus ataques contra elas. Se a guerra contra o Irã continuar, qual será o papel do Iraque? É possível que ele seja arrastado para o conflito ou que venha a passar por algum tipo de guerra civil? E qual seria a posição da Organização Badr nesse cenário?

Sim, grupos de resistência iraquianos já realizaram inúmeras operações visando interesses e bases americanas no Iraque. No entanto, essas bases também abrigam soldados de outros países aliados aos Estados Unidos sob a bandeira da chamada coalizão internacional.

A presença deles nessas bases os torna parte da equação, e eles devem arcar com as consequências dessa escolha, sejam eles franceses ou de qualquer outro país. Os povos dessas nações devem pressionar seus governos a adotarem uma posição de neutralidade; caso contrário, correm o risco de serem tratados como forças hostis.

Quanto à Organização Badr, nossa posição é de conhecimento público. As medidas específicas que podemos tomar não são algo que discutimos antecipadamente. Somente Deus sabe o que acontecerá a seguir, e em breve o inimigo também ficará sabendo.

Que papel a Organização Badr desempenhou durante os últimos dois anos do genocídio contra o povo palestino?

Nos últimos dois anos, a organização desempenhou um papel humanitário no apoio ao povo palestino. Isso incluiu a prestação de assistência financeira, o envio de alimentos e suprimentos médicos, tendas e equipamentos essenciais, além de facilitar os canais logísticos para a entrega dessa ajuda.

Além disso, oferecemos forte apoio moral e político por meio de nossa base popular e das plataformas de mídia da organização.

A própria Organização Badr não realizou operações militares durante esse período. Se o fizéssemos, todos saberiam, pois nossas ações teriam um impacto significativo.

O Iraque atualmente encontra-se governado por um primeiro-ministro interino, tendo em vista que não formou um novo governo após as eleições de novembro de 2025. Qual é a posição da Organização Badr em relação ao governo do atual primeiro-ministro interino, Mohammed Shia al-Sudani, e à formação de um novo governo?

A Organização Badr detém atualmente 21 assentos no parlamento iraquiano, enquanto os partidos da Estrutura de Coordenação [aliança de partidos e facções xiitas pró-iranianas no Iraque] detêm, coletivamente, mais de 90 assentos.

A posição oficial da organização em relação ao governo do primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani foi articulada pelo secretário-geral da Organização Badr, Hadi al-Amiri.

No momento, a organização apoia a indicação de Nouri al-Maliki para formar o próximo governo. Caso ele se retire dessa tarefa, é provável que a organização apoie o candidato alternativo que ele propor.

Como nosso Secretário-Geral costuma dizer, a relação entre a Organização Badr e o Partido Dawa Islâmico — do qual Maliki é membro — é como um “casamento católico”, ou seja, uma parceria política profundamente enraizada e duradoura.

Diferentes facções dentro das Forças de Mobilização Popular (PMF) assumiram posições divergentes quanto à escalada na região. Existem divergências significativas entre os grupos de resistência iraquianos sobre até que ponto o Iraque deve ir no confronto com Israel e os Estados Unidos?

Antes de responder à sua pergunta, é importante que todos compreendam um ponto fundamental. As Forças de Mobilização Popular (PMF) foram formadas a partir dos combatentes de facções armadas iraquianas que se levantaram para enfrentar o terrorismo do ISIS em 2014. Hoje, porém, a PMF é uma instituição oficial do Estado iraquiano. Ela opera sob a autoridade do governo iraquiano e possui uma estrutura militar organizada que, em muitos aspectos, se assemelha à de um exército regular.

As facções da resistência, no entanto, representam algo diferente. Elas representam o próprio povo. Suas decisões, reações e movimentos emergem da vontade popular. Não podem ser reduzidas à decisão de um único indivíduo, por mais elevada que seja sua posição. No Iraque, qualquer um que tente agir contra a vontade do povo rapidamente verá o chão ser retirado de debaixo de seus pés.

Quanto à sua pergunta sobre divisões entre as facções, não há nenhuma.

A frente de resistência no Iraque é composta por várias facções, cada uma com sua própria liderança e estrutura de comando. Cada facção adota as táticas que considera mais adequadas às tarefas e circunstâncias que enfrenta. Na verdade, essa diversidade de táticas fortalece a resistência. Ela complica o campo de batalha para os americanos e os fará experimentar a mesma sensação de impotência que sentiram outrora no Vietnã, no Afeganistão e até mesmo em Cuba durante a Baía dos Porcos.

Forças de Mobilização Popular levantam sua bandeira ao lado da bandeira iraquiana após derrotarem o Estado Islâmico em Fallujah, em junho de 2016. (Foto: Mahmoud Hosseini / TASNIM / Wikimedia Commons)
O senhor acredita que a atual guerra regional fortalecerá a influência política das facções da resistência dentro do Iraque, ou ela poderia gerar pressão para limitar o papel dos grupos armados no país, como pretende os EUA?

Os Estados Unidos sempre tentaram pressionar os governos do Líbano e do Iraque a desarmar a resistência e a enfrentá-la. Mas essa exigência é simplesmente impossível na prática. A resistência não é uma milícia que possa ser dissolvida por decreto — é uma expressão viva do próprio povo. A resistência é o povo, e o povo é a resistência. Alguém poderia tirar o fuzil das mãos de Ernesto Che Guevara? Alguém poderia tirar o violão das mãos de Víctor Jara? Alguém poderia impedir Mahatma Gandhi de praticar a desobediência civil?

Quanto à influência política, o Iraque possui um processo político democrático, e é o povo quem decide em última instância. O povo iraquiano já se pronunciou nas urnas ao eleger muitos representantes provenientes das fileiras da resistência. Os Estados Unidos não serão capazes de quebrar a vontade do povo iraquiano.

 

Forças de Mobilização Popular levantam sua bandeira ao lado da bandeira iraquiana após derrotarem o Estado Islâmico em Fallujah, em junho de 2016. (Foto: Mahmoud Hosseini / TASNIM / Wikimedia Commons)

Forças de Mobilização Popular levantam sua bandeira ao lado da bandeira iraquiana após derrotarem o Estado Islâmico em Fallujah, em junho de 2016. (Foto: Mahmoud Hosseini / TASNIM / Wikimedia Commons)

*Pedro Marin/Revista Ópera


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Trump peida, dá de fasto, Irã ironiza e sabotadores tropicais ficam de mãos vazias

O jornal Financial Times diz que vê estado mental de Trump como risco global.

Trump, de joelhos, correu para avisar ao mundo que está em negociação com o Irã, dizendo que suspendeu ataques contra alvos estratégicos.

Irã dá de ombros e diz que não existe qualquer negociação e que Trump apenas recuou, peidou, deu de fasto, como quelquer pangaré diante de uma cobra no caminho da roça.

Trump passou os últimos dias ameaçando os iranianos, espinafrando aliados, colocando a economia mundial em absoluto colapso e, agora, o pedófilo anuncia, a modo e gosto, uma suposta negociação com o Irã, afirmando ter ordenado aos militares que não disparem nem estilingue contra infraestruturas energécas daquele pais.

A verdade é que deu ruim e o cagão, depois da lambança que arrumou contra o próprio pé, agora tenta arrumar uma saída honrosa e vira piada no país persa.

A embaixada do Irã no Afeganistão afirmou que a declaração de Trump é resultado de uma estratégia que produziu um mata-leão no fanfarrão, obrigando o bufão a bater três e com vontade a palma da mão na lona. Isso acontece depois de, por vários dias, arrotar que havia vencido a guerra e anunciar a tal operação Fúria Épica.

O porcalhão agora diz que tem o prazer de, na cara dura, informar que EUA e Irã tiveram conversas produtivas a respeito de uma resolução das hostilidades dos EUA e Israel no Oriente Médio, O imperador dos tolos mandou essa sem ruborizar.

Trump, com a bunda de fora, depois de rasgar a calça no traseiro, acabou criando um impacto imediato no mercado mundial, O preço do barril de petróleo no Brasil, por exemplo, caiu 13% para tristeza dos sabotadores. O troço foi anunciado tão de estalão que o Irã retrucou e repudiou, desmentindo Trump, afirmando que não abrirá o Estreito de Ormuz em 48 horas coisa nenhuma, como anunciado pela Casa Branca.

Na verdade, quem deu o ultimato em Trump, foram os próprios cidadãos americanos, que vêm nessa guerra com o Irã uma lambança generalizada de Trump, transformando o sujeito no cidadão mais malquisto dentro dos EUA.

Irã contesta o palavrório do boquirroto, dizendo que não tem qualquer conversa com o ronca e fuça e que, na realidade, não passa de conversa fiada de derrotado como forma de declarar recuo para não ter uma derrota e sair de cena de forma ainda mais humilhante.


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Israel e Irã atacam campos de gás, guerra escala e preço de energia explode

Israel bombardeou campo iraniano e, em resposta, Teerã atacou refinarias no Golfo. Irritado, Trump se distanciou da decisão de Israel e ameaçou “explodir tudo” no Irã.

Numa noite que marcou uma escalada inédita na guerra no Oriente Médio, Israel lançou ataques contra a maior reserva de gás natural do Irã. O gesto levou os militares de Teerã a retaliarem contra o principal depósito de energia do Catar e um dos maiores do mundo. A intensificação temida pela diplomacia internacional fez o preço do gás natural sofrer um aumento de 30% em apenas poucas horas na Europa.

Durante a madrugada, Israel atacou os campos de gás de Pars Sul, no Irã, e um dos maiores do mundo. Essa foi a primeira vez que, no conflito iniciado em 28 de fevereiro, a infraestrutura de energia do país persa foi alvo de uma ofensiva.

Todo o campo que está entre o Irã e o Catar contém cerca de 1.800 trilhão de pés cúbicos de gás utilizável – o suficiente para suprir as necessidades mundiais por 13 anos.

Como resposta, Teerã lançou um intenso ataque contra as instalações de energia de aliados dos EUA no Golfo. O principal deles foi Ras Laffan, uma área industrial no Catar que abriga o maior centro de processamento de gás natural do mundo. Trata-se de uma das maiores instalação de exportação de gás natural liquefeito, causando “danos extensos” e aumentando as preocupações com o fornecimento global de energia.

Mísseis e drones ainda foram lançados contra refinarias na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait.

EUA podem mandar tropas e calcula gasto de US$ 200 bi
Donald Trump, em uma situação delicada internamente, reagiu de forma irritada diante da escalada da guerra. Numa postagem em suas redes sociais, ele afirmou que os “não sabiam de nada” sobre o ataque de Israel e ameaça uma escalada caso o Irã ataque o Catar novamente.

“Por raiva do que aconteceu no Oriente Médio”, Israel “expulsou violentamente”, escreve Trump.

“Os Estados Unidos não sabiam nada sobre esse ataque específico, e o Catar não estava de forma alguma envolvido com ele, nem tinha ideia de que isso iria acontecer”, disse.

Para Trump, o Irã não estava ciente dessa realidade e alertou que os ataques retaliatórios contra Ras Laffan, no Catar, foram feitos “injustificadamente e injustamente”.

Trump garantiu que Israel não atacará novamente o campo de gás de South Pars, no Irã, “a menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar” outra nação inocente, que neste caso foi o Catar.

Caso o Irã ataque o Catar novamente, Trump ameaça que os EUA “explodirão massivamente toda a extensão do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência nunca antes vistas ou testemunhadas pelo Irã”.

Ele acrescenta que não quer autorizar “esse nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo” para o Irã, “mas se o gás do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

Fontes no governo americano indicaram à agência Reuters que a Casa Branca considera o envio de tropas para a região, enquanto a imprensa dos EUA revela que o Pentágono já estipula que terá de pedir um orçamento de US$ 200 bilhões para lidar com o atual conflito.

Num comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a instalações de energia na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Os ataques foram uma “violação flagrante dos princípios do direito internacional” e uma “séria ameaça” à segurança energética global, diz a declaração.

O ministério acrescenta que as “agressões brutais iranianas” contra os países vizinhos “ultrapassaram todas as linhas vermelhas”.

Impacto global
A escalada da guerra foi imediatamente sentida nos mercados. Na Europa, o preço do gás natural deu um salto de 30% em poucas horas. No acumulado desde o início do conflito, o valor já sofreu uma alta de 60%.

O preço do petróleo Brent subiu 4%, para US$ 112 por barril, no início do pregão na Ásia. O petróleo nos EUA também subiu 3%, para US$ 99,27.

As bolsas de valores asiáticas caíram no início do pregão de quinta-feira. O índice Kospi da Coreia do Sul caiu 3%, enquanto o índice Nikkei 225 do Japão caiu 2,8%.

*Jamil Chade/ICL


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Choque do petróleo provoca tremores na economia mundial: ‘Este é realmente o grande choque’

Países já duramente atingidos pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pela política caótica dos EUA enfrentam danos econômicos potencialmente duradouros.

Petroleiros e navios de carga na quarta-feira no Estreito de Ormuz.

Bombas estão explodindo no Irã e no Oriente Médio, mas as consequências estão afetando residências e empresas em bairros de todo o mundo .

No Kansas, os compradores de imóveis viram as taxas de hipoteca de 30 anos ultrapassarem os 6% esta semana. No oeste da Índia, famílias enlutadas pela morte de um ente querido descobriram que os crematórios a gás haviam sido fechados temporariamente.

Em Hanói, no Vietnã, donos de postos de gasolina afixaram placas de “esgotado”. No Quênia, produtores e comerciantes de chá temiam que suas exportações para o Irã apodrecessem no porto. E nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Reino Unido e México, agricultores se assustaram com o aumento nos preços dos fertilizantes .

A escalada da guerra no Irã representou um golpe devastador para a economia mundial, que já estava fragilizada pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pelas políticas caóticas do presidente Trump.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

Pessoas em motocicletas em uma rua movimentada de Hanói usam capacetes de várias cores, como branco, rosa e laranja.

O choque do petróleo levou outros países, principalmente os Estados Unidos, a conservar energia e a desenvolver carros com baixo consumo de combustível, bem como suas próprias indústrias de petróleo e gás natural. Por fim, o domínio monopolista dos países árabes foi quebrado. Os preços do petróleo acabaram despencando em 1986 .

As ações de hoje no Irã e na região circundante podem ter consequências igualmente inesperadas e de longo alcance.

A Sra. Jacobs, por exemplo, apontou para a probabilidade de um presidente russo, Vladimir V. Putin, mais ousado e fortalecido. Esta semana, o Sr. Trump flexibilizou algumas das restrições às exportações de petróleo russo que haviam sido impostas para pressionar o Sr. Putin em relação à guerra na Ucrânia.

A alta dos preços do petróleo impulsionará a economia russa, que se encontra em dificuldades, e seu aparato bélico. E Putin aproveitou a oportunidade para provocar os líderes europeus que apoiaram as sanções contra a energia russa após a invasão da Ucrânia.

A crise também serve como um forte lembrete das vulnerabilidades persistentes em torno das cadeias de suprimentos críticas. A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia levaram líderes nacionais de todo o mundo a discutir a necessidade de priorizar a resiliência e a segurança.

A guerra entre os EUA e Israel no Irã, no entanto, destaca mais uma vez como as perturbações no sistema de comércio global ainda podem causar graves prejuízos econômicos.

*New Yoek Times


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Irã anuncia ataques contra centros econômicos e bancários dos EUA e Israel

Porta-voz militar iraniano disse que ação é resposta à ação ‘ilegítima’ contra um banco do país e alertou civis para se manterem afastados

O Irã pretende atacar interesses econômicos e bancários ligados aos EUA e a Israel na região, afirmou nesta quarta-feira (11/03) um porta-voz do comando conjunto Khatam ol Anbia, acrescentando que essa ameaça surge na sequência de um ataque a um banco iraniano.

“Após o fracasso de sua campanha, o exército terrorista dos EUA e o cruel regime sionista (Israel) atacaram um dos bancos do país”, disse Ebrahim Zolfaqari, citado pela mídia estatal.

“Com essa ação ilegítima e incomum, o inimigo está nos forçando a atacar centros econômicos e bancos ligados aos EUA e ao regime sionista na região.” O porta-voz alertou os moradores locais para que se mantivessem afastados desses locais.

O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Brigadeiro-General Abolfazl Shekarchi, pediu aos muçulmanos nos países do Oriente Médio que revelem os esconderijos das forças americanas e israelenses para evitar danos à população local.

O general afirmou que isso permitiria às forças iranianas atingir esses alvos com maior precisão, protegendo simultaneamente a segurança dos civis, e acusou os Estados Unidos e Israel de massacrar civis iranianos com bombardeios que reduzem mulheres, homens e crianças a “sangue e pó”.

Ele acrescentou que a cooperação entre os muçulmanos poderia “restaurar a segurança da área” e instou a população a não se tornar “um escudo para o exército invasor dos EUA”. Ele disse que essa atitude permitiria uma expulsão “mais eficaz, enérgica e rápida” das forças americanas daquela região.

*Opera Mundi


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Irã ataca Estado-Maior e Ministério da Defesa de Israel em Tel Aviv

Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que mísseis burlaram defesas e 17ª onda da Operação ‘Verdadeira Promessa 4’ atingiu alvos de alta sensibilidade israelense

Como parte da 17ª onda da Operação “Verdadeira Promessa 4”, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou na terça-feira (03/03) que seus projéteis conseguiram burlar os sistemas de defesa aérea da ocupação israelense, atingindo alvos de alta sensibilidade militar e política.

Segundo um comunicado oficial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques de precisão tiveram como alvo o Estado-Maior do Exército Israelense e o Ministério da Defesa, localizados no complexo de Hakiria, em Tel Aviv. Também foram relatados impactos precisos em infraestruturas em Bnei Brak e em alvos militares posicionados em Petah Tikva (nordeste de Tel Aviv) e na Galileia Ocidental.

O comando militar iraniano enfatizou que a “baixa eficiência” dos sistemas de defesa antimísseis da ocupação era evidente, permitindo que as munições penetrassem profundamente no território controlado pelo regime sionista. “As colunas de fumaça que se elevam do centro da entidade constituem prova viva da força dos ataques”, dizia o comunicado.

Relatórios de inteligência e monitoramento de campo da Guarda Revolucionária Islâmica revelaram que, após quatro dias de intensos combates, as baixas israelenses e norte-americanas somam mais de 680 militares, entre mortos e feridos.

Entretanto, o Corpo da Guarda Revolucionária anunciou a entrada de suas forças terrestres no teatro de operações para confrontar a agressão conjunta dos “Estados Unidos agressores e da entidade sionista criminosa”.

Em uma ação regional simultânea e de grande alcance, o Irã lançou dezenas de drones de ataque contra a base dos EUA em Erbil, no norte do Iraque, onde também foram destruídos enclaves de grupos separatistas curdos iraquianos que planejavam se infiltrar na fronteira iraniana.

A ofensiva também se estendeu ao Kuwait, onde as forças iranianas confirmaram sucessivos ataques com drones contra as bases militares estadunidenses de Ali Al-Salem e Arifjan.

Esses ataques ocorrem após quatro dias de hostilidades iniciadas pelo eixo Washington-Tel Aviv, que resultaram em centenas de mártires em território iraniano, incluindo figuras de alto escalão da Revolução e da República Islâmica, como o aiatolá Ali Khamenei.

Por meio da Operação “True Promise 4”, o Corpo da Guarda Revolucionária reafirmou seu compromisso de continuar operações deliberadas até que a infraestrutura militar da “entidade de ocupação” seja minada e a segurança regional seja garantida contra potências estrangeiras.

Em resposta ao que as autoridades iranianas descrevem como uma política de cerco e assassinatos seletivos por parte da entidade sionista e seu principal aliado, Washington, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou uma contraofensiva multidimensional.

Essa contraofensiva busca não apenas punir centros de poder militar em Tel Aviv, como o Ministério da Guerra e o Estado-Maior, mas também neutralizar a infraestrutura militar dos EUA em países como Iraque e Kuwait, de onde são coordenados os ataques contra o eixo da resistência no Oriente Médio.

*Opera Mundi


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Líderes mundiais se preparam para as consequências de uma guerra que se alastra rapidamente

Em março de 2026, líderes globais estão em alerta máximo e se preparando para as consequências de uma rápida escalada de conflitos, com foco no Oriente Médio e na Europa. A situação é caracterizada como uma “guerra que se alastra”, com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, além de tensões contínuas na Europa envolvendo a Rússia.

Principais Focos de Conflito e Consequências (Atualizado março 2026)
Conflito EUA/Israel x Irã: A partir de 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, visando instalações de mísseis e o alto comando, resultando na morte de líderes importantes. O Irã respondeu atacando bases americanas em vários países do Golfo (Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes).

Ameaça Regional: A escalada no Oriente Médio coloca o mundo em alerta, com temores de um conflito maior, potencial engajamento de China e Rússia e, consequentemente, uma “3ª Guerra Mundial”, de acordo com o New Yor Times.

Europa e OTAN: A Europa teme a expansão russa e tem se preparado para uma guerra, com simulações de sobrevivência e aumento de gastos em defesa. Incidentes híbridos, como drones russos testando defesas da OTAN e cortes de cabos submarinos, sinalizam uma escalada.

Impacto Econômico Global: A guerra no Irã gera forte volatilidade nos mercados, com alta do petróleo e busca por ativos de refúgio, como o ouro.

Preparativos e Reações Globais:
Divisão Europeia: Há divisões na Europa sobre os ataques dos EUA/Israel, com a Espanha rejeitando o uso de suas bases e a UE pedindo desescalada.

Segurança no Oriente Médio: Países do Golfo estão em alerta máximo com o fechamento de espaços aéreos e aumento da prontidão militar.

Ações de Defesa: O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a implantação de sistemas antimísseis e antidrones para proteger bases na região, citando acordos de defesa.

Líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU em 2026 destacaram que as crises em Gaza, Ucrânia e Irã têm perspectivas de se estenderem, tornando 2026 um dos anos mais críticos de uma geração.


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China apoia Irã em direito à defesa e exige que EUA e Israel cessem ataques

Durante conversa com homólogo iraniano Abbas Araghchi, chanceler chinês Wang Yi defendeu soberania, integridade territorial e dignidade nacional de Teerã

O governo chinês condenou energicamente, nesta segunda-feira (02/03), os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, no cargo desde 1989, além de altos comandantes militares do país. Entre os mortos estão o chefe do Estado-maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour.

Em conversa por telefone, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao chanceler iraniano Abbas Araghchi, que o país apoia o Irã em seu direito à defesa e afirmou que pressiona Estados Unidos e Israel para que cessem imediatamente os ataques.

Wang Yi reiterou o apoio da China à soberania, integridade territorial e dignidade nacional do Irã, reforçando a amizade tradicional entre os dois países e destacando a necessidade de proteger os direitos e interesses legítimos do Irã.

O chanceler chinês enfatizou ainda que a China instou publicamente EUA e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, evitando assim uma escalada que poderia desestabilizar todo o Oriente Médio. Wang Yi demonstrou confiança de que o Irã, mesmo diante da situação grave e complexa, manterá a estabilidade interna, protegerá seus cidadãos e salvaguardará instituições estrangeiras presentes no país, incluindo as chinesas.

Durante a conversa, Araghchi destacou a situação crítica enfrentada pelo Irã, relatando que os Estados Unidos lançaram ataques militares contra o país durante negociações em curso, violando o direito internacional e desrespeitando as linhas vermelhas de Teerã. Ele ressaltou que, apesar de avanços positivos nas negociações, a agressão estadunidense obriga o Irã a defender sua soberania com todas as forças, em defesa da integridade e da segurança da nação.

Araghchi garantiu que o Irã está comprometido em assegurar a proteção do pessoal e das instituições chinesas, reafirmando o papel do país como ator respo

Durante o diálogo, os chanceleres também destacaram a necessidade de retomar o diálogo diplomático entre as partes envolvidas, reforçaram a coordenação regional para reduzir tensões e sublinharam o papel da China como mediadora imparcial e construtiva, contribuindo para prevenir uma escalada militar e humanitária na região e preservar a paz.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a prioridade imediata é cessar as operações militares e evitar que o conflito se espalhe para outros países vizinhos. “É preciso fomentar que os problemas se resolvam por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de manter a paz e a estabilidade na região e no mundo”, declarou Mao.

Ela denunciou que os ataques de EUA e Israel foram realizados sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, violando o direito internacional e ameaçando a segurança de toda a região. “A China insta todas as partes a interromper as ações militares e a prevenir que o conflito se estenda ainda mais. A diplomacia é a única via para superar a crise e manter a segurança regional.”

Mao  Ning destacou ainda a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados do Golfo. Além disso, a porta-voz valorizou a reunião especial dos ministros de Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), ressaltando que o diálogo e a diplomacia são a única forma de superar a crise atual e garantir a segurança regional.

Entre os episódios mais chocantes, um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, matando dezenas de estudantes e funcionários e deixando centenas de feridos. Autoridades iranianas estimam que ao menos 165 pessoas morreram, a maioria meninas, e cerca de 96 ficaram feridas.

Sobre a morte do líder supremo, Mao destacou que se trata de uma grave violação da soberania do Irã e dos princípios da ONU. “Os ataques pisoteiam os propósitos e princípios da Carta da ONU e as normas básicas das relações internacionais. A China se opõe firmemente e condena energicamente esses atos.”

*Opera Mundi


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Irã ataca Israel e países do golfo, 3 soldados americanos morreram

A situação no Oriente Médio escalou drasticamente entre ontem e hoje (1º de março de 2026). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a morte de 3 soldados americanos e ferimentos graves em outros cinco durante a Operação Epic Fury, uma ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os soldados americanos morreram após um ataque iraniano contra o Camp Arifjan, no Kuwait. Esta é a primeira confirmação de baixas fatais dos EUA desde que o presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã no sábado.

Ataques aos Países do Golfo: Em retaliação aos bombardeios em seu território, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra bases e centros civis em países que abrigam forças americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), Catar (Doha), Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.

Impacto em Israel: Mísseis iranianos atingiram áreas residenciais próximas a Jerusalém e Tel Aviv, resultando em pelo menos 9 mortes confirmadas no lado israelense até o momento.

Situação no Irã: A ofensiva EUA-Israel matou o Líder Supremo Ali Khamenei e outros oficiais de alto escalão, além de causar mais de 200 mortes em Teerã e outras cidades.

A escalada levou ao fechamento do espaço aéreo em toda a região e à suspensão de voos internacionais nos principais hubs do Golfo.


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