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Vídeo – Lula: “Bolsonaro me ataca, ao invés de explicar como juntou 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis”

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente Lula, candidato a presidente do PT, comentou os atos convocados por Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, neste 7 de setembro.

Lula lembrou que “nunca utilizamos um Dia da Pátria para campanha eleitoral” e disse que Bolsonaro se aproveitou das celebrações do Bicentenário da Independência para o discurso de ódio.

“Ao invés de discutir os problemas do Brasil, Bolsonaro me ataca, ao invés de explicar como a sua família juntou 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis. O Brasil precisa de amor, não de ódio”, enfatizou Lula.

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“Nunca tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nestas eleições”

Lula diz que falta “um tiquinho” para liquidar a eleição no primeiro turno e pede maior presença da campanha nas ruas.

O ex-presidente Lula (PT) afirmou na manhã desta terça-feira (6) que a campanha à presidência e a militância petista não devem ter “vergonha” de afirmar que querem liquidar a fatura das eleições 2022 no primeiro turno, em 2 de outubro.

Segundo Lula, é a primeira vez em toda sua trajetória nas eleições que ele está tão próximo de vencer no primeiro turno.

“Faltam 26 dias e eu quero dizer que de todas as eleições que participei, nunca tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nestas eleições. E não temos que ter vergonha de dizer isso. Se o cara que tem 1% quer ir para o segundo turno, por que não queremos ganhar no 1º turno, se falta apenas um tiquinho, um tiquinho”, disse Lula.

Pesquisa Ipec divulgada na noite anterior mostra que as investidas de Jair Bolsonaro (PL) para conquistar o eleitorado de baixa renda e crescer nas pesquisas não surtiram efeito. Mesmo com o pagamento do Auxílio Brasil turbinado, redução no preço dos combustíveis e outras benesses aprovadas por ocasião das eleições, Bolsonaro oscilou 1 ponto para baixo e está hoje com 31% de intenções de voto, ante 44% de Lula. Em votos válidos, o petista tem 50%.

O leve crescimento de candidatos da terceira via, como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) são determinantes para empurrar a eleição para o segundo turno.

Lula, então, cobrou que a campanha nas ruas seja intensificada. “O que precisamos é aumentar nossa capacidade de trabalho. Quantos votos eu consegui, com quantos adversários eu conversei e quantos eu convenci. Nós ainda não demos visibilidade à campanha na rua. A campanha deve ser vitoriosa, mas precisa ter a marca da participação social”, justificou.

As declarações de Lula ocorreram nesta manhã em São Paulo, durante reunião do conselho político da campanha, na presença do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, entre outras lideranças.

*Com GGN

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Brasil

Lula em vídeo com Marieta Severo: “O verde e amarelo é de todos nós”

Em pronunciamento para o 7 de Setembro, Lula prega união entre os brasileiros e fala em ‘reconquista da Independência’.

Com um mote de união e alegria entre os brasileiros, a campanha do candidato à presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou o vídeo com o pronunciamento do ex-presidente para o bicentenário da Independência do Brasil, que ocorrerá neste 7 de setembro de 2022.

O vídeo narrado pela atriz Marieta Severo afirma que “a nossa bandeira é nossa pátria amada e não é de quem propaga ódio e quer armar o povo, nem de racistas, preconceituosos. O verde e amarelo pertence a todas as cores deste país.”

Na sequência, Lula mantém o tom de união entre os brasileiros e fala em ‘reconquista da independência’. “O 7 de setembro é para ser comemorado com alegria e união por todos os brasileiros. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Esse governo abandonou o povo e vem destruindo o país. Eles usam nossa bandeira para mentir, pregar o ódio e incentivar a venda de armas. Eles ameaçam a nossa soberania, e soberania é a defesa do nosso território e nossas riquezas. É respeito à democracia, é povo feliz com comida na mesa e oportunidades. Eu tenho fé que o Brasil vai reconquistar sua independência e voltar a ser respeitado no mundo”, declarou o ex-presidente.

O vídeo também conta com participação do vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), que já foi um grande adversário político do petista e hoje exalta a união em prol da democracia. “Viva o 7 de setembro, viva nossa independência. Porém, vivemos um momento grave, nossa democracia e nossa soberania estão sob ameaça. E se é isso que está em jogo, precisamos nos unir, acima das diferenças. Do nosso lado tem lugar para todos os democratas, os verdadeiros patriotas desse país. Vamos juntos, eu, você e o Lula, verás que o filho teu não foge à luta. Que o próximo 7 de setembro seja num Brasil de esperança”, disse Alckmin.

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Opinião

Estabilidade em pesquisa beneficia Lula, e Bolsonaro entra em modo desespero

A eleição de outubro está praticamente dada. A não ser que o acaso faça uma surpresa.

No final dos anos 1950 e início dos anos 60, quando a contagem sempre devagar das células eleitorais sugeria que o candidato da esquerda ao governo de Pernambuco caminhava para a derrota, ouvia-se dos seus correligionários esperançosos:

“Calma, falta apurar os votos da Zona da Mata”.

Situada entre o Recife, que ainda não era chamado de Grande, e o Agreste, a Zona da Mata era a região da cana de açúcar, das usinas e do que restava de antigos engenhos. A economia, ali, quase sempre ia bem, e os empregados na colheita da cana, de mal a pior.

A essa altura, o primeiro escalão da campanha de Bolsonaro deve estar nervosamente debruçado sobre o mapa do país à procura dos votos de qualquer zona rural ou urbana que possa salvá-lo de uma derrota quase certa nas eleições de daqui a 26 dias.

A nova pesquisa Ipec (ex-Ibope), apontou uma situação de estabilidade em relação à anterior divulgada na semana passada. É o mesmo quadro registrado pelas demais. Estabilidade é uma coisa boa para quem está na frente, e ruim para quem está atrás.

Descontados os nulos e brancos, Lula tem 50% dos votos válidos contra 35% de Bolsonaro. Ele precisa de 50% mais um voto para liquidar a eleição no primeiro turno. Se o segundo turno fosse hoje, ele derrotaria Bolsonaro por 52% a 36%.

Há uma semana, 47% dos eleitores disseram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum. Agora, são 49%, uma oscilação dentro da margem de erro da pesquisa. Oito em cada 10 eleitores afirmam que já definiram seu voto e que não mudam mais.

O Sudeste é a região com o maior número de eleitores (42%). Lula passou de 39% para 41%; Bolsonaro caiu de 33% para 30%. Entre os que ganham de 1 a 2 salários mínimos (27% dos eleitores), Lula subiu de 47% para 49%, e Bolsonaro caiu de 31% para 26%.

O comício militar de 7 de setembro servirá para que Bolsonaro dê sua última demonstração de força. Por maior que seja, ela não subtrairá um único voto a Lula, podendo, no máximo, apenas atrair eleitores de Ciro Gomes (PDT) e de Simone Tebet (MDB).

Vai depender, porém, de como Bolsonaro se comporte no palanque montado em frente ao Forte de Copacabana, no Rio. Se ele for mais Bolsonaro do que Jair, sua rejeição aumentará. Se for mais Jair do que Bolsonaro, talvez diminua, mas ninguém garante.

À falta dos votos de uma Zona da Mata que possa chamar de sua, restará a Bolsonaro apelar ao Sobrenatural de Almeida, criação imortal do jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, por sinal pernambucano e torcedor fanático do Fluminense.

Sobrenatural de Almeida era um fantasma, responsável por tudo de ruim que acontecesse ao Fluminense, segundo Nelson. Ele surgia quando menos se esperava, e geralmente em momentos decisivos. Quem sabe, ele não dá uma mão a Bolsonaro…

*Noblat/Metrópoles

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Pesquisa

Ipec: Lula segue isolado na liderança e Bolsonaro cai

Em relação ao levantamento anterior, Ciro e Tebet oscilaram um ponto para cima dentro da margem de erro: ele está com 8% e ela, 4%. Felipe d’Avila segue com 1%. Pesquisa foi realizada entre 2 e 4 de setembro, com 2.512 entrevistados em 158 municípios. Margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.

Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (5), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 44% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Em relação ao levantamento anterior do Ipec, de 29 de agosto, Lula se manteve com o mesmo percentual; Bolsonaro oscilou um ponto para baixo –na ocasião, tinha 32%.

Ciro Gomes (PDT) vem em seguida, com 8% das intenções. Simone Tebet (MDB) tem 4%. Ambos oscilaram um ponto para cima em relação à pesquisa anterior do Ipec e se mantiveram empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Felipe d’Avila segue com 1%, como na semana passada. Soraya Thronicke (União Brasil) também aparece com 1%.

Os nomes de Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Pablo Marçal (PROS), Roberto Jefferson (PTB), Sofia Manzano (PCB) e Vera (PSTU) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto cada um.

Roberto Jefferson não é mais o candidato do PTB à Presidência. No sábado (3), o partido indicou Padre Kelman para substitui-lo. A alteração se deu porque o TSE cassou o registro da candidatura de Jefferson. A pesquisa Ipec foi registrada no TSE na semana passada, quando ele ainda era oficialmente candidato do PTB.

Intenção de voto estimulada

  • Lula (PT): 44% (44% na pesquisa anterior, em 29 de agosto)
  • Jair Bolsonaro (PL): 31% (32% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 8% (7% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 4% (3% na pesquisa anterior)
  • Felipe d’Avila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (0% na pesquisa anterior)
  • Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Pablo Marçal (PROS): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Roberto Jefferson (PTB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Branco/nulo: 6% (7% na pesquisa anterior)
  • Não sabe/não respondeu: 5% (6% na pesquisa anterior)

A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre os dias 2 e 4 de setembro em 158 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00922/2022.

*Com G1

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Lula se reúne com presidente da Bolívia e promete apoio à entrada do país ao Mercosul

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta manhã com o presidente da Bolívia, Luis Arce, em hotel em São Paulo. Candidato ao Planalto, o petista prometeu apoio à entrada do país vizinho ao Mercosul (Mercado Comum do Sul), em uma proposta de reaproximação dos países latino-americanos, hoje governados em maioria por partidos de esquerda.

Segundo o Uol, o encontro, feito a convite do governo boliviano, é parte de uma agenda internacional que tem feito desde o fim de 2021. Em visita informal, o boliviano não deverá se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre agenda em Brasília.

Entrada no Mercosul: Os dois trataram sobre o retorno de um estreitamento nas relações entre os países latino-americanos, uma das principais bandeiras internacionais do governo Lula (2003-2010). Entre os assuntos debatidos, está a entrada do país no Mercosul, uma proposta que ainda precisa ser referendada pelo Brasil.

Segundo o ex-chanceler Celso Amorim (PT), que participou da reunião, Lula é a favor da integração e trabalhará para isso. “O presidente Lula se comprometeu, caso eleito, de acelerar a integração da Bolívia ao Mercosul, que é muito importante para as relações internacionais, com a Europa, com a China”, afirmou, após o encontro.

Mesmo presidente, Lula poderia prestar apoio, mas quem dá a última palavra, neste caso, é o Congresso Nacional. Nos outros três países membros — Argentina, Paraguai e Uruguai — ela já foi aprovada pelos respectivos parlamentos.

Evidentemente que o Congresso é soberano, mas não tenho a menor dúvida de que [Lula] fará esse esforço. É muito importante para a Bolívia e importante para nós, porque a Bolívia no Mercosul também nos facilita o contato com todo o conjunto da Comunidade Andina, que ela também é membro.”Celso Amorim, sobre apoio à Bolívia.

Comunidade Andina é o bloco econômico formado por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, que compõe a Cordilheira dos Andes. Atualmente, é debatida ainda a integração da Argentina e o retorno do Chile. Por isso, justifica Amorim, a importância de estreitar as relações com membros do grupo.

Soberania da Amazônia: Os dois também trataram sobre soberania e exploração da Amazônia. Uma das principais pautas do plano de governo petista, Lula defende que a floresta seja explorada de forma sustentável, com combate ao garimpo ilegal e respeito às reservas indígenas.

O ex-presidente também diz que isso tem de ser feito em união com todos os países que compõe a floresta junto ao Brasil: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru. Suriname e Venezuela.

“A Bolívia é o único país da América do Sul que participa dos três grandes ecossitemas: Amazônia, Prata e Andina —nem o Brasil, que é grande, nós não estamos nos Andes. Então, falou-se muito da integração e de trabalho na região, das possibilidades de investimento em infraestrutura.

Sem encontrar Bolsonaro: Arce é mais um chefe de Estado que vem ao Brasil e não se encontra com o presidente Bolsonaro. Como se trata de um encontro informal, não houve justificativa oficial para que não houvesse uma reunião.

No início de julho, o petista recebeu o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, para uma reunião informal. Bolsonaro também ia se encontrar com o português, mas se irritou com a agenda com Lula e decidiu cancelar toda a programação.

No fim de julho, a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, foi à Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, para uma reunião com o ex-presidente e foi embora sem encontrar Bolsonaro. Ela eleita em junho junto a Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia — acontecimento não muito recebido pelo Planalto.

Agenda internacional: Desde o final do ano passado, o ex-presidente Lula tem tentado formar uma agenda internacional, com encontros com diferentes lideranças estrangeiras —com intuito também de se contrapor ao isolamento institucional ao qual atribui o governo Bolsonaro.

  • Em novembro do ano passado, ele foi recebido com protocolo de chefe de Estado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em visita a Paris.
  • Em maio, recebeu a princesa Marie-Esméralda Léopoldine, integrante da família real da Bélgica, em encontro feito a portas fechadas de “caráter particular”.
  • No início de julho, recebeu o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, também para uma reunião informal.
  • No fim do mesmo mês, recebeu a nova vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez.
  • Na semana passada, fez uma reunião com 13 deputados do Parlamento Europeu para debater possíveis alianças e melhoria do relacionamento entre Brasil e União Europeia em caso de vitória.

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Carlos Fávaro: Lula, Mandela brasileiro: a 3a via da democracia

Os ataques do Bolsonaro seguem três linhas de estupidez.

Já tive a oportunidade de conversar com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, antes do início da campanha eleitoral. E um detalhe me que chamou a atenção de pronto logo no primeiro encontro que tivemos, o seu estado de espírito, à altura da sua trajetória política e pessoal. Vi um Lula sem ressentimentos, sem sede de vingança, sem busca de revanche contra aqueles que o condenaram injustamente.

Lula poderia encerrar sua trajetória política, mas deixou claro que sentia em seu coração que tinha ainda uma missão a cumprir com os brasileiros: pacificar o país. O Brasil comprova que Lula está pronto para este gesto de pacificação nacional. Para vencer o autoritarismo, a truculência e o egoísmo de um presidente que prefere debochar dos pobres e das mulheres a trabalhar pelo bem do Brasil.

Temos hoje no país um presidente radical de extrema direita, que cultiva as sementes do ódio na ação criminosa das suas milícias digitais prontas para matar a honra daqueles que não se submetem à sua ideia única. Milícias digitais prontas para matar a verdade com mentiras de toda ordem. A figura pública que ocupa hoje a presidência da República usa e abusa politicamente da palavra de Deus para se apresentar como “cristão”, mas chegou ao absurdo de dizer que a ditadura militar “matou pouco”.

Internacionalmente o presidente é uma ameaça ao desenvolvimento brasileiro. Por exemplo, atacou a China e fez a guerra contra as vacinas, causando problemas na relação do Brasil com seu maior parceiro comercial, em especial o agronegócio. Demorou a reconhecer a vitória do presidente Biden, apoiando a tentativa de golpe nos Estados Unidos e mais recentemente, contrariando o sentimento nacional e mundial posicionou-se favoravelmente a Putin em uma guerra sem sentidos que prejudica a economia mundial, além da catástrofe humana que representa.

Os ataques do atual presidente seguem três linhas de estupidez: a primeira atacar a prisão de Lula como verdade processual. A segunda linha, risível, é a de que o ex-presidente representaria a esquerda radical, a implantação do comunismo no Brasil. E a maior estupidez: atacar o Poder Judiciário e as urnas eletrônicas, que na verdade trouxeram segurança jurídica às eleições no Brasil. Isso tudo é confissão da derrota e, pior, de que pode não aceitar o resultado. Por isso precisamos de instituições fortes e dirigentes comprometidos com o país e sua população.

O comportamento de Lula é de compromisso com o Brasil, bem diferente do atual presidente. Lula escolheu o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como seu candidato a vice. O gesto é tão simbólico quanto real: mostra, na prática, seu firme propósito de pacificar o país ao convidar um adversário do passado para ser seu aliado na reconstrução nacional. Não existe figura mais representativa do conservadorismo e do centro democrático que o governador Alckmin, católico fervoroso, que demonstrou enorme capacidade administrativa em todas as oportunidades que governou São Paulo. O gesto de atrair Alckmin e celebrar a composição com ele mostra que Lula está longe, muito longe, de ser a extrema esquerda radical como prega seu adversário.

Qual brasileiro normal consegue imaginar Alckmin na linha de frente do comunismo? O ex-governador de São Paulo tem a coerência de um político comprometido com os valores da democracia e está pronto para ajudar Lula a levantar a economia do Brasil; a abrir oportunidades a todos e de voltarmos a respirar o ar puro de uma vida em paz, decente e de respeito às diferenças. Quem compara escolhe o melhor para o país: enquanto Lula escolheu um vice civil, democrata, o atual presidente Bolsonaro escolheu, de novo, um general como vice, colocando o povo sob a sombra das baionetas, ameaça típica da extrema direita.

Lula é o Mandela brasileiro. Tem a consciência da dimensão dos desafios que tem pela frente: pacificar o Brasil e melhorar a vida dos brasileiros. Entre a extrema direita e a extrema esquerda, duas ervas daninhas da polarização insana, Lula é a verdadeira terceira via da democracia. É fato: a terceira via é Lula, para colocar o país novamente no rumo do desenvolvimento para todos.

*Carlos Fávaro (PSD/MT) é Senador da República, coordenador das campanhas em Mato Grosso de Lula à presidência e de Neri Geller ao Senado.

*Blog do Noblat/Metrópoles

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Lula sobre Bolsonaro: não tem coragem de fazer comício, só motociata

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a provocar o presidente Jair Bolsonaro (PL), em encontro com trabalhadoras domésticas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A um público majoritariamente feminino, Lula disse que Bolsonaro não tem coragem para fazer comício e criticou o foco do governo atual na flexibilização das armas.

O encontro na manhã de hoje faz parte de uma série de eventos do PT voltados às classes trabalhadoras e às mulheres. Amanhã, Lula deverá se encontrar com assistentes sociais. Ele falou sobre as realizações sociais do seu governo (2003-2010) para a classe e fez promessas para um novo possível mandato.

Antes do discurso do presidenciável petista, cinco trabalhadoras domésticas falaram sobre suas experiências de trabalho e histórias de vida e entregaram uma carta de compromisso da campanha com propostas para a categoria.

“[Bolsonaro] Não se mistura com o povo.” Lula tem aumentado o tom contra seu principal adversário nas urnas, em especial após o debate presidencial, em que apoiadores e membros da campanha avaliaram que ele poderia ter sido mais incisivo contra o presidente.

O petista voltou a chamar o atual chefe do Executivo de mentiroso e direcionou as alfinetadas às pautas femininas e evangélicas. Também questionou o apoio popular ao presidente.

A [ex-presidente] Dilma [Rousseff] foi tirada por uma bicicletada, e a gente percebe que o cara que votou para tirar ela [Bolsonaro] só dá motociata, todo dia tem motociata. Ou motociata ou cavalgada. Você percebeu que ele não tem coragem para fazer comício? Quando ele vai, é com militares, com os militantes dele. Ele não se mistura com povo pobre, porque ele sabe que mente demais. Não é o Lula que está dizendo, todos os jornais já falaram que ele conta sete mentiras por dia.

A fala indiretamente rebate o discurso muito disseminado entre o bolsonarismo de que ele, Lula, não conseguiria sair na rua. Como estratégia de campanha, o PT tem focado em grandes atos públicos em capitais e grandes cidades e encontro com setores e classes, como o de hoje.

Ao questionar por que Bolsonaro não faz o mesmo, Lula rebate indiretamente que seria o atual presidente quem carece de apoio popular.

A maior mentira que ele conta por dia, é avocar o nome de Jesus toda hora. Ele usa o nome de Jesus em vão para tentar avocar a boa fé das mulheres e homens cristãos nesse país. Eu tenho dito todo dia que o Estado não tem religião, o Estado não pode ter religião. É preciso ficar muito atento a essa quantidade de mentiras que são contadas todo santo dia.” Lula.

Propostas e voto feminino

Em cerca de 35 minutos, Lula relembrou feitos do seu governo e, entre histórias cotidianas e da sua vida, fez promessas para melhorar a vida da categoria, porém de forma mais geral, voltadas à economia e ao dia a dia feminino.

Lula prometeu melhorar o acesso à saúde e aumentar as escolas em tempo integral, para que a mulher, geralmente responsável por cuidar dos filhos, tenha mais tempo para trabalhar sem deixar as crianças sozinhas.

De acordo com o último DataFolha, o ex-presidente tem uma vantagem de 20 pontos percentuais entre as mulheres: 48% contra 28% do presidente. Já entre os homens, é mais pareado: 43% contra 37%. Veja as principais propostas apresentadas.

  • Criar o Ministério das Mulheres; Diminuir o tempo de espera por consultas e exames no SUS (Sistema Único de Saúde);
  • Aumentar o financiamento federal para escolas em tempo integral;
  • Retomar a Farmácia Popular;
  • Reajuste do salário mínimo acima da inflação

“Quem é a vítima?”

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também não poupou o atual presidente em sua fala, que abriu o evento. Ela questionou o discurso de Bolsonaro que comparou a Lei Maria da Penha a uma pistola em um evento feminino no Rio Grande do Sul nesta semana.

Vocês já imaginaram o que acontece numa casa com arma? Quem é vítima primeiro? Vocês acham que a vítima vai ser o homem, o agressor? Vocês sabem que não. A maioria dos casos, quando há uma arma em casa, sobra para as mulheres serem as vítimas ou as crianças serem as vítimas.

*Com Uol

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Política

As perguntas que a mídia nunca quis fazer a Moro

Se Lula comandou o maior esquema de corrupção da história, por que Sergio Moro não sequestrou os frutos desse roubo?

Faltou competência, ou pior, Moro prevaricou?

Jornalistas do Uol fizeram uma reportagem investigativa durante 7 meses e desvendaram as transações de 107 imóveis do clã Bolsonaro, sendo que 51 deles negociados com grana viva.

Tudo regiamente documentado em cartório.

Moro, com aquele batalhão formado pela Força-tarefa da Lava Jato, monitorou, por anos, cada respiração de Lula e não apresentaram nada, nenhum documento como os dois jornalistas da Uol apresentaram da família Bolsonaro.

Onde Lula teria enfiado tal fortuna e como Moro fez esse monitoramento?

Se Moro localizou a suposta fortuna de Lula, ele tem a obrigação de revelar.
Imóveis, Iates, jatinhos, mansões, ilhas, dentro e fora do país?

Contas na Suíça ou outros paraísos fiscais?

Com o padrão de qualidade que dizia ter, a Força-tarefa da Lava Jato, mostraria isso com os pés nas costas.

Por que não fez?

Não é possível que Lula tenha conseguido esconder tantos bens e Moro o acusar de gigantesco roubo e não devolver aos cofres públicos um único centavo dessa montanha babilônica que o ex-juiz afirma que Lula se apropriou.

Para ele acusar Lula de um roubo de tal monta, ele deve saber onde essa grana toda está investida.

Por que não sequestrou judicialmente esse tesouro mágico que Moro acusa Lula de ter roubado?

Ao menos Moro deveria dar o mapa da mina, mas ele não mostra nada que prove o que ele acusa Lula, porque isso não existe e nunca existiu, do contrário, o idiota não teria acusado Lula sem provas de ser dono de uma porcaria de apartamento no Guarujá, sendo que ele, segundo Moro, de posse de tanto dinheiro, moraria em um ilha, numa fazenda gigantesca ou coisa que o valha.

Tudo isso deveria ser perguntado a Moro pela nossa gloriosa mídia, mas ela não pergunta porque sabe a resposta. Lula não tem centavo que não seja declarado e absolutamente compatível com seus ganhos. Por isso o silêncio canalha dos barões da imprensa industrial sobre esse detalhe tão simples para colocar toda essa história em pratos limpos.

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Vídeo – Felipe Neto: “Por que vou votar no Lula?”

O youtuber Felipe Neto celebrou neste sábado (3) o alcance de seu vídeo “Por que vou votar no Lula?”, no qual explica de forma didática que os verdadeiros corruptos são os Bolsonaro. “O vídeo “Por que vou votar no Lula?” atingiu 11 milhões de pessoas apenas nas minhas redes. Sem contabilizar todos que compartilharam o vídeo em whatsapp, face, insta, etc. Isso em 48h. Vamos em frente!”, postou no Twitter.

O criador de conteúdo, que já declarou voto ao presidenciável petista no primeiro turno das eleições de 2022, fez o vídeo motivado por uma pergunta que alegou receber frequentemente: “Por que você vai votar no Lula sendo que ele roubou tanto?”.

“Eu pensava a mesma coisa”, admitiu Felipe. “Eu falava que ele é um bandido, ladrão, roubou o Brasil inteiro, botou um monte de dinheiro no bolso. Agora eu pergunto para você que acreditou nessa narrativa: cadê o dinheiro do Lula? Essa é a primeira pergunta que tem que ser feita”, inicia Felipe Neto em sua mensagem.

Assista:

https://twitter.com/felipeneto/status/1565509136414015489?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1565509136414015489%7Ctwgr%5E013f24c681e08c34f946147dd6f0c21020be2d44%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fmidia%2Ffelipe-neto-publica-video-por-que-vou-votar-no-lula-e-celebra-repercussao

*Com 247

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