Categorias
Uncategorized

De Miriam Leitão a Vera Magalhães, passando por Reinaldo Azevedo: jornalistas da mídia tradicional elogiam desempenho de Lula no JN

“Respeito pela Renata”, “acertou o tom”, e “à vontade” foram alguns dos termos usados por diferentes jornalistas conhecidas por postura crítica ao ex-presidente.

O ex-presidente Lula (PT), após entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da Globo, na noite desta quinta-feira (25), arrancou elogios até mesmo de jornalistas conhecidas por postura crítica aos governos do PT.

Leilane Neubarth, da GloboNews, por exemplo, destacou o respeito de Lula com a âncora Renata Vasconcelos, alfinetando, indiretamente, Jair Bolsonaro (PL), que em sua entrevista ao telejornal agiu de maneira grosseira com a jornalista.

“Poderia citar muitas diferenças, mas me chama atenção o respeito de Lula pela Renata. Ele o tempo todo coloca ela presente e participando da entrevista . Homem que respeita mulher é outra coisa”, escreveu Leilane em sua conta do Twitter.

https://twitter.com/LeilaneNeubarth/status/1562953708706508802?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1562953708706508802%7Ctwgr%5E5ae48311c81473c529d1713b010d09d9b8a37d8b%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.apostagem.com.br%2Fwp-admin%2Fpost.php%3Fpost%3D83658action%3Dedit

“Cada um cita seu próprio ídolo… Uns citam Ustra. Outros citam Paulo Freire”, postou ainda a jornalista da GloboNews, em referência à frase dita por Lula na entrevista, citando o patrono da Educação. “Paulo Freire dizia que é preciso unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos”, havia afirmado o petista.

Mais um que não resistiu à entrevista de Lula:

*Com informações da Forum

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Lula, dez; Jornal Nacional, zero

A entrevista com Lula começa com uma frase bastante emblemática de Bonner, “o Senhor não deve nada à justiça”.

Isso é um tapa na cara de Moro, entre tantos outros que está tomando da realidade. Hoje mesmo ele apanhou nas redes quando se colocou à disposição para participar da entrevista.

Não houve qualquer surpresa, não simplesmente porque Lula é um fenômeno político, mas quem viu sua entrevista com correspondentes internacionais dias atrás, enxergou um Lula absolutamente em ,sendo Lula, aquele mesmo Lula admirável no mundo inteiro.

Então, não seria Bonner e Renata Vasconcelos que apagariam a estrela do líder mais popular e o presidente com a maior aprovação da história do Brasil.

O melhor ainda está por vir, porque o que Lula falou foi a mais pura verdade, enquanto Bolsonaro, a quem Lula chamou de bobo da corte de Arthur Lira, mentiu durante os 40 minutos de entrevista no mesmo JN.

O que veremos ser comentado, é que Lula é, sem termo de comparação, foi o melhor dos três candidatos entrevistados até então.

Foi de fato uma noite de gala em que Lula deu um passeio, sempre com sorriso largo e sincero no rosto, com tiradas a la Lula, em que ele dá um puxão de orelha em Renata Vasconcelos quando a moça quis demonizar o MST e que ela deveria fazer uma visita a uma cooperativa, pois o MST é o maior produtor de arroz orgânico do Brasil.

Lógico, Renata e Bonner, como é comum a falta de inspiração na direita brasileira, tentaram, bem ao estilo da Globo, deter aquela profusão de esperança e otimismo de Lula com picuinhas brejeiras e miúdas, mas Lula não colaborou. Ao contrário, apagou os dois que não tiveram argumento para rebater.

Lula tem seu próprio engenho e botou como ponto agudo da entrevista uma promessa de que, se eleito, resolverá, as dívidas de milhões de brasileiros, a grande maioria dos endividados é formada por mulheres.

Lula também aproveitou para desmascarar Bolsonaro que anda mentindo dizendo que seguirá pagando Auxílio Emergencial quando, na verdade, não o incluiu no orçamento de 2023 que enviou para o Congresso.

Tudo o que Lula falou foi devidamente explicado, sem vacilar, sem gaguejar, sem perder o humor, sem que desse qualquer brecha para ser corrigido pelos entrevistadores.

Lula, como entrevistado no JN, foi perfeito.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Boulos: Lula no ‘JN’ deve mostrar o abismo que diferencia o estadista do miliciano

“Lula vai avançar rapidamente no combate à fome. Mas como vai fazer em relação à questão central, a reindustrialização?”, quer saber Giorgio Romano Schutte (UFABC)

A expectativa de lideranças aliadas ou analistas econômicos progressistas em torno da entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Jornal Nacional, nesta quinta-feira (25), é de que os temas debatidos sejam os de real interesse do país. Que se discutam, por exemplo, questões ligadas à superação da crise econômica, social e institucional a que chegou o Brasil sob o governo de Jair Bolsonaro. Mas, também, que as perguntas para Lula no JN levem o debate além.

“A destruição foi tão grande nos últimos anos, os desafios são tão imensos, e a situação internacional é tão difícil, que a grande dificuldade será estabelecer prioridades”, diz Giorgio Romano Schutte, professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC). “Quais serão as primeiras três prioridades? Imagino que Lula vai responder, entre elas, o combate à fome.”

Para o professor, um ponto central a se discutir é a reindustrialização do país. “Mas não sob parâmetros antigos, e sim novos. O Brasil tem que aproveitar as novas tecnologias, senão vai ficar mais para trás ainda. O mundo está investindo muito. A Europa está falando em política industrial depois de décadas de neoliberalismo, quando era ‘proibido’ falar em reindustrialização”, diz Giorgio. “Os Estados Unidos estão colocando trilhões de dólares para chips e questões energéticas etc. A China também. Eu queria ver Lula falar disso.”

Um exemplo de reindustrialização são as cerca de 30 novas fábricas de semicondutores previstas para entrar em operação no mundo até o final de 2023. Duas, na Alemanha e na Ásia, devem começar a funcionar ainda em 2022, segundo disse Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, à revista Exame. O Brasil poderia investir US$ 2 bilhões para ter novas unidades de produção de semicondutores para a indústria automotiva, de acordo com ele.

Esforço de longo prazo

“Como o novo governo fará para uma reindustrialização nova, considerando que é um esforço de mais longo prazo? Não tenho dúvidas de que, se eleito, Lula vai avançar rapidamente no combate à fome. A dúvida é como vai fazer em relação à questão central, a reindustrialização. Todo o resto ou é emergencial ou é decorrente de um programa de reindustrialização”, acredita o professor da UFABC.

Para lideranças políticas, entrevistadores de Lula no JN deveriam apresentar questões sobre a reconstrução do país. É uma “oportunidade de discutir o que realmente importa, como reconstruir o Brasil, como tirar 33 milhões de pessoas da fome, gerar emprego e distribuição de renda”, diz, por exemplo, o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP). “O país tem urgência em se recuperar da tragédia que foi o governo Bolsonaro”, acrescenta o parlamentar, no Twitter.

Nessa direção, Guilherme Boulos (Psol), coordenador da campanha de Lula em São Paulo, sugere que a pauta deve ser combate à fome, investimento em saúde, educação e moradia. “E mostrar que estamos prontos pra reconstrução do país. Dia de mostrar o abismo que existe entre o miliciano e o novo presidente a partir de 1º de janeiro de 2023”, escreve.

O deputado federal Enio Verri (PT-PR) quer ver Lula falar no JN do trabalho realizado nos governos do PT. “Lula incluiu o povo pobre no orçamento, mostrando ao mundo um crescimento econômico lastreado na base da pirâmide social”, postou o parlamentar nas redes sociais.

Questões econômicas e pacificação

A campanha de Lula pretende, até onde for possível, se concentrar em questões econômicas, no Jornal Nacional. Ao mesmo tempo, é uma chance de mostrar ao país que Lula – com a experiência de dois mandatos e o respeito que adquiriu no mundo – pode se transformar no pacificador de um país que se tornou violento e socialmente injusto. A enorme audiência do Jornal Nacional pode ajudar a disseminar que essa possibilidade, com Lula, é real.

Durante a entrevista de Bolsonaro, na segunda-feira (22), a audiência do JN foi de 33 pontos em média. De acordo com estimativas a partir de informações da própria TV Globo, 43 milhões de pessoas foram alcançadas no período do programa com o atual presidente. Sem contar a repercussão posterior, em veículos de comunicação e redes sociais.

*Com RBA

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Opinião

Mídia, que apoiou a prisão de Lula sem provas, cobra de Moraes provas contra empresários golpistas

É comovente ler William Waack, no Estadão e Merval Pereira, no Globo, cobrarem provas de Moraes contra o Veio da Havan e demais empresários golpistas.

Outras, mais ou menos enfurecidas coincidências, abraçando a “legalidade”, pipocam na mídia até com figurinos importados de democracias onde pessoas têm o direito de rasgar a constituição e nem por isso, ministros das Supremas Cortes liquidam as pendengas como faz Moraes.

Ou seja, a moldura que usam para defender esses empresários, nunca serviu para Lula. O tabitati diário e sisudo tanto de William Waack, que babava ódio contra Lula, quanto do babilônico Merval Pereira, em seus endeusamentos a Moro, jamais mencionaram qualquer ilegalidade, arbítrio ou coisa que o valha quando o assunto era Lava Jato. Provas então que, por terem plena consciência de que Moro nunca as teve, faziam boca de siri em seus apedrejamentos diuturnos ao PT, mas sobretudo a Lula, mesmo que naquele pandemônio, soubéssemos que as delações eram combinadas, ainda que sem qualquer prova contra a Lula e a chegada da mídia antes da polícia nos locais de prisão, não causava qualquer surpresa.

Agora, Merval e Waack metem-se a bancar uma narrativa de suprema elegância filosófica para defender os empresários golpistas vestidos com batas do papado legalista.

E o que isso nos mostra? Um abismo letal entre o Estado democrático de direito para Lula e o Estado democrático de direito para os empresários golpistas a partir dessas duas figuras, Merval e Waack.

É interessante ver não só as ideias, mas a linguagem desses dois personagens elegantes que hoje cobram legalidade nas ações do Supremo contra empresários golpistas e os então inquisidores midiáticos que promoveram uma verdadeira carnificina antipetista, tendo Lula como principal alvo.

Entrou aí, no mínimo, o velho e surrado interesse de classe, talvez até, não podemos afirmar, os preços fantásticos que esses mesmos empresários golpistas colocam para negociar grandes campanhas publicitárias nos jornalões.

Fato é que esses mesmos jornalistas entendidos sobre coisas da lei, produziram verdadeiras obras primas na santa inquisição lavajatista a Lula e que, agora, cobram sobriedade legal do Supremo, mais diretamente a Alexandre de Moraes, pela operação que não só mostra a intenção dos golpistas, como revela o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, balbuciando no Whatsapp teretetês com essa turma que não há malabarista engenhoso que queira dizer que os versos ditos pelo aplicativo não sejam uma trama de crime contra a democracia, contra a constituição.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Opinião

Vídeo: A diferença da entrevista de Lula a jornalistas Internacionais e a de Bolsonaro hoje no JN

A entrevista coletiva de Lula a correspondentes internacionais e a, de antemão, desastrosa que, com certeza, Bolsonaro vai protagonizar no JN, é um grande comparativo entre dois polos absolutamente antagônicos. De um lado, Lula com um discurso digno dos grandes estadistas e, do outro, Bolsonaro com discurso típico dos imbecis que acham que têm como grande arma a disseminação de ódio, de sangue e de morte.

Bolsonaro é um sujeito medíocre até pra os padrões mais rastaqueras do baixo clero da política nativa.

Assista:

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Opinião

Lula hoje deu um show na sua coletiva internacional, ao estilo de quando era presidente

Lula é o próprio significado do provérbio, “quem foi rei, nunca perde a majestade”.

A soma de conhecimento e dignidade sempre formou a majestade de Lula, admirada por todo o planeta. E os rostos dos correspondentes internacionais, que observavam com muita atenção cada palavra dita por Lula, em cada resposta, início, meio e fim, mostravam o significado desse provérbio.

As respostas dadas por Lula a cada pergunta estavam dentro do contexto da atualidade, seja do ponto de vista nacional, seja global. O conteúdo das respostas a cada um dos jornalistas era carregado de ideias, de coerência, ligado sempre ao que ele viveu como presidente e o que viverá na situação em que o Brasil se encontra.

Foram inúmeros os exemplos em que ele uniu a própria história, a que ele viveu como presidente e a que viverá na sua volta à presidência.

Essa conexão que, associada ao passado extremamente virtuoso, que deu a Lula não só 87% de aprovação, mas um lugar de destaque na aldeia global, foi perfeitamente harmônica. Foram vínculos, conexões e elos que se encadearam de forma natural, mostrando uma relação absolutamente lógica entre o que ele fez como presidente e o que pretende fazer, se confirmada a sua vitória.

Lógico que, diante de um Bolsonaro que nos fez passar todo o tipo de vergonha em todos os eventos internacionais em que participou, falar da entrevista de Lula como exemplo de dignidade do próprio povo brasileiro, de tão díspar, chega a ser covardia.

Sua fala deixou claro que ele não pretende viver de imagem, mas de utilizar novas ferramentas compatíveis com a atualidade para que o Brasil avance ainda mais do que avançou nos seus oito anos de governo.

Lula soube muito bem traduzir seus anseios, com definições bem claras e específicas, em absoluta coerência com as políticas públicas que lhe renderam um recorde histórico de aprovação dos seus governos.

Não dá para gastar todo o dicionário para explicar Lula. Lula foi Lula e tudo o que ele significa para a história do Brasil, o que pode ser conferido no vídeo que segue abaixo.

https://youtu.be/DM3AlyiLPEw

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Merval Pereira: “a vitória do Lula é a melhor solução para a situação brasileira”

Reconhecidamente antipetista, o jornalista fez a afirmação ao comentar pesquisa eleitoral.

O jornalista Merval Pereira admitiu em comentário na CBN que uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o melhor para o país.

Ao comentar com Carlos Alberto Sardenberg a pesquisa Ipec na terça-feira (16), que trazia o ex-presidente com 44% e Bolsonaro 32%, ele disse achar “difícil que Lula ganhe no primeiro turno. Ele vai ter de disputar o apoio de outras forças políticas no segundo”.

A seguir, admitiu que Lula “vai ganhar. Bolsonaro não tem condições de reverter esse quadro. A vitória do Lula é a melhor solução para a situação brasileira.”

“Mas tem que ser negociada. Não se pode atropelar os fatos e achar que todo mundo que não goste do Bolsonaro é obrigado a votar no PT. Tem opções que não vingaram, ou não vingam, até o momento”.

*Com Forum

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Política

Com a provável eleição de Lula, Toffoli se reposiciona sobre a ditadura militar

Petistas dizem que ministro do STF se tornou uma ‘metaformose ambulante’ ao mudar de tom sobre a ditadura militar.

Segundo Malu Gaspar, O Globo, em época de campanha eleitoral, não são apenas os candidatos ao Palácio do Planalto que têm mudado o discurso, esquecido o que disseram no verão passado e buscado reposicionar sua imagem – uma estratégia de marketing conhecida pelo nome de “rebranding”.

A tentativa de se readaptar às novas expectativas de poder, agora que Lula está em alta nas pesquisas, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Dias Toffoli “ajustou” o discurso sobre a ditadura militar.

Os últimos sinais do “rebranding” de Toffoli vieram a público na última sexta-feira (19), quando o ministro participou de evento com empresários em São Paulo. Na ocasião, Toffoli disse que “não vai ter golpe” e chamou o regime militar de “desastre”.

“Não vai ter golpe, as nossas Forças Armadas são instituições que sabem muito bem o preço que elas pagaram quando ficaram no poder por muito tempo. (…) Quando resolveram ficar, viram que aquilo (a ditadura militar) foi um desastre para a nação brasileira”, afirmou o ministro em tom contundente, abandonando a postura discreta do plenário.

É uma mudança e tanto de tom quando comparado ao discurso do próprio Toffoli há quatro anos.

Em 2018, quando o PT foi destroçado pela Lava Jato, Lula estava preso e Bolsonaro, então candidato do PSL à Presidência da República, despontava com favoritismo nas pesquisas de intenção de voto, Toffoli chamou a ditadura militar de “movimento de 1964”.

“Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964”, afirmou em outubro de 2018, durante palestra na Faculdade de Direito da USP.

Na época, Toffoli presidia o Supremo e previa reservadamente um ciclo vitorioso da direita que duraria uns 20 anos no Brasil.

Bolsonaro já atacava as urnas eletrônicas, e Toffoli se via na obrigação defender a confiabilidade do sistema eleitoral.

Por isso, seu aceno aos militares não ficou só no discurso. O ministro também trouxe a caserna para dentro do tribunal, ao convidar o general Fernando Azevedo para ser seu assessor especial na Presidência da Corte. Com o triunfo de Bolsonaro nas urnas, Azevedo deixou as funções no STF em janeiro de 2019 e se tornou ministro da Defesa.

A recente guinada de Toffoli vem chamando a atenção de integrantes do Supremo e de interlocutores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação do ministro ao cargo, em 2009. “Antes, ele fez um movimento muito forte em direção aos militares. Agora tá fazendo o caminho de volta”, alfineta um colega de Toffoli no STF.

“É uma metamorfose ambulante”, provoca um integrante da campanha lulista. “Mas é melhor ele assim do que defendendo 1964.”

Uma parte do PT não perdoa Toffoli até hoje por ter votado para condenar por corrupção o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares no julgamento do mensalão — Toffoli, no entanto, se posicionou pela absolvição do ex-ministro José Dirceu.

Lula, por sua vez, não perdoa Toffoli por ter inviabilizado a sua ida ao enterro do irmão, Vavá, em janeiro de 2019.

Num despacho horas antes da cerimônia, o ministro permitiu que o ex-presidente encontrasse os familiares apenas num quartel em São Paulo, mas não no velório, o que fez Lula desistir de sair da cadeia em Curitiba.

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Lula defende estado laico durante ato histórico em São Paulo

O ex-presidente ainda criticou o atual cenário econômico nacional e se manifestou contra a disseminação de fake news.

Preferido dos brasileiros para assumir o Planalto em 2023, o ex-presidente Lula (PT) discursou a favor da democracia e defendeu o estado laico durante ato de campanha neste sábado (20), no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

As declarações de Lula são uma investida contra as estratégias do seu principal adversário político e atual líder do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), que tem usado a fé como argumento para angariar votos, principalmente, dos evangélicos, sua principal base de apoio popular.

“Tem muita fake news religiosa correndo por esse mundo. Tem demônio sendo chamado de Deus e tem gente honesta sendo chamada de demônio. Tem gente que não está tratando a igreja para cuidar da fé ou da espiritualidade, está fazendo da igreja um palanque político ou uma empresa para ganhar dinheiro”, afirmou o petista.

“Eu quero dizer para vocês: Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, defendo o estado laico. O estado não tem que ter religião, todas as religiões tem que ser defendidas pelo Estado. Mas também quero dizer: as igrejas não têm que ter partido político porque as igrejas têm que cuidar da fé, da espiritualidade das pessoas e não cuidar de candidaturas, de falsos profetas ou de fariseus que estão enganando esse povo o dia inteiro”, disse.

A última pesquisa Datafolha, divulgada esta semana, mostrou que Bolsonaro ampliou sua vantagem sobre Lula no eleitorado evangélico. Neste nicho, Bolsonaro tem 49% das intenções de voto, contra 32% do petista.

Novas Diretas

Este foi o primeiro comício oficial de campanha de Lula na cidade de São Paulo. O Vale do Anhangabaú foi escolhido pela sua importância histórica, símbolos da campanha pelas Diretas Já durante a redemocratização nos anos 80.

Ao lado de Lula também estavam a ex-presidente Dilma Rousseff (PT); o ex-governador e escolhido para vice na chapa petista, Geraldo Alckmin (PSB); o ex-ministro e candidato ao governo do Estado, Fernando Haddad (PT); e o ex-governador e candidato ao Senado, Márcio França (PSB).

Na sua fala, o ex-presidente ainda criticou o atual cenário econômico nacional e se manifestou contra a disseminação de fake news.

Dilma x Tiradentes

Na ocasião, a ex-presidente Dilma também discursou e se emocionou antes de começar a fala. “Eu vou chorar, gente”, advertiu.

“Tenho muito orgulho de ter sido ministra-chefe da Casa Civil do [governo] Lula. Talvez seja um dos poucos que combina duas coisas: uma grande capacidade política de construir consensos e futuros para nós, mas também um dos maiores gestores que conheci”, disse.

Lula, durante seu discurso, também elogiou Dilma e a comparou com Tiradentes, que fora assassinado por seus ideais e, depois, considerado herói nacional.

“Veio falar com vocês agora há pouco uma mulher que foi eleita democraticamente pela maioria do povo brasileiro, e um belo dia inventaram uma mentira contra ela, de pedalada. Imagina uma pedalada da Dilma contra as motociatas que esse genocida faz hoje. Por conta da mentira, o Congresso Nacional cometeu o erro histórico de votarem pelo impeachment dela”, disse o candidato ao Planalto.

*Com GGN

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

 

Categorias
Uncategorized

Vídeos: Assim Lula é recebido no lançamento de sua campanha em São Paulo

O que mostra esse vídeo é somente uma prévia de como será a campanha de Lula até as eleições. A multidão tende a aumentar a partir do horário eleitoral gratuito na TV, que terá início na próxima sexta, dia 26.

Abaixo, um trecho da fala de Dilma Rousseff

O povo indo ao encontro de Lula e Haddad

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição