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Ciro Gomes, o Napoleão tropical

Ciro está com uma obsessão doentia em ser presidente e, por isso, transformou-se numa pessoa completamente descontrolada sem qualquer link com a realidade brasileira.

O sujeito só tem uma coisa na cabeça, ser presidente da República e, para tanto, não importa que caminho tomar para chegar à presidência, é uma coisa doentia.

Se sua campanha gratuita de ódio contra Lula for estratégica, é fácil perceber que já fez água. Ciro caiu num vazio tentando cavar votos do suposto antipetismo e acaba por dizer coisa nenhuma.

Passou a gesticular mais e mostrar menos coerência, muitas vezes se contradizendo numa mesma frase, transformando-se numa imitação de José Serra, atirando para onde o nariz, porque quer o poder a qualquer custo, e o custo pode ser o fim melancólico de sua carreira política, porque no modo zumbi, Ciro já se encontra.

Não se pode dizer que Ciro destruiu o legado de Brizola, pois nunca teve qualquer relação com o pensamento do grande líder do PDT.

O resultado é que, nessa espécie de comida a quilo, Ciro não consegue se apresentar com qualquer identidade para nenhum segmento da sociedade.

Ou seja, ele não representa ninguém além de si próprio e, por isso, virou um Napoleão de hospício, caricato e burlesco, ao mesmo tempo em que se diz um aferrado opositor do neoliberalismo, defende todas as ideias neoliberais que vieram a reboque do Plano Real.

O resultado não poderia ser outro, o sujeito não fala coisa com coisa.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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China anuncia apoio à quebra de patentes das vacinas contra Covid e Lula diz, “gesto histórico”

O governo da China declarou-se favorável à quebra de patentes das vacinas contra a covid-19 para acelerar a imunização da população. A declaração foi feita nesta 2ª feira (17.mai.2021) pelo porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Zhao Lijian, em uma entrevista coletiva.

Zhao Lijian disse que o país fará de tudo para ajudar os países em desenvolvimento na luta contra o coronavírus.

A Índia e a África do Sul defenderam a medida na OMC (Organização Mundial do Comércio) em 2020, como uma maneira de reforçar a produção e garantir que os países mais pobres sejam imunizados.

Em 5 de maio, os Estados Unidos também declararam apoio à suspensão das patentes das vacinas contra a covid-19 para acelerar a vacinação no mundo. A União Europeia disse que discutirá a possibilidade.

No Twitter, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a decisão chinesa. “Mais um gesto histórico rumo à suspensão das patentes das vacinas contra o Covid-19. O mundo aos poucos voltará a respirar ares mais humanos e de solidariedade. Parabéns, presidente Xi Jinping”, escreveu.

Confira:

*Com informações do Poder360

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Política

Quem é piolho de quem, Ciro de João Santana ou Santana de Ciro?

Quem é piolho de quem, Ciro de João Santana ou este de Ciro?

Faço essa pergunta porque Ciro, em entrevista com Gabriella Prioli, disse que quem anda pela cabeça dos outros, é piolho. E como Ciro se contenta em ser usado pela cabeça de um marketeiro, pior, vendo seu eleitorado atrofiar, só pensa no que se chama de consumo eleitoral, ou seja, o debate político é substituído pelas pesquisas de intenção de voto.

Mas pesquisas não são debate político, e o resultado não poderia ser outro. O que se tem é um Ciro completamente distante de ideias e valores, por isso não dá para esperar nada dele, além de condimentar seu discurso carregado de azedume absolutamente contraditório ao de Lula.

Não quero aqui discutir a sua panaceia que diviniza a técnica em nome de uma racionalidade sem razão, típica do processo econômico que sai do pensamento neoliberal.

O que não dá para aceitar é estar no meio de uma pandemia em que uma média de 2 mil pessoas morrem por dia por culpa das mazelas de Bolsonaro, e o alvo de Ciro seja Lula, o que é pior, requentando o discurso de Bolsonaro e Moro que, juntos, em proporções diferentes, estão amargando o gosto do próprio esgoto que criaram.

Não dá para entender o que leva um sujeito a aceitar cumprir um discurso de ódio contra Lula acreditando numa suposta objetividade de seu marketeiro.

Ciro fica cada dia mais abandonado, justamente porque vive num emaranhado de contradições. A esperança que ele quer vender ou pelo menos promete, é de algo extremamente possível numa interpretação de mundo futuro, reduzindo a precariedade em que vive a maior parte da população a uma ideia de moralidade e modernidade na busca por alguns efeitos retóricos em sua campanha.

Diferente disso, Ciro segue fazendo seus discursos ornamentais carregados de tolices e choramingas sem apresentar um projeto concreto com uma formação social mais equilibrada para o país.

Na verdade, o discurso de Ciro é direcionado à classe média e não para a totalidade da população, por isso seu palavrório que não cumpre o papel de  intelectual e nem o de um político popular, reserva um lugar cada dia mais estreito na lanterna da disputa presidencial de 2022.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

Bresser-Pereira: Lula voltará à Presidência

“Ainda haverá necessidade de muita luta política para chegarmos lá, mas Lula é um grande líder político e saberá liderar essa luta ao mesmo tempo que se soma a ela, porque essa será uma luta dos brasileiros”, afirma o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira.

A pesquisa do Datafolha publicada hoje (13.5.21) confirma o que já estava ficando claro nas últimas pesquisas. Lula voltará à Presidência da República, e Bolsonaro provavelmente não chegará ao segundo turno.

A popularidade de Bolsonaro não para de cair, e por isso não deverá chegar ao segundo turno, seja porque Lula já ganha no primeiro turno, ou porque outro candidato representando uma direita civilizada o deixará para trás, ou porque sofrerá antes um impeachment.

Afastá-lo da presidência da República continua a ser prioritário, porque é preciso interromper seu desgoverno o mais rápido possível.

E agora estamos todos contando com os senadores e a CPI.

Mas também já é preciso pensar como será o novo governo Lula.

Que será de centro-esquerda e solidário com os trabalhadores e os pobres, não há dúvida. Mas será também capaz de mudar o regime de política econômica de liberal para desenvolvimentista?

Para fazer essa mudança não basta ser a favor de política industrial. Essa é uma política muito necessária, mas não basta. É preciso também colocar os cinco preços macroeconômicos no lugar certo para dar condições para que a indústria brasileira volte a investir e a exportar.

Para isto será preciso manter a taxa de câmbio em um nível competitivo, em torno de R$ 4,80 por dólar, e que este nível ou faixa seja confiável para as empresas industriais aqui instaladas, sejam elas nacionais ou multinacionais, e as leve a investir.

Para que esse compromisso seja confiável o governo deverá manter baixo o nível da taxa de juros, rejeitar a política de endividamento externo, manter a conta corrente do país equilibrada, assegurar o equilíbrio fiscal, e neutralizar a doença holandesa.

A política de endividamento externo não leva ao aumento do investimento mas ao aumento do consumo, mesmo quando os dólares entrados visem especificamente determinados investimentos, porque aprecia o câmbio e desestimula o investimento.

Para neutralizar a doença holandesa, além de se reestudar as tarifas hoje existentes, será preciso estabelecer uma tarifa adicional linear, igual para todos os bens, variável de acordo com o preço médio das commodities exportadas pelo Brasil.

Quando esses preços estiverem baixos, ela será zero.

E criar um subsídio para a exportação de manufaturados igualmente variável de acordo o preço internacional das commodities. Se a OMC não concordar, adotar assim mesmo essa política.

Mais vale eliminar essa desvantagem competitiva e termos exportações de manufaturados competitiva do que apoio da OMC.

Finalmente, para reduzir a desigualdade, o novo governo Lula deverá se concentrar em uma ou mais reformas tributárias que tornem progressivo o sistema de impostos, enquanto continua a dar como deu anteriormente apoio ao SUS e à educação pública.

Ainda haverá necessidade de muita luta política para chegarmos lá, mas Lula é um grande líder político e saberá liderar essa luta ao mesmo tempo que se soma a ela, porque essa será uma luta dos brasileiros.

*Luiz Carlos Bresser-Pereira/247 – Professor emérito da Fundação Getúlio Vargas onde pesquisa e ensina teoria econômica e teoria política desde 1959. Foi Ministro da Fazenda (1987) e Ministro da Administração Federal e Reforma do Estado (1995-98). É doutor honoris causae pela Universidade de Buenos Aires.

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Política

Datafolha: Lula herda maioria de votos da ‘terceira via’ em 2º turno contra Bolsonaro

Lula recebe apoio de eleitores de Ciro, Doria e Huck; atual presidente é opção de defensores de Moro.

A maior parte dos apoiadores de candidatos da chamada “terceira via” optaria por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um hipotético segundo turno contra Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022, aponta pesquisa do Datafolha.

De acordo com o instituto, o ex-presidente teria 55% dos votos na etapa final, contra 32% do atual ocupante do Palácio do Planalto.

Mesmo eleitores que declaram intenção de votar em desafetos de Lula, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tendem, em sua maioria, a apoiar o petista no segundo turno.

Declaram voto no ex-presidente 55% dos eleitores de Doria, contra 26% que apoiariam Bolsonaro. Uma parcela significativa, de 20%, votaria em branco ou nulo.

O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio.

O dado é significativo, uma vez que Doria construiu sua carreira política com forte discurso antipetista, desde sua primeira campanha eleitoral, para prefeito de São Paulo, em 2016.

Ele chegou a dizer que visitaria Lula na cadeia e declarou voto em Bolsonaro no segundo turno de 2018, com a justificativa de barrar o retomo dos petistas ao Palácio do Planalto.

Mas a pesquisa mostra que a rixa do governador com Bolsonaro, sobretudo em razão da condução da pandemia, hoje se sobrepõe à querela com Lula.

Apoiadores do presidente criticam as medidas de isolamento social defendidas pelo tucano e o chamam, pejorativamente, de “calça apertada”. O governador teve 3% das intenções de voto na simulação de primeiro turno.

Eleitores da ‘terceira via’ que votariam em lula no 2º turno

  • 55% dos eleitores de João Doria declaram voto no petista em um segundo turno contra Bolsonaro
  • 26% dos eleitores de Doria apoiariam o atual presidente
  • 62% dos apoiadores de Ciro Gomes optariam por Lula no segundo turno
  • 15% dos eleitores de Ciro iriam de Bolsonaro
  • 48% dos votos de Luciano Huck iriam para o petista no segundo turno
  • 29% dos eleitores de Huck optariam por Bolsonaro

Lula também receberia a maior parte dos votos dados no primeiro turno ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que apareceu com 6% na pesquisa, e o apresentador Luciano Huck (sem partido), que marcou 4%.

No caso dos apoiadores de Ciro, o petista seria a opção de 62%, contra apenas 15% que iriam de Bolsonaro e 22% que optariam pelo voto em branco ou nulo.

Lula e o pedetista têm mantido uma relação turbulenta ao longo dos anos. Ciro foi ministro da Integração Nacional no primeiro governo do petista e tem uma duradoura aliança com o PT do Ceará.

Mas a relação entre os dois caciques se deteriorou bastante a partir de 2018, quando Ciro se ressentiu da atuação do ex-presidente para dificultar a construção de sua coligação eleitoral.

No segundo turno daquele pleito, preferiu viajar a Paris em vez de apoiar Fernando Haddad (PT) contra Bolsonaro. Desde então, o pedetista tem atacado o que chama de “lulopetismo”, e busca se reinventar como um candidato de centro.

Grande parte de seu eleitorado, contudo, ainda o vê como aliado natural de Lula, como mostra a pesquisa.

Quanto a Huck, Lula herdaria 48% de seus votos, contra 29% que iriam para Bolsonaro. Outros 23% votariam em branco ou nulo. O apresentador não costuma polemizar muito com Lula, com exceção de alfinetadas pontuais.

Quando o ex-presidente teve os direitos políticos restabelecidos por decisão do Supremo Tribunal Federal, em março, ele escreveu, em uma rede social, que “figurinha repetida não completa o álbum”.

O único dos possíveis candidatos presidenciais a transferir a maior parte de seus apoiadores para Bolsonaro num segundo turno é Moro, que foi seu ministro da Justiça, mas com quem ele rompeu no ano passado. O ex-juiz teve 7% na pesquisa.

Mesmo com as trocas de acusações entre Moro e o presidente, 39% de seus apoiadores votariam em Bolsonaro no segundo turno. Já Lula, que foi preso por ordem do então responsável pela Operação Lava Jato, receberia 29% dos votos dados a Moro.

Mas, mostrando que os apoiadores de Moro teriam uma escolha muito difícil a fazer, 31% votariam em branco ou nulo num eventual segundo turno entre o atual presidente e o petista.

Lula também recebe, no segundo turno, a maior parte dos votos dos eleitores que consideram o governo Bolsonaro regular (48%) e ruim ou péssimo (82%). Mesmo entre os que avaliam a atual gestão como ótima ou boa, o petista tem o apoio de 15%.

Já Bolsonaro, previsivelmente, tem 81% entre os que aprovam seu governo, 37% dos que a consideram regular e apenas 3% entre os que a classificam como ruim ou péssima.

*Com informações da Folha

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Datafolha: Lula dispara e chega 41% e Bolsonaro 23%

Ex-presidente aparece com uma diferença de 18 pontos de Jair Bolsonaro no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha. No segundo turno, Lula registra 55%, contra 32% de Bolsonaro.

O ex-presidente Lula disparou na pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (12) e registrou 41% das intenções de voto para 2022, contra apenas 23% de Jair Bolsonaro, uma distância de 18 pontos.

No segundo turno, Lula aparece com 55% e Bolsonaro, 32%. Outros candidatos, como Sergio Moro, Ciro Gomes, Luciano Huck e João Doria aparecem com percentuais de 7% para baixo.

O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Lula 41%
Bolsonaro 23%
Moro 7%
Ciro 6%
Huck 4%
Doria 3%

Segundo turno:

Lula 55%
Bolsonaro 32%

*Com informações do 247

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Política

Filha de Beth Carvalho pede a Bial que entreviste Lula, Globo corta a frase e Bial vira ídolo dos bolsonaristas

Segundo o jornalista do Uol, Maurício Stycer, a Globo fez uma edição grosseira em uma entrevista de Bial com a filha de Beth Carvalho, Luana Carvalho.

O motivo para a Globo manejar a entrevista em sua peneira foi um só, picotar a entrevista no momento em que Luana cobra de Bial uma entrevista com Lula.

Por si só a notícia não só choca, pela aventura golpista de censurar a fala de um convidado da Globo, como se transforma num grande escândalo contra o próprio Bial que não perdeu tempo para chamar Lula de mentiroso quando, no programa Manhattan Connection, por que não entrevistaria Lula e ele respondeu que precisaria de um detector de mentiras.

De imediato essa revelação enterra por completo a suposta autonomia que a Globo dá aos seus entrevistadores, mas soterra de vez qualquer falácia de Bial na hora de se vender como autônomo, independente e, sobretudo dono do próprio nariz.

Se a fala da filha de Beth Carvalho foi censurada e Bial aceitou, é porque não passa de um sabujo dos Marinho, que não tem qualquer independência. Se ele tivesse um mínimo de autonomia, a Globo jamais faria isso. E se ele tivesse caráter, jamais aceitaria isso.

Ao final da entrevista, gravada no último dia 29, Luana disse a Bial que a homenagem foi linda, e que “seria legal se essa homenagem se estendesse a uma entrevista com Lula, sem polígrafo”.

Trocando em miúdos, Lula tinha razão quando disse que aceitaria ser entrevistado pela Globo, mas ao vivo, para evitar cortes, o que prova que isso não era teoria da conspiração.

A Globo desrespeita não só a Luana, mas a memória de Beth Carvalho quando mutila um desejo revelado por sua filha.

E por último, escancara que a Globo tem lado, e é o oposto de Lula, sempre e de forma extremamente desonesta.

O que não se pode deixar de pontuar é que, num embate direto com Bial pela grosseria que este cometeu com Lula e por isso foi criticado pelo jornalista Maurício Stycer, dá a ele razão e desmonta de vez a imagem de bom moço de Pedro Bial.

O fato é que, de forma instantânea, assim que a notícia foi dada pelo Uol, Bial se transformou no novo bibelô dos bolsonaristas que já o comparam com outros dois ex-globais, Leda Nagle e Alexandre Garcia. Que triunfo!

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Biden apoia quebra de patentes das vacinas da covid, adotando a posição de Lula contra a de Bolsonaro

Considerada uma decisão histórica, Joe Biden anunciou nesta quarta-feira que apoia a mesma proposta de Lula que, para salvar vidas em todo o planeta, é preciso quebrar as patentes das vacinas da covid-19.

O discurso de Biden é o mesmo de Lula, totalmente contrário ao de Bolsonaro que apoiou os interesses de Trump contra a liberação das patentes.

É certo que Biden tomar essa histórica decisão porque o suprimento de vacinas para o povo americano está garantido, mas é preciso acrescentar que flexibilizar, mesmo temporariamente, as regras de proteção à propriedade intelectual por trás das vacinas da covid foi um gigantesco passo em prol da humanidade dessa decisão, que deve contar com a maioria dos países,  é um avanço civilizatório sem precedentes.

Salvar e proteger vidas a proteger propriedade intelectual, como propôs Lula há dois meses, não mereceria outra atitude, senão a comemoração do ex-presidente nas redes sociais.

*Da redação

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O que vai decidir a eleição de 2022 será o pão nosso de cada dia, onde Lula ganha de braçada

A direita não disfarça. Bastou dar o golpe em Dilma, e Temer já foi direto na jugular dos pobres.

Com Bolsonaro, a coisa foi ainda pior, desemprego recorde e a volta do país ao mapa da fome.

Todos sabiam que viria um neoliberalismo fundamentalista que atacaria os pobres para aumentar a fortuna dos ricos. Que viria o sequestro dos direitos dos trabalhadores para aumentar o lucro dos grandes empresários e banqueiros. Que viria aumento dos combustíveis e gás de cozinha para fazer acontecer, nas costas do povo, os ganhos maiores para acionistas da Petrobras. Que viria, como veio, uma hiperinflação dos alimentos que compensaria com vantagens a queda da renda e do poder de compra das classes C, D e E que, durante o governo Lula, chegou a ser o 16º balcão de negócios do planeta quando a economia brasileira já estava entre as sete maiores do mundo.

Assim, o foco central da campanha de 2022, será a mesa dos brasileiros, tão carente de comida para metade da população que hoje vive com insegurança alimentar.

Nada na direita está definido. Ninguém sabe se Bolsonaro escapará do cerco da CPI da Covid.

Mesmo que a mídia siga discutindo um confronto entre Lula e Bolsonaro, ninguém sabe como vai terminar a CPI e as consequências para Bolsonaro, que podem e devem desembocar em seu impeachment.

O fato é que teremos dois projetos antagônicos. O dos bilionários x o dos pobres.

E nada adianta vir Pedro Parente defender uma terceira via dizendo que era preciso criar um capitalismo humanizado e, muito menos as visões miúdas de políticas compensatórias de Armínio Fraga.

Os programas sociais dos governos Lula e Dilma são muito mais abrangentes do que essa maquiagem tucana para açucarar o neoliberalismo. Mesmo caramelado, o neoliberalismo será sempre formicida para os pobres e estricnina para os trabalhadores.

O livre mercado não faz disputa entre si, mas entre os ricos e pobres. É um pensamento de exploração que transfere o máximo de riqueza produzida no país para as mãos de muito poucos, os chamados 1%.

Lula já provou que pobre não é problema, mas solução se ele for incluído no orçamento do governo, porque é dividindo mais a riqueza que o país cresce.

Os neoliberais, sejam da chamada extrema direita, sejam da suposta centro-direita têm uma linha de pensamento econômico que rouba de nossa mesa o pão nosso de cada dia para entregar para os endinheirados, como vimos com FHC, temer e Bolsonaro.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: O fundamental pronunciamento de Lula no 1º de maio

Quem vê os “austeros” políticos de direita defenderem o teto de gastos, como fazem para defender a cereja do bolo da responsabilidade fiscal, se não for muito atento, imagina que os governos de direita no Brasil foram páginas de um romance econômico, quando, na realidade, todos os governos de direita figuram, como é do conhecimento de todos, entre os mais frágeis no quesito economia para o conjunto da sociedade e dos próprios cofres públicos. Ou seja, foram verdadeiros enredos de um filme de terror.

Peguemos o resultado final dos 21 anos de ditadura de direita com João Figueiredo que fez tanto a inflação quanto a dívida pública explodirem, entregando a Sarney um país aos cacos que, por sua vez, passou o país agonizante a Collor que, de esperança de desentortar a economia, cassou a poupança de todos e ampliou as tragédias econômicas de Figueiredo e Sarney com uma hiperinflação apoteótica.

Depois, veio Fernando Henrique Cardoso, com o seu “clube da cifra” que buscou na Argentina o já fracassado plano do governo Carlos Menem conduzido pelo famoso Domingo Cavallo, de dolarizar a nossa economia na base de um câmbio artificial.

Todos esses governos neoliberais aqui citados, cada um com seu plano mirabolante, jogaram a economia brasileira no caos.

É certo que FHC ainda conseguiu, no primeiro mandato, manter uma euforia idêntica à de Sarney quando por um ano congelou a economia com seu Plano Cruzado, mas assim como ocorreu no governo Sarney, todo aquele universo místico de controle da economia ruiu, só que por dentro. E o Brasil, com FHC, simplesmente parou. Ele sumiu da mídia e o país sofreu quatro anos de apagão em tudo, da energia à economia, a ponto de ampliar a dívida com o FMI, iniciada pelos militares, mesmo depois de entregar na bacia das almas aos colegas do governo grande parte das estatais brasileiras.

Na verdade, seja terminando ou não o mandato, todos esses governos que antecederam Lula, tiveram seus governantes saídos de alguma forma dos seus mandatos de maneira melancólica e pela porta dos fundos do Palácio do Planalto, porque tinham plena consciência que entregavam aos brasileiros um país pior do que receberam.

Por isso, até os dias que correm, são pessimamente avaliados pela população.

Vem o governo Lula, o Brasil sai da 14ª posição das maiores economias do mundo e chega à 6ª. Detalhe, sem nenhum solavanco com planos econômicos milagrosos, ao mesmo tempo em que o país inicia um processo social absolutamente revolucionário que encanta o planeta, pois tira mais de 40 milhões de brasileiros da mais absoluta miséria. Programas esses que tiveram continuação e aprofundamento com Dilma que, até as manifestações de 2013, comandadas pela grande mídia e outros interesses sem rosto por trás daquela histeria coletiva, Dilma mantinha uma aprovação até maior do que a do governo Lula.

O Brasil vivia o pleno emprego, a valorização do salário, com um poder de compra nunca visto na história.

Mas 2013 deu a receita de como poderia se construir uma farsa popular que “pressionasse” o Congresso para se tirar a qualquer custo e sob qualquer pretexto, Dilma do seu segundo mandato, juntando o que existia de mais podre na sociedade para formar uma corrente que pudesse, através de um golpe, devolver o país a alguém como Temer que devolveria a cabeça dos brasileiros à forca, usando a bíblia neoliberal que detonou todos os governos de direita.

Com Temer, não foi diferente. Encomenda feita, encomenda entregue.

Temer, hoje, como é normal na mídia, nem é mais lembrado pelos articulistas da grande mídia que diziam que ele fazia um grande trabalho, está aí essa excrescência neoliberal chamada teto de gastos.

A economia do país foi sendo devolvida ao mesmo patamar da era FHC que Guedes, aprofundando a lambança de Temer, apenas empurrou a bola para dentro do gol, mas não do adversário, mas para o nosso gol, numa goleada às avessas que os neoliberais sempre impuseram ao povo brasileiro.

Só que no caso de Bolsonaro, temos dois agravantes, o coronavírus em parceria com ele, que produziram até aqui mais de 400 mil mortes e uma economia que não dá o menor sinal de vida, aprofundando ano após ano, mês após mês, uma crise econômica que ainda não se sabe o tamanho do buraco e suas reais consequências.

Dito isso, porque é o que interessa, o resultado de uma receita, podemos afirmar sem pestanejar, é que a direita sempre blefou quando o assunto é economia com um dicionário bíblico de palavrórios sobre o tema que terminam inevitavelmente num bolo solado que, aí sim, é dividido com a sociedade.

Por isso a importância do discurso que Lula fez neste 1º de maio, porque ele é o único que tem condição, de fato, de mudar como mudou, depois de pegar a economia estraçalhada de FHC e, agora, repetir a receita e mudar os índices econômicos trágicos que vive o Brasil e deixar claro de uma vez por todas que todos os governos neoliberais desde o golpe de 1964, promoveram verdadeiras hecatombes na economia e, por isso, não têm qualquer autoridade para abrir um debate sobre o tema.

Já Lula sobra caixa e realidade com números expressos na nossa memória. Ele ele pode e vai tirar o país de mais um atoleiro que a direita nos mergulhou.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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