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Milei fecha acordo militar com Trump para patrulha do Atlântico Sul

Iniciativa acende alerta no Brasil e ocorre depois de Paraguai também fechar acordo para ter base dos EUA; militarização da região é objetivo de Trump

Num gesto que deixou diplomatas brasileiros em estado de alerta, o governo dos EUA anunciou nesta segunda-feira um acordo com a Argentina de Javier Milei para o lançamento do “Programa de Proteção dos Bens Comuns Globais”. O nome esconde, porém, o objetivo da operação: agir em “cooperação” para fortalecer a segurança marítima no Atlântico Sul, na fronteira com o Brasil.

Nas redes sociais, a embaixada dos EUA em Buenos Aires anuncia que a parceria será iniciada com a entrega de uma”câmera especializada a bordo de uma aeronave dedicada ao patrulhamento do território marítimo argentino”.

A diplomacia dos EUA também indicou que se trata de um programa que irá se expandir até 2030 e prevê a chegada de equipamentos avançados, treinamento de elite e apoio para “interceptar e neutralizar” ameaças marítimas. Não são apresentadas quais seriam essas ameaças.

O anúncio gera um desconforto no Brasil que, nas últimas semanas, tentou retomar a ideia do Atlântico Sul ser uma zona de paz. A iniciativa original, de fato, tinha a Argentina como um de seus pilares.

De acordo com a embaixada dos EUA, porém, o Contra-Almirante Carlos Sardiello, do Comando Sul das Forças Navais dos Estados Unidos (USNAVSO), e o Almirante Juan Carlos Romay, da Marinha Argentina, assinaram o acordo que “inicia esta aliança estratégica de cinco anos para defender os bens comuns globais e fortalecer a segurança regional”. “Mais fortes juntos. Mais seguros juntos”, declararam.

A aproximação militar dos EUA ao Cone Sul tem sido alvo de debates internos no Brasil. No início do ano, Trump fechou um acordo com o Paraguai no qual o país sul-americano se colocava à disposição para receber uma base militar americana.

No final de abril, o presidente Javier Milei participou de uma atividade conjunta organizada pelo Comando Sul dos Estados Unidos a bordo do porta-aviões USS Nimitz, localizado ao sul da cidade de Mar del Plata.

*Jamil Chade/ICL

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Política

Uma oposição sem pauta que vive mordendo o próprio rabo

A direita, hoje, vive da arte de torcer para Lula perder. É como se alguém quisesse ganhar na loteria sem jogar.

Alguém imaginaria que aquela baba de quiabo que os reacionários utilizam “contra a corrupção” desde a farsa do mensalão daria algum caldo em 2026?

Lógico que não. a ficha corrida do principal candidato da direita, Flavio Bolsonaro, de tão grande, serve de cabana para ele fugir desse assunto.

Flavio, o Bolsonaro disciplinado, quase angelical, que é um cagado de pai, mãe, irmãos, madrasta e vizinnho, não pode abrir a boca e soltar a peçonha em ninguém, porque, além do assunto já ter enchido as medidas da população, seu grande feito na política, que é a compra de uma mansão no valor real de R$ 20 milhões, está aí a céu aberto que não há mentira engenhosa que faça com que chocolate da marca rachadinha vire ouro.

Então, aquela boca de babosa de Bolsonaro, exigindo tortura e morte a presidiários, além de calada, não tem reputação nenhuma para falar do pior dos encarcerados do Brasil.

Aquelas gorjetas gordas que a Secom de Bolsonaro distribuia para os aliados como a Jovem Pan e congêneres, não existem mais.

Ou seja, a mão de Roma não está mais sobre a cabeça de nenhum podcast bolsonarista, garantindo as burras dos bolsos dos salafrários, nem os auxiliares daquela legião de demônios, que são os diabos menores do esquema bolsonarista que recebiam esmolas poupudas dos bancos estatais controlados pelo genocida.

O novo Bolsonaro, dançarino de boca fechada, não causa frisson a qualquer concepção de direita no Brasil. O cara é uma espécie de rei da salsicha que, quem sabe a forma como é fabricada, vomita na hora.

Então, meus caros, deem-me licença para dizer que esse conto do vigário de calças curtas nem para espinotear contra o governo Lula, presta.

Para ser ainda mais cruel, a realidade mostra que figuras como Trump e Milei, hoje, não somariam nada para a imagem de Flavio, ao contrário, os dois se tornaram figuras tóxicas para o bolsonarismo que não há “cientista político” que consiga explicar essa pasmaceira que se assiste dos quatro candidatos de direita que vegetam brigando entre si em suas campanhas eleitorais por um naco de votos.


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Mundo Política

Da devoção à frustração, mídia brasileira decepcionada com Milei, rebatiza o anarcocapitalista de ‘Bezerro de Ouro’

Em síntese a matéria do Globo de hoje, 19/ 10, detona Milei: “Imagem queimada, erosão econômica, escândalos de corrupção e estilo autoritário corroem fenômeno Milei”.

A reportagem analisa o esfarelamento acelerado da imagem do presidente argentino Javier Milei, que ascendeu como um fenômeno político antissistema em 2023, mas agora enfrenta uma “policrise” que ameaça suas ambições legislativas.

O texto destaca um clima de mal-estar social palpável nas ruas e conversas informais, sinalizando riscos de um resultado trágico nas eleições legislativas de 26 de outubro.

Segundo o jornalão dos Marinho, que estendia tapete vermelho pra Milei, apesar de promessas de recuperação, a gestão de Milei registra decepção generalizada.

Pesquisas mostram que nenhum setor do governo tem aprovação positiva superior à negativa, com apenas 34% dos argentinos crendo em melhorias futuras.

O dólar sobe, reservas do Banco Central são queimadas para conter a desvalorização do peso, e sinais iniciais de recessão agravam o cenário, complicando planos de expansão da bancada da La Libertad Avanza (LLA) no Congresso.

Escândalos de Corrupção

Uma série de denúncias abala o círculo íntimo de Milei, contradizendo sua bandeira anticorrupção.

Destaques incluem o “Karinagate” (envolvendo a irmã Karina Milei em supostas propinas na Agência Nacional de Deficiência) e a renúncia do principal candidato em Buenos Aires, José Luis Espert, por ligações com narcotraficantes.

Esses casos viralizaram nas redes, elevando menções negativas e erodindo a confiança pública.

Estilo Autoritário

O tom agressivo e radical de Milei, criticado por agressões verbais até a pessoas com deficiência, gera rejeição crescente.

Analistas como Mario Riorda, da Universidade Austral, apontam essa postura como catalisadora do mal-estar, somada a erros de gestão.
Ou seja, para O Globo, Milei está morto.


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Mundo

Para emprestar dinheiro a Milei, Trump impõe humilhação e submissão total da Argentina aos EUA

O narcocapitalista de araque, virou um pobre animal de abate nas mãos de Trump.

A cena foi constrangedora.

Um quadro dantesco que mostra a arrogância de Trump e a imagem de um Milei suado e abatido, parecendo ouvir tal proposta de dentro de uma toca de tatu, enquanto Trump lhe oferecia literalmente a total obediência em troca da boia salva-vidas.

A Argentina afundada no inferno econômico de Milei, teve que se submeter a morcegos e corujas pra conseguir um qualquer pra empurrar a crise econômica com a barriga.

Para azedar ainda mais a sopa, Trump diz que Milei’ é um grande líder’, mas avisa que a ajuda dos EUA à Argentina dependerá das eleições.

Se Milei perder, e vai perder, está morto.

Não sai centavo do bolso de Trump.

Se Milei não vencer, estamos fora, cravou o bufão imperialista.


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Brasil Mundo

Com Bolsonaro condenado e inelegível, Trump elogiando Lula, Milei afundando a Argentina, bolsonaritas estão órfãos

É, o cenário tá mesmo trunfado pro lado do gado.

Vamos destrinchar isso rapidinho, com base no que rolou de fato até agora pra ver se os órfãos têm salvação ou se vão continuar no modo survival eterno.

Bolsonaro, do Planalto à tornozeleira

O mito dos tolos, foi condenado em setembro pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Isso tudo ligado aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ele já estava inelegível até 2030 por abuso de poder (decisão do TSE em 2023), mas agora, a ficha limpa rola por mais 8 anos após cumprir a pena, ou seja, potencialmente até 2060, quando ele teria 105 anos.

Prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica é o luxo atual, e há risco de perder posto e patente militar.
Resumindo: Sem chance de candidatura em 2026 (ou nunca mais, na prática).

Os bolsonaristas que sonhavam com volta por cima agora migram pro TikTok pra remixar discursos antigos.

Trump elogiando Lula: A traição yankee. Depois de meses chamando o julgamento de Bolsonaro de caça às bruxas, Trump deu uma guinada em setembro.

No discurso na ONU, ele chamou Lula de “grande cara” e disse que os dois têm “química excelente”, marcando até uma reunião pra discutir tarifas e comércio.

Em outubro, rolou uma videochamada de 30 minutos onde Trump falou que EUA e Brasil vão se dar muito bem juntos.

Lula até sugeriu encontro no ASEAN, na Malásia.

Para bolsonaristas, isso é como ver o ídolo trocar de time no meio do jogo.

Traição!

Esse é o grito de guerra nos grupos de Whatsapp.

Milei afundando a Argentina: O ídolo neoliberal que virou mingau.

O “anarcocapitalista” prometeu milagre, mas 2025 está sendo um pesadelo.

Cortes brutais: salários encolhendo, custo de vida explodindo, desemprego nas alturas e colapso em manufatura/construção,
Resultado?

Trump jogou um salva-vidas de US$ 20 bilhões em setembro (swap line e compra de bonds), chamando Milei de “fantástico”, mas analistas dizem que é paliativo,

A Argentina vira colônia de recursos para os EUA, com mineração e agro bombando, enquanto o povo passa fome.

Bolsonaristas que viam Milei como “novo Bolsonaro”, agora fingem que não viram o flop.

Tem até quem diga que a ultradireita global é uma fraude que não se sustenta.

Vai entender…


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Mundo

Acusado de corrupção, Milei fica mais enrolado e descabelado do que nunca

A frase de Javier Milei, o Bolsonaro argentino, dita em um comício em Junín, na província de Buenos Aires, onde ele afirmou que a oposição estava “irritada porque estamos roubando o roubo deles”, foi interpretada por adversários como uma admissão de culpa em meio a denúncias de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei.

O escândalo, relacionado a áudios vazados sobre um esquema de propinas na Agência Nacional de Deficiência (Andis), foi explorado pela oposição, como o deputado Maximiliano Ferraro, que ironizou nas redes sociais dizendo que “o inconsciente o traiu”.

A declaração de Milei, feita durante um evento do partido La Libertad Avanza, intensificou as críticas e deu munição política aos opositores, especialmente às vésperas das eleições legislativas.


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Mundo Política

Milei, que é um modelo para Tarcísio, faz da Bolsa argentina a pior do mundo no 1ª semestre

“Por que a gente não vai fazer a mesma coisa?”, perguntou o governador em marcço, sugerindo repetir no Brasil o exemplo argentino.

A primeira metade de 2025 foi marcada por um desempenho expressivo da bolsa brasileira. O Ibovespa registrou uma valorização de 15,44% no semestre, superando o resultado do mesmo período de 2024, quando o índice apresentou queda. Em termos de rentabilidade, o resultado coloca o Brasil entre os mercados mais lucrativos do mundo — principalmente quando se considera a variação em dólares.

Um grande contraste com o país vizinho, a Argentina, que teve no ranking o pior desempenho do planeta.

Naquele país, o índice Merval caiu 30,09% em dólares e 19,44% em termos nominais. O fraco desempenho do mercado argentino representa uma forte reversão em relação a 2024, quando a bolsa do país havia disparado mais de 120% no acumulado do ano. As expectativas otimistas geradas pelas reformas econômicas prometidas pelo governo de Javier Milei acabaram frustradas. Das 20 bolsas observadas, a argentina foi a única que caiu.

O resultado desmente a avaliação do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), que considerta a gestão de Milei na economia um grande sucesso. Os elogios ao presidente da Argentina são frequentes, como Tarcisio fez em palestra a agentes do mercado financeiro, no dia 28 de março.

Tarcísio elogiou política econômica de Milei
“Ele está indo bem, está fazendo as reformas que são necessárias, está começando a tirar a cabeça do buraco, está começando a querer crescer, a inflação está lá para baixo”, avaliou o governador de São Paulo. “Se ele está fazendo isso em uma situação muito mais complexa e está mostrando que é possível, por que a gente não vai fazer a mesma coisa? E a gente vai ficar aqui marcando passo, essa é a pergunta”.

Os resultados da bolsa argentina em 2025 revelam o oposto da análise feita por Tarcisio.

O ranking é liderado pelo índice DAX, da Alemanha, que subiu 36,34% em dólar, sendo o mais rentável do mundo nesse critério. Em seguida aparecem o IBEX, da Espanha, e o PSI, de Portugal, com desempenhos robustos que também os posicionam entre os três primeiros colocados, segundo o ICL.

Fora da Europa, Chile e Colômbia se destacaram. O índice chileno avançou 31,67% em dólares (com uma valorização nominal de 22,40%) e o colombiano, 30,49% em dólares (nominal de 21,67%), ficando à frente do Brasil no comparativo cambial.

A China também mostrou força nos mercados. O Hang Seng Index teve alta de 23,25% em dólares, enquanto o FTSE China 50 cresceu 23,12% na mesma base de comparação.


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Mundo

Milei viaja aos EUA para obter apoio de Trump que não o recebe e volta à Argentina de mãos vazias

O presidente argentino, Javier Milei, viajou aos Estados Unidos por 24 horas apenas para se reunir com Donald Trump, mas, segundo os organizadores da viagem, deixou o local do encontro 20 minutos antes da chegada do colega norte-americano. A repentina viagem a Mar-a-Lago, na Flórida, buscava apoio político para um empréstimo do FMI e para um acordo comercial que amenize o “tarifaço” promovido pelo líder republicano.

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

“Tudo corria bem até que, de repente, Milei foi embora. Cerca de 20 minutos depois, Trump chegou. Os dois presidentes teriam uma reunião privada para a qual estava tudo preparado. Não entendemos por que Milei foi embora”, descreveu Glenn Parada, diretor-executivo do MACA (Make American Clean Again), a entidade organizadora do evento, dedicado à limpeza de espaços públicos e ao combate do tráfico de crianças.

Em Buenos Aires, o governo argentino difundiu a versão de que Trump se atrasou por ter tido um problema com o helicóptero, algo que o organizador desmente. “Estava tudo pronto para os dois se reunirem. Nós sabíamos que Trump chegaria mais tarde. Não sabemos qual informação o governo argentino tinha para abandonar o evento”, contou Parada.

“O chanceler Werthein ficou furioso porque Trump não chegava. Se eles tivessem esperado 20 minutos, teriam tido uma reunião. Werthein estava fora de si”, relembrou Parada.

Antes do evento, o ministro argentino das Relações Exteriores garantia que Milei e Trump se reuniriam. “Seguramente, haverá um encontro informal com o presidente Trump. Prevemos esse encontro com Donald Trump na sua casa”, disse Gerardo Werthein na quarta-feira (2), quando, repentinamente, Javier Milei decidiu viajar aos Estados Unidos.

Viagem em vão
No entanto, os dois presidentes não se cruzaram. O argentino ficou sem a foto do encontro que lhe daria um sinal de apoio político em meio à nova rodada de tarifas de importação anunciadas por Trump, e em um momento frágil da sua política cambial, que valoriza artificialmente o peso argentino às custas de reservas negativas no Banco Central. Milei não conseguiu conversar com Trump sobre a necessidade de um apoio político da diretoria do Fundo Monetário Internacional e de uma negociação que amenize o impacto do “tarifaço” de Trump na economia argentina.

O objetivo formal da viagem de Milei era o evento de gala “Americanos Patriotas” (American Patriots, em inglês), realizado na noite desta quinta-feira (3) em Mar-a-Lago, residência de verão de Donald Trump, em West Palm Beach. Os organizadores convidaram o argentino de última hora para receber o prêmio “Leão da Liberdade” (“Lion of Liberty Award”), dedicado a personalidades comprometidas com a liberdade econômica, o mercado livre e os valores conservadores.

Donald Trump era o outro homenageado na noite de gala e o argentino viu nessa premiação a chance de um encontro informal com o amigo, com quem mantém uma “relação estratégica”. Porém, esgotado de uma intensa agenda num dia de turbulências financeiras no mundo, Trump chegou a Mar-a-Lago apenas às 22h51 (horário local). Antes, ainda passou pela sua residência, no setor privado do complexo.

Ao entender que Trump não iria mais ao evento, Milei retirou-se e foi diretamente para o aeroporto, de onde voltou a Buenos Aires.

*RFI

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Imagens revelam a revolta da Argentina contra Milei e a extrema direita

Milei está cercado. Argentinos começam a se levantar contra a catástrofe produzida por ele.

Todas as quartas-feiras, há vários meses, um grupo de aposentados tem protestado em frente ao Congresso argentino para reclamar da perda de seu poder aquisitivo.

Mas, na última quarta-feira (12/03), o protesto teve um elemento adicional que se mostrou explosivo: a presença de centenas de torcedores de vários clubes argentinos de futebol, que decidiram se mobilizar em apoio aos aposentados.

Muitos pertenciam às chamadas barras bravas — como são conhecidas as torcidas organizadas com histórico de violência na Argentina — de clubes como River, Boca, Independiente, Racing, San Lorenzo, Vélez e Huracán, entre outros, diz a CBN.

O resultado foi um violento confronto entre os torcedores, que atiraram pedras e outros objetos, e as forças de segurança, que usaram carros-pipa, gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes para repelir os manifestantes, que ocuparam as ruas ao redor do Parlamento.

Mais de 124 pessoas foram detidas, segundo o relatório oficial, e pelo menos 46 ficaram feridas, incluindo 26 policiais.

Duas viaturas policiais também foram incendiadas, assim como dezenas de contêineres de lixo.

Enquanto o tumulto acontecia fora do Congresso, dentro do recinto uma sessão na Câmara dos Deputados precisou ser suspensa devido a altercações entre deputados libertários e kirchneristas, que incluíram socos, empurrões e insultos.

A BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, conta como surgiram estes protestos, dos quais também participaram vários sindicatos e organizações sociais.

Os aposentados foram os que mais sofreram com a “motosserra” do presidente da Argentina, Javier Milei, que realizou um corte sem precedentes nos gastos públicos do país para diminuir a inflação.

Os cidadãos idosos não só perderam renda — com o reajuste das aposentadorias abaixo do aumento do custo de vida em termos reais —, como muitos também viram seu acesso a medicamentos gratuitos ser reduzido.

Para reclamar de tudo isso, em meados de 2024, um grupo de idosos começou a protestar todas as quartas-feiras em frente ao Congresso, no centro de Buenos Aires.

Torcedor segurando poste com placa de rua durante protesto em Buenos Aires

Com o passar do tempo, os protestos se tornaram mais numerosos e também mais violentos, incluindo confrontos com as forças de segurança que reprimiam os manifestantes que tentavam bloquear as ruas ao redor do Parlamento.

Mas, nas últimas semanas, os aposentados contaram com uma proteção incomum: barras bravas de futebol que decidiram começar a marchar com eles para defendê-los de ataques.

Polícia reprimindo manifestantes

Confronto das forças de segurança com manifestantes

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Mundo

Escândalo do criptogolpe: na TV argentina Milei mandou um “apertei mas não fumei” “Eu não promovi, apenas espalhei”

Quanto mais Milei se explica mais se complica.

O presidente argentino está enrolado. Se exime de culpa dizendo ter tomado um tapa na cara, mas diz que, quem comprou a moeda furada sabia dos riscos.

Na verdade, ele está adicionando uma série interminável de contradições no seu palavrório. Outra tirada de resgova de Milei foi impagável: “Quando você vai ao cassino e perde, qual é a reclamação?”

Para quem se vendia como o rei da economia, dizer que entrou de gaiato no submundo da cripto-picaretagem para ajudar um argentino, ele acaba mordendo o próprio rabo.

“levei um tapa por querer ajudar um argentino” e anunciou que fará mudanças para evitar que seja tão fácil entrar em contato com ele.

Milei tentou se distanciar do escândalo do criptogolpe que estourou no fim de semana depois que seu tuíte fez o preço da memecoin $LIBRA disparar, criado poucos minutos antes da postagem do presidente.

‘Vou embora, tenho que correr’”, disse ele sobre os motivos pelos quais apagou a postagem.

Milei se acha inocente por, segundo o descabelado, só cinco argentinos compraram o golpe. O resto é otário americano e chinês

Ou seja, Milei culpou as vítimas do golpe que protagonizou.

Santiago Siri, especialista em criptomoedas, que viu o escândalo chegando foi curto e grosso: “Um projeto com uma moeda meme é uma farsa”