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Brasil Política

Bolsa Família faz Brasil alcançar o maior IDH da história, diz ONU

Apesar do diagnóstico de Luciano Huck, que disse que o Bolsa Família é “ineficiente” e “não gera nenhum tipo de estímulo” para os beneficiários, o programa teve um papel importante para que o Brasil alcançasse o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de sua história. O resultado foi divulgado nesta terça (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da ONU responsável pelo estudo.

Pela primeira vez, o país atingiu a faixa de desenvolvimento humano muito alto. O IDH brasileiro passou de 0,744, registrado em 2012, para 0,805 em 2024. Entre os três componentes que formam o indicador (saúde, educação e renda), o segundo foi o que apresentou o maior avanço no período analisado.

O indicador educacional saltou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, deixando de ser o pior componente do índice e tornando-se o segundo melhor resultado nacional. Para a economista Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, parte desse avanço está diretamente ligada às políticas públicas implementadas nas últimas décadas.

“Eu vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira, que começou fortemente no início do século 21, e que começa a produzir efeitos, dez anos depois. É aí que há essa observação dos indicadores de educação que avançam”, afirmou a pesquisadora, que participou da elaboração do relatório.

Segundo Barbosa, as regras do Bolsa Família que condicionam o recebimento do benefício à matrícula e à frequência escolar das crianças e adolescentes estão entre os fatores centrais para a melhora dos indicadores.

Atualmente, beneficiários de 4 a 6 anos incompletos precisam manter frequência mínima de 60%, enquanto aqueles entre 6 e 18 anos incompletos devem atingir ao menos 75%.

A análise do PNUD mostrou que os maiores avanços educacionais ocorreram justamente entre as faixas de renda mais baixas da população. “Quando a gente desagrega os dados por décimo de renda, ou seja, os 10% mais pobres, depois os 20% mais pobres, [onde há maior] importância desses programas: nesses décimos de renda é onde você vê a melhoria dos indicadores de educação, nesse período”, explicou.

Para a economista, o programa contribui para afastar crianças e adolescentes do trabalho precoce e garantir sua permanência na escola. “É o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do mundo do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também de, estar na escola, porque senão esse programa é interrompido”, apontou.

*DCM


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Mundo

Paz mundial vive ‘grave ameaça’, alerta chefe da ONU

Guterres faz apelo para que governos voltem para a mesa de negociação

Num discurso neste sábado no Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, soou o alerta: a paz e a segurança internacional estão ameaçadas diante dos ataques no Irã.

O chefe da entidade lamentou o fato de que os ataques contra o Irã ocorreram, mesmo com reuniões diplomáticas tendo sido agendadas para ocorrer em Viena na próxima semana.

Guterres condenou tanto os ataques dos EUA e Israel, quanto a resposta por parte de Teerã. Ele ainda fez um apelo para que os governos voltem à mesa negociadora.

“A ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo”, alertou.

Leia a declaração completa:

Hoje, abordarei diretamente três áreas: os princípios, os fatos e a solução.

Primeiro, os princípios.

A Carta da ONU fornece a base para a manutenção da paz e da segurança internacionais.

O Artigo 2 da Carta afirma claramente: “Todos os Membros devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.”

O direito internacional e o direito internacional humanitário devem sempre ser respeitados.

É por isso que, desde esta manhã, condenei os ataques militares maciços dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Também condenei os ataques subsequentes do Irã, que violaram a soberania e a integridade territorial do Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estamos testemunhando uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais.

A ação militar acarreta o risco de desencadear uma série de eventos que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo.

Deixe-me ser claro:

Não há alternativa viável à solução pacífica de disputas internacionais. A paz duradoura só pode ser alcançada por meios pacíficos, incluindo diálogo genuíno e negociações.

Em segundo lugar, os fatos.

A situação no terreno é muito instável.

Há muitos relatos não confirmados.

Eis o que sabemos.

Cerca de 20 cidades em todo o Irã — incluindo Teerã, Isfahan, Qom, Shahriar e Tabriz — teriam sido atacadas.

Em Teerã, grandes explosões foram relatadas no distrito que inclui o palácio presidencial e a residência do Líder Supremo.

Vários altos funcionários teriam sido mortos, incluindo — segundo fontes israelenses — o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, informação que não posso confirmar.

O espaço aéreo iraniano foi fechado e o país está sob um bloqueio de internet quase total.

Os ataques teriam causado um número significativo de vítimas civis.

Segundo a mídia iraniana, um ataque aéreo matou pelo menos 85 pessoas e feriu muitas outras em uma escola feminina em Minab, província de Hormogan.

Uma escola em Teerã também teria sido atingida, causando duas mortes.

A ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo.

De acordo com fontes israelenses, 89 pessoas ficaram feridas nos ataques subsequentes do Irã contra Israel, e também houve impactos na Cisjordânia ocupada.

O Irã anunciou que, em reação aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, atacou alvos militares americanos na região.

Esses ataques teriam atingido áreas civis e infraestrutura nos países que já mencionei.

Também foram relatados impactos indiretos de destroços no Líbano e na Síria.

A maioria dos países do Golfo interceptou com sucesso os ataques iranianos.

No entanto, os Emirados Árabes Unidos relataram que um civil foi morto por destroços de um míssil interceptado.

No Iraque, há relatos de ataques com drones e mísseis de ambos os lados. Há também relatos de que o Irã está fechando o Estreito de Ormuz para a navegação internacional.

Os ataques dos EUA e de Israel ocorreram após a terceira rodada de negociações indiretas entre os EUA e o Irã, mediadas por Omã.

Estavam sendo feitos preparativos para conversas técnicas em Viena na próxima semana, seguidas por uma nova rodada de conversas políticas.

Lamento profundamente que esta oportunidade diplomática tenha sido desperdiçada.

Em terceiro lugar, a região e o mundo precisam de uma saída agora.

Apelo à desescalada e à cessação imediata das hostilidades.

A alternativa é um potencial conflito mais amplo com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional.

Exorto veementemente todas as partes a retornarem imediatamente à mesa de negociações, principalmente em relação ao programa nuclear iraniano.

Observo que o Presidente dos EUA teria conversado com líderes da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.

O Ministro das Relações Exteriores do Irã teria conversado com seus homólogos nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e no Iraque.

Tudo deve ser feito para evitar uma escalada ainda maior.

Para esse fim, apelo a todos os Estados-Membros para que cumpram rigorosamente as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, para respeitar e proteger os civis em conformidade com o direito internacional humanitário e para garantir a segurança nuclear.

Vamos agir — com responsabilidade e em conjunto — para afastar a região, e o nosso mundo, da beira do abismo.

Obrigado.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

ONU diz que invasão dos EUA na Venezuela torna o mundo menos seguro

A porta-voz Ravina Shamdasani afirmou que a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, representa uma violação do direito internacional. Ela destacou que a ação prejudica a arquitetura da segurança internacional e torna o mundo menos seguro, enviando a mensagem de que países poderosos podem agir sem limites.

“A comunidade internacional deve deixar claro que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela é uma violação do direito internacional que torna o mundo menos seguro. Longe de ser uma vitória para os direitos humanos, esta intervenção militar prejudica a estrutura da segurança internacional e torna todos os países menos seguros.”

Os EUA conduziram uma operação militar surpresa em Caracas, com ataques aéreos e uma incursão de forças especiais que capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados para os EUA para julgamento por acusações de narcoterrorismo.

O presidente Donald Trump justificou a ação como operação de aplicação da lei contra o tráfico de drogas e anunciou interesse no petróleo venezuelano, declarando que os EUA administrariam o país temporariamente.

Reações Internacionais

A declaração do OHCHR reflete preocupações amplas na ONU, incluindo do secretário-geral António Guterres, que chamou a ação de “precedente perigoso”.

Países como Brasil, China, Rússia, Cuba e vários da América Latina condenaram a intervenção como violação da soberania.
Alguns, como Argentina (Javier Milei), celebraram a remoção de Maduro.

Essa posição da ONU enfatiza que, independentemente das críticas ao regime de Maduro, intervenções unilaterais armadas sem autorização do Conselho de Segurança violam a Carta da ONU e enfraquecem a ordem internacional. Fontes como Reuters, Guardian, CNN Brasil e sites brasileiros (Poder360, G1, Infomoney) confirmam a declaração de forma consistente.


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Política

Bolsonaro sabia de desmatamento ‘significativo’, mas decidiu mentir na ONU

Ex-presidente foi alertado sobre avanço da destruição na Amazônia e sobre a ameaça que isso significava a interesses internacionais do país

Enquanto percorria o mundo mentindo sobre a situação na Amazônia, o ex-presidente Jair Bolsonaro era informado por sua agência de inteligência que o desmatamento na floresta tropical avançava de forma “significativa”, ameaçava a imagem internacional do Brasil e poderia prejudicar interesses econômicos do país.

A informação faz parte de documentos da agência e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Ao longo dos próximos dias, o ICL Notícias trará com exclusividade dezenas de informes, relatórios e dados até hoje mantidos como confidenciais pela Abin.

No púlpito da ONU, em setembro de 2019, Bolsonaro saiu ao ataque da comunidade internacional, denunciando o que ele chamou de uma campanha contra o país. “Meu governo tem um compromisso solene com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável em benefício do Brasil e do mundo”, disse.

“Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece praticamente intocada”, insistiu. “Prova de que somos um dos países que mais protegem o meio ambiente”, disse.

Um ano depois, na mesma Assembleia Geral da ONU, ele afirmou que seu governo era “líder em conservação de florestas tropicais”. Bolsonaro ainda garantiu: “Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior”.

Mas os discursos não passavam de uma manobra deliberada para tentar enganar a opinião pública mundial. Em abril de 2020, um informe da Abin enviado à presidência mostrava uma realidade radicalmente diferente.

“O desmatamento na Amazônia aumentou significativamente entre agosto de 2019 e abril de 2020 e atingiu uma área 50% maior que o verificado no mesmo período entre os anos de 2018 e 2019”, afirmou o relatório que foi entregue ao Palácio do Planalto naquele mês.

s dados ainda apontavam que, em 2020, 33% da derrubada de floresta foi realizada em terras públicas, que são, principalmente, alvo de grilagem.

Nem o argumento da “umidade” da floresta usado por Bolsonaro na ONU era sustentado pela Abin. “Em 2020, os órgãos de fiscalização ambiental receiam que haja aumento do volume de queimadas no período de seca. Segundo o Ipam [Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia], em razão da diminuição da umidade, o fogo seria maior em florestas próximas às áreas já desmatadas e recém exploradas. Este fato pode ocorrer mesmo vários metros adentro da mata, aumentando a possibilidade de uma queimada gerar incêndios florestais”, constatou.

O agro é pop?
O relatório ainda desmentia a narrativa de Bolsonaro de que a agricultura nacional não era a culpada pelo desmatamento.

“Nosso agronegócio continua pujante e, acima de tudo, possuindo e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta”, disse o ex-presidente na ONU em setembro de 2020. “Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, justificou.

Mas o informe da Abin, entregue cinco meses antes, apontava para outra realidade. “No Amazonas, a principal área de extração ilegal de madeira está localizada no sul do estado, coincidindo com a área de expansão da fronteira agrícola”, disse. “O desflorestamento no estado está predominantemente associado à implantação de pastos para rebanhos bovinos”, alertou.

“No Pará, o fenômeno do desmatamento desdobra-se em duas vertentes principais, a do desmatamento estruturado, realizado por grandes fazendeiros que fraudam os processos de concessão de exploração por meio de mecanismos de corrupção presentes nas secretarias ambientais estaduais e a do desmatamento artesanal, realizado em regiões remotas do estado”, disse o informe da Abin.

A agência ainda apontava que o desflorestamento no estado do Amazonas estava “predominantemente associado à implantação de pastos para rebanhos bovinos”. “Encerrado o ciclo da extração de madeira, agentes especializados atuam na preparação do terreno para a atividade pecuária. A área desmatada é queimada e transformada em pasto”, afirmou. “O terreno é cercado e, em alguns casos, esses mesmos agentes são responsáveis pelo transporte do rebanho para a região. O fazendeiro paga pelo serviço e trata da produção”, disse.

O informe ainda aponta para o Pará como um dos estados com maior área agregada a receber avisos de desmatamento em março de 2020. Mais uma vez, o foco era o agronegócio.

“A devastação na região está associada, principalmente, à expansão da agropecuária e da atividade de grilagem”, disse. “Essas atividades estão correlacionadas a crimes como corrupção e emissões falsificadas de licenças e interferem em distintos aspectos socioeconômicos do estado, como proteção ambiental e ocupação imobiliária”, alertou.

Impacto internacional
No informe da Abin, os agentes apontaram ainda para o risco que o desmatamento poderia gerar para a reputação internacional do Brasil e a violação de acordos assinados pelo país.

“A imprensa internacional e nacional já tem divulgado notícias sobre o aumento do desmatamento na Floresta Amazônica em 2020. Esse aumento recente, somado a uma perspectiva de maiores incêndios e queimadas na região durante na época de seca, tende a prejudicar a imagem do pais no exterior, gerando impactos no setor econômico”, alertou a Abin.

“O Brasil é signatário do Acordo de Paris, no qual se compromete a implementar medidas efetivas para atingir metas climáticas, como a diminuição do desmatamento. Além disso, o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia reitera expressamente essas obrigações e países europeus ameaçam não ratificar o acordo em caso de descumprimento dessas metas”, advertiu.

“O recente aumento da área desmatada tende a prejudicar a imagem do País, gerando impactos negativos nas negociações internacionais e multilaterais”, completou a agência.

Bolsonaro, porém, preferiu acusar a comunidade internacional de estar divulgando mentiras sobre o país. Cinco meses depois, na ONU, ele insistiu que o Brasil despontava “como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente”.

“Rechaçamos as tentativas de instrumentalizar a questão ambiental ou a política indigenista, em prol de interesses políticos e econômicos externos, em especial os disfarçados de boas intenções”, disse.

Um ano antes, em setembro de 2019, ele chamou as críticas ao Brasil por desmatamento como “ataques sensacionalistas por grande parte da mídia internacional”.

Os documentos, porém, revelam que ele sabia tanto do desmatamento como do impacto que isso geraria ao país.

Como foram obtidos os documentos
O acesso aos documentos da Abin ocorreu depois de seis anos de batalha por parte da Fiquem Sabendo e é considerado como um divisor de águas para a transparência no Brasil.

A ação segue tramitando para garantir que todos os documentos sejam entregues, sem tarjas e n íntegra, como é o caso ainda de vários informes.

Documentos classificados são informações públicas que, por motivos de segurança da sociedade ou do Estado, são temporariamente mantidas em sigilo. Os documentos obtidos já foram desclassificados e, portanto, estão fora do prazo de sigilo. De fato, entre 2014 e 2020, mais de 400 mil documentos federais perderam o sigilo.

Mas o acesso nem sempre está garantido. Assim, o projeto Sem Sigilo começou em 2019, quando a entidade convocou voluntários para pedir documentos cujo prazo de sigilo expirou. A iniciativa coletou milhares de páginas de dezenas de órgãos, mas enfrentaram resistência de entidades como Abin, GSI, Ministério da Defesa, Forças Armadas, Polícia Federal e Itamaraty.

Em 2020, eles ajuizaram uma ação contra a Abin. A ideia era enfrentar o órgão mais resistente à transparência pública porque apostavam que, se ganhassem, outros cairiam por gravidade.

Em 2021, o MPF acolheu parcialmente os argumentos e sugeriu que a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, analisasse os documentos. Corretamente, o Congresso se recusou, afirmando não ser sua competência.

Em 2023, a ação sofreu uma derrota em primeira instância. A Justiça aceitou o argumento da União de que a Abin poderia decidir sozinha o que divulgar ou não — mesmo contrariando o texto da LAI.

Mas, em maio de 2025, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acatou o pedido e condenou, por unanimidade, a União e a Abin a entregar um conjunto de documentos mantidos ilegalmente sob sigilo.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Tudo isso fede a Bolsonaro

Claudio Castro comandaria uma operação como a do dia 28 sem receber ordens ou o aval de Bolsonaro?

Não. Zero chance.

Cláudio Castro não comanda operação alguma, especialmente uma megaoperação letal como a “Contenção” de 28/10/2025, que deixou 130 mortos e virou o caos nacional sem o aval explícito ou implícito de Bolsonaro. Ele é soldado de elite do bolsonarismo, não um lobo solitário.

Castro não respira sem antes consultar o núcleo bolsonarista.

Fontes do PL confirmam que grandes decisões passam por Valdemar Costa Neto (presidente do partido) e, claro, pelo “capitão” em prisão domiciliar.

Câmara retoma debate sobre projeto que equipara facções a terrorismo, após megaoperação no Rio

Texto ganhou apoio do Centrão e Secretário de Segurança SP, o bolsonarista, Guilherme Derrite, assumirá o mandato para relatar proposta.

Classificar crime organizado como terrorismo, significa permitir que o país seja objeto de sanções internacionais – que afastam investimentos e causam crises econômicas, além de permitir até invasões militares por países como os EUA para se apropriarem dos recursos dos demais países!

Isso não é teoria, é hierarquia.

Castro não move um blindado sem ordem do capitão. Ele é o executor, Bolsonaro o cérebro.

Essa operação fede a manobra bolsonarista clássica. Inflamar a base, pressionar Lula/STF, e surfar na onda de “lei e ordem”. Sem aval? Impossível. O PL é uma milícia partidária, e Castro sabe que, de desagradar o chefe, é fim de carreira. ONU, MPF e DPU já cobram explicações pela letalidade; o circo continua.

Tudo isso, junto e misturado, é mais uma peça no xadrez do Bolsonaro para tentar se livrar da cadeia.


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Política

A principal diferença entre Lula e Trump ficou evidente no púlpito da ONU: Lula só falou verdades, Trump, só mentiras.

A sinceridade de Lula em seu discurso na ONU, foi das coisas mais importantes apontadas pela imprensa internacional e não contestada pela mídia nacional.

Até os bolsonaristas se calaram sobre as abordagens enfáticas de Lula que chegaram a milhões de lares no mundo todo. O discurso de Trump não teve valor algum.

O ególatra usa as velhas táticas bufonas para soltar traques funestos e forçados, tentando esconder verdades sobre a economia dos EUA que, no mínimo, patina nas próprias sandices do aventureiro.

Lula foi duro e cirúrgico em sua defesa emocionada da Palestina e do povo palestino, sobretudo as crianças, denunciando o genocídio de maneira didática e focando na covardia com que o exército de Israel ataca a população civil desarmada.

Trump veio com aquela velhaca xaropada de “combate a Hamas”
Lula foi gigante e Trump, minúsculo.

Hoje. Trump anunciou um possível cessar-fogo na Palestina que, mesmo comemorando tal possibilidade, o mundo segue de pé atrás com o bufônico falastrão.

Por essas e outras razões, Lula se apresentou com um dos grandes chefes de Estados na ONU e, Trump, apenas uma caricatura de si mesmo.


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Mundo

Vídeo: Ao lado de outros países, Brasil boicota discurso de Netanyahu na ONU

Delegações abandonam plenário após premiê israelense subir ao pódio; discurso envolveu crítica aos líderes mundiais

Assim que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu ao pódio para abrir os discursos da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (26/09), diversas delegações abandonaram o plenário em forma de protesto contra a política genocida promovida pelo seu governo na Palestina. Entre os países que deixaram o local, está o Brasil, conforme apurado por Opera Mundi.

Nas imagens transmitidas, é possível ver alguns funcionários usando o keffiyeh (lenço palestino) em expressão de solidariedade ao povo da Palestina. Na plateia houve vaias, enquanto aqueles que aplaudiram permaneceram no local para acompanhar o discurso de Netanyahu.

Às vésperas da Assembleia da ONU, nações como Austrália, Canadá, França, Reino Unido e Portugal, reconheceram o estabelecimento do Estado palestino e o genocídio promovido por Israel foi o tema mais enfatizado nos discursos proferidos ao longo das sessões.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que participou por videoconferência ao ser proibido de participar presencialmente do evento devido à negação de visto pelo governo de Donald Trump, denunciou na quinta-feira (25/09) o que chamou de um genocídio “monitorado e documentado” cometido por Israel em Gaza.

Ao longo do massacre israelense no enclave, que na semana seguinte completa dois anos e deixa, de acordo com os dados do Ministério da Saúde de Gaza, mais de 65 mil mortos, a comunidade internacional tem pressionado cada vez mais por um cessar-fogo e condenado o regime sionista por sabotar as negociações e intensificar os ataques no território palestino.

Em seu discurso, Netanyahu culpou os líderes internacionais de “cederem à pressão de uma mídia enviesada de parceiros dos regimes islâmicos radicais” e “antissemitas”.

“Ao lutarmos contra terroristas que assassinaram nossos cidadãos, vocês lutaram contra nós. Vocês nos condenaram, lançaram sanções contra nós e fizeram uma guerra política ilegal. Isso é contra nós”, criticou o premiê. “Muitos líderes que estão representados neste salão mandaram uma mensagem muito diferente. Logo após o 7 de outubro, apoiaram Israel, mas esse apoio acabou evaporando rapidamente quando fizemos o que qualquer nação que se respeita teria feito depois de um ataque tão selvagem”.

*Rocio Paik/Opera Mundi

 


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Política

Por que Eduardo, grande mídia e toda a direita não rebateram o magnífico discurso de Lula na ONU?

Certamente essa gente fez careta para a clareza e força da fala de Lula.
Toda a imprensa internacional exaltou o histórico discurso do presidente brasileiro e tratou, muitas vezes, os mínimos detalhes de sua fala como algo que merecia atenção do mundo.

Aqui, como é tradição, a turma da pulga magra, seguiu nas futricas brejeiras, tentando colocar Trump num patamar acima de Deus para, assim, usar o grandalhão ególatra como barreira de contenção ao sucesso do Brasil e as inúmeras vezes em que Lula foi aplaudido por chefes de Estados durante seu discurso.

Jogada de amador!

Não seriam as análises ocas da direita na mídia, no bolsonarismo e muito menos de Eduardo, aturdido e desorientado, que fariam arranhão na imagem de grande estadista que Lula se impôs na tribuna da ONU.

Mas o que chama mais a atenção é que ninguém do melaço de reacionários ao menos rebateu com qualquer bobagem a exposição do golpista Bolsonaro que Lula denunciou ao mundo.

Foi um tirambaço de misericórdia no criminoso que nem o filho 03 ousou retrucar.

Esse é o tweet.


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Política

Assista à íntegra do discurso do presidente Lula na ONU

Num discurso histórico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta 2ª feira (22.set.2025) o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) pelos sucessivos vetos ao cessar-fogo do conflito na Palestina. Em um discurso com recados aos Estados Unidos e a Israel, o petista disse em Nova York que há uma “tirania do veto” que “sabota a razão de ser” da organização e acusou o país judeu de uma tentativa de “tentativa de aniquilamento” do “sonho de nação” do povo palestino.

👉🏽 Lula tem opiniões contrárias a Trump nos principais pontos do discurso. Segundo auxiliares, a intenção é marcar posição e reforçar a imagem de antagonista, mesmo que não seja necessário citar o nome do presidente americano.

Veja:


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Política

Discurso de Lula na ONU terá como prioridade a Soberania, COP30, recados a Trump e Gaza

O presidente Lula (PT) abrirá o debate geral da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima terça-feira (23). Seu discurso aborda temas como soberania, democracia, multilateralismo, mudanças climáticas e o genocídio em Gaza, com mensagens diplomáticas dirigidas ao presidente dos EUA, Donald Trump. Tradicionalmente, o Brasil inicia os discursos na ONU, e Lula será o primeiro a falar, o que pode levar a um encontro com Trump.

O presidente reafirmará a defesa da soberania nacional e criticará a sobretaxa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros, interpretada como uma tentativa de influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro. Aliados esperam que Lula se posicione contra a guerra tarifária, evitando ataques diretos.

Na agenda ambiental, Lula, como anfitrião da COP30, cobrará maior comprometimento dos países desenvolvidos com a preservação das florestas tropicais e enfatizará o objetivo de zerar o desmatamento da Amazônia até 2030.

Lula pedirá que os países ricos apresentem metas mais ambiciosas e defenderá a soberania dos países amazônicos em questões de segurança, criticando a presença de navios militares americanos no Caribe.

O discurso também tratará da necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU, do cessar-fogo na Ucrânia, e do genocídio de Israel em Gaza, reiterando a importância da criação de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel.


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