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Bolsonaro, quando avisado que Carlos seria preso, ligou aos prantos para Moraes, diz Paulo Pimenta

O deputado federal Paulo Pimenta (PT) afirmou no Twitter, nesta quarta-feira, 29, que Jair Bolsonaro foi avisado por Michel Temer que seu filho e vereador Carlos Bolsonaro seria preso depois dos atos bolsonaristas no dia 7 de setembro e, por isso, ligou aos prantos para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo perdão.

“Bolsonaro foi avisado por Temer que Carluxo seria preso depois depois do 7 de setembro. O Machão aos prantos ligou para Alexandre de Moraes, implorando, pedindo perdão, e prometendo ‘nunca mais’ ofender o STF ou seus Ministros. Quem assistiu relata a patética e vergonhosa cena”, escreveu o deputado, que é jornalista por formação.

“Quem acompanhou o desenrolar das tratativas afirma que foi pior do que meu relato. O desespero de Bolsonaro pedindo que Temer viesse às pressas para Brasília foi ‘comovente’ e ainda será lembrado por muito tempo nos escaninhos do Palácio Alvorada. Carluxo nunca mais foi visto”, ressaltou.

Em outra publicação, Pimenta destacou que, “como jornalista, eu garanto que a fonte é muito quente e confio”.

*Com informações do 247

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O suposto combate à corrupção no Brasil produziu dois golpes e levou ao poder dois corruptos

Quem ainda se lembra do herói Joaquim Barbosa? Aquele que carnavalizou a teoria do domínio do fato para prender José Dirceu sem qualquer prova de corrupção. O mesmo foi feito com José Genuíno, outro grande símbolo do PT.

Barbosa, assim como Moro, no auge de sua fama, almejava a cadeira da presidência da República. Com isso, logo após a farsa do mensalão, o Brasil teve um dos piores Congressos da sua história, comandado por ninguém menos que Eduardo Cunha que só foi afastado pelo STF, cassado pela Câmara e preso pela Lava Jato, depois de cumprir o seu papel imundo de derrubar uma presidenta honrada como Dilma Rousseff.

Até hoje não foi explicada a aparição repentina de Sergio Moro, já no final do mensalão, como assistente de Rosa Weber no STF. O que se sabe, ao menos é o que a história conta, é que ele pegou aquela histeria coletiva dos eleitores de Aécio para emendar a farsa do mensalão com a farsa da Lava Jato.

Aécio, todos sabem, um corrupto comprovado com áudio do seu pedido de propina a Joesley Batista e fartas imagens de seu primo buscando na empresa JBS, carregando as malas de propina para, em seguida, o Brasil inteiro ver um dos maiores exemplos de impunidade da história com o STF livrando a cara do corrupto que era presidente do PSDB.

Não é para menos, Moro era do time do Aécio, como aparecem juntos em várias fotos numa intimidade de fazer inveja em amizades de infância que guardamos em nossas memórias para o resto da vida.

E o que dizer da Lava Jato e todo aquele espetáculo circense em que o japonês da Federal era o grande protagonista? Lembram-se dele? Aquele mesmo, condenado por crime de facilitação de contrabando na fronteira.

Ou seja, o símbolo da Lava Jato era um tremendo picareta. Lava Jato que foi fundamental no golpe contra Dilma que levou ao poder Temer e, depois, todo o clã Bolsonaro.

Temer se confunde com o próprio Rocha Loures, aquele da corridinha com a mala de propina, o mesmo Temer que ouvimos dizer a Joesley, “mantenha isso, viu!”, propina para segurar a boca de Eduardo Cunha.

Mas a piada do combate à corrupção no Brasil tem ainda a Vaza Jato que, em outras palavras, foi as vísceras abertas da operação policial mais corrupta da história, comandada por vigaristas como Moro e Dallagnol que fizeram um estrago na imagem do aparelho judiciário do Estado brasileiro, o que deu a Bolsonaro, imagina isso, ímpeto e cabelo nas ventas para prometer ao seu gado que fecharia o Supremo Tribunal Federal, já que o PGR, como todos sabem, come nas mãos do genocida.

Lembrando que, numa das barganhas mais corruptas da história da República, Moro ofereceu a Bolsonaro, em troca de uma super pasta, a cabeça de Lula que estava há léguas de distância em primeiro lugar nas pesquisas, para Moro colocar o genocida no poder.

O resto da história do clã Bolsonaro, até aqui, já sabemos, assim como também sabemos que tem muita água podre nesse poço que a toda semana nos são reveladas novas e assombrosas transações que vão do 00, Bolsonaro e seu ministério da Saúde, ao 04 que anda às voltas com o lobista da Precisa, como revelou a CPI do genocídio.

Lógico que teríamos aqui uma fieira de casos que provam que o tal “combate à corrupção” no Brasil foi tocado pelos piores corruptos que levaram ao poder gente da mesma laia.

Que isso nos sirva de lição para que o país faça uma profunda reflexão e cobre uma reforma que traga mais transparência ao nosso sistema de justiça para não ser capturado por corruptos que fizeram tabelinha o tempo todo com a mídia de mercado.

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Vídeo: Há uma grande pizza sendo preparada para livrar a cara do clã em troca da renúncia à candidatura de Bolsonaro

Há uma grande pizza sendo preparada para livrar a cara do clã em troca da renúncia da candidatura de Bolsonaro.

Todos os caminhos dos últimos dias levam à Roma.

Como disse ontem, o discurso de Bolsonaro carregado de irresponsabilidade com as mentiras mais toscas que podia contar, já deixou claro que ele estava se despedindo da ONU, tentando, na medida do possível, buscar uma saída honrosa.

Bolsonaro sabe que é o personagem mais odiado no planeta, seja por populações, governantes, ativistas ambientais e de direitos humanos.

O sujeito é um pacote tóxico.

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Como já escrito nas estrelas, Bolsonaro e Centrão preparam uma grande pizza para livrar o clã da cadeia

Só num país como o Brasil, corruptos como Bolsonaro e seus filhos fazem discurso para golpear uma mulher honrada como Dilma exaltando um torturador, assassino e corrupto e fica por isso mesmo.

Mais que isso, a fala de Bolsonaro se deu no dia do desfecho final na Câmara de um golpe armado por três dos maiores corruptos do país, Cunha, Temer e Aécio, esses dois últimos pegos com malas de propina filmadas e exibidas em rede nacional, carregadas por seus comandados, sem falar da frase conhecida de Temer, “mantenha isso, viu” para Joesley continuar a comprar o silêncio de Cunha.

No caso de Aécio, os brasileiros sentados em seus sofás, assistiram ao próprio falando até em matar o primo que levou as malas de dinheiro, antes de delatá-lo, assim como também viram tudo isso virar pizza e ninguém ser punido.

Se pau que dá em Chico, dá em Francisco, é grande a possibilidade de Bolsonaro assinar sua rendição renunciando ou imitando o padrinho Temer que, para se livrar da cadeia, prometeu à oligarquia que não se atreveria a concorrer à eleição de 2018.

A notícia de Mônica Bergamo hoje na Folha é um furo, mas nada que surpreenda. A classe dominante no Brasil sempre busca um acordo para que as coisas aconteçam de forma a nada mudar.

Isso é histórico. Esse sim é o famoso jeitinho brasileiro, tão comum no Brasil oficial. É jutamente sobre esse homem cordial que estava a maior crítica de Sergio Buarque em seu livro Raízes do Brasil.

Bolsonaro, que é a xepa podre da direita brasileira, não abriria mão desse puxadinho para abrigar todo o seu clã, do 01 ao 04 e de todas as mulheres, as ex e a atual. Esse é o exemplo de cidadão símbolo da família tradicional para uma claque verde e amarela que consegue ser pior do que o próprio monstro.

O plano é este mesmo, Bolsonaro abandonar a ideia de ser candidato, passar a régua, apagar tudo o que tem em torno de sua organização criminosa que, por sua vez, fica com a grana, tipo os grandes corruptos da Petrobras que viraram delatores e, no final das contas, todos serão felizes para sempre.

Em última análise, é essa pizza gigantesca que Bolsonaro já está saboreando.

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Vídeo: Carta do ilustre presidente Bolsonaro a Papai Noel dá frutos, podres

A carta de Bolsonaro a Papai Noel prometendo ser um bom menino, entregue por Temer a Alexandre de Moraes, virou unanimidade negativa para Bolsonaro.

Temer, que um dia foi presidente, já que tomou o lugar de Dilma através de um golpe tramado por ele e os demais crápulas, agora faz o papel de carteiro de Bolsonaro.

Bolsonaro conseguiu um grande feito, ser esculachado pela esquerda, direita, extrema direita, centrão e por bolsonaristas de todas as formas. Ele é mesmo um portento.

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De que houve um acordo entre o STF e Bolsonaro, ninguém tem dúvida, mas qual?

Temer deve ter algum prestígio especial com Alexandre de Moraes. Afinal, foi ele que consagrou uma figura tão apagada como o secretário de Segurança Pública de São Paulo sacramentando seu nome no escrete do Supremo Tribunal Federal.

Convenhamos, isso é mais do que um batismo. Ou seja, há uma aura espiritual regida por um afeto entre o afilhado e o padrinho que exige dele o mesmo critério de atenção e carinho.

Assim, Temer foi o homem certo na hora certa, o que deixa claro que os métodos e modelos que pautaram o governo golpista de Temer se renovaram nessa espécie de “bem bolado”. A ele coube reforçar o papel de reforçar alianças formadas durante o golpe em Dilma.

Aquelas palavras dirigidas a Dilma por Bolsonaro no dia da votação do golpe, que deveriam lhe custar a cassação e prisão, reforçaram o trançado de uma corda que liga toda a direita, a mesma que não só esteve unida para dar o golpe, como assumiu publicamente sua preferência por Bolsonaro a Haddad, lógico, sem dizer do papel nefasto do juiz corrupto, Moro, que condenou e prendeu Lula sem provar que tenha cometido qualquer crime, em troca de uma espécie de super pasta no ministério do genocida e que foi ovacionado por toda a direita.

A direita sempre se entende. Não interessa se o acordo que eles fazem seja espúrio, o importante é formar um arco de alianças para, depois de negociar e ajustar os interesses, e isso é feito de forma rápida, 99% da direita fecha uma discussão a partir de uma grande negociata.

Os acordos feitos pelos conservadores são sempre uma transação já formalizada nos bastidores.

Combinação ajustada, é hora de entrar em campo e botar o acordo para definir uma votação.

Todos sabem que o centrão reina no universo do fisiologismo. Mas Temer, que tramita como poucos no centrão, não deixa a desejar quando o assunto é um acordão para se chegar em determinada harmonia.

O que significa que houve sim um grande acordo para Bolsonaro abandonar o discurso belicista, mandar a Polícia Rodoviária Federal descer o cacete nos arruaceiros que se passaram por caminhoneiros, convocados pelo mesmo Bolsonaro.

O capitão traiu sua tropa, seu gado, a ponto de elogiar Alexandre de Moraes, depois de xingá-lo publicamente justo em São Paulo, terra do ministro.

São duas as perguntas, a primeira, qual foi o motivo que fez Bolsonaro ter aquele ataque de ira contra Moraes? A segunda é a mais curiosa, por que diante de um discurso de ódio a Moraes tão contundente, dois dias depois ele publica uma carta se desculpando pelo destempero e rasgando seda a quem ele se referiu como canalha?

Não dá pra ficar aqui conjecturando, mas o que andou vazando na mídia é que, depois de Roberto Jeferson, Carlos Bolsonaro, o Carluxo ou o 02 do clã, seria o próximo a ser preso, justamente por ordem de Alexandre de Moraes.

Mas como eu disse, isso é apenas uma hipótese que ando conjecturando com os meus botões, já que não sou nada afeito à teoria da conspiração.

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Vídeo: Projeto neoliberal de Guedes, apoiado pela Globo, fracassa. Globo culpa Bolsonaro que culpa pandemia

O Brasil está entregue ao deus dará, e o nome desse descaminho é um velho conhecido dos brasileiros, o neoliberalismo que tem como mantra principal desdenhar da própria realidade econômica do país e da vida dos brasileiros, que são de fato quem banca o Estado para concentrar a riqueza nas mãos de 1% dos mais ricos, enquanto o país mergulha no caos social com cada vez mais milhões de brasileiros sendo jogados na miséria.

Esse filme já foi visto antes várias vezes por nós brasileiros, desde a época da ditadura, passando por Sarney, Collor, FHC, Temer e, agora, Bolsonaro.

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Fora da pandemia não há qualquer diferença entre o projeto de Bolsonaro e o da terceira via

Quando Temer chegou ao poder através de um golpe orquestrado pelo PSDB contra Dilma, a primeira coisa que ele fez foi acabar com o Ministério da Cultura. Naquele momento não se viu ninguém dessa direita ilustrada, tão bem representada pelos tucanos, se posicionar contra.

A PEC do teto de gastos que cortou verbas da saúde e da educação foi praticamente uma imposição tucana como condição para manter o apoio ao governo socialmente nefasto de Temer.

A intervenção militar no Rio de Janeiro, comandada por Braga Neto que, a mando de Bolsonaro, anda ameaçando o Brasil de golpe, que até hoje ninguém sabe por que houve e para que serviu, também teve o apoio da turma que hoje se diz terceira via.

Esses são somente alguns exemplos de uma série de eventos muito maiores que mostra, do ponto de vista concreto, ideologicamente falando, que não há qualquer diferença entre o que se chama de terceira via e o que se chama de extrema direita. A via é a mesma com alguns slogans localizados, sobretudo na forma do combate à pandemia, e só.

Quando a poeira da covid baixar, ninguém saberá identificar, por exemplo, o que diferencia Dória de Bolsonaro. A violência do estado policial dos dois é idêntica. É exatamente isso que muito bem ilustra a imagem em destaque.

Não é sem motivos que há um mesmo senso de um tratado que funde o pensamento que mantém preso Paulo Galo entre tucanos e bolsonaristas pelo mesmíssimo motivo confessado pelo desembargador que manteve sua prisão, “ele, Galo é o líder dos motoboys antifascistas”, que acaba sendo uma das expressões mais fortes da esquerda justamente por combater essa nova forma de escravidão muito bem criticada por Lula.

A terceira via, no final das contas, é formuladora nessas novas relações de trabalho que sugerem que o explorado ganhe o nome pomposo de empreendedor para que não tenha direito a absolutamente nada e, como disse Lula, se seu instrumento de trabalho, seja moto, carro ou bicicleta for roubado, o problema é do empreendedor, ou seja, do entregador que não tem qualquer direito, da mesma forma no caso de um acidente.

Por isso, Paulo Galo, que se destaca na luta contra essa forma de exploração contemporânea, está preso. Isso foi confessado no despacho do desembargador que lhe negou o habeas corpus, o que significa que o bolsonarismo e a chamada terceira via são uma coisa só.

E não tenham dúvidas de que quando essa questão ficar bastante clara depois da pandemia, a tal terceira via vai desaparecer e somar forças significativas com o projeto de desmonte nacional de Bolsonaro e Guedes.

Inclui-se aí a própria mídia industrial.

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A inacreditável Miriam Leitão cria o governo Marina para não falar dos avanços ambientais dos governos do PT

Mau-caratismo e gabinete do ódio, a gente vê por aqui.

Em sua sofreguidão patética, Miriam Leitão transformou a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, em presidente da República. Tudo pra não dizer que os extraordinários avanços ambientais que o Brasil teve nos governos Lula e Dilma serviram de exemplo para Bolsonaro pedir dinheiro ao mundo para criar uma milícia em prol da destruição da Amazônia.

Então, não se sabe quem vale menos, se Miriam Leitão ou Bolsonaro.

Para piorar, a cara dura da jornalista, mãe do lavajatista Vladimir Netto, apoiadora contumaz do golpe em Dilma, disse sem corar que Bolsonaro reduziu a um terço os R$ 446 milhões que Temer investia no meio ambiente, sem ter a dignidade de respeitar os assinantes da GloboNews, não disse que o golpista vigarista Temer cortou 50% da verba destinada ao meio ambiente, que era de R$ 911 milhões do governo Dilma.

Fica a pergunta, a Globo pode criticar Bolsonaro por contar um monte de mentiras na Cúpula do Clima, fazendo pior do que o genocida fez hoje?

Na verdade, Miriam Leitão só prova o quanto a Globo trabalhou para golpear Dilma, ajudando a colocar Temer e Bolsonaro no poder e, junto, destruir todos os avanços promovidos pelo PT na área ambiental, na verdade, em todos os setores.

Ou seja, os três crápulas, Globo, Temer e Bolsonaro, estão juntos e misturados na devastação da Amazônia. É bom que isso fique bem claro.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Condenado pelo STF, Moro vai debater combate à corrupção com Temer e FHC

Iniciativa é do Grupo Parlatório, uma organização que reúne grandes empresários e “formadores de opinião”. Injusto não convidarem Aécio Neves.

Um grupo chamado Parlatório, que reúne grandes empresários e formadores de opinião no campo da direita, realizará neste domingo uma live para debater o combate à corrupção no Brasil.

A estrela do evento será Sergio Moro, que na terça-feira desta semana foi declarado juiz parcial no caso em que condenou Lula pelo triplex do Guarujá, imóvel que nunca foi do ex-presidente, como decidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo esta semana.

Por conta dessa condenação injusta, Lula permaneceu preso por 580 dias e foi impedido de disputar a eleição de 2018, em que provavelmente venceria, como mostravam as pesquisas da época.

Sergio Moro terá a seu lado na mesa virtual Michel Temer, que se tornou símbolo da corrupção no Brasil e do movimento golpista que levou à deposição de Dilma Rousseff, de quem era vice.

Outra estrela do evento será Fernando Henrique Cardoso, o político mais protegido da velha imprensa brasileira, que na década de 90 atuou diretamente numa operação que buscou esconder na Europa a jornalista Miriam Dutra, que tinha sido repórter da TV Globo e tinha um filho cuja paternidade atribui ao ex-presidente tucano.

Fernando Henrique enriqueceu na política — segundo Miriam, tem um apartamento em Paris avaliado em 15 milhões de euros, que está em nome de seu ex-aluno Jovelino Mineiro, marido de Maria do Carmo Abreu Sodré.

Tem também um apartamento no Trump Tower, em Nova York, e uma grande fazenda em Botucatu, no interior do Estado.

Miriam também teve seu apartamento em Barcelona reformado por amigos de FHC, e recebeu durante mais de 20 anos salário da Globo praticamente sem trabalhar.

Era um salário de 5 mil euros, em 2002 reduzido para 3 mil euros. A diferença foi complementada com salário de uma empresa concessionária do governo federal, a Brasif, operadora dos free shopping nos aeroportos.

Recebia mais de 2 mil dólares da Brasil também sem precisar prestar serviços.

Esses três queridinhos da elite brasileira responderão a perguntas de empresários, numa live que é fechada. Só assistirá ao “encontro antológico” quem receber o link-convite.

Também participarão do debate os ex-presidentes do STF Ayres Brito e Ellen Gracie, além do general Santos Cruz, um dissidente do bolsonarismo.

Os organizadores desse tal grupo Parlatório são os exemplos bem acabados daquilo que o sociólogo Jessé Souza chama de “elite do atraso”.

É ela que se apresenta para tirar o Brasil do atoleiro, com Moro, Temer e FHC dando lições sobre como acabar com a corrupção no país.

Se estivesse livre da cadeia, certamente Geddel Vieira Lima faria parte da mesa. Ou Eduardo Cunha. Mas a vez deles chegará, com certeza.

A elite sabe recompensar aqueles que muito fizeram por ela.

Nesse sentido, injusto Aécio Neves não ter sido convidado para a live.

Afinal, “tem que manter isso, viu?”

*Joaquim de Carvalho/247

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