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Irã ataca Israel e países do golfo, 3 soldados americanos morreram

A situação no Oriente Médio escalou drasticamente entre ontem e hoje (1º de março de 2026). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a morte de 3 soldados americanos e ferimentos graves em outros cinco durante a Operação Epic Fury, uma ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os soldados americanos morreram após um ataque iraniano contra o Camp Arifjan, no Kuwait. Esta é a primeira confirmação de baixas fatais dos EUA desde que o presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã no sábado.

Ataques aos Países do Golfo: Em retaliação aos bombardeios em seu território, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra bases e centros civis em países que abrigam forças americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), Catar (Doha), Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.

Impacto em Israel: Mísseis iranianos atingiram áreas residenciais próximas a Jerusalém e Tel Aviv, resultando em pelo menos 9 mortes confirmadas no lado israelense até o momento.

Situação no Irã: A ofensiva EUA-Israel matou o Líder Supremo Ali Khamenei e outros oficiais de alto escalão, além de causar mais de 200 mortes em Teerã e outras cidades.

A escalada levou ao fechamento do espaço aéreo em toda a região e à suspensão de voos internacionais nos principais hubs do Golfo.


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Para analistas, assassinato de aiatolá Khamenei é golpe ao multilateralismo: ‘Ditadura militar global dos Estados Unidos’

Mudança de regime é sonho antigo dos EUA, que violam leis internacionais e ignoram a ONU

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que causaram a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, é um duro golpe ao direito internacional e, em especial, ao multilateralismo global. A opinião é de analistas políticos a respeito do conflito, que entrou em seu segundo dia neste domingo (1º).

“Em termos da geopolítica internacional creio que é um revés ao eixo multipolar anti-americano liderado por China, Rússia e Irã e Venezuela, Cuba e Coreia do Norte”, disse ao Brasil de Fato Mohammed Nadir, do Observatório de Política Externa do Brasil (Opeb).

Os ataques de sábado, na opinião do professor, economista e escritor Elias Jabbour, representam “a consolidação de uma ditadura militar global por parte dos Estados Unidos”. “Eles mostram ao mundo que são o único país capaz de intervir em todos os lugares”, avalia.

Para Jabbour, estes ataques são também uma “tentativa de colocar o Brics em xeque”. “E mais: ao atacar o Irã e tentar desmoralizar seu governo, ao assassinar seu líder, tentam implodir a iniciativa Cinturão e Rota [também conhecida como Nova Rota da Seda] a partir do Irã, que é uma das regiões mais estratégicas para essa iniciativa.”

“Temos que pensar o conceito de multipolaridade neste momento porque o mundo está de cabeça para baixo e os americanos mostram uma capacidade muito grande de intervir mundo a fora”, diz Jabbour.

Violação da Carta da ONU
O analista Julian Borger, do jornal britânico The Guardian, por sua vez, afirma que “o presidente dos Estados Unidos viola a Carta da ONU poucos dias após assumir o Conselho de Paz e opta por correr o maior risco de sua administração”.

“A primeira guerra da era do Conselho de Paz de Donald Trump começou – uma tentativa não provocada de mudança de regime em colaboração com Israel, sem qualquer fundamento legal, lançada em meio a esforços diplomáticos para evitar o conflito e com consulta mínima ao Congresso ou ao público americano”, escreveu.

O Conselho de Paz foi apresentado ao Conselho de Segurança da ONU em novembro como caminho para acabar com o massacre em Gaza. “Mas já era evidente, muito antes dos primeiros mísseis serem disparados contra o Irã, que se tratava de uma manobra enganosa. A ONU pensou estar comprando uma coisa, mas recebeu algo bem diferente: um órgão rival ao Conselho de Segurança, porém sob a direção de Trump”, analisa Borger.

O especialista britânico ressalta que, “ao longo desse meio século, o Irã provavelmente nunca representou uma ameaça tão pequena quanto agora, enfraquecido tanto pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em junho passado, que degradou suas defesas, quanto por décadas de sanções combinadas com a migração econômica, que levou a protestos em massa nas ruas”.

O correspondente do jornal em Washington, Robert Tait, afirma que derrubar o governo da República Islâmica do Irã é sonho antigo da Casa Branca, desde a revolução de 1979, que fez 52 reféns estadunidenses, detidos por mais de ano.

“A tomada da embaixada dos EUA em Teerã por revolucionários islâmicos em novembro de 1979 trouxe aos Estados Unidos uma humilhação no cenário mundial comparável à derrota no Vietnã”, aponta Tait.

Como fica o Irã sem Khamenei?
Analistas se debruçam neste domingo sobre o cenário iraniano após a confirmação do assassinato do líder do país. “O assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel, representou um dos golpes mais significativos para a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979, desencadeando protestos por parte de seus apoiadores”, disse o analista Mohammed Mansour à Al Jazeera.

“Fontes internas, especialistas militares e sociólogos políticos sugerem que a decapitação da cúpula do Irã pode não ocorrer da forma prevista pelo Ocidente. Em vez disso, corre o risco de dar origem a um Estado paranoico e militarizado, lutando por sua sobrevivência, sem mais limites políticos a serem ultrapassados.”

À reportagem, Mohammed Nadir disse concordar que o assassinato foi um “duro golpe à elite clerical iraniana”.

“Seguramente vai ter consequências no futuro do Irã. Ainda é cedo para se pronunciar sobre o futuro, mas é bem possível que haja alguma negociação no sentido de mudar o regime sem mexer muito no Estado profundo iraniano, mas com algumas concessões, tais como a neutralização do projeto nuclear iraniano, o sistema de mísseis balísticos e o fim do apoio ao eixo de resistência no Oriente Médio”, avalia.

Ele acredita que pode haver uma oportunidade para o surgimento de uma ala reformadora no Irã, que certamente já existe no país. “[Uma ala] que seja capaz de alinhar o Irã aos EUA, abrindo mão do projeto nuclear, mas tendo apenas uma energia nuclear civil com controle internacional.”

A analista Lyse Doucet, da BBC, afirmou que “estes são momentos cruciais na turbulenta história da República Islâmica do Irã, mas seus clérigos e comandantes mais poderosos já vinham se preparando para isso”.

“Somente na primeira noite, na primeira onda de ataques [em junho de 2025], Israel conseguiu assassinar nove cientistas nucleares e vários chefes de segurança. E, nos dias seguintes, mais cientistas de alto escalão e pelo menos 30 comandantes importantes foram mortos. Ficou claro que o aiatolá também poderia estar na mira deles.”

Para Doucet, “independentemente de quem emergir, o objetivo primordial permanecerá o mesmo: a sobrevivência de uma ordem que mantém o clero e suas poderosas forças de segurança no poder”.

*BdF


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Paz mundial vive ‘grave ameaça’, alerta chefe da ONU

Guterres faz apelo para que governos voltem para a mesa de negociação

Num discurso neste sábado no Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, soou o alerta: a paz e a segurança internacional estão ameaçadas diante dos ataques no Irã.

O chefe da entidade lamentou o fato de que os ataques contra o Irã ocorreram, mesmo com reuniões diplomáticas tendo sido agendadas para ocorrer em Viena na próxima semana.

Guterres condenou tanto os ataques dos EUA e Israel, quanto a resposta por parte de Teerã. Ele ainda fez um apelo para que os governos voltem à mesa negociadora.

“A ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo”, alertou.

Leia a declaração completa:

Hoje, abordarei diretamente três áreas: os princípios, os fatos e a solução.

Primeiro, os princípios.

A Carta da ONU fornece a base para a manutenção da paz e da segurança internacionais.

O Artigo 2 da Carta afirma claramente: “Todos os Membros devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.”

O direito internacional e o direito internacional humanitário devem sempre ser respeitados.

É por isso que, desde esta manhã, condenei os ataques militares maciços dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Também condenei os ataques subsequentes do Irã, que violaram a soberania e a integridade territorial do Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estamos testemunhando uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais.

A ação militar acarreta o risco de desencadear uma série de eventos que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo.

Deixe-me ser claro:

Não há alternativa viável à solução pacífica de disputas internacionais. A paz duradoura só pode ser alcançada por meios pacíficos, incluindo diálogo genuíno e negociações.

Em segundo lugar, os fatos.

A situação no terreno é muito instável.

Há muitos relatos não confirmados.

Eis o que sabemos.

Cerca de 20 cidades em todo o Irã — incluindo Teerã, Isfahan, Qom, Shahriar e Tabriz — teriam sido atacadas.

Em Teerã, grandes explosões foram relatadas no distrito que inclui o palácio presidencial e a residência do Líder Supremo.

Vários altos funcionários teriam sido mortos, incluindo — segundo fontes israelenses — o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, informação que não posso confirmar.

O espaço aéreo iraniano foi fechado e o país está sob um bloqueio de internet quase total.

Os ataques teriam causado um número significativo de vítimas civis.

Segundo a mídia iraniana, um ataque aéreo matou pelo menos 85 pessoas e feriu muitas outras em uma escola feminina em Minab, província de Hormogan.

Uma escola em Teerã também teria sido atingida, causando duas mortes.

A ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, criando uma situação cada vez mais volátil e imprevisível e aumentando o risco de erros de cálculo.

De acordo com fontes israelenses, 89 pessoas ficaram feridas nos ataques subsequentes do Irã contra Israel, e também houve impactos na Cisjordânia ocupada.

O Irã anunciou que, em reação aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, atacou alvos militares americanos na região.

Esses ataques teriam atingido áreas civis e infraestrutura nos países que já mencionei.

Também foram relatados impactos indiretos de destroços no Líbano e na Síria.

A maioria dos países do Golfo interceptou com sucesso os ataques iranianos.

No entanto, os Emirados Árabes Unidos relataram que um civil foi morto por destroços de um míssil interceptado.

No Iraque, há relatos de ataques com drones e mísseis de ambos os lados. Há também relatos de que o Irã está fechando o Estreito de Ormuz para a navegação internacional.

Os ataques dos EUA e de Israel ocorreram após a terceira rodada de negociações indiretas entre os EUA e o Irã, mediadas por Omã.

Estavam sendo feitos preparativos para conversas técnicas em Viena na próxima semana, seguidas por uma nova rodada de conversas políticas.

Lamento profundamente que esta oportunidade diplomática tenha sido desperdiçada.

Em terceiro lugar, a região e o mundo precisam de uma saída agora.

Apelo à desescalada e à cessação imediata das hostilidades.

A alternativa é um potencial conflito mais amplo com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional.

Exorto veementemente todas as partes a retornarem imediatamente à mesa de negociações, principalmente em relação ao programa nuclear iraniano.

Observo que o Presidente dos EUA teria conversado com líderes da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.

O Ministro das Relações Exteriores do Irã teria conversado com seus homólogos nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e no Iraque.

Tudo deve ser feito para evitar uma escalada ainda maior.

Para esse fim, apelo a todos os Estados-Membros para que cumpram rigorosamente as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, para respeitar e proteger os civis em conformidade com o direito internacional humanitário e para garantir a segurança nuclear.

Vamos agir — com responsabilidade e em conjunto — para afastar a região, e o nosso mundo, da beira do abismo.

Obrigado.

*Jamil Chade/ICL


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Guarda Revolucionária do Irã fecha por onde passam mais de 20% do petróleo do mundo

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio pode reter de 20% a 25% do petróleo exportado no mundo. O volume retido seria de mais de 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente à Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

Reuters – A Guarda Revolucionário do Irã interrompeu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz em retaliação ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao país, de acordo com a Reuters.

Guarda informou que “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz”. A informação foi repassada por transmissão VHS a um navio da União Europeia que circulava pelo local e informada por um tripulante da embarcação a Reuters.

Estreito fica entre Omã e o Irã. Ele liga o Golfo Persa com o golfo de Omã.

Estreito é essencial para fluxo global de petróleo. A região é usada por embarcações para escoar a produção de óleo de Arábia Saudita, Iraque e outros países da região para o restante do globo. Estimativas apontam que um quinto da produção global passa pela região.

Ataques a navios não estão descartados. De acordo com militares europeus que participam de operação na região, rebeldes hutis ameaçaram atacar Israel e embarcações americanos em resposta aos últimos acontecimentos.

Em resposta à ofensiva de Estados Unidos e Israel, Irã atacou bases militares americanas no Oriente Médio. Ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque foram alvejadas, segundo o Uol.


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Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei

O Aiatolá comandou o Irã por quase quatro décadas com mão de ferro e reprimiu opositores com força. Presidente dos EUA afirmou que ataques continuarão nos próximos dias.

O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei neste sábado (28). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio.

Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, diz a publicação.

“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz nota.

O texto classifica o episódio como um “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. “O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”.

Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado.

“Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, completa a nota.

A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. “O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”.

O que disse o gabinete de governo do Irã
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência, o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio.

O sucessor justo de Khomeini, que por mais de 37 anos de liderança sábia assumiu a vanguarda e a verdadeira liderança da frente do Islã, marcou com sua coragem exemplar e fé inabalável um novo capítulo de governança na história islâmica. Até o último momento de sua vida abençoada e histórica, ele liderou a nação islâmica contra a descrença, a tirania e a arrogância.

O mártir glorioso, grande aiatolá Ali Khamenei, foi o modelo de sacrifício e resistência da era atual — o ‘Imam das Promessas Verdadeiras, o Imam da Esperança e da Autoridade’ — nas mentes dos homens livres, oprimidos e combatentes do mundo. Ele permanecerá para sempre eterno nos corações das nações ao lado do nome de ‘Khomeini, o Grande’.

Sua abrangência e domínio das ciências contemporâneas, sabedoria, visão de futuro, fé pura, sinceridade nas ações, vontade de aço, crença profunda em suas palavras e objetivos, coragem inigualável, vasto conhecimento religioso, alma gentil e pura, e esperança e confiança no Senhor Todo-Poderoso foram características marcantes deste grande personagem, raramente encontradas em outros líderes políticos.

O Gabinete do Governo da República Islâmica do Irã expressa suas condolências por esta grande perda a Sua Santidade Baqiyatallah al-A’zam, à nobre nação do Irã, à grande nação islâmica e a todos os homens livres do mundo. Em solidariedade ao povo resiliente do Irã, declara 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado público.

Este grande crime jamais ficará sem resposta e marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam.

Nosso querido Irã, com o apoio da vitória divina, unido em uma só voz e um só coração, atravessará este difícil caminho com orgulho; pois Deus está à espreita de nossos inimigos opressores e é o ajudador dos crentes e oprimidos.”

*G1


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Trump diz que Aiatolá Ali Khamenei morreu

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu nos ataques contra Teerã, neste sábado.

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu. “Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, afirmou.

“Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”, disse.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade. Como eu disse ontem à noite: “Agora eles podem ter imunidade, depois só terão a morte!” Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece”, disse.

“Esse processo deverá começar em breve, visto que, não apenas com a morte de Khamenei, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado. Os bombardeios pesados ​​e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!

Agradeço a sua atenção a este assunto.

PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”.

Nas redes sociais, a conta de Khamenei traz a mensagem: “que a paz esteja com ele”

Mais cedo, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, anunciou que os ataques aéreos destruíram o complexo que abriga o aiatolá Ali Khamenei e afirmou que “todas as indicações mostram que este tirano não está mais entre nós”.

À agência Reuters, uma fonte israelense afirmou que Khamenei morreu e que seu corpo foi achado. A imprensa israelense, entre eles o jornal Haaretz, também anunciou que o iraniano que lidera o país desde 1989 teria morrido.

O governo iraniano, por sua vez, afirmou que “não pode confirmar” a condição do líder supremo.

Nos bombardeios contra o Irã, neste sábado, um dos principais alvos foram os locais de residência de autoridades do país. Chefes militares estão entre os mortos.

Desde o início da ofensiva por parte de Israel e dos EUA, o governo do Irã não esclareceu onde estaria Khamenei.

Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano garantiu, nas primeiras horas do conflito, de que o líder supremo não estava em Teerã e que ele e o presidente do Irã estavam “sãos e salvos”.

Em sua declaração, Netanyahu convocou ainda iranianos a “irem às ruas em massa” para derrubar o regime. Segundo ele, os ataques os ajudarão a “se libertar da tirania”.

Ele afirma que eles têm uma “oportunidade única em uma geração” para derrubar o regime iraniano. “Saiam às ruas em massa” e “façam o trabalho”, diz ele. “É hora de vocês se unirem” e “se juntarem para uma missão histórica”, afirma.

A mensagem pedindo mobilização por parte dos iranianos também foi o tom usado por Donald Trump, nesta manhã. “Assumam o governo”, pediu o norte-americano.

Horas depois dos ataques, Trump afirmou que existem várias opções a partir de agora.

“Posso prolongar a situação e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: ‘Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir [seu programa nuclear]’”, disse ele ao site Axios.

Trump explicou que o ataque foi tomado depois diante da falta de progresso nas negociações nucleares desta semana. “Os iranianos chegaram perto e depois recuaram — chegaram perto e depois recuaram. Entendi, a partir disso, que eles realmente não querem um acordo”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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Vídeo: Ataque dos EUA e Israel em escola mata 57 estudantes, diz Irã

A escola foi atacada enquanto os alunos estavam em aula

Os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando pelo menos 57 alunos mortos, na manhã deste sábado (28), segundo a agência estatal iraniana IRNA. Outras sessenta crianças ficaram feridas.

O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente. O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias.

Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que o bombardeio foi um “crime flagrante”. Afirmou que o mundo deve reagir a esse ataque e que o “Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua principal responsabilidade de acordo com a Carta”.

Já a Guarda Revolucionária do Irã informou ter bombardeado bases americanas em resposta aos ataques deste sábado, segundo a agência IRNA.

As bombas foram lançadas contra bases no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de esconderijos militares nos territórios palestinos ocupados. A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que os ataques com mísseis e drones das forças armadas iranianas vão continuar.

O exército israelense informa que várias cidades do país dispararam sirenes de alerta pelo risco de mísseis lançados pelo Irã. Também publicaram vídeos de alvos atingidos no Irã.

*Agência Brasil


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EUA e Israel fazem ataque coordenado contra o Irã, que, em resposta, dispara mísseis e ataca bases americanas

Explosões foram ouvidas em Teerã e ao menos outras quatro cidades. O Irã retaliou lançando mísseis contra Israel e atacando bases americanas no Oriente Médio.

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.

Mais cedo, fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.

Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio.

O que se sabe do ataque de EUA e Israel:

  • Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
  • Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
  • O espaço aéreo iraniano foi fechado.
    40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
  • Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

O que se sabe sobre a retaliação do Irã:

  • Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
  • Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes – países que têm bases norte-americanas.
  • Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
  • Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
  • 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.

*G1


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Educação Política

Governo Lula vai construir 117 escolas indígenas pelo país

Iniciativa soma R$ 785 milhões para obras em 14 estados e responde à Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais

O Ministério da Educação anunciou a construção de 117 escolas indígenas no Brasil com investimentos de R$ 785 milhões, por meio do Novo PAC. O anúncio foi feito pelo titular da pasta, Camilo Santana, nesta quinta-feira (26), durante visita à comunidade indígena Sahu-Apé (AM). As informações são do Vermelho.

“Esse é um compromisso do presidente Lula e um dever nosso. A gente sabe que o país ainda é muito desigual, e não é diferente na educação. O Brasil ainda tem uma dívida muito grande com os povos originários, com os povos indígenas. Serão 117 escolas que irão garantir todas as condições de uma escola digna, de qualidade. Uma escola onde os estudantes possam brincar na hora do recreio”, destacou Santana.

Quatorze estados brasileiros receberão os recursos para a construção de escolas indígenas: Acre (2), Alagoas (1), Amazonas (27), Amapá (17), Bahia (4), Ceará (2), Maranhão (11), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (8), Pará (7), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1), Roraima (23) e Tocantins (3).

De acordo com o governo, as obras previstas para as escolas indígenas são uma “resposta para a melhoria da infraestrutura dessas instituições” e têm como foco central “a entrega de espaços educativos que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários e comunidades tradicionais”.

Para viabilizar a iniciativa, a pactuação foi feita entre o governo federal e os estados, com unidades previamente definidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, em articulação com os entes federativos. A seleção dos locais foi feita observando critérios técnicos, territoriais e populacionais.

A construção das escolas responde às necessidades estabelecidas pela Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), que abrange a educação básica e o ensino superior.

Segundo o MEC, tal política pública tem como finalidade “promover a organização e a oferta de qualidade da Educação Escolar Indígena bilíngue, multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, com respeito às especificidades e organizações etnoterritoriais dos povos indígenas”.


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Política

Flávio Bolsonaro: 55 aliados pagaram por postagens críticas a Lula após o Carnaval

Documento reúne parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais; entre os patrocinadores está o Paulinho da Força

Um levantamento interno atribuído ao Partido dos Trabalhadores (PT) aponta que 55 apoiadores da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

O documento, com cerca de 70 páginas, circulou entre integrantes do Palácio do Planalto e reúne nomes de parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais que teriam patrocinado conteúdos pagos contra o presidente.

Valores e nomes citados
De acordo com o levantamento, os valores destinados ao impulsionamento variaram entre R$ 100 e R$ 699, sendo a faixa de R$ 300 a mais recorrente. Entre os citados está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apontado como o que teria investido o maior valor, entre R$ 600 e R$ 699.

Também consta na lista o empresário Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e pré-candidato a deputado federal pelo PL, além de diversos influenciadores digitais.

Conteúdo das publicações
Segundo o documento, as postagens patrocinadas criticavam o desfile e associavam o presidente a casos de corrupção, além de fazerem ironias direcionadas a grupos religiosos, especialmente evangélicos. Uma das alas da escola trouxe latas com a inscrição “família em conserva”, o que foi explorado nas críticas, segundo Forum.

Uma das publicações citadas é do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O vídeo utilizou inteligência artificial para exibir Lula fantasiado na Avenida Marquês de Sapucaí, ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

No conteúdo, o presidente aparece em um carro alegórico com bandeiras contendo as palavras “mensalão”, “petrolão” e “roubo do INSS”, enquanto samba recebendo dólares e reais. Um refrão criado para o vídeo diz: “Eu sou o Lula, e você me conhece, prometi picanha e entreguei confete. Mas não se estresse. Sou Lula, me dá um dinheiro aí”.

Reação
Questionado sobre o impulsionamento pago, Paulinho da Força afirmou que utilizou recursos próprios. “Se eles pagaram o carnaval, por que a gente não pode pagar o impulsionamento de uma postagem na rede social?”, declarou, em referência aos R$ 12 milhões destinados pelo governo às escolas de samba. “O PT vai entrar na Justiça falando o quê? O dinheiro usado foi meu, não foi dinheiro público”, acrescentou.


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