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Um pastor no pasto bolsonarista

Pastor Ismael Lopes realizou exame de Corpo de Delito após sofrer agressão na vigília bolsonarista

É, o “irmão Ismael” – como ele se apresenta nas redes – levou mesmo uns “cascudos” daqueles bois, vacas, burros e bodes velhos no pasto da vigília bolsonarista de ontem (22/11), mas saiu de cabeça erguida e com muito reconhecimento.

Sua fala corajosa, confrontando Flavio Bolsonaro e o bolsonarismo com críticas à pandemia e à instrumentalização da fé, virou o hit do momento.

Ismael Lopes, 34 anos, coordenador nacional da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, foi ao Instituto Médico Legal (IML) de Brasília na manhã deste domingo para fazer o exame de corpo de delito.

Ele registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e injúria, confirmando os socos, chutes e empurrões que sofreu ao ser derrubado no chão.

No vídeo viral, dá para ver ele levando um chute na cabeça antes da PM intervir com spray de pimenta.

Após sofrer selvageria na vigília bolsonarista, seu perfil no Instagram explodiu em popularidade, ganhando milhares de novos seguidores em poucas horas – relatos indicam um crescimento de 10 mil, impulsionado pela repercussão do vídeo do discurso e da agressão.

Ele se posiciona como antifascista, crítico ferrenho do bolsonarismo, e defende uma “teologia da libertação” com viés de esquerda, combatendo o que chama de “instrumentalização da fé” pela extrema-direita.


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Tornozeleira e vigília de Flávio jogaram bolsonarismo no extremo ridículo

Aliados veem vídeo da tornozeleira queimada como golpe fatal para Bolsonaro e um desgaste eleitoral irreversível para toda a extrema direita

A divulgação do vídeo em que Jair Bolsonaro (PL) explica as queimaduras provocadas ao tentar abrir sua tornozeleira eletrônica provocou forte reação entre aliados e dirigentes de partidos de direita. Em conversas reservadas ao Painel, da Folha, lideranças admitem que o material é considerado “desmoralizante” e potencialmente devastador para o campo bolsonarista nas eleições de 2026.

O receio é unânime: a gravação será explorada politicamente pelo PT e por adversários do ex-presidente, enfraquecendo candidaturas associadas a ele e abrindo espaço para nomes mais independentes dentro da direita.

Vídeo reforça decisão que levou à prisão
As imagens foram registradas por uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. No registro, Bolsonaro afirma ter usado um ferro de solda — o “ferro quente” — para tentar romper o dispo

Impacto eleitoral e danos a aliados
A repercussão atinge diretamente figuras próximas de Bolsonaro, especialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Cotado como possível nome presidencial da direita, ele sai politicamente atingido por ter convocado uma vigília que, segundo avaliação da Polícia Federal, poderia fazer parte de uma estratégia para dificultar uma eventual prisão.

Outro nome que pode sofrer desgaste é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Bolsonaro, que teria de lidar com a cobrança pública sobre a conduta do padrinho político.

Em contrapartida, líderes de direita avaliam que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), surge fortalecido. Apesar de ser aliado de Bolsonaro, ele não integrou o governo federal e mantém maior distância do núcleo bolsonarista, o que pode beneficiá-lo no cenário eleitoral, segundo Forum.

A tentativa de dano na tornozeleira foi citada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Ao ser perguntado sobre o que ocorreu, Bolsonaro respondeu: “Meti ferro quente, meti ferro quente aí… curiosidade”.


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Tornozeleira que Bolsonaro violou, explode, mas em memes nas redes

No vídeo, o ex-presidente admite à servidora da Seap do DFl que usou um ferro de solda no aparelho, por “curiosidade”.

Bastou circular o vídeo em que Jair Bolsonaro admite ter violado a tornozeleira eletrônica e começaram a circular nas redes sociais os memes sobre o tema. Muitas montagens mostram Bolsonaro com ferro de solda, tentando violar o dispositivo.

A tentativa de desativar a tornozeleira foi um dos motivos que levou o ministro Alexandre de Moraes a decretar a prisão preventiva de Bolsonaro neste sábado (22). No vídeo, o ex-presidente admite à servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal que usou um ferro de solda no aparelho, por “curiosidade”.

Veja os memes a seguir:

Internautas fazem memes com tornozeleira de Bolsonaro e solda

Vídeo: Bolsonaro confessa que usou ferro de solda para tentar violar  tornozeleira; Moraes exige explicações imediatas – DiviNews

Internautas fazem memes sobre pedido de condenação de Bolsonaro


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Maçarico a ferro e fogo: PF detona ainda mais o bolsonarismo financeiro do Banco Master

Novo Esquema Investigado pela PF no Banco Master!

A Polícia Federal (PF) está de fato investigando um novo esquema ligado ao Banco Master mecenas de Bolsonaro e Tarcísio, considerado ainda mais grave do que as fraudes já apuradas na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).

A revelação veio à tona em reportagem de O Globo, publicada hoje (23 de novembro de 2025), e corrobora investigações em andamento que começaram em 2024.

O que se sabe até agora e as diferenças em relação ao caso anterior?

O Novo Esquema: Mais Grave e em Apuração Paralela

De acordo com a reportagem a PF trabalha em pelo menos uma apuração adicional sobre o Banco Master, originada de uma investigação inicial do BC, que é descrita como “ainda mais cabeluda” que o caso dos R$ 12,2 bilhões.

Detalhes específicos ainda não foram divulgados publicamente, mas o foco parece ser em irregularidades mais profundas no Sistema Financeiro Nacional, possivelmente envolvendo:

Fabricação em massa de títulos falsos: Além da Tirreno, há menções a associações de servidores públicos e fintechs como a Cartos (fundada por Maia e outro preso, Henrique Souza e Silva Peretto) para inflar artificialmente o patrimônio do Master.

Lavagem e triangulações internacionais: Suspeitas de que Vorcaro simulou a venda do banco para fugir do país, com bens desviados para o exterior.

Envolvimento de outros bancos e fundos: A PF analisa se o esquema se estendeu a FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) como Noto, Sueste e VCK, usados para “blindar” as operações fraudulentas.

Essa nova linha é paralela à Compliance Zero e pode resultar em novas fases da operação, com mais prisões e bloqueios.


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Video: Pastor diz na cara de Flávio Bolsonaro. “Seu pai abriu 700 mil covas na pandemia”

Religioso criticou duramente Jair Bolsonaro em vigília convocada por Flávio e acabou hostilizado, perseguido e agredido por apoiadores bolsonaristas

A vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro terminou em violência após um pastor denunciar, diante do próprio senador, a responsabilidade do ex-mandatário pelas mortes na Covid-19. A cena foi registrada em vídeo e revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo, que noticiou que o religioso foi hostilizado e agredido por bolsonaristas logo após discursar.

https://twitter.com/i/status/1992386343385874899

Ismael Lopes, integrante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, tomou o microfone logo depois de dois pastores bolsonaristas se manifestarem. Em sua fala, criticou o ex-presidente e afirmou que Bolsonaro “havia aberto 700 mil covas na pandemia”. Ele também defendeu a condenação de Bolsonaro no processo da trama golpista.

Pastor criticou a instrumentalização da fé e foi atacado por bolsonaristas
Assim que suas críticas se tornaram evidentes, apoiadores passaram a vaiá-lo e cercá-lo. Lopes se retirou da aglomeração, mas foi perseguido, derrubado e agredido. Flávio Bolsonaro e aliados tentaram conter os mais exaltados, sem sucesso. A polícia precisou intervir com spray de pimenta para interromper as agressões.

Após o tumulto, Ismael Lopes reafirmou sua posição diante dos jornalistas. “Vim aqui na iniciativa de tentar fazer uma fala baseada na palavra de Deus, para acabar com essa instrumentalização da fé cristã que eles fazem”, declarou. Ele deixou o local em uma viatura para registrar boletim de ocorrência na delegacia.

Vigília contrariou decisão do STF e reuniu aliados bolsonaristas
A vigília ocorreu em um estacionamento próximo ao condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar, após ter sido detido preventivamente por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado citou a organização da própria vigília como um dos motivos da prisão, alegando risco à ordem pública.

Flávio Bolsonaro classificou a decisão como “esdrúxula” e defendeu um projeto de anistia que beneficie seu pai e outros envolvidos na trama golpista. De acordo com o 247, o ato reuniu políticos como Carlos Bolsonaro, Rogério Marinho, Helio Lopes e Bia Kicis, além de algumas centenas de apoiadores.


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Vídeo mostra tornozeleira avariada e confissão de Bolsonaro: ‘Meti ferro quente aí’

Ao ser perguntado, o ex-presidente disse que começou a mexer no aparelho no fim da tarde de sexta-feira (21).

Um vídeo da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Distrito Federal prova que a tornozeleira de Jair Bolsonaro foi violada. A gravação mostra as avarias no case da tornozeleira e também permite ouvir o diálogo da funcionária com o ex-presidente, que admite ter usado ferro de solda no aparelho.

A policial pergunta: “O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?”. Bolsonaro responde: “Eu meti ferro quente aí… curiosidade”.

A funcionária da Seap questiona: “Que ferro foi, ferro de passar?”. “Não, ferro de soldar, de solda”, explicou o ex-presidente.

A servidora, então, pergunta se Bolsonaro tentou arrancar a pulseira que prende o equipamento ao tornozelo, e ele nega.

Ao ser perguntado, o ex-presidente disse que começou a mexer no aparelho no fim da tarde de sexta-feira (21).

O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária informa que o aparelho “possuía sinais claros e importantes de avaria”.

Pelo que diz o texto, o equipamento tinha “marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”.

O alarme da tornozeleira disparou às 0h07. Nesse momento, a equipe que faz a segurança de Bolsonaro foi acionada pela Seap, confirmou a violação e fez a troca à 1h09.

A avaria foi um dos motivos citados pelo ministro Alexandre de Moraes para conceder a prisão preventiva de Bolsonaro, pedida pela Polícia Federal.

*ICL


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Grande dia!: Jair Bolsonaro é preso

Prisão preventiva de Bolsonaro foi para garantir a ordem pública após chamamento de vigília

PF entendeu que ato poderia gerar aglomerações e representar riscos para participantes, agentes policiais e para o próprio réu. Medida foi decretada neste sábado (22).

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada neste sábado (22), foi para garantir a ordem pública. A decisão ocorreu após o filho dele, senador Flávio Bolonaro, convocar uma vigília no condomínio em que o ex-presidente mora e estava detido em prisão domiciliar, em Brasília.

A PF avaliou que o ato poderia gerar grandes aglomerações e representava risco para participantes, agentes policiais e o próprio réu, segundo informações obtidas pelo blog.

🔎Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista na tentativa de permanecer no poder, apesar da derrota nas urnas em 2022. Ele estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, acusado pela Justiça de atrapalhar as negociações.

O comboio que transportava o ex-presidente chegou à sede da Polícia Federal às 6h35. Após os trâmites iniciais, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da PF, onde ficará em uma sala de Estado — espaço reservado para autoridades como presidentes da República.

Até a última atualização desta reportagem, ele passava por exame de corpo de delito. Agentes do Instituto Médico-Legal (IML) foram até o local para realizar o procedimento e evitar exposição desnecessária.

Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido por decisão do STF. A defesa de Bolsonaro afirmou que, até as 6h40, ainda tinha sido informada da prisão do ex-presidente, diz Valdo Cruz, G1.


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Motta é manipulador e não manipulado como se vende

Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados (eleito em fevereiro de 2025 com amplo apoio do Centrão, incluindo PL, PT e MDB), é frequentemente retratado como um “articulador neutro” e “moderado”, herdeiro de uma família política tradicional da Paraíba, cheia de picaretas profissionais.

No entanto, acusações de corrupção, desvios de emendas parlamentares e manobras políticas sugerem um perfil mais agressivo: alguém que usa sua posição para blindar interesses pessoais e familiares, manipulando agendas e aliados.

Motta se “vende” como vítima do sistema – refém de Moraes ou do STF, como alega Eduardo Bolsonaro em vídeo de setembro de 2025.

Mas evidências mostram o contrário: ele é o agente ativo, negociando em bastidores para manter poder.

Colunistas como Natuza Nery (GloboNews) o acusam de “oportunismo irresponsável” em pautas como o PL Antifacção, politizando temas sérios para barganhar com a extrema-direita.

Motta opera de forma rasteira como cobra criada numa família venenosa que sorri para todos enquanto entrega só aos seus.

A armação entre Motta, Tarcisio e Derrite para aliviar para as facções e tentar detonar as PF não deixa margem pra dúvidas de quem se trata.

O Motta verdadeiro joga nas sombras do poder. Fora dos olhos da sociedade.

Ele não precisa gritar, só continuar sorrindo enquanto manipula tudo e todos.


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Moraes decreta prisão de Ramagem após fuga aos EUA

Deputado foi localizado nos EUA e votou remotamente com chip internacional autorizado pela Câmara, apesar de restrições impostas pelo STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Aliado de Jair Bolsonaro, o parlamentar estava proibido de deixar o país, mas mesmo assim foi visto recentemente em um condomínio de alto padrão em North Miami, nos Estados Unidos.

A decisão ocorre porque Ramagem tinha medidas cautelares impostas pelo próprio STF, entre elas, a obrigação de permanecer no território nacional e de entregar todos os seus passaportes. Apesar disso, ele deixou o Brasil. Investigadores da Polícia Federal (PF) tentam esclarecer como se deu a saída.

Ramagem, Moraes

Autorização da Câmara desmonta tese de desconhecimento
A situação ficou ainda mais grave após a revelação de documentos internos da Câmara dos Deputados que mostram que Ramagem recebeu, no dia 18 de novembro, quando o plenário votava o substitutivo do deputado Guilherme Derrite (PL-SP) ao PL Antifacção, autorização para trocar o chip do seu telefone funcional, habilitar roaming internacional e ativar um pacote de dados específico para uso nas Américas, de 40GB.

Esses formulários, assinados digitalmente pelo próprio parlamentar, desmontam a tese de que a Câmara desconhecia sua permanência no exterior. Para que um deputado vote de fora do país, é obrigatório habilitar o serviço internacional, algo que somente pode ser feito mediante solicitação formal e aval da área técnica da Casa.

Assim, os registros indicam que setores internos sabiam que Ramagem estava nos Estados Unidos justamente no dia em que participou da votação, embora estivesse proibido de viajar por decisão judicial.

Integrantes da articulação política do governo afirmam que o voto do deputado foi determinante para manter trechos do texto considerados sensíveis pela Polícia Federal. Segundo essas fontes, as mudanças propostas por Derrite favorecem interesses de polícias estaduais e diminuem a capacidade de operações federais contra facções criminosas, o que torna ainda mais controversa a participação de um parlamentar que não deveria sequer ter deixado o país.

Após a revelação dos documentos, o deputado Rogério Correia (PT-MG) acusou a Câmara de ter feito “vistas grossas” para a fuga de Ramagem. Ele defende que a sessão seja anulada, já que um voto irregular pode ter impactado o resultado. Correia também cobra responsabilização de servidores e dirigentes que teriam permitido a habilitação do chip internacional, apesar da decisão do STF que impedia a viagem.

A Câmara divulgou nota dizendo não ter conhecimento da viagem e alegando que Ramagem estava amparado por licença-saúde, o que permitiria voto remoto. Porém, a existência da autorização para uso de roaming internacional enfraquece essa versão e pressiona a Mesa Diretora, presidida por Hugo Mota, a se posicionar sobre eventual descumprimento de decisão judicial e sobre quem autorizou o procedimento interno.

*ICL


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Deputado pede quebras de sigilo e vê ligação entre Banco Master, igrejas e INSS

Comissão amplia investigações e mira repasses, estruturas religiosas e movimentações financeiras ligadas a operadores do esquema

A CPMI do INSS abriu a etapa mais sensível de sua investigação ao ampliar o foco para além das entidades suspeitas e alcançar igrejas, operadores financeiros e estruturas paralelas usadas para movimentar recursos desviados de aposentados.

Os novos requerimentos apresentados pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), com apoio da base governista, miram diretamente esse fluxo. Ao ICL Notícias, o parlamentar resumiu a dimensão do esquema afirmando:

“A quantidade de dinheiro roubado foi muito grande, imagina… Isso são milhões de aposentados sendo descontados 40, 50 reais, durante pelo menos de 2023, de 2019 lá no governo, até 2024. Foram bilhões.”

Segundo o deputado, o caráter massivo dos desvios exige que a Comissão avance sobre todos os caminhos percorridos pelo dinheiro. Parte desses valores, afirma ele, continuou circulando mesmo após o fim dos descontos.

“Para fazer lavagem eles usavam de tudo”, relatou, apontando que os indícios já reunidos mostram a necessidade de apurar o envolvimento de instituições religiosas, especialmente da Igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Correia acrescentou que “já existem elementos que precisam ser investigados”, citando repasses e vínculos de operadores do esquema com estruturas religiosas.

A prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, reforçou a preocupação da CPMI. Para Correia, as relações entre o banqueiro e operadores ligados ao mercado de consignado revelam conexões que precisam ser esclarecidas.

Ele afirmou que Vorcaro mantinha relações com figuras religiosas e com empresários próximos ao núcleo investigado, e que isso pode ter criado uma rota paralela de circulação de recursos. Em suas palavras:

“Agora, com a prisão do Vôrcaro, que também fazia, através do Master, crédito consignado… e o pastor ligado a ele era ligado também à Igreja da Lagoinha. Recursos que eles receberam dos chamados Golden Boys nos fazem verificar se utilizaram disso para lavar dinheiro.”

O deputado detalhou ainda que o grupo investigado chegou a lavar recursos “em associações, em vinhos, em quadros, em carros, em imóveis, em lanchas, em escritórios de advocacia”, indicando a multiplicidade de mecanismos usados para dar aparência de legalidade aos valores desviados.

Essa multiplicidade de estratégias, segundo o deputado, demonstra a necessidade de rastrear como estruturas religiosas e financeiras foram usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro desviado.

Para organizar as linhas de investigação, os documentos de Correia anexados à CPMI introduzem um recorte mais amplo do que se sabia até agora. O objetivo é conectar os principais operadores, apelidados de “golden boys”, às instituições que, direta ou indiretamente, receberam recursos oriundos de atividades suspeitas.

As informações enviadas pelo COAF e pela Receita Federal mostram que as entidades Amar Brasil, CONAFER, CBPA e AAB operavam em rede, registrando picos de movimentação financeira incompatíveis com sua atuação declarada. Parte desses valores, segundo os RIFs, seguiu em direção a igrejas, fundações religiosas e a uma fintech de caráter cristão, a Clava Forte Bank.

Correia dedica seus requerimentos a detalhar a participação do grupo formado por Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro. A partir de 2022, após mudanças societárias registradas na Receita Federal, a Amar Brasil passou para a titularidade de Américo Monte, mesmo após o INSS ter sido formalmente alertado sobre irregularidades.

Ainda assim, um novo Acordo de Cooperação Técnica foi assinado, fato que permitiu que as operações do grupo se expandissem. Em paralelo, o volume de reclamações e processos judiciais relacionados a descontos indevidos cresceu de maneira acelerada.

Repasses expõem atuação de ‘golden boys’
A investigação mostra que o trio movimentava valores elevados, repassando quantias expressivas para igrejas com as quais mantinham relação direta. Uma das instituições mais citadas é a Sete Church, liderada pelo pastor Cesar Beluci, localizada em Alphaville, São Paulo. O COAF identificou que apenas no mês de maio de 2024 a igreja recebeu:

R$ 300.000,00 via Anderson Cordeiro, em 08/05/2024;
R$ 70.338,00 via Anderson Cordeiro, em 21/05/2024;
R$ 124.000,00 via Pix de Américo Monte.
Esses valores, somados, ultrapassam R$ 494 mil, mas documentos analisados pela CPMI e repassados por outras fontes elevam esse total para cerca de R$ 694 mil, indicando que parte das transações ainda não está completamente rastreada.

O padrão de repasses sugere que a Sete Church teria atuado, segundo o texto dos requerimentos, como centro receptor de valores provenientes das práticas fraudulentas atribuídas aos “golden boys”.

O envolvimento da Sete Church não se resume às transferências financeiras. Em evento realizado pela própria igreja em junho de 2024, Felipe Macedo afirmou publicamente que “a fase de prosperidade” do grupo começou em setembro de 2022, “logo após o ACT” assinado pelo INSS.

Ele citou nominalmente seus sócios Anderson e Américo, mencionando que o trio realizava “orações de madrugada no escritório” e destinava dízimos ao líder religioso da instituição assim que recebiam recursos. Para a CPMI, esse depoimento público reforça a necessidade de convocar Beluci para esclarecer a relação da igreja com os operadores das fraudes.

Outro foco da CPMI é a atuação da Igreja da Lagoinha e de seu líder, o pastor André Valadão. O requerimento apresentado por Correia cita a proximidade de Valadão com Felipe Macedo e destaca que, em 2024, o empresário suspeito financiou o evento de Réveillon da igreja realizado no Allianz Parque.

A Lagoinha também aparece como instituição orbitando em torno da Clava Forte Bank, apresentada publicamente como um “banco cristão” dedicado a apoiar igrejas em projetos financeiros. Entretanto, a fintech não aparece registrada como instituição autorizada pelo Banco Central, o que levantou suspeitas dentro da CPMI.

A Clava Forte declara atividades como desenvolvimento de softwares e intermediação de negócios, mas suas movimentações financeiras são descritas como incompatíveis com seu escopo formal. Por isso, Correia protocolou requerimento pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da instituição, assim como a produção de RIFs que permitam analisar padrão de movimentações, origem dos recursos e possíveis vínculos com o grupo investigado.

A comissão quer saber se a fintech funcionou como mecanismo de lavagem ou “esfriamento” de recursos desviados de aposentados.

Além de Sete Church e Igreja da Lagoinha, os documentos apontam para repasses suspeitos envolvendo a CBPA. Segundo o COAF, a entidade enviou R$ 1,9 milhão à empresa Network, que depois distribuiu valores a instituições e pessoas físicas ligadas à família do deputado Silas Câmara. Entre os repasses identificados estão:

  • R$ 11 mil à Fundação Boas Novas, presidida pelo pastor Jônatas Câmara;
  • R$ 37 mil ao filho do deputado, Heber Câmara;
  • R$ 146 mil à filha do parlamentar, Milena Câmara, advogada da própria CBPA;
  • R$ 9 mil diretamente ao deputado Silas Câmara;
  • R$ 37 mil adicionais encaminhados ao filho do parlamentar por meio da empresa Conektah.
  • A CPMI considera esse conjunto de transações como extremamente sensível, sobretudo pelo papel de Silas Câmara na
  • Frente Parlamentar Evangélica. A participação simultânea de familiares em estruturas religiosas, empresariais e políticas sugere, segundo Correia, a necessidade de “investigar vínculos tanto formais quanto informais”.

O escopo investigativo se estende também à Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), dirigida por fundadores de igrejas evangélicas no Distrito Federal. A entidade administra filiações e descontos previdenciários, mas seus dirigentes também são responsáveis por instituições religiosas como a Primeira Igreja Pentecostal Cristo a Esperança e a Igreja Pentecostal Ministério Visão de Deus.

Para a Comissão, essa sobreposição pode indicar uma rota paralela de legitimação de recursos provenientes dos descontos investigados.

Em sessão recente, Rogério Correia afirmou que os indícios reunidos pela CPMI revelam um alinhamento entre operações financeiras suspeitas, estruturas religiosas e organizações que orbitam o mercado de crédito consignado.

Ele citou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como exemplo da “intersecção” entre esses mundos. Para Correia, há elementos que conectam a atuação de Vorcaro a operações de consignado que, segundo as suspeitas, se aproximam do modelo utilizado pelos “golden boys”.

Pontos-chave destacados pela CPMI nos requerimentos:

  • Crescimento súbito das movimentações financeiras da Amar Brasil e da CONAFER após 2022;
  • Operações de alto valor destinadas à Sete Church por integrantes do núcleo investigado;
  • Patrocínio do evento da Igreja da Lagoinha por operador suspeito;
  • Existência de fintech cristã (Clava Forte) sem registro no Banco Central;
  • Repasses da CBPA que beneficiam diretamente a família de deputado federal;
  • Sobreposição de lideranças religiosas e dirigentes de entidades de aposentados;
  • Indícios de conexão entre o esquema e práticas financeiras investigadas no Banco Master;
  • Necessidade de acesso a RIFs e dados bancários para rastrear a origem dos valores.

*Cleber Lourenço/ICL


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