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Não importa a cor do gato, contanto que ele pegue o rato

Não se faz um pacto federativo ao que é mais urgente nesse país sem que todos os atores políticos façam parte de um grande acordo.

Começar um governo a partir dos pobres, dos miseráveis, sempre foi o objetivo de Lula para que o país, garantindo a segurança alimentar para todos os brasileiros, possa de fato se desenvolver.

Não deve haver instituição de coloração partidária, instituições do Estado e da sociedade civil.

Um pacto de reconstrução dessa monta, que inclui uma série de programas de promoção social, só é possível quando há um consenso fora das disputas partidárias para que a convergência do que nos é mais caro, torne-se cláusula pétrea.

Para destruir, basta uma única mão, como deixou claro Bolsonaro, ao permitir que 700 mil brasileiros morressem por covid. É só promover tudo o que mata ou tudo o que faz mal em detrimento do que salva, do que soma.

Nesse momento, não interessa coloração partidária, como diz o provérbio chinês que foi utilizado como mote para que a China produzisse uma revolução e salvasse milhões da miséria e, junto, desenvolvesse uma economia vigorosa que hoje se encontra perto de ser a maior do planeta a partir dessa visão de mundo.

Objetivar, mas sem sectarismo, em que o Estado é, como não pode deixar de ser, a grande alavanca da responsabilidade social e econômica para manter a proteção às camadas mais pobres da população, no mesmo passo que a liberdade econômica seja bem vinda e que não seja em benefício exclusivo de uma determinada classe em detrimento das outras.

Lula, mais uma vez, dá provas robustas do porquê é uma das lideranças políticas mais respeitadas do planeta, se não a mais.

Uma semana após vencer as eleições, Lula está colocando o país nos trilhos do desenvolvimento social e econômico, unindo todas as forças políticas para que o país como um todo se veja como nação onde ninguém pode ficar para trás, ninguém pode ficar abandonado.

O nome disso é democracia, de fato e de direito.

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Sergio Moro, o herói marmota

Quando se diz que a Lava Jato foi a maior farsa jurídica do planeta, sabe-se que é um exagero, é colocar azeitona na empada de um provinciano transformado em cowboy pela Globo.

Sergio Moro é muito inferior à forma com que é tratado.

Essa imagem em destaque é seu retrato oficial. Na verdade, Moro traduziu como poucos a mediocridade do nosso sistema de justiça que não cabe nem adjetivo para explicar o que boa parte do judiciário representa.

A mídia criou um figurino para o sujeito e, junto, um dicionário com três palavras para que ele não se enrolasse e revelasse o jeca que sempre foi.

Na imagem, sua vaidade salta aos olhos justamente por mostrar o bocó característico com inteligência entre o boboca e o infantil. Mas é esse sujeito que foi considerado herói nacional pela classe dominante brasileira, tão corrupta quanto ele.

Moro, praticamente escreve, eu sou um bocó, um deslumbrado, no sentido mais cafona, bronco, boçal e bruto que a ignorância e a incultura podem produzir.

O tolo, que ainda tentou se vender com uma sofisticação fascista, com vestimenta toda preta, quebrou o verniz, sobretudo quando se transformou num político espalhafatoso, exageradamente ofensivo naquilo que a vulgaridade tem de mais ridículo.

Mas é para esse cafona, brega, chinfrim, matuto, que foi o dado o título de herói nacional por uma mídia tão rastaquera quanto o idiota ostentação.

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Num país em que Heleno é general, Kelmon é padre e Véio da Havan patriota

A extrema direita brasileira é mesmo compacta, sobretudo no quesito hipocrisia, mentira. E é esse balaio que está sendo removido do poder pelo povo brasileiro.

É difícil imaginar que um dia Heleno foi general, assim como é impossível imaginar que Kelmon tenha sido ao menos coroinha, na verdade, o nome do sujeito nem é Kelmon, é um falsário integral.

Já aquele gnomo chamado Véio da Havan, o maior muambeiro de bugingandas da China em atividade no Brasil, veste-se de verde e amarelo, diz-se patriota e anticomunista.

Ou seja, esse fascismo perfumado é apenas oral, melhor dizendo, da boca para fora. Mas tem horas que essa gente foge até de decoro, dá com a língua nos dentes e revela que tipo é de verdade. É o caso desse troço chamado Augusto Heleno, um sujeito que, se tivesse um mínimo de dignidade que diz ter, na primeira declaração de Bolsonaro negando a pandemia de covid, pediria o boné e ia embora, mas, ao contrário, como é conselheiro do genocida, deve ter participado, possivelmente soprando no ouvido de Bolsonaro, soluções e declarações criminosas que o mandatário encontrou para lidar com um vírus que, por sua culpa, matou 700 mil brasileiros.

Por isso, as declarações de Heleno contra Lula só fazem Lula ficar ainda maior. Já Heleno, não vale gastar mais nem uma gota de tinta, até porque hoje é um mero conselheiro de um derrotado e falido ex-presidente em exercício.

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Não há nada mais esperado no Brasil do que a prisão de Bolsonaro

Bolsonaro tinha certeza da vitória na eleição, agora, tem certeza de sua prisão, tal o número de pessoas que repetem na mídia que, para o bem geral da nação, ele tem que pagar por todos os crimes que cometeu.

Sem a segurança e proteção que o poder ainda lhe confere, Bolsonaro se vê cada vez mais próximo de um julgamento integral dos seus crimes. E isso tem que ser pra ontem, e sem restrições.

A justiça tem que chegar ao criminoso sem que haja qualquer barreira imposta pelo poder que tinha antes da eleição. Bolsonaro jurava que venceria pela quantidade de votos que comprou e pela armação que montou com a cúpula da PRF para impedir que o povo do Nordeste tivesse direito a voto.

Os crimes já conhecemos, não todos, é claro, mas o que já sabemos precisam ter os caminhos desvendados que, com certeza, outros crimes derivados serão encontrados.

Sim Bolsonaro não está nisso sozinho e o braço da lei chegará aos braços de um sistema de corrupção montado pelo clã, dentro e fora do governo. E muita, mas muita podridão será revelada.

É imperativo que seja ele, Bolsonaro, o primeiro da lista a fazer companhia a Roberto Jefferson, seguido de Carla Zambelli e outros troços que fazem parte do  cordão de proteção no alto escalão de seu governo. O resto, vem na fieira do peixe graúdo.

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Em desespero, Bolsonaro tenta inutilmente segurar o gado pelo rabo

Todos sabem que, em última análise, o bolsonarismo é um aecismo piorado. O que significa que Bolsonaro vai virar um Aécio 2.0. Ou seja, um pano de chão ainda mais puído, sobretudo depois que a justiça levantar o tapete do seu clã e expor toda a sujeira guardada a sete chaves por Bolsonaro com o controle das instituições.

Estamos falando de um mesmo eleitorado que, trocando em miúdos, é um reacionário fundamentalista e está longe de ter nascido no período em que o PSDB foi governo.

Isso foi gestado na ditadura e nasceu como um bicho de sete cabeças na eleição de Collor.

Temos que lembrar que a educação, no período da ditadura, era desastrosa no ensino fundamental. Ou seja, o professor, de maneira geral, comportava-se dentro da escola como um militar em serviço avançado, sem que fizesse necessariamente parte de uma pedagogia militarista, do ponto de vista estrito. Mas em tese esse professor trazia consigo um autoritarismo latente herdado da nossa civilização escravocrata e patriarcal.

Dito isso, pode-se afirmar que Bolsonaro repetirá tanto a trajetória de Collor quanto a de Aécio. Digo isso sem grande risco de limitar a discussão sobre o crescimento do fascismo no Brasil, porque, na verdade, o eleitorado fascista de Bolsonaro significa, no máximo, 20% em valores absolutos. O restante se comporta dentro de uma lógica de democracia de mercado, mas indiscutivelmente o que lhe deu maior robustez eleitoral foi uma gigantesca e jamais vista no Brasil, indústria de compra de votos.

O que está aí de frente para os quartéis, pedindo golpe militar, é um caldo de estupidez intelectual incorporado no universo dos fascistas, racistas, nazistas, milicianos, homofóbicos e coisa que o valha.

O que se vê na rede chorando pitangas, são ex-mercenários da Jovem Pan, ricamente pagos com verba da Secom, ou seja, com dinheiro público. Essa gente tem calibre moral de um Augusto Nunes, de uma Ana Paula do Vôlei e de um Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino. Mas tem também diabos menores desses programecos como o Flow, aonde a indigência cultural também colabora para esse caldo de valores fascistas ou nazistas em que viveram de recursos primitivos, do ponto de vista intelectual, para atender a uma demanda de estupidez coletiva em que alguns se autointitulam conservadores, cristãos e outras baboseiras mais.

Esse sujeito mediano, que é uma espécie de zumbi social, não tem a mais remota ideia de onde veio, aonde está e muito menos pra onde vai, e só consegue viver em bando dentro de uma bolha restrita, aonde são formulados factoides “anticomunistas” idiotas para dar palco a imbecis.

O fato é que a participação de Bolsonaro nesse sistema em que habitualmente intelectuais são proibidos ou chamados de comunistas, produziu para ele o que tinha que produzir.

Aquele discurso político de Bolsonaro ficou instantaneamente ultrapassado com sua derrota no último domingo. O que sobrou foi uma emoção passada, como um pão dormido, na tentativa de promover um falso discurso para manter uma feição de hegemonia do gado, mas que, com o passar dos dias, veremos uma ampliação da dispersão em busca de um outro “mito” que possa servir de central dos discursos reacionários, fundamentais para a sobrevivência dessas figuraças na participação do debate político do país.

Daí que, sem base de apoio e diante de uma interminável fila de processos judiciais, que serão amplamente divulgados na mídia e nas redes, a eficácia desse projeto do segura o gado pelo rabo, será nula, porque isso não passa de desespero de quem se encontra a poucos passos de um presídio.

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Rombo de R$ 400 bi: Não foi Bolsonaro que escolheu o neoliberalismo, foi o neoliberalismo que escolheu Bolsonaro

Há uma grande diferença entre o neoliberalismo escolher Bolsonaro e Bolsonaro escolher o neoliberalismo.

Esta não é uma questão de grande dificuldade para se entender, até porque, na verdade, esse projeto já vinha se desenhando desde a farsa do mensalão. Neoliberalismo, fascismo e golpismo caminham de mãos dadas.

Para essa gente, ou o Brasil se rende à democracia de mercado e, com ele, todos os seus valores desumanos, enquanto banqueiros e rentistas enchem as burras, deixando migalhas ou resíduos para a maior parte da população brasileira, ou acontece o que aconteceu com Dilma e Lula, mas também com Zé Dirceu, Genoino, e por aí vai.

Nesse momento em que acontece a destruição de Bolsonaro pelas urnas, e é fundamental afirmar isso, porque mesmo sofrendo dois golpes seguidos, com o impeachment fraudulento de Dilma e a não menos fraudulenta prisão de Lula, o PT seguiu apostando na democracia e combinou com a própria sociedade uma luta contra tipos diferentes de golpes ou tentativa de, que aconteceram no Brasil desde 2005.

Dito isso, é preciso tomar cuidado com o debate falsificado que anda por aí. Não foi só Bolsonaro, mas sim o modelo econômico neoliberal imposto a ele em troca dessa baderna econômica de Paulo Guedes, que nos trouxe um rombo de aproximadamente R$ 400 bilhões nas contas públicas.

Todos os governos neoliberais, de Figueiredo a Bolsonaro, à exceção dos dois governos de Lula e um de Dilma, porque no segundo ela foi sabotada por três vigaristas, Temer, Aécio e Cunha, levaram o país à bancarrota.

O resto é narrativa para a pilhagem destruidora tanto da democracia quanto do país, chamada privatização, que é a única coisa que os coachs neoliberais sabem martelar. Justificativa, transformar o Estado brasileiro num Estadinho, devolvendo o país à condição de província das grandes nações.

E aqui não cabe especulação sobre qual modelo é melhor para o país. Todos os governos, Figueiredo, Sarney, Collor, Fernando Henrique, Temer e Bolsonaro, quando saíram do governo, tiveram reprovação absoluta do povo, porque adotaram a receita neoliberal, a famosa privatiza tudo e “redução do tamanho do Estado”.

Pode-se dizer que nenhum desses governos anteriores a Bolsonaro, teve um boquirroto como Paulo Guedes, que é a caricatura do não menos boquirroto, Roberto Campos, que produziu apenas frases de salão inócuas e tragédia econômica para o país.

O resultado está no aprofundamento do fosso entre ricos e pobres durante a ditadura e o exponencial, melhor dizendo, o favelamento espiral que tomou conta do Brasil com as barbeiragens neoliberais dos governos militares.

Citando aqui somente algumas questões que devem ser analisadas sobre um sistema político de colaboração ao sistema financeiro em que o mercado e não o ser humano é o ponto central da administração pública, para entender que esse rombo que foi produzido no governo Bolsonaro, porque ele é um fraco, um frouxo, um intelectualmente brochado, um nulo, como sempre fez questão de deixar claro.

Ou seja, Bolsonaro é assumidamente uma genuína cavalgadura. É um campo fértil para o podridão neoliberal deitar e rolar, como Guedes fez.

Então, o que está na mesa, apresentada como fatura de R$ 400 bilhões, é resultado desse “Estado eficiente” prometido pelo deixa que eu chuto, Paulo Guedes, anunciado como o último biscoito do pacote dos chamados Chicago’s Boys, mais anacrônico, impossível.

No caso de Guedes, um despudorado neoliberal, que confessou achar um absurdo, na era de Lula e Dilma, uma doméstica com carteira assinada ir a Disney e filho de porteiro frequentar universidade, é que produziu essa esbórnia fiscal, incluindo nessa espécie de bacanal econômico uma despesa inimaginável para se comprar votos.

A nossa sorte é que, nem assim os incompetentes conseguiram comprar a eleição, porque Bolsonaro foi rechaçado nas urnas pela maioria do povo brasileiro, o que acabou revelando o que já se imaginava, um rombo fiscal de R$ 400 bilhões.

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Militares no governo Bolsonaro provaram que são incompetentes na ditadura na democracia

Em política, vale o que está escrito pela história.

E o que a história nos conta sem rodeios e lero-lero retórico?

Que governo militar será sempre avaliado com a perspectiva de fracasso. Para isso serve a história. Nesse caso, as gestões militares no Brasil, são um fracasso, são terra fértil no ramo da gestão desastrosa.

Na verdade, toda essa pompa fardada de ordem e progresso que os militares sempre venderam, na prática, melhor dizendo, na batata, se comprovou o oposto.

21 anos depois da ditadura militar, em que se vendia o chamado “milagre econômico”, financiado com grana internacional, sobretudo do FMI, os militares deixaram um legado não só estrambótico, mas hecatômbico, seja no campo social, com a explosão do favelamento no país, em função de um desenvolvimento caolho, que só olhava para os ricos e, consequentemente manco para a nação, produzindo um fosso social que tinha o claro objetivo de promover uma limpeza étnica e de classe, seja no campo econômico em que a história conta sobre tragédia da hiperinflação.

Na economia, foram os militares que colocaram no bolso de Sarney a granada da hiperinflação em plena explosão.

Sim, foi uma espécie de bomba do Riocentro que já havia explodido no colo de Figueiredo, que abençoou o explosivo na hora de entregar o governo para Sarney.

O resto da história, nós sabemos, o país veio catando cavaco até a chegada de Lula no governo que, além de pagar a dívida com o FMI, produzir uma reserva internacional nunca vista no país, produzir o maior ganho real ao salário dos trabalhadores, transformar as classes C, D e E no 16º balcão de negócios do mundo, o Brasil se posicionou entre a 5ª e 6ª maior economia do planeta.

Esses são os fatos concretos, e o autor dessa façanha verde e amarela, é Lula. Daí o avassalador reconhecimento da sociedade brasileira e do mundo, sobressaindo-se diante de outros chefes de Estado.

Sim, se o governo Lula teve 87% de aprovação da população brasileira, o mesmo se transformou num símbolo de gestão exemplar, tanto que, conforme narrativa de Jamil Chade, correspondente internacional do Uol, foi recebido nesta terça-feira na ONU por todos com um cumprimento de parabéns, inclusive por porteiros pela volta de Lula, o que eles classificaram como a volta do Brasil como um dos grandes protagonistas do planeta.

Basta isso para dizer, sem o menor medo de errar, que, no estalar dos dedos, o Brasil, com a vitória de Lula, vai da água para o vinho, mas não é uma água qualquer, e de esgoto, do chorume da xepa militar da ditadura que poderia ser simbolizado, por exemplo, na gestão genocida de um general da ativa, Eduardo Pazuello à frente do ministério da Saúde, que provocou o maior morticínio por covid do mundo durante a sua macabra e corrupta gestão.

Sejamos francos, Pazuello é uma espécie de papel higiênico usado, mas de folha dupla. Não podemos esquecer a sua famosa frase, “Bolsonaro manda e eu obedeço”.

Bolsonaro é aquele que produziu um hálito tóxico dentro das Forças Armados, cujo bafo da onça estavam todas as bactérias de um odor terrorista. Daí que foi saído a pontapés do exército com a maior desonra que um soldado pode receber para não deixar que germes e bactérias contaminassem o resto da tropa.

O que aqui se deixa claro é que os Apolos fardados, seja na ditadura, seja na democracia, provaram, com uma eficácia de 100%, que são de uma incompetência bestial para governar o Brasil. Tomaram uma goleada de 7 x 0 quando se mantiveram no poder na base das baionetas, como tomaram outra goelada da realidade da mesma monta, quando enxertados no governo de Bolsonaro, produzindo esse resultado trágico que nem os bolsonaristas mais fanáticos conseguem defender.

Esta é a realidade. Qualquer outra firula verborrágica, sobretudo a patriótica, que beira a piada diante do caos instalado no país, não passa de um traque ou um arroto seco que não encontra eco mínimo nos quatro cantos do país.

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Arruaça bolsonarista fracassa, burguesia se irrita e Bolsonaro amarga outra derrota

Em live, Bolsonaro se confessa derrotado, mesmo que alguns vejam em sua fala uma manobra de resistência.

O motivo da manifestação de reunir milhões país afora, foi um gigantesco fracasso.

Concentraram esforços em algumas capitais na tentativa de fabricar um número de gado no mesmo pasto, depois que Eduardo Bolsonaro tocou o berrante com as mensagens do papai, como tivemos acesso nas redes sociais.

Bolsonaristas, todos sabem, têm um inegável talento para bancar o trouxa, qualquer porcaria que chega pelo zap, para eles, é verdade. Os bolsonaristas hoje passaram vergonha o dia todo, com um trote atrás do outro em que se viu gritaria e choros histéricos com a informação do zap de que Alexandre de Moraes teria sido preso, o que provocou gargalhada em toda a web.

O fato é que Bolsonaro estava literalmente brochado, pedindo para o gado sair da pista, como se enxota qualquer boi na estrada. Ou seja, aquele papo de parar as estradas e a economia se vê depois, criou um processo de desabastecimento.

Os bloqueios foram feitos por pequenos grupos, impedindo a circulação de produtos de todos os tipos, já que ficaram presos na estrada durante horas. Crianças idosos, pessoas doentes e um número incalculável de mercadorias, inclusive hospitalares e perecíveis.

Os protestos foram um caldo de paspalhice. A burguesia se irritou profundamente com Bolsonaro, que não teve outra opção senão a de jogar a toalha, mas manteve o pedido de mobilização, dizendo aos bolsonaristas para se manifestarem no aquém do além, onde vivem os mortos.

Trocando em miúdos, em três dias, Bolsonaro sofreu duas humilhantes derrotas, uma nas urnas e outra nas ruas, e teve que enfiar a viola no saco e chorar suas pitangas em outra freguesia, porque a farsa da paralisação de caminhoneiros flopou e azedou sua relação com os endinheirados que bancaram as suas aventuras golpistas, enquanto não tinham levado prejuízo. Como gosta de berrar o arruaceiro, acabou, porra!

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Vídeo: bolsonarismo é um hospício

Além dos bolsonaristas, quem seria capaz de acreditar que o mais fuleiro dos impostores da história do Brasil, o tal padre Kelmon, é de fato um padre?

Sim, aquele vigarista armado pela dupla dinâmica, Roberto Jefferson e Bolsonaro, para tumultuar o debate da Globo, foi uma das coisas mais picaretas da história da República para qualquer sujeito minimamente normal, mas para os bolsonaristas, essa regra não vale.

É lamentável tudo o que está acontecendo neste momento no Brasil, como mostra o áudio de Eduardo Bolsonaro incitando os acéfalos a irem para as ruas pedir intervenção militar para livrar a cara de uma família inteira de corruptos, porque simplesmente, mesmo depois de Bolsonaro produzir a mais escandalosa organização de fraude eleitoral de que se tem notícia nesse país, ele perdeu a eleição para Lula e, consequentemente, perdeu a blindagem que o cargo lhe conferia.

Na verdade, o que sobrou para Bolsonaro é isso que está no vídeo, uma parcela de celerados da sociedade, absolutamente doente, que não é de direita, de extrema direita ou coisa que o valha, mas de um hospício patriótico, um manicômio verde e amarelo que, ao mesmo tempo em que constrange provocando vergonha alheia a quem assiste a cenas como essa, produz gargalhadas.

Confira e ria

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Todos sabem quem está por trás dos protestos de “caminhoneiros”

A primeira vez em que Bolsonaro foi notícia na revista Veja, ele apareceu como soldado terrorista ameaçando explodir quartéis país afora, assim como a represa do Guandu.

Pra variar, diante do alto comando do exército, Bolsonaro, em busca de uma ressurreição dos militares, negou ter dado a entrevista, o que foi confrontado com uma investigação das próprias Forças Armadas que concluíram que Bolsonaro tinha de fato dado entrevista à Veja com o plano de explodir bombas em vários quartéis.

Então, essa figura tóxica foi expulsa dos quadros do exército, mas conseguiu, a partir de um fundamento tosco, manter sua patente e receber salário pago pelo povo até hoje. Fato ocorrido há 34 anos.

A confiabilidade de Bolsonaro é zero e não há dúvida de que quem está por trás dessa baderna que dizem ser paralisação de caminhoneiros, quando o próprio sindicato da classe diz que essa claque não os representa, é o próprio Bolsonaro, inclusive usando agentes da PRF, como vem sendo denunciado nas redes.

Se Bolsonaro está calado, ele não está imóvel e, a seu modo, depois que perdeu a eleição, tenta forjar um levante popular na busca por um alinhamento com as Forças Armadas, a mesma que, por vandalizar as instituições militares, Bolsonaro foi expulso há mais de três décadas.

Pau que nasce torto, morre torto.

Tudo tão longe, tudo tão perto.

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