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Em carta, democratas pedem que EUA não classifiquem facções como terroristas

Documento enviado ao governo cita risco de interferência nas eleições brasileiras e relembra apoio dos EUA à ditadura após o golpe de 1964

Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio pedindo que o governo de Donald Trump não classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O documento foi encaminhado na véspera da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A carta foi liderada pelo deputado James P. McGovern, copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos EUA, e assinada por outros seis parlamentares democratas: Greg Casar, Sydney Kamlager-Dove, Jan Schakowsky, Nydia Velázquez, Delia Ramirez e Rashida Tlaib.

No documento, os parlamentares afirmam que as facções brasileiras representam ameaça regional, possuem atuação transnacional e estão envolvidas em crimes ambientais, violência e expansão de atividades ilícitas em países da América do Sul. Apesar disso, argumentam que a classificação como organizações terroristas poderia gerar efeitos políticos e diplomáticos graves.

“Estamos preocupados com o uso excessivo e a instrumentalização das classificações de organizações terroristas estrangeiras sem que seja atendido o limite legal claro para atividades terroristas”, afirmam os deputados.

De acordo com Cleber Lourenço e Jamil Chade, ICL, a carta também cita preocupação com o uso político da medida durante o período eleitoral brasileiro. Segundo os parlamentares, existe temor de que a classificação das facções seja utilizada “para influenciar inadequadamente as eleições” no Brasil.

Os deputados relacionam essa preocupação ao histórico de intervenção dos Estados Unidos no país e mencionam explicitamente o apoio americano à ditadura militar instaurada após o golpe de 1964.

“Essa preocupação é ampliada pela longa e preocupante história de intervenção dos EUA no Brasil, incluindo o apoio documentado dos EUA à ditadura militar após o golpe de 1964”, diz o documento.

O texto também faz referência às sanções aplicadas anteriormente contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe relacionada às eleições de 2022.

Segundo os parlamentares democratas, o governo Trump já teria utilizado mecanismos de sanção para interferir em assuntos internos brasileiros. A carta afirma que, embora as sanções contra Moraes tenham sido revertidas após mediação diplomática, ainda há preocupação com a postura do governo americano em relação ao Brasil.

O principal articulador da carta, James McGovern, é um dos parlamentares mais ligados às pautas de direitos humanos dentro do Partido Democrata e copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos EUA. McGovern atua há décadas em temas ligados à política externa americana, direitos humanos e sanções internacionais.

O deputado também esteve entre os parlamentares democratas que criticaram o uso político da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Em outra ofensiva recente, McGovern questionou a utilização de mecanismos internacionais de sanção contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, classificando a medida como uma forma de pressão política sobre instituições brasileiras.

A Lei Magnitsky é uma legislação americana utilizada para impor sanções internacionais contra pessoas acusadas de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Embora McGovern não seja autor formal da lei, ele é historicamente ligado às articulações do Congresso americano em temas relacionados a sanções internacionais e responsabilização por violações de direitos humanos.

No documento, os parlamentares defendem que o combate ao crime organizado seja realizado por meio de cooperação diplomática, integração entre forças policiais, investigações financeiras e acordos multilaterais internacionais.

A carta também pede que os Estados Unidos ampliem ações de combate ao tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, tráfico humano e narcotráfico, além de reforçar investimentos em fortalecimento institucional e combate à corrupção.

Os parlamentares ainda solicitam que o Departamento de Estado apresente ao Congresso americano todas as evidências que eventualmente justificariam uma classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas antes de qualquer decisão formal.

A eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras ampliaria significativamente o alcance de medidas internacionais contra integrantes, financiadores e estruturas ligadas aos grupos, permitindo aplicação de sanções financeiras, restrições internacionais e ampliação da cooperação operacional entre agências de segurança.

O envio da carta ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas envolvendo o governo Trump, o STF e setores do governo brasileiro, além da aproximação do calendário eleitoral de 2026.

A carta enviada por congressistas de peso da ala democrata foi comemorada no Palácio do Planalto. Para membros do governo, ela “desmascara” as reais intenções tanto de Donald Trump como dos bolsonaristas em qualificar os grupos criminosos como entidades terroristas: um eventual envolvimento e abalo nas eleições de 2026.

Parte central da visita de Lula nesta quinta-feira é a de estabelecer uma linha vermelha sobre o que é aceitável e o que o Brasil não irá tolerar no que se refere à inferência em assuntos domésticos.

Durante a reunião, o governo irá declarar abertamente que não existem terroristas no país e convidar Trump a colaborar na luta contra o “andar de cima” do crime organizado no Brasil. De fato, uma proposta foi apresentada no final de abril nesse sentido.

Para o governo Lula, a carta dos democratas é ainda uma tentativa de criar um curto-circuito na influência de bolsonaristas no governo americano. Ao receber de parlamentares americanos o alerta — e não de um governo estrangeiro — a esperança é de que a administração Trump possa dar outro peso para os argumentos.

Por fim, membros no Planalto estimam que a carta é uma sinalização também para a elite política americana e opinião pública sobre o caráter autoritário de Trump, ao citar o golpe de estado de 1964 no Brasil.


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Encontro de Lula com Trump é uma calça arriada no clã Bolsonaro

As reações de Flavio e Eduardo Bolsonaro com o encontro de Lula e Trump nos EUA, não mentem, sentiram.

Lula, numa só tacada, anula o sonhado peso político do clã na Casa Branca.

Eduardo, que vinha cantando e contando prosas sobre sua reaproximação com aquelas figuras desconhecidas do entorno de Trump, como se tivesse uma grande importância, caiu no folclore outra vez.

Lula utilizará esse encontro para estabelecer um patamar de intercâmbio dos dois países, com interesses mútuos, o que não tem nada a ver com sabukice da família Bolsonaro.

Trump e Lula, com certeza, buscarão uma harmonização de interesses de lá e de cá e não oferecer o Brasil para ser instrumentalizado como anunciou Flavio Bolsonaro, praticamente oferecendo o Brasil para ser puxadinho dos interesses norte-americanos. Isso é tradição na família Bolsonaro.

Quem se esquece daquela cena em que Bolsonaro, isolado, no encontro de chefes de Estados quando o idiota oferece a Al Gore a exploração da Amazônia pelos EUA.

Tal bossalidade, de tão grande, causou perplexidade no figurão norte-americano.

Lula estará com Trump focado na soberania nacional se alinhamentos excessivos com aquele país e muito menos atender apenas aos interesses dos EUA, como sempre fez o clã Bolsonaro.

Como não sobrou nada, sobretudo porque foram pegos de surpresa, Eduardo, paspalhão, não poderia deixar de fazer comentários patéticos sem sequer saber o contexto da visita de Lula a Trump.

Uma coisa é certa, a reação dos milicianos do clã com essa viagem de Lula foi a de quem tomou uma bola nas costas e tenta achar Lula sem saber em que parte do campo o presidente da República está  jogando.

Ou seja, Eduardo dá uma de Zema, que só abre a boca para dizer besteiras e cair ainda mais nas pesquisas.

O fato é que o clã está perdido em campo alheio.


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Mãe de Thiago Ávila morre enquanto ativista segue preso em Israel

A mãe do ativista brasiliense Thiago Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, morreu nesta terça-feira (5/5). A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, onde sua filha, Luana de Ávila, atua como vice-presidente da entidade.

Em nota, o sindicato lamentou a morte e destacou que Teresa Regina enfrentava problemas de saúde nos últimos meses. Segundo o comunicado, ela manteve uma postura de serenidade durante o período. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

A morte ocorre enquanto Thiago Ávila permanece detido em Israel. O ativista foi interceptado em águas internacionais nas proximidades da Grécia, na última semana, ao participar de uma missão da flotilha Global Sumud, que tinha como destino a Faixa de Gaza.

De acordo com a organização Adalah, o brasiliense relatou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Segundo os advogados, ele também afirmou ter sofrido agressões durante a abordagem.

Brasileiro detido a caminho de Gaza será interrogado em IsraelThiago Ávila sendo preso em Israel. Foto: Divulgação

O caso gerou repercussão no Brasil. O presidente Lula criticou a prisão e classificou a medida como “injustificável”. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a situação deve ser “condenada por todos”.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser condenada por todos“, escreveu.

O ativista integrava uma iniciativa internacional voltada ao envio de ajuda humanitária à população palestina. A ação buscava romper o bloqueio à Faixa de Gaza, o que motivou a interceptação por forças israelenses.

As autoridades de Israel acusam o brasileiro de envolvimento com organização considerada hostil, enquanto a defesa sustenta que a missão tinha caráter civil e humanitário. DCM,


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PF e Itamaraty são acionados após suposta ameaça de Israel contra esposa e filha de Thiago Ávila, preso em Israel

Relato sobre uso de fotos da rotina familiar durante interrogatório de Thiago Ávila, sequestrado e preso por Israel, mobiliza autoridades brasileiras

eputados federais acionaram a Polícia Federal (PF), o Itamaraty, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério dos Direitos Humanos após denúncia de que a esposa e a filha do ativista brasileiro Thiago Ávila, sequestrado em águas internacionais e preso em Israel, estariam sendo alvo de monitoramento e ameaças. A ação é liderada por João Daniel (PT-SE) e também assinada por parlamentares como Luizianne Lins (Rede-CE) e Luiz Couto (PT-PB).

Ávila foi detido na última semana por forças israelenses após a interceptação, em águas internacionais próximas à Grécia, da flotilha internacional que buscava romper o cerco e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Desde então, permanece preso em Israel, sem acusações formais plenamente esclarecidas, em meio a denúncias tortura e isolamento.

Suposto monitoramento e ameaças à família de Thiago Ávila
O novo elemento que fez o caso escalar no Brasil foi o relato de sua esposa, a psicóloga Lara Souza, divulgado pela Fórum e citado nos próprios ofícios enviados às autoridades. Segundo ela, investigadores israelenses exibiram imagens da rotina da família durante interrogatório de Thiago Ávila.

“Recebi agora há pouco notícias da embaixada. Thiago pediu que eu tome cuidado porque os investigadores israelenses mostraram fotos da nossa família no cotidiano e ele se sentiu ameaçado”, afirmou.

A partir dessa declaração, os parlamentares apontam a possibilidade de uso da família como instrumento de pressão psicológica contra o ativista. Nos documentos encaminhados ao Itamaraty, o episódio é descrito como de “extrema gravidade” e pode indicar “pressão psicológica, intimidação ou ameaça indireta”

O texto também ressalta que a situação envolve uma criança de apenas 2 anos, Teresa, filha do casal, o que amplia a preocupação com a integridade da família. Em outro trecho, os deputados afirmam que o Estado brasileiro não pode permanecer inerte diante da possibilidade de que familiares de um cidadão preso estejam sendo utilizados como forma de coação.

PF acionada para investigar possível monitoramento
Além da atuação diplomática, a Polícia Federal (PF) foi acionada para investigar se houve monitoramento da família em território brasileiro. A notícia de fato encaminhada ao órgão pede apuração sobre eventual coleta de imagens, vigilância da rotina familiar e possível atuação de agentes ou intermediários ligados a interesses estrangeiros. O documento menciona a necessidade de esclarecer se houve “monitoramento, coleta, armazenamento ou transmissão indevida de imagens e dados pessoais”

O Ministério Público Federal (MPF) também foi acionado para acompanhar o caso e garantir a atuação coordenada entre os órgãos federais, diante da possibilidade de uma ameaça com dimensão transnacional.

No plano diplomático, o Itamaraty foi instado a pedir explicações formais ao governo de Israel, incluindo a origem das imagens exibidas durante o interrogatório, a eventual existência de dossiês sobre a família e garantias de que não haverá qualquer forma de retaliação. Os parlamentares pedem ainda que o governo brasileiro exija que familiares, especialmente a criança, não sejam utilizados como instrumento de pressão.

Denúncias de violência e condições de prisão de Thiago Ávila
Segundo Lara Souza, Ávila segue em greve de fome e em condições degradantes de detenção. “Estou bastante preocupada com a situação dele. A incerteza sobre o tempo de prisão é muito grande”, afirmou.

Ela também criticou a ausência de acusações formais e o prolongamento dos interrogatórios. “O fato de não terem apresentado queixas formais e estarem mantendo ele para interrogatórios sem apresentarem nenhuma prova das acusações feitas é muito grave.”

Relatos obtidos por advogados e divulgados pela Fórum indicam que o ativista foi submetido a violência física durante a abordagem das forças israelenses e, posteriormente, mantido em isolamento, frequentemente vendado. A ONG israelense Adalah denunciou “maus-tratos”, incluindo interrogatórios prolongados, privação sensorial, ameaças e tortura.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lara também afirmou que o marido sofreu espancamentos e ameaças durante a detenção. “Ele sofreu espancamentos, ameaças, violência psicológica, como ameaçar que o jogariam do barco ou ameaçar a nossa família aqui no Brasil.”

Crise diplomática e pressão internacional
A interceptação da flotilha já havia provocado reação internacional. Em nota conjunta, Brasil e Espanha classificaram a ação de Israel como “flagrantemente ilegal” e uma afronta ao Direito Internacional, exigindo a liberação dos cidadãos detidos, segundo a Forum.

Por decisão da Justiça israelense, a detenção de Thiago Ávila e do ativista Saif Abu Keshek foi prorrogada por mais dois dias após audiência realizada no domingo (3). Segundo a ONG Adalah, que acompanha o caso, ainda não há definição sobre os próximos passos, e as autoridades podem solicitar nova extensão do prazo. A expectativa é de que uma nova audiência ocorra nos próximos dias, enquanto os dois seguem em greve de fome e aguardam eventual apresentação formal de acusações.


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Brasil

BBC: Brasil vive “momento de ouro” para investidores estrangeiros

Alta do petróleo, valorização do real, juros elevados e entrada recorde de capital externo colocam o país no centro das apostas globais

O Brasil voltou ao radar dos investidores estrangeiros e passou a ser tratado por analistas internacionais como um dos destinos mais atraentes entre os mercados emergentes.

A avaliação foi publicada pela BBC News Brasil, com base em relatórios do Bank of America, Goldman Sachs, Instituto de Finanças Internacionais e entrevistas com especialistas ouvidos pela emissora.

O interesse externo é explicado por uma combinação de fatores: disparada dos preços do petróleo, valorização do real, juros ainda elevados, fluxo expressivo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira e percepção de que o país está relativamente protegido de alguns choques globais.

“O Brasil tem sido apontado como um dos locais mais atraentes do mundo emergente”, afirmou Martín Castellano, chefe de pesquisa para a América Latina do Instituto de Finanças Internacionais.

Segundo ele, no entanto, há atenção crescente sobre o cenário eleitoral e seus possíveis impactos na política econômica.

Commodities impulsionam o Brasil
A guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, provocou forte alta nos preços do petróleo e aumentou a atratividade de países exportadores de energia e commodities.

De acordo com a BBC, os preços do combustível subiram mais de 30% desde o fim de fevereiro. Para economias importadoras, isso significa inflação, pressão cambial e perda de renda. Para exportadores líquidos, como o Brasil, o efeito pode ser positivo.

O FMI considera o Brasil um exportador líquido de energia. Isso significa que o país vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra.

Petya Koeva Brooks, vice-diretora do Departamento de Pesquisa do FMI, destacou ainda outro diferencial brasileiro: “É importante destacar também que o Brasil é um dos países com altíssima participação de energias renováveis, o que representa outro fator atenuante”.

Real se valoriza e Bolsa recebe capital estrangeiro
O real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar em 2026 até meados de abril, com alta de 10,4%, segundo levantamento citado pela BBC.

Para Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-estrategista-chefe de câmbio do Goldman Sachs, a crise no Oriente Médio criou uma espécie de “tempestade perfeita” para a moeda brasileira. Ele projetou que o dólar poderia cair abaixo de R$ 4,50.

O fluxo estrangeiro também cresceu na B3. Até 22 de abril, o capital externo na Bolsa somou R$ 64,42 bilhões em 2026, mais que o dobro de todo o volume registrado em 2025, diz o 247.

Segundo dados da consultoria Elos Ayta, 61,2% de tudo que entrou na Bolsa brasileira neste ano veio do exterior.

Bancos veem Brasil como aposta relevante
O Bank of America afirmou que investidores seguem confortáveis em manter exposição ao real e às ações brasileiras.

O Goldman Sachs também apontou o Brasil como beneficiário da alta do petróleo e avaliou que as ações brasileiras podem ter desempenho superior, especialmente diante da expectativa de cortes na taxa Selic.

A percepção é que, mesmo com turbulências recentes no Ibovespa, o movimento parece mais ligado a ajustes de fluxo após forte alta do que a uma deterioração dos fundamentos econômicos.

O momento de ouro do Brasil

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Justiça de Israel prorroga prisão de Thiago Ávila, capturado na flotilha rumo a Gaza

Um tribunal de Israel decidiu, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a prisão preventiva de dois ativistas detidos durante uma operação contra uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, que participaram da missão marítima. As informações são da Folha de S. Paulo.

A embarcação fazia parte de um grupo com mais de 50 barcos que saíram da França, Espanha e Itália com o objetivo de levar suprimentos ao território palestino. Segundo relatos, as forças israelenses interceptaram a flotilha em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira (30).

De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, que acompanha o caso, “o tribunal prorrogou sua detenção por dois dias”. A entidade informou que as autoridades israelenses haviam solicitado a extensão da prisão por quatro dias.

O governo de Israel acusa os ativistas de manter ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, Abu Keshek é um membro da entidade, enquanto Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o governo da Espanha contestaram a detenção e classificaram a ação como ilegal. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, afirmaram.

Os organizadores da flotilha alegam que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza e classificaram a operação como uma “armadilha mortal calculada no mar”. Ao todo, cerca de 175 ativistas foram detidos, sendo quatro brasileiros, segundo informações divulgadas pelas autoridades israelenses. DCM.

https://www.youtube.com/shorts/Mm15rKjDpOA?feature=share


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Partido de Trump envia missão para tratar de terras raras no Brasil

Assessores republicanos viajarão ao país com a questão do acesso aos minérios críticos como pauta central

O lobby do partido de Donald Trump pelas terras raras no Brasil avança. O ICL Notícias apurou que, na próxima semana, uma delegação de assessores parlamentares dos EUA desembarca em Brasília e em outras cidades do país. Na pauta: o acesso aos minerais críticos brasileiros.

A delegação conta com técnicos e assessores que operam para coletar informações e levar às reuniões com interlocutores brasileiros os interesses do partido republicano.

Farão parte da missão assessores sêniores da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos.

Na terça-feira, 5 de maio, o encontro em Brasília com parlamentares terá minerais raros como foco principal. Na quarta-feira, 6 de maio, será a vez dos assessores ligados ao Partido Democrata, com foco no combate a facções criminosas.

A reportagem apurou que senadores e deputados brasileiros foram consultados sobre a possibilidade de receber a delegação. Um deles deve ser o senador Nelsinho Trad.

O interesse não ocorre por acaso. O governo Trump colocou o acesso aos minerais críticos como uma prioridade, principalmente diante do avanço da China. Nas últimas semanas, a Casa Branca tem assinado acordos com diversos países, entre eles a Bolívia.

O tema é ainda fruto de intenso debate dentro do governo Lula. O presidente brasileiro chegou a criticar publicamente a administração Trump pela cobiça pelos recursos naturais e alertou, em diversos, que existe um movimento similar ao “colonialismo”.

Um levamento do governo americano, porém, revela a dimensão da importância do Brasil. Hoje, o país detém 23% das reservas conhecidas de minérios raros. Mas menos de 0,1% da produção mundial.

A China, com metade das reservas do mundo, produz hoje 69% de todas as commodities desse setor.

Os EUA produzem 12% do mercado global atual. Mas contam com apenas 2,1% das reservas do planeta.

Por essa conta, portanto, o controle das reservas brasileiras é considerado como estratégico.

A missão dos EUA ainda ocorre poucas semanas depois de uma mineradora dos EUA ter comprado a única operação de exploração de minerais críticos no Brasil.

A USA Rare Earth anunciou que irá adquirir a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões em dinheiro e ações.

O governo de Donald Trump chegou a convidar o Brasil a fazer parte de uma aliança anti-China no setor de terras raras, mas Brasília declinou. O acordo previa que os participantes teriam de fornecer, de forma preferencial, os minérios ao mercado dos EUA.

Com o acordo, a mineradora Serra Verde indicou ainda que firmou um acordo de 15 anos para fornecer 100% de sua produção durante a fase inicial da mina para uma Sociedade de Propósito Específico capitalizada pelo governo dos EUA e por fontes privadas.

Em janeiro, a empresa que adquiriu a mineradora brasileira recebeu uma injeção de US$ 1,6 bilhão do governo Trump, que passou a controlar 10% da companhia. Naquele momento, o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o investimento “garante que nossas cadeias de suprimentos sejam resilientes e não dependam mais de países estrangeiros.”

Serra Verde, segundo fontes do mercado, sempre contou com investidores estrangeiros. Em 2010, foi o Fundo de Private Equity Denham Capital quem comprou o projeto. Anos depois, foi o fundo britânico Vision Blue que desembarcou.

Para aportar capital, os europeus solicitaram um contrato para assegurar o fluxo de caixa. A saída veio da China, com exclusividade de compra do fluxo até 2028. Já em 2025, a mineradora recebeu um apoio adicional do Departamento da Guerra dos EUA, de US$ 565 milhões, para aumentar a escala de produção.

*Jamil Chade/Uol


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Brasil exige soltura do ativista Thiago Avila, preso por Israel

Ativista fazia parte da flotilha que tentava chegar até Gaza com ajuda humanitária

O governo Lula exige que Israel solte o brasileiro Thiago Avila. O ativista fazia parte da flotilha que tentava chegar até Gaza, com ajuda humanitária e em barcos que estavam cruzando o mar Mediterrâneo.

“Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”, afirmou uma nota conjunta dos dois países.

“Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta”, afirmou.

“Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, dizem as autoridades dos dois países.

“Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção”, completa a nota.

De acordo com informações obtidas pelo ICL Notícias, 55 barcos navegavam em águas internacionais entre a Itália e a Grécia quando um ataque foi organizado contra a flotilha.

Lasers apontados para as pessoas e armas semiautomáticas foram usados e 21 pessoas foram sequestradas.

Pelo menos 34 pessoas sofreram ferimentos e foram transferidas para um hospital. Sem celulares, por conta do confisco por parte das autoridades, esses ativistas não conseguiram registrar os ferimentos.

Thiago, porém, não foi autorizado a desembarcar com o restante dos participantes e foi levado à força para Israel. Relatos apontam que qualquer um que tentasse evitar a operação eram alvo de violência.

*Jamil Chade/ICL

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O controle da opinião imposto pelas big techs no Brasil

As big techs se transformaram numa arma contra as sociedades parra atender interesses dos “donos da terra” e dos “donos do mundo”.

A mensagem que vem nesse jogo podre das gigantes americanas que controlam as redes sociais, é simples, ou está do nosso lado ou está contra nós. O jogo é simples e direto, sem qualqueer notificação ou resposta para determinada ação de censura das big techs.

O nome disso é guilhotina digital, ou seja, mão de ferro na boca e trava automática dos algoritmos se ele interpretar como violência gráfica ou escrita qualquer desenho ou texto que as big techs, ironicamnete julgam serem censuráveis, julgam importante serem guilhotinadas.

E um controle férreo. E se se referir a eles em um desenho com a mão na boca, as gigantes da tecnologia arrebentarão, na base do cipó, seu post até que vire passarinho que nem piar, pia.

É um tipo de violência sem corpo, zero violência, é só objeto quebrado com uma mordaça virtual para que tal fala não vire semente contra os donos da terra e os donos do planeta.

Há um manual de controle com dentes de chumbo e algoritmosal de seda no bolso. O nome disso é censura moderna ou degola contemporâneos, mas pode chamar de cadeado invisível, embalado numa bandeja de doces para virar uma decapitação soft pelos donos da praça virtual.

A isso, podemos também chamar de cordel do Vale do Silício. São as raposas de gravata que cercam as redes por código e chama isso de cloud.

Isso sifnifica que as big techs não proibem nada, só escondem numa estante da web.

Foi assim que o Antropofagista foi devorado quando furou o bolt. Ou seja, somos devorados de fora do Brasil, da Califórnia e congêneres, mas não só nós, a grande maioria, quase a totalidade dos blogs, textos e opiniões voltados à esquerda têm denunciado tal fato, de forma mais ou menos ácida, direta ou indiretamente para não ser perseguido pela mão oculta dos sistemas,

Manda o comando. Se eles controlam o FED, o BC, controlamos a rua, mas o boca a boca que fura o bolo, ou seja, o bool, exige desenho próprio como vimos na reação do povo à PEC da Bandidagem por ícones da música brasileira.

Aqui mesmo insistimos na busca por apoio para sobrevivermos a esse processador, mas a resistência que fura a bolha na tentativa de não travar a própria existência desse espaço, é uma ação que cobra um alto preço físico e intelectual.

As big techs trancam dados em galpões refrigerados, o que tentamos é rachar essa estrutura para não sonhar com um pomar, mas com alguns frutos que possam ser plantados na terra em que pisamos.


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Descabelando o palhaço: Mídia brasileira quer para o Brasil a mileirização e a falência da Argentina

Desde a chegada de Javier Milei ao poder, o fanfarrônico narcocapitalista detonou 22 mil empresas argentinas, outras 15 mil deram linha na pipa portenha, porque a Argentina, comandada por Milei, o “mito” do neoliberalismo cucaracho tranformou o país numa malária (nome dado à economia quebrada daquele país) e carne de burro virou prato de luxo num país cuja era de ouro era considerado o império dos filés bovinos.

Outros dados mostram por que a esmagadora maioria do povo argentino quer a cabeça de Milei. O desemprego não para de crescer e, mesmo em dupla jornada de trabalho, o argentino não vê sinal de refresco numa vida esmagada ou decapitada pela motossera do descabelado.

Quanto mais o argentino reza, mais assombração aparece.

Já no Brasil, a mídia implora por um efeito orloff para que a terrinha aqui reproduza a política de terra arrasada de Milei.

Na omilia dominical do Estadão, o pool de banqueiros que regem, no tranco, com mãos nada hábeis as marionetes do Banco Central privatizado por Bolsonaro, agora, de posse do jornalão escravocrata, para o bem da agiotagem nacional, exige que cá, como lá, o brasileiro sofra um arroxo neoliberal com suas mandíbulas de aço.

É desse sangue que espirra do povo triturado que os vampiros da multiplicação dos juros fazem a nata da papa fina multiplicar seus ganhos, fazendo inveja nos que comandam o suco gástrico dos abutres que engolem o povo argentino numa velocidade impressionante.


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