Categorias
Brasil Mundo

PF retira credencial de americano que estava no Brasil

Decisão foi apresentada pela PF como um “ato de reciprocidade” depois da expulsão de um delegado brasileiro nos EUA, no início da semana

Num ato de reciprocidade diante da expulsão de um delegado da Polícia Federal que estava nos EUA, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que está retirando a credencial de um servidor americano que está no Brasil e que atua no setor de imigração.

O gesto foi tomado pelo chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que explicou à reportagem a lógica que deu base para sua ação.

Segundo ele, o servidor americano ficará sem acesso a certas informações e aos sistemas informáticos. Ele também terá seu crachá retirado e não poderá ter acesso ao prédio da PF.

Andrei Rodrigues explicou que não expulsou o americano por conta de não ter, até agora, recebido uma comunicação oficial por parte dos EUA de que seu delegado também teria sido expulso. O que existe, segundo ele, é apenas uma declaração por redes sociais.

“Por esse motivo, o que eu posso fazer até aqui é uma suspensão do servidor americano, até que haja algo oficial”, explicou.

Para o chefe da PF, seu papel é o de tomar uma medida de “reciprocidade policial”. O restante terá de ser decidido pelo Itamaraty.

Itamaraty explica
Num comunicado, o Ministério das Relações Exteriores explicou a medida adotada pelo Brasil.

Diante da confirmação da informação de que oficial de ligação da Policia Federal brasileira junto ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Miami, foi comunicado verbalmente pelo governo dos Estados Unidos sobre a interrupção imediata do exercício de suas funções oficiais em território norte-americano, representante da embaixada daquele pais foi convocada ao Ministério das Relações Exteriores no final da tarde de ontem (21).

O agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança.

A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o principio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial.

A medida tampouco observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação. Os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada, e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de area homologa em território brasileiro.

A crise, ainda assim, aprofunda o mal-estar entre os dois países. Mas o gesto era considerado como inevitável, já que deixar a atitude da Casa Branca sem resposta poderia sinalizar uma fraqueza por parte de Brasília quanto a defesa da soberania.

O caso ainda se transforma no pior momento na cooperação entre as polícias do Brasil e dos EUA em anos. Os dois países têm um acordo para a atuação conjunta de suas forças policiais e, no caso de uma crise, os mecanismos previam já a possibilidade da suspensão da troca de informações ou mesmo a expulsão de um adido.

Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Tratava-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Darren Beattie – enviado de Trump ao Brasil e que foi impedido de entrar no país no mês passado depois de mentir sobre os objetivos de sua visita – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

*Jamil Chade;ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

Ala radical nos EUA ganha espaço e inaugura ingerência em eleição no Brasil

Ultraconservadores na Casa Branca intensificam ações contra o Brasil e aliança com bolsonarismo; estratégia é não repetir tarifaço para não dar palco para Lula

A crise no Irã tem causado um dano importante para o Brasil. O problema, porém, não é o Estreito de Ormuz. Fontes diplomáticas em Washington revelaram ao ICL Notícias que o foco de Donald Trump na guerra e seu medo de uma derrota abriram o caminho para que outros temas da agenda de política externa deixassem de receber a mesma atenção da cúpula da Casa Branca.

Como resultado, alas mais radicais passaram a dar as cartas no que se refere à situação com o Brasil. Para membros do governo Lula, a nova realidade e os atos adotados pela administração Trump nas últimas semanas sinaliza que a ingerência na eleição do país já começou na prática.

Em meados de 2025, Trump abriu uma crise inédita com o Brasil, adotando sanções e tarifas. Observadores na capital americana confirmaram que o pacote de medidas contra o país havia sido articulado em parte por Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e uma base mais radical do governo Trump, principalmente no Departamento de Estado. A estrutura ainda ganhou o apoio de republicanos, principalmente na Flórida, e personagens conhecidos por suas campanhas contra as “esquerdas”.

Foi necessário uma operação sigilosa, repleta de canais extra-oficiais e empresários para convencer Trump de que abrir uma guerra comercial e uma crise política com o Brasil seria prejudicial para os interesses americanos. Lula tirou proveito e a crise o levou a ter sua melhor taxa de popularidade em todo seu governo.

A partir de setembro de 2025, um período de distensão foi inaugurado, com Trump chegando a dizer que havia uma “química” entre ele e Lula. Telefonemas e reuniões acabaram ocorrendo entre os dois líderes, seguida pela retirada de algumas das sanções e de tarifas.

Mas a aproximação nunca foi aplaudida pelo Departamento de Estado e nem pela base mais radical dos republicanos. Marco Rubio, o chefe da diplomacia americana, havia sido contrariado e seu semblante em cada um dos encontros era revelador do mal-estar.

Mesmo assim, foi estabelecido que Lula viajaria para Washington para um encontro na Casa Branca. O governo brasileiro, porém, condicionava a reunião a passos concretos por parte dos EUA. Ela apenas deveria ocorrer se houvesse algum anúncio a ser feito. Negociações foram iniciadas em temas como comércio, a luta contra o crime organizado e terras raras. Mas impasses impediram que o processo fosse acelerado e diferenças fundamentais levaram o diálogo a um congelamento.

Com o início da guerra no Irã, no final de fevereiro, os interlocutores que defendiam uma relação “madura” com o Brasil acabaram sendo sugados para a crise no Oriente Médio.

E, segundo negociadores em Washington, o espaço voltou a ser ocupado por uma ala que lutou contra qualquer aproximação com Lula ou uma normalização da relação com o Brasil.

Agenda positiva ‘congelada’
Aos poucos, a agenda positiva entre Brasil e EUA começou a ser congelada, enquanto atritos surgiram. Segundo negociadores, o Departamento de Estado passou a apresentar propostas vagas ao Brasil, sem uma sinalização de compromissos.

A frieza entre os dois governos foi interpretada como um sinal de que a “química” entre Lula e Trump poderia estar sendo sabotada dentro do próprio governo americano.

A primeira crise veio com Darren Beattie, o novo enviado de Trump ao Brasil e um dos porta-vozes do segmento mais ideológico dentro do governo.

Ao solicitar um visto ao país, ele mentiu sobre a intenção de sua viagem. O enviado acabou tendo seu visto negado. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A crise foi aprofundada com o alerta passado pelo governo Trump a interlocutores brasileiros de que a ideia de declarar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas estava avançando rápido. A pauta é vista como uma ameaça à soberania brasileira, já que a medida permitiria que, para defender a segurança dos EUA, ataques militares ou sanções financeiras sejam adotadas contra o Brasil.

O caráter eleitoral é também um fator, já que Flávio Bolsonaro chegou a declarar que havia passado informações aos americanos sobre o crime organizado e sugeriu ataques contra esses grupos criminosos, inclusive na baía de Guanabara.

Uma outra frente de atrito foi estabelecida depois que o Brasil se recusou a fazer parte de uma aliança para garantir o abastecimento de terras raras aos EUA. Semanas depois, o governo estadual de Goiás assinou um acordo com o Departamento de Estado norte-americano, fechando uma parceria até mesmo para mapear as reservas na região.

Dias depois, a única mineradora de terras raras no Brasil foi comprada por uma empresa americana que acabara de receber uma injeção de recursos por parte do governo Trump.

O abalo ganhou mais um capítulo nesta semana. Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Trata-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Beattie – que foi impedido de entrar no Brasil – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

Agora, o governo Lula cobra explicações aos EUA para entender por qual motivo a expulsão foi realizada. Na terça-feira, uma reunião foi realizada em Brasília entre o Itamaraty e a embaixada dos EUA. Mas o governo Lula já considera expulsar do país um funcionário americano, como ato de reciprocidade.

O ICL Notícias apurou que o tema está sendo tratado internamente e que diplomatas apontam que é “bem provável” que a decisão de uma expulsão seja tomada.

Enquanto os desentendimentos se acumulam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Flávio empolga radicais nos EUA, mas sintonia com Trump é calculada
As pesquisas de opinião sobre a eleição no Brasil têm empolgado a Casa Branca, que considera o destino político do país como “fundamental” em sua estratégia de hegemonia na América Latina. Flávio Bolsonaro seria o “parceiro ideal” na visão de Washington.

Mas, entre bolsonaristas e a ala mais radical do trumpismo, a ordem é a de adotar uma postura diferente daquela de meados de 2025. Quando o presidente americano atacou o Brasil publicamente e adotou tarifas, o resultado foi um salto na popularidade de Lula.

Nos últimos meses, o envolvimento direto de Trump em eleições na Hungria e outros países revelou que o americano é um péssimo cabo-eleitoral.

A ordem, portanto, é a de promover uma ingerência “mais sofisticada”, sem a presença do presidente ou de um tarifaço. Washington descobriu que Lula poderia justamente se beneficiar de uma ofensiva explícita e que irá usar cada gesto de Trump para ganhar votos.

No próprio Palácio do Planalto, a visão também é de que Trump dificilmente se envolverá diretamente na eleição neste momento. Mas isso não significará que não haja uma ofensiva da extrema direita americana no processo eleitoral no Brasil.

“De muitas formas, a realidade é que essa ingerência já começou”, completou um experiente embaixador brasileiro.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio

]


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

O alerta da FAB para aproximação de porta-aviões dos EUA ao Brasil

O porta-aviões USS Nimitz, o mais antigo navio nuclear desse tipo ainda em atividade no mundo, tem visita confirmada ao Rio de Janeiro, e a presença do gigante da Marinha dos Estados Unidos já levou a Força Aérea Brasileira a emitir um alerta aos aviadores. O navio, que participa da Operação Southern Seas 2026, deverá passar pela Baía de Guanabara entre 7 e 12 de maio, período em que sua altura e posição exigirão atenção especial de aeronaves em operação no entorno do Aeroporto Santos Dumont.

Lançado ao mar em 1972 e incorporado à Marinha dos Estados Unidos em 1975, o USS Nimitz virou um dos símbolos militares mais conhecidos da frota estadunidense.

Ao longo de décadas, participou de episódios centrais da história militar recente, como a tentativa frustrada de resgate de reféns na embaixada estadunidense em Teerã e a Operação Tempestade no Deserto, durante a Guerra do Golfo. O navio também ganhou fama fora do ambiente militar ao inspirar o filme “Nimitz de Volta ao Inferno”, lançado em 1980.

Antes de seguir para o Brasil, o Nimitz fez escala em Valparaíso, no Chile, onde chegou em 17 de abril acompanhado do destróier USS Gridley e do navio-tanque USNS Patuxent. A parada faz parte da Southern Seas 2026, operação conduzida pelo Comando Sul e pela 4ª Frota dos Estados Unidos.

A missão prevê exercícios navais, operações de passagem e atividades com marinhas parceiras da América Latina, com o objetivo de ampliar interoperabilidade, capacidade conjunta e cooperação marítima na região, segundo o DCM.

O trajeto do navio até o Brasil inclui a descida pelo sul do continente, passagem pelo Estreito de Magalhães e depois a subida pela costa atlântica da América do Sul.

A viagem faz parte da última grande operação do USS Nimitz antes de sua desativação definitiva, o que transforma a escala brasileira em um momento simbólico para a carreira de um dos navios mais emblemáticos da frota estadunidense.

No caso do Rio de Janeiro, o ponto mais sensível envolve a segurança do tráfego aéreo. Segundo o aviso emitido aos aeronavegantes, as antenas localizadas na ponte de comando do navio ultrapassam 70 metros de altura, o que representa um obstáculo relevante para pilotos, sobretudo helicópteros e aeronaves que operam em baixa altura na região da Baía de Guanabara.

Esse tipo de notificação já é comum quando embarcações de grande porte ficam próximas ao Santos Dumont, mas o porte do Nimitz elevou o nível de atenção.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

Lula na Alemanha: “Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra contra o Irã”

Presidente afirma que medidas adotadas pelo governo evitaram alta do petróleo no mercado interno e critica conflito no Oriente Médio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita contra o Irã”, e destacou que as medidas adotadas pelo governo têm reduzido os impactos econômicos do conflito, especialmente no setor de energia. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, neste domingo (19), onde o presidente também criticou as ações militares no Oriente Médio e seus efeitos globais.

Críticas à guerra e à ONU
O presidente também fez críticas diretas às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de questionar a postura de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, de acordo com o 247>

“Enquanto astronautas sobrevoam a lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio (…) Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da carta da ONU”, disse.

Efeitos globais e sociais do conflito
Lula ainda mencionou o uso ilegal de inteligência artificial em operações militares e alertou para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o conflito contribui para o aumento dos custos de energia e transporte, além de intensificar a escassez agrícola e a insegurança alimentar.

“São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos, o protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”, declarou.

Agenda na Alemanha
O presidente chegou à Alemanha neste domingo e foi recebido com honras militares no Palácio de Herrenhausen, em Hannover. Ele participa da Feira Industrial de Hannover, considerada a maior do mundo no setor de inovação e tecnologia industrial, da qual o Brasil é país parceiro. A agenda inclui ainda um jantar empresarial oferecido pelo chanceler alemão Friedrich Merz, com a presença de executivos brasileiros e alemães.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

Lula: Nenhum presidente tem o direito impor regras a outros países

Em reunião com outros chefes de Estado na Espanha, presidente salientou necessidade de países se unirem para fortalecer multilateralismo e fazer frente ao extremismo e às guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (18), da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. Em sua fala, enfatizou a necessidade de reformar a ONU, defender a democracia e combater o imperialismo e a extrema direita. Também falou sobre a urgência de se regular as redes sociais, lutar contra o machismo e o feminicídio e acabar com a escala 6×1.

“O que nos move, com muita força, é a questão do multilateralismo e a relação entre as nações. Porque esse tema que nós estamos discutindo aqui poderia estar sendo discutido nas Nações Unidas. E por que não está? Porque hoje as Nações Unidas não representam aquilo para o qual ela foi criada”, disse Lula.

Ele destacou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — cujo objetivo era garantir a paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial — “viraram os senhores da guerra”.

Nesse cenário, prosseguiu o presidente, “a democracia que discutimos aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudá-lo”. Além disso, enfatizou: “Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países”.

Leia também: Lula critica “poderosos que se julgam divindades” e atacam defensores da paz

Sem citar diretamente o presidente Donald Trump, Lula salientou que “não podemos levantar e dormir com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo e fazendo guerra”.

O presidente brasileiro afirmou que “o extremismo e a falta de respeito às cartas da ONU, a falta de respeito à harmonia entre os países e as nações, é algo muito perigoso no mundo em que estamos vivendo”.

Na sequência, Lula defendeu a participação de outros países nos fóruns e conselhos da ONU. “Cadê a representação africana? Só no continente africano nós temos três países com mais de 120 milhões de habitantes. Cadê a participação do México e do Brasil, de uma Argentina, de uma Colômbia? Cadê a participação da Índia? Tantos países importantes, Alemanha, Japão, Indonésia, todos os países poderiam participar”.

A ONU, acrescentou Lula, “não pode ficar silenciosa diante do que está acontecendo no mundo”, sublinhando que hoje “o Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que paga pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

O presidente também se disse “muito preocupado com Cuba” e defendeu o fim das sanções e o direito do povo cubano a sua soberania. “Os problemas de Cuba é dos cubanos. Não é um problema do Lula, da Cláudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump”. E enfatizou: “Parem com esse maldito bloqueio à Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”.

Plataformas digitais e extrema direita

Lula também abordou a necessidade de haver maior regramento ao funcionamento das big techs — o que precisaria partir da ONU para ter alcance global — e criticou a interferência de chefes de Estado nas eleições de outros países por meio das redes sociais, um risco que o Brasil corre neste ano.

“(É preciso) controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas”, declarou, acrescentando que “a ONU é um instrumento muito valioso, se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode um presidente da República de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”.

Ao tratar da extrema direita brasileira, disse que “acabamos de derrotar o extremismo” porque “temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia, e quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram um golpe”. Mas, salientou, “o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”. E acrescentou: “mas este é um problema nosso, do povo brasileiro, com o qual a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”.

Lula também afirmou: “o que me incomoda é a volta dos imperadores que se acham dono do mundo. Nós não queremos mais czar, nós não queremos mais imperadores. O povo pobre merece uma chance de viver num sistema democrático. Nós precisamos juntar no mundo todos os que querem construir a democracia. A democracia dentro de cada país depende de cada país. Mas a democracia nas Nações Unidas depende de nós; fortalecer o multilateralismo depende de nós”.

Escala 6×1 e feminicídios

Em seu pronunciamento, o presidente Lula também tratou de outras questões que vêm sendo debatidas no Brasil, entre as quais o fim da escala 6×1 — a proposta, que vem sendo trabalhada nos últimos anos por parlamentares e movimentos sindicais e sociais, foi formatada num novo projeto de lei do Executivo, que tramitará em regime de urgência no Congresso.

Ao defender uma nova escala de trabalho, disse: “Hoje me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre não vale nada. Ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa?”.

Para Lula, pautas como essa ajudam a reconstruir a credibilidade da democracia. “A democracia está perdendo credibilidade porque muitas vezes ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, completou.

O presidente ainda falou sobre a luta contra a violência de gênero, salientando que “o mundo segue sendo muito machista e no caso do meus país, o machismo é cada vez mais violento”.

Lula informou aos demais chefes de Estado da criação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Estamos tentando chamar os homens à responsabilidade porque eles é que são violentos. Queremos criar a ideia de que o problema da violência contra a mulher não é um problema da mulher, mas do homem”.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

Lula à revista alemã Der Spiegel: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”

Presidente afirma que a democracia brasileira sairá mais forte, critica Donald Trump, defende o multilateralismo e reafirma soberania do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Segundo o 247, ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”
Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”
Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos
Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

EUA manda aviso ao Brasil sobre ofensiva que fará contra CV e PCC

O governo dos Estados Unidos enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções

O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.

Somente o Brasil foi avisado com antecedência, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.

Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.

O Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública tradicionalmente defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado sob a ótica da cooperação policial, a abordagem de Washington eleva a questão ao nível de ameaça à segurança nacional.

A resistência do governo Lula consiste na preocupação de que tal classificação possa abrir precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia doméstica e o setor de turismo.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

PF monitorou fim da data de permanência legal de Ramagem nos EUA para ação de prisão

PF fez trabalho de cooperação por meio de um oficial de ligação que acompanhou os dados de Ramagem nos EUA

A coluna de Juliana Dal Piva, no ICL, apurou que a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos ocorreu após um trabalho de meses da Polícia Federal desde que Ramagem fugiu em setembro. Um dos pontos centrais para que a ação se desdobrasse nesta segunda-feira foi verificar quando vencia o período de permanência legal do ex-deputado nos EUA com o visto B1B2, o visto de turismo e negócios utilizado por ele para entrar na Flórida.

Além disso, a PF fez um trabalho de cooperação por meio de um oficial de ligação que estava atuando nos EUA e acompanhando os dados de Ramagem. Ele foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, na Flórida, onde permanecia desde que deixou o Brasil em 2025.

O ex-diretor-geral da Abin teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, após ser condenado no processo da trama golpista em 11 de setembro.

Após fugir do Brasil, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) entrou nos EUA no dia 11 de setembro, o que demonstra que ele decidiu deixar o país antes mesmo de ser condenado. A PF já apura o caso desde o início de outubro.

Além disso, investigadores já identificaram que Ramagem iniciou sua fuga em Brasília a partir de um voo para Boa Vista, em Roraima, no dia 9 de setembro. O trajeto entre Boa Vista e a Guiana foi feito via terrestre. Nos dias seguintes, tanto ele como a mulher, Rebeca, passaram a postar imagens juntos para disfarçar o paradeiro do deputado. Por isso, antes dela viajar aos EUA, Rebeca foi alvo de busca pessoal e teve celulares apreendidos no aeroporto.

Em nota, a Câmara informou que não foi autorizada missão oficial no exterior para o deputado Ramagem, tampouco houve comunicação à presidência da Casa de afastamento do parlamentar do território nacional.

A Casa também declarou que o deputado apresentou atestados médicos nos períodos de 9 de setembro a 8 de outubro; e de 13 de outubro a 12 de dezembro. Ramagem integrava o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, ao lado de outras sete pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão e o ministro Alexandre de Moraes também determinou esta semana a perda de mandato parlamentar de Alexandre Ramagem.

A esposa do deputado, Rebeca Ramagem, chegou a publicar, no domingo (23), nas redes sociais, que a família viajou para Miami por “proteção”, alegando enfrentar “perseguição política desumana”.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

O ex-deputado bolsonarista, Alexandre Ramagem, tomou um peguei do ICE de Trump nos EUA

Alexandre Ramagem, preso pelo ICE, como é sabido, entrou nos EUA com documentos falsos e com a ajuda de garimpeiro.

Uma família ligada ao garimpo, certamente, ilegal, armou a fuga do bolsonarista que permanecia em Miami.

Na verdade, esse é o segundo bolsonarista laçado e encarcerado pela polícia em quatro dias.

Bastou o sujeito entrar na lista da Interpol, que o serviço de imigração de Trump o abocanhou.

Ramagem, bolsonarista de carteirinha, foi condenado a 16 anos pelo STF por tentativa de golpe e abolição violenta do Estado democrático de direito, trama golpista e organzação criminosa.

Ou seja, aquele todo poderoso ex-delegado da PF, ex-diretor da Abin e ex-deputado do PL, foi preso neste 13 de abril, nos EUA, terra sagrada para os bolsonaristas raiz.

Ao invés de se entregar, o sujeito fugiu do Brasil à francesa pela fronteira de Roraima com a Guiana, usando passaporte diplomático e foi parar nos EUA. Ele já estava com mandado de prisão no Brasil.

O ICE o prendeu por questão de imigração, por irregularidade. Agora, ele deve estar em algum centro de detenção do ICE, e a justiça brasileira tentará acelerar sua extradição.

Os bolsonaristas estão p… da vida com mais essa prisão de golpista que, segundo eles, Ramagem havia pedido asilo e dará ruim para os EUA se o país entregá-lo para a justiça brasileira.

Os petistas estão se refestelando nos memes, mostrando Ramagem como um vira-lata sendo chutado por Trump.

Seja como for, a maré anda tosca para a direita brasileira. Se antes, andava de lado como caranguejo, esse episódio com Ramagem, que simboliza a própria imagem do pai de Flavio Bolsonaro, somado à derrota de Trump para o Irã e da extrema direita com Órban na Hungria, a extrema direita brejeira vai pe4rdendo o chão aqui na terrinha.

É muito ídolo indo para o saco ao mesmo tempo. Não há fanatismo possível´para tamanho revés.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

Eleição no Brasil e interferência de Trump colocam China em estado de alerta

Pequim considera votação no Brasil em 2026 como um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento

A China está preocupada com uma eventual interferência dos EUA nas eleições no Brasil e o risco de uma vitória do campo bolsonarista. O ICL Notícias conversou com diplomatas, autoridades e acadêmicos em Pequim e, de forma unânime, todos apontam para a ameaça aos seus interesses caso Flávio Bolsonaro opte por ceder às pressões de Donald Trump e se alinhar ao governo norte-americano.

A preocupação já ficou nítida nos canais diplomáticos entre os dois países, com os chineses questionando Brasília sobre cenários eleitorais e eventuais impactos.

Nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro, a relação entre China e Brasil viveu uma sequências de crises. Agora, um dos temores é de que, numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro, a relação não apenas retomaria a tensão, mas que seria ampliada diante da ofensiva de Trump na América Latina.

Em toda a região, diplomatas chineses indicaram que “entendem” quando candidatos de direita atacam Pequim durante as campanhas eleitorais. Os chineses consideram que isso faz “parte do jogo” da política regional. Mas o que não irão tolerar é que, se no poder, essas autoridades usem os cargos oficiais para fustigar Pequim ou disseminar desinformação.

Seja qual for o resultado da eleição, fontes chinesas apontam que a eleição presidencial no Brasil em 2026 é um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento, principalmente diante da “sombra” de Trump na região.

Guo Cunhai, diretor do Departamento de Estudos Sociais e Culturais do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, avalia a existência de três desafios a partir do riscos de uma intervenção dos EUA na América Latina e no Brasil.

O primeiro deles seria a pressão sobre vias estratégicas para o comércio, como o Canal do Panamá ou o porto de Santos. No caso brasileiro, o governo Trump já demonstrou insatisfação diante da relação dos chineses com as autoridades portuárias brasileiras.

Um segundo elemento da intervenção seria a conclusão de acordos entre os EUA e o Brasil no setor de minerais críticos. “Já foi debatido entendimentos que excluem a China (do mercado)”, afirmou.

Por fim, o outro risco é de que os EUA coloquem uma pressão insustentável contra qualquer aproximação do Brasil ou da América Latina no desenvolvimento de Inteligência Artificial a partir de modelos e tecnologias chinesas.

Caso haja uma mudança de governo no Brasil, porém, a China insiste que sua atitude não será a de promover uma ruptura. Fontes em Pequim insistem que tem“confiança plena na manutenção de uma relação estratégica” com o Brasil, sob um eventual governo de Flavio Bolsonaro.

Segundo Cunhai, de fato a China se transformou no maior parceiro comercial do Brasil em 2009 e, hoje, 38% das exportações do país tem o mercado chinês como destino. “A proximidade econômica não vai mudar”, insistiu. “A parceria não depende da ideologia”, afirmou, destacando os investimentos até mesmo da Tiktok no Brasil.

Para a pesquisadora Liu Si, também da Academia de Ciências, sempre houve uma intervenção dos EUA quando o assunto é a cooperação militar entre China e América Latina. Mas, ao longo de décadas, ela era “invisível”. “Hoje, ela é violenta”, afirmou.

Sun Hongbo, outro pesquisador e que também ocupou um cargo diplomático da China em Buenos Aires durante quatro anos, também destaca a existência de um “interesse estratégico” por parte da China no Brasil.

Entre latino-americanos, porém, existem dúvidas sobre até que ponto a China está disposta a ir para confrontar os EUA na região. O silêncio diante do sequestro de Nicolas Maduro e a assistência tímida em Cuba são indícios, para negociadores, que Pequim nem sempre agirá para defender seus aliados.

O objetivo único do governo de Xi Jinping é a estabilidade nacional e seu crescimento, ainda que para isso tenha de abrir mão de algum aliado pelo mundo. Se o cálculo mostrar que sair em defesa de um país latino-americano colocará em risco esse princípios, Pequim dificilmente atuará.

Neste caso, a “acomodação” é a palavra usada para descrever a relação da China diante da ofensiva de Trump.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh