Categorias
Brasil

Compra de apartamento e endereço em SP revelam envolvimento de Epstein no Brasil

Novas informações reveladas indicam que o envolvimento de Epstein no Brasil é mais amplo do que se conhecia até agora

Jeffrey Epstein fez pagamentos para um escritório de advocacia no Brasil referentes à compra de um apartamento. A empresa que recebeu os recursos manteve por anos uma sede no mesmo endereço em que o financista americano registrou seu CPF em São Paulo.

As novas informações reveladas pelo ICL Notícias indicam que o envolvimento e a presença de Epstein no Brasil são mais amplos do que se conhecia até agora.

Nesta semana, o ICL Notícias revelou com exclusividade a existência do documento brasileiro em nome de Epstein. O CPF foi localizado por autoridades dos Estados Unidos e, na base de dados da Receita Federal, permanece com situação ativa.

O registro foi feito em 2003. A reportagem confirmou que o documento está vinculado ao endereço Rua da Consolação, 247, 3º andar, em São Paulo — o mesmo local onde funcionou por anos o escritório Machado Meyer Advogados. A informação foi publicada em primeira mão pelo site Brasil 247.

Arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que reúnem cerca de 3 milhões de documentos, também detalham movimentações financeiras do financista. No mesmo ano em que obteve o CPF brasileiro, há registros de transferências de Epstein ao escritório de advocacia sediado em São Paulo.

Em 22 de abril de 2003, consta um débito de 76 mil dólares destinado à Machado Meyer, registrado em Nova York. A descrição da transação é direta: “PURCHASE OF APT IN BRAZIL” — compra de apartamento no Brasil.

Outras transferências aparecem ao longo dos anos seguintes. Em 28 de outubro de 2005, por exemplo, há um registro de US$ 9,9 mil enviado ao mesmo escritório.

Tentativa de impedir registro de imagens
Para verificar a situação da empresa fora dos registros formais, a reportagem esteve nos endereços associados ao grupo em documentos oficiais.

No local onde funcionava a antiga sede, a empresa já não opera mais. Comerciantes e trabalhadores da região relataram que ela deixou o imóvel por volta de 2019. Desde então, outras companhias passaram a ocupar o espaço, sem qualquer identificação que remeta à antiga atividade.

A equipe seguiu então para os dois endereços atualmente vinculados à empresa: o prédio administrativo e a sede principal.

No prédio administrativo, funcionários informaram que não havia ninguém disponível para prestar esclarecimentos. Nenhum responsável foi indicado para falar oficialmente.

Já na sede principal, localizada na Avenida Faria Lima, a reportagem se identificou na recepção e solicitou contato com um representante. A resposta foi imediata: não haveria ninguém para atender, sob a justificativa de que o expediente ocorria em regime de home office.

Enquanto registrava imagens externas da fachada, procedimento padrão em coberturas jornalísticas realizadas a partir da calçada, a equipe foi abordada por seguranças do edifício. Um homem que se apresentou como gerente tentou impedir as gravações, exigiu a exclusão do material e afirmou que acionaria a polícia.

A equipe manteve as gravações.

Funcionários do entorno relataram ainda que a empresa opera no prédio principal há cerca de quatro ou cinco anos. O edifício administrativo seria mais antigo, o que indica que a estrutura atual foi consolidada após a saída do endereço original.

*Jamil Chade e Cleber Lourenço/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

Brasil se recusa a ser mera reserva de minerais críticos e articula acordo inédito com a Índia

Governo busca autonomia no processamento e evita pactos que limitem parcerias com outros países

O governo brasileiro negocia um tratado com a Índia focado em minerais críticos e terras raras. As conversas para esse acordo inédito ocorrem enquanto o país demonstra resistência ao bloco comercial sugerido pelos Estados Unidos. O Executivo brasileiro busca manter a autonomia e garantir que o processamento desses materiais aconteça em território nacional, recusando-se a ser uma mera reserva desses minerais para o benefício de uma única nação.

A assinatura do acordo pode ocorrer durante a viagem oficial que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fará a Nova Déli, entre os dias 17 e 21 de fevereiro, quando também devem ser assinados 14 acordos bilaterais em matéria de inteligência artificial e venda de aeronaves militares.

O Brasil é o segundo maior detentor de reservas de terras raras no planeta. Por esse motivo, o Palácio do Planalto quer evitar acordos que funcionem como uma “camisa de força” para suas exportações. O objetivo é diversificar os parceiros comerciais, incluindo China e União Europeia, sem dar exclusividade aos estadunidenses.

O assunto deve estar na pauta da reunião entre Lula e Donald Trump, que deve ocorrer na primeira semana de março, e o governo brasileiro deve reafirmar sua posição.

Luiz Paulo Siqueira, da direção nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), lembra que a Índia, embora não possua reservas tão grandes quanto as chinesas e brasileiras, é uma referência internacional no processamento de terras raras e outros minerais críticos. Por outro lado, destaca que o modelo de exploração que será adotado no Brasil deve ser estabelecido pelos próprios brasileiros.

“Devemos dar um passo anterior: estabelecer entre nós, brasileiros, o que queremos em relação aos bens minerais, sejam os minerais críticos, como terras raras e lítio, ou o conjunto de bens minerais que temos em território nacional. A partir daí, poderemos avançar na construção de acordos, pois qualquer parceria deve ter como condição primordial que o Brasil seja soberano, independente e autônomo em relação ao processamento desses bens minerais”, avalia Siqueira.

“Dessa forma, qualquer acordo realizado no qual inicialmente exportemos essas matérias-primas deve ter como premissa a transferência de tecnologia para que sejamos autônomos no processo de beneficiamento e processamento desses bens minerais.

Na mesma linha, o professor de direito internacional público da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Borba Casella, avalia que a posição “confortável” do Brasil, por ser a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, lhe confere uma margem maior nas negociações, com vistas a garantir que o interesse nacional seja preservado.

“É importante que o Brasil se posicione de maneira a proteger o interesse nacional e ter em mente o desenvolvimento da capacidade de beneficiamento no território nacional. São elementos estratégicos da indústria e da tecnologia”, considera o professor.

“Faz sentido que o Brasil coloque cláusulas estipulando que o beneficiamento seja feito em parte ou integralmente em território brasileiro. Esse ponto é muito importante para que não fiquemos privados da tecnologia de tratamento e de industrialização desses elementos. Temos as reservas, precisamos desenvolver a capacidade de extração, refino e processamento para utilizações industriais estratégicas e muito variadas”, completa.

Aliança gringa
Recentemente, os Estados Unidos reuniram representantes de 54 países em Washington para lançar uma nova aliança em torno a esse tema. A estratégia do governo estadunidense busca isolar a China na corrida por esses componentes minerais, essenciais para a transição energética.

Os minerais estratégicos são fundamentais para a produção de chips, baterias e equipamentos de alta tecnologia. Atualmente, a China domina o refino de 19 dos 20 minerais listados em estudos globais. O governo estadunidense planeja investir US$ 3 bilhões de dólares em financiamentos para tentar reduzir essa dependência e fortalecer as cadeias de suprimento de seus aliados.

Brasil enviou à reunião em Washington apenas um diplomata de baixo escalão para acompanhar as discussões, o que, na linguagem diplomática, demonstra que o país não deseja fazer parte da articulação liderada pelos Estados.

Para Siqueira, a posição do governo brasileiro frente às tentativas de subordinação dos Estados Unidos é acertada. “O acordo que tem sido costurado por Trump enforca o Brasil e nos força a entregar o conjunto de bens minerais que temos em território nacional exclusivamente aos interesses dos Estados Unidos e das multinacionais norte-americanas. Entre os pontos que o acordo estabelecia, os Estados Unidos seriam o parceiro único de exportação das terras raras, sem nenhum tipo de processo de refino no território nacional, sendo todos esses bens minerais destinados à exportação sem nenhum tipo de beneficiamento interno”, explica Siqueira.

“Segundo, obrigava o Brasil a divulgar todas as pesquisas geológicas relacionadas às terras raras ao governo estadunidense, ou seja, mais um atentado contra a soberania nacional ao entregar todas as informações do subsolo brasileiro ao império norte-americano. Terceiro, exigia ainda que o governo brasileiro flexibilizasse a legislação de licenciamento ambiental para dar celeridade na implantação dos projetos de mineração de terras raras. Isso representa toda essa retomada imperialista com maior agressividade do governo Trump na América Latina para abocanhar de vez o conjunto de bens minerais que temos no território latino-americano, especialmente no Brasil. Portanto, negar a participação nessa aliança é um passo fundamental”, completa.

Casella considera que participar de uma articulação com esse caráter seria assumir um lado na guerra comercial que os Estados Unidos tem travado, sobretudo contra a China.

“É muito razoável e sensato que o Brasil não se vincule a esse acordo que tem como objetivo somente o interesse do governo estadunidense e a posição do Brasil é de um lado mais confortável por sermos detentores da segunda reserva de terras raras e minerais estratégicos depois da China, mas com uma muito pequena capacidade de processamento e industrialização. Então, não faz sentido o Brasil em primeiro lugar se vincular aos Estados Unidos nessa briga que não é nossa e em segundo lugar hostilizar ou tentar criar qualquer restrição com relação à atuação coordenada com a China”, pontua.

Alinhamento com o G20, exceto Estados Unidos
A posição brasileira sobre o tema já havia sido verbalizada pelo próprio presidente da República, em fóruns internacionais, como a Cúpula do G20, realizada no mês de novembro de 2025 em Joanesburgo (África do Sul), quando o governo dos Estados Unidos decidiu não enviar representação, em uma tentativa de boicote à reunião.

“Os países com grande concentração de reservas de minerais não podem ser vistos como meros fornecedores, enquanto seguem à margem da inovação tecnológica”, declarou. “O que está em jogo não é apenas quem detém esses recursos, mas quem controla o conhecimento e o valor agregado que deles derivam”, disse Lula, enfatizando que os minerais críticos se tornaram um ativo central para a geopolítica contemporânea, sendo fundamentais tanto para o desenvolvimento de tecnologias de ponta quanto para a transição energética.

Essa posição também foi adotada pelos chefes de Estado presentes em Joanesburgo na declaração final da cúpula.

“Buscamos reforçar a resistência da cadeia de valor dos minerais críticos às tensões geopolíticas, às medidas comerciais unilaterais em violação às regras da OMC, às pandemias e às catástrofes naturais”, declararam os chefes de Estado do G20.

O G20 reconheceu que a transição energética e a inovação industrial ampliarão rapidamente a demanda por minerais críticos, mas que países produtores, sobretudo do Sul Global, enfrentam desafios para melhor os investimentos no setor, ampliar a capacidade de beneficiamento local e reduzir os impactos socioambientais.

Nesse sentido, os líderes lançam o G20 Critical Minerals Framework, uma espécie de guia voluntário e não vinculativo para promover cadeias de valor transparentes, estáveis e sustentáveis.

Contradições: a realidade de quem já sofre com a exploração de terras raras no Brasil
Embora em menor escala, a exploração de minerais raros já é uma realidade no Brasil. Na região do Vale do Jequitinhonha (MG), a mineração de lítio já provoca uma série de mazelas sociais, como explica Siqueira.

“O que temos visto é uma sistemática violação dos direitos das comunidades afetadas por esses projetos, violando tratados internacionais como a Convenção 169, que estabelece a necessidade de consultas às comunidades tradicionais antes da implementação desses empreendimentos. Assistimos à destruição das serras e das águas em uma região que já é semiárida e possui problemas estruturais de acesso à água, além da contaminação de cursos d’água, secagem de nascentes e deterioração da saúde ambiental e humana pela exposição à poeira da mineração”, relata o dirigente do MAM.

“Dados das cidades de Araçuaí e Itinga, que acolheram o primeiro projeto de extração de lítio no Vale do Jequitinhonha com a implementação da Sigma, mostram que no ano de 2025 houve um aumento de mais de 30% na demanda hospitalar, especialmente em casos de doenças respiratórias diretamente ligadas à mineração. Há também um caos na economia local, alterando o modo de vida da região e destruindo a tradicionalidade das comunidades do Vale do Jequitinhonha”, agrega.

Para Siqueira, embora o presidente Lula tenha dado declarações importantes no sentido de superar o modelo de desenvolvimento dependente, baseado na exportação de matérias-primas, no entanto, há uma “distancia significativa entre os discursos de Lula e as ações concretas do governo brasileiro, especialmente no Ministério de Minas e Energia”.

“Para avançarmos, é necessário implementar uma política nacional de mineração muito diferente da atual, com controle estatal dos bens minerais para que o Estado regule as taxas, os ritmos, os compradores e a finalidade, conduzindo um projeto de industrialização associado aos bens minerais do território nacional”, aponta Siqueira, que defende um maior controle do Estado sobre a atividade minerária.

“Com a nacionalização das jazidas e a criação de estatais específicas para a questão mineral, o Estado brasileiro passaria a ter controle sobre esses bens. Isso permitiria regular e processar os minerais em benefício de um projeto de industrialização nacional que traga melhorias de vida para o povo brasileiro, ao contrário do cenário atual, que deixa apenas um rastro de destruição e miséria”, finaliza.

*BdF


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

Imagens sugerem que há documentos de Epstein sobre o Brasil ainda não revelados

Fotos mostram arquivos sobre o Brasil e viagens do financista com pelo menos uma menina ao país

effrey Epstein guardava um dossiê sobre o Brasil e novos documentos sugerem que pode existir um volume ainda desconhecido de fotos e informações sobre suas atividades no país.

Há uma semana, o Departamento de Justiça publicou 3 milhões de páginas de documentos, assim como 2 mil vídeos e 180 mil imagens. Trata-se do material que, durante duas décadas, foi usado como base para as investigações contra o financista.

Numa das fotos, arquivos de propriedade do americano aparecem sobre uma estante em sua residência em Little St James, a ilha onde ele organizava operações criminosas com meninas menores de idades.

E, neles, pelo menos um conta com um adesivo no qual se pode ler a palavra “Brazil”.

O mesmo fichário ainda traz nomes de outros destinos, como St. Barts — uma ilha no Caribe — ou Chateau Villete, conhecido como “Pequeno Versalhes” ao norte de Paris.

Epstein

Fotos arquivo Epstein

As fotos também sugerem que Epstein viajou com pelo menos uma das menores ao Brasil. Num dos documentos, os arquivos trazem uma espécie de fotonovela, feito à mão e contando a história de uma viagem que Epstein teria feito com uma menina, por volta de 2007.

No roteiro da viagem, uma vez mais aparece o Brasil como destino.

A garota, que tem sua identidade preservada, é quem conta a história. Fala, inicialmente, de uma “pequena menina sem noção” e que, ao encontrar Epstein, vai vivendo diferentes etapas de uma relação.

Numa das passagens, o rosto do financista é colado na página, numa referência ao Natal. Ao lado, uma frase: “eu serei o primeiro”. “Eu aprendi e cresci”, escreveu ela em outro trecho.

Nas páginas seguintes da pequena novela, ela mostra como “cuidou” de Epstein, colocando cremes em seu rosto.

“Nós viajamos”, diz outro trecho. Nesta página, onde se misturam elementos infantis como um biscoito e leite, ela cita Dubai, Praga, St. Barths e Brasil.

Epstein

Epstein

Fotos em arquivos de Epstein citam Brasil

Operação Brasil
Em recente reportagem, a BBC Brasil revelou que existiriam cerca de 4 mil menções ao país em documentos.

Os arquivos ainda apontam que ele teria uma conexão no Brasil com uma “agente”, que conseguia garotas menores de idade quando ele estava no país.

Segundo a reportagem, os documentos apontam que ao menos quatro garotas brasileiras, inclusive adolescentes, teriam sido levadas para ele em uma festa, em uma de suas casas, nos Estados Unidos.

“A BBC News Brasil mostrou, em dezembro, que uma das vítimas de Epstein disse que ao menos 50 brasileiras estiveram em sua mansão”, indicou o site.

“Há ainda conversas em emails sobre uma ideia de criar um concurso de beleza para atrair garotas jovens no Brasil e o interesse em adquirir uma revista de moda para atrair modelos”, completou.

*Leandro Demore e Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

Qual será a influência de Trump na eleição presidencial do Brasil?

Pouco ou, na verdade, nada tem sido falado sobre a influência de Trump no resultado da eleição no Brasil.

Na realidade, nem esquerda, nem direita trazem à baila esse debate, mas certamente ambos os lados discutem essa questão na cúpula das campanhas.

Uma coisa é certa, isso não passará em branco. A direita não fala, mas está com Trump entalado na goela pelos elogios que teceu a Lula e sua proximidade com o presidente, que já tem um encontro marcado com ele nos EUA em março. Lula diz que terá uma conversa olho no olho com Trump.

Sem a idolatria do capitalismo americano, a direita nativa, que já não tem projeto de país, como nunca teve, não podeerá usar a administração Trump como referência de nada, já que ele desbundou Eduardo Bolsonaro, o que significa que a Casa Banca descartou qualquer menção de poio  Bolsonaro que pudesse significar para os bolsonaristas uma esperança de anistia ao genocida.

Trump, hoje considerado o político mais tóxico dos EUA, sobretudo pela perseguição nazista aos imigrantes, está levando os republicanos a uma condição que não se tem notícia na história do partido, tal as lambanças cotidianas que o grandalhão não para de produzir, a última, o racismo nu e cru em que pblicou um ataque inacreditável a Obama e sua esposa, Michelle. Sem falar no que vem sendo revelado sobre a abertura da caixa preta do caso Epstein em que Trump é praticamente um sócio dos crimes do personagem central, Jeffrey Epstein.

Lula, até então, tem mantido uma dianteira cada vez mais larga quando o assunto é Brasil e EUA, pois, como disse o New York Times, soube fazer um enfrentamento a Trump com cem por cento de êxito no caso das tarifas que, segundo o jornal amerciano, deveria servir de exmplo para outras nações mundo afora.

Pode-se afirmar que, mesmo a esquerda, no Brasil, execrando a figura de Trump e o bolsonarismo sendo execrado por Trump, nos EUA, que Lula está nadando de braçadas de vários corpos no clã Bolsonaro.

Parece contradição, mas, na verdade, é política feita com P maiúsculo pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que concede a ele o prêmio de craque do jogo.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

Brasil rejeita proposta dos EUA em terras raras e quer evitar ser fornecedor de matéria prima

Governo Lula aposta em um pacto bilateral, considera que são os americanos que precisam de minérios e exige investimentos em processamento

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não irá aceitar a proposta dos EUA no setor de terras raras para a criação de uma reserva de mercado aos americanos. A avaliação é de que o projeto submetido nesta semana limita a autonomia do país na administração e destino dos minérios e perpetua uma assimetria no setor considerado como estratégico.

Nesta semana, o governo Trump apresentou a cerca de 50 países a ideia do lançamento de uma aliança para conter o peso da China no setor de terras raras e criar um mercado preferencial entre fornecedores e o mercado americano.

O ICL Notícias revelou com exclusividade o rascunho da proposta apresentada por Washington e que foi enviada ao Brasil.

Em resumo, a Casa Branca queria um compromisso dos governos para que as reservas no Brasil e em outros locais sejam preservadas para o consumo dos EUA.

Um segundo aspecto é a garantia de que esses países, inclusive o Brasil, não privilegiem o comércio com a China.

A Argentina aceitou, assim como outros 13 países. Mas, para o governo brasileiro, tal proposta “não faz sentido”. O que Brasília quer saber é o que os EUA têm a oferecer e insiste que “não está desesperado”.

O governo considera que é o Brasil que tem os minerais cobiçados pelos EUA e que quer evitar uma relação assimétrica na qual o país se limitaria a ser um vendedor de matéria prima.

Para o Palácio do Planalto, a aposta é que o setor de minérios será tão estratégico que os investidores vão buscar um equilíbrio para também atender às demandas do país onde estão as reservas.

Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.

Segundo o pacto:

Os Participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:

Os Participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.

“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.

Opção bilateral
O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas desde que não seja nessas bases. O governo ainda não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.

Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.

Sem a possibilidade de aceitar o pacote apresentado nesta semana, o Itamaraty quer apostar num acordo bilateral.

Nesse aspecto, a ideia é a de criar uma situação na qual os americanos poderiam investir, processar e comprar os frutos do processamento. E não apenas levar os minérios e, depois, revender ao Brasil tecnologia.

O Brasil ainda quer manter seu direito de colocar barreiras para impedir a exportação de minérios.

No acordo comercial entre o Mercosul e a UE, por exemplo, o bloco sul-americano se reservou o direito de impor taxas para evitar o fluxo para fora do país, caso considere necessário e estratégico para a política industrial.

Acordo com Índia
Enquanto negocia com os EUA, o governo brasileiro costura um acordo no setor de terras raras com a Índia. O pacto pode ser assinado durante a visita do presidente Lula ao país asiático, na próxima semana.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mídia

Brasil recebe aviões russos para 1º encontro em mais de uma década

Reunião da Comissão Bilateral de Alto Nível Brasil – Rússia nesta semana será a 1ª desde 2015; Governo Lula quer aprofundar relação comercial e científica com Moscou

ela primeira vez em onze anos, Brasil e Rússia realizam uma reunião da alta cúpula de seus governos para aprofundar as relações em setores considerados como estratégicos. No próximo dia 5, o primeiro-ministro da Rússia e oito ministros de estado estarão na capital do país para encontros com o governo Lula.

A reunião ocorre num momento em que o Brasil tenta ampliar suas relações com outros parceiros pelo mundo, diante da ofensiva de Donald Trump tanto na América Latina como na redefinição da ordem mundial.

A dimensão da aproximação exigiu que o Kremlin enviasse ao Brasil várias aeronaves oficiais. A primeira desembarcou na quinta-feira, gerando especulações por parte da imprensa. O ICL Notícias apurou que o jato trazia limusines blindadas que serão usadas pela delegação russa durante os encontros com o Brasil. Outro avião deve chegar ainda neste domingo e o restante nos próximos dias.

Em todos os casos, os jatos têm feito um trajeto para evitar o território europeu, temendo algum tipo de sanções ou confiscos, casos tenham de realizar um pouso forçado.

A última reunião da Comissão de Alto Nível ocorreu em 2015. Em 2024, uma comissão de cooperação chegou a se encontrar em Moscou. Mas as delegações eram compostas apenas por vice-ministros. Agora, além do chefe de governo, a comitiva russa ainda conta com chefes de agências governamentais e empresários.

O presidente Vladimir Putin, alvo de um mandado internacional de prisão pelo Tribunal Penal Internacional, não tem saído da Rússia para países que fazem parte da corte. Mas, desde que assumiu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido ligações telefônicas com o Kremlin e chegou a visitar Moscou.

A última conversa ocorreu em meados de janeiro. Agora, o encontro em Brasília será copresidido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.

Na pauta, Brasil e Rússia vão buscar formas para ampliar o comércio, a cooperação científica e tecnológica.

Em 2025, o fluxo comercial entre os dois países foi de US$ 10,9 bilhões. Em 2024, a corrente de comércio chegou a ser de US$ 12 bilhões e a Rússia se transformou no oitavo maior parceiro do país. Mas com quase US$ 11 bilhões de vendas russas ao mercado brasileiro, principalmente fertilizantes e diesel.

Trump tem feito pressão sobre países que importam combustível da Rússia, alegando que estariam alimentando a capacidade de o Kremlin financiar sua própria guerra. A acusação também é direcionada contra a Europa que, ao longo dos últimos anos, continuou a importar gás russo.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

Trump irá propor acordo para ter acesso às terras raras no Brasil e parceiros

Proposta será examinada pelo governo Lula, mas Palácio quer evitar se comprometer com um pacto que seja visto como instrumento para isolar a China

O governo de Donald Trump irá apresentar, nesta quarta-feira, um pacto para cerca de 20 países, com o objetivo de tentar isolar a China no comércio e fornecimento global de terras raras e assegurar para a economia americana um abastecimento desses minérios estratégicos. O ICL Notícias obteve o rascunho do acordo e que será também submetido ao governo Lula.

A reportagem apurou que a delegação brasileira, que estará presente ao encontro em Washington, não assumirá qualquer compromisso de imediato e encaminhará a proposta da aliança para o Itamaraty, Palácio do Planalto e outros ministérios.

O Brasil quer evitar fazer parte de uma iniciativa que posicione o país num dos eixos da disputa do poder no mundo.

Além dos EUA, farão parte do encontro os governos europeus, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Índia e outros.

Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.

Segundo o pacto:

Os Participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:

Os Participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.

“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.

O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.

Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.

Leia o texto completo do rascunho do acordo, circulado entre diplomatas:

Para garantir o abastecimento na mineração e processamento de minerais críticos e terras raras

Considerando que os minerais críticos são essenciais para a produção de tecnologias avançadas;

Considerando que os Estados Unidos da América (os “Estados Unidos” ou “EUA”) e [País X](coletivamente, os “Participantes”) pretendem apoiar o fornecimento de minerais críticos brutos e processados cruciais para as indústrias comerciais e de defesa de ambos os países;

Considerando que os Participantes planejam alcançar esse objetivo por meio do uso de instrumentos de política econômica e investimentos coordenados para acelerar o desenvolvimento de mercados diversificados, líquidos e justos para minerais críticos;

Considerando que o objetivo dos Participantes é auxiliar ambos os países a alcançar resiliência e segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos, incluindo mineração, separação e processamento;

Considerando que os Participantes pretendem capitalizar suas respectivas operações domésticas existentes de mineração e processamento de minerais críticos, bem como a nova capacidade a ser desenvolvida.

Portanto, os Participantes chegaram ao seguinte entendimento sobre uma política comum estrutura para a mineração e o processamento de minerais críticos.

Seção I

Minerais Críticos

1. Garantia de Abastecimento:

Os Participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

2. Investimento em Mineração e Processamento:

Os Participantes comprometem-se a mobilizar o apoio dos setores público e privado, incluindo despesas de capital e operacionais por meio de garantias, empréstimos, investimentos em ações, finalização de contratos de fornecimento, seguros ou facilitação regulatória.

a. Seleção de Projetos: Os Participantes pretendem identificar conjuntamente projetos de interesse para preencher lacunas nas cadeias de suprimentos prioritárias. Financiamento: Dentro de seis meses a partir da data deste Acordo-Quadro, os Participantes pretendem tomar medidas para fornecer financiamento significativo a projetos localizados em cada país, com expectativa de gerar produtos finais para entrega a compradores nos Estados Unidos e [País X].

c. Apoio ao Investimento: Os Participantes pretendem trabalhar em conjunto para desenvolver mecanismos novos ou personalizados para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos e terras raras.

3. Licenciamento: Os Participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

4. Mecanismos de Preços: Os Participantes pretendem trabalhar para proteger seus respectivos mercados nacionais de minerais críticos e terras raras de políticas não mercantis e práticas comerciais desleais.

Isso inclui a adoção de sistemas baseados em padrões que permitam o livre comércio dentro de uma estrutura de preços, como preços mínimos ou medidas similares. Os Participantes também pretendem colaborar com parceiros internacionais para desenvolver uma estrutura global para abordar os desafios de precificação associados.

5. Venda de Ativos: Os Participantes comprometem-se a desenvolver ou fortalecer as autoridades e ferramentas diplomáticas para analisar e impedir a venda de ativos de minerais críticos e terras raras por motivos de segurança nacional.

6. Sucata e Reciclagem: Os Participantes comprometem-se a investir em tecnologia de reciclagem de minerais e a trabalhar em conjunto para garantir a gestão de sucata de minerais críticos e terras raras para apoiar a diversificação da cadeia de suprimentos.

7. Cooperação com Terceiros: Os Participantes pretendem colaborar com terceiros, conforme apropriado, para garantir a segurança da cadeia de suprimentos e utilizar os mecanismos de engajamento existentes.

8. Mapeamento Geológico: Os Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos.

Seção II

Disposições Gerais

1. Análise Pós-Projeto: Espera-se que as autoridades competentes dos Participantes realizem a análise e implementação pós-projeto. O conteúdo específico da análise pós-projeto deve ser desenvolvido entre os Participantes, de acordo com suas respectivas leis nacionais. Reuniões: Os Participantes pretendem se reunir, virtualmente ou presencialmente, mediante solicitação por escrito do outro Participante, dentro de 10 dias após o recebimento da solicitação.

3. Descontinuação: Qualquer Participante poderá descontinuar sua participação neste Quadro mediante notificação por escrito ao outro Participante. Na ausência de notificação em contrário, qualquer descontinuação entrará em vigor no trigésimo dia após a data de recebimento da notificação por escrito.

4. Caráter Não Vinculativo: Este Quadro estabelece uma política e um plano de ação programático que não constituem ou criam direitos ou obrigações sob a lei nacional ou internacional, não dão origem a qualquer processo legal e não constituem ou criam quaisquer obrigações juridicamente vinculativas ou executáveis, expressas ou implícitas.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

EUA mapeiam minérios raros no Brasil e costuram aliança contra China

Reunião convocada por Trump com cerca de 20 aliados tem objetivo de isolar a China e criar sistema internacional de preços. Brasil ainda não confirmou presença

O governo de Donald Trump nos EUA convocou alguns dos seus principais aliados e economistas de peso para uma reunião sobre terras raras em Washington com o objetivo de construir uma aliança contra a China. O Brasil ainda não confirmou sua participação, ainda que tenha sido convidado. Enquanto isso, a diplomacia americana se lança na identificação das reservas de minérios estratégicos em território nacional.

Nesta quarta-feira, cerca de 20 países estarão na Casa Branca em um encontro que será liderado pelo chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio. O objetivo é anunciar a criação de um mecanismo que estabeleça um preço mínimo de importação para o comércio de terras raras, assim como deixar as portas abertas para legitimar a imposição eventual de tarifas.

Com isso, a medida tende a proteger as refinarias e extrativistas de minerais de terras raras, coordenando os maiores importadores.

Diante da histórica queda de preços praticada pelos produtores chineses, o acesso às terras raras tem sido uma área de crescente preocupação desde que a China impôs, no ano passado, um regime de licenciamento de exportação que ameaçava cortar o acesso a esses minerais.

Com o sistema de um preço mínimo, a aliança costurada pelos EUA espera pressionar a China e impedir que ela determine o preço global dos minérios considerados como estratégicos.

Entre os convidados para a reunião estão os países do G7, além de Coreia do Sul, Austrália, índia e outros grandes mercados.

Fontes diplomáticas indicaram que houve uma intenção dos EUA de chamar o Brasil. Mas o chanceler Mauro Vieira teria outros compromissos nesta semana e não poderá estar. O governo Lula ainda consulta com os americanos de que forma a participação brasileira poderia ocorrer. Não se descarta que a Argentina, porém, possa fazer parte.

Membros do Departamento de Estado norte-americano relatam ainda que estão tendo dificuldades para ter acesso aos tomadores de decisão, principalmente no Ministério de Minas e Energia, para consolidar uma agenda sobre o tema de terras raras.

O governo Trump, porém, não irá aguardar o Palácio do Planalto para buscar parcerias. Segundo o ICL Notícias apurou, contatos estão sendo feitos entre diplomatas americanos e governos estaduais, como o de Minas Gerais e Goiás.

A busca por um mapeamento de onde existiriam reservas importantes e atores que poderiam estabelecer um diálogo também foi iniciada.

O trabalho de identificação não ocorre por acaso. Entre novembro e dezembro, o governo Trump estabeleceu que o setor de terras raras deveria ser tratado como estratégico para sua defesa nacional. Em documentos, a Casa Branca ainda instruiu a CIA a mapear na América Latina onde estariam as reservas de recursos naturais que poderiam ser vitais para os EUA nas próximas décadas.

No Palácio do Planalto, a expectativa do governo Lula é de que o tema de terras raras entre na agenda bilateral do encontro entre os dois líderes, em março em Washington. Mas será um assunto que será incluído pelo lado americano.

A estratégia do Brasil, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin já revelou a interlocutores, é a de deixar esse setor estratégico para o final de uma negociação entre Lula e Trump.

Brasília sabe que tem um trunfo nas mãos e entende o interesse dos EUA em buscar alternativas ao fornecimento de minérios críticos da China. Mas não quer trocar esse acesso por uma normalização da relação, principalmente por conta de uma crise que foi “inventada” pela Casa Branca para, agora, obter benefícios.

A retirada de tarifas contra produtos brasileiros ou sanções precisa ocorrer, na avaliação do governo, dentro de uma barganha que não envolva entregar “as joias da coroa”, no caso as reservas de terras raras.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Cultura

Caetano Veloso e Maria Bethânia vencem Grammy de álbum global

Disco ao vivo dos irmãos baianos supera artistas da África, Índia e EUA

Caetano Veloso e Maria Bethânia conquistaram, neste domingo (1º), o Grammy de Melhor Álbum de Música Global com o registro ao vivo “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo”, consagrando um encontro histórico de dois dos maiores nomes da música brasileira. Os artistas não compareceram à cerimônia, realizada nos Estados Unidos, e o prêmio foi recebido em nome dos brasileiros pela cantora e apresentadora Dee Dee Bridgewater.

O álbum brasileiro superou produções de diferentes tradições musicais e regiões do mundo. Disputavam a categoria “Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia; “No Sign of Weakness”, de Burna Boy; “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour; “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, do grupo Shakti; e “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar com Alam Khan e Sarathy Korwar, diz o 247.

A vitória tem peso histórico sobretudo para Maria Bethânia. Trata-se da primeira estatueta da artista no Grammy e de um marco para a música popular brasileira: ela se torna a primeira intérprete de MPB a vencer a premiação, frequentemente comparada ao Oscar da música. Mesmo antes do resultado, a simples indicação do álbum já colocava Bethânia em posição singular entre grandes cantoras de sua geração, como Elis Regina e Gal Costa, que nunca chegaram a ser indicadas ao prêmio.

O reconhecimento internacional ganha ainda mais simbolismo por ocorrer no ano em que Bethânia completa 80 anos, em 18 de junho de 2026, funcionando como uma consagração adicional a uma trajetória marcada por rigor artístico e longevidade.

Para Caetano Veloso, o Grammy reforça um prestígio já consolidado. O compositor e cantor havia vencido a mesma categoria em 2000, então chamada de Melhor Álbum de World Music, com “Livro” (1997), e voltou a ser premiado em 2001 como produtor de “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Outros nomes centrais da MPB contemporânea, como Gilberto Gil e Milton Nascimento, também já foram laureados nessa categoria, o que situa a conquista dos irmãos dentro de uma tradição brasileira reconhecida pela academia internacional.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Música

Quem é Jean-Luc Brunel, o elo entre o caso Epstein e o Brasil

A principal ponte do caso do bilionário, encontrado morto numa cela em 2019, com o Brasil, é o francês Jean-Luc Brunel, que foi agente de modelos e era considerado “braço direito” de Epstein

Embora o escândalo de tráfico sexual envolvendo o bilionário Jeffrey Epstein seja investigado nos Estados Unidos, as investigações do Departamento de Justiça e os desdobramentos sobre o caso mostram diversas conexões internacionais do esquema, incluindo o Brasil.

A principal ponte do caso do bilionário, encontrado morto numa cela em 2019, com o Brasil, é o francês Jean-Luc Brunel, que foi agente de modelos e era considerado “braço direito” de Epstein. Brunel – acusado de estupro, agressão sexual e assédio sexual – esteve no Brasil em abril de 2019 para recrutar novas modelos e levá-las aos Estados Unidos.

O ex-agente era fundador da agência de modelos MC2 que tinha sede em Miami e contava com a ajuda financeira de Epstein. Na época, a MEGA Model Brasília publicou uma foto com uma legenda de agradecimento pela visita do empresário. “Jean-Luc Brunel esteve aqui hoje para um casting para levar os nossos modelos para Nova York”, escreveu a publicação.

Procurada, a MEGA Model informou que Jean-Luc Brunel fez apenas uma visita breve e sem agendamento prévio à antiga sede da agência, localizada em um shopping em Brasília. Segundo a empresa, o encontro durou cerca de 15 minutos. A agência afirmou ainda que desconhecia o seu histórico e garantiu que nenhuma modelo foi recrutada ou abordada durante a visita.

Ainda em 2019, uma reportagem do The Guardian expôs uma série de denúncias que acusavam Brunel de trazer adolescentes, vindas de outros países com visto de modelos, para os Estados Unidos com o objetivo de exploração sexual. De acordo com o Correio Braziliense, outras três mulheres disseram ao jornal que foram sexualmente agredidas pelo ex-agenciador nos anos 1980 e 1990.

Brunel foi encontrado morto em uma cela em Paris, na França, em 2022. Ele estava detido desde dezembro de 2020, quando foi acusado de estupro contra jovens menores de idade.

Essa não é a única conexão do escândalo com o Brasil. No fim do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou público outros documentos que também mencionavam essa possível ligação. Entre os arquivos está um depoimento do FBI, a polícia federal americana, que reúne informações relacionadas ao caso Epstein.

Segundo a BBC News Brasil, o documento com anotações escritas à mão cita um “grande grupo brasileiro”, sem detalhar quem seriam os integrantes e a participação dessas pessoas no esquema. Grande parte das informações, no entanto, aparece tarjada, o que limita a compreensão completa do conteúdo e de eventuais conexões citadas nos arquivos.

Na sexta-feira, dia 30, o Departamento de Justiça dos EUA liberou para o acesso público um total de três milhões de páginas de arquivos, 180 mil imagens e 2 mil vídeos relativos ao caso Epstein.

Essa é a maior quantidade de informações liberadas pelo governo americano sobre o caso. Uma lei do Congresso dos EUA, sancionada pelo presidente Donald Trump, determinava a publicidade de todos os documentos até 19 de dezembro, mas a medida só foi cumprida agora.

A análise dos documentos ainda está em curso, e novas informações podem vir à tona à medida que o conteúdo for examinado.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10