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Brasil Mundo

Ministério da Saúde emite alerta sobre o Vírus Nipah no Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil emitiu um alerta informativo sobre o vírus Nipah em janeiro de 2026, em resposta a um surto recente na Índia (especificamente no estado de Bengala Ocidental).

O comunicado oficial, publicado no site do Ministério da Saúde (gov.br/saude), explica que o risco para o Brasil é baixo e que o vírus não ameaça a população brasileira no momento. Não há registros de casos no país, nem evidências de disseminação internacional significativa.

Contexto do surto

Dois casos confirmados na Índia (entre profissionais de saúde), com mais de 100 pessoas em quarentena por contato.

O vírus Nipah é zoonótico (transmite-se principalmente de animais para humanos), com reservatório principal em morcegos frugívoros (frutíferos), que não são nativos do Brasil.

Pode causar sintomas graves como febre, dor de cabeça, vômitos, infecções respiratórias agudas e encefalite (inflamação cerebral), com taxa de letalidade entre 40% e 75%.
Não existe vacina nem tratamento específico aprovado; o manejo é de suporte.

Por que o risco é baixo no Brasil?

Ausência do hospedeiro natural (morcegos Pteropus) nas Américas.
Sem evidência de transmissão sustentada fora do Sudeste Asiático.
O Ministério mantém vigilância contínua para patógenos de alta periculosidade, em parceria com Fiocruz, Instituto Evandro Chagas e OPAS/OMS.

A OMS também classifica o risco global como baixo, sem restrições de viagens ou comércio recomendadas.

O alerta é preventivo e de monitoramento, alinhado à posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que descarta possibilidade de pandemia atual. As autoridades continuam acompanhando a situação.
Se você quiser mais detalhes sobre sintomas, transmissão ou fontes oficiais, posso aprofundar!


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Brasil Mundo

Megavazamento de dados: Justiça inglesa recebe ação coletiva sobre dados expostos de brasileiros

Agência Pública – A Justiça da Inglaterra irá julgar um dos maiores casos de vazamento de dados da história recente do Brasil, que afetou cerca de 220 milhões de pessoas, há cinco anos. A ação coletiva busca responsabilizar a Serasa e outras duas empresas do grupo britânico Experian, que teriam expostos dados sensíveis de brasileiros.

O vazamento foi identificado em janeiro de 2021, descoberto pelo laboratório de cibersegurança da empresa de aplicativo de segurança Psafe, quando criminosos passaram a divulgar dados sensíveis dos brasileiros como CPF, RG, data de nascimento, escolaridade, CNPJs e receitas do FGTS.

Protocolada em 9 de janeiro deste ano, na Corte inglesa, a ação sustenta que esses dados sensíveis foram expostos em fóruns clandestinos, conhecidos como “deep web” e deixaram os brasileiros vulneráveis. O caso tramita exclusivamente na Inglaterra, porque duas das empresas controladoras do grupo Experian estão sediadas e operam a partir do território inglês, o que permite que sejam processadas no país.

“O Serasa faz parte do Experian Group, que é um grupo econômico internacional. Essas duas empresas matriciais, parent companies, como a gente se refere, têm uma sede na Inglaterra e [lá] conduzem seus negócios”, explica Andrew Shorts, sócio do escritório de advocacia internacional Mishcon de Reya responsável pela ação.

Shorts foi um dos idealizadores de um site que convocava as vítimas do megavazamento para que se juntassem à ação coletiva. Segundo ele, até o momento, cerca de 25 mil pessoas já manifestaram o seu interesse em integrar o caso, sendo a grande maioria composta por brasileiros.

O rito do processo é diferente do praticado no Brasil, uma vez que a petição inicial é protocolada com dados mais simples e os detalhes do caso são apresentados no decorrer do processo. Isso permite, portanto, que outras vítimas do vazamento possam se juntar à ação, mesmo que ela já tenha sido protocolada.

Embora o processo seja conduzido pela Justiça da Inglaterra, o caso também irá considerar a legislação brasileira, segundo o organizador da ação. “O direito de indenização dos autores decorre das leis brasileiras, ainda que o processo esteja sendo julgado na Inglaterra”, afirma.

“O tribunal inglês aplicará a lei brasileira porque [os direitos desrespeitados] em que se baseia a ação, existem no direito brasileiro, mas não no direito inglês. Os tribunais ingleses têm ampla experiência em julgar disputas internacionais, muitas das quais exigem a aplicação de leis estrangeiras. As normas processuais, no entanto, serão as inglesas”, explica Shorts.

O principal pedido da ação é a condenação das empresas, e o pagamento de indenização financeira aos titulares afetados. Os valores para as vítimas serão definidos pelo julgamento da corte inglesa, caso a responsabilidade do grupo Experian seja reconhecida.

Outro lado
À Agência Pública, a Serasa Experian disse que não houve invasões aos seus sistemas de dados à época e que chegou a apresentar um laudo pericial, feito por uma auditoria independente, às autoridades componentes.

O laudo foi solicitado pela reportagem, mas a Serasa não o encaminhou e declarou que não poderia informar qual organização assinou a auditoria.

A empresa de informação de crédito afirmou ainda em seu posicionamento (leia na íntegra) que não foi citada “na ação judicial referida”, porém a Pública acessou o sistema da Justiça inglesa e confirmou a presença da Serasa Experian no processo.

A nota diz que a empresa lamenta e repudia a “propagação de informações enganosas, com promessas falsas de indenizações ou compensações financeiras”. Em outro trecho, salienta que “reforça seu compromisso com a proteção de dados, a legalidade de suas práticas e a segurança das informações sob sua guarda.”

Segundo Shorts, a ação também serve de “ponto de atenção para as grandes corporações que têm esses dados, para que elas melhorem a sua segurança, porque vai doer no bolso delas e elas devem evitar esse tipo de vazamento.”


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Brasil Economia

Indústria de máquinas agrícolas do Brasil aumenta vendas em 7,4% para R$ 66,75 bilhões

Segundo a Abimaq, o faturamento com as vendas no mercado interno também aumentou

(Reuters) – A receita líquida total do setor de máquinas e implementos agrícolas no Brasil alcançou R$66,75 bilhões em 2025, alta de 7,4% sobre 2024, com produtores embalados por safras recordes de soja e milho, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados nesta quarta-feira (28).

O faturamento com as vendas no mercado interno, que responde pela maior parte da receita, somou R$ 57,6 bilhões em 2025, aumento de 6,7% sobre 2024.

“Depois de dois anos de queda, teve crescimento interessante… Viemos de um quadro climático e preços ruins, o que impactou negativamente os investimentos… (mas) o ano de 2025 foi de clima bastante favorável, com crescimento de safra, e viabilizou ganhos de investimentos”, afirmou a diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Cristina Zanella, a jornalistas.

Para 2026, ela prevê que o setor seguirá crescendo, mas em menor intensidade, com expectativa de avanço de mais de 3% na receita.

Em 2025, as exportações da indústria de máquinas agrícolas avançaram 12,2% no ano, totalizando US$1,63 bilhão.

As vendas totais de tratores e colheitadeiras pelo setor no país no ano passado somaram 61.064 unidades, crescimento de 14,1% ante 2024, mesmo com a desaceleração observada em dezembro, quando as vendas caíram 15,6% em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando 4.098 máquinas.

Tratores responderam pela maior parte do volume. As vendas no mercado interno atingiram 52.124 unidades em 2025, expansão de 16,5% ante 2024, apesar da queda de 18,1% na comparação de dezembro contra o mesmo mês do ano anterior.

No caso das colheitadeiras, as vendas internas cresceram 5,2% no ano, para 3.410 unidades, embora dezembro tenha registrado queda de 13,7% sobre o mesmo mês de 2024.


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Brasil Mundo

Mal-estar se instala na Copa de 2026 nos EUA e cresce debate sobre boicote

Em encontros reservados, europeus começam a debater possibilidade de uma resposta diante da ofensiva de Trump pela Groenlândia.

O mal-estar está instalado. O desmonte da democracia por parte de Donald Trump e seus ataques contra aliados e adversários desencadearam uma reação de questionamentos sobre a Copa de 2026, nos EUA, México e Canadá.

Na semana passada, os chefes de 20 federações de futebol da Europa se reuniram de forma discreta na Hungria. Na agenda estava a crescente preocupação diante do desejo de Donald Trump de anexar a Groenlândia.

A pergunta que tiveram de tratar era óbvia: como o futebol reagiria diante de uma crise política ou militar com a Europa?

O que era apenas tratado em salas reservadas eclodiu quando Oke Gottlich, vice-presidente da Federação Alemã de Futebol, afirmou que havia “chegado a hora” de falar de boicote.

Não se descarta, por exemplo, que jogadores ou federações avaliem possibilidades de promover algum tipo de protesto. Dos 104 jogos da Copa do Mundo, 78 serão realizados nos EUA.

“Se Trump cumprir os anúncios e ameaças relacionados à Groenlândia e iniciar uma guerra comercial com a UE, é difícil imaginar os países europeus participando da Copa do Mundo”, disse o parlamentar de direita, Roderich Kiesewetter.

De acordo com uma pesquisa do instituto Insa, 47% dos entrevistados na Alemanha disseram que seriam favoráveis a um boicote caso os EUA anexem a Groenlândia. 35% recusaram a ideia de um protesto, enquanto 18% afirmaram não ter posição.

Em 2022, a Alemanha já liderou uma ação contra o governo do Catar e acabou ameaçada pela Fifa. O motivo era uma braçadeira que os jogadores levariam durante as partidas, promovendo a diversidade e a inclusão.

Em vez disso, a FIFA antecipou sua própria campanha “Não à Discriminação”. Em protesto, os jogadores da Alemanha cobriram a boca durante a foto oficial da equipe antes da estreia na Copa do Mundo contra o Japão “para transmitir a mensagem de que a Fifa está silenciando”.

A constatação dos dirigentes, porém, é que tomar tal decisão exigirá uma coragem política que talvez hoje não exista. Ao mesmo tempo, europeus e africanos admitem que lhes custaria muito saber que estarão fazendo parte da transformação de uma Copa do Mundo em um palco ao líder com traços autoritários.

Entre diplomatas e cartolas, a acusação é de que a Copa, uma vez mais, revela uma profunda hipocrisia. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o resultado foi sua expulsão de dezenas de eventos.

Em fevereiro de 2022, a Fifa e a Uefa emitiram o seguinte comunicado:

“A Fifa e a Uefa decidiram em conjunto que todas as equipes russas, sejam seleções nacionais ou clubes, ficarão suspensas da participação em competições da Fifa e da Uefa até novo aviso.”

Nos últimos meses, os EUA atacaram a Venezuela, Irã e Nigéria, além de ameaçar dezena de países e exigir a entrega de um território europeu. Se não bastasse, aplicou sanções contra europeus e latino-americanos. Trump ainda fez repetidas ofensas contra países mais pobres e até questionou a inteligência da população da Somália.

Não por acaso, o ex-treinador do Senegal, Gana, Camarões e de diversas seleções africanas, o francês Claude Le Roy, afirmou que não via motivo para evitar o debate sobre um boicote, diante da forma pela qual Trump se refere aos africanos.

Outro movimento vem sendo identificado entre torcedores, com abaixo-assinados contra a Copa surgindo em alguns países europeus. Ainda assim, cartolas ouvidos pelo ICL Notícias admitem que esses movimentos precisam ter um respaldo das instituições.

Numa tentativa de mostrar que o mal-estar não existe, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se apressou em anunciar em Davos, na semana passada, que mais de 500 milhões de ingressos já tinham sido solicitados.

Antecedentes
Para dirigentes europeus, são os líderes que precisam assumir suas responsabilidades. O histórico, porém, é citado como algo a não ser esquecido.

Em 1936, enquanto Hitler erguia sua máquina de morte e implementava a base do que seria o Holocausto, dirigentes esportivos e políticos em todo o mundo optaram por fechar os olhos aos abusos e fazer parte da Olimpíada em Berlim.

Um ano antes, meio milhão de americanos assinaram petições exigindo uma sede alternativa para os Jogo. Vários jornais, incluindo o New York Times, registraram objeções à participação dos EUA.

Líderes religiosos, reitores de universidades e sindicalistas criaram nos EUA o Comitê para o Jogo Limpo nos Esportes com o objetivo explícito de impedir que o país enviasse seus atletas de elite a Berlim. “Todos os americanos de bom senso e amantes do bom esporte devem se opor à nossa participação”, dizia um de seus panfletos, “porque o governo nazista está planejando deliberadamente usar os Jogos Olímpicos para promover seu prestígio político e glorificar suas políticas”.

Hitler sabia que os Jogos Olímpicos lhe proporcionariam uma oportunidade única para promover o “Reich de Mil Anos” que idealizava.

Os documentos das diferentes diplomacias não deixavam dúvidas de que todos sabiam o que estava em jogo. Sir Eric Phipps, embaixador britânico em Berlim, escreveu um telegrama para o Ministério das Relações Exteriores em 7 de novembro de 1935 o seguinte recado:

“O Chanceler (Hitler) está demonstrando um enorme interesse pelos Jogos Olímpicos. Na verdade, ele está começando a considerar as questões políticas sob a perspectiva de seu efeito sobre os Jogos. O governo alemão está simplesmente apavorado com a possibilidade de a pressão judaica induzir o governo dos Estados Unidos a retirar sua equipe e, assim, arruinar o festival, cujo valor material e propagandístico, em sua opinião, dificilmente pode ser exagerado.”

Aqueles que insistiram em ir ao evento sabiam da repressão contra os judeus e mesmo a diplomacia dos EUA sugeriu implementar o boicote.

“Caso os Jogos não sejam realizados em Berlim”, escreveu George Messersmith, cônsul-geral dos Estados Unidos em Berlim, a seus superiores no Departamento de Estado, “seria um dos golpes mais sérios que o prestígio nacional-socialista poderia sofrer em uma Alemanha em despertar e uma das maneiras mais eficazes que o mundo exterior tem de mostrar à juventude alemã sua opinião sobre a doutrina nacional-socialista.”

Para ele, era “inconcebível que o comitê olímpico americano mantivesse sua posição de que o esporte na Alemanha é apolítico, que não há discriminação”. “Outras nações estão olhando para os Estados Unidos antes de agirem, esperando por liderança; os alemães estão adiando o aumento da opressão econômica contra os judeus até que os jogos terminem. Os Estados Unidos deveriam impedir que seus atletas fossem usados por outro governo como instrumento político”, completou.

Mas o movimento nos EUA pelo boicote acabou fracassando, enterrando a pressão em outros países do mundo. Um voto na Associação de Atletas Amadores terminou com uma margem mínima de vantagem a quem defendia ir aos Jogos. De forma hipócrita, dirigentes dos EUA e de diversos países consideravam que deixar de ir ao principal evento do COI significaria o fim de suas carreiras no movimento olímpico.

O evento de Hitler acabaria tendo o maior número de delegações jamais visto até então. E o resto da história todos nós conhecemos.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil

Lula critica Trump, denuncia plano para Gaza e sinaliza contra o ‘Conselho da Paz’

Em discurso no 14º Encontro Nacional do MST, presidente brasileiro rechaça política externa dos EUA, repudia sequestro de Nicolás Maduro e defende soberania dos países latino-americanos

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (23/01) da cerimônia de encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocasião em que fez um discurso com ênfase nos conflitos internacionais vigentes na atualidade e no papel do Brasil diante desse cenário.

Em um dos trechos mais importantes do pronunciamento, Lula criticou a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “criar uma nova ONU”, em referência ao “Conselho da Paz”, promovido pelo líder norte-americano.

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, está prevalecendo a lei do mais forte, a Carta da ONU está sendo rasgada, e em vez de a gente corrigir a ONU, que é algo que a gente reivindica desde o meu primeiro mandato, em 2003, com a reforma da ONU, com a entrada de novos países como o Brasil, o México, os países africanos, o que está acontecendo é que o presidente Trump está fazendo uma proposta para criar uma nova ONU, e que ele sozinho seja o dono da ONU”, comentou o presidente.

Lula também disse que tem conversado nos últimos dias com diferentes presidentes e primeiros-ministros, mencionando Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China), Narendra Modi (Índia), Viktor Orbán (Hungria), Claudia Sheinbaum (México), para “tentar ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão e evitar que predomine a força da arma da intolerância de qualquer país do mundo”.

Em seguida, o mandatário enfatizou que “o Brasil não tem preferência de relação. O Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, com Cuba, com a China, com a Índia, com a Rússia… o que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia para alguém querer mandar da gente”.

Na mesma linha, Lula afirmou ser “um homem da paz”, e que “não quero guerra armada com os Estados Unidos, nem com a China, nem com a Rússia, não quero nem com Uruguai ou com a Bolívia. Eu quero fazer a guerra com o poder do convencimento, com o argumento, mostrando que a democracia é imbatível”.

Questão palestina
No discurso, Lula também falou sobre o cenário atual na Faixa de Gaza. “Vocês viram a fotografia do que eles (Estados Unidos) vão tentar fazer em Gaza? Um resort. Ou seja, mataram mais de 70 mil pessoas para dizer que agora vamos recuperar Gaza e fazer hotel de luxo. E o povo que morreu? E as pessoas pobres que estão lá? Vão morar onde?”, questionou.

“Em vez disso, poderiam chamar o Brasil: ‘ô Lula, vem aqui, ensine a gente como é que reconstrói Gaza para pobre. Poderiam fazer o Minha Casa Minha Vida e colocar o povo pobre para morar decentemente, como a gente coloca aqui no Brasil”, acrescentou o presidente brasileiro.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

Diálogo entre Lula e Putin defende uso do BRICS em prol da Venezuela

Ambos os líderes, que acreditam no papel do bloco para auxiliar a América Latina, se comprometeram a manter esforços em prol da soberania da Venezuela

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, coincidiram em sua análise da situação na Venezuela, de acordo com um breve comunicado do Kremlin sobre a conversa telefônica que mantiveram nesta quarta-feira (14), por iniciativa do governante brasileiro.

Ambos os líderes, segundo a nota oficial russa, “respaldaram a necessidade de garantir a soberania do Estado e os interesses nacionais da República Bolivariana da Venezuela”.

Esta é a primeira vez que Putin — que reapareceu em público na última segunda-feira (12), após duas semanas de festividades de fim de ano — se refere de maneira indireta, por meio de seu serviço de imprensa, ao que acontece no país sul-americano, depois que o presidente Nicolás Maduro foi retirado de forma ilegal e levado aos Estados Unidos.

“Os líderes trocaram opiniões sobre a atualidade internacional, com especial atenção à situação na Venezuela”, assinalou o Kremlin no comunicado.

O texto acrescenta que ambos os mandatários “acordaram continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da Organização das Nações Unidas e por meio do Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões do mundo”.

Lavrov comenta liderança de Delcy Rodríguez
Horas antes do comunicado, o chanceler Serguei Lavrov destacou as medidas que a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, está adotando para defender a soberania nacional.

“Observamos com grande interesse, preocupação e simpatia como as autoridades venezuelanas defendem seus direitos e sua independência, ao mesmo tempo em que demonstram flexibilidade e expressam sua disposição para dialogar com os Estados Unidos, caso essa comunicação tenha forma e conteúdo baseados nos princípios de igualdade e respeito mútuos, bem como na rejeição aos métodos unilaterais de imposição na política e, especialmente, à influência por meio do uso da força”, afirmou Lavrov.

Para o chefe da diplomacia russa, os Estados Unidos cometeram “uma operação ilegal” ao sequestrar o presidente Maduro, “avaliação compartilhada pela esmagadora maioria dos países do Sul Global e do Oriente”.

“Somente os europeus ocidentais e outros aliados de Washington procuram, constrangidos, não criticar o presidente estadunidense, Donald Trump, embora no fundo todos compreendam que se trata de uma gravíssima violação do direito internacional”, sustentou.

Segundo Lavrov, “o que vemos no cenário internacional evidencia não uma tentativa isolada, mas toda uma política de nossos colegas estadunidenses para destruir o sistema que, ao longo dos anos, foi sendo construído com a própria participação deles”.

“Refiro-me não apenas às estruturas das Nações Unidas, mas também aos princípios do modelo de globalização que os próprios Estados Unidos tentaram implantar, recorrendo a slogans como liberdade de mercado, concorrência justa, inviolabilidade da propriedade e muitos outros que ‘se evaporaram’, como costuma se dizer”, ressaltou o diplomata.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia concluiu: “Não posso prever o que vai acontecer na Venezuela, mas, na etapa atual, vemos que as autoridades bolivarianas defendem suas prioridades nacionais e demonstram clara intenção de participar das relações internacionais em pé de igualdade, precisamente como um Estado soberano e independente”.

“Inquebrantável solidariedade” à Venezuela
Na última terça-feira (13), a chancelaria russa também emitiu um comunicado a favor de Delcy Rodríguez como presidenta encarregada da Venezuela. A nomeação, segundo a declaração:

“Mostra a determinação do governo bolivariano de garantir a unidade e preservar a estrutura vertical do poder estabelecida de acordo com a legislação nacional, conter o risco de uma crise constitucional e criar as condições necessárias para o desenvolvimento pacífico e estável da Venezuela frente às flagrantes ameaças neocoloniais e à agressão armada vinda do exterior.”

Rússia “saúda os esforços das autoridades oficiais desse país para proteger a soberania e os interesses nacionais”, ao mesmo tempo em que “reafirma sua inquebrantável solidariedade com o povo e o governo da Venezuela”. Da mesma forma, “defende com firmeza o direito da Venezuela de decidir seu próprio destino sem nenhum tipo de nefasta ingerência externa”.

A nação russa, nesse sentido, exige “a desescalada da situação atual” e pede que se “resolva qualquer problema por meio do diálogo construtivo e do respeito às normas do Direito Internacional”, sobretudo à Carta da Organização das Nações Unidas.

Também deseja êxito à presidenta encarregada na solução das tarefas que a República Bolivariana enfrenta e ratifica a disposição de “seguir prestando o apoio que a amistosa Venezuela requeira”.

Por fim, o texto do Ministério das Relações Exteriores da Rússia conclui ressaltando que a América Latina e o Caribe “devem continuar sendo uma zona de paz” e sustenta que todos os países da região “merecem ter como garantia a possibilidade de escolher a via de desenvolvimento soberano”.

Putin e o papel da Rússia na questão venezuelana
Até a última quarta-feira (14), Putin não havia dedicado ações públicas sobre a situação na Venezuela. No entanto, delegou à chancelaria russa a tarefa de transmitir, por meio de quatro comunicados desde 3 de janeiro, a posição da Rússia de condenação à agressão armada e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A postura do titular do Kremlin, segundo analistas, possivelmente se daria por comportamentos hostis de Trump em relação à nação russa. O primeiro foi afirmar que não acredita que tenha ocorrido qualquer ataque com “91 drones” contra a residência de Putin — o mandatário estadunidense deu a declaração dias após demonstrar indignação pelo relato feito por telefone pelo próprio presidente russo, que responsabilizou os ucranianos.

O episódio mais recente foi o cartaz publicado nas redes sociais na segunda-feira (12), pelo Departamento de Estado, com uma fotografia do republicano e uma eloquente inscrição em russo: “Não brinquem com Trump.”

Nas redes sociais russas, defensores da política do Kremlin sugerem que o sequestro de Maduro seria resultado de um pacto entre Putin e Trump, que teriam trocado a Venezuela pela Ucrânia. No entanto, no outro extremo, no mesmo dia em que o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, participaram pela primeira vez da Conferência de Aliados da Ucrânia, em Paris, não são poucos os que se perguntam o que a Rússia ganharia com um acordo que beneficia apenas os Estados Unidos.

Apontam, entre outras consequências negativas, que a queda de Maduro deixa no limbo os 17 bilhões de dólares que Moscou investiu em projetos petrolíferos na Venezuela e em fornecimento de armamentos não pagos; pode provocar uma queda do preço internacional dos hidrocarbonetos quando Washington passar a controlar a indústria petrolífera venezuelana, afetando a principal fonte de financiamento da operação russa na Ucrânia; e põe em xeque a credibilidade dos acordos estratégicos firmados com o Kremlin, que pressupõem assistência militar recíproca em caso de agressão e que, até o momento, não foram aplicados na Armênia, na Síria, no Irã e, agora, na Venezuela.

*Diálogos do Sul


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Brasil Mundo

Lobby protecionista vence e Parlamento Europeu bloqueia ratificação de acordo com Mercosul

Por apenas dez votos de diferença, deputados aprovaram acionar a Corte de Justiça da Europa para examinar pacto em processo que pode demorar 18 meses.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é bloqueado, após uma forte pressão de movimentos agrícolas e protecionistas do Velho Continente. Nesta quarta-feira (21), em Estrasburgo, o Parlamento Europeu aprovou uma decisão para exigir que, antes de um voto de ratificação, o acordo seja levado para a Corte de Justiça da Europa. Na prática, isso significará que o processo de aprovação do tratado pode ser adiado para meados de 2027.

Um alto funcionário do governo brasileiro não escondeu a frustração. “Isso enterra o acordo”, alertou o negociador ao ICL Notícias. O resultado é também considerado como uma dura derrota para a Comissão Europeia, liderada por Ursula Van der Leyen. Nas redes sociais, a liderança do bloco apenas “lamentou” a decisão, enquanto eurodeputados favoráveis ao acordo alertaram que a medida para protelar o pacto era “irresponsável”.

A poderosa Associação de Veículos da Alemanha, interessada em exportar mais para os mercados do Brasil e Argentina, também criticou a decisão.

“Existe um risco real de que os Estados do Mercosul percam a paciência com a UE neste caso, comprometendo o acordo como um todo”, afirmou a entidade.

Os fabricantes alemães querem, agora, que Bruxelas opte por seguir com a implementação provisória do acordo, enquanto espera pela decisão final da Corte de Justiça. Essa opção jurídica existe. Mas tal manobra teria um elevado custo político para a Comissão Europeia que já vive uma situação de profunda fragilidade.

Reunidos em frente ao Parlamento Europeu, os agricultores explodiram em festa ao saberem do resultado. “Podemos nos orgulhar. Estamos exaustos, trabalhamos neste assunto durante meses e meses, anos”, disse Quentin Le Guillous, Secretário Geral dos Jovens Agricultores.

O chefe da diplomacia da França, Jean-Noël Barrot, também comemorou. “A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso”, acrescentou. “A luta continua para proteger nossa agricultura e garantir nossa soberania alimentar”, insistiu.

Caberá aos tribunais europeus examinar se, primeiro, o pacto não viola os tratados da UE. Nas horas que antecederam ao voto, mais de mil tratores cercaram o Parlamento.

O pacto comercial, depois de 25 anos de negociações, foi assinado no último final de semana em Assunção, no Paraguai. O fim do processo foi comemorado por governos sul-americanos e pela Comissão Europeia como uma resposta ao desmonte do multilateralismo promovido por Donald Trump.

Mas sua assinatura não representou sua entrada em vigor. A França não havia dado sua chancela ao processo e, nos bastidores, apoiou parlamentares europeus a frear a ratificação.

Assim, uma proposta feita por cinco grupos políticos representando 21 nacionalidades diferentes, mais de 150 eurodeputados declararam que “a Comissão Europeia ultrapassou o seu mandato ao dividir o acordo entre as suas vertentes comercial e política, a fim de contornar a aprovação dos parlamentos nacionais durante o processo de ratificação”.

A ala protecionista precisava de uma maioria simples de votos, o que foi obtido por apenas dez votos de diferença. A ala protecionista obteve 334 votos, contra 324 apoios pelo acordo. Onze deputados ainda optaram por se abster.

Até que a Corte examine o tratado, isso congelará qualquer ratificação por pelo menos dezoito meses.

O voto nesta quarta-feira ainda gerou um fato raro: todos os 81 eurodeputados franceses, da extrema esquerda à extrema direita, apoiaram a ideia do encaminhamento da questão ao Tribunal de Justiça da União Europeia.

Para pressionar os deputados, o setor agrícola europeu passou a hostilizar a produção brasileira na opinião pública. Com medo de perder apoio eleitoral, muitos parlamentares optaram por não sair em defesa do tratado com o Mercosul.

Antes do voto, o líder do PPE (movimento de centro-direita), o eurodeputado alemão Manfred Weber, descreveu o pacto de livre comércio com o Mercosul como um “acordo anti-Trump”. Os defensores do acordo esperavam que as ameaças do presidente americano convencessem aqueles que hesitam sobre a necessidade urgente de encontrar novos parceiros comerciais.

Na extrema direita, porém, houve um racha. O partido polonês PiS apoiou bloquear a aprovação do acordo, enquanto os italianos do Fratelli d’Italia optaram por um apoio ao Mercosul.

Embora o Tribunal certamente leve muitos meses para chegar a uma decisão, a Comissão Europeia poderia anular a sentença entretanto. Os tratados europeus permitem a aplicação provisória do acordo caso a ratificação seja adiada. Mas, neste caso, uma batalha política sem precedentes seria aberta na Europa.

*Jamil Chade/ICL


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Em artigo no New York Times, Lula condena ataque dos EUA à Venezuela

Presidente brasileiro rebateu a lógica da força, defendeu autodeterminação do povo venezuelano e argumentou que os desafios só se resolvem com união, e não com imposição

Os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro são mais um capítulo lamentável na erosão contínua do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado no New York Times (NYT) neste domingo (18/01).

Segundo o líder brasileiro, chefes de Estado ou de governo – de qualquer país – podem ser responsabilizados por ações que prejudiquem a democracia e os direitos fundamentais. “Nenhum líder tem o monopólio do sofrimento de seu povo. Mas não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”, afirmou. Ele acrescentou que as ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, perturbam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais.

Lula declarou ser particularmente preocupante que tais práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe, uma vez que trazem violência e instabilidade para uma parte do mundo que luta pela paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos.

“Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, embora forças americanas já tenham intervindo na região anteriormente”, pontuou ao NYT.

A América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas. “Temos interesses e sonhos próprios a defender”, afirmou o presidente. Para Lula, em um mundo multipolar, nenhum país deve ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade. “Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos alheios. Construir uma região próspera, pacífica e pluralista é a única doutrina que nos convém”, declarou.

Lula afirmou que os países devem lutar por uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. “Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e expandir o comércio dentro da região e com nações fora dela”, acrescentou. A cooperação é fundamental para mobilizar os recursos que a América Latina precisa para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas.

“A história mostrou que o uso da força nunca nos aproximará desses objetivos. A divisão do mundo em zonas de influência e incursões neocoloniais por recursos estratégicos são ultrapassadas e prejudiciais”, disse ao NYT.

Ele enfatizou que é crucial que os líderes das grandes potências entendam que um mundo de hostilidade permanente não é viável. Por mais fortes que essas potências sejam, elas não podem contar apenas com o medo e a coerção.

“O futuro da Venezuela, e de qualquer outro país, deve permanecer nas mãos de seu povo”, afirmou. Lula lembrou que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável. “Esta é uma condição essencial para que os milhões de cidadãos venezuelanos, muitos dos quais estão temporariamente abrigados no Brasil, possam retornar com segurança ao seu país”, acrescentou.

Lula reiterou que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelano para proteger os mais de 2.000 quilômetros de fronteira que compartilham e para aprofundar a cooperação.

“É nesse espírito que meu governo se engajou em um diálogo construtivo com os Estados Unidos. Somos as duas democracias mais populosas do continente americano. Nós, no Brasil, estamos convencidos de que unir nossos esforços em torno de planos concretos para investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir. Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, concluiu ao New York Times – um hemisfério que, como ele mesmo afirma, ‘pertence a todos nós’, e não a uma única potência.

*Opera Mundi


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‘Conselho de Paz’ de Trump é criticado no governo Lula: ‘Péssimo’

Presidente brasileiro ainda não tomou decisão se aceitará fazer parte da iniciativa. Milei já sinalizou que irá aderir

A primeira avaliação no governo brasileiro é de que o projeto de Donald Trump de “Conselho da Paz” é “péssimo”, abalaria para sempre o multilateralismo e deixaria a ONU numa situação inviável.

O ICL Notícias revelou no sábado com exclusividade o fato de que Trump convidou o Brasil para fazer parte da iniciativa. Neste domingo, a reportagem ainda traz o texto completo do projeto.

Lula ainda não deu uma resposta ao americanos e o Palácio do Planalto aponta que a ideia ainda está sendo examinada. Mas experientes diplomatas e negociadores brasileiros já alertam que o Brasil deveria se recusar a fazer parte.

Alguns pontos preocupam o governo Lula:

  • Veto de Trump
  • Trump teria a palavra final em todas as decisões do órgão, ainda que o voto fosse permitido a todos os países. Seria uma espécie de veto, usado por um único governo

Desequilíbrio

Não há qualquer compromisso de um equilíbrio entre regiões ou participação de países em desenvolvimento. A entidade teria apenas uma língua oficial: o inglês.

Recursos

Não está claro para onde iriam os recursos de cada um dos governos

Pagar para estar à mesa

Vaga permanente dependerá de pagamento de US$ 1 bilhão, e não de legitimidade política do país.

Justificar invasões

Conselho não estaria baseado no direito internacional, conceitos como soberania ou integridade territorial. Na prática, o governo Lula avalia que isso poderia ser um caminho para que a entidade sirva para legitimar ações militares.

*Jamil Chade/ICL


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Trump convida Lula para o Conselho da Paz na Faixa de Gaza

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os convidados pelo presidente dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou Lula neste sábado (17) para compor o “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o convite.

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os líderes mundiais convidados pelo político estadunidense, conforme reportagem publicada no Metrópoles.

Trump já havia anunciado alguns nomes para o Conselho de Paz: o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial de Trump Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner.

Segundo a Casa Branca, cada integrante do Conselho Executivo deverá supervisionar áreas consideradas estratégicas para o futuro de Gaza, como governança, relações regionais, atração de investimentos, reconstrução e mobilização de capital.


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