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EUA querem Groenlândia para barrar China no Ártico, dizem analistas

Controle da navegação comercial do oceano é do interesse de Washington

Controlar todas as rotas marítimas para dificultar o comércio da China está por trás da intenção dos Estados Unidos (EUA) de invadir e anexar a Groenlândia, segundo avaliam especialistas em relações internacionais e geopolítica consultados pela Agência Brasil.

O Oceano Ártico liga Ásia, Europa e América do Norte e, com as mudanças climáticas, espera-se que o derretimento das calotas polares reduza o preço de frete nessa região nas próximas décadas.

Em documento publicado em 2018, a China se classificou como um país “quase-ártico” e tem atuado em cooperação com a Rússia para aumentar sua presença no menor dos oceanos do planeta.

O major-general português Agostinho Costa, especialista em assuntos de segurança e geopolítica, explicou que os EUA já controlam praticamente todas as rotas comerciais e oceanos, mas que têm uma presença reduzida no Ártico.

“[A anexação da Groenlândia] é uma política de controle de rotas marítimas com o objetivo de bloquear a China. Os EUA controlam o Pacífico e o Atlântico, agora falta controlar o Ártico. Eles vivem mal com a ideia de, em um oceano tão importante como é o Ártico, ter uma presença residual”, explica o militar, ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.

Brasília (DF), 26/06/2025 – major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.
Foto: Pekka Kallioniemi/X
Major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal – Foto: Pekka Kallioniemi/X
Observações de satélite da Nasa (agência espacial dos EUA) apontam que o gelo marinho está caindo 13% por década e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), avalia que o Ártico pode ficar sem gelo entre 2050 e 2070.

“Com o aquecimento global, a rota do Ártico diminui o tempo de navegação entre a China e a Europa”, lembra o general português Agostinho Costa, acrescentando que 80% do comércio global se faz pelos mares.

O cientista político Ali Ramos, autor de estudos sobre a Ásia, destacou que o derretimento das calotas polares na Rota do Norte deve baratear o frete marítimo entre os continentes em mais de um terço.

“A Rússia tem mais que o dobro de bases da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] no Ártico e a China recentemente emitiu um documento se considerando um país do entorno do Ártico, provavelmente em colaboração com os russos. O Trump precisa do Canadá e da Groenlândia para dissuasão, bases, mísseis e etc”, comentou.

Brasília (DF), 17/06/2025 – O cientista político com estudos sobre Ásia e o mundo islâmico, Ali Ramos. Foto: Ali Ramos/Arquivo Pessoal
Cientista político com estudos sobre Ásia e o mundo islâmico Ali Ramos – Foto: Ali Ramos/Arquivo Pessoal
Em documento publicado ainda durante o governo do americano Joe Biden, em 2024, o Departamento de Defesa dos EUA expressou a importância do Oceano Ártico para frear os concorrentes de Washington no cenário global.

“Grandes mudanças geopolíticas estão impulsionando a necessidade desta nova abordagem estratégica para o Ártico, incluindo a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, a adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança da Otan, a crescente colaboração entre a República Popular da China (RPC) e a Rússia e os impactos acelerados das mudanças climáticas”, diz o documento.

A Rússia tem 54% do litoral do Ártico e essa posição privilegiada dá à Moscou condições favoráveis para definir as rotas marítimas.

“Se a Rota Marítima do Norte se tornar um elo vital no transporte marítimo global, o controle quase total da Rússia sobre a rota lhe daria uma alavanca econômica e diplomática para expandir sua influência regional”, avalia Lee Mottola, especialista em Conflito, Segurança e Desenvolvimento em artigo publicado no Instituto do Ártico.

O analista afirma ainda que a China deseja usar o Ártico para driblar o controle que os EUA impõem em pontos de estrangulamento geopolítico da navegação global, como os estreitos de Malaca e o de Gibraltar.

“A continuidade da cooperação sino-russa em fatores econômicos e estratégicos é uma razão importante para que a Otan redobre seus esforços e atenção no Norte”, acrescenta Mottola.

Ameaça
Com apenas 56 mil habitantes, a Groenlândia é um território semiautônomo do Reino da Dinamarca. Desde que assumiu seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem

ameaçado invadir e anexar a região, medida que é criticada pelos próprios aliados europeus.

“Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, alertou o chefe da Casa Branca um dia após bombardear e invadir a Venezuela.

O major-general português Agostinho Costa destaca que o governo Trump tem adotado medidas semelhantes à de séculos passados.

“A primeira coisa que Trump fez quando assumiu o poder foi falar que queria o Canal do Panamá, que queria o Canadá como 51º estado dos EUA e que quer a Groenlândia. É uma estratégia que nos faz voltar ao século 15 ou 16, da pirataria, do controle dos mares”, concluiu.

Controlar todas as rotas marítimas para dificultar o comércio da China está por trás da intenção dos Estados Unidos (EUA) de invadir e anexar a Groenlândia, segundo avaliam especialistas em relações internacionais e geopolítica consultados pela Agência Brasil

O Oceano Ártico liga Ásia, Europa e América do Norte e, com as mudanças climáticas, espera-se que o derretimento das calotas polares reduza o preço de frete nessa região nas próximas décadas.

Em documento publicado em 2018, a China se classificou como um país “quase-ártico” e tem atuado em cooperação com a Rússia para aumentar sua presença no menor dos oceanos do planeta.

O major-general português Agostinho Costa, especialista em assuntos de segurança e geopolítica, explicou que os EUA já controlam praticamente todas as rotas comerciais e oceanos, mas que têm uma presença reduzida no Ártico.

“[A anexação da Groenlândia] é uma política de controle de rotas marítimas com o objetivo de bloquear a China. Os EUA controlam o Pacífico e o Atlântico, agora falta controlar o Ártico. Eles vivem mal com a ideia de, em um oceano tão importante como é o Ártico, ter uma presença residual”, explica o militar, ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.

Brasília (DF), 26/06/2025 - major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.
Foto: Pekka Kallioniemi/X
Major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal – Foto: Pekka Kallioniemi/X

Observações de satélite da Nasa (agência espacial dos EUA) apontam que o gelo marinho está caindo 13% por década e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), avalia que o Ártico pode ficar sem gelo entre 2050 e 2070.

“Com o aquecimento global, a rota do Ártico diminui o tempo de navegação entre a China e a Europa”, lembra o general português Agostinho Costa, acrescentando que 80% do comércio global se faz pelos mares.

O cientista político Ali Ramos, autor de estudos sobre a Ásia, destacou que o derretimento das calotas polares na Rota do Norte deve baratear o frete marítimo entre os continentes em mais de um terço.

“A Rússia tem mais que o dobro de bases da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] no Ártico e a China recentemente emitiu um documento se considerando um país do entorno do Ártico, provavelmente em colaboração com os russos. O Trump precisa do Canadá e da Groenlândia para dissuasão, bases, mísseis e etc”, comentou.

Brasília (DF), 17/06/2025 - O cientista político com estudos sobre Ásia e o mundo islâmico, Ali Ramos. Foto: Ali Ramos/Arquivo Pessoal
Cientista político com estudos sobre Ásia e o mundo islâmico Ali Ramos – Foto: Ali Ramos/Arquivo Pessoal

Em documento publicado ainda durante o governo do americano Joe Biden, em 2024, o Departamento de Defesa dos EUA expressou a importância do Oceano Ártico para frear os concorrentes de Washington no cenário global.

“Grandes mudanças geopolíticas estão impulsionando a necessidade desta nova abordagem estratégica para o Ártico, incluindo a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, a adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança da Otan, a crescente colaboração entre a República Popular da China (RPC) e a Rússia e os impactos acelerados das mudanças climáticas”, diz o documento.

A Rússia tem 54% do litoral do Ártico e essa posição privilegiada dá à Moscou condições favoráveis para definir as rotas marítimas.

“Se a Rota Marítima do Norte se tornar um elo vital no transporte marítimo global, o controle quase total da Rússia sobre a rota lhe daria uma alavanca econômica e diplomática para expandir sua influência regional”, avalia Lee Mottola, especialista em Conflito, Segurança e Desenvolvimento em artigo publicado no Instituto do Ártico.

O analista afirma ainda que a China deseja usar o Ártico para driblar o controle que os EUA impõem em pontos de estrangulamento geopolítico da navegação global, como os estreitos de Malaca e o de Gibraltar.

“A continuidade da cooperação sino-russa em fatores econômicos e estratégicos é uma razão importante para que a Otan redobre seus esforços e atenção no Norte”, acrescenta Mottola.

Ameaça

Com apenas 56 mil habitantes, a Groenlândia é um território semiautônomo do Reino da Dinamarca. Desde que assumiu seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado invadir e anexar a região, medida que é criticada pelos próprios aliados europeus.

“Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, alertou o chefe da Casa Branca um dia após bombardear e invadir a Venezuela.

O major-general português Agostinho Costa destaca que o governo Trump tem adotado medidas semelhantes à de séculos passados.

“A primeira coisa que Trump fez quando assumiu o poder foi falar que queria o Canal do Panamá, que queria o Canadá como 51º estado dos EUA e que quer a Groenlândia. É uma estratégia que nos faz voltar ao século 15 ou 16, da pirataria, do controle dos mares”, concluiu.

Mapa Groenlândia e Mar Ártico
Mapa Groenlândia e Mar Ártico – Arte/EBC
*Agência Brasil

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Trump anuncia suposto acordo com Venezuela por 50 milhões de barris de petróleo; Caracas ainda não se pronunciou

Declaração ocorre após ação militar dos EUA na Venezuela e indica abertura do setor petrolífero ao capital estadunidense

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo da Venezuela aceitou entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao país. O anúncio foi feito por meio de uma rede social do estadunidense, sem divulgação de detalhes oficiais do suposto acordo. Os venezuelanos ainda não confirmaram a informação.

A declaração ocorre três dias após uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. A operação deixou ao menos 80 mortos, a maioria militares. Entre eles, 32 cubanos.

Trump afirmou que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado e que o controle dos recursos ficará sob responsabilidade do governo estadunidense. Segundo ele, o objetivo seria garantir que o dinheiro seja usado “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

De acordo com o presidente, o petróleo será transportado por navios de armazenamento e descarregado diretamente em terminais localizados em território estadunidense. O volume anunciado corresponde a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela.

Mais cedo, a agência Reuters informou que autoridades dos dois países discutem a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias dos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pela agência, o acordo deve redirecionar cargas que antes tinham como destino a China.

Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques, sem conseguir exportá-los devido ao bloqueio imposto por Washington. O embargo faz parte da estratégia de pressão adotada pelos Estados Unidos para sufocar economicamente o país sul-americano.

No sábado (3), logo após o sequestro do presidente venezuelano, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero do país à atuação de companhias estadunidenses. Ele declarou que empresas do setor investiriam bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura e ampliar a produção.

As refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos têm capacidade para processar o petróleo pesado da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, o país importava cerca de 500 mil barris diários do produto.

Apesar de concentrar as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz atualmente cerca de 1 milhão de barris por dia. A queda é resultado direto das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

*BdF


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Em abalo global, Trump retira EUA de 66 organizações internacionais

Exclusão afeta agências e pactos que lidam com direitos humanos, clima, violência contra mulheres e racismo

O governo de Donald Trump anunciou a retirada dos EUA de 66 organismos internacionais, incluindo 31 agências da ONU que lidam com racismo, violência contra mulher, clima, direitos humanos e democracia.

A lista prevê, entre outros, o fim da participação americana nos seguintes órgãos:

  • Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, vencedor do Nobel da Paz,
  • Comissão de Direito Internacional
  • Fórum Permanente sobre Afrodescendentes
  • UNCTAD – a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento
  • Fundo das Nações Unidas para a Democracia
  • Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
  • Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos
  • Fundo de População das Nações Unidas
  • Registro de Armas Convencionais das Nações Unidas e dezenas de outros.

O gesto representa o maior abalo ao sistema multilateral desde sua criação, em 1945. Naquele momento, ato que foi patrocinado e orquestrado pelo próprio governo americano.
No início de seu mandato, Trump havia cortado o repasse para os organismos relacionados com a ONU, alertando que iria avaliar a conveniência de se manter ou não nesses pactos.

Agora, a decisão foi a de se retirar de 66 iniciativas, incluindo a agência de população da ONU e o tratado da ONU que estabelece as negociações climáticas internacionais.

A a decisão inclui agências, comissões e painéis consultivos ligados à ONU que se concentram em clima, direitos humanos e uma agenda considerada como “woke”.

Segundo Washington, elas promovem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que conflitam com a soberania e a força econômica dos EUA”.

“O governo Trump considerou essas instituições redundantes em seu escopo, mal administradas, desnecessárias, dispendiosas, mal geridas, capturadas pelos interesses de atores que promovem suas próprias agendas contrárias às nossas, ou uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral de nossa nação”, disse o Departamento de Estado em um comunicado.

“Essas retiradas encerrarão o financiamento e o envolvimento do contribuinte americano em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz, de modo que o dinheiro do contribuinte americano seja melhor alocado de outras maneiras para apoiar as missões relevantes”, disse a Casa Branca.

Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, Trump buscou cortar o financiamento dos EUA para a ONU, deixou o Conselho de Direitos Humanos da ONU, rompeu com a agência de ajuda humanitária palestina UNRWA e deixou a UNESCO, OMS e o Acordo de Paris.

A ruptura ainda ocorre num momento em que Trump viola o direito internacional, confiscando barcos em águas internacionais, atacando países estrangeiros, sequestrando um presidente, rompendo acordos comerciais e chantageando líderes pelo mundo.

Veja a lista de todas as entidades afetadas pela saída dos EUA:

i) Pacto para Energia Livre de Carbono 24/7;

(ii) Conselho do Plano Colombo;

(iii) Comissão para a Cooperação Ambiental;

(iv) A Educação Não Pode Esperar;

(v) Centro Europeu de Excelência para o Combate às Ameaças Híbridas;

(vi) Fórum dos Laboratórios Nacionais Europeus de Pesquisa Rodoviária;

(vii) Coligação Liberdade Online;

(viii) Fundo Global para o Envolvimento e a Resiliência da Comunidade;

(ix) Fórum Global de Contraterrorismo;

(x) Fórum Global sobre Especialização em Cibersegurança;

(xi) Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento;

(xii) Instituto Interamericano de Pesquisa sobre Mudanças Globais;

(xiii) Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável;

(xiv) Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas;

(xv) Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos;

(xvi) Centro Internacional de Estudos para a Preservação e Restauração de Bens Culturais;

(xvii) Comitê Consultivo Internacional do Algodão;

(xviii) Organização Internacional de Direito do Desenvolvimento;

(xix) Fórum Internacional de Energia;

(xx) Federação Internacional de Conselhos de Artes e Agências de Cultura;

(xxi) Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral;

(xxii) Instituto Internacional para a Justiça e o Estado de Direito;

(xxiii) Grupo Internacional de Estudos sobre Chumbo e Zinco;

(xxiv) Agência Internacional de Energias Renováveis;

(xxv) Aliança Solar Internacional;

(xxvi) Organização Internacional de Madeiras Tropicais;

(xxvii) União Internacional para a Conservação da Natureza;

(xxviii) Instituto Pan-Americano de Geografia e História;

(xxix) Parceria para a Cooperação Atlântica;

(xxx) Acordo de Cooperação Regional para o Combate à Pirataria e ao Roubo Armado contra Navios na Ásia;

(xxxi) Conselho de Cooperação Regional;

(xxxii) Rede de Políticas de Energias Renováveis ​​para o Século XXI;

(xxxiii) Centro de Ciência e Tecnologia da Ucrânia;

(xxxiv) Secretariado do Programa Regional do Meio Ambiente do Pacífico; e

(xxxv) Comissão de Veneza do Conselho da Europa.

Na Organizações das Nações Unidas:
(i) Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais;

(ii) Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) – Comissão Econômica para a África;

(iii) ECOSOC – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;

(iv) ECOSOC – Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico;

(v) ECOSOC – Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental;

(vi) Comissão de Direito Internacional;

(vii) Mecanismo Residual Internacional para Tribunais Penais;

(viii) Centro de Comércio Internacional;

(ix) Gabinete do Conselheiro Especial para a África;

(x) Gabinete do Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças em Conflitos Armados;

(xi) Gabinete do Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos;

(xii) Gabinete do Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência contra Crianças;

(xiii) Comissão de Consolidação da Paz;

(xiv) Fundo para a Consolidação da Paz;

(xv) Fórum Permanente sobre Afrodescendentes;

(xvi) Aliança das Civilizações das Nações Unidas;

(xvii) Programa Colaborativo das Nações Unidas para a Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento;

(xviii) Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento;

(xix) Fundo das Nações Unidas para a Democracia;

(xx) UN Energy;

(xxi) Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres;

(xxii) Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;

(xxiii) Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos;

(xxiv) Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa;

(xxv) UN Oceans;

(xxvi) Fundo de População das Nações Unidas;

(xxvii) Registro de Armas Convencionais das Nações Unidas;

(xxviii) Conselho de Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas para a Coordenação;

(xxix) Escola de Formação de Pessoal do Sistema das Nações Unidas;

(xxx) UN Water

(xxxi) Universidade das Nações Unidas.

*Jamil Chade/ICL


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Trump e o marketing do absurdo para abafar seus escândalos macabros

Trump criou um pé de vento carregado de espetáculos para não ser devorado politicamente pelos próprios crimes diante da opinião pública.

Daí a busca por uma técnica de frenesi coletivo de seus eleitores e apoiadores mundo afora, inclusive no Brasil. A fonte, já se conhece, Steve Bannon, campaheiro de farsa de Trump e que foi a cabeça do bolsonarismo enquanto Bolsonaro era presidente quando deu fim à vida de mais de 700 mil brasileiros e, de lambuja, devolveu o Brasil ao mapa da fome, tratando 34 milhões de brasileiros como lixo humano, tendo que viver, quando muito, na fila do osso.

Esse é o marketing do absurdo de Trump que coloca o mundo de ponta-cabeça para seus súditos o adorarem. Então, faz tudo que dá na venta de seu guru do marketing.

É fundamental chocar para forjar fatos da forma mais infeliz e desarvorada, omo foi o sequestro de Maduro e esposa, transmitido ao vivo e a cores para o mundo todo.

O caso de Trump de envolvimento com pedofilia, cada vez mais está sendo exposto, na medida em que as investigações avançam e o calor aumenta para o seu lado.

Mas não é só isso, a derrocada da economia norte-americana para a vida dos cidadãos também é outro péssimo termômetro para Trump, que se colocou como a voz do dinheiro que resolveria todos os problemas financeiros da população com suas tarifas do fim do mundo.

N averdade, o dinheiro não veio, ao contrário, o norte-americano hoje tem que gastar muito mais para sobreviver ao caos provocado pelo chefe de Estado.

Na realidade, Trump não soube produzir nada além de uma extensa quantia de lambanças que custam caro aos cidadãos do seu país, porque as tarifas não passaram de vertigem.

Por outro lado, arregala os olhos da população aquilo que está sendo vazado sobre a sujeira envolvendo Trump e outros figurões da política e do mundo dos bilionários sobre uma rede de pedofilia sobre a qual simplesmente ele não abre a boca para comentar.

Por isso Trump precisou criar um circo para se vender como venerado para a irmandade, na base do tanque de guerra, dos helicópteros e da artilharia pesada contra a segurnaça de Maduro, mas também no assassinado a sangue frio da população civil da Venezuela.

É difícil dizer o que lhe reserva depois da invasão de seu “quintal”.

Tudo isso que Trump espetacularizou será capaz de turvar os escândalos de pedofilia e o fracasso das tarifas?


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Vídeo: EUA apreendem petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela

Ação ocorreu em águas internacionais no Atlântico e foi confirmada por fontes americanas e pela imprensa estatal da Rússia

Os Estados Unidos interceptaram e apreenderam nesta quarta-feira (7) o petroleiro Marinera, que transportava óleo de origem venezuelana no Oceano Atlântico. A operação foi confirmada à agência Reuters e divulgada também pela rede estatal russa RT, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.

O episódio representa uma potencial escalada da crise entre Washington, Moscou e Caracas, agravada após o governo de Donald Trump ter decretado embargo a todo o transporte de petróleo e derivados para dentro e fora do país caribenho. Ainda não há detalhes oficiais sobre como se deu a abordagem nem sobre a situação da tripulação.

Perseguição durou duas semanas

A perseguição ao navio já durava cerca de duas semanas. Em 10 de dezembro, outra embarcação venezuelana havia sido capturada pelos americanos, o que levou diversos petroleiros que estavam no mar a desligarem sistemas de comunicação e a alterarem rotas para evitar novas apreensões.

O Bella-1, que navegava com bandeira da Guiana, mudou de nome para Marinera e passou a utilizar registro estatal russo baseado em Sochi, no mar Negro, numa tentativa presumida de obter maior proteção jurídica. Mesmo assim, as forças americanas continuaram o cerco e realizaram a interceptação agora divulgada.

Parlamentares russos acusam EUA de pirataria

Imagens veiculadas pela RT mostram um helicóptero dos EUA circulando a embarcação em meio a uma tempestade, além de um navio da Guarda Costeira tentando se aproximar. Parlamentares russos reagiram, acusando Washington de pirataria e de violar a liberdade de navegação prevista no direito internacional.

A Rússia é, ao lado da China, uma das principais fiadoras do regime chavista da Venezuela. O Kremlin manteve operações petrolíferas extensas no país até 2020 e forneceu bilhões em armamentos entre 2005 e 2013, apoio hoje limitado por causa das sanções impostas a Caracas.

O embargo determinado por Trump tem impacto direto também sobre Cuba, dependente do petróleo venezuelano, e ocorre paralelamente às negociações para encerrar a Guerra da Ucrânia. O endurecimento da posição americana coloca em suspenso tratativas que Vladimir Putin vinha conduzindo com Washington e com líderes europeus em Paris.

Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo

Autoridades dos EUA afirmam que o foco da ofensiva contra Caracas é, além de afastar um governo hostil, garantir acesso às maiores reservas de petróleo do mundo. O produto venezuelano é considerado de baixa qualidade, mas Trump já anunciou planos de receber milhões de barris e ficar com os lucros de futura revenda.

Após a apreensão do Marinera, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o bloqueio ao petróleo venezuelano alvo de sanções permanece “em pleno vigor em qualquer lugar do mundo”. A Casa Branca não informou se novas interceptações estão programadas, enquanto a chancelaria russa promete contestar o caso em instâncias marítimas internacionais.


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Trump com a cabeça a prêmio?

Trump, em discurso profético para seus aliados no Congresso, avisa que, se os republicanos perderem para os democratas as próximas eleições lwgislativas, seu impeachment estará garantido. Esse é o espírito dos democratas.

Trump cobrava unidade para colocar seus planos em ação, porque, sem o apoio dos próprios republicanos, a criatura amargará uma degola em tempo recorde.

Por isso a ansiedade de Trump em lançar uma campanha avisando o apetite que os democratas estão de secar suas políticas e, consequentemente, fazer sua caveira diante do povo norte-americano.

Os dois polos políticos nos EUA seguem rachados, praticamente meio a meio.

Trump não é exatamente uma estrela para o país, o modo como age, as medidas que tomou sobre as tarifas, piorando a vida do cidadão médio, mas sobretudo dos pobres daquele país, coloca seu mandato em gravitação no mundo político e abre um flanco no jogo com movimentos que podem se sobrepor sua meta.

Ou seja, independente da interpretação que Trump faz sobre seu futuro, ele sente a serpente cada vez mais perto do seu pé. Não cabe nesse momento veleidade poética, o que ele cobra dos republicanos é que eles entrem pesado nesse jogo ao estilo, bola para o mato que o jogo é de campeonato, e que, do pescoço para cima, tudo é canela.


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Sem ter combinado com os russos, Trump começa a ver os sonhados investimentos no petróleo da Venezuela fazer água

O clima de insegurança para os investidores que têm que casar pesadamente em infraestrutura na Venezuela, hoje, totalmente precária, é banho de água fria nos palavrórios de Trump.

Ninguém quer colocar o seu na reta e casar dinheiro bom em bases podres.

A realidade, diante das teorias megalomaníacas de Trump, trava os planos dos Estados Unidos na Venezuela.

Quem está assistindo a essa espécie de déja vu e entende do riscado, acha que, no mínimo é tiro no pé colocar centavo para extrair petróleo na Venezuela.

A própria política norte-americana de bloqueio econômico sucateou a infraestrutura petrolífera no país. Diante de um quadro desse, o diabo é muito mais feio do que o pintado por Trump, pois assusta e afasta os supostos investidores sonhados pela Casa Branca, que têm medo de uma expropriação que lhes custe o olho da cara.

Muitos economistas sérios, dentro dos próprios EUA, colocam em xeque essa tática, sobretudo no momento em que sobra oferta de petróleo no mercado mundial..

Para muitos, investir nesse oceano de incertezas, é risco de barrigada, porque a palavra mágica “petróleo”, além de não ser tão mágica assim no momento, ainda falta concretude.

Na verdade, o que se diz é que, em Whasington, a ficha caiu, diferentemente de outras intervenções em países produtores de petróleo, o plano de Trump para a Venezuela reúne uma gigantesca montanha de obstáculos que vão muito além da política de pilhagem dos EUA.

Não é somente a infraestrutura que se apresenta como entrave, maquinários, pontes antigas, ou seja, totalmente obsoletos, tornam o subsolo venezuelano algo bem mais complexo e custoso para qualquer desafio logístico nesse momento.

Sem falar do próprio regime chavista, que se mantém no poder sem hora ou prvisão, mesmo longínqua, de troca de comando no país. Como se diz por aí, ao contrário do que foi “pensado”, de perto, tudo tem defeito, sobretudo, o ouro negro venezuelano.

Por ora, fica a máxima, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.


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Exército israelense abre fogo em universidade e fere dezenas de estudantes na Cisjordânia

Ataque com munição real, gás e granadas em campus da Universidade Birzeit deixa 41 feridos e aprofunda clima de repressão, enquanto Israel avança em assentamentos ilegais

Dezenas de estudantes e funcionários ficaram feridos após forças do exército de Israel invadirem, nesta terça-feira (6), a Universidade Birzeit, uma das mais importantes da Cisjordânia ocupada. Soldados abriram os portões do campus e dispararam munição real, granadas de som e gás lacrimogêneo, enquanto aulas ocorriam e alunos circulavam pelas dependências.

Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho da Palestina, três pessoas foram baleadas nas pernas, cinco sofreram inalação de gás e outras três foram atingidas por estilhaços. O Ministério da Saúde palestino informou que 11 feridos precisaram ser encaminhados ao Hospital Árabe Istishari, em Ramallah.

“Violação flagrante da santidade universitária”

Em nota, a Universidade Birzeit classificou a ação como uma “violação flagrante e deliberada da santidade das universidades e instituições educacionais”. Para a instituição, a incursão reflete uma política sistemática de intimidação contra estudantes palestinos e de ataque direto ao direito à educação.

“Invadir o campus em plena luz do dia e transformá-lo em uma zona militar visa minar a consciência palestina e suprimir a vida acadêmica”, afirmou a universidade, em comunicado divulgado pela agência oficial Wafa.

Solidariedade a prisioneiros e repressão armada

O ataque ocorreu após um evento estudantil em solidariedade a milhares de prisioneiros palestinos mantidos em cárceres israelenses e coincidiu com a exibição do filme Hind Rajab, que retrata a morte de uma menina palestina de seis anos durante a ofensiva israelense em Gaza.

Pouco antes da sessão, forças israelenses invadiram o campus. Em resposta, o exército alegou ter como alvo uma “reunião em apoio ao terrorismo”, justificativa rejeitada por autoridades palestinas e organizações de direitos humanos, segundo o Vermelho.

“Nenhum lugar está imune”

A jornalista Nida Ibrahim, da Al Jazeera, que reportava diretamente da universidade, afirmou que 41 pessoas ficaram feridas no total, sendo 11 hospitalizadas. Segundo ela, trata-se de um episódio sem precedentes.

“É a primeira vez que vemos um ataque israelense com munição real dentro de um campus universitário, enquanto estudantes assistiam aulas”, relatou. “Para palestinos que vivem sob ocupação, a educação é uma das poucas ferramentas para garantir futuro e sustento. Hoje, nem esse espaço está protegido.”

Condenação oficial e apelo internacional

O Ministério da Educação e Ensino Superior da Palestina condenou duramente a incursão, afirmando que a ação viola convenções internacionais que protegem instituições educacionais. O órgão apelou a universidades internacionais e entidades de direitos humanos para que denunciem o ataque.

“O uso da força não quebrará a vontade dos estudantes palestinos”, declarou o ministério, em nota.

Assentamentos avançam enquanto repressão se intensifica

No mesmo dia do ataque à universidade, o governo israelense removeu o último obstáculo administrativo para iniciar a construção do controverso projeto de assentamento E1, a leste de Jerusalém. Segundo o grupo Peace Now, a licitação abre caminho para o início das obras já nas próximas semanas.

Considerado ilegal pela comunidade internacional, o projeto E1 é visto por críticos como um passo decisivo para fragmentar a Cisjordânia e inviabilizar um futuro Estado palestino contíguo.

“Outro prego no caixão”

O plano é defendido pelo ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, figura central da extrema-direita no governo. Em agosto, ele afirmou que o objetivo é enterrar definitivamente a ideia de um Estado palestino.

“O Estado palestino está sendo apagado da mesa não com slogans, mas com ações”, disse Smotrich. Para observadores internacionais, o ataque à Universidade Birzeit e a expansão dos assentamentos fazem parte da mesma estratégia de consolidação da ocupação israelense.


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Ninguém sabe qual será o próximo passo de Trump na Venezuela, muito menos ele

O que Trump disse ontem, esquece, hoje já está fora de moda.

Seguindo o padrão de suas tarifas, o balofo se perde na própria língua. Ele deve se inspirar nos napoleões de hospício. Sórdido, burro, é um lambão clássico, daquelas falas esculpidas do mais alto grau de estupidez.

O resultado é singular, porque o que ele disse ontem contrasta com aquilo que ele diz hoje e com o que dirá amanhã. No caso dele, é só uma troca de sardas e pés de galinha.

Sequestra o presidente da Venezuela e esposa e impossa sua vice desqualificando a líder da oposição venezuelana, dizendo que ela não tem graça, não tem voto, não tem popularidade, não tem p… nenhuma.

Esse é Trump, que mantém um romance com seu espelho 24 horas por dia, fazendo o governo dos EUA parecer uma lavanderia de roupa suja.

Com Trump é assim, não tem frescura, a merda que disse ontem se contrapõe ao que dirá hoje. E assim, a de hoje, amanhã vira verruga e a primeira fita que ele encontrar, enfeita um novo pavão.

O golpe que ele bolou para a Venezuela, dizem alguns analistas, foi urdido por muito muito tempo. Mas essa extrema dubiedade logo após o malfeito mostra que essa espécie de criatura vive dividida entre duas personalidades descadeiradas por sua própria falta de capacidade de gestão e de viver na base do improviso espetaculoso.

Tem que ser muito submisso a esse maluco de pedra para aturar suas marmeladas diárias.

Uma coisa é certa, o tal plano mirabolante que ele tramou, é uma escola de trapalhões que parece entrar num beco sem saída logo à frente, na segunda página da história.

Como o sujeito não preparou uma desculpa minimamente decente, tem que inventar um lero-lero a cada 5 minutos para justificar a corda o pescoço de Maduro.

Foi esse imbróglio que ele criou nesse tempo todo de plano de tomada de poder na Venezuela?

Trump vive de frase de efeito, festejando hoje o que expurgará amanhã. Fogueteia o alcance de uma glória e 1 hora depois expurga .

O fato é que, se Trump não sabe o que ele de fato quer, e isso está claro, ceifando todo e qualquer raciocínio lógico, só os tolos tentam reorganizar o discurso para “explicar esse animal”.


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Rússia denuncia tentativa de interceptação de navio russo pelos Estados Unidos

Empresa afirma que embarcação civil foi perseguida pela Guarda Costeira norte-americana em meio a tempestade, com risco extremo à segurança da tripulação

Um navio-tanque russo teria sido alvo de uma tentativa de interceptação por forças dos Estados Unidos no Atlântico Norte, em meio a condições climáticas severas. A denúncia envolve o navio mercante Marinera, que navegava sem carga durante uma forte tempestade, com ventos intensos, ondas elevadas e temperaturas próximas do congelamento.

De acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira pela empresa russa BurevestMarin, proprietária da embarcação, o Marinera vem sendo perseguido há um período prolongado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Segundo o 247, a companhia afirma que, apesar das repetidas tentativas do capitão de informar a identidade do navio e seu caráter estritamente civil, a perseguição teria continuado, inclusive com vigilância aérea realizada por aeronaves de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha norte-americana.

A empresa sustenta que o navio navega em lastro, sem qualquer tipo de carga, e que não representa ameaça. Ainda assim, segundo a BurevestMarin, informações obtidas em fontes públicas indicariam que os Estados Unidos estariam planejando uma interceptação iminente da embarcação. Para a companhia, qualquer tentativa de abordagem por helicópteros ou de desembarque de tropas em alto-mar, nas condições atuais, configuraria um risco extremo.

O alerta se baseia no cenário meteorológico descrito pela empresa: ventos de até 20 metros por segundo, com rajadas fortes, ondas superiores a cinco metros de altura e temperaturas próximas ou abaixo de zero. Nessas circunstâncias, a BurevestMarin classifica uma eventual operação militar como “uma ameaça grave e injustificável” à segurança.


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