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Congresso piora pacote fiscal de Haddad, mantendo privilégio aos ricos. Entenda

versão feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, previa exatamente essa economia. O pacote de corte de gastos, no entanto, foi aprovado pelo Congresso na quinta-feira (19) em versão desidratada. Perdem os mais pobres, enquanto os mais ricos foram poupados.

Os senadores referendaram mudanças feitas na Câmara que diminuíram o tamanho do corte de gastos. O Congresso acatou o lobby de vários setores e aprovou um pacote menor do que o proposto pelo governo.

O mercado financeiro já vinha causando barulho porque considerava o pacote insuficiente. Leia-se: a proposta de Haddad não atacava direitos dos mais pobres, como queria a Faria Lima, e continha regras que limitava os supersalários do funcionalismo, o que provocou reação da magistratura.

Mas o Senado e a Câmara entregaram um resultado com ainda menos cortes que o proposto pelo Ministério da Fazenda. E o que vai acontecer a partir de agora então? Como será a reação da Faria Lima?

Medidas que atingiam grupos com mais poder político e econômico foram suprimidas. Nos últimos dias, enquanto a proposta era votada pelo Congresso, a Bolsa caía e o dólar subia. A situação só melhorou na quinta-feira (19), quando o pacote foi finalmente aprovado e depois de leilões de dólares do Banco Central para tentar domar o câmbio.

Pacote fiscal: quem perde e quem ganha
Supersalários: A redução dos supersalários não foi abordada. A promessa de acabar com os rendimentos acima do teto constitucional, de R$ 46.366 em 2025, para servidores públicos ficou para outro momento. A situação beneficia militares e funcionários do Judiciário e do Ministério Público. A proposta de Haddad tentou acrescentar ao pacote de gastos uma regra para os supersalários. A proposta foi rejeitada por 48 senadores e obteve apoio de 22. Ela determinava que penduricalhos excluídos do teto seriam pagos conforme uma lei ordinária a ser criada. O governo queria outra solução.

Emendas: Os parlamentares também preservaram as próprias emendas. Havia a previsão de autorizar o bloqueio de 15% de todas as emendas, mas aquelas que são impositivas foram retiradas desse limite.

Impostos do empresariado: Os empresários foram autorizados a pagar menos imposto. Um dispositivo que limitava descontos na quitação dos tributos, o chamado crédito presumido, foi retirado do pacote. Na prática, a decisão diminui a arrecadação do Tesouro Nacional.

BPC (Benefício de Prestação Continuada): A Câmara promoveu uma série de alterações nas regras inicialmente propostas pelo governo para apertar os critérios de concessão do benefício no valor de um salário mínimo, que é concedido a idosos e pessoas portadoras de deficiências de baixa renda. Caiu do projeto a restrição de acúmulo de benefício, ficando mantido como é hoje — ou seja, uma mesma família pode ter mais de um BPC ou benefício previdenciário. Também ficou de fora do projeto a regra que ampliava o conceito de família para o cálculo da renda, o que iria, na prática, dificultar a concessão. Outra mudança que ficou fora é a proibição de um beneficiário ter propriedades acima do valor de isenção do Imposto de Renda. O relator Isnaldo Bulhões (MDB-AL) rejeitou mudanças no critério de deficiência, mas inseriu outros dois artigos que condicionam o benefício à avaliação que ateste deficiência de grau moderado ou grave. O governo previa R$ 4 bilhões em dois anos com o combate à fraudes no BPC, e não está claro se haverá impacto.

Fundeb: O texto permite que parte da complementação da União ao Fundeb (fundo de financiamento da educação básica) possa ser usada em ações para viabilizar o ensino em tempo integral na educação básica. O alcance da medida, porém, foi reduzido. O governo propôs uma fatia de 20%, o que poderia render uma economia de R$ 10,3 bilhões entre 2025 e 2026. O projeto aprovado reduziu esse percentual para 10%. Não houve divulgação de novas estimativas de impacto.

Fundos públicos: A Câmara permitiu desvincular recursos de cinco fundos públicos para abater a dívida pública. A versão original do governo previa o uso de oito fundos.

Créditos tributários: O Congresso não aceitou a proposta do governo em relação à limitação de créditos tributários até 2030 em caso de déficit nas contas públicas.

Proagro: O projeto original do governo dizia que o seguro rural Proagro deveria observar o espaço disponível no Orçamento, diferentemente do formato atual, em que o gasto é obrigatório. O governo inicialmente previa uma economia de R$ 3,7 bilhões com corte de subsídios nos dois primeiros anos, e isso inclui o Proagro.

O que foi mantido
Gatilhos: O Congresso manteve no pacote a proposta que proíbe, em caso de déficit primário de 2025 em diante, a concessão, a ampliação ou a prorrogação de incentivo ou benefício de natureza tributária; o crescimento anual de despesas com pessoal acima de 0,6%, até 2030. Também traz essas mesmas proibições em caso de queda nominal das despesas não obrigatórias.

Salário mínimo: Hoje, o salário mínimo é reajustado pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. A nova regra prevê que o reajuste do salário mínimo siga as mesmas regras do arcabouço fiscal (teto de 2,5% do PIB) para as demais despesas do governo. A economia prevista é de R$ 109,8 bilhões até 2030 com a mudança.

Abono salarial (PIS/Pasep): Hoje, quem ganha até 2 salários mínimos (R$ 2.824 pelos parâmetros atuais) tem direito a um abono de 1 salário mínimo por ano, como se fosse um 14º salário. Nada muda em 2025. A partir de 2026, no entanto, o teto para ter direito ao abono passará a ser corrigido apenas pela inflação. Quando o teto chegar a 1,5 salário mínimo (o equivalente, hoje, a R$ 2.118), este será o novo patamar permanente para ter direito ao abono. A medida vai economizar R$ 18,1 bilhões até 2030.

Bolsa Família: Programas como o Bolsa Família e o BPC, que utilizam o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), terão atualização cadastral obrigatória passa de 48 para 24 meses, seja na concessão ou na manutenção do pagamento. Será exigida apresentação de documento com cadastro biométrico realizado pelo poder público, nos termos de regulamento. A Câmara introduziu uma exceção, dispensando disso as pessoas em locais de difícil acesso ou em razão de dificuldades de deslocamento por motivo de idade avançada ou estado de saúde. No caso de famílias compostas por uma só pessoa (unipessoais), a inscrição ou a atualização do CadÚnico deverá ser feita no domicílio de residência da pessoa. O governo previa R$ 4 bilhões em dois anos com combate a fraudes no Bolsa Família e R$ 5 bilhões nesse período com biometria.

DRU: Com vigência até dezembro deste ano, a DRU será prorrogada até 31 de dezembro de 2032. O mecanismo permite ao governo usar livremente 30% dos recursos vinculados a órgãos, fundos ou despesas específicas. No entanto, diferente do que ocorre hoje, a DRU não atingirá o Fundo Social do pré-sal e determinadas receitas vindas da exploração do petróleo carimbadas para a educação pública e a saúde. Outra restrição sobre receitas vinculadas a despesas é a imposição de limites até 2032. A DRU teria impacto R$ 7,4 bilhões em dois anos.

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Os abutres aproveitaram a internação de Lula para atacar a economia.

Não existe acaso no mundo do mercado.

Quando uma pesquisa, como a da Quaest, mostra que 90% dos operadores do mercado financeiro não gostam de Lula, fica claro que os senhores do dinheiro grosso são bolsonaristas.

Essa escolha se deve ao fato de que o governo Bolsonaro devolver para a miséria que haviam saído da mesma no período de Lula e Dilma, 25 milhões de brasileiros,

Sim, porque há uma guerra intestina em que a elite econômica abrasileira busca proteção. A primeira, dita sem olhos que querem que as camadas mais pobres da população fiquem longe do orçamento público. $ a segunda, é que o governo não mexa nos lucros e dividendos dos poderosos desse país. É como disse Paulo

Guedes para Bolsonaro, “nós governamos para os ricos, mas para os pores”, governamos para quem mana.

Sito isso, fica claro que todos os dados que foram denunciados por grande parte da sociedade, que ele ataque especulativo da disparada do dólar, de forma criminosa contra a moeda nacional, tinha destinatário e remetente. e, sem qualquer protocolo, escolheram cuidadosamente o momento me que Lula foi hospitalizado, passou por uma cirurgia na cabeça para a aves de rapina atacarem o país com suas próprias mídias , como o Infomoney e cia, assim como boa parte da velha mídia industrial

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Após tomografia na cabeça, Lula está bem e liberado para voltar a Brasília

  1. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19) após a realização de uma tomografia na cabeça que confirmou sua plena recuperação
  2. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi liberado pela equipe médica para retornar a Brasília e retomar sua agenda de trabalho. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19) após a realização de uma tomografia na cabeça que confirmou sua plena recuperação. O exame fazia parte do protocolo pós-operatório de uma cirurgia de emergência realizada na semana passada. A notícia foi publicada pelo g1.

    “O exame está melhor até. O estado geral dele é bom, e a equipe médica o liberou para ir a Brasília no dia de hoje. Ele deve ir mais tarde. A dra Ana [Helena Germoglio] vai acompanhá-lo em Brasília daqui para a frente nessas próximas semanas, onde vai fazer exames de controle”, afirmou o médico Roberto Kalil.

    Segundo o especialista, “o hematoma não existe mais e é um controle tomográfico após uma cirurgia desse porte”. Lula passou pela operação no último dia 10 para drenar um sangramento na cabeça, consequência de uma queda sofrida em outubro.

  3. Retorno gradual à rotina
    Ainda que tenha sido liberado para retomar suas atividades, o presidente terá que manter repouso relativo. Na sexta-feira (20), Lula já tem compromissos agendados: ele se reunirá com ministros do governo em um almoço na Granja do Torto, substituindo a tradicional reunião ministerial de fim de ano. O formato mais informal foi pensado para poupar o chefe do Executivo.
  4. Lula deixou o hospital no domingo (15) e passou os últimos dias em sua residência em São Paulo, aguardando o exame decisivo que confirmou sua recuperação. No momento da alta, ao lado da primeira-dama Janja, ele relembrou emocionado o acidente que levou à internação.

    “Estou voltando para casa agora tranquilo, certo de que eu estou curado e que eu preciso apenas me cuidar”, declarou o presidente.

    Expectativas para os próximos dias
    Com a agenda retomada, Lula deve encerrar o ano conduzindo as prioridades do governo e preparando o planejamento para 2024. Apesar da recuperação, o acompanhamento médico continuará sendo realizado para garantir que ele mantenha o bom estado de saúde.

    A liberação para o retorno ao trabalho reforça o compromisso do presidente com a condução do país, mesmo após enfrentar uma cirurgia delicada. “O estado geral dele é bom”, assegurou Kalil, sinalizando otimismo com a recuperação do líder petista.

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Zeca Dirceu denuncia os manipuladores do câmbio à PF: “Tremem de medo”

Depois de um dia turbulento, influenciado por supostas falas do futuro presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, o dólar fechou a última terça-feira (17) cotado a R$ 6,0956, depois de chegar aos R$ 6,20 ao longo do dia.

Diante deste contexto, o BC chegou a fazer intervenções com a venda da moera norte-americana. Porém, para o deputado federal Zeca Dirceu (PT/PR), a alta não se justifica apenas pelo atual contexto da economia brasileira, que vai bem, e deve ser alvo de polícia.

Zeca, que participou do programa TVGGN 20H, denunciou os operadores do mercado financeiro por manipulação do câmbio à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, à Comissão de Ética da Presidência da República e ao Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf).

“Acho que temos de ter uma soma de esforços investigativos para entender o que está acontecendo, tanto no mercado financeiro como no próprio funcionamento do BC, porque esse pessoal não está conversando, o que eles andam combinando. Como pode ter uma taxa de juros tão fora da realidade do que tá vivendo a economia brasileira? A economia está bem e uma oscilação do dólar tão agressiva nada justifica”, afirma o deputado federal.

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Campos Neto repete Bolsonaro e incendeia país no fim do mandato

Nos dois meses finais no Planalto, o hoje indiciado e futuro réu em ação criminal Jair Bolsonaro dedicou-se a conspirar e armar bombas-relógio para inviabilizar o governo eleito.

O plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, os atentados terroristas em 12 e 24 de dezembro de 2022 e os atos bárbaros de 8 de janeiro de 2023 integraram esta estratégia.

Agora no final do seu mandato no Banco Central, Roberto Campos Neto repete a atitude de Bolsonaro e incendeia a economia do país com bombas armadas para a segunda metade do mandato de Lula.

A sinalização de elevação de juros para as duas próximas reuniões do COPOM, já sob a presidência de Galípolo, e com o falso pretexto de dificuldades fiscais, é uma dessas bombas.

Cada 1% da SELIC representa cerca de R$ 60 bilhões embolsados pelos rentistas abutres e parasitas financeiros – o dobro dos cortes propostos pelo governo para 2025.

Além de oportunizar o aumento escandaloso da rapinagem, o pagamento adicional de juros por imposição do BC tem efeitos nefastos para os investimentos públicos e para os gastos do governo. E, também, para o equilíbrio fiscal e das contas públicas.

Isso porque Campos Neto obriga o governo a destinar parcelas maiores do Orçamento da União para o pagamento das despesas financeiras aumentadas pelo BC – juros e dívida pública.

E o governo é então forçado a desviar recursos do SUS, da educação, das áreas sociais, da previdência e dos investimentos públicos para fazer frente ao aumento dessas despesas financeiras.

O aumento da taxa de juros, além disso, aumenta o comprometimento do PIB com a dívida pública, que durante o período Dilma estava em 37%, e com Temer e Bolsonaro superou os 73%.

A profecia catastrofista de Campos Neto alimenta a especulação gananciosa do mercado. A mídia e o rentismo abutre aproveitam a senha dada pelo sabotador do BC e levam o dólar ao valor recorde de 6,20 reais. Até operadores não-desonestos do mercado afirmam que não há explicação para este espasmo especulativo.

O alarmismo com uma falsa crise fiscal e com uma inflação controlada alimentam o círculo vicioso e a espiral do caos criada por Campos Neto e rentismo para manter o terrorismo econômico.

A alegada crise é um invento criado para o propósito criminoso de atentar contra as finanças nacionais e o governo eleito pela soberania popular.

*Jeferson Miola/247

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Braga Netto, troca de advogado. Isso pode ser um bom sinal. Pode vir uma delação nessa mudança de rumo.

Braga Netto, troca de advogado. Isso pode ser um bom sinal. Pode vir uma delação nessa mudança de rumo.

Se Braga Netto ficar trocando de advogado periodicamente, é sinal que o golpista está verificando que deu ruim mesmo pra ele.
Mas ele não está sozinho na foto.

O número de telefone de Bolsonaro, certamente está no seu celular. Tudo indica que isso, a partir do conteúdo das conversas trará novas informações para a PF que serão disponibilizadas para a sociedade.

A pergunta é: Braga Neto, trocou de advogado pra trocar sua tática de se colocar como operador chefe da tentativa de golpe, ou vai mostrar o nome e a foto do poderoso chefão do Vivendas da Barra?

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Faria Lima x Brasil

Esta sabotagem orquestrada pela Faria Lima contra o Brasil e os brasileiros, só termina se Lula prometer que fará como Bolsonaro.

Devolver 34 milhões de brasileiros para a miséria.

Cobrar imposto de quem ganha até cinco mil e não cobrar nada dos milionários, sobretudo dos especuladores, agiotas e rentistas.

A XP e congêneres, assim como os grandes bancos como Bradesco e Itaú, sequestraram o país via Banco Central “independente”, o resto é conversa mole dessa máfia financeirista.

Foi o próprio Andre Esteves do BTG Pactual que disse em palestra que, tanto Campos Neto quanto Lira, comem em sua mão. Ligam para ele para receber instruções de suas criminosas ações contra o povo brasileiro que se mata de trabalhar e é explorado por essa malta de abutres da nação.

É isso, quem manda no futuro de nossas crianças, se viverão ou não, são as aves de rapina.

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Moro, considerado pelo STF um juiz vigarista, não cansa de apanhar dele mesmo.

Ora, todas as vezes que em suas publicações no Twitter ele repete o ramerrão de que Lula foi condenado em três instancias, ele, sem apresentar até hoje a prova, só reforça que o STF tem razão.

Sim, porque em bom português, juiz parcial, é juiz vigarista.

O grampo do hacker não deixa dúvidas. Isso sim, é prova de crime.
Assim como é prova de crime a confissão de Dallagnol que ele e Moro iam surrupiar 2,5 bilhões da Petrobras com a cômica vigarice de dizer que era pra criar uma fundação privada contra a corrupção.

Moraes cortou as asas dos espertos, que na verdade eram pra estar na cadeia por isso.

Toda vez que alguém lembrar que ele condenou e prendeu Lula sem prova de crime, ele deveria se escapular e ficar de bicho até o buchicho passar.

Porque é público e notório que Moro dispensa apresentações. Todos sabem de quem se trata, adicionado por um passa moleque do STF no caso da prisão de Lula.

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A lealdade do general Braga Netto a Bolsonaro não é retribuída

Enquanto isso, o comandante da Marinha deve explicações a Lula

Uma vez que a política é como uma nuvem que muda de forma a cada momento, não cobre acertos em demasia a quem é obrigado a observá-la e a escrever a respeito. O “Repórter Esso”, o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil, se dizia “testemunha ocular da história” entre os anos 1940 e final dos anos 1960.

Mas isso era força de expressão acima de tudo. “Testemunha ocular” é quem presencia diretamente um fato ou evento, podendo relatar em detalhes o que viu, ouviu ou percebeu. Raramente, e não só aqui, assistimos de fato o que acontece. Ouvimos muito sobre o que aconteceu depois do acontecido, e aí registramos.

Feita a ressalva… Em off, sempre em off, parte dos que se oferecem como porta-vozes informais do meio militar diz que por ali reina paz apesar da prisão de um general de quatro estrelas, da detenção de oito altos oficiais e do indiciamento de outros 25 por suspeita de terem tramado a derrubada do Estado Democrático de Direito.

Outra parte dos porta-vozes informais do meio militar, contudo, em off, sempre em off, diz que não é bem assim. Reina muito nervosismo entre militares da ativa e da caserna, e tanto mais porque espera-se, em breve, o indiciamento de novos oficiais de alta patente, inclusive generais, implicados no golpe que fracassou.

O atual comando do Exército e da Aeronáutica é legalista; o da Marinha, há poucas semanas, revelou-se menos ao postar em suas redes um vídeo que exaltava a vida dura dos militares em contraste com a aparente boa vida dos paisanos. Lula ficou furioso e cobrou explicações. Aguarda um pedido de desculpas do comandante.

Quem também aguarda é José Múcio Monteiro, ministro da Defesa, conhecido entre os colegas como “ministro-do-deixa disso”. Múcio foi pego de surpresa pelo vídeo. Desde que tomou posse, Lula já almoçou ou jantou com os comandantes quatro vezes – uma única, na casa de um deles, justamente o da Marinha.

Presidente da República não pede desculpas. Se não quiser ser substituído, então que o comandante da Marinha peça desculpas. Não é humilhação admitir que errou. Múcio já substituiu um comandante do Exército antes que Lula exigisse sua demissão. Lula sabe ser bonzinho quando quer, ou mau como um pica-pau.

*Noblat/Metrópoles

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‘Irresponsabilidade é de quem aumenta a taxa de juros todo dia’, diz Lula, em crítica ao BC

“Ninguém nesse país, do mercado, tem mais responsabilidade fiscal do que eu”, disse o presidente.

O presidente Lula deu entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, que foi ao ar na noite deste domingo (15). Ele teve alta do Hospital Sírio-Libanês após passar seis dias internado. Entre os temas abordados pela entrevistadora, a jornalista Sonia Bridi, estava a reação negativa do chamado “mercado” ao pacote de corte de gastos proposto pela equipe econômica e o questionamento à responsabilidade fiscal do governo.

O presidente respondeu em tom de impaciência. “A única coisa errada nesse país é a taxa de juros estar acima de 12%. Essa é a coisa errada. Não há nenhuma explicação. A inflação está 4 e pouco. É uma inflação totalmente controlada, totalmente controlada. A irresponsabilidade é de quem aumenta a taxa de juros todo dia. Não é do governo federal”, argumentou, em referência às decisões do Banco Central.

Sobre a intenção de sua equipe de adequar os gastos às receitas, Lula criticou as teses elaboradas pelos agentes financeiros para desgastar o governo.

“Ninguém nesse país, do mercado, tem mais responsabilidade fiscal do que eu. Não é a primeira vez que eu sou presidente da República. Eu já governei esse país e entreguei esse país crescendo 7,5%. Entreguei esse país com a massa salarial mais alta desse país. Entreguei esse país numa situação muito privilegiada. É isso que eu quero fazer outra vez”.

Lula e Sonia Bridi no Fantástico

Lula diz que está “totalmente bem”
Lula garantiu que as medidas de ajuste não estão sendo tomadas em função do que deseja a Faria Lima, mas de acordo com as diretrizes da equipe econômica.

“Não é o mercado que tem que se preocupar com os gastos do governo. É o governo. Porque se eu não controlar os gastos, se eu gastar mais do que eu tenho, sabe quem vai pagar? O povo pobre”, explicou.

Sobre o estado de saúde, Lula admitiu que ficou assustado por ter que passar por um novo procedimento médico na cabeça, mas que agora está “totalmente bem”. Segundo ele, a recomendação médica é evitar esforços físicos, como a ginástica, que ele costuma praticar.

O presidente garantiu que vai se poupar nos próximos 60 dias.

Há seis dias, o presidente passou por uma bateria de exames no Hospital Sírio-Libanês, ainda em Brasília, que constatou, segundo o próprio Lula, “um volume de crescimento da quantidade de líquidos na minha cabeça”. Foi então que o presidente acabou sendo encaminhado para a unidade do hospital, em São Paulo, na terça-feira de madrugada, para uma cirurgia de emergência.

Só depois da cirurgia, afirmou ter tomado ciência da gravidade de seu estado.

“Só fui ter noção da gravidade já depois da cirurgia pronta. Mas eu estou tranquilo, me sinto bem”, afirmou o presidente, à saída do hospital.