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Por que Claudio Castro não chama as milícias de terroristas?

A omissão de Castro não é acidental: é uma proteção a um sistema que sustenta seu poder.

As milícias no Rio surgiram nos anos 2000 como grupos paramilitares formados por policiais, bombeiros, ex-militares e civis, com o suposto objetivo inicial de combater o tráfico.

Elas controlam territórios por extorsão (cobrança de “taxas” por serviços como gás, TV a cabo e segurança), mas evoluíram para redes de corrupção, lavagem de dinheiro e violência seletiva.

Cláudio Castro x Milícias x Narcoterrorismo x Discurso de Hoje
Castro chama CV/PCC de “narcoterroristas”, mas nunca inclui milícias nessa classificação.

Usa o termo para justificar megaoperações, ex: Operação Contenção, 120+ mortos e pedir sanções dos EUA.

Por que não chama milícias de terroristas?
Simples!

Apoio político: milícias financiam campanhas, votam em bloco e têm forte presença no PL, família Bolsonaro e base de Castro.
Pax miliciana: expulsam traficantes, reduzem tiroteios, mas extorquem (gás, TV, segurança). Estado tolera.

Seletividade: operações duras só em favelas do CV; redutos milicianos (Zona Oeste) são intocados.

Risco jurídico: 40% dos milicianos são PMs; enquadrar como terroristas derrubaria a própria polícia e governo.
Discurso de Castro no Congresso Nacional

Sessão solene em homenagem à Operação Contenção (4 PMs mortos, 120+ bandidos).

Principais pontos: Homenageou policiais como “mártires”.
“CV são narcoterroristas” → pressionou por PL Antifacção e Marco da Segurança Pública.

Criticou governo Lula “omissões”, e PF “espetáculos”.
Silêncio total sobre milícias.

Conclusão:

Castro usa o “narcoterrorismo” como arma política contra facções, mas protege milícias por conveniência – elas são parte do sistema que o sustenta.

A omissão sobre as milícias não é erro: é estratégia de poder.


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Quaest: Lula segue na liderança no 1º turno e venceria todos os adversários em 2026

Lula varia de 31% a 39% de intenções de voto nos testes de primeiro turno, com distância considerável para todos os possíveis adversários

O presidente Lula (PT) lidera todos os possíveis cenários eleitorais de primeiro turno para 2026 e venceria qualquer possível adversário em uma disputa de segunda turno. É o que aponta a pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13).

O levantamento aponta que Lula varia de 31% a 39% de intenções de voto nos testes de primeiro turno, com distância considerável para todos os possíveis adversários. A disputa mais apertada é contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, quando soma apenas 5 pontos de vantagem.

Quaest: Lula mantém liderança no 1º turno e venceria qualquer adversário em 2026

Entre os candidatos aptos a concorrer, o mais competitivo é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que aparece com 12 pontos a menos do que Lula em um cenário com apenas três candidatos. Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Eduardo têm desempenhos parecidos, com ampla vantagem para Lula.

No segundo turno, Lula venceria todos os adversários

A vantagem de Lula contra Ciro Gomes (PSDB), Tarcísio e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), é de 5 pontos. Em outubro, ela era de 9 pontos, 12 pontos e 13 pontos, respectivamente. Lula em distância confortável, de mais de dez pontos, contra Eduardo Leite (PSD) e Eduardo Bolsonaro (PL).

A Quaest testou pela primeira vez o nome de Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Livre Brasil (MBL), que teria 25% dos votos, contra 42% de Lula.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

ceria por diferenças entre 3 e 17 pontos percentuais. Contra o inelegível Jair Bolsonaro, teria 42%, ante 39%, o que configura empate técnico. A diferença era de 10 pontos percentuais há um mês.

Cenários do Segundo Turno

*ICL


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A direita bolsonarista sabe lidar tão bem com as facções criminosas, que vira sócia

Essa turma toda come no mesmo prato. E não é o pão que o diabo amassou. Tem muita grana e muito amor envolvido nisso.

Os olhos da rua, a vida como de fato ela é, deixa claro que não há ROTA de colisão, mas de coalizão entre governo Tarcísio e crime organizado.

Antes, havia uma aliança velada, mas agora, ela ficou escancarada. É só puxar a fieira dos fatos principais para entender o que está em jogo nessa operação de compadres.

#CongressoDaBandidagem e #PLDoCrimeOrganizado.Isso está geral  nas redes.

É só farejar a fumaça.

As mudanças no PL fedem a conchavo para proteger quem manda na  grana suja – e Tarcísio, como pupilo de Bolsonaro e queridinho da Faria Lima, está no centro.

Não é “pão que o diabo amassou”, mas uma receita de poder com farinha branca, corrupção e açúcar de impunidade.

Se for coalizão, é porque o crime organizado não colide: ele se infiltra.
Inquéritos como o de Moraes podem ser o estopim.

Ele está cutucando o vespeiro com precisão, falando em silêncio tático dessa “coalizão” enquanto define calendário da prisão de Bolsonaro na Papuda.

Do outro lado, bolsonaristas tentam contra-atacar com #ForçaDerrite, mas está fraco, murcho, brocha.

Se muito, uns 200 posts defendendo o “endurecimento de penas”, mas sem tração e gás.

Operação Carbono Oculto, que pegou lavagem de bilhões ,tem muita bala na agulha pra desdobramentos ainda mais explosivos pra direita que “sabe lidar bem com a bandidagem”


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Hugo Motta foi de grandão a amarelão em 24 horas

É o velho ditado, manda quem pode, obedece quem tem juízo.
E, no caso do PL Antifacção, parece que quem teve juízo foi Hugo Motta que deu pra trás, retirou o PL Antifacção da pauta e diz que não permitirá limitações na atuação da Polícia Federal no texto do projeto.
Bom garoto!

Hugo Motta chegou grandão, botando o projeto na pauta com relator alinhado (Derrite), mas pipocou na hora H: PF bateu o pé,
governo ameaçou derrota, redes sociais explodiram com #DefendamAPF.

Porque, no fim, ninguém quer carregar a pecha de proteger bandido, especialmente quando a PF tá na jogada e o povo está de olho.


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Eles batem continência para o cartel do crime organizado da Faria Lima

A rota do pó passa passa por São Paulo.

Mais precisamente pela Faria Lima.

Faria Lima é a rua do beija-mão da direita bolsonarista. Toda a cúpula da direita bolsonarista tem na Faria Lima um banco 24 horas para chamar de seu.

Daí a explicação da PEC da bandidagem 2.0, operada por Tarcisio de Freitas, Derrite e Hugo Motta.

Sim, há uma articulação clara para limitar o poder da Polícia Federal (PF) em investigações contra o crime organizado, e isso vem logo após operações que expuseram ligações perigosas entre facções como o PCC e o coração financeiro do país, a Avenida Faria Lima.

É isso o que as reportagens e debates no Congresso mostram sem biombos.

O que é essa PEC da Bandidagem 2.0?

Originalmente, refere-se à PEC 3/2021 (ou “PEC da Blindagem”), uma proposta de emenda constitucional que visava restringir investigações e prisões de parlamentares, dando mais poder aos governadores sobre forças policiais.

Ela foi barrada pelo Congresso em setembro de 2025, após protestos nas ruas, mas críticos a chamavam de PEC da Bandidagem, por proteger, de forma descarada, corruptos e criminosos influentes.

Agora, a “versão 2.0” é o substitutivo apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao PL 5.582/2025, o “PL Antifacção”.
Um projeto original do governo Lula para endurecer o combate à facções criminosas.

Derrite, que é secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas, alterou todo o texto para limitar a PF:
Investigação de crimes interestaduais ou transnacionais (como lavagem de dinheiro pelo PCC) passaria a depender de autorização dos governadores e ficaria sob responsabilidade das Polícias Civis e Justiça Estadual. Isso contraria o artigo 144 da Constituição, que dá autonomia à PF.

Equiparar facções a terroristas:
Penas de até 40 anos, bloqueio de bens e intervenção em empresas ligadas ao crime – soa duro, mas na prática enfraquece a coordenação federal, protegendo redes de lavagem em centros financeiros.
Hugo Motta indicou Derrite como relator na sexta (7/11/2025) e liberou o texto para pauta urgente, ignorando apelos do Planalto para adiar até após a COP30.

Motta, depois mediou uma reunião com o diretor da PF, Andrei Rodrigues, prometendo ajustes, mas o estrago já foi feito:
o texto é uma escancarada manobra inconstitucional para blindar investigações sensíveis.

Ou seja, dos endinheirados da Faria Lima e congêneres. Patrocinadores de Tarcísio e Cia bolsonarista.

A Rota do Pó na Faria Lima.

Por que isso fede a proteção?
A Faria Lima, epicentro do mercado financeiro brasileiro (bancos, fundos de investimento, escritórios de advocacia), é o oráculo da elite bolsonarista.

Grandes doadores de Tarcísio (como fundos que apoiam sua pré-candidatura à Presidência em 2026) estão lá, e é de lá que vem o apoio a pautas anti-PF.

Trocando em miúdos, é pra lá de óbvio que Tarcísio mandou Derrite blindar os peixes grandes que a PF está pegando.

A Santíssima Trindade da malandragem, Tarcísio, Derrite, Motta:
Tarcísio de Freitas, Governador de SP, herdeiro bolsonarista, com laços apertados à Faria Lima, recebeu R$ 500 mil de doadores ligados a esquemas suspeitos.

Seu governo é acusado de falhar no controle do PCC – que cresceu em SP, inclusive com infiltração financeira.

Derrite é seu homem de confiança: ex-policial, licenciado para relatar o PL, mas com histórico putrefato, foi afastado da Rota por “excesso de letalidade”.

Guilherme Derrite, “carniceiro paulista relator que transformou um PL antifacções em escudo para o crime dos podres de chique da Faria Lima, ignora a expertise federal e prioriza estados, conveniente para governadores como Tarcísio, que poderiam barrar operações incômodas.

Hugo Motta: Presidente da Câmara, traíra compulsivo, deu carta branca a Derrite.

Motta é pré-candidato ao Senado e usa o cargo para vitrine bolsonarista. Simples assim.

Juntos, formam o “trio da tramoia”, como escreveu Reinaldo Azevedo na UOL: “Nem a PEC da Blindagem chegou tão longe.” A PF chamou o relatório de inaceitável e inconcebível”

Lula e Gleisi pressionam por veto. PT, PSOL e até a PF pedem mudanças radicais.

Afinal, é o maior ataque da história à PF.

Derrite deve apresentar versão ajustada hoje (11/11), mas o debate na Câmara é tenso e reativo por parte da esquerda.

Se passar sem freios, pode travar investigações nacionais.

O Planalto vê como “golpe político” em plena COP30.
Em resumo: é uma jogada para proteger os “cartéis” da elite financeira e política da direita, usando o PL como cavalo de Troia.

A Faria Lima não é só “rua do beija-mão” é o balde da lavagem, e essa PEC 2.0 fede a desespero pós-Carbono Oculto.

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STF começa o julgamento dos Kids Pretos, acusados de planejar a morte de Moraes, Lula e Alckmin

Hoje, 11 de novembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de dez réus acusados de integrar o “núcleo 3” da suposta trama golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. O grupo é conhecido como “kids pretos”, termo que se refere a militares das Forças Especiais do Exército (como o Batalhão de Operações Especiais de Lagem, em Goiânia), treinados para missões sigilosas e de alto risco, frequentemente usando uniformes pretos.

Eles são denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por planejar ações armadas, incluindo o assassinato e sequestro de autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin, além de incitar a adesão de militares a um golpe de Estado.

O julgamento começou com a leitura do relatório pelo relator, Alexandre de Moraes, e deve prosseguir com sustentações orais da acusação (PGR) e das defesas. Sessões estão marcadas para os dias 11, 12, 18 e 19 de novembro, sem previsão de votação imediata. O ministro Luiz Fux não participa, pois deixou a Turma em outubro e não formalizou pedido para votar nesses casos.

Trama golpista
A denúncia da PGR, baseada em investigações da Polícia Federal (como as operações Tempus Veritatis e Contragolpe), acusa o núcleo 3 de operacionalizar o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa:

  • Assassinatos seletivos: Alvos incluíam Moraes (em 15 de dezembro de 2022), Lula e Alckmin, para gerar caos social e justificar uma intervenção militar.
  • Sequestros e monitoramento: Operação “Copa 2022” planejava capturar Moraes, mas foi cancelada. Os réus usaram técnicas de anonimato (como aparelhos clandestinos) para vigiar alvos.
  • Incitação e pressão: Uso de conhecimentos militares para recrutar e pressionar comandantes das Forças Armadas a aderir ao golpe, incluindo a divulgação de uma minuta de decreto de estado de defesa.

O núcleo militar da trama foi dividido em subgrupos, com os “kids pretos” responsáveis pelas ações táticas mais graves. A PGR imputa aos réus crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Para um réu específico (tenente-coronel Ronald Ferreira Júnior), a PGR pediu desclassificação para apenas incitação ao crime, por falta de provas de participação direta.

Quem são os réus?
O grupo é composto por nove militares (da ativa e reserva) e um policial federal. Aqui vai uma tabela com os principais acusados e suas alegadas funções, baseada na denúncia da PGR:

  • Hélio Ferreira Lima: Tenente-coronel do Exército (Goiânia) | Coautor da planilha de etapas do golpe; planejamento de ataques a Lula, Alckmin e Moraes; gestão financeira dos planos (repasse a Mauro Cid).
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo: Tenente-coronel do Exército  Coidealizador da “Copa 2022” (sequestro e morte de Moraes); monitoramento de alvos.
  • Rafael Oliveira: Capitão do Exército (Forças Especiais)  Participação no “Punhal Verde e Amarelo”; monitoramento de Moraes com técnicas clandestinas.
  • Wladimir Matos Soares: Capitão do Exército (Forças Especiais)  Planejamento de assassinatos para caos social; pressão a superiores.
  • Estevam Theophilo: General da reserva (Alto Comando do Exército)  Deu aval aos planos em reunião com Bolsonaro; incentivou adesão militar ao golpe.
  • Márcio Nunes de Resende Júnior:  Coronel do Exército, que cedeu imóvel para reuniões golpistas; articulação para influenciar comandantes, mesmo sabendo da ausência de fraude eleitoral.
  • Bernardo Romão Correa Neto: Coronel do Exército. Pressão e incitação de militares; participação em reuniões.
  • Fabrício Bastos: Militar (detalhes não especificados) Incitação de pares nas Forças Armadas.
  • Sérgio Cavaliere:  Militar (detalhes não especificados). Incitação e adesão ao plano.
  • Agente da PF: (nome não divulgado em fontes iniciais). Policial Federal Fornecimento de informações sobre a posse de Lula em 1º de janeiro de 2023.

Dois réus (Bernardo Romão e Rodrigo Azevedo) estão em custódia, com deslocamento autorizado por Moraes sob escolta e proibição de entrevistas.

O julgamento é transmitido pelo canal do STF no YouTube e TV Justiça.

A Primeira Turma já condenou 15 réus em outros núcleos da trama (incluindo o “núcleo crucial” com Bolsonaro). Se condenados, os “kids pretos” podem pegar penas proporcionais, variando de 4 a 12 anos por crime. O caso reforça as investigações sobre a tentativa de ruptura democrática pós-eleições de 2022.


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Liberação do PL Antifacção acirra tensão entre Planalto e Câmara

A liberação do parecer sobre o Projeto de Lei (PL) Antifacção, ocorrida em 10 de novembro de 2025, intensificou as tensões entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados. O PL 5.582/2025, enviado pelo governo Lula em 31 de outubro como resposta ao crime organizado (após operações no Rio de Janeiro), cria o tipo penal de “organização criminosa qualificada” (facção criminosa), com penas de 8 a 15 anos (podendo chegar a 30 em casos de homicídio), infiltração de agentes, banco nacional de perfis genéticos e medidas para descapitalizar facções.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nomeou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP)** — ex-secretário de Segurança de São Paulo e aliado de Tarcísio de Freitas — como relator. Derrite se licenciou do cargo estadual para assumir a relatoria.

Derrite apresentou um substitutivo que renomeou o PL para “Marco Legal do Combate ao Crime Organizado”, incorporando elementos de propostas da oposição (como equiparação por lesividade a atos terroristas, sem classificar facções diretamente como terroristas) e alterando pontos do texto original do governo.

Principais mudanças criticadas

Condiciona atuações conjuntas da Polícia Federal (PF) com polícias estaduais a pedido formal do governador, o que o governo vê como enfraquecimento da PF e “presente às facções”.
– Pode paralisar investigações interestaduais ou transnacionais e favorecer interferência política, segundo PF e especialistas.

Reação do Planalto
Lula ligou pessoalmente para Motta reclamando que a liberação “soaria como desrespeito ao governo”.

Gleisi Hoffmann (ministra das Relações Institucionais) chamou de “desrespeito” e “presente para facções”, afirmando que o texto limita a PF e contamina o debate.

Líderes governistas como Lindbergh Farias (PT-RJ) veem como “maior ataque à história da PF” e articulam adiamento ou alterações.

O governo teme perda de controle sobre a pauta de segurança para 2026 e estuda reações, como atrasar emendas parlamentares.

Posição da Câmara e oposição
Motta defendeu como “pauta suprapartidária” e incluiu na pauta do plenário para 11 de novembro (semana esvaziada pela COP30, com sessões remotas).

Derrite promete texto técnico, ouvindo todos os lados, e nega brechas para intervenção externa.

Oposição (bolsonaristas) comemora, vendo como esvaziamento de pauta governista e vitrine eleitoral.

O episódio expõe disputa pelo protagonismo na segurança pública, com o governo acusando Motta de autonomia excessiva e entrega à direita, enquanto a Câmara busca equilíbrio (mas acena à oposição). A votação em regime de urgência pode ocorrer já nesta terça (11), mas o Planalto pressiona por mudanças ou adiamento. No X, o tema gera debates polarizados, com críticas a Motta.


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Quem eles querem blindar

Explicitamente Derrite, Hugo Motta e Tarcísio querem usar o PL Antifacção para blindar aliados políticos, especialmente milícias ligadas à extrema-direita, de investigações da Polícia Federal.
Zeca Dirceu (líder do PT)

“É um golpe na segurança pública. Tarcísio usa Derrite para calar a PF e proteger seus aliados no RJ e SP.”

Mecanismo da blindagem: Art. novo no PL: PF só atua em facções com pedido formal do governador.

Consequência: Tarcísio (ou aliados) pode vetar operações da PF contra milícias em SP/RJ.

Exemplo real: Operação Carbono Oculto (PF) investiga lavagem via empresas ligadas a grupos paramilitares — poderia ser bloqueada.


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Moraes determina que governo Castro prove motivos para operação com 121 mortos

Governo do RJ terá que enviar relatórios de inteligência que provem a presença dos suspeitos alvos de mandados no Alemão e na Penha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o governo do Rio de Janeiro apresente em 48 horas as provas de que 51 alvos de mandados judiciais estavam escondidos nos complexos do Alemão e da Penha. O cumprimento dos mandados de prisão foi a justificativa apresentada pela gestão de Cláudio Castro (PL-RJ) como justificativa para a Operação Contenção, que terminou com 121 pessoas mortas —das quais quatro policiais.

Para provar a presença dos criminosos alvos dos mandados, Moraes –que provisoriamente ocupa o cargo de relator da ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, conhecida como ADPF das Favelas– determinou que o governo do Rio envie ao STF relatórios de inteligência sobre o tema. A documentação será mantida em sigilo.

Em decisão proferida no último sábado (8), Moraes também determina que sejam enviadas as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais que participaram da ação, assim como os laudos de necropsia realizados nos corpos das vítimas da operação.

Ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Moraes determinou que seja enviada uma lista das das pessoas com mandado de prisão expedidos no processo que justificou a Operação Contenção, bem como a relação de alvos que foram efetivamente presos na ação. O ministro solicitou ainda o envio de uma ‘relação das demais pessoas presas – por mandado ou em flagrante – na citada operação e que não constavam nos referidos mandados e a situação processual de cada uma”.

Já para o Ministério Público do Rio de Janeiro, a determinação foi do envio das perícias independentes realizadas nos corpos das vítimas da operação e do procedimento de investigação aberto para apurar possíveis desvios cometidos durante a Operação Contenção.

Moraes anula ato do CNMP
De ofício, o ministro Alexandre de Moraes ainda a suspensão imediata de um processo administrativo em curso no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) contra o procurador da República Júlio José de Araújo Junior, procurador regional de Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro.

No processo, o MP-RJ questionava o envio de um ofício por Araújo e pelo defensor regional de Direitos Humanos da DPU (Defensoria Pública da União) no Rio de Janeiro, Thales Arcoverde Treiger, solicitando diversas informações sobre a Operação Contenção e sobre o cumprimento das determinações do STF na ADPF das Favelas.

O CNMP terá que explicar sua atuação no caso em até 48 horas.

Moraes ainda determinou a suspensão do inquérito aberto pela 22ª DP (Penha) para investigar familiares de mortos durante a operação e outros moradores da região por removerem os corpos abandonados pelas forças policiais na área de mata que liga os complexos do Alemão e da Penha, conhecida como Vacaria. Para entidades de defesa de direitos humanos, a abertura do inquérito era uma tentativa de intimidação da Polícia Civil contra familiares que denunciaram possíveis crimes cometidos durante a ação policial.

*Juliana Dal Piva/ICL


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