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O que mudou no Rio depois da carnificina de Claudio Castro?

Nada! Rigorosamente nada!

Reduziu o consumo de drogas na favela ou no asfalto após a chacina?

Não, não há evidências de redução no consumo de drogas em lugar nenhum.

Pelo contrário, relatos e apreensões indicam que o tráfico continua ativo, com rotas de abastecimento intactas e distribuição de drogas prosseguindo apesar das mortes e prisões no Complexo do Alemão e da Penha.

Sem Queda no Consumo

O consumo não reduziu (estimado em 10t/mês pré-operação), e rotas de reabastecimento (ex.: 30 pistolas de SP em 12/11) indicam retomada rápida.

O impacto no faturamento é “ínfimo” para desarticular o CV, segundo o subsecretário de inteligência da PM-RJ (audiência no Senado, 5/11).

Faturamento Bilionário

Um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2025) estima que facções como CV e PCC geraram R$146,8 bilhões em 2022 com ilícitos — quase 10x mais que cocaína (R$15 bi ou ~US$2,8 bi).

No RJ, o CV usa drogas como pilar principal, mas diversifica (extorsão, armas), com o Rio como “abrigo para chefes nacionais”

O histórico de expansão do CV (com mais dinheiro circulando) sugere que o mercado se recupera sem perdas duradouras, perpetuando lucros bilionários.

Para redução real, especialistas (ex.: Observatório de Segurança) defendem foco em finanças e inteligência federal, não só repressão letal.

A chacina de Cláudio Castro chamada “Operação Contenção”, realizada em 28 de outubro de 2025 nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Os Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, continuam dominados pelo Comando Vermelho (CV), mesmo após a megaoperação policial, com barricada, com tudo.

Ou seja, a operação de Claudio Castro, simplesmente não desmantelou o controle territorial do CV.

Relatos de moradores, denúncias ao Disque Denúncia e ações policiais recentes indicam que o tráfico retomou rotinas, com barricadas, monitoramento via câmeras e movimentação de armas.

Uma semana após a ação, moradores relatam que a rotina voltou, mas com sangue nas ruas e trauma psicológico.

Escolas e comércios reabriram, mas barricadas do CV persistem em acessos, e há relatos de “recolher obrigatório” imposto pela facção em áreas específicas.

O Globo (7/11) descreve bandidos mantendo bases na Serra da Misericórdia (mata que separa Alemão e Penha), onde 60+ corpos foram encontrados durante a operação.

QG Nacional do CV
Os complexos (26 comunidades, ~112 mil moradores) são o “quartel-general” do CV desde os anos 1990, coordenando decisões para outros estados (BA, GO, PA, AM, MA).

A operação matou 12 lideranças regionais de fora do RJ, mas o núcleo fluminense, incluindo treinamentos de guerrilha e distribuição de drogas, segue operacional.

Tudo não passou de um grande espetáculo. Nada se moveu em prol do estado do Rio de janeiro e sua população. Já Claudio Castro segue fazendo coreto político em cima dos caixões para sua candidatura ao Senado.


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Vídeo: Desesperado com uma possível extradição, Eduardo Bolsonaro ataca Zema e aliados, “prostitutas” que traíram o clã

Isolado nos EUA, Eduardo Bolsonaro tem se ocupado em atacar aliados que vão, um a um, abandonando o clã. Em vídeo, ele mostra desespero sobre possível extradição, citando caso de Eduardo Tagilaferro na Itália.

Risco de extradição
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (12), Eduardo Bolsonaro se mostrou desesperado com a hipótese de ser extraditado de volta ao Brasil, citando o caso de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foragido na Itália após investigação sobre vazamento de informações de seu celular com ataques a Moraes, Tagliaferro teve a extradição pedida pelo próprio ministro, acendendo um alerta em Eduardo Bolsonaro – que está cada dia mais escanteado por interlocutores do governo Donald Trump, nos EUA.

“O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, solicitou a extradição de Eduardo Tagliaferro pelos mesmos supostos “crimes” que ele também me atribui: denunciar no exterior as violações de direitos humanos cometidas pelo próprio Moraes. E o Procurador-Geral, Paulo Gonet, já sancionado pelos EUA com a revogação do visto, segue as ordens de Moraes investigando aqueles que os denunciam”, escreveu.

Em vídeo na mesma publicação, em que aparece visivelmente transtornado, Eduardo compara o caso de Tagliaferro com o dele.

“Tanto eu quanto o Eduardo Tagliaferro, sofremos o mesmo método de perseguição. O Tagliaferro é uma pessoa que trabalhou junto com Alexandre de Moraes, ele foi a inteligência e foi usado na perseguição, principalmente implementada na eleição de 2022. Hoje, o Tagliaferro está na Itália, denunciando os crimes do Moraes. E quem é que pede a extradição do Tagliaferro? O Moraes”, avalia o filho de Bolsonaro.

Eduardo, então, diz que também está nos EUA “denunciando os crimes do Moraes” e reclamou do processo em que é acusado de coação. A ação deve ser julgada pelo STF. E caso seja Eduardo seja condenado, o Brasil pode pedir a extradição dele ao governo Donald Trump, diz Forum.

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Por que Claudio Castro não chama as milícias de terroristas?

A omissão de Castro não é acidental: é uma proteção a um sistema que sustenta seu poder.

As milícias no Rio surgiram nos anos 2000 como grupos paramilitares formados por policiais, bombeiros, ex-militares e civis, com o suposto objetivo inicial de combater o tráfico.

Elas controlam territórios por extorsão (cobrança de “taxas” por serviços como gás, TV a cabo e segurança), mas evoluíram para redes de corrupção, lavagem de dinheiro e violência seletiva.

Cláudio Castro x Milícias x Narcoterrorismo x Discurso de Hoje
Castro chama CV/PCC de “narcoterroristas”, mas nunca inclui milícias nessa classificação.

Usa o termo para justificar megaoperações, ex: Operação Contenção, 120+ mortos e pedir sanções dos EUA.

Por que não chama milícias de terroristas?
Simples!

Apoio político: milícias financiam campanhas, votam em bloco e têm forte presença no PL, família Bolsonaro e base de Castro.
Pax miliciana: expulsam traficantes, reduzem tiroteios, mas extorquem (gás, TV, segurança). Estado tolera.

Seletividade: operações duras só em favelas do CV; redutos milicianos (Zona Oeste) são intocados.

Risco jurídico: 40% dos milicianos são PMs; enquadrar como terroristas derrubaria a própria polícia e governo.
Discurso de Castro no Congresso Nacional

Sessão solene em homenagem à Operação Contenção (4 PMs mortos, 120+ bandidos).

Principais pontos: Homenageou policiais como “mártires”.
“CV são narcoterroristas” → pressionou por PL Antifacção e Marco da Segurança Pública.

Criticou governo Lula “omissões”, e PF “espetáculos”.
Silêncio total sobre milícias.

Conclusão:

Castro usa o “narcoterrorismo” como arma política contra facções, mas protege milícias por conveniência – elas são parte do sistema que o sustenta.

A omissão sobre as milícias não é erro: é estratégia de poder.


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Quaest: Lula segue na liderança no 1º turno e venceria todos os adversários em 2026

Lula varia de 31% a 39% de intenções de voto nos testes de primeiro turno, com distância considerável para todos os possíveis adversários

O presidente Lula (PT) lidera todos os possíveis cenários eleitorais de primeiro turno para 2026 e venceria qualquer possível adversário em uma disputa de segunda turno. É o que aponta a pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13).

O levantamento aponta que Lula varia de 31% a 39% de intenções de voto nos testes de primeiro turno, com distância considerável para todos os possíveis adversários. A disputa mais apertada é contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, quando soma apenas 5 pontos de vantagem.

Quaest: Lula mantém liderança no 1º turno e venceria qualquer adversário em 2026

Entre os candidatos aptos a concorrer, o mais competitivo é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que aparece com 12 pontos a menos do que Lula em um cenário com apenas três candidatos. Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Eduardo têm desempenhos parecidos, com ampla vantagem para Lula.

No segundo turno, Lula venceria todos os adversários

A vantagem de Lula contra Ciro Gomes (PSDB), Tarcísio e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), é de 5 pontos. Em outubro, ela era de 9 pontos, 12 pontos e 13 pontos, respectivamente. Lula em distância confortável, de mais de dez pontos, contra Eduardo Leite (PSD) e Eduardo Bolsonaro (PL).

A Quaest testou pela primeira vez o nome de Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Livre Brasil (MBL), que teria 25% dos votos, contra 42% de Lula.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

ceria por diferenças entre 3 e 17 pontos percentuais. Contra o inelegível Jair Bolsonaro, teria 42%, ante 39%, o que configura empate técnico. A diferença era de 10 pontos percentuais há um mês.

Cenários do Segundo Turno

*ICL


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A direita bolsonarista sabe lidar tão bem com as facções criminosas, que vira sócia

Essa turma toda come no mesmo prato. E não é o pão que o diabo amassou. Tem muita grana e muito amor envolvido nisso.

Os olhos da rua, a vida como de fato ela é, deixa claro que não há ROTA de colisão, mas de coalizão entre governo Tarcísio e crime organizado.

Antes, havia uma aliança velada, mas agora, ela ficou escancarada. É só puxar a fieira dos fatos principais para entender o que está em jogo nessa operação de compadres.

#CongressoDaBandidagem e #PLDoCrimeOrganizado.Isso está geral  nas redes.

É só farejar a fumaça.

As mudanças no PL fedem a conchavo para proteger quem manda na  grana suja – e Tarcísio, como pupilo de Bolsonaro e queridinho da Faria Lima, está no centro.

Não é “pão que o diabo amassou”, mas uma receita de poder com farinha branca, corrupção e açúcar de impunidade.

Se for coalizão, é porque o crime organizado não colide: ele se infiltra.
Inquéritos como o de Moraes podem ser o estopim.

Ele está cutucando o vespeiro com precisão, falando em silêncio tático dessa “coalizão” enquanto define calendário da prisão de Bolsonaro na Papuda.

Do outro lado, bolsonaristas tentam contra-atacar com #ForçaDerrite, mas está fraco, murcho, brocha.

Se muito, uns 200 posts defendendo o “endurecimento de penas”, mas sem tração e gás.

Operação Carbono Oculto, que pegou lavagem de bilhões ,tem muita bala na agulha pra desdobramentos ainda mais explosivos pra direita que “sabe lidar bem com a bandidagem”


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Hugo Motta foi de grandão a amarelão em 24 horas

É o velho ditado, manda quem pode, obedece quem tem juízo.
E, no caso do PL Antifacção, parece que quem teve juízo foi Hugo Motta que deu pra trás, retirou o PL Antifacção da pauta e diz que não permitirá limitações na atuação da Polícia Federal no texto do projeto.
Bom garoto!

Hugo Motta chegou grandão, botando o projeto na pauta com relator alinhado (Derrite), mas pipocou na hora H: PF bateu o pé,
governo ameaçou derrota, redes sociais explodiram com #DefendamAPF.

Porque, no fim, ninguém quer carregar a pecha de proteger bandido, especialmente quando a PF tá na jogada e o povo está de olho.


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Política

Eles batem continência para o cartel do crime organizado da Faria Lima

A rota do pó passa passa por São Paulo.

Mais precisamente pela Faria Lima.

Faria Lima é a rua do beija-mão da direita bolsonarista. Toda a cúpula da direita bolsonarista tem na Faria Lima um banco 24 horas para chamar de seu.

Daí a explicação da PEC da bandidagem 2.0, operada por Tarcisio de Freitas, Derrite e Hugo Motta.

Sim, há uma articulação clara para limitar o poder da Polícia Federal (PF) em investigações contra o crime organizado, e isso vem logo após operações que expuseram ligações perigosas entre facções como o PCC e o coração financeiro do país, a Avenida Faria Lima.

É isso o que as reportagens e debates no Congresso mostram sem biombos.

O que é essa PEC da Bandidagem 2.0?

Originalmente, refere-se à PEC 3/2021 (ou “PEC da Blindagem”), uma proposta de emenda constitucional que visava restringir investigações e prisões de parlamentares, dando mais poder aos governadores sobre forças policiais.

Ela foi barrada pelo Congresso em setembro de 2025, após protestos nas ruas, mas críticos a chamavam de PEC da Bandidagem, por proteger, de forma descarada, corruptos e criminosos influentes.

Agora, a “versão 2.0” é o substitutivo apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao PL 5.582/2025, o “PL Antifacção”.
Um projeto original do governo Lula para endurecer o combate à facções criminosas.

Derrite, que é secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas, alterou todo o texto para limitar a PF:
Investigação de crimes interestaduais ou transnacionais (como lavagem de dinheiro pelo PCC) passaria a depender de autorização dos governadores e ficaria sob responsabilidade das Polícias Civis e Justiça Estadual. Isso contraria o artigo 144 da Constituição, que dá autonomia à PF.

Equiparar facções a terroristas:
Penas de até 40 anos, bloqueio de bens e intervenção em empresas ligadas ao crime – soa duro, mas na prática enfraquece a coordenação federal, protegendo redes de lavagem em centros financeiros.
Hugo Motta indicou Derrite como relator na sexta (7/11/2025) e liberou o texto para pauta urgente, ignorando apelos do Planalto para adiar até após a COP30.

Motta, depois mediou uma reunião com o diretor da PF, Andrei Rodrigues, prometendo ajustes, mas o estrago já foi feito:
o texto é uma escancarada manobra inconstitucional para blindar investigações sensíveis.

Ou seja, dos endinheirados da Faria Lima e congêneres. Patrocinadores de Tarcísio e Cia bolsonarista.

A Rota do Pó na Faria Lima.

Por que isso fede a proteção?
A Faria Lima, epicentro do mercado financeiro brasileiro (bancos, fundos de investimento, escritórios de advocacia), é o oráculo da elite bolsonarista.

Grandes doadores de Tarcísio (como fundos que apoiam sua pré-candidatura à Presidência em 2026) estão lá, e é de lá que vem o apoio a pautas anti-PF.

Trocando em miúdos, é pra lá de óbvio que Tarcísio mandou Derrite blindar os peixes grandes que a PF está pegando.

A Santíssima Trindade da malandragem, Tarcísio, Derrite, Motta:
Tarcísio de Freitas, Governador de SP, herdeiro bolsonarista, com laços apertados à Faria Lima, recebeu R$ 500 mil de doadores ligados a esquemas suspeitos.

Seu governo é acusado de falhar no controle do PCC – que cresceu em SP, inclusive com infiltração financeira.

Derrite é seu homem de confiança: ex-policial, licenciado para relatar o PL, mas com histórico putrefato, foi afastado da Rota por “excesso de letalidade”.

Guilherme Derrite, “carniceiro paulista relator que transformou um PL antifacções em escudo para o crime dos podres de chique da Faria Lima, ignora a expertise federal e prioriza estados, conveniente para governadores como Tarcísio, que poderiam barrar operações incômodas.

Hugo Motta: Presidente da Câmara, traíra compulsivo, deu carta branca a Derrite.

Motta é pré-candidato ao Senado e usa o cargo para vitrine bolsonarista. Simples assim.

Juntos, formam o “trio da tramoia”, como escreveu Reinaldo Azevedo na UOL: “Nem a PEC da Blindagem chegou tão longe.” A PF chamou o relatório de inaceitável e inconcebível”

Lula e Gleisi pressionam por veto. PT, PSOL e até a PF pedem mudanças radicais.

Afinal, é o maior ataque da história à PF.

Derrite deve apresentar versão ajustada hoje (11/11), mas o debate na Câmara é tenso e reativo por parte da esquerda.

Se passar sem freios, pode travar investigações nacionais.

O Planalto vê como “golpe político” em plena COP30.
Em resumo: é uma jogada para proteger os “cartéis” da elite financeira e política da direita, usando o PL como cavalo de Troia.

A Faria Lima não é só “rua do beija-mão” é o balde da lavagem, e essa PEC 2.0 fede a desespero pós-Carbono Oculto.

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STF começa o julgamento dos Kids Pretos, acusados de planejar a morte de Moraes, Lula e Alckmin

Hoje, 11 de novembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de dez réus acusados de integrar o “núcleo 3” da suposta trama golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. O grupo é conhecido como “kids pretos”, termo que se refere a militares das Forças Especiais do Exército (como o Batalhão de Operações Especiais de Lagem, em Goiânia), treinados para missões sigilosas e de alto risco, frequentemente usando uniformes pretos.

Eles são denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por planejar ações armadas, incluindo o assassinato e sequestro de autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin, além de incitar a adesão de militares a um golpe de Estado.

O julgamento começou com a leitura do relatório pelo relator, Alexandre de Moraes, e deve prosseguir com sustentações orais da acusação (PGR) e das defesas. Sessões estão marcadas para os dias 11, 12, 18 e 19 de novembro, sem previsão de votação imediata. O ministro Luiz Fux não participa, pois deixou a Turma em outubro e não formalizou pedido para votar nesses casos.

Trama golpista
A denúncia da PGR, baseada em investigações da Polícia Federal (como as operações Tempus Veritatis e Contragolpe), acusa o núcleo 3 de operacionalizar o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa:

  • Assassinatos seletivos: Alvos incluíam Moraes (em 15 de dezembro de 2022), Lula e Alckmin, para gerar caos social e justificar uma intervenção militar.
  • Sequestros e monitoramento: Operação “Copa 2022” planejava capturar Moraes, mas foi cancelada. Os réus usaram técnicas de anonimato (como aparelhos clandestinos) para vigiar alvos.
  • Incitação e pressão: Uso de conhecimentos militares para recrutar e pressionar comandantes das Forças Armadas a aderir ao golpe, incluindo a divulgação de uma minuta de decreto de estado de defesa.

O núcleo militar da trama foi dividido em subgrupos, com os “kids pretos” responsáveis pelas ações táticas mais graves. A PGR imputa aos réus crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Para um réu específico (tenente-coronel Ronald Ferreira Júnior), a PGR pediu desclassificação para apenas incitação ao crime, por falta de provas de participação direta.

Quem são os réus?
O grupo é composto por nove militares (da ativa e reserva) e um policial federal. Aqui vai uma tabela com os principais acusados e suas alegadas funções, baseada na denúncia da PGR:

  • Hélio Ferreira Lima: Tenente-coronel do Exército (Goiânia) | Coautor da planilha de etapas do golpe; planejamento de ataques a Lula, Alckmin e Moraes; gestão financeira dos planos (repasse a Mauro Cid).
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo: Tenente-coronel do Exército  Coidealizador da “Copa 2022” (sequestro e morte de Moraes); monitoramento de alvos.
  • Rafael Oliveira: Capitão do Exército (Forças Especiais)  Participação no “Punhal Verde e Amarelo”; monitoramento de Moraes com técnicas clandestinas.
  • Wladimir Matos Soares: Capitão do Exército (Forças Especiais)  Planejamento de assassinatos para caos social; pressão a superiores.
  • Estevam Theophilo: General da reserva (Alto Comando do Exército)  Deu aval aos planos em reunião com Bolsonaro; incentivou adesão militar ao golpe.
  • Márcio Nunes de Resende Júnior:  Coronel do Exército, que cedeu imóvel para reuniões golpistas; articulação para influenciar comandantes, mesmo sabendo da ausência de fraude eleitoral.
  • Bernardo Romão Correa Neto: Coronel do Exército. Pressão e incitação de militares; participação em reuniões.
  • Fabrício Bastos: Militar (detalhes não especificados) Incitação de pares nas Forças Armadas.
  • Sérgio Cavaliere:  Militar (detalhes não especificados). Incitação e adesão ao plano.
  • Agente da PF: (nome não divulgado em fontes iniciais). Policial Federal Fornecimento de informações sobre a posse de Lula em 1º de janeiro de 2023.

Dois réus (Bernardo Romão e Rodrigo Azevedo) estão em custódia, com deslocamento autorizado por Moraes sob escolta e proibição de entrevistas.

O julgamento é transmitido pelo canal do STF no YouTube e TV Justiça.

A Primeira Turma já condenou 15 réus em outros núcleos da trama (incluindo o “núcleo crucial” com Bolsonaro). Se condenados, os “kids pretos” podem pegar penas proporcionais, variando de 4 a 12 anos por crime. O caso reforça as investigações sobre a tentativa de ruptura democrática pós-eleições de 2022.


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Liberação do PL Antifacção acirra tensão entre Planalto e Câmara

A liberação do parecer sobre o Projeto de Lei (PL) Antifacção, ocorrida em 10 de novembro de 2025, intensificou as tensões entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados. O PL 5.582/2025, enviado pelo governo Lula em 31 de outubro como resposta ao crime organizado (após operações no Rio de Janeiro), cria o tipo penal de “organização criminosa qualificada” (facção criminosa), com penas de 8 a 15 anos (podendo chegar a 30 em casos de homicídio), infiltração de agentes, banco nacional de perfis genéticos e medidas para descapitalizar facções.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nomeou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP)** — ex-secretário de Segurança de São Paulo e aliado de Tarcísio de Freitas — como relator. Derrite se licenciou do cargo estadual para assumir a relatoria.

Derrite apresentou um substitutivo que renomeou o PL para “Marco Legal do Combate ao Crime Organizado”, incorporando elementos de propostas da oposição (como equiparação por lesividade a atos terroristas, sem classificar facções diretamente como terroristas) e alterando pontos do texto original do governo.

Principais mudanças criticadas

Condiciona atuações conjuntas da Polícia Federal (PF) com polícias estaduais a pedido formal do governador, o que o governo vê como enfraquecimento da PF e “presente às facções”.
– Pode paralisar investigações interestaduais ou transnacionais e favorecer interferência política, segundo PF e especialistas.

Reação do Planalto
Lula ligou pessoalmente para Motta reclamando que a liberação “soaria como desrespeito ao governo”.

Gleisi Hoffmann (ministra das Relações Institucionais) chamou de “desrespeito” e “presente para facções”, afirmando que o texto limita a PF e contamina o debate.

Líderes governistas como Lindbergh Farias (PT-RJ) veem como “maior ataque à história da PF” e articulam adiamento ou alterações.

O governo teme perda de controle sobre a pauta de segurança para 2026 e estuda reações, como atrasar emendas parlamentares.

Posição da Câmara e oposição
Motta defendeu como “pauta suprapartidária” e incluiu na pauta do plenário para 11 de novembro (semana esvaziada pela COP30, com sessões remotas).

Derrite promete texto técnico, ouvindo todos os lados, e nega brechas para intervenção externa.

Oposição (bolsonaristas) comemora, vendo como esvaziamento de pauta governista e vitrine eleitoral.

O episódio expõe disputa pelo protagonismo na segurança pública, com o governo acusando Motta de autonomia excessiva e entrega à direita, enquanto a Câmara busca equilíbrio (mas acena à oposição). A votação em regime de urgência pode ocorrer já nesta terça (11), mas o Planalto pressiona por mudanças ou adiamento. No X, o tema gera debates polarizados, com críticas a Motta.


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Quem eles querem blindar

Explicitamente Derrite, Hugo Motta e Tarcísio querem usar o PL Antifacção para blindar aliados políticos, especialmente milícias ligadas à extrema-direita, de investigações da Polícia Federal.
Zeca Dirceu (líder do PT)

“É um golpe na segurança pública. Tarcísio usa Derrite para calar a PF e proteger seus aliados no RJ e SP.”

Mecanismo da blindagem: Art. novo no PL: PF só atua em facções com pedido formal do governador.

Consequência: Tarcísio (ou aliados) pode vetar operações da PF contra milícias em SP/RJ.

Exemplo real: Operação Carbono Oculto (PF) investiga lavagem via empresas ligadas a grupos paramilitares — poderia ser bloqueada.


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