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Política

A direita bolsonarista é uma papa de sabujos dos EUA

As armas pesadas, usadas pelo tráfico, vêm dos EUA, mas Trump quer punir países considerados tocas de um suposto narcoterrorismo e, para tanto, tem apoio irrestrito da direita bolsonarista e de outros bacorinhos conservadores

Por isso, Derrite, que é um filhote de Bolsonaro com Tarcísio, quer que os EUA ataquem o Brasil militarmente para “combater” PCC e CV, por conta de uma classificação ajeitadora de “narcoterrorismo” para o crime organizado no Brasil

Trump agradece tanta submissão espontânea, tanta viralatisse rastejante desses lacaios rastaqueras antinacionais.

Os EUA exportam para o Brasil, ilegal ou legalmente, milhões de armas por ano, e o “leak” para o mercado negro é um problema crônico.

Relatórios da Polícia Federal e estudos independentes mostram que fuzis AR-15, AK-47 e similares, são contrabandeados via fronteiras terrestres

Em 2023, por exemplo, uma operação da PF desmantelou uma rede que movimentou mais de 43 mil armas europeias (da Croácia, Turquia, etc.), mas que passavam pelo Paraguai e entravam no Brasil – e boa parte das munições e peças extras tem origem yankee.

Agora, o pulo do gato:

Trump está batendo nessa tecla.

Em agosto de 2025, ele assinou uma diretiva secreta dando luz verde para o Pentágono usar força militar contra cartéis latinos rotulados como “organizações terroristas estrangeiras” (FTOs).

É aí que a direita bolsonarista quer enfiar o Brasil, enquadrando as facções criminosas nativas de “narcoterroristas” para viabilizar a invasão do Exército dos EUA no Brasil.

Só sendo muito vagabundo. traidor da pátria como Bolsonaro, Tarcisio, Derrite e Eduardo Bolsonaro. para tramar contra o próprio país e o povo brasileiro.


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Política

Delegado Orlando Zaccone: foi emboscada

Para o delegado Orlando Zaccone, a operação ba Penha e Alemão, no Rio, foi emboscada, troia (técnica de se preparar homicídios pela polícia)

A entrevista de Orlando Zaccone à Folha de S.Paulo, publicada em 3 de novembro de 2025, é realmente desconcertante e expõe, de forma crua, as entranhas de uma violência policial que, por mais “acostumados” que estejamos no Brasil, ainda choca pela franqueza e pela crítica interna ao sistema.

Zaccone, delegado aposentado da Polícia Civil do Rio, conhecido por desmascarar a farsa no caso Amarildo de Souza em 2013, quando o pedreiro foi torturado e morto por PMs da UPP e rotulado como traficante, não poupa palavras ao analisar a operação nos complexos da Penha e do Alemão – a mais letal da história do estado.

Até para nós, brasileiros “acostumados” com números como os 6.393 mortos em ações policiais no país em 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ouvir isso de um ex-delegado – alguém do “lado de dentro”, é um soco no estômago.

Zaccone não é um ativista externo; ele atuou na repressão, mas escolheu denunciar o racismo estrutural e o genocídio seletivo contra pobres e negros.

“O racismo da sociedade nutre ações genocidas da polícia”, como ele já disse em entrevistas anteriores.

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Cotidiano

Lula presta solidariedade às vítimas de tornado no Paraná e envia ajuda federal à região destruída; ao menos 6 pessoas morreram

Fenômeno com ventos de até 250 km/h destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou mais de 400 feridos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou solidariedade às famílias das vítimas do tornado que devastou cidades do Centro-Sul do Paraná na sexta-feira (7), deixando ao menos seis mortos e mais de 400 feridos. Em nota publicada neste sábado (8), Lula lamentou as mortes e afirmou que o governo federal está mobilizando equipes para prestar socorro à população atingida.

“Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos no tornado em Rio Bonito do Iguaçu e em Guarapuava, no Paraná. E prestar minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas”, afirmou o presidente.

Lula informou que uma equipe coordenada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, composta por representantes dos Ministérios da Saúde e da Integração e Desenvolvimento Regional, está a caminho das áreas atingidas. Técnicos da Defesa Civil Nacional e profissionais da Força Nacional do SUS também foram mobilizados para auxiliar nas ações de resgate, atendimento e reconstrução.

O tornado atingiu o índice EF3, com ventos de até 250 km/h, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, a mais afetada, teve 80% das construções destruídas, segundo as autoridades locais. Cinco das seis mortes foram registradas no município; a sexta ocorreu em Guarapuava. Mais de mil pessoas estão desabrigadas.

A ministra Gleisi Hoffmann, deputada federal licenciada pelo Paraná, afirmou que este é um momento de “união e soma de esforços entre governos e sociedade para apoiar a população e reconstruir o que foi perdido”. Ela viaja à região acompanhada do ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, do diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, e de representantes da Itaipu Binacional.

Equipes do governo estadual, bombeiros, policiais e voluntários seguem atuando nas buscas por sobreviventes e no atendimento aos feridos. Hospitais da região estão sobrecarregados, e o governo do estado disponibilizou leitos em cidades próximas para reforçar o socorro.

O governador Ratinho Junior (PSD) informou que foi montada uma base de comando em Guarapuava para coordenar o atendimento emergencial. A Defesa Civil estadual iniciou o envio de cestas básicas, kits de higiene e dormitórios para os municípios afetados.

O tornado se formou a partir de um ciclone extratropical que também provocou chuvas intensas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e colocou os estados de São Paulo e Rio de Janeiro em alerta.

Disse Lula:

Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos no tornado em Rio Bonito do Iguaçu e em Guarapuava, no Paraná. E prestar minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas.

Uma equipe liderada pela ministra Gleisi Hoffmann, composta pelos Ministérios da Saúde e da Integração e Desenvolvimento Regional, está se deslocando para a região. Técnicos da Defesa Civil Nacional especializados em ajuda humanitária e reconstrução já estão a caminho das cidades, e profissionais da Força Nacional do SUS prestarão auxílio à população e às equipes do governo paranaense envolvidas no resgate e no auxílio às vítimas.

Seguiremos apoiando a população paranaense. E prestando todo o auxílio que for necessário.

*BdF


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Brasil Política

Chacinas em favelas é a plataforma eleitoral da direita para 2026

Os ditos setores da extrema direita estão explorando a violência em favelas como ferramenta para reconquistar terreno eleitoral em 2026.

Isso mostra o nível do debate político dessa escória de oportunismo barato e imundo.

Com base em eventos recentes, como a operação policial no Rio de Janeiro em outubro de 2025, a direita tem um genocídio para chamar de seu e engatar a matança indiscriminada nas favelas como proposta de governo para a eleição de 2026.

As chacinas, como a do RJ. que estão sendo instrumentalizadas pela direita para 2026, alimentando uma necropolítica que trata favelas como zonas de guerra e pobres como terroristas descartáveis.

Mas isso não é inevitável: exige disputa por uma segurança pública democrática, com prevenção e justiça.

É isso que Lula deve implementar para mitigar o problema das facções e adicionar um programa consistente que aponte para uma solução nada fácil, mas sem perder de vista a busca por ações conjuntas que possam efetivamente engrossar fileiras de combate à criminalidade.

Nada de chacina ou redesenho dos palavrórios com nome fantasia de narcoterrorismo.

Como a direita bolsonarista não tem nada de positivo para mostrar quando Bolsonaro governou o Brasil, matar pobres e pretos favelados virou martelo definitivo na bigorna para servir de slogan eleitoral em 2026, num macabro oportunismo rasteiro que transforma sangue em palanque.

O bolsonarismo sem pauta positiva
O legado de Bolsonaro foi caos econômico, negacionismo na pandemia e 700 chacinas policiais no Rio desde 2007, com 2.905 civis mortos, segundo o Geni/UFF.

Agora, com ele inelegível e condenado, a extrema direita busca um novo eixo, o “narcoterrorismo” como pretexto para estado de exceção, inspirados no modelo Bukele de El Salvador.

Analistas como Ignacio Cano (Uerj) alertam que isso converge com o calendário eleitoral, reagrupando a militância digital e criando comoção para disputar o Senado em que Castro é cotado ou até a Presidência.

A ONU se horrorizou, a Defensoria Pública da União protocolou medidas cautelares sob a ADPF 635 (que regula operações em favelas), e o STF cobra explicações ,mas o estrago já está feito, com mães como as de Acari e Vigário Geral revivendo o pesadelo 30 anos depois.


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Mundo

Vídeos: Trump é flagrado dormindo durante coletiva na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi flagrado aparentemente cochilando durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na última quinta-feira (6). O momento foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais.

As imagens mostram Trump com os olhos fechados e a cabeça pendendo para frente exatamente enquanto o Dr. Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid, falava sobre “sono”.

A cena aconteceu durante o anúncio de um plano do governo para reduzir o custo de medicamentos contra a obesidade à base de GLP-1, como o Ozempic e o Wegovy, e ampliar o acesso a esses remédios por meio do programa público Medicare.

A apresentadora da MSNBC e ex-secretária de imprensa da Casa Branca de Joe Biden, Jen Psaki, ironizou o episódio.

“Quer dizer, lá estava ele na Casa Branca hoje, praticamente cochilando enquanto seu cirurgião-geral falava sobre — acreditem ou não — demência, obesidade e privação de sono. É meio óbvio demais, não é?”, disse Psaki em seu programa The Briefing with Jen Psaki

Enqanto Trump ormia, homem desmaia durante o evento
A coletiva também foi interrompida por um desmaio de um dos participantes, que caiu de joelhos atrás de Trump. Assessores de imprensa rapidamente retiraram os jornalistas da sala enquanto o homem era socorrido. A Casa Branca informou que ele passa bem.

Inicialmente, a imprensa norte-americana apontou que se tratava de Gordon Findlay, executivo da Novo Nordisk, mas a farmacêutica negou a informação, esclarecendo que nenhum de seus representantes presentes era ele.

O governo dos Estados Unidos não divulgou a identidade do homem, apenas confirmou que se tratava de um executivo do setor farmacêutico.

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Política

Senador Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado, diz que vai mirar políticos e andar superior

CPI do Crime Organizado vai mirar políticos e ‘andar superior’, diz presidente de comissão

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, em entrevista à Folha de S.Paulo.

O que ele disse, na íntegra:
“Eu espero que a gente alcance, por exemplo, o andar superior também de quem, de qualquer forma, tenha concorrido para estimular o crime organizado, seja em facções, seja em milícias, lavagem de dinheiro, corrupção, não importa.”

  • O que significa “andar superior”?
    Contarato explica que a CPI não vai ficar só na “ponta”** (traficantes de rua, soldados de facções). Vai subir a escada:
  • Políticos que omitem ou protegem criminosos;
  • Empresários que lavam dinheiro;
  • Agentes públicos infiltrados;
  • Financiadores de alto escalão.

Contexto da CPI

  • Instalada dia 4/11 após megaoperação no RJ (121 mortos);
  • Presidente: Fabiano Contarato (PT-ES), delegado de polícia;
  •  Relator: Alessandro Vieira (MDB-SE),também ex-delegado;
  • Prazo: 120 dias, mas pode dobrar o prazo;
  •  Primeiros convocados: ministros Lewandowski e José Múcio, diretores da PF e Abin, governadores de RJ, SP, DF e RS.

O que vem por aí
– Requisições já protocoladas: ouvir Nayib Bukele (El Salvador) e até líderes do PCC (relator é contra);
– Relator quer usar o “precedente Felca” (quebra de sigilo bancário ampla).

A CPI nasceu para investigar PCC e CV, mas Contarato jogou a bomba: “vamos subir até o topo”. Se cumprir a promessa, 2026 vai pegar fogo.

Entrevista concedida à Folha de S. Paulo

O que esperar da CPI?

FABIANO CONTARATO – O crime organizado tem várias frentes que podem ser exploradas: espaço territorial, que envolve milícia, facção, tráfico de entorpecentes, aspecto econômico. Se você olhar para os aspectos da corrupção, também há a possibilidade até mesmo do envolvimento de políticos. Eu acho que a CPI tem que prestar um serviço à população. Tanto eu, quanto senador Alessandro Vieira [relator], temos perfil mais técnico [delegado], de ser mais pragmático, mais objetivo. Então, eu espero que ela aponte soluções.

P. – Como evitar que a CPI vire palanque político às vésperas das eleições de 2026?

FC – Não estou querendo falar porque eu estou no Senado, mas o perfil é mais, vamos dizer, mais respeitoso. Então, eu acho que esse tipo de comportamento tem como você impedir, parar e falar ‘olha, isso não é o objeto da CPI, nós não podemos perder tempo com relação a isso’. Então, eu acho que tudo depende da forma como você vai conduzir. É claro que vai ter discurso, vai ter senador que vai estar lá para fazer recorte para a rede ou para falar do partido, do governo. Mas eu tenho consciência tranquila de que estarei ali para tentar contribuir e evitar.

E importante mencionar que eu sou progressista, mas eu não confundo ser progressista com ser permissivo com quem comete crime, principalmente crime organizado, principalmente organização criminosa, principalmente com lavagem de dinheiro, com corrupção, com envolvimento de pessoas de elevado poder aquisitivo. Eu acho que dá para conciliar as duas coisas. Passou da hora de a gente entender, principalmente o campo progressista, que debater segurança pública não é uma pauta exclusiva da direita, é uma pauta de todos nós.

P. – A oposição apresentou requerimento para ouvir membros de facções. O sr. pretende colocar isso em votação?

FC – Pautar é prerrogativa e poder discricionário da presidência. Eu vou ter toda cautela. Eu vou seguir o plano de trabalho. Isso [ouvir membro de facções] não está sendo debatido no desenrolar desta CPI. Eu tenho que pegar efetivamente a mão estendida dessas organizações criminosas, não só quem está lá na ponta ou quem já foi preso. Quer dizer que isso não vai acontecer lá no futuro? Eu não sei, mas não sei qual é a relevância para chamar. Isso nem sequer está no radar da comissão.

P. – O sr. acredita que falta ao Congresso um debate mais técnico sobre segurança pública, além do discurso punitivista?

FC – Eu acho que o Congresso tem que debater de forma mais responsável o tema da segurança pública. Esse assunto não pode ser exclusivamente da direita, eu faço parte da Comissão de Segurança Pública do Senado e estavam aumentando lá a pena do estelionato para 19 anos de reclusão.

Eu falei assim: “Olha, a pena do homicídio é de 6 a 20. O estelionato é praticado sem violência e sem grave ameaça à pessoa.

P. – Como fica a proporcionalidade?

FC – Eu acho que falta o envolvimento de todos os partidos, independentemente de coloração partidária, para tratar do assunto com mais responsabilidade.

P. – Como membro do PT, o que o sr. acha do discurso do partido sobre segurança pública?

FC – Eu acho que está havendo uma reflexão do partido. Eu acho que ele está repensando esses valores, esse tema.

P. – O que o sr. achou da declaração do presidente Lula ao classificar a situação no Rio como matança?

FC – Eu acho que a reflexão do presidente é de preocupação, ele é um chefe de Estado. Eu sempre falo, eu sou delegado, o policial tem que ser visto como garantidor de direitos, e não como violador de direitos. Talvez ele não tenha sido feliz na colocação quando fez esse pré-julgamento. Eu, sinceramente, não sei quais foram as circunstâncias de como aquela operação se desencadeou naquele contexto que resultou nessa quantidade de óbitos.

Só quem está lá efetivamente é quem sabe. Imagine você entrando lá e sendo recebido por pessoas fortemente armadas. E isso deve ser aprofundado e apurado no inquérito policial, que vai ter a participação da Defensoria, do Ministério Público.

Mas eu não posso, aí a fala é minha, partir da premissa de já determinar que houve uma execução sumária. Eu prefiro esperar, pela cautela e pela prudência, que seja apurado. E, aí sim, se for apurado que houve pessoas ali que não reagiram e ainda assim houve execução, aí tem que se atribuir responsabilidade penal, civil e administrativa para qualquer pessoa que assim tenha praticado.

P. – Como foi a operação na sua avaliação?

FC – O objetivo era prender o Doca, o segundo no Comando Vermelho. Ele não foi preso. Foi restituída a pacificação para a comunidade? Houve a ocupação social ali pelo poder público? Nós tivemos um saldo de 121 mortos. O resultado, para mim, é mais uma operação que resultou em óbitos de policiais e também de civis.

P. – Qual o legado o sr. espera que a CPI deixe?

FC – O que a gente pode dar é uma resposta eficiente de mudança naquilo que seja de competência do Poder Legislativo. No aspecto da responsabilidade, buscar essa união entre União, estados e municípios, para que eles possam trabalhar em um sistema de cooperação mútua. Agora, não tem como falar que a comissão vai apurar a omissão ou o comportamento do governador A, B ou C. Ela tem que fazer esse diagnóstico, tem que ser propositiva, tem que apresentar projeto de lei, legislar, aprovar as leis e fazer esse trabalho de buscar uma interação entre os poderes.

Eu espero que a gente alcance, por exemplo, o andar superior também de quem, de qualquer forma, tenha concorrido para estimular o crime organizado, seja em facções, seja em milícias, lavagem de dinheiro, corrupção, não importa. Esse tema é tão complexo porque ele envolve também a corrupção dentro dos âmbitos das instituições.

Fabiano Contarato, presidente da CPI
Fabiano Contarato, 59, é senador pelo Espírito Santo, e fez carreira na área de segurança pública. Foi delegado da Polícia Civil, diretor-geral do Detran-ES e corregedor-geral da Secretaria de Estado de Controle e Transparência. É mestre em sociologia política pela Universidade Vila Velha e professor de direito penal.


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Política

Bolsonaro deve ‘se preparar para ser preso em regime fechado’ até dezembro, diz jurista

STF formou maioria para rejeitar recurso do ex-presidente; Marcelo Uchôa avalia que embargos mantêm mérito da condenação

A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria para rejeitar o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marca, segundo o jurista Marcelo Uchôa, o fim da disputa judicial sobre o mérito do processo que condenou o líder de extrema direita pela trama golpista. Para ele, o momento agora é de “se preparar para ser preso”.

“Não estamos mais na fase de discussão de mérito. A discussão de mérito é sobre o cometimento dos crimes. Ela já se encerrou”, afirmou Uchôa, que é membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e do Grupo Prerrogativas, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. “O momento agora de Bolsonaro é de se preparar para ser preso, porque ele está condenado a 27 anos e três meses de prisão, e a começar o cumprimento em regime fechado, fora as multas”, disse.

Segundo o jurista, a defesa ainda pode apresentar recursos protelatórios, mas eles não têm poder de mudar o conteúdo da condenação. “É possível que seja preciso esperar passar esse novo prazo de cinco dias para ter uma certidão de trânsito em julgado, e aí Bolsonaro passar a cumprir pena. Mas isso vai acontecer daqui a pouco; no mês de dezembro, no mais tardar. Não tenho dúvida de que nós já estamos realmente na fase final deste processo”, reforçou.

STF fortalecido e democracia em disputa
Uchôa considera que o julgamento da trama golpista reforça o papel do Judiciário na defesa das instituições. “O STF sai com uma imagem muito fortalecida. Nós estamos falando de um golpe de Estado, da tentativa de surrupiar a democracia popular”, avaliou.

Para o ele, a responsabilização é essencial para impedir a repetição de ataques às instituições. “Essa história do 8 de janeiro precisa ser concluída de maneira fiel mesmo. Nós estamos falando da nossa democracia, que amadureceu. Nós estamos lutando por ela, mas vamos vencer. Estamos vencendo”, concluiu.

*BdF


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Política

STF forma maioria para manter condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin votaram para manter a pena de 27 anos imposta a Bolsonaro

Por André Richter – Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (7) maioria de votos para manter a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis réus na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual dos recursos protocolados pelas defesas dos condenados para evitar a execução das penas em regime fechado.

Até o momento, o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela manutenção das condenações. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia.

Luiz Fux não vai votar. No mês passado, o ministro mudou para a Segunda Turma da Corte após votar pela absolvição de Bolsonaro.

A votação permanece aberta até a próxima sexta-feira (14).

STF, Bolsonaro

Estão em julgamento os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento, que foi realizado no dia 11 de setembro e terminou com a condenação de Bolsonaro e seus aliados na trama.

Além de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.

Prisão
Atualmente, o ex-presidente Bolsonaro está em prisão domiciliar cautelar em função de outra investigação, a do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se o recurso for rejeitado, a prisão de Bolsonaro e dos demais acusados poderá ser decretada.

O ex-presidente pode cumprir a pena definitiva na ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. A decisão final será de Alexandre de Moraes.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor.

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.

*ICL


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Política

Tiara nazista dá muito lucro

Emenda de Julia Zanatta direciona R$ 800 mil a clube de tiro de amigo da deputada.

A auditoria finalizada pelo Tribunal de Contas de SC sugeriu o encaminhamento para a PF e MPF, diante da gravidade dos achados.

Há indícios de que a prefeitura tenha favorecido a empresa com quem a parlamentar tem relações, a Top Gun.

Irregularidades desde os estudos pré-licitação até a seleção do clube aparecem na análise.

Os indícios são desde leniência até fragilidade na vistoria de qualificação técnica do clube.

Além disso, o órgão aponta a possibilidade de conluio entre duas empresas do mesmo ramo e a adulteração de documentos no processo realizado para a contratação de cursos da Guarda Municipal (ICL)

Detalhe: é bem provável que o “amigo” dela seja laranja da própria que tinha clube de tiro antes de ser deputada. Foi no seu clube que rolou o encontro de Eduardo e Carluxo com Adélio antes da farsa da facada.


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Política

Filosofia da Segurança Pública do Rio segundo Claudio Castro: o sapo pula e a rã salta

Sobrou para os bolsonaristas, o bagaço da laranja de Witzel!

Nesta quinta (6) no podcast piegas de Rogerio Vilela “Inteligência LTDA”, imagina isso, Claudio Castro adicionou mais uma pérola de sua incontável lista de patacoadas sobre gestão pública com vivas, palminhas e gritinho pamonha do próprio maestro do programa que operou como cabo eleitoral do espanta neném.

O sujeito tremilicou de gozo quando perguntou a Castro sobre a comparação da operação Carbono Oculto feita em SP pela PF, sem dar um único tiro, na Faria Lima que detonou bilhões do PCC, com a operação Pé de Chinelo nos complexos da Penha e Alemão que terminou numa trágica carnificina com execução sumária de mais de 130 jovens favelados sem qualquer patente no mundo do crime, e quatro policiais sem recuperar qualquer quantia em dinheiro do CV, muito menos quantidade robusta de drogas, e zero prisão dos chefes do Comando Vermelho.

Tudo isso, com tiroteios intensos no meio da comunidade que essa gente jura que não houve. Mas as imagens no Youtube denunciam essa gigantesca e gritante mentira.

Sem saber explicar o inexplicável fracasso da operação que ele classifica como sucesso, o vigarista que governa o estado do Rio meteu essa: É que São Paulo é cidade de logística, e o Rio é cidade de serviços.

Nem o pior charlatão do planeta mete uma mamona dessas pra não dizer as claras que aquela operação cheia de tiros e mortes de gente da comunidade pobre foi uma fraude que não trouxe ou trará qualquer efeito real contra a estrutura do crime organizado dentro das favelas e muito menos no dia a dia do carioca médio do asfalto.


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