A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito contra Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo. A decisão, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, foi tomada após o deputado federal Guilherme Boulos (Psol) apresentar uma notícia-crime acusando Marçal de disseminar notícias falsas contra ele. O juiz Augusto Drummond Lepage, da 346ª Zona Eleitoral de São Paulo, acolheu a manifestação do Ministério Público Eleitoral e encaminhou o caso à PF para investigação.
O promotor eleitoral Nelson dos Santos Pereira Júnior solicitou a investigação de Marçal por supostos crimes de calúnia, difamação e divulgação de fatos inverídicos no contexto eleitoral. Esses crimes, previstos nos artigos 323, 324 e 325 do Código Eleitoral, podem resultar em penas de até quatro anos de reclusão, além de multa.
A denúncia foi apresentada pela campanha do Psol após um debate eleitoral na TV Bandeirantes, na quinta-feira (8), onde Marçal insinuou, sem provas, que Boulos seria usuário de drogas. No mesmo dia, Marçal chamou Boulos de “cheirador de cocaína” em vídeos postados em suas redes sociais.
Boulos também pediu a remoção dos vídeos e direito de resposta nas redes sociais de Marçal. A Justiça Eleitoral atendeu parcialmente ao pedido, determinando a remoção dos vídeos. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ordenou que Marçal apague outros três vídeos com acusações falsas contra Boulos. Até o momento, Pablo Marçal não se manifestou sobre a decisão.
Para contentar o apetite do mercado, o governo aceitou o mais daninho ataque à saúde pública, desde a industrialização do fumo: as bets.
Conversava com meu amigo Luiz Alberto Melchert, um sábio com múltiplos conhecimentos. E ele previa: é só começar a área fiscal a dar sinais de superávit, para o mercado pressionar para aumentar a taxa Selic e pegar o aumento.
Dois dias depois, de fato, parte do mercado, através da mídia, começou a pedir aumento de dois pontos na Taxa Selic.
O Brasil é o país da síndrome de Sísifo. Considerado o mais astuto de todos os mortais, Sísifo foi rei e fundador de cidades, conhecido por sua inteligência e por enganar diversas vezes os deuses. Sua punição, dada a ele por Zeus, foi rolar uma pedra pesada montanha acima, apenas para fazê-la cair toda vez que ele estava prestes a chegar ao topo. Esta tarefa eterna tornou-se o símbolo do absurdo e da inutilidade de algumas ações humanas.
O Brasil é a revanche de Sísifo: por aqui, ele puniu Zeus (o país) a eternamente empurrar a pedra para o alto do morro, para vê-la cair em seguida.
Qualquer arremedo de superávit será eternamente garfado pelo mercado através de uma lógica simples e bizarra.
Se a receita está crescendo, é porque a atividade econômica está crescendo.
Se a atividade econômica está crescendo, abre espaço para reajuste de preços e de pressão sobre a inflação.
Para prevenir, aumenta-se a taxa básica de juros, o mercado se apropria do crescimento da arrecadação e a pedra de Sísifo rola ribanceira abaixo novamente. Investimentos em infraestrutura, saúde educação, retomando o ciclo virtuoso do crescimento? Que nada. Apenas mais impostos no bolso do rentista.
Não apenas isso.
Para contentar o apetite do mercado, o governo aceitou o mais daninho ataque à saúde pública, desde a industrialização do fumo: as bets, os sites de apostas.
Tivemos uma pequena experiência quando houve a permissão para as máquinas eletrônicas de apostas e para os cassinos em centros urbanos. Houve uma epidemia de viciados perdendo bens, desestruturando as famílias. Mais que isso, os bingueiros passaram a dispor de um poder ilimitado sobre as polícias. Financiavam campanhas de deputados em troca da indicação de delegados amigos para sua área de atuação.
Como é uma atividade que atua no limite da legalidade, uma das pernas mais óbvias dos cassinos é a do financiamento de campanha de políticos aliados e o suborno.
O órgão também solicitou uma liminar contra Guilherme Boulos.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) de São Paulo solicitou a cassação dos registros de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) e Guilherme Boulos (Psol) à prefeitura da capital paulista, conforme relatou a coluna de Caio Junqueira na CNN nesta segunda-feira (19).
No caso de Marçal, o pedido se deve a abuso de poder econômico relacionado à forma como os vídeos da pré-campanha eleitoral dele foram utilizados. Segundo a promotoria, ele teria garantido ganhos financeiros a apoiadores para que divulgassem sua campanha. O MPE também afirmou que Marçal não teria declarado os meios de pagamento utilizados para recompensar os apoiadores e disse que ele distribuiu brindes com material de propaganda durante o Carnaval.
Guilherme Boulos, por sua vez, foi acusado de abuso de poder político e econômico, relacionado a um evento de 1º de Maio que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, na última sexta-feira (16), o juiz Antonio Maria Patiño Zorz negou a liminar solicitada pelo MP contra o candidato do Psol.
Declarações de Galípolo, provável futuro presidente do BC, agradaram ao mercado.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, alcançou nesta segunda-feira (19) um marco histórico ao atingir pela primeira vez os 136 mil pontos. Durante o pregão, o índice chegou a 136.179 pontos, estabelecendo um novo recorde de pontuação.
O otimismo no mercado financeiro tem como pano de fundo as expectativas em torno dos Estados Unidos, onde os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, prevista para quarta-feira. Este documento pode oferecer pistas sobre as possíveis direções das taxas de juros nos próximos meses.
Além disso, na sexta-feira, a atenção estará voltada para o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, durante o Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole. Powell deve apresentar uma visão mais detalhada sobre a economia dos EUA, fator que pode influenciar a próxima decisão sobre os juros, prevista para setembro.
Enquanto aguardam as novas informações, os mercados globais têm mostrado otimismo, refletido na desvalorização do dólar em várias partes do mundo. No Brasil, a moeda americana recuou para R$ 5,37, marcando uma queda significativa.
No cenário interno, declarações do diretor do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, repercutiram positivamente no mercado. Galípolo, que é o principal candidato à presidência da instituição, reforçou o compromisso da diretoria em alcançar a meta de inflação brasileira, o que contribuiu para o clima de confiança.
Às 15h10, o dólar apresentava uma queda de 1,49%, sendo cotado a R$ 5,3864, tendo atingido a mínima de R$ 5,3769. Na última sexta-feira (19), a moeda americana já havia caído 0,28%, fechando a R$ 5,4678.
Com esses resultados, o dólar acumulou uma queda de 0,85% na semana, recuo de 3,29% no mês, mas ainda registra uma alta de 12,68% no ano.
Presidente da Colômbia acusou Tel Aviv de usar matéria-prima para alimentar ofensiva na Faixa de Gaza; decreto entra em vigor a partir de 22 de agosto.
Ao comentar a decisão da Colômbia de suspender oficialmente a exportação de carvão para Israel a partir de 22 de agosto, o presidente Gustavo Petro argumentou que “com carvão colombiano Israel faz bombas para matar as crianças da Palestina”.
A afirmação do mandatário colombiano foi feita por meio das redes sociais, ao responder uma publicação da BluRadio. A radio emissora local veiculou o decreto em que o governo colombiano proíbe a exportação da matéria-prima para Israel.
O documento, assinado pelo presidente Petro e os ministros das Relações Exteriores, Fazendo, Minas e Comércio, determinar que a medida entrará em vigor cinco dias após sua publicação no Diário Oficial.
(FILES) In this file photo taken on February 10, 2022 Elon Musk gestures as he speaks during a press conference at SpaceX's Starbase facility near Boca Chica Village in South Texas. - Elon Musk pulled the plug on his deal to buy Twitter on July 8, 2022, accusing the company of "misleading" statements about the number of fake accounts, a regulatory filing showed (Photo by JIM WATSON / AFP)
Assim como o Brasil, a União Europeia também exige que a empresa de Elon Musk cumpra as leis locais.
Assim como o Brasil, a União Europeia também exige que o X, antigo Twitter, respeite as leis locais, anunciou o eurodeputado eleito na França Sandro Gozi: “se Elon Musk não se adequar às regras europeias sobre serviços digitais, a Comissão da UE pedirá aos operadores continentais que bloqueiem o X ou, no caso mais extremo, imporá o desmantelamento total da plataforma no território da União”, disse o parlamentar, segundo o La Repubblica.
A empresa de Elon Musk anunciou no sábado (17) a retirada de seu escritório do Brasil e atribuiu a decisão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que multou a rede social por não cumprir determinações judiciais.
Em seu despacho sobre o caso, o magistrado também disse que o representante da empresa no país poderia ser preso caso a plataforma seguisse descumprindo as determinações judiciais para bloquear perfis que disseminam conteúdos antidemocráticos, discurso de ódio e fake news. Apesar de fechar o escritório, a rede seguirá disponível no Brasil.
Taxa de desemprego caiu de 7,9% para 6,9%, menor índice desde 2014. Rendimento médio real habitualmente recebido cresceu 12,4% sobre o registrado em 2022.
O mercado de trabalho brasileiro vive um dos seus melhores momentos, com uma taxa de desemprego em 6,9%, nível comparável ao de 2014, considerado o mais baixo da série histórica. Segundo o jornal O Globo, especialistas esperam que essa taxa caia para perto de 6% até o final do ano, um patamar que pode ser visto como inferior ao pleno emprego.
De acordo com Bráulio Borges, economista da LCA Consultores, o pleno emprego já foi atingido em janeiro, quando a taxa de desemprego estava próxima de 8%. Borges calcula que esse é o nível que não exerce pressão sobre a inflação. Ele destaca que essa taxa de equilíbrio caiu, sendo que em 2021 ele a estimava em 9,5%.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE mostra que no segundo trimestre deste ano, 352 mil pessoas foram contratadas na construção civil, um aumento de 4,9%, acima da média geral de 3%. Além do mercado aquecido, a digitalização acelerada durante a pandemia criou alternativas de trabalho mais atraentes, como em plataformas digitais, que competem com o trabalho braçal nos canteiros de obras.
Apesar disso, ainda existem 7,5 milhões de brasileiros em busca de emprego. Especialistas apontam que a alta rotatividade e a rigidez do mercado de trabalho, somadas à falta de qualificação e baixa produtividade, são alguns dos fatores que explicam essa contradição. No setor de restaurantes, por exemplo, a rotatividade chega a 50%, o que significa que metade do pessoal é reposta a cada ano.
Mesmo com a taxa de desemprego no Brasil em níveis baixos, ela ainda é maior do que a média dos países do G20, a média mundial, dos países de alta renda e da América Latina, segundo Marcos Hecksher, pesquisador do Ipea. Além disso, o país ainda tem mais pessoas desalentadas e trabalhando menos horas do que gostariam, em comparação com 2014.
O setor de serviços, que lidera a oferta de vagas formais e foi fortemente impactado pela pandemia, agora enfrenta dificuldades para contratar. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, o setor opera com 20% menos mão de obra do que antes da pandemia, apesar do aumento de 15% nas vendas. Há uma demanda por 300 mil trabalhadores, conforme relata Paulo Solmucci, presidente da entidade. Com a crise, o setor de serviços viu uma queda de 6 milhões para 5,10 milhões de trabalhadores. A automação é uma saída para o gargalo, com cozinhas adotando fornos combinados que realizam várias funções ao mesmo tempo.
Ainda conforme a reportagem, a maior abrangência dos benefícios sociais pode estar contribuindo para a diminuição da participação dos trabalhadores menos qualificados no mercado de trabalho, cujos ganhos subiram 19,47% de 2019 a 2024. Mesmo assim, esses trabalhadores ainda ganham em média R$ 1.399, menos que o salário mínimo formal de R$ 1.412. Apesar disso, o rendimento médio real habitualmente recebido cresceu 12,4% sobre o registrado em 2022.
Pablo Marçal é folclórico, mas não é um folclórico qualquer, ele é sujo, megalomaníaco e, pelos fatos que já ocorreram sob o seu comando, incluindo mortes, mostra que ele traz uma perversidade que não é pequena.
Ou seja, o sujeito vive envolvido naquelas zonas de terreno alagadiço. Pelo que entendi, foi assim também que ele se envolveu com práticas de fisionomia bandida com a história, denunciada por Boulos, documentada, sobre sua condenação, com ordem de prisão, por desvio de uma grana preta de bancos.
A expressão de seu rosto deixou claro que Boulos acertou na mosca, enquanto Pablo Marçal esquivava, mudo, de perguntas que ele não consegue responder nem pela borda. Qustões simples da cidade de São Paulo, como a que envolve a educação, sobretudo no que se refere aos Ceus aos quais os paulistanos têm especial carinho, criados pela vice de Boulos, quando prefeita, Marta Suplicy.
De cara, aquele Pablo sabe tudo escancarou que não sabe nada de nada. Por isso não quis debater projetos para São Paulo, preferiu fazer molecagens para despistar o tapado que é, o que deixa ainda mais fomentada a curiosidade da origem de sua fortuna, de como se dotou de tanta grana com tempo de rodagem tão curto, sem mostrar qualquer valor intelectual para tanto.
É aí que a coisa pega, porque o marmanjo não poderá ficar de gracejos, como fez com Boulos, dando risinhos com a carteira de trabalho nas mãos, bancando o engraçado para os adolescentes que ele levou ao auditório do Estadão.
Marçal deixa claro que o “inteligente”, na verdade, é burro. Isso assombrou qualquer ser pensante, ao mesmo tempo em que abriu uma enorme porta para que sua candidatura, mas também seus negócios corram um enorme risco.
Se ele pretende seguir os passos de Bolsonaro, fugindo dos debates com artifícios vis, deve-se lembrar que a ideia central que levou Bolsonaro ao poder, passou longe da lenda das redes sociais. De forma nua e crua, o que levou Bolsonaro à presidência foi um truque jurídico para se montar uma farsa entre Bolsonaro e Moro para prender Lula sem prova de crime, tirá-lo do pleito para o genocida vencer e Moro se tornar um super ministro.
Marçal está se garantindo muito, no final, saberemos se teve mesmo capacidade de ludibriar milhões de paulistanos para sentar na cadeira de prefeito da cidade.
Que há um tratamento personalizado no sistema de justiça no Brasil que trata esses três vigaristas de forma diferente, não há dúvida. A pergunta é, como isso se dá? Certamente não é por aplicativo.
Os ícones do banditismo nacional, Moro, Dallagnol e Bolsonaro, não estão salvos de pegar uma cana dura, mas até aqui a vida desses três segue não acontecendo nenhum sobressalto.
Então, a pergunta se impõe: quem e como garante até então que essa facção criminosa siga anistiada?
Todas as vezes que um canal de rádio ou televisão abria espaço para falar da morte de Silvio Santos, o entrevistado era sempre o mesmo, Ronnie Von.
Ou seja, o brasileiro decorou sua história de amizade com Silvio Santos.
A coisa virou um borralho. Item por item do porque só Ronnie Von era o entrevistado seguido da expressão padrão de pesar dos entrevistadores. Em certa altura o próprio Ronnie Von disse já ter dado nesse dia até então quase 70 entrevistas falando de sua amizade com Sílvio Santos.
Esse mega clichê escancarado nas mais de 100 entrevistas de Ronnie Von concedeu durante o dia todo, revelou, sem biombos, a mediocridade da mídia nativa. Não só pelo mesmo assunto, mas pelas mesmas perguntas para o mesmo entrevistado explicando por que a burra mídia brasileira, emburrece.