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Governo cobra de bets R$ 2,6 bilhões por prejuízo ao SUS e devolução a apostadores

Ação contra 17 empresas que concentram cerca de 80% do mercado também pede R$ 1 bilhão por danos coletivos e restituição em dobro em casos de ludopatia

A Advocacia-Geral da União (AGU) foi à Justiça nesta segunda-feira (28) para cobrar das maiores empresas de apostas do país o ressarcimento dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) associados aos danos provocados pelo jogo. Estudos preliminares do Ministério da Saúde citados na ação estimam esse prejuízo em pelo menos R$ 2,6 bilhões.

A ação vai além da conta do SUS. A União também pede que as bets paguem ao menos R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e devolvam em dobro, em determinadas situações, valores apostados por pessoas diagnosticadas com transtorno do jogo, conhecido como ludopatia.

O processo foi apresentado à Justiça Federal em Pernambuco contra 17 operadoras que, segundo a AGU, representam cerca de 80% do mercado nacional de apostas de quota fixa. Entre as marcas atingidas estão Betano, Bet365, Superbet, Sportingbet, Esportes da Sorte, Blaze, Betnacional, Estrelabet, Vaidebet, Pixbet, Betfair e KTO.

Na prática, a União tenta estabelecer na Justiça que as empresas também devem arcar com parte dos custos sanitários e sociais associados ao negócio que exploram.

União estima prejuízo de R$ 2,6 bilhões
Um dos principais argumentos apresentados pela AGU é a distância entre o dinheiro destinado pelas empresas à saúde pública e o custo que, segundo o governo, acabou absorvido pelo SUS.

Atualmente, apenas 0,12% da arrecadação destinada pelas operadoras vai para o Ministério da Saúde. No último exercício fiscal, segundo a ação, foram aproximadamente R$ 50 milhões.

O valor é uma fração dos R$ 2,6 bilhões que estudos preliminares do Ministério da Saúde estimam como prejuízo mínimo ao SUS relacionado às apostas. A conta apresentada pela União é 52 vezes maior que o montante repassado à Saúde.

Isso não significa que as empresas já tenham sido condenadas a pagar R$ 2,6 bilhões. A AGU quer primeiro que a Justiça reconheça a obrigação de ressarcir o SUS. Se isso acontecer, o valor definitivo será calculado posteriormente, durante a execução da decisão.

A União sustenta que o modelo atual permite que as empresas fiquem com os resultados econômicos da atividade enquanto parte de suas consequências recai sobre o orçamento público.

Na ação, a AGU afirma que as operadoras “privatizam proveitos expressivos decorrentes da exploração econômica das apostas”, ao mesmo tempo em que transferem ao SUS e à sociedade os custos relacionados ao adoecimento associado ao jogo.

Segundo os dados apresentados no processo, cerca de 28 milhões de brasileiros apostam atualmente e aproximadamente 10,9 milhões apresentam padrões de jogo considerados de risco ou problemáticos.

A AGU também cita dados do Ministério da Saúde que mostram crescimento de cerca de 140% nos atendimentos do SUS relacionados ao jogo patológico e ao jogo excessivo entre janeiro de 2018 e dezembro de 2025.

Apostadores com ludopatia podem receber dinheiro de volta
Outro pedido da AGU pode atingir diretamente a relação entre as plataformas e seus clientes.

A União quer que sejam consideradas nulas apostas feitas por pessoas diagnosticadas com transtorno do jogo em duas situações: quando a empresa continuou permitindo depósitos e apostas mesmo depois de ser formalmente informada sobre o diagnóstico; ou quando deixou de agir diante de sinais de comportamento de risco que poderiam ser identificados pelos próprios sistemas da plataforma.

Nesses casos, a AGU pede que o dinheiro seja devolvido em dobro, com correção monetária. Eventuais prêmios recebidos pelo apostador no mesmo período seriam descontados do valor da restituição.

A medida, porém, não significaria uma devolução automática para todas as pessoas diagnosticadas com ludopatia.

Primeiro, a Justiça precisa aceitar a tese da União. Se houver uma decisão favorável, serão estabelecidos critérios gerais. Depois, cada consumidor terá de demonstrar individualmente que se enquadra nessas condições e comprovar quanto teria direito a receber.

A AGU também pede que sejam consideradas sem efeito cláusulas contratuais usadas pelas plataformas para transferir integralmente o risco financeiro ao apostador ou impedir a restituição nessas situações.

Bets tiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias em 2025
Para sustentar que o problema ultrapassa os gastos do sistema de saúde, a AGU levou à Justiça dados sobre os efeitos das apostas no orçamento das famílias.

Estimativa do Ministério da Fazenda citada na ação aponta que as bets retiraram cerca de R$ 62,5 bilhões do orçamento familiar brasileiro somente em 2025. São recursos que, segundo a União, deixaram de estar disponíveis para despesas como alimentação, moradia, educação e saúde, além de consumo e formação de poupança.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, outro levantamento apresentado no processo aponta uma redução de aproximadamente 43% na variação mensal do saldo bancário depois que uma pessoa começa a apostar, indicativo usado pela AGU para sustentar que as apostas diminuem a capacidade das famílias de manter reservas e bancar despesas emergenciais.

A ação cita ainda estimativas de impacto entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões sobre a atividade econômica nacional e de aproximadamente R$ 143 bilhões em efeitos da inadimplência sobre o comércio varejista.

Na área da saúde, estudo apresentado pelo Ministério da Saúde estima que os problemas relacionados ao jogo atingem, em média, seis pessoas próximas de cada apostador, com consequências que incluem endividamento, deterioração da saúde mental e violência familiar.

Ação atinge empresas que concentram 80% do mercado
As 17 empresas acionadas são responsáveis por algumas das maiores plataformas em operação no país: Betano, Bet365, Superbet, Sportingbet, Esportes da Sorte, Onabet, Blaze, Betnacional, Estrelabet, 7K, Cassino, 7Games, Betão, Vaidebet, H2 Bet, Pixbet, Novibet, Bullsbet, Betfair e KTO.

Segundo os estudos citados pela AGU, juntas elas concentram aproximadamente 80% do mercado brasileiro de apostas de quota fixa.

A União defende que eventual indenização seja dividida entre as empresas de acordo com a participação de cada uma no mercado. Como alternativa, pede que a Justiça reconheça a responsabilidade solidária, permitindo que o ressarcimento seja cobrado conjuntamente das operadoras.

O processo foi apresentado em Pernambuco porque, segundo dados do Ministério da Saúde citados pela AGU, o Nordeste concentra a maior proporção de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica que apresentam padrões de jogo considerados de risco.

Agora, caberá à Justiça Federal decidir se aceita as teses apresentadas pela União. Além dos R$ 2,6 bilhões estimados como prejuízo mínimo ao SUS, estão em jogo o pedido de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e a possibilidade de restituição em dobro a consumidores que comprovem as condições estabelecidas na ação.

As empresas acionadas terão direito de apresentar suas defesas no processo.


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Política

Bolsonaro abriu a porta para o Master e para as bets. Lula fechou as duas portas. Ponto final

Há uma gigantesca diferença política que merece ser lembrada sem maquiagem, mas a grande mídia faz questão de não ver e reportar, mesmo que tenha diferença cristalina entre o governo do clã Bolsonaro, do qual Flavio é um dos componentes centrais, já Lula, um velho alvo dos ataques mais vis da mídia, por representar os trabalhadores e as camadas mais pobres da população. Fato reconhecido pelos principais jornais estrangeiros, como ressaltou neste sábado (26), o Financial Times.

Enquanto o governo Bolsonaro convivia harmonicamente com o banditismo e expansão do Banco Master de Vorcaro, irmãozão de Flavio, que até agora não explicou os R$ 134 milhões que recebeu do banqueiro, Lula triturou a máquina que produziu o maior roubo do sistema financeiro brasileiro, que deveria ter um busto na Faria Lila, se o sistema financeiro fosse sério, mas não é. Por isso segue apoiando Flavio Bolsonaro.

O mesmo precisa ser dito sobre a abertura do mercado das apostas de quota fixa, das bets,  por Bolsonaro. Lula foi enfático, certeiro e recebeu o apoio de quase 80% da sociedade nas redes sociais, até porque 75% da população clamava por essa decisão.

No caso do Master, a transferência do controle do então Banco Máxima para Daniel Vorcaro foi autorizada pelo Banco Central em outubro de 2019, durante o governo Bolsonaro e sob a presidência de Roberto Campos Neto. Em 2021, a instituição passou a se chamar Banco Master. Em novembro de 2025, já no governo Lula, o Banco Central decretou sua liquidação extrajudicial, citando grave crise de liquidez e graves violações das normas do sistema financeiro.

Nas bets, a cronologia também é eloquente: a legislação de 2018, sancionada por Bolsonaro, criou a modalidade de apostas, as bets. Lula, por sua vez, em 25 de setembro de 2026, assinou uma medida provisória proibindo a oferta, a intermediação e a publicidade das bets em todo o território nacional.

Ou seja: de um lado, a expansão de um sistema que posteriormente entrou em profunda crise e um mercado de apostas que se espalhou pelo país desttroçando a vida de milhões de brasileiros e suas famílias, como revelam incontáveis histórias. De outro, medidas de contenção, fiscalização e, agora, a proibição das bets.

A comparação é direta, um governo abriu espaço; o outro decidiu fechar.

Com um detalhe: Flavio já anunciou que, se eleito, reabrirá as bets. Alguém tem dúvida de que ele fará o mesmo para reabrir o Banco Master do comparsa, Danie Vorcaro?

E é justamente essa cronologia que precisa ser colocada sobre a mesa quando se discute quem criou as condições para determinados problemas e quem tomou medidas drásticas para enfrentá-los, em favor do povo brasileiro.

Diferente disso, qualquer análise ou é de bolsonarismo malandro ou descarado, com as falas do grande mentiroso, Flavio Bolsonaro. Que fique claro, que votar nele, votará pela volta das bets e do Banco Master de Vorcaro.


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Flávio Bolsonaro quer manter as bets: quando o lucro da banca vale mais que a ruína das famílias

Flávio Bolsonaro tenta vender uma distinção conveniente: deixa aberta a porta para a permanência das bets esportivas. Em outras palavras, muda-se a embalagem, mas preserva-se uma parte importante da engrenagem das apostas. Ele próprio afirmou que pretende manter as apostas esportivas de quota fixa.

E é justamente aí que o discurso precisa ser desmontado.

Porque bet não é simplesmente “diversão”, como querem fazer parecer aqueles que lucram com a indústria. Para uma parcela dos usuários, a aposta transforma-se em compulsão, dívida, mentira dentro de casa, conflito familiar, perda de renda, ansiedade, depressão e desespero. O Ministério da Fazenda informa que mais de 827 mil pessoas já estavam impedidas de apostar em razão de renegociação de dívidas e que mais de 1,2 milhão haviam solicitado autoexclusão das plataformas autorizadas.

E existe uma dimensão ainda mais dolorosa que não pode ser escondida atrás de propaganda de futebol e promessa de “controle tecnológico”: o sofrimento psíquico e o risco de comportamento suicida.

Profissionais de saúde ouvidos pela Agência Brasil relatam casos de pessoas que chegam aos serviços de saúde depois de perder tudo, com agravamento de depressão e ansiedade e, em alguns casos, com pensamentos ou tentativas de suicídio. O Ministério da Saúde também registra que o risco de morte por suicídio pode ser muito maior entre pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas.

Portanto, quando um candidato à Presidência defende a permanência  desse mercado, não está discutindo apenas futebol, entretenimento ou liberdade individual. Está discutindo quanto de proteção o Estado deve oferecer a famílias que podem ser arrastadas para um ciclo de apostas, perdas e endividamento.

O mais irônico é que Flávio reconhece a existência da tragédia. Ele, cinicamente, fala em famílias endividadas e afirma ser contrário aos jogos. Mas, ao mesmo tempo, preserva justamente as apostas esportivas, que pretende colocar sob algum tipo de controle.

É a velha fórmula: proíbe-se o que ficou politicamente indefensável e preserva-se o que ainda pode ser apresentado como aceitável.

Só que uma família que perde o dinheiro do supermercado apostando em um jogo de futebol não vai encontrar consolo na explicação de que aquilo não era cassino on-line.

Uma mãe que descobre que o salário desapareceu em apostas não vai perguntar se a plataforma apostava em futebol, vôlei ou tênis.

E uma pessoa que chega ao limite do desespero por causa de dívidas de jogo não está preocupada com a semântica utilizada pelo candidato para separar “bet” de “cassino”.

O que está em jogo é muito maior que uma eleição: é o direito de milhões de famílias de terem sua renda protegida de uma indústria construída para estimular o apostador a continuar apostando.

Se Flávio Bolsonaro quer manter as bets esportivas, que diga isso claramente. Que explique aos brasileiros por que considera aceitável manter esse mercado diante do endividamento, da compulsão e do sofrimento que já estão documentados.

Porque, quando a aposta entra pela tela do celular e o dinheiro da família sai pela mesma tela, quem paga a conta não é a banca. É a família.

E quando a família perde tudo, a propaganda da bet continua. Quem ficou sem dinheiro, sem paz e, em casos extremos, sem esperança, é que fica com a conta.


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Deputado pede ao STF investigação sobre suposto lucro de Flávio Bolsonaro com bets

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir uma investigação sobre uma eventual participação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em negócios envolvendo casas de apostas no Rio de Janeiro.

Lindbergh quer saber se o senador lucrava, direta ou indiretamente, com a estrutura empresarial da RioPag S/A, companhia que detinha a exclusividade na intermediação dos pagamentos das bets credenciadas pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). O pedido também levanta a hipótese de que a participação teria ocorrido por meio de pessoas interpostas, os chamados laranjas.

O pedido foi apresentado como um aditamento a uma notícia de fato protocolada pelo parlamentar no dia 23 de setembro. A petição original já pedia que Flávio fosse investigado e apontava a hipótese de que o advogado Willer Tomaz de Souza atuaria como interposta pessoa do senador.

Entre os fatos novos acrescentados ao STF está uma reportagem do Núcleo Investigativo do ICL Notícias, em parceria com a newsletter Noites Húngaras, assinada pelos jornalistas Alice Maciel e Paulo Motoryn. A investigação jornalística revelou que Lídia Maria Figueiredo Mazelli passou de empregada do escritório de Willer Tomaz à dirigente de 14 empresas ligadas ao grupo.

O aditamento também cita a rescisão do contrato da RioPag pela Loterj e uma manifestação de Flávio Bolsonaro contra a proibição das apostas esportivas no país. Os episódios ocorreram no mesmo dia em que a reportagem sobre Lídia se tornou pública.

Vocês vão parar no tempo?', diz Flávio Bolsonaro ao ser questionado sobre 'Dark Horse' | Jornal do Comércio

Lindbergh quer identificar quem está por trás da RioPag
A RioPag mantinha contrato com a Loterj para processar, com exclusividade, depósitos, pagamentos e saques das casas de apostas credenciadas pelo estado.

O contrato nº 03/2023 foi inicialmente firmado com a Pixs Cobrança e Serviços em Tecnologia, posteriormente denominada RioPag. O acordo tinha valor estimado de R$ 32 milhões, vigência de cinco anos e previa o repasse à Loterj de 26,455% da receita obtida com as taxas de intermediação.

Segundo o aditamento, a licitação teve duas participantes. A Idea Maker, que havia oferecido repasse de 26% da receita, foi desclassificada por apresentar o percentual com duas casas decimais, enquanto o edital exigia três. Com isso, a então Pixs permaneceu como única concorrente habilitada.

A petição também chama atenção para a rentabilidade do negócio. Segundo o documento, as taxas cobradas chegaram a variar de 1% a 2,5% nos depósitos e de 0,5% a 1% nos saques. Em janeiro de 2024, a intermediadora teria recebido mais de R$ 30 milhões de uma única casa de apostas, enquanto o Estado arrecadou R$ 13 milhões em tributos sobre a receita líquida da mesma operadora.

Um dos pontos centrais do aditamento é descobrir quem efetivamente controlava a empresa. Segundo a petição, Willer Tomaz chegou a admitir ser cotista do fundo que controla a Capital Pretium S.A., dona da RioPag, sem revelar o nome do fundo ou de seus parceiros. Posteriormente, declarou não ser sócio, cotista ou acionista da RioPag e afirmou atuar exclusivamente como advogado da companhia.

O documento também destaca o papel de Lídia Mazelli na estrutura empresarial. Ela manteve vínculo formal de emprego com o escritório Willer Tomaz Advogados entre março de 2019 e setembro de 2020. Quatro dias depois do fim desse vínculo, já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos e, na mesma época, assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens.

Ao todo, o levantamento jornalístico identificou Lídia na direção de 14 sociedades dos setores imobiliário, de aviação, comunicação, mineração, investimentos e meios de pagamento. Entre elas estão a RioPag e sua controladora, a Capital Pretium.

Após a publicação, Lídia afirmou, em nota, ser bacharel em Administração e ter exercido efetivamente os cargos de diretora estatutária, com atos de gestão. Ela também declarou ter trabalhado em empresas de consultoria e aviação do grupo até junho deste ano.

Contrato foi rescindido pela Loterj
Outro fato levado por Lindbergh ao STF foi a rescisão do contrato da RioPag. O episódio ocorreu após uma disputa envolvendo recursos públicos que estavam sob custódia da empresa.

Segundo o documento, a nova gestão da Loterj determinou, em abril, a transferência imediata de um saldo acumulado de R$ 18,5 milhões. Após ser cobrada, a RioPag alegou que os recursos haviam sido aplicados em uma estrutura financeira de longo prazo e propôs devolvê-los de forma parcelada até 2029.

Em julho, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 20,9 milhões nas contas da companhia. Posteriormente, a RioPag transferiu R$ 16,5 milhões à Loterj e considerou a dívida quitada, enquanto a autarquia apontou a existência de saldo remanescente.

No dia 23 de setembro, a Loterj rescindiu unilateralmente o contrato. A autarquia apontou, entre as irregularidades, falta de transparência, obstáculos à fiscalização e atos de gestão financeira sobre recursos públicos sem fundamento contratual ou autorização administrativa.

A Loterj aplicou multa de R$ 4,8 milhões e determinou a devolução de mais de R$ 2,1 milhões referentes aos ganhos financeiros obtidos com os recursos retidos. De acordo com o aditamento, a cobrança total alcança R$ 9,4 milhões.

A RioPag sustenta que não houve dívida ou retenção indevida. A empresa afirma que a custódia foi determinada pela própria Loterj e que os recursos permaneceram preservados e foram rentabilizados.

Lindbergh pede quebra de sigilos
Com o aditamento, Lindbergh pede a abertura de uma investigação para apurar a eventual participação de Flávio Bolsonaro nos resultados econômicos da estrutura empresarial.

O deputado solicita que a Polícia Federal tenha prazo inicial de 60 dias para realizar uma série de diligências. Entre elas estão o afastamento dos sigilos bancário e fiscal da RioPag e da Capital Pretium, além da identificação dos cotistas e beneficiários finais do fundo que controla a companhia.

Lindbergh também pede relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), informações do Banco Central e o compartilhamento de elementos da Operação Sem Desconto.

O pedido alcança ainda a relação entre Flávio e Willer Tomaz. O documento cita viagens internacionais realizadas pelos dois e o uso, pelo senador, de imóveis e aeronaves ligados a empresas da estrutura. A petição pede acesso a registros de aeronaves, planos de voo e manifestos de passageiros para aprofundar essa linha de investigação.

Lindbergh pede ainda que sejam ouvidos Lídia Mazelli, o ex-presidente da Loterj Hazenclever Lopes Cançado e outros envolvidos nos fatos, além da apuração da regularidade da licitação e da execução do contrato com a Loterj.

A petição aponta, em tese, possíveis crimes de lavagem de dinheiro, peculato ou apropriação indébita, corrupção e ilícitos relacionados à licitação e à execução de contratos administrativos. O pedido busca apurar se a estrutura empresarial descrita no documento era utilizada para ocultar seus reais beneficiários e se Flávio Bolsonaro figurava, direta ou indiretamente, entre eles.

*Felipe Rabioglio/ICL


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Tarcísio explicou que operou para blindar os bilionários, as Bets, Fintechs/PCC e banqueiros para salvar os pobres

Engraçado, quando Carluxo com apoio de Eduardo chamou Tarcisio, Zema, Ratinho jr e Caiado de ratos, Tarcísio engoliu seco como os outros ratos.

Mas agora, esta enfezado com o PT, porque o partido expôs sua mão grande por trás da blindagem dos super-ricos.

Mas assim como todo a escória da PEC da Bandidagem no congresso disse que Lula quer usar os pobres pra se reeleger por isso estavam apenas protegendo eles.

Confuso isso. Lula usaria os benefícios aos pobres contra os pobres?

O fato é que essa turma toda de pangarés incluindo Eduardo Bolsonaro operara como burros de Troia e lógico, não para de encher a empada de Lula das melhores e mais saborosas azeitonas.

Vai entender essa direita vigarista!

Mas esse é o circo de horrores da política da direita brasileira atual, uma mistura de traições familiares, blindagens para os de cima e retórica vazia que só beneficia quem já tem o bolso cheio.

Aliás, Tarcísio de Freitas tem sido o maestro dessa sinfonia de alívio fiscal pros endinheirados.

A MP 1.303/2025 (a “MP do IOF”) era um projeto do governo Lula para taxar mais aplicações financeiras, Bets (apostas online) e Fintechs, setores que movimentam bilhões e, pasmem, andam entrelaçados com lavagem de dinheiro do PCC.

Em vez de aprovar, o Congresso derrubou a MP na Câmara essa semana (8/10/2025), graças a uma articulação pesada liderada por um cínico chamado Tarcísio.

É Lula 2026?

As pesquisas dizem que sim, e esses “pangarés” só aceleram o trem.


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