Banco Central, na gestão Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, aprovou a transferência definitiva do controle para Vorcaro.
O nome “Banco Master” foi criado e adotado durante o governo Bolsonaro, como parte da transformação liderada por Vorcaro. Sem essa aprovação do BC em 2019 e a expansão que veio em seguida, o banco não teria sido rebatizado e crescido com essa identidade.
Tirando esse monte de plha de milho espalhada pelo chão, na gtentativa de encobrir a nascente desse crime durante o governo Bolsonaro e a gestão de Campos Neto no Banco Centtral, daremos de cara com o que interessa, o princípio de tudo.
Vale abrir um parêntese para lembrar que não existiria o governo Bolsonaro sem a parceria café com leite entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, que transformou o Banco Master na central da picaretagem nacional.
O tráfego da grana toda que Vorcaro centrifugou com um plano pré-estabelecido, foi cem por cento desenvolvido e assinalado como tal, durante tal governo.
Dito isso, o verdadeiro significado do termo “irmão” , tantas vezes falado por Flavio a Vorcaro, está referendado por um sistema que nasce e se fortalece como filhos do mesmo pai, Jair Bolsonaro.
Não fosse isso, o Master não teria qualquer valor, pois a terra valiosa que virou o Banco Master, tem todas as nascentes fincadas durante o governo Bolsonaro para que uma caudalosa montanha de dinheiro circulasse no que, antes, era apenas uma campo de várzea.
Sem o aceite de Campos Neto, tal hegemonia jamais teria acontecido. Então, tudo teve começo na era Bolsonaro.
Isso explica, com todas as letras, por que Flavio estava cobrando o restante do dinheiro, já que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões combinados, mais os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio diretamente em suas contas.
Na verdade, a montanha de recursos para o filme sobre Bolsonaro e para sua campanha, não passou de lavagem de dinheiro.
Não dá para esquecer que, nessa conta, também entra a mesada de R$ 300 a R$ 500 mil ao todo poderoso chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira.
Trocando em miúdos, quando Flavio fala em cobranca e não em patrocínio do filme, é claro que ele está se referindo ao que foi acordado com Bolsonaro e filhos para conseguir a liberação do Banco Central para o Bnaco Master. Isso está pra lá de escancarado e não comentado pela grande mídia.
Repetindo, o papo do filme é somente para justificar a lavagem de dinheiro, assim como a loja de chocolate, assim como o dinheiro da compra da mansão.
Queridos amigos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.
O Banco Master nasceu durante o goveno Bolsonaro com a anuência do Banco Central “independente”, privatizado por Bolsonaro e presidido por Campos Neto.
Bolsonaro foi avisado, assim como Campos Neto, de que o Banco Master era uma fraude e simplesmente não fizeram nada para impedir que a coisa chegasse aonde chegou.
Todas as transações ilegais de vulto com o Banco Master aconteceram na gestão Bolsonaro, o mesmo que recebeu de Vorcaro direto em sua conta, R$ 3 milhões, da mesma forma, Tarcísio, ex-ministro de Bolsonaro, lançado por ele ao goerno de São Paulo, recebeu R$ 2 milhões do mesmo Vorcaro..
A ligação mais objetiva é institucional: o BC, sob gestão indicada por Bolsonaro, aprovou a troca de controle que permitiu Vorcaro assumir e transformar o Máxima em Master, em 2019. Além disso, apurações citam articulações envolvendo Ciro Nogueira e Fabio Faria numa rede de influência mapeada pela PF.
Por isso também Flavio, de en passant, falou do escândalo do Master sem tocar no nome de Vorcaro. Já Tarcísio, nem o Master ele citou em sua fala “indignada” com o escândalo.
Ou seja, tem muito caroço debaixo desse angu e, certamente, virá à tona com o andar das investigações.
Queridos amigos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio.
Durante dois anos a diretoria do Banco Central presidida por Ilan Goldfajn, cujo mandato se encerrou em 28 de fevereiro de 2019, analisou pedido formalizado por Daniel Vorcaro em 15 de setembro de 2017 para assumir o controle acionário do então Banco Máxima, que posteriormente passou a se chamar Banco Master.
Depois da longa e criteriosa análise, a diretoria comandada por Ilan indeferiu o pedido, seguindo o Voto 20/2019-BCB, de 13 de fevereiro de 2019, de Sidnei Corrêa Marques, então Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução [DIORF] do BC.
O indeferimento decorreu, fundamentalmente, do fato de Daniel Vorcaro não conseguir demonstrar o atendimento de dois requisitos exigidos em norma do CMN – Conselho Monetário Nacional para se tornar controlador de um Banco: i] licitude dos recursos utilizados para a compra das ações representativas do controle, e ii] capacidade econômico-financeira para não só efetivar a compra, mas para, adicionalmente, no futuro arcar com novos aportes de capital na instituição caso necessário, como era o caso concreto do Banco Máxima, que repetidamente apresentava prejuízos e recebia alertas de desenquadramento de limites de capital.
Na análise que durou dois anos, foram constatadas inconsistências relevantes a respeito da origem dos R$ 40 milhões que Daniel Vorcaro utilizou para adquirir 56,87% do capital do Banco Máxima para, desse modo, passar a ser seu dono.
No voto, Sidnei Marques destacou que “na análise da origem dos recursos utilizados por Daniel Vorcaro para integralização dos mencionados aumentos de capital, foram verificadas várias inconsistências que se mostraram de difícil superação”.
Apesar, no entanto, das “inconsistências de difícil superação” –eufemismo para dizer que Vorcaro não conseguiu comprovar a regularidade, licitude ou legalidade da origem dos R$ 40 milhões utilizados para se tornar controlador do Banco Máxima–, os ventos mudaram a favor de Daniel Vorcaro a partir da nomeação de seis dos nove diretores do BC começada em 28 de fevereiro de 2019, dentre eles o presidente Roberto Campos Neto. Foi quando a diretoria do BC passou a ter maioria de membros indicados por Paulo Guedes e Bolsonaro.
Se sob a presidência de Ilan o pleito de Vorcaro foi escrutinado durante dois anos e finalmente indeferido, sob a presidência de Campos Neto o banqueiro não precisou mais que oito meses para obter a almejada autorização para assumir o controle acionário do Banco Máxima.
O voto 218/2019-BCB, de João Manoel Pinho de Mello, sucessor de Sidnei Corrêa Vasques como diretor do DIORF a partir de 28 de fevereiro de 2019, é uma peça essencial para se entender os meandros do processo que permitiu a Vorcaro alcançar seu objetivo.
A decisão da diretoria de Campos Neto que atendeu o pleito de Vorcaro foi adotada em 14 de outubro de 2019, e só foi possível graças [i] à omissão da falta de comprovação da origem lícita e legal dos R$ 40 milhões usados por Vorcaro para se tornar o acionista majoritário, e [ii] à adoção de um enquadramento atípico e sem amparo técnico e legal no voto do diretor Pinho de Mello.
Essa é a conclusão a que se chega a partir da análise de documentos obtidos junto ao Banco Central por meio da Lei de Acesso à Informação [LAI] relativos ao processo interno nº 156967, que trata do pleito de Daniel Vorcaro para assumir o controle do Banco Máxima.
No voto de Pinho de Mello aprovado pela diretoria de Campos Neto em 14 de outubro de 2019, foi omitido o apontamento relevante do diretor Sidnei Marques, de que Daniel Vorcaro “não apresentou qualquer documento ou informação que demonstre, de forma clara e inequívoca, a origem dos recursos utilizados na aquisição do controle e nos aumentos de capital da instituição, não estando satisfeitos, por conseguinte, os comandos normativos que exigem a demonstração da regular origem dos recursos”.
Como já mencionado, a operação de transferência do controle societário do Banco Máxima foi contratualizada em 15/9/2017 entre o controlador original Saul Sabbá e Daniel Vorcaro “mediante aquisição de ações representativas de 56,87% do capital do Banco Máxima por R$ 40 milhões”.
No conjunto da operação, Vorcaro venderia parte da sua participação societária, assim mesmo permanecendo como maior sócio individual do Máxima, com 46,57% das ações do capital social.
A documentação analisada por Sidnei evidenciou, porém, que “os recursos utilizados para a aquisição das ações de Saul Sabbá, no valor de R$ 40 milhões, e para os aportes adicionais de capital promovidos por Daniel Vorcaro, tiveram origem na distribuição de resultados da empresa Viking Participações Ltda, que, por sua vez, decorreu de reavaliação de ativos”.
O diretor Sidnei identificou que para simular capacidade econômico-financeira que de fato não tinha para assumir 56,87% do capital do Máxima, Vorcaro informou a “reavaliação de ativos” e super valorizou em 4.858% o empreendimento Via Expressa, que passou de R$ 1,9 milhão para R$ 90,3 milhões, e em 635% a Fazenda Taquaral, reavaliada de R$ 10,6 milhões para R$ 63,7 milhões.
Para Sidnei, havia “considerável fragilidade em relação aos números apresentados nesses laudos” feitos por empresas avaliadoras contratadas por Vorcaro para auferir aquelas valorizações forjadas.
Além de inflar os valores de ativos próprios, Vorcaro também mencionou um financiamento para totalizar os R$ 40 milhões que permitiram a ele deter, no final da operação, a maioria acionária do Banco Máxima em vias de se tornar Banco Master.
A esse respeito, Sidnei Marques identificou que “não ficou demonstrada, nos documentos apresentados na instrução do pleito, a capacidade econômica e financeira de Daniel Vorcaro para obter os recursos necessários para o pagamento do financiamento referido”.
Para a diretoria de Ilan, que acolheu a recomendação de indeferimento do Voto do diretor Sidnei, “é primordial que os pretensos controladores comprovem capacidade econômica e financeira, não só para fazer face à aquisição do controle [condição não atendida, como já mencionado], mas também para capitalizar a instituição sempre que for necessário no curso de seu funcionamento, inclusive em razão de prejuízos futuros, tais quais os registrados nos últimos anos” nos balanços do Máxima.
Sidnei mencionou, ainda, o emaranhado empresarial engendrado por Vorcaro para aparentar acréscimo irreal de recursos financeiros mediante criação de redes de empresas, holdings, subsidiárias, sociedades vinculadas etc, num esquema de espiral financeira para simular aumento de capital de modo artificial.
Quanto a esse aspecto, o diretor relatou que “a fiscalização deste Banco Central apurou que expressiva parcela de recursos para realizar a aquisição das ações do atual controlador foram originados no próprio Banco Máxima, mediante transferências em sequência de recursos entre a instituição, empresas de propriedade de Daniel Vorcaro e fundos de investimentos. Inquirido, o interessado [Vorcaro] não apresentou elementos que elucidassem essa questão de forma clara e inequívoca”.
Nem mesmo os sócios apresentados por Vorcaro que comprariam parte de suas ações no limite de permanência dele com 46,57% satisfizeram exigências legais, pois se recusaram a comprovar previamente a origem de recursos para a aquisição, “o que não se pode admitir, já que se trata de pressuposto para a concessão da autorização”.
Diante das inconsistências, obscuridades, valores inflados e presumível ilicitude da origem de recursos, Sidnei Marques argumentou que “fica patente o não atendimento ao comando normativo vigente pelos citados pretensos controladores”, pois Vorcaro não conseguiu demonstrar regularidade, licitude ou legalidade dos R$ 40 milhões.
Em razão dessa realidade, o diretor determinou “o indeferimento do pleito de transferência do controle acionário do Banco Máxima”, e instou a DEORF – Diretoria de Organização do Sistema Financeiro a “adotar as providências necessárias à implementação da decisão deste Colegiado”, que neste caso corresponderia ao desfazimento do contrato assinado em 15/9/2017 por Daniel Vorcaro e Saul Sabbá e à anulação do negócio, mantendo, desse modo, o controle do Máxima com Saul Sabbá.
[ii] o enquadramento atípico pela diretoria de Campos Neto Para burlar a decisão de 13 de fevereiro da diretoria anterior e assim conseguir atender o pleito de Daniel Vorcaro, a diretoria do BC presidida por Campos Neto adotou um enquadramento administrativo atípico, sem amparo técnico e legal, como se verá adiante.
No seu voto, João Manoel Pinho de Mello, sucessor de Sidnei Corrêa Marques na DIORF, percorreu um caminho engenhoso para engendrar a solução favorável ao banqueiro.
Num ato com potencial indício de improbidade administrativa, Pinho de Mello omitiu [1] a falta de comprovação de licitude dos R$ 40 milhões utilizados por Daniel Vorcaro para se tornar acionista majoritário do Máxima, e, também, [2] a falta de capacidade econômico-financeira de Daniel Vorcaro – aspectos que foram enfaticamente ressalvados no voto de Sidnei Marques. Isso feito, Pinho de Mello passou a considerar Vorcaro como detentor de 46,58% do capital do Máxima, e, portanto, o controlador efetivo do banco.
Partindo deste fato consumado, o voto de Pinho de Mello de outubro de 2019 então passou a analisar o caso como se fosse de “alteração na estrutura de controle acionário”, e não mais de “transferência de controle acionário”, como no voto de Sidnei Marques de fevereiro de 2019.
Existe uma diferença enorme, que entretanto parece sutil, no objeto dos dois votos. Como mostra a imagem acima das ementas dos votos, em fevereiro de 2019 o BC indeferiu a transferência do controle acionário, ao passo que em outubro de 2019 o BC aprovou a alteração na estrutura de controle acionário.
A diferença de terminologia não é semântica, mas de enquadramento legal. Transferência do controle caracteriza mudança drástica do controle acionário; ocorre mudança completa dos integrantes do grupo, ao passo que alteração do controle pode significar modificações do grupo acionário, como, por exemplo, exclusões, inclusões de sócios.
Ocorre, contudo, que em fevereiro de 2019 o BC determinou o desfazimento do contrato entre Saul Sabbá e Daniel Vorcaro. Isso significa, portanto, que do ponto de vista legal, a transferência de controle não se consumou, porque não foi autorizada pelo BC, e então Vorcaro não poderia ser considerado detentor de 46.58% do Máxima.
Em razão disso, o BC não poderia, em outubro de 2019, alterar o controle da estrutura acionária considerando Vorcaro como membro da sociedade. Procedendo como procedeu, a diretoria de Campos Neto aceitou como lícito o que foi indeferido pela diretoria anterior por ser irregular ou por apresentar “carência de licitude”, para dizer de modo eufemístico.
Num passe de mágica, no seu voto Pinho de Mello desprezou [1] as “várias inconsistências que se mostraram de difícil superação” e [2] a falta de comprovação “clara e inequívoca” da origem dos R$ 40 milhões, para então consignar fantasiosamente “que a origem dos recursos foi regularmente demonstrada por todos os novos acionistas, conforme avaliado pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro”.
Pinho de Mello sustentou que os recursos se originaram em “vários aportes de capital deliberados entre março e junho de 2019” – portanto, já em período subsequente ao indeferimento da transferência de controle para Daniel Vorcaro.
E, “considerando também a reavaliação do acervo patrimonial de Daniel Vorcaro, reputo [Pinho de Mello] atendida” a demonstração da capacidade econômico-financeira de Vorcaro aceitando como real as valorizações forjadas de 4.858% do empreendimento Via Expressa e de 635% da Fazenda Taquaral.
Segundo um técnico de carreira do BC consultado, “à rigor, o BC sequer poderia atender nova solicitação de Vorcaro, porque não foi demonstrada a origem lícita dos R$ 40 milhões para adquirir o controle de capital do Banco Máxima, e tampouco sanadas as graves inconsistências apontadas no voto de Sidnei Corrêa Marques como de difícil superação”.
Diretoria de Campos Neto viabilizou esquema mafioso de Daniel Vorcaro A aprovação atípica do negócio pela gestão de Campos Neto foi o primeiro passo para Daniel Vorcaro fundar o Banco Master e, após, colocar em prática o esquema mafioso que movimentou dezenas de bilhões de reais neste que é considerado o maior escândalo bancário e financeiro do Brasil.
A responsabilidade da gestão de Campos Neto nessa mega fraude é incontestável. Além de reabrir o processo para atender o pleito de Daniel Vorcaro, ao longo do seu mandato concluído em 31 de de dezembro de 2024 Campos Neto desprezou inúmeros alertas do Fundo Garantidor de Crédito, da Comissão de Valores Mobiliários e de outras instituições financeiras.
À medida que o Banco Central complemente as informações solicitadas via LAI e forneça a cópia integral do processo, se poderá conhecer as razões para a diretoria de Campos Neto não ter anulado o contrato entre Saul Sabbá e Vorcaro em obediência à deliberação da diretoria comandada por Ilan Goldfajn; e, ainda, por ter iniciado nova análise do pleito logo após a assunção da diretoria do BC indicada por Paulo Guedes e Bolsonaro.
*Jeferson Miola/Viomundo
Queridos amigos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio
Relatório do Banco Central aponta pagamentos milionários a Belline Santana e amplia cerco ao entorno de Daniel Vorcaro
Relatório interno do Banco Central (BC) aponta que Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, simulou dois contratos que somaram R$ 4 milhões para ocultar o recebimento de propina no caso Banco Master. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10).
Segundo a apuração, os contratos foram firmados com a Varajo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de Daniel Vorcaro, dono do banco. A sindicância concluiu que os documentos serviram para dar aparência legal aos pagamentos.
Em um dos contratos, Belline recebeu R$ 2 milhões por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira. O relatório afirma que o material não tinha produção autoral relevante e não justificava o valor. Para os procuradores do BC, era “pouco crível” o pagamento milionário por esse tipo de conteúdo.
Belline chefiou a supervisão bancária entre 2019 e janeiro de 2026, atravessando a gestão Roberto Campos Neto e o início da gestão Gabriel Galípolo. Ele deixou o cargo em meio à investigação interna aberta pelo Banco Central sobre o caso Master.
As conclusões da sindicância se somam ao que a PF já havia apontado em março. Segundo investigação revelada por Estadão e Times Brasil/CNBC, Belline e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza atuavam como “consultores informais” de Vorcaro dentro do BC, com troca de mensagens, orientação sobre documentos e indícios de repasses regulares.
Contexto O caso se soma a outras frentes de apuração sobre o Master. Documentos enviados pela Receita Federal ao Senado mostram que o banco declarou mais de R$ 543 milhões em pagamentos a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, como mostrou a Folha de S.Paulo.
A lista inclui bancas ligadas a Viviane Barci de Moraes, Walfrido Warde, familiares de Ricardo Lewandowski e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Em outra frente, também vieram a público pagamentos a Michel Temer e à empresa de Fabio Wajngarten, além de repasses ao grupo Metrópoles, ligado ao ex-senador Luiz Estevão, que teria recebido R$ 27,2 milhões
Também nesta sexta-feira (10), o ex-presidente Michel Temer confirmou que foi contratado pelo Master para prestar consultoria e atuar em uma mediação antes da liquidação da instituição. Segundo ele, houve pagamento de honorários, mas o contrato foi encerrado sem resultado, em entrevista à CNN Brasil.
Procurada pela Folha, a defesa de Leonardo Palhares afirmou que o caso está sob análise do Judiciário e que a empresa colabora com a investigação. A defesa de Vorcaro disse, em manifestação anterior, que o empresário coopera com a apuração. O BC informou que afastou os dois servidores e abriu procedimentos correcionais.
A defesa de Belline Santana não foi localizada nas reportagens citadas por esta matéria.
*BdF
Queridos amigos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio
Presidente afirma que adversários políticos tentam responsabilizar o PT pelo prejuízo decorrente da liquidação do Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto ao ponto ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Ele atribuiu a origem do problema a decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil.
Durante evento político nesta sexta (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o caso é resultado de decisões passadas.
“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, disse o presidente.
Esse montante citado por Lula se refere ao desembolso de R$ 51,8 bilhões feito pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ao amparar clientes do Master. Lula também responsabilizou Campos Neto pela autorização da transferência do controle do Banco Máxima para o empresário Daniel Vorcaro, surgindo assim o Master. “No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central Ilan [Goldfajn] negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu em dezembro de 2019 foi Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele”, declarou.
Investigações sobre Banco Master em múltiplas frentes O caso do Banco Master está sendo analisado por diferentes linhas de investigação. Entre elas, estão a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília, suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento, envolvimentos de políticos e o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.
O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Queridos amigos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio
Do Banco Central ao Nubank, gestão do ex-presidente do BC abriu alas para o Master, propiciou doações milionárias ao bolsonarismo e agora conta com a blindagem da imprensa corporativa
O cenário político-financeiro brasileiro assiste, atônito, ao desenrolar de um dos enredos mais complexos de nossa história recente: o Caso Banco Master. No entanto, para além das cifras bilionárias, o que emerge é uma cronologia de proximidades perigosas, doações vultuosas e uma engenharia de proteção mediática que tenta, a todo custo, inverter a lógica dos fatos. Para compreender o escândalo, é preciso conectar os pontos de uma trajetória que começa nos gabinetes de Brasília e termina nas cadeiras de luxo de bancos digitais e grandes conglomerados de mídia.
A gênese: O Banco Central de Campos Neto De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Jair Bolsonaro (PL) para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, o BC adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras. Foi nesse vácuo de “flexibilização” que o Banco Master (antigo Banco Máxima), sob o comando de Daniel Vorcaro, encontrou terreno fértil para sua expansão meteórica. Os registros oficiais são implacáveis: Daniel Vorcaro visitou o Banco Central presidido por Campos Neto pelo menos 24 vezes durante o período em que o Master se consolidava e recebia autorizações cruciais da autarquia. Essa frequência de reuniões entre um regulador e um ente regulado, em meio a um processo de formalização institucional, levanta questões éticas profundas sobre a impessoalidade da administração pública.
Dinheiro no tabuleiro eleitoral Enquanto o Master ganhava musculatura sob a vigilância, ou benevolência, do BC, o braço político do grupo operava a todo vapor. Fabiano Zettel, o operador, sócio e cunhado de Vorcaro, não economizou no apoio aos aliados de Campos Neto. Nas eleições de 2022, Zettel injetou R$ 5 milhões nas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo R$ 3 milhões para o primeiro e R$ 2 milhões para o segundo. O investimento foi preciso. O Banco Master, que operava à margem do sistema mainstream, tornava-se um gigante em tempo recorde, enquanto seus principais entusiastas buscavam a manutenção do poder central.
A “porta giratória” e o Nubank Com o fim do governo Bolsonaro, a trajetória de Campos Neto seguiu um caminho meticulosamente pavimentado. Ele assumiu o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. É aqui que a teia se expande. O Nubank recebeu autorização para operar como financeira nos momentos finais da gestão de Ilan Goldfajn no BC (antecessor de Campos Neto), consolidando-se como a “queridinha” do mercado. Coincidentemente, a Globo, através da Globo Ventures, tornou-se sócia minoritária do Nubank. O círculo se fecha: o ex-regulador agora é alto executivo de uma empresa que tem como sócio o maior conglomerado de comunicação do país.
Escândalo e a estratégia da distração Quando o escândalo do Banco Master explode, envolvendo investigações sobre fraudes, venda de carteiras de crédito sem lastro, movimentações atípicas e o uso de fundos de pensão, a reação da imprensa corporativa foi, no mínimo, curiosa. Em vez de focar na relação promíscua entre o Master e a cúpula do BC da era Bolsonaro, ou no papel de Campos Neto enquanto facilitador institucional, assistimos a um fenômeno de “alucinose jornalística”. Veículos ligados à Globo e seus “co-irmãos” iniciam uma manobra de contorcionismo retórico aflitivo para tentar vincular o escândalo à esquerda e ao atual governo do presidente Lula (PT).
A verdade dos fatos, porém, é translúcida e derruba qualquer narrativa fantasiosa. As nomeações cruciais para o funcionamento do esquema foram feitas pela direita, assim como as doações milionárias foram direcionadas exclusivamente a candidatos desse espectro político e profundamente arraigados ao bolsonarismo-raiz. Houve reuniões constantes e documentadas entre o comando do Banco Central de Bolsonaro e os donos do Master, culminando na ocupação de cargos de alto escalão em bancos como o Nubank, que possui a própria Globo como sócia. Todos os nomes na agenda do celular de Vorcaro, apreendido e periciado, são de políticos da direita, assim como a totalidade das mensagens comprometedoras que vieram à tona até agora.
Não existe sequer um nome do atual governo ou de partidos progressistas envolvido formalmente no cerne das irregularidades investigadas. A tentativa de “esconder” Roberto Campos Neto e seu papel no fortalecimento desse ecossistema financeiro é uma nítida estratégia de proteção de ativos.
Ao culpar a esquerda por um esquema nascido, criado e totalmente operado nos gabinetes da gestão anterior, a imprensa corporativa não faz jornalismo; faz advocacia administrativa para seus próprios sócios. O Caso do Banco Master não é um mistério: é um retrato fiel de como o poder financeiro e o poder midiático se abraçam para proteger seus expoentes, enquanto tentam vender ao público uma versão distorcida da realidade.
Queridos amigos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio
Qual lugar do planeta essa tese da carochinha funcionou assim? Nem no conto de Alice no país das maravilhas.
Na vida como ela é, e vi e vivi isso de perto, a sua verdadeira face literalmente dá as caras dessa gigantesca cascata.
Quanto a economia brasileira cresceu depois da privataria de FHC além de nada?
O setor privado nas regiões onde houve a privatização de grandes estatais, não chegou junto como anunciado que chegaria.
Pior, muito pior, quase que integralmente, os micros, pequenos e médios negócios foram implodidos junto com a privatização.
Em um mundo repleto de jargões “técnicos e científicos” como o dos tecnocratas cascateiros, compreender o significado de palavras como implodir, é fundamental, porque foi isso que ocorreu com o setor privado no Brasil durante e depois que FHC entregou as estatais aos tubarões velhacos.
Creio ser obrigação a esquerda fazer um estudo sobre os resultados concretos das privatizações para economia brasileira e descortinar um assunto que as cabeças coroadas do neoliberalismo nativo fogem mais que o diabo da cruz.
Isso é para ontem, porque 2026 é logo ali.
Detalhe: o pai da privatização no Brasil é Roberto Campos, vovô do bolsonarista ,Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.
Esse mesmo vovô, durante a ditadura, foi quem teve a ideia de gênio de criar a correção monetária, que resultou na maior hiperinflação da história brasileira.
Recessão. Essa era a meta de Campos Neto antes de deixar o BC, para paralisar o governo Lula.
O que muitos já sabiam e veio a confirmação é que, ao contrário do terrorismo do BC de Roberto Campos Inflação no Brasil caiu.
Os preços ao consumidor aumentaram 4,71% em relação ao ano anterior, de acordo com dados oficiais divulgados na sexta-feira. Isso é menor que a mediana de 4,83% prevista por economistas
Some isso com outras notícias econômicas, o desemprego no Brasil caiu para 6,1% nos três meses encerrados em novembro. Este é o nível mais baixo desde o início da série de dados em 2012.
Isso, somado a um mercado de trabalho robusto que está sustentando a demanda do consumidor e contribuindo para um crescimento econômico que superou as expectativas em 2024. Outra: o endividamento das famílias caiu muito e se encontra em torno de 48%.
Estas são só algumas ótimas notícias da economia brasileira no 3º mandato de Lula. Mesmo debaixo de bombardeio de desinformação das agencias de notícia da banca e da mídia tradicional
DF - SENADO/CAE/SABATINA/BC/CAMPOS NET - INTERNACIONAL - O economista Roberto Campos Neto, indicado para a presidência do Banco Central, é sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em Brasília, na manhã desta terça-feira, 26 de fevereiro de 2019. Ele afirmou que, à frente da instituição, manterá seu "trabalho incansável na busca do cumprimento de sua missão: de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda, entendida como o cumprimento da meta para a inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN); e de assegurar um sistema financeiro sólido e eficiente". 26/02/2019 - Foto: GERDAN WESLEY/TRIPÉ IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Nos dois meses finais no Planalto, o hoje indiciado e futuro réu em ação criminal Jair Bolsonaro dedicou-se a conspirar e armar bombas-relógio para inviabilizar o governo eleito.
O plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, os atentados terroristas em 12 e 24 de dezembro de 2022 e os atos bárbaros de 8 de janeiro de 2023 integraram esta estratégia.
Agora no final do seu mandato no Banco Central, Roberto Campos Neto repete a atitude de Bolsonaro e incendeia a economia do país com bombas armadas para a segunda metade do mandato de Lula.
A sinalização de elevação de juros para as duas próximas reuniões do COPOM, já sob a presidência de Galípolo, e com o falso pretexto de dificuldades fiscais, é uma dessas bombas.
Cada 1% da SELIC representa cerca de R$ 60 bilhões embolsados pelos rentistas abutres e parasitas financeiros – o dobro dos cortes propostos pelo governo para 2025.
Além de oportunizar o aumento escandaloso da rapinagem, o pagamento adicional de juros por imposição do BC tem efeitos nefastos para os investimentos públicos e para os gastos do governo. E, também, para o equilíbrio fiscal e das contas públicas.
Isso porque Campos Neto obriga o governo a destinar parcelas maiores do Orçamento da União para o pagamento das despesas financeiras aumentadas pelo BC – juros e dívida pública.
E o governo é então forçado a desviar recursos do SUS, da educação, das áreas sociais, da previdência e dos investimentos públicos para fazer frente ao aumento dessas despesas financeiras.
O aumento da taxa de juros, além disso, aumenta o comprometimento do PIB com a dívida pública, que durante o período Dilma estava em 37%, e com Temer e Bolsonaro superou os 73%.
A profecia catastrofista de Campos Neto alimenta a especulação gananciosa do mercado. A mídia e o rentismo abutre aproveitam a senha dada pelo sabotador do BC e levam o dólar ao valor recorde de 6,20 reais. Até operadores não-desonestos do mercado afirmam que não há explicação para este espasmo especulativo.
O alarmismo com uma falsa crise fiscal e com uma inflação controlada alimentam o círculo vicioso e a espiral do caos criada por Campos Neto e rentismo para manter o terrorismo econômico.
A alegada crise é um invento criado para o propósito criminoso de atentar contra as finanças nacionais e o governo eleito pela soberania popular.