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Flavio Bolsonaro e o celular bomba de Claudio Castro que a PF destravou

A triangulação entre Vorcaro, do Banco Master, Claudio Castro e Flavio Bolsonaro é uma coisa só, disso todos sabem.

O desbloqueio do celular de Claudio Castro pela Polícia Federal acendeu um alerta mais que vermelho na sua campanha pré-eleitoral para a presidência, sobretudo no seu grupo político. A conexão entre essas três cabeças que estão como personagens centrais desse emaranhado de corrupção, é um aparelho de alta tensão para os planos eleitorais do 01 do clã Bolsonaro.

Por isso o avanço das investigações da PF gerou forte desespero por três fatores principais: seu elo com Daniel Vorcaro e o Banco Master, a desestruturação de sua prinncipal base eleitoral, Rio de Janeiro, e o principal, o risco de mensagens e agendas diretas que colocam Flavio no centro de uma bomba atômica.

O nome disso é efeito tóxico, melhor dizendo, radioativo de todo o seu entorno, de todos os candidatos à Câmara e ao Senado que orbitam em torno de Flavio.

Trocando em miúdos, muita gente pagará um custo como criminoso sim, mas outro tanto, que não é pequeno, pagará o custo por osmose, por ser parte de uma estrutura sabidamente miliciana que envolve um número incontável de gente que está na disputa e que será atingida  no peito. Mais que isso, qualquer associação a Flavio a essa altura dos fatos, em todo o terrirório nacional, sofrerá um tranco, já que ele é a figura mais importante em atividade na direita hoje no Brasil.

Ou seja, como se diz na linguagem mega popular, “o bagulho é doido”.

Soma-se a sso a própria figura de Claudio Castro, que está muito além de ser um mero subserviente do clã Bolsonaro no Rio de Janeiro, Claudio Castro tem sua própria demanda de crimes contra os cofres públicos em toda a estrutura de altarquias de todo o estado. E isso se transforma num carrapicho no paletó já todo cagado de Flavio Bolsonaro.

Ninguém pode afirmar que um impacto como esse nas pretensões do PL será grande, não, ele será devastador, provocando um esvaziamento político na legenda, tanto que Cladio Castro abdicou, ou melhor, desistiu de concorrer ao Senado que já, de antemão, desarticulou a principal chapa do PL fluminense.

Os riscos de mensagens e agendas cotidianas diretas do celular de Claudio Castro são nitroglicerina pura, porque ali contém o histórico completo de agendas privadas e registros de jantares, inclusive, com Vorcaro no exterior, além de outras com figuras investigadas.

Os investigadores buscam mensagens em aplicativos que possam comprovar o que já sabem, principalmente sobre a refinaria Refit, que contaram com interferência direta de Flavio Bolsonaro.

A avaliação dentro do PL carioca, portanto, é a de que estão diante de um verdadeiro desastre político para os planos do clã Bolsonaro e todas as suas ramificações no estado mais bolsonarista do Brasil, do ponto de vista institucional.


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Política

Cedae abortou saque de R$ 44 milhões no Master; diretor se reuniu com Vorcaro após colapso

Funcionários da Cedae ligados ao ex-governador Cláudio Castro abortaram o resgate de R$ 44 milhões investidos no Banco Master em maio de 2025, quando notícias sobre a situação crítica do conglomerado de Daniel Vorcaro ganharam corpo. Após o colapso da instituição financeira, um diretor indicado por Castro ainda teve um encontro presencial com o banqueiro, mostra investigação interna da estatal a que o ICL Notícias teve acesso.

Antonio Carlos dos Santos, indicado por Castro para a Diretoria Financeira e de Relações com Investidores (DFI) da Cedae, vinha ignorando alertas de colegiados internos da estatal para reduzir o valor investido no Master, que passava de R$ 200 milhões, desde julho de 2024. Antes de assumir o cargo na estatal, em novembro de 2022, ele havia ocupado o cargo estratégico de assessor-chefe do gabinete de Castro, entre junho e setembro de 2022.

Em 28 de maio de 2025, o gerente financeiro da empresa Rodrigo Borges Mendes, chegou a expedir uma ordem ao Banco Master para o resgate imediato de R$ 44.779.327,32. A determinação foi cancelada 1 hora e meia depois por ordem de Mauro Luis Rodrigues Marques, assessor direto de Santos na DFI. O relatório da Comissão de Ética da Cedae afirma que não foi identificada até hoje “justificativa formal registrada nos autos para a reversão da operação”.

“O Gerente Rodrigo Borges assumiu em entrevista que cancelou um resgate de R$ 44 milhões do Banco Master cumprindo ordens do assessor Mauro sem saber o motivo”, destaca a investigação.

A Cedae só iniciaria os trâmites para de fato recuperar o direito investido em setembro de 2025, após o Banco Central (BC) negar a compra do banco de Vorcaro pelo BRB.

Mesmo diante da iminente quebra do banco, Santos –apoiado pelo então presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, outra indicação direta do núcleo duro do governo Castro– aceitou que a devolução do dinheiro da Cedae fosse feita pelo Master em prestações mensais de R$ 20 milhões – o que faria com que a estatal demorasse cerca de 1 ano para recuperar tudo que tinha investido.

O derretimento do Master veio depois do acordo de parcelamento, em outubro de 2025: o rating do banco despencou para CC na classificação da Fitch, o que representa, na prática, risco iminente de calote. O saldo que a Cedae ainda tinha a receber era de R$ 220.486.968,53.

O Master não pagou os valores prometidos em outubro e novembro. Ainda assim, Antonio Carlos dos Santos tentou negociar. Ele se reuniu diretamente com Daniel Vorcaro em 10 de novembro. Mesmo diante do colapso do banco, o objetivo não era pressionar o banqueiro a devolver imediatamente o dinheiro da Cedae. Segundo o relatório da Comissão de Ética, Santos queria “tentar alterar o contrato e exigir a ‘vinculação de garantias reais’”.

Contudo, “as garantias reais não chegaram a ser consolidadas a tempo”, destaca o documento.

Investimento após jantar de Castro com Vorcaro
Como o ICL Notícias revelou neste sábado (30), Santos iniciou informalmente as tratativas para o investimento de R$ 200 milhões no Banco Master em maio de 2023, uma semana após o governador Cláudio Castro ter um jantar de R$ 60 mil pago por Daniel Vorcaro em Nova York.

O jantar de luxo de Castro com o banqueiro ocorreu no dia 11 de maio de 2023, quando ambos participavam de eventos nos Estados Unidos.

TSE marca para 2 de junho julgamento de recurso de Claudio Castro –  CartaCapital

Seis dias depois, em 17 de maio de 2023, Santos e seus assessores diretos receberam um representante do Banco Master na sede da Cedae, no Centro do Rio de Janeiro, para uma reunião. O encontro marcou o início da negociação para o aporte no conglomerado de Vorcaro, mesmo contrariando as regras internas da companhia naquele momento.

Ao mesmo tempo que mantinha encontros com a cúpula do Master, Santos iniciou uma revisão.

*Igor Mello/ICL


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Política

O preço de Flávio 2026: Como os novos escândalos do senador assombram a direita

De repasses aos mandantes do caso Marielle a esquemas bilionários de sonegação, a avalanche de denúncias cria um oceano de lama que ameaça afundar o projeto nacional do clã.

“O Ministério Público tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente”, disse Fabrício Queiroz em um áudio de 2019, quando ele e Flávio Bolsonaro eram investigados por lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. Mal sabia que essa seria a menor das “picas” a serem enfrentadas por Flávio Bolsonaro no decorrer da sua carreira política.

Sete anos depois, o senador é pré-candidato à presidência e está enfrentando uma série de graves acusações. Além das negociações milionárias suspeitíssimas com o maior ladrão do Brasil, Flávio terá que passar o ano eleitoral explicando os escândalos de corrupção em que está envolvido. Não estamos falando de um caso ou outro, mas de muitos. A relação obscura com Vorcaro é só uma gota no oceano de lama no qual o senador está atolado.

Flávio terá que explicar por que enviou uma emenda parlamentar de R$199 mil para uma ONG suspeita de integrar um esquema de desvio de verbas públicas, comandado pelos irmãos Brazão — os mandantes do assassinato de Marielle Franco. Segundo a Polícia Federal, o envio foi intermediado por um policial militar conhecido como “Peixe”, que também foi condenado pelo assassinato da vereadora. O senador terá que esclarecer os motivos que o levaram a manter negócios com a quadrilha que matou a vereadora do PSOL.

Operação ‘Sem Refino’
Há um outro caso que está prestes a explodir no colo de Flávio. A operação “Sem Refino” da Polícia Federal investiga um esquema bilionário de sonegação envolvendo a Refit, uma empresa do setor de combustíveis.

As investigações estão chegando cada vez mais perto de Flávio Bolsonaro, que viu seu aliado Cláudio Castro ser alvo de busca e apreensão na semana passada. O caso tem grande potencial para arrastar Flávio para o olho do furacão. Um relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal destaca que a “a leniência e a criação de um ambiente propício para a propagação da atividade espúria desenvolvida pela organização criminosa (…) retratam o amálgama do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, a começar pelo então chefe do Poder Executivo”.

Não é possível falar em “agentes públicos influentes na política fluminense” sem falar na família Bolsonaro, especialmente Flávio. Até os paralelepípedos da Rua do Ouvidor conhecem a influência do senador na política fluminense. Um esquema dessa grandiosidade, considerado o maior caso de sonegação do país, dificilmente seria ignorado pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro. Ainda mais um caso envolvendo dois parças tão próximos como Cláudio Castro, do PL do Rio de Janeiro, e o senador Ciro Nogueira, do Progressistas do Piauí, a quem foi entregue a “alma do governo” Bolsonaro. Aliados mais próximos a Flávio sabem disso e estão desesperados com a possibilidade real do caso respingar nele.

Ninguém confia no Flávio
Flávio Bolsonaro é um mentiroso contumaz, como ficou evidente depois das reportagens do Intercept. Não que isso seja novidade, mas descobrimos que ele mente até mesmo para seus aliados. No início da pré-campanha, os dirigentes do PL questionaram o senador sobre suas relações com Vorcaro. Ele negou. Meses depois, Flávio mudou a história, mas continuou mentindo. Disse que foi procurado pelo banqueiro, mas recusou o encontro. Hoje, sabe-se que ele não só o encontrou como pediu milhões para financiar o filme panfletário sobre seu pai. Ninguém confia em Flávio, nem mesmo os seus companheiros.

‘No fim das contas, a reunião com Trump é só um ato de desespero’.
O desespero para encontrar uma narrativa que salve o candidato é grande. Cavaram até um encontro com Trump nos EUA para tentar virar o jogo no noticiário. É uma tentativa de mostrar credibilidade junto ao presidente americano, já que aqui no Brasil nem a confiança de Valdemar da Costa Neto ele tem mais.

As chances do encontro ser um mico são grandes. Primeiro porque o presidente americano já não é mais visto como um bom cabo eleitoral. Uma fotinho ao lado dele não rende votos, apenas serve para deixar sua base eleitoral excitada. Segundo porque a imprevisibilidade de Trump pode até melar o encontro, ainda mais em meio a uma guerra. Viajar até os EUA e voltar sem o encontro seria vergonhoso e aumentaria as manchetes negativas. No fim das contas, a reunião com Trump é só um ato de desespero.

O plano secreto para levar Jair Bolsonaro na mansão de Vorcaro
São muitos os esqueletos no armário de Flávio mas, pelo menos por enquanto, nada indica que ele desistirá da candidatura. Em condições normais de pressão e temperatura, um candidato que não inspira confiança já teria sido rifado pelos aliados. Ocorre que toda a direita brasileira está sequestrada pelos Bolsonaros.

Afinal de contas, quem tem votos é a família e, para ela, não interessa vencer a eleição sem um parente à frente da candidatura. É melhor perder e manter a família com o controle político da direita do que ganhar e entregar todo o capital eleitoral de bandeja para alguém de fora do clã.

A direita hoje está refém de uma família cujo patriarca está preso, um dos filhos está foragido e o mais velho está escalado para a disputa presidencial mesmo atolado por escândalos de corrupção. Outros candidatos de direita, como Zema e Caiado, até tentam se diferenciar, mas não podem romper de uma vez com o bolsonarismo. Seria um suicídio eleitoral. Além disso, seria incoerente largar o osso depois de terem sido cúmplices dos maiores absurdos protagonizados pelo clã Bolsonaro, desde a roubalheira generalizada até a tentativa de golpe de estado. Vejam só onde a direita brasileira foi amarrar seu burro. Agora é tarde demais. Vão ter que segurar essa pica do tamanho de 10 cometas até o final da eleição.

*João Filho/Intercept Brasil


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Política

A renúncia de Claudio Castro deixa Flavio Bolsonaro nu

Claudio Castro renuncia à disputa para o Senado por envolvimento com Vorcaro e obriga Flavio a fazer o mesmo

Apesar da pressão política, até o momento não há indicação de que Flávio Bolsonaro vá renunciar à própria candidatura ou abandonar seus planos eleitorais. O que existe é um temor interno no PL de contaminação política causada pela proximidade entre os casos.

Mas não há como negar que, nesse caso, Flavio Bolsonaro e Claudio Castro são irmãos siameses, pois têm como ponto de partida e de chegada o mesmo imbróglio do mesmo banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.

Na verdade, os dois foram pegos em diálogo, em áudio de whatsapp com componentes absolutamente idênticos de relação de troca de favores e lavagem de dinheiro.

Agora é aguardar o resultado dessa renúncia de Claudio Castro na campanha de Flavio Bolsonaro, já que os dois guardam uma série de pontos comuns no caso do envolvimento com o dono do Banco Master.

A conferir.


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Em Nova York, Cláudio Castro foi com Vorcaro a degustação de uísque que custou US$ 1 milhão

O ex-governador do Rio de Janeiro foi alvo de busca e apreensão pela PF nesta semana

O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, foi flagrado em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro participando de uma degustação de uísque que custou US$ 1 milhão. A informação foi divulgada pela Globonews e confirmada pela coluna que apurou ainda que o episódio se deu em uma viagem para Nova York, em 14 maio de 2024.

Em 15 de maio de 2024, Castro, então governador do Rio,e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, (Goiás) participaram do “Summit Valor Econômico Brazil-USA”, evento do jornal Valor Econômico — empresa do Grupo Globo — patrocinado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Maste, no hotel Plaza, Quinta Avenida, Nova York. Na mesma data, o Rioprevidência injetou R$ 80 milhões no Master exatamente no mesmo dia em que Castro e Vorcaro dividiram espaço em um evento público.

A coluna apurou que entre os presentes estariam três deputados federais e um ex-ministro de Jair Bolsonaro. Além disso, cada um dos presentes ao jantar no no The Carnegie Club, em Manhattan, puderam levar de presente uma garrafa de uísque selecionado.

Castro foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira (26), em uma operação que investiga aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integra a 8ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo investimentos feitos pelo fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, as investigações apontam aplicações de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos e letras financeiras ligados ao Banco Master entre 2023 e 2024. Parte dos aportes teria sido realizada em letras financeiras sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), modalidade considerada de maior risco.

A operação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro deste ano, quando a PF identificou movimentações consideradas suspeitas de aproximadamente R$ 970 milhões entre o Rioprevidência e o Banco Master.

*ICL


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Conversas de Flávio com Vorcaro começaram no maior ciclo de aportes do Rio

Decisão do STF aponta alinhamento político para liberar investimentos bilionários do RioPrevidência no Banco Master

As primeiras conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro ocorreram justamente no período em que o governo do Rio de Janeiro ampliava os aportes bilionários do RioPrevidência ao Banco Master, segundo cronologia reconstruída pela reportagem a partir da decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou buscas da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

A decisão mostra que o RioPrevidência realizou R$ 970 milhões em aportes em Letras Financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Depois, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, outros R$ 2,01 bilhões foram direcionados a fundos ligados ao mesmo grupo financeiro.

Segundo a Polícia Federal, os investimentos ocorreram em meio à “crescente dificuldade do banco, diante de aparente crise de liquidez”, cenário que teria tornado “essencial” a captação de recursos de regimes próprios de previdência social.

Foi nesse período que Flávio Bolsonaro passou a se aproximar de Vorcaro. O próprio senador afirmou nas redes sociais que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, durante as tratativas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção ligada ao universo político bolsonarista.

A declaração ganha relevância porque, segundo a decisão de André Mendonça, dezembro de 2024 marcou o início de uma nova fase de aportes bilionários em fundos ligados ao Banco Master.

Cláudio Castro e Daniel Vorcaro tinham "vínculo próximo", diz PF | CNN  Brasil

PF aponta alinhamento político
A cronologia ganhou peso após a decisão revelar que a Polícia Federal identificou mensagens indicando que determinados aportes do RioPrevidência dependiam de “alinhamento político” com o então governador do Rio, Cláudio Castro.

“A tese investigativa sustenta que a motivação central dessas decisões não residiria em critérios técnicos regulares de investimento, mas em relação pessoal e indevida entre o controlador do Banco Master e autoridades com poder de mando sobre o RPPS”, escreveu o ministro.

Cláudio Castro é correligionário de Flávio Bolsonaro e um dos principais aliados políticos do senador no Rio de Janeiro. Os dois mantêm proximidade desde o governo Jair Bolsonaro e atuaram juntos em diversas articulações eleitorais no estado.

A investigação sustenta que o avanço dos investimentos foi acompanhado por mudanças estratégicas dentro do RioPrevidência.

Segundo a decisão, dirigentes nomeados para a autarquia passaram a atuar em “desconformidade com a política de investimentos” do fundo, permitindo o credenciamento célere do Banco Master, aplicações sem análise técnica estruturada, ausência de comparação com alternativas de mercado, falhas na avaliação de risco e descumprimento de parâmetros regulatórios.

A decisão também descreve uma relação próxima entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro.

“Portanto, segundo a representação, a atuação do ex-Governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência”, segundo a decisão.

Segundo a PF, as mudanças dentro do RioPrevidência ocorreram pouco antes do início dos investimentos.

A investigação afirma que gestores passaram a tomar decisões contrárias à política conservadora até então adotada pela autarquia. A PF sustenta que o grupo abriu caminho para aplicações sem estudos técnicos estruturados e sem justificativas formais consideradas idôneas.

Ao validar os fundamentos apresentados pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, André Mendonça afirmou que os elementos reunidos pela investigação “superam largamente a mera conjectura”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, o ministro também escreveu haver “elevada probabilidade” de existência de um “amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do RioPrevidência”.


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O bolsonarista, Cláudio Castro, é alvo da PF por aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master

Estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF por ordem de André Mendonça (STF)

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de uma investigação sobre investimentos bilionários do estado em fundos ligados ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e inclui o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segundo a PF, durante a gestão de Castro, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos saíram principalmente do Rioprevidência — fundo responsável pelos pagamentos de aposentados e pensionistas do estado — e da Cedae, companhia estadual de abastecimento de água.

O advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa de Cláudio Castro, informou que acompanharia as buscas realizadas na residência do ex-governador, na Barra da Tijuca.

O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio. Neste mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou ter conseguido assinaturas para instalar uma CPI na Alerj com o objetivo de investigar os investimentos do estado no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi oficialmente instalada.

Dados apresentados pelos parlamentares apontam que o Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão diretamente no banco, além de cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. Parte desses aportes, segundo os deputados, ocorreu mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que havia recomendado a suspensão de novos investimentos no banco.

A Cedae também realizou aplicações financeiras no Banco Master, em valores que somam aproximadamente R$ 200 milhões.

*ICL


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Nem orando: Tempos penosos para a direita bolsonarista

O momento é complicado para o campo da direita bolsonarista no Rio e na pré-campanha de 2026. Duas frentes principais envolvem Flávio Bolsonaro (pré-candidato à Presidência pelo PL) e Cláudio Castro (ex-governador do RJ, do PL, cotado para o Senado).

Flávio Bolsonaro e o caso Daniel Vorcaro (Banco Master)

O principal problema recente é o vazamento de áudios (divulgados pelo Intercept Brasil em maio de 2026) em que Flávio cobra valores (cerca de R$ 135 milhões) de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (em liquidação e alvo de investigações por fraudes bilionárias, esquema tipo pirâmide e ligações com milícias).

O dinheiro seria para o filme The Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (com Jim Caviezel cotado). Flávio admitiu o pedido, mas classificou como patrocínio privado para um filme privado, negando irregularidades ou influência política. Ele disse frases como “não tem que justificar nada”.

A PF investiga relações com Vorcaro. Há resistência interna no PL para defender Flávio por medo de mais revelações. Pesquisas (como Datafolha) estão sendo feitas para medir o desgaste na corrida contra Lula. Aliados veem “inferno astral” na pré-campanha.

Isso se soma a casos antigos como as rachadinhas (ainda com tramitações no STJ/STF, mas com dificuldades de reabertura).

Cláudio Castro e a Operação Sem Refino (Refit)

Em 15 de maio de 2026, a PF deflagrou operação com mandados de busca na casa de Castro (Barra da Tijuca). Ele foi alvo por suspeitas de uso da máquina pública para favorecer o Grupo Refit (refinaria de Manguinhos), em esquema de fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e rombo estimado em R$ 52 bilhões (bloqueio de ativos).

Investigação aponta que o governo Castro teria criado parcelamentos tributários e dificultado ações contra o grupo. Alvos incluem ex-secretários, policiais e o empresário Ricardo Magro (com difusão vermelha da Interpol).

Castro já enfrentava inelegibilidade até 2030 em alguns julgamentos, como no TSE por contratações na Ceperj e outras apurações sobre Rioprevidência e Banco Master.

Impacto no PL: Castro era o nome de Flávio para o Senado no RJ. Agora, ala majoritária do partido no Rio quer retirá-lo do palanque para evitar contágio na campanha presidencial de Flávio e na de governador Douglas Ruas. Flávio deve dar a palavra final.

Tempos ruins para a direita

Esses episódios ocorrem em ano pré-eleitoral, com Flávio aparecendo bem em algumas pesquisas de 2026 contra Lula, principalmente em segundo turno), mas com desgaste crescente.

A direita bolsonarista no RJ governa o estado desde 2019, Wilson Witzel → Castro, e enfrenta acusações de ligação com milícias, fraudes e favorecimento a empresários investigados.A narrativa de parte da oposição e da mídia é de “desgaste” ou “bomba” na pré-campanha.


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Política

PF faz operação e associa Cláudio Castro à fraude de R$ 52 bilhões de Ricardo Magro

Operação Sem Refino investiga ocultação patrimonial no setor de combustíveis; dono da Refit tem nova prisão decretada e entra na lista da Interpol

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, uma nova e contundente fase das investigações sobre crimes financeiros e corrupção no setor de combustíveis. A ofensiva, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e na decretação de uma nova prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit. A operação marca um recorde histórico com o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

A ação de hoje é um desdobramento direto da Operação Poço de Lobato, realizada em 27 de novembro do ano passado, que já havia identificado o conglomerado como o maior devedor contumaz do país. Naquela ocasião, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) buscavam recuperar R$ 26 bilhões em tributos sonegados. Com o avanço das apurações, a PF identificou que a estrutura de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial era mais vasta do que se supunha, envolvendo agora indícios de conivência de agentes públicos, o que motivou as medidas contra Castro em sua residência na Barra da Tijuca.

Novo mandado e histórico jurídico

Para Ricardo Magro, a decisão desta sexta-feira representa o segundo mandado de prisão federal em sua trajetória, mas por fatos distintos. O primeiro pedido de prisão ocorreu há dez anos, em 24 de junho de 2016, no âmbito da Operação Recomeço, que investigava desvios nos fundos de pensão Postalis e Petros. Na época, Magro entregou-se à PF após retornar de Miami. Desta vez, o mandado expedido pelo STF é de natureza preventiva e fundamenta a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, uma vez que o empresário reside atualmente nos Estados Unidos.

O governo brasileiro já sinalizou que buscará a extradição de Magro. O tema foi tratado em diálogos recentes entre os presidentes Lula e Donald Trump, no contexto de cooperação internacional contra o crime organizado.

A defesa do ex-governador Cláudio Castro, por sua vez, declarou que ainda aguarda o acesso integral aos autos para se manifestar sobre as buscas realizadas nesta manhã.

O esquema do combustível importado

No centro da investigação está um sofisticado mecanismo de sonegação fiscal estruturado em torno da importação de combustíveis. Segundo fontes da Polícia Federal e da Receita Federal, o esquema utilizava empresas de fachada e “noteiras” para simular operações comerciais e ocultar o real beneficiário das cargas que chegavam aos portos brasileiros. De acordo com o Vermelho, o grupo aproveitava brechas regulatórias e liminares judiciais para internalizar derivados de petróleo sem o recolhimento integral de impostos como o ICMS e as contribuições federais.

A engenharia financeira permitia que o combustível importado fosse comercializado a preços predatórios, asfixiando a concorrência legal e gerando um passivo tributário bilionário que nunca era quitado. Para garantir a impunidade, o conglomerado utilizava uma rede de testas de ferro e empresas em paraísos fiscais, o que a PF classifica como “evasão de recursos e dissimulação de bens”. A Operação Sem Refino busca agora cortar o fluxo financeiro que sustenta essa rede, suspendendo as atividades econômicas de todas as empresas ligadas ao grupo.

Encerramento e registros

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em sigilo para identificar outros possíveis beneficiários do esquema. Foram mobilizados mais de uma centena de agentes para o cumprimento das ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.


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Política

Vivi para ver a grande mídia em peso se associar à nata da bandidagem carioca

As esfuziantes manchetes desta quinta, 30, que, em garrafais,  ofereciam a cabeça de Lula na bandeja, não escondiam a total adesão à campanha de Flavio Bolsonaro, do clã de bandidos mais famoso do Brasil.

Mas isso não é sequer 10% do novelo que está por trás desse rolo que, hoje, opera no Congresso como operava até dias atrás na Alerj sob o comando de Flavio, que só está sendo totalmente desbaratado pelo desembargador Ricardo Couto, governador interino do estado do Rio de Janeiro que, somente no primeiro escalão, degolou mais de 1.600 cabeças da medusa bolsonarista carioca e fluminense.

Fato esse escanteado pela grande mídia em clara proteção à imgaem dos Bolsonaro.

O suplício de Flavio no Rio está apenas começando, pois o desembargador segue agora fazendo um pente fino e, junto, uma faxina no segundo escalão.

Ou seja, nesse esquema do clã Bolsonaro na Alerj tem contraventor de todo sabor, tamanho e gosto. Todo tipo de bandidagem carioca e fluminense tem um representante na Alerj sequestrada pelo clã Bolsonaro. É coisa de gangsters mesmo.

A faxina no esquema do governo Claudio Castro, pau mandado dos Bolsonaro, está fazendo barba, cabelo e bigode.

Também por isso, Flavio começa a rifar Castro para tentar estancar a sangria. E tudo issso é colocado pela mídia, em suas matérias, de forma protocolar para que o cheiro de esgoto do esquema comandado pelo clã no Rio não contamine o ar político no Brasil inteiro.

Sim, porque a catedral bolsonarista era a Alerj, e ela está sendo literalmente demolida por Ricardo Couto, com risco de contaminar o esquema de Flavio no Congresso, dominado por bolsonaristas sob a mesma batuta de Jair.

Isso revela que a direita, mas sobretudo a grande mídia nunca desceu tão baixo.

Todos sabem que políticos de direita não têm projeto de pais, vivem do patrocínio corrente do lobby das grandes corporações que não querem saber de Brasol, mas de seus interesses.

Ao fim e ao cabo, o que se viu nesta quinta no Congresso foi uma espécie de monumento de ações praticadas pela bandidagem carioca dentro da alerj que está sendo varrida pelos grileiro da milícia, do tráfico, do bicho, dos assassinos de aluguel.

Sem o menor pudor, a mídia romancista, aliada de Flavio contra Lula, quer apssar a ideia de que Flavio é apenas um senador que se candidata à Presidência da República em um capítulo da guerra ideológica entre direita e esquerda, não é, e a mídia sabe, de cor e salteado, a teia de criminosos que o clã Bolsonaro comanda no Congresso como comandou na Alerj, mostrando quais os valores e tons morais que a mídia industrial no Brasil opera como propaqgandista dessa gigantesca facção.


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