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A súbita descoberta da misoginia pela velha mídia

Percebendo que Lula saiu-se muito bem das armadilhas montadas por César Tralli e Renata Vasconcellos, a velha mídia precisou encontrar uma maneira de transformar uma entrevista que não saiu como planejado em outra coisa. Se não dava para vencer Lula no argumento, restava recorrer ao velho expediente: fabricar uma controvérsia.

E eis que surgiu a grande acusação: Lula teria sido misógino com Renata Vasconcellos.

É curioso — para dizer o mínimo — assistir à súbita preocupação de determinados setores da mídia com o respeito às mulheres. Sobretudo porque estamos falando dos mesmos veículos que participaram, direta ou indiretamente, de um dos maiores espetáculos de misoginia da história política brasileira: a demolição pública de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República.

Naquela época, o machismo não era um problema. Virou entretenimento.

Dilma foi transformada em personagem de piada, alvo de caricaturas, insultos e desumanização. Seu modo de falar, sua aparência, sua personalidade e até sua condição de mulher foram explorados politicamente por uma máquina midiática que ajudou a criar o ambiente necessário para que o preconceito se apresentasse como “indignação democrática”.

E havia um detalhe que talvez seja melhor não lembrar: Dilma havia mexido em interesses econômicos poderosos.

Ao enfrentar os spreads bancários e pressionar pela redução do custo do crédito, seu governo comprou uma briga com um dos setores mais poderosos da economia brasileira. A redução das taxas de juros bancárias foi tratada como uma ameaça por quem estava acostumado a ganhar muito dinheiro com o dinheiro caro.

Então, a política econômica virou pecado. A presidente virou alvo. E a misoginia entrou em cena com força total.

O golpe contra Dilma não foi apenas uma operação institucional. Foi também uma operação de construção de narrativa. E nela coube de tudo: misoginia, humilhação, ridicularização e a transformação de uma mulher eleita pelo voto popular em objeto permanente de escárnio.

E o mais impressionante é que mulheres da própria velha mídia também foram utilizadas nessa engrenagem, ajudando a naturalizar um ambiente no qual uma presidenta podia ser atacada de maneiras que dificilmente seriam toleradas contra um homem.

Agora, depois que Lula não caiu nas armadilhas da entrevista, alguns desses mesmos setores parecem ter descoberto que misoginia é uma coisa muito grave.

Que coincidência conveniente!

A questão, evidentemente, não é proteger Renata Vasconcellos de qualquer crítica. Jornalistas — homens ou mulheres — estão sujeitos a questionamentos, contrapontos e críticas. O problema é transformar uma resposta política de Lula em um episódio de misoginia simplesmente porque a entrevista não produziu o resultado esperado por quem a conduzia.

É a velha lógica: quando Lula não se deixa encurralar, muda-se o assunto.

Se não conseguiram construir o Lula acuado, tentam construir o Lula misógino. Se não conseguiram mostrar fragilidade, procuram fabricar uma ofensa. Se os fatos não ajudam, entra em cena a interpretação conveniente.

O curioso é que a régua moral parece mudar conforme o personagem.

Para Dilma, a misoginia podia ser espetáculo. Para Lula, uma frase interpretada fora de contexto já serve para produzir uma tempestade moral.

No fundo, talvez o incômodo seja outro: Lula não aceitou desempenhar o papel que esperavam dele.

E isso, para uma mídia acostumada a conduzir a entrevista como quem conduz uma narrativa, é imperdoável.

A velha mídia pode até tentar reescrever a entrevista. Mas não consegue apagar a própria história.

Porque quem realmente se preocupa com misoginia não pode lembrar dela apenas quando é conveniente. A defesa da mulher não pode ser um recurso editorial acionado conforme o entrevistado e a manchete do dia.

E, principalmente, não se pode esquecer que o Brasil já assistiu ao que acontece quando o machismo deixa de ser apenas preconceito individual e passa a funcionar como instrumento político.

Dilma Rousseff sabe muito bem.


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Lula, o FMI, a economia e as tragédias econômicas da direita

A direita pariu Bolsonaro e o bolsonarismo. Esse mérito ninguém pode negar.

Comecemos pelo começo. Quando a catátrofe do golpe de 1964 se abateu sobre o Brasil, a ditadura organizadora, que recebeu de Jango, de esquerda, um país com uma dívida externa de R$ 3 bilhões, foi nas mãos dos militares à estratosfera, com o impagável endividamente, aomente ao FMI, mais de R$ 100 bilhões, junto, uma hiperinflação nunca vista na história e, entregaram o país aos civis, 21 anos depois, com a economia absolutamente colapsada.

O Brasil estava rigorosamente falido, sem condição de sair da completa estagnação e sem qualquer nota dos ditadores sobre o caos econômico que produziram no país.

Somando os 21 anos dos militares rigorosamente de extema direita que, mais tarde, pariu Bolsonaro e seus filhos pilantras, o Brasil teve 5 anos de José Sarney que correspondeu úbica e exclusivamente a um mesmo dilema, o de governar a partir da régua do FMI, assim como foi Fernando Collor e Itamar Franco, todos herdeiros da hiperinflação cavada pelos militares e com um aparato informativo com todas as loas para os gênios da economia que pioraram, e muito, a vida nacional, com planos econômicos mirabolantes, sequestro da poupança dos brasileiros eprovatizações de todas as estatais para onde o n ariz apontava.

Depois dessa tragédia, vem Fernando Herique Cardoso, que acabou enfiando um lambçao dentro do outro, desde os  ilitares até Itamar, ainda se endividou mais com o FMI, já que nenhum dos seus antecessores pagou lhufas a um fundo que mandava e desmandava no Brasil, porque, segunto todos acredityavam, a dívida com o FMI era impagável.

Então, vem Lula, aquele que a direita sempre chamou de analfabeto e gastador, e coloca ordem na cqasa, liquida a dívida do Brasil com o FMI, além de emprestar R$ 15 bilhões paa o Fundo e, pela primeira vez, acumulou reservas internacionais no valor de R$ 350 bilhõesw.

Depois veio Dilma, ampliou o empréatimo do Brasil para o FMI e aumentou as reservas in ternacionais para R$ 374 bilhões.

Soma-se a isso, o fim da miséria e o Brasil fora do mapa da fome, depois de Lula e Dilma tirarem dessa condição humana degradante 36 milhões de brasileiros, zerando a mortalidade infantil que custava mais de 300 vidas de crianças diariamente em decorrência da fome.

Por isso foi bom Lula, em entrevista no Inteligência Ltda:


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A criminosa engrenagem da Lava Jato operou para Moro vencer a eleição presidencial de 2022 por WO

Na história do Brasil, não existe um político, dentro do Congresso, mais chacoteado do que Sergio Moro. Mais que isso, o “ex-salvador” do Brasil, personagem criado pelas redações do Grupo Globo, que tem a gratidão eterna dos Marinho, sempre enfrentou críticas duras no Congresso que, depois, eram azeitadas pela grande mídia ou simplesmente subtraídas das pautas políticas.

O maior dos personagens da república de Curitiba jamais pagou suas dívidas com a justiça, mas o Congresso como palco sempre lhe negou qualquer alívio, não só lá, ainda ministro de Bolsonato, teve que ouvir a narrativa cabeluda de Glauber Braga, num enredo didático da condenação e prisão de Lula, de um juiz corrupto em campo que, depois, foi contratado pelo clube que ele beneficiou e, no final, Glauber tatua na testa do ex-herói dos pés de barro a pecha, com muita propriedade, de juiz corrupto e ladrão.

Moro, de mamute contra a corrupção, transformou-se automaticamente em bacorinho fugitivo de um chiqueiro que o próprio criou para se engordar politicamente, saindo do Congresso como um cão sarnento pela porta dos fundos, sem rebater uma única vírgula do que disse o grande deputado.

Do ponto de vista político, foi a grande tragéia que deu início à desconstrução de um hipócrita farsante que dormiu vestido de padre e acordou com trajes do capeta. Isso não é pouca coisa.

Moro se comportou como um camundongo assustaqo diante de um Glauber Braga em êxtase por ter desmascarado, ao vivo e a cores, o fanfarrão-mor da república de Curitiba.

Ou seja, a besta do balão estava desencantada, pois nem de relinchar foi capaz e, ao contrário do que imaginou o massacre de Glauber, não decantou, e a coisa só piorou, postergando para um futuro infinito a imagem de um cagado como senador, onde todos que tiveram embates com ele, lhe chutaram a bunda, até mesmo o hacker de Araraquara, porque não serei covarde de lembrar a carraspana que tomou do então ministro da Justiça, Flávio Dino, que o colocou muito abaixo de uma barata e, mais uma vez, Sergio Moro tentou se esconder na própria sombra.

Mas nada disso, mesmo diante de um alvejamento de sua imagem por um número incontável de oponentes, Moro, amparado por uma mídia que operou como babá do fantasiado herói, arrasta-se no Senado como um leproso que nem os supostos aliados querem posar ao lado dele.

O sujeio é um político bichado que, fora do Paraná, é tido como alguém que tem como motor político um troço que bateu biela na largada.

Mas é preciso desenhar a estratégia de Moro desde sua parceria criminosa com Bolsonaro ainda vestido com a toga, negciando a cabeça de Lula para Bolsonaro vencer a eleição de 2018 e ele assumir uma suposta super pasta da Justiça e Segurança Pública, o que foi feito.

Bolsonaro, por sua vez, percebeu que estava criando cobra, não entregou o suposto poder ao pária até para um governo de párias, a começar por Bolsonaro, que culminou numa degola na fatídica e despudorada reunião ministerial em que Bolsonaro diz claramente que Moro armou uma cama de gato para ele, filhos e aliados e, por isso, a forca virou sua gravata de ministro naquele momento, porque Bolsonaro deu-lhe uma invertida com as informações de seus arapongas da Abin.

O fato é que aquele episódio, que serviu como bactericida para eliminar Moro, foi o último de uma série de ações que o ex-juiz produziu desde Dilma, Lula, mas também Temer e Aécio que entraram no radar de seus bombardeios midiáticos.

Moro, em parceria com a Globo, foi eliminando, um a um, quem ele considerava mata-burro para chegar à Presidência da República em 2022 sem candidato de peso e, assim, venceria a eleição por WO.

Mas sem o apoio dos bolsonaristas por ter traído Bolsonaro, a manutenção do próprio Bolsonaro como candidato à reeleição, mas sobretudo a volta de Lula ao topo da disputa eleitoral, fez com que Moro, de representante da terceira via, depois que Dória jogou a toalha, o burro de Curitiba teve que dar de fasto, tratorando seu próprio padrinho político, Álvaro Dias, e concorrer ao Senado sob as bênçãos de Bolsonaro e filhos, sobre quem ele já havia declarado que não passavam de um clã de corruptos.

Nisso tudo, duas coisas chamam a atenção, Moro cometeu uma enormidade de crimes tão graves quanto os de Bolsnaro, ficando com a bucha totalmente queimada prante a justiça, mas também perante à mídia. No entanto, ele terminou por provar que ainda mantém as costas quentes no judiciário, assim como no Ministério Público e também na mídia, tendo a Globo como mãe protetora do sacripanta curitibano.


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A acusação sem provas de Malu Gaspar contra Moraes é só fumaça para encobrir mais um crime comprovado de Sergio Moro

Não é uma picuinha brejeira o ataque do Globo a Alexandre de Moraes.

A coisa tem método, grosseiro, como tudo o que envolve Sergio Moro, mas tem programação para alterar o peso de denúncias que, ao longo dos últimos dez anos Moro acumula no lombo.

Daí o spray para borrar a notícia do esquema da Abin curitibana, também conhecida como chantagem do baile da cueca que Moro armou contra desembargadores para fazê-los de miquinhos adestrados do todo poderoso herói da república de Curitiba.

Não se sabe como foi feito o pacto de sangue entre Moro e a grande mídia desde 2014. Lembramos apenas da capa da Veja que virou a principal manchete do Fantástico em que o doleiro Alberto Youssef, às vésperas da eleição entre Dilma e Aécio, quando Moro manda para a revista Veja uma suposta delação do doleiro, afirmando que Dilma e Lula sabiam de todo o esquema de corrupção envolvendo Alberto Yussef na Petrobras.

Nunca mais falaram no assunto, pois nunca comprovaram nada.

O certo é que, ali, iniciou um jogo de cartas marcadas entre mídia e Moro para perseguir Dilma e Lula. Como foi feito o pacto de sangue nos porões da república de Curitiba, não se sabe e não será a mídia industrial a entregar.

Mas uma coisa pode-se afirmar sem medo de errar, esse pacto da escória jurídica com a midiática segue firme para que um proteja o outro, porque certamente os dois lados sabem de coisas do arco da velha que deixam os lados com a garantia de que o acordo dure infinitamente.

Nem um pio da grande mídia sobre todos os escândalos que envolvem corrupção, roubo, fraude em que Moro é o cabeça, tanto que foi considerado pelo STF, juiz parcial, ou seja, pilantra, vigarista, imoral, corrupto e mais um sem-número de adjetivos de esgoto.


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Transformar calúnia em senso comum é tradição na Globo

A Globo nunca teve o menor compromisso com a história. São inúmeros os casos em que ela mentiu, caluniou sem jamais se retratar para ficar na base do dito pelo não dito.

Ela não dirá, por exemplo, que foi contra as manifestações das Diretas Já, que teve adesão maciça da sociedade com mais de 2 milhões de brasileiros nas ruas pedindo Diretas Já.

Roberto Marinho, a serviço da ditadura militar, apoiou a eleição indireta no colégio eleitoral em que venceram Tancredo Neves e José Sarney.

Em seguida, vendeu para o povo que um dos maiores corruptos do Brasil, era m caçador de marajás.

Denunciado pelo próprio irmão, Pedro Collor, sobre seu esquema de corrupção, Fernando Collor renunciou para fugir fo impeachment, logo no segundo ano de governo.

A Globo foi o principal agente propagador das maravilhas da privataria de Itamar e FHC. Lógico, até aquele plano econômico, que já havia quebrado a Argentina, caiu em desgraça no Brasil e nunca mais a direita demotucana voltou ao poder.

A direita só voltou a governar o país com Temer, a partir do golpe em Dilma, comandado pela Globo, com a propagação de uma mentira chamada “pedalada fiscal” que, comprovadamente, não ocorreu no governo Dilma.

Na verdade, Dilma caiu só porque reduziu dransticamente o spread bancário, que enfureceu a papa fina da agiotagem nacional.

Durante o golpe, somente vagabundos atuaram, Temer, Aécio e Cunha, a Globo repetia diuturnamente o jargão “as instituições estão funcionando”.

Com Dilma golpeada, e até hoje a Globo insiste em não admitir, era preciso condenar, prender e tirar Lula da eleição de 2018, para que Paulo Guedes, via Bolsonaro, complementasse o plano de entregar o Banco Central à Fenraban para que os banqueiros junca mais corressem o risco de enfrentar um presidente da República que se inspirasse em Dilma na questão do spread.

Mas os festivais de calúnias e difamações contra governos ou membros do PT, foram comandados pela Globo, Mensalão e Lava Jato. Sem falar dos diabos menores da própria Globo.

Chega a ser ingênuo ver progressistas se esquecendo desse manual golpista da Globo no caso que envolve Malu Gaspar e Alexandre de Moraes, quando, na verdade, a Globo só está afinando sua orquestra de manipuladores para 2026 contra a reeleição de Lula.

A essa altura dos fatos. não cabe ingenuidade da esquerda.


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Lula celebra aniversário de Dilma Rousseff: “Estamos e estaremos sempre juntos”

Ex-presidente completa mais um ano de vida neste 14 de dezembro e recebe homenagem de Lula, que destaca trajetória dedicada à democracia e à justiça social

A ex-presidente Dilma Rousseff comemorou aniversário neste sábado, 14 de dezembro, e recebeu uma homenagem pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou a trajetória política e pessoal da aliada histórica. Atualmente, Dilma ocupa a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, com sede em Xangai, na China.

A mensagem foi divulgada pelo próprio Lula em suas redes sociais. No texto, o presidente destaca a relação política construída ao longo de décadas e enaltece a atuação de Dilma na defesa da democracia e da justiça social no Brasil.

“Hoje, 14 de dezembro, é dia de saudar a trajetória da querida @dilmabr, parceira de uma vida inteira dedicada à luta pela democracia e a justiça social no Brasil. Uma mulher que nos inspira com seus exemplos recorrentes de força, determinação e coragem. Parabéns, companheira. Estamos e estaremos sempre juntos.”, disse.

Dilma Rousseff foi a primeira mulher eleita presidente da República no Brasil, governando o país entre 2011 e 2016. Antes disso, ocupou cargos estratégicos nos governos Lula, como ministra-chefe da Casa Civil e ministra de Minas e Energia, sendo uma das principais figuras da coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Após deixar a Presidência, Dilma manteve atuação política e, em 2023, foi indicada pelo governo brasileiro para presidir o Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira criada pelos países do Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Na homenagem, Lula reforça não apenas a parceria política, mas também o vínculo pessoal construído ao longo dos anos, sublinhando valores como coragem, determinação e compromisso democrático, marcas frequentemente associadas à trajetória da ex-presidente.

Disse Lula:

Hoje é dia de saudar a trajetória da querida
@dilmabr
, parceira de uma vida inteira dedicada à luta pela democracia e a justiça social no Brasil. Uma mulher que nos inspira com seus exemplos recorrentes de força, determinação e coragem. Parabéns, companheira. Estamos e estaremos sempre juntos.


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Datafolha revela uma realidade eleitoral em que o PT venceu todas as disputas eleitorais para a Presidência da República desde 2002

Desde a privataria, promovida por FHC, a direita jamais voltou ao poder, não de forma democrática. Foi preciso os donos do dinheiro grosso, especuladores, que hoje se confundem com o crime organizado como o PCC, tomarem o poder de assalto, com o luxuoso apoio total da mídia industrial.

O primeiro golpe foi dado em Dilma, com a farsa da pedalada fiscal e, logo em seguida a condenação e prisão de Lula, porcamente arquitetada por Sergio Moro e Bolsonaro para tirá-lo da eleição, como tiraram. O resto, todos sabem.

Com Lula livre, em 2022, deu o de sempre, a parcela mais manipulada, retrógrada ou reacionária da sociedade se mostra inferior à parcela progressista.

Então, se há nisso resiliência, ela se dá no campo progressista, porque do outro lado, o que vem  perdendo, está a papa fina da Faria Lima e, consequentemente toda a mídia industrial, enquanto essa fusão de esquerda segura o touro à unha, por motivos óbvios.

Um dado novo, segundo Sakamoto, dentro do universo reacionário, o centrão, que jamais teve força para eleger um presidente da República, mesmo sendo a principal força do Congresso, sequer tem capacidade de enfrentar o próprio Bolsonaro, a quem hoje renegam.

Salkamoto alega que isso deixou a Faria Lima brocha, porque Tarcísio de Freitas não tem sangue próprio, depende da transfusão direta de Bolsonaro na sua corrente sanguínea.

Ainda assim, a coisa seguia o mesmo padrão, considerado tradicional no quadro contemporâneo.

Ou seja, há um claro racha na direita, por isso as bolsas despencaram com a notícia de que Flávio Bolsonaro seria candidado à presidência. Nada ainda foi confirmado, a não ser que, independente do candidato, tudo leva a crer que dará a escrita, que já dura 24 anos com a esquerda vencendo as eleições presidenciais e, desta vez, com Lula, num quarto mandato.


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Nove anos após o golpe, onde está Dilma e onde está Bolsonaro

Nove anos após o golpe em Dilma, a presidenta, foi reeleita nesta segunda (24) para o comando do Banco dos BRICS.

Bolsonaro, que em seu voto pelo golpe exaltou o carrasco de Dilma, Brilhante Ustra, estava hoje ali, como um trapo humano no banco dos réus prestes a ser condenado à prisão por tentativa de golpe.

Esse mundo tem mesmo seus caprichos e ironias

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Taxas de juros do 1º e 2º mandatos de FHC: 38% e 45%. Governos Dilma: 26,5% e 13,75%. Mas para a mídia Dilma é que foi desastrosa

O neoliberalismo como fábula e o neoliberalismo como ele de fato é.

O Globo aposta numa amnésia coletiva quando entrevista Gustavo Loyola, presidente do BC de FHC para dar conselhos a Lula e atacar Dilma

Pior, o camarada tenta justificar o golpe que Dilma sofreu com apoio massivo do próprio Globo, numa campanha de desqualificação criminosa nunca vista no país.

Loyola afirma que o golpe do “impeachment” se deu contra ela porque a taxa Selic, em seu segundo mandato, chegou a 13,75%.

Comparado aos 45% do 2º mandato de FHC, não tem nem graça comentar porque a taxa Selic de FHC foi mais de três vezes maior que a de Dilma, e FHC não teve qualquer problema para cumprir seu desastroso 2º mandato, pois contou com apoio irrestrito da mesma mídia que bombardeou Dilma.

Detalhe: FHC apoiou publicamente o golpe contra Dilma.

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Dilma fica emocionada com Oscar. Filme foi possível graças à Comissão Nacional da Verdade, instituída em seu governo

A ex-presidenta Dilma Rousseff celebrou a conquista histórica do filme Ainda Estou Aqui no Oscar de Melhor Filme Internacional e destacou a importância da obra como um tributo à memória e à democracia. Em uma série de publicações nas redes sociais, Dilma parabenizou a equipe do longa e relembrou que o filme só foi possível graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade, criada durante seu governo para investigar os crimes cometidos pela ditadura militar.

“O Oscar de Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui é um reconhecimento da força da cultura brasileira. Uma homenagem merecida ao nosso cinema, ao diretor Walter Salles, às atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, ao ator Selton Mello e a toda a equipe do filme”, escreveu Dilma.

Em outra publicação, ela ressaltou o impacto histórico da premiação. “Nossa emoção é ainda maior porque a premiação celebra uma obra que presta tributo à civilização, à humanidade e aos brasileiros que sofreram com a extinção das liberdades democráticas, lutando contra a ditadura militar”, afirmou.

O papel da Comissão Nacional da Verdade
Dilma Rousseff destacou que a história de Rubens Paiva e da luta de Eunice Paiva pela justiça puderam ser contadas com profundidade graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Criada em 2011, a CNV teve a missão de investigar as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro entre 1946 e 1988, com ênfase nos crimes praticados durante a ditadura militar.

“É motivo de orgulho saber que a história de Rubens Paiva e de sua família — especialmente a busca incansável de Eunice Paiva pela verdade e pela justiça — pôde ser contada graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade, que criei durante meu governo para investigar os crimes da ditadura”, escreveu a ex-presidenta.

O relatório final da CNV, publicado em 2014, apontou a responsabilidade do Estado brasileiro em centenas de casos de assassinatos e desaparecimentos forçados, incluindo a execução de Rubens Paiva. O documento trouxe à tona documentos, testemunhos e provas que desmentiram as versões oficiais divulgadas pelo regime militar e serviram como base para narrativas como a de Ainda Estou Aqui.

A conquista histórica do cinema brasileiro
A premiação de Ainda Estou Aqui marca a primeira vitória do Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa, dirigido por Walter Salles e baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, retrata a luta de Eunice Paiva, advogada e defensora dos direitos humanos, após o desaparecimento e assassinato de seu marido, Rubens Paiva, um dos casos mais emblemáticos da repressão militar, diz o 247.

Ao receber a estatueta, Walter Salles dedicou o prêmio à protagonista da história. “Uma honra tão grande. Isso vai para uma mulher que teve uma perda tão grande. Esse prêmio vai para ela, Eunice Paiva, e para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, declarou.