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Lula cresce entre evangélicos, chega a 43%, e Bolsonaro estaciona nos 35%, diz PoderData

Petista teve oscilação positiva de 1 ponto percentual na pesquisa; entre evangélicos, alta de Lula foi de 8 pontos.

O petista figura com 43% das intenções de voto contra 35% de Jair Bolsonaro (PL). Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 5%, André Janones (Avante), com 3%, e Simone Tebet (MDB), com 2%.

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) foi mantido no estudo porque só desistiu de concorrer na segunda-feira (23). O anúncio, porém, já foi suficiente para o tucano cair para 1% nas intenções de voto (ele pontuava de 2% a 4% em levantamentos anteriores). O efeito geral na corrida eleitoral foi pequeno.

veja o resultado:

 

Evangélicos: Lula diminui diferença

A nova rodada da pesquisa PoderData mostra que também que Bolsonaro ainda lidera entre os evangélicos, mas viu a sua vantagem para o ex-presidente Lula diminuir para 13 pontos percentuais.

De acordo com o levantamento, o ex-capitão soma 46% das intenções de voto no segmento para o primeiro turno das eleições de 2022. Já o petista tem 33%. Na pesquisa anterior, realizada de 8 a 10 de maio, Bolsonaro aparecia com 52% entre os evangélicos.

:: Gestão da pandemia no governo Bolsonaro será alvo do Tribunal Permanente dos Povos nesta terça ::

Segundo turno: Lula lidera com folga

O levantamento aponta Lula tem uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Bolsonaro no segundo turno. O petista soma 50% das intenções de voto contra 39% de Bolsonaro. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 10 e 12 de maio, Lula aparecia com 49% e Bolsonaro, 38%.

Em levantamentos do PoderData, Lula já esteve 25 pontos à frente do atual presidente. Os índices foram registrados no final de agosto e início de setembro de 2021. A menor diferença entre os favoritos da eleição ocorreu no último mês, e foi de 9 pontos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData. Os dados foram coletados de 22 a 24 de maio de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 301 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-05638/2022.

*Com Brasil de Fato

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Pesquisa

XP/Ipespe: Lula ganha apoiadores entre os evangélicos

O ex-presidente diminuiu a liderança de Bolsonaro neste segmento de 43% a 27% para 40% a 33%, ou seja, de 16 para sete pontos percentuais.

A mais recente rodada da pesquisa XP/Ipespe revelou que o ex-presidente Lula (PT) ganhou apoiadores no segmento mais fiel a Jair Bolsonaro (PL): o eleitorado evangélico.

Lula diminuiu a liderança do atual presidente em nove pontos neste público desde janeiro. A diferença caiu de 43% a 27% para 40% a 33%. Ou seja, de 16 para sete pontos percentuais.

É um número representativo em um momento importante da disputa eleitoral. Em 2018, Bolsonaro alcançou 70% neste segmento, contra apenas 20% de Fernando Haddad (PT). Os outros 10% anularam voto, de acordo com a coluna de Matheus Leitão, na Veja.

Na última eleição para presidente, os pastores evangélicos transformaram as igrejas em palanques para Bolsonaro.

Governo Bolsonaro é ruim ou péssimo para 52% dos paulistas

Outro recorte da pesquisa XP/Ipespe mostra que mais da metade da população de São Paulo reprova o governo Bolsonaro.

Segundo o levantamento, 52% consideram a atual gestão do Planalto como ruim ou péssima – índice 4 pontos menor do que a pesquisa anterior, realizada em fevereiro. Outros 20% classificam como regular e 28% como ótima ou boa.

A avaliação de Bolsonaro é pior do que a do ex-governador João Doria (PSDB), que deixou o Palácio dos Bandeirantes para concorrer à presidência. O tucano é considerado ruim ou péssimo para 40%, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior. Outros 32% veem a gestão como regular e 22% como ótima ou boa.

*Com Forum

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Política

Lula dispara e já empata com Bolsonaro entre os evangélicos

Levantamento PoderData mostra que Lula vem avançando em boa parte do eleitorado evangélico, uma das principais bases e Bolsonaro, e que lidera entre católicos.

Recorte da pesquisa PoderData sobre a disputa presidencial, divulgada na noite desta quinta-feira (20), mostra que o ex-presidente Lula (PT) vem conquistando boa parcela do eleitorado evangélico, que foi uma das principais bases para a eleição de Jair Bolsonaro (PL). O petista já empata em intenções de voto entre este público com o atual presidente.

Segundo o levantamento, Lula disparou 10 pontos entre os fiéis da igreja evangélica com relação à pesquisa de dezembro e, agora, aparece com 36%. Já Bolsonaro caiu 3 pontos e soma 40% de intenções de voto entre este público. Como a margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, ambos estão tecnicamente empatados.

Já entre os católicos, que segundo pesquisa PoderData representam 42% da população brasileira acima de 16 anos, Lula lidera com 46% das intenções de voto. Bolsonaro, por sua vez, despencou 8 pontos entre os seguidores da Igreja Católica, em comparação com a pesquisa de dezembro, e agora marca 21%.
“Memória afetiva política”

Para Zé Barbosa Jr, teólogo e pastor da Comunidade Batista do Caminho em Campina Grande (PB), essa mudança de cenário, com Lula abocanhando parte do eleitorado evangélico que ajudou a eleger Bolsonaro, não surpreende.

Segundo o pastor, “muitos evangélicos foram ludibriados e levados como massa de manobra por falsos pastores e mestres. E a ofensiva foi (e ainda é) intensa de ataques à esquerda, demonização das lutas sociais e identitárias e ‘vantagens’ em ter um ‘presidente evangélico’ (mesmo Bolsonaro não sendo um)”.

“Mas, esquecem que a massa evangélica é, em boa parte, pobre e periférica e foram os primeiros a sofrerem na pele as consequências de um governo de destruição de direitos e políticas públicas que atingiam, essencialmente, essa massa”, disse o pastor.

*Com informações da Forum

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Política

Após trabalharem por Mendonça no STF, evangélicos querem agora vaga de vice de Bolsonaro

A aprovação de André Mendonça para ocupar uma cadeira de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) escancarou a disputa entre partidos aliados do governo, que querem emplacar outro nome “terrivelmente evangélico” na Praça dos Três Poderes. Agora, porém, a reivindicação é para ter a vaga de vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, em 2022.

A ala do Centrão que tem reclamado de desprestígio é a do Republicanos, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. A exigência para apoiar Bolsonaro na campanha inclui mais influência no primeiro escalão e na montagem dos palanques estaduais.

Há queixas de que a legenda vem sofrendo uma espécie de ataque especulativo por parte de parceiros do Centrão. A insatisfação aumentou durante as negociações para a entrada de Bolsonaro no PL. Não por causa da filiação em si, mas porque o presidente também articulou a migração de ministros e deputados para o partido controlado por Valdemar Costa Neto. Além disso, alinhavou um “acordo” para abrigar como vice da chapa um político do Progressistas de Arthur Lira, presidente da Câmara.

Em conversas reservadas, integrantes do Republicanos dizem que, para não ser derrotado na disputa de 2022, Bolsonaro precisa agora selar um novo pacto, mas com a cúpula das igrejas e dos templos, e não com o Progressistas de Lira.

SALTO

O Planalto fez esse diagnóstico ao indicar André Mendonça, que definiu sua chegada ao Supremo como “um salto para os evangélicos”, público que representa 31% do eleitorado no País. Mas, para muitos aliados, isso não basta. Diante da rota de colisão entre Bolsonaro e o general Hamilton Mourão, atual vice-presidente, líderes religiosos vão insistir na dobradinha com um evangélico para 2022, sob pena de lavar as mãos na campanha.

Na guerra santa em que se transformaram os últimos episódios desta temporada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro (Podemos), principais adversários de Bolsonaro até agora, também lançam “iscas” conservadoras na direção dos templos.

Lula está bem mais adiantado na ofensiva, mesmo porque já fez alianças com líderes religiosos de várias denominações. Moro, por sua vez, conta com a ajuda do ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, nessa aproximação. Deltan é da Igreja Batista e vai se filiar ao Podemos com a intenção de concorrer a deputado federal.

O ministro da Cidadania, João Roma, amenizou o confronto entre os partidos da base de sustentação de Bolsonaro. “Essa ciumeira é normal, mas tudo vai se harmonizar”, disse Roma, que é filiado ao Republicanos e deve deixar o cargo no fim de março para disputar o governo da Bahia. “Tem muita coisa para avançar nessas conversas.”

As queixas de políticos ligados à Igreja Universal incomodam aliados. “O Republicanos foi o primeiro partido a ter ministério no governo Bolsonaro. É natural, agora, que o vice seja de um partido com tempo de TV e estrutura, como o PP (Progressistas)”, afirmou o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que é da bancada evangélica e atuou na caça aos votos para Mendonça. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, tem as credenciais citadas por Sóstenes – está prestes a migrar para o Progressistas, é evangélico e também do Nordeste, região onde o presidente enfrenta dificuldades. Bolsonaro, porém, disse que a escolha do vice “ainda vai demorar”.

*Com informações do Uol

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Como chegamos a isso?: Evangélicos oram no Senado por aprovação de André Mendonça

Indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça será sabatinado no Senado nesta quarta-feira (1/12).

Com o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) trabalhando até de madrugada contra André Mendonça, líderes evangélicos se reuniram no Senado, na tarde desta terça-feira (30/11), para orar pela aprovação no Senado do indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A oração foi realizada no gabinete da liderança do PSD no Senado. O momento reuniu parlamentares e pastores evangélicos que estão em Brasília para pedir votos dos senadores para aprovarem a indicação do “terrivelmente evangélico” nesta semana.

A sabatina de Mendonça está marcada para esta quarta-feira (1º/12) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). O colegiado é presidido por Alcolumbre. A expectativa é de que a indicação seja submetida ao plenário da Casa ainda nesta semana.

Como o próprio senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, admitiu, “não dá para prever” o resultado da indicação de Mendonça no Senado. Enquanto aliados de Mendonça preveem ao menos 54 votos favoráveis, Alcolumbre calcula ter de 47 a 50 votos para rejeitar o nome.

As indicações feitas pelo presidente da República, tanto para o STF quanto para outros cargos, são votadas no Senado de forma secreta. Ou seja, mesmo parlamentares que publicamente defendem Mendonça podem votar contra sem ter sua decisão exposta.

Senadores que acreditam na aprovação do nome apontam que nada impede possíveis traições. Lembram, por exemplo, da frase de Tancredo Neves de que “voto secreto gera uma vontade de trair danada”.

Nesta terça, véspera de sua sabatina na CCJ, André Mendonça esteve novamente peregrinando pelos gabinetes do Senado, com objetivo de contar votos e tentar garantir os últimos apoios.

*Com informações do Metrópoles

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Política

Centrão abre crise entre evangélicos e Bolsonaro e quer novo nome para o STF

Pastores rejeitam indicação de presidente do Cade e exigem Mendonça ou outro nome aprovado por eles.

O centrão quer indicar um novo nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, abrindo uma crise entre o governo de Jair Bolsonaro e líderes de um dos últimos redutos de popularidade do presidente, os evangélicos.

Uma articulação dos principais ministros do grupo que comanda a Câmara dos Deputados busca viabilizar o nome de Alexandre Cordeiro de Macedo, o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O problema, para a comitiva pastoral que aconselha Bolsonaro no assunto, é que Cordeiro não passou pelo crivo dela. Aliás, ele pode até se apresentar como evangélico, mas está longe de sê-lo “terrivelmente”, advérbio que o presidente diz ser imprescindível para o ocupante da 11ª cadeira da corte.

Macedo teve sua indicação defendida por Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Fábio Faria (Comunicações), e o tema foi debatido em dois jantares ocorridos na semana passada em Brasília.

A apresentação do novo nome visa romper o impasse em torno do nome do advogado-geral da União, André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado pro Bolsonaro quando o ministro Marco Aurélio Mello aposentou-se, em julho.

Mendonça tem apoio firme entre alguns dos principais líderes do segmento, e a movimentação do centrão fez explodir a insatisfação.

Faltou combinar com os pastores. Silas Malafaia, um dos prediletos de Bolsonaro, disse que a nomeação para o STF passará pela liderança evangélica antes. “Estão pensando que vão chegar pro presidente com um nome qualquer, mas o presidente vai perguntar pra gente, e vamos dizer ‘não, não reconhecemos esse cara’”, diz.

“Não escolhemos André Mendonça. Não somos nós, ministros evangélicos, que vamos escolher ministro”, continua. “A única coisa é que o presidente vai perguntar se o camarada é terrivelmente evangélico ou não porque ele não tem ideia. Não adianta esses caras armarem alguma coisa, dizendo que João ou Manoel ou sei lá quem é terrivelmente evangélico que nós vamos dizer ao presidente sim ou não.”

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), eleito com apoio da igreja liderada por Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, segue seu pastor: “Se reprovarem o André, quem vai dizer outro nome é a liderança evangélica. Não vamos aceitar quem não seja evangélico indicar ninguém ao presidente”.

“Quem tem autoridade moral para dizer ao presidente se ele realmente é evangélico ou não somos nós. Estão achando que vão enganar quem? Vocês não são evangélicos”, diz, em referência à trinca do centrão.

O deputado e pastor Marco Feliciano (PL-SP) chama de “sórdida esta atuação às escondidas de quem quer seja para defenestrar o dr. André”.

“É um aviso aos navegantes espertalhões, não darão um passa-moleque em nossa comunidade”, afirma o parlamentar. “Qualquer indicação evangélica para a cadeira no STF, promessa do presidente, deverá passar pelo crivo dos mesmos líderes evangélicos que avalizaram o André Mendonça. Qualquer ato fora disso causará um desconforto irreparável.”

Em junho, Mendonça embarcou com Feliciano, Malafaia e Sóstenes no voo que levou Bolsonaro até Belém (PA) para celebrar os 110 anos da primeira Assembleia de Deus no Brasil.

Três meses depois, cá estão Malafaia e Feliciano gravando vídeos para cobrar a manutenção da indicação de Mendonça. Nas mensagens a seus apoiadores, não citam o nome de Cordeiro, mas fazem duras críticas a Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Presidente da Comissão de Constitutição e Justiça do Senado, Alcolumbre vem evitando marcar a sabatina de Mendonça. Enquanto alguns observadores veem nisso uma represália direta a Bolsonaro, outros enxergam apoio direto do senador à busca de um nome alternativo.

No Senado, há muita simpatia que essa pessoa seja o procurador-geral da República, Augusto Aras, que não é evangélico. Para contornar isso, o centrão passou a trabalhar em favor de Cordeiro, que é presbiteriano.

Nomeado para a presidência do Cade em julho, ele estava no órgão desde 2015, quando foi indicado pelo PP de Ciro Nogueira.

*Com informações da Folha

*Foto destaque: Alexandre Cordeiro Macedo, presidente do Cade

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Datafolha: Rejeição de evangélicos a Bolsonaro cresce e chega a 41%

Desde janeiro de 2021 a rejeição a Bolsonaro entre o público, tido como base de apoio do governo, já cresceu 11 pontos percentuais.

Nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (16), mostra um novo recorde de reprovação a Jair Bolsonaro: 53%. O declínio na popularidade do chefe do governo federal também acontece em uma fatia importante da população para ele, a evangélica.

Os evangélicos, tidos como base de apoio da gestão atual, estão se descolando cada vez mais do bolsonarismo. Desde janeiro de 2021 a reprovação a Bolsonaro subiu 11 pontos percentuais dentre este público.

Atualmente, de acordo com o novo levantamento, 41% dos evangélicos reprovam Bolsonaro, enquanto 29% aprovam. Na rodada anterior da pesquisa havia empate técnico: 34% reprovavam e 37% aprovavam. O recente salto, destaca o instituto, “ocorre em meio à campanha por ora frustrada de emplacar o ex-advogado-geral da União André Mendonça, que é pastor, para uma vaga no Supremo”.

*Com informações do 247

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Pesquisa Ipec: Lula vence Bolsonaro entre eleitores evangélicos

Petista bate Bolsonaro por 41% a 32%, aponta instituto; atual presidente perde apoio em grupo que estava entre os mais fiéis em 2018.

Estadão: Os eleitores evangélicos, que na eleição presidencial de 2018 estavam entre os mais fiéis ao então candidato Jair Bolsonaro, já não o apoiam majoritariamente.

A pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 24 de junho, pelo instituto Ipec mostra que, no eleitorado evangélico, quem lidera a corrida pelo Palácio do Planalto em 2022 é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (41% a 32%). Entre os católicos, a vantagem do petista é ainda maior (52% a 20%).

O levantamento do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria, novo instituto de pesquisas da estatística Márcia Cavallari, ex-Ibope) mostrou Lula na liderança da corrida presidencial, com 49% das intenções de voto.

O ex-presidente, segundo o instituto, tem mais que o dobro da taxa de Bolsonaro (23%). Com esse desempenho, e se as eleições fossem hoje, o petista venceria no primeiro turno.

A pesquisa mostrou ainda Ciro Gomes, do PDT, com 7%, João Doria, do PSDB, com 5%, e Luiz Henrique Mandetta, do DEM, com 3%.

O Ipec entrevistou, presencialmente, 2.002 eleitores em 141 municípios brasileiros. A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21 de junho de 2021. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

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EXAME/IDEIA: Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, sua base mais fiel

A avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro está no pior momento desde que assumiu o Palácio do Planalto, em janeiro de 2019.

Segundo a Exame, a desaprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro está no pior momento desde que assumiu o mandato, em janeiro de 2019. Os brasileiros que consideram a gestão como ruim ou péssima somam 50%. Esse patamar tem se mantido há dois meses, oscilando apenas dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Aqueles que avaliam o governo como ótimo ou bom são 24%, e os que consideram regular, 22%.

A avaliação positiva caiu mesmo no grupo que é considerado a “fortaleza” do presidente: os evangélicos. Em janeiro deste ano, entre os que se declaravam seguidores da religião, 45% avaliavam a gestão de Bolsonaro como boa ou ótima . Já em maio, o percentual caiu para 38%. Entre os evangélicos, os que consideram o governo ruim ou péssimo somam 31%, percentual bem abaixo do verificado na população em geral.

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest PRO, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.243 pessoas entre os dias 17 e 20 de maio. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. Confira a pesquisa completa.

Insatisfações

A principal insatisfação da população, incluindo a comunidade evangélica, é a morosidade no processo de vacinação contra a covid-19. O Brasil ainda está na fase de imunização do grupo prioritário, composto por 77 milhões de pessoas. Estimativas do próprio Ministério da Saúde apontam que esta etapa será concluída apenas em setembro, e a imunização de toda a população deve avançar para 2022.

Outro ponto de perda de apoio é a situação grave, com altas taxas de mortes, da pandemia de coronavírus, como explica o pastor Ariovaldo Ramos, um dos fundadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

“Uma questão que talvez tenha escapado a alguns é que dentro da população evangélica há um grande número de vítimas da covid-19. Quando Bolsonaro começou a dizer que era uma gripezinha, que o número de vítimas seria irrisório, essa prática fez muitos evangélicos apoiarem o negacionismo”, diz o pastor que representa o movimento que surgiu em 2016 e está espalhado por todo o Brasil.

E não só entre os evangélicos diminuiu o apoio ao presidente Bolsonaro. Entre os católicos, a aprovação passou de 27%, em janeiro, para 19% na pesquisa EXAME/IDEIA de maio. No começo deste ano, um grupo que reúne mais de 300 líderes religiosos cristãos protocolou um pedido de impeachment do presidente. Na lista estavam padres católicos, anglicanos, luteranos, metodistas e também pastores.

Bolsonaro contra suspensão de cultos

O presidente Bolsonaro sempre se colocou contrário às medidas adotadas por governadores e prefeitos de restringir atividades religiosas presenciais, para evitar aglomerações e a disseminação do vírus. A Advocacia-Geral da União chegou a pedir no Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão dos decretos locais, sob o argumento de perseguição religiosa.

A corte analisou poucos dias depois uma outra ação de mesmo tema, mas promovida pelo PSD e pelo Conselho Nacional de Pastores do Brasil. A maioria dos ministros entendeu que cabe aos governadores e prefeitos a escolha sobre a proibição de missas e cultos durante a pandemia de covid-19.

O pastor Ariovaldo Ramos ainda destaca que chegou a conversar com outros amigos pastores que mantiveram cultos presenciais e que, em pouco tempo, muitos membros dessas comunidades começaram a contrair o coronavírus. “Foi aí que eles começaram a se dar conta que foram enganados pelo governo, com um discurso que na prática não se sustentava”, afirma.

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Política

Covas recebe apoio de evangélicos por manter igrejas abertas durante a pandemia

Em busca da reeleição para a Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) dedicou o domingo a compromissos em igrejas evangélicas. Ele esteve no altar da Assembleia de Deus e da Igreja Mundial do Poder de Deus e, em ambas ouviu agradecimentos por ter mantido os templos abertos durante a pandemia.

O Datafolha de quinta-feira mostra que Covas está a frente nas intenções de votos junto ao eleitorado evangélico. Ele tem 52% e Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 29%. A agenda de campanha de hoje busca consolidar esta vantagem, mas o prefeito não falou enquanto esteve no altar das duas igrejas porque a legislação eleitoral proíbe.

Mas os pastores falaram e as manifestações de apoio foram explícitas. Líder da Igreja Mundial, o pastor Valdemiro Santiago citou a liberação do alvará da igreja como prova de compromisso do trabalho de Covas pelas evangélicos.

“Quando este homem entrou lá uma das prioridades dele foi conceder o alvará desta obra, desta igreja. Então muito obrigado prefeito, que Deus te abençoe cada vez mais.”

Covas negou que houve favorecimento em troca de apoio político. Acrescentou que a legislação que legalizou os templos também beneficiou centenas de milhares de imóveis.

“Não há nenhum tipo de compra de apoio. A lei de Anistia de edificações regularizou mais de 200 mil imóveis na cidade de São Paulo. Templos e não templos. Lugares de comércio, residências.”.

Na Igreja Mundial do Reino de Deus o discurso do pastor teve caráter mais político que na Assembleia de Deus. O pastor Valdemiro Santiago disse que ouviu uma entrevista de uma pessoa que desejava a liberação das drogas. Ele não citou nomes, mas era uma ilação a Boulos. Na sequência, o religioso disse que outra entrevista acalmou seu coração.

“Então eu vi uma outra entrevista de uma pessoa que diz o seguinte. Que foi colocado numa saia justa, foi obrigado, constrangido a fazer uma escolha. Fechar ou liberar as igrejas para funcionar [durante a pandemia]. E ele diz: optei por liberar porque a igreja é o hospital da alma. E isso me ajudou a esquecer o que o outro falou sobre drogas.

O pastor afirmou que não tem partido político ou está fazendo campanha, mas na sequência chamou se aproximou de Covas, que estava no altar, e pediu a bênção a ele. “Eu estou falando de uma pessoa que eu tenho carinho muito grande, uma admiração. Eu não sou de nenhum partido, também não estou fazendo campanha para ninguém. Eu queria pedir a bênção para esta pessoa que confessou que a igreja é o hospital da alma. Eu quero pedir para Bruno Covas a oração.”

Valdemiro Santiago tem histórico de apoios políticos e em 2018 pediu votos para o presidente Jair Bolsonaro.

Encontro com jovens e lideranças da Assembleia de Deus

O primeiro evento com evangélicos do domingo foi participação na Reunião de Jovens da Assembleia de Deus. Covas estava no altar quando o pastor Adauto Silva, dizendo falar em nome da igreja, agradeceu pela decisão de manter os templos abertos durante a pandemia.

O religioso não citou o câncer enfrentado pelo prefeito, mas disse que ele atravessou o vale das sombras. Era uma referência ao salmo 23, que começa com a frase “o senhor é meu pastor e nada me faltará”.

O trecho citado pelo pastor diz: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra, não temerei mal algum porque Tu estás comigo”. O salmo é bastante importante para religiosos porque expressa a confiança do fiel em Deus.

Na sequência, o prefeito participou de um evento de líderes da Assembleia de Deus, mas a imprensa não foi autorizada a acompanhar.

 

*Com informações do Uol

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