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Fascista, futurista ou vigarista? As origens de Elon Musk

A relação entre fascismo, futurismo e tecnocracia não é nova, e a trajetória de Elon Musk inclui laços diretos, pessoais e familiares, com esse passado.

Jasper Saah
Liberation News

Elon Musk deixou de ser simplesmente o homem mais rico do planeta e para virar um “presidente” nas sombras, com as mãos sobre os controles do poder executivo dos EUA. Esse golpe da elite do Vale do Silício tem sido analisado de diversas perspectivas na mídia corporativa e alternativa. No final de 2024, o Liberation News fez um perfil de Peter Thiel, o “dono” da chamada “Máfia do PayPal” – que inclui Elon Musk e um grupo seleto de nomes que são players influentes no mundo do capital de risco e no Vale do Silício, mas que estão relativamente fora dos holofotes.

É fundamental entender que, no fim das contas, esses oligarcas do Vale do Silício são capitalistas e criminosos, e trabalham para os interesses de sua classe. Não é exagero chamar esse grupo de homens de máfia. No entanto, seria um erro ignorar as forças ideológicas e históricas que moldaram essa fração da burguesia no que ela é hoje.

Quem detém o futuro?
O futuro é uma ideia poderosa e motivadora, além de ser um campo de disputa. A classe capitalista gasta bilhões de dólares para estabelecer a hegemonia sobre a forma como imaginamos o futuro – por meio do ensino da ciência, do desenvolvimento da tecnologia, do cinema, da literatura, da arte e das formas como falamos sobre progresso e desenvolvimento –, e os chamados “futuristas”, como Musk, são figuras-chave nessa batalha de ideias.

Muitas pessoas e grupos se autodenominaram “futuristas” ao longo das décadas. O termo tem suas origens nos movimentos artísticos de vanguarda europeus do início do século 20. O poeta italiano e declarado apoiador do ditador fascista Mussolini F. T. Marinetti, escreveu o “Manifesto do Futurismo” em 1908. Esse texto exaltava a mecanização, a automação e a guerra como forma de “limpar” a Terra das estéticas românticas decadentes e ineficientes do século 19. Não surpreendentemente, Marinetti mais tarde seria coautor do manifesto e do programa político do Partido Nacional Fascista Italiano.

Embora os futuristas como movimento artístico tenham caído no esquecimento após a Segunda Guerra Mundial, muitos dos princípios centrais dos futuristas – a fetichização da violência, da tecnologia, da guerra e da velocidade; o repúdio ao passado; e a adoção irrestrita de toda nova tecnologia, independentemente das consequências – inspiraram cientistas, engenheiros e autores da era da Guerra Fria.

Nessa época, figuras futuristas como o cientista e autor de ficção científica Isaac Asimov e o ex-cientista de foguetes nazista que se tornou diretor da NASA, Wernher von Braun, eram presenças constantes na TV, pintando imagens dramáticas da exploração humana do espaço e do cosmos. Von Braun, membro do Partido Nazista e da SS, foi o engenheiro-chefe do foguete V2 alemão, que devastou Londres durante os bombardeios da cidade. Esse foguete foi construído com trabalho escravo em campos de concentração.

Após a guerra, von Braun foi levado secretamente para os Estados Unidos pela Operação Paperclip e se tornou parte fundamental do Programa Apollo. Em 1953, ele escreveu um livro chamado “Projeto Marte”, que imaginava o mundo no ano de 1980, unido sob um governo mundial. O poder desse governo mundial era consolidado por uma Estrela da Morte no estilo de Star Wars, chamada Lunetta, em órbita da Terra, que teve papel integral na aniquilação nuclear da URSS e da República Popular da China em uma devastadora Terceira Guerra Mundial. No texto, esse governo mundial liderado pelo Ocidente estava empreendendo uma missão tripulada a Marte, algo pelo qual von Braun nutria profunda fascinação e paixão.

Ao chegar em Marte, os astronautas no livro de von Braun encontram o planeta vermelho habitado por marcianos cuja sociedade é organizada de forma tecnocrática e liderada por uma figura executiva conhecida como Elon. Errol Musk, pai de Elon – sul-africano, político pró-apartheid, engenheiro e beneficiário de uma mina de esmeraldas na Zâmbia – afirmou em entrevistas que, em sua juventude, leu as obras de von Braun e de outro cientista de foguetes nazista, Hermann Oberth, anos antes do nascimento de Elon. De fato, o líder marciano de von Braun, junto com o fato de que o bisavô materno de Elon também se chamava Elon – um nome com raízes no hebraico bíblico – foi uma inspiração direta para o nome de seu filho.

Tecnocracia e fascismo
Por parte de mãe, Musk é neto de Joshua N. Haldeman, um canadense defensor do movimento tecnocrata que se mudou para a África do Sul em 1950 e foi um fervoroso apoiador da Alemanha nazista e do apartheid sul-africano. A tecnocracia foi um movimento norte-americano que se desenvolveu na década de 1930, nos EUA e no Canadá, e que promovia uma visão anticomunista, antidemocrática e antiliberal do desenvolvimento econômico, à luz das crises do capitalismo durante a Grande Depressão.

O movimento tecnocrata teve suas raízes em várias tendências utópicas, tecnocráticas e antidemocráticas, e foi formalizado na organização “Technocracy Inc.” por seu fundador, o engenheiro americano Howard Scott. Scott compreendia que a crise econômica da Grande Depressão era resultante do “sistema de preços” que governava a troca e circulação de commodities, e, a partir dessa compreensão, os tecnocratas se apresentavam como mais radicais e esclarecidos do que comunistas, fascistas ou democratas liberais.

Um aspecto do pensamento tecnocrata que ressoa até os dias de hoje é sua compreensão da automação. Em resumo, a visão da tecnocracia é de que a classe trabalhadora está em processo de extinção devido ao avanço da tecnologia. Isso lhes permite a fantasia de uma sociedade totalmente burguesa, na qual não há trabalhadores a serem explorados ou escravizados, mas apenas proprietários e máquinas.

Essa visão foi criticada de forma sucinta pelos comunistas da época: “Quando os tecnocratas descartam a classe trabalhadora como um elemento diminuto e insignificante, isso só significa que a direção geral de suas teorias está caminhando para o fascismo, isto é, para a evolução de novos suportes para o sistema capitalista em colapso.”

Em todos os aspectos, Musk é uma força motriz na retomada de muitas visões tecnocráticas, futuristas e, em última instância, fascistas quanto ao futuro. Além das teorias econômicas descritas acima, o Technocracy Inc. também propôs a criação de um “Tecnato da América”, descrito na revista “The Technocrat”, do Technocracy Inc., como uma entidade política que “abrangerá todo o continente americano, do Panamá ao Polo Norte, pois os recursos naturais e as fronteiras naturais dessa área a tornam uma unidade geográfica independente e autossustentável.”

Este é um mapa com o qual os imperialistas norte-americanos vêm sonhando há séculos. Nos séculos 18 e 19, houve inúmeras tentativas de integrar o Canadá, de roubar cada vez mais território mexicano e de anexar diretamente Cuba e Porto Rico. Expansionistas confederados organizados na ordem fraternal dos Cavaleiros do Círculo Dourado sonhavam em anexar todo o México e a América Central, o Caribe e o norte da América do Sul, transformando o Golfo do México e o Caribe em um “Círculo Dourado” de estados de plantações escravocratas.

Mas o fato de algo não ser sem precedentes não significa que não seja novo. O ressurgimento e a inversão dessas formas dos séculos 19 e 20 nos dias atuais é algo novo, mas não historicamente sem precedentes. Podemos ver os ecos da tecnocracia e do futurismo na figura de Musk e como isso o moldou, enquanto um indivíduo criado nesse meio – na interseção do fascismo americano, alemão e sul-africano, nas tradições do futurismo e da tecnocracia, e alinhado com os interesses capitalistas do imperialismo norte-americano e da supremacismo branco global.

A farsa da “inovação capitalista”
No primeiro mês do retorno de Donald Trump à presidência, ele praticamente cedeu poderes executivos a Musk, que assumiu esse papel como Assessor Sênior de Trump e Administrador do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), aproveitando a oportunidade para lançar um ataque em grande escala contra vários segmentos do governo federal. Um dos principais alvos foram agências e departamentos federais que atendem o Departamento de Educação, os Departamento de Assuntos de Veteranos e a Agência de Proteção Financeira do Consumidor, todos responsáveis por facilitar benefícios, assistência e programas sociais dos quais centenas de milhões de pessoas nos EUA dependem diariamente.

Musk conseguiu efetuar esses cortes, como se estivesse usando uma motosserra nesses programas e benefícios, porque, em essência, demonstrou ao longo de sua carreira ser um servidor disposto do capital. Em sua trajetória profissional, ele sempre encontrou novas fontes de lucro, independentemente do custo moral ou ético. Além disso, sua riqueza foi, em grande parte, criada pelo papel de Musk como uma espécie de Robin Hood reverso. Desde a Tesla até a SpaceX, suas empresas sempre dependeram da riqueza pública dos EUA como muleta para evitar o colapso ou fracasso.

A história da Tesla nesse sentido é bem documentada. Em 2010, durante a administração Obama, a Tesla Inc. enfrentava sérias dificuldades. Seu modelo de negócios, que prometia um carro esportivo de 100 mil dólares, com uma fabricação considerada de baixa qualidade e um produto pouco confiável, não era, previsivelmente, suficientemente atrativo para manter a solvência da empresa.

“Não podemos avançar […] sem uma grande quantidade de capital”, afirmou Musk em dezembro de 2008. Felizmente para ele, a administração Obama estava mais preocupada em dar uma aparência “verde” a projetos empreendedores do que em resolver a crise climática e promover uma transição justa para um sistema de energia renovável.

Quase um ano depois da admissão de Musk de que precisava de um aporte de capital, Obama distribuiu um pacote de estímulo de 800 bilhões de dólares para “criar uma nova economia de energia verde”. Uma das beneficiárias desse estímulo foi, claro, a Tesla, que recebeu um empréstimo federal de 465 milhões de dólares para fabricar o modelo Tesla Roadster. Contrariando a chamada “inovação” que a classe capitalista afirma oferecer à sociedade, o Roadster acabou incorporando completamente o chassi já existente do carro Lotus Elise, de 1996. Essa falta de inovação levou a preocupações com o design e a segurança do veículo, preocupações que se confirmaram após dois recalls consecutivos de centenas de Roadsters, ambos relacionados à incompatibilidade do chassi e do sistema elétrico com a estrutura e a carroceria do carro.

No que o Roadster falhou como automóvel, ele triunfou como peça de propaganda. Em 2018, a SpaceX de Musk lançou um Tesla Roadster ao espaço, supostamente para Marte, em um truque publicitário que buscava se tornar um meme. O carro em si continha um manequim no banco do motorista, uma cópia do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams, e a “Trilogia Fundação”, de Isaac Asimov, estava armazenada digitalmente no computador interno do veículo.

As imagens do feito criam uma referência visual a um verso do Manifesto Futurista: “Queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito de sua órbita.”

Em última análise, o Roadster é hoje simplesmente um pedaço de sucata espacial flutuando em algum lugar entre a Terra e Marte.

E, mesmo com todas as centenas de milhões de investimento, a Tesla continua incapaz de produzir um produto simplesmente bom, quanto mais seguro. Por serem movidos por uma bateria de íon de lítio, qualquer colisão tem o potencial de provocar um incêndio na bateria. Além disso, as portas da Tesla dependem de mecanismos elétricos para funcionar, podendo aprisionar os ocupantes se a bateria superaquecer durante uma colisão ou se o veículo ficar submerso em água. Uma colisão comum pode transformar uma Tesla em uma armadilha mortal para os ocupantes em poucos segundos. Casos como esses se tornaram tão infames que surgiu um movimento popular para documentar o número de mortes envolvendo o Autopilot da Tesla por meio do site tesladeaths.com, que, no momento da redação deste artigo, registra um total de 52 mortes relacionadas ao sistema.

*Opera Mundi

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Política

Manda o Bolsonaro se foder!

Não tem “bons modos” possíveis como bandido louco e fascista.
E Bolsonaro é um.

Não só isso

Não há nesse país bandido, por mais covarde e frio que seja, que tenha cometido 10% dos incontáveis crimes que esse sujeito cometeu.

Bolsonaro não é criminoso político. Bolsonaro é criminoso comum e ponto.

Foi expulso das forças armadas por atos terroristas contra a instituição e contra a população, colocando bombas nos quarteis e arquitetando explodir a estação de água do Guandu no Rio de Janeiro.

Comandou a tentativa de golpe do 8 de Janeiro que pretendia tomar o poder e de cara matar Lula, Alckmin e Moraes.

Esse traste não tem a menor condição de viver em sociedade.

Seria um suicídio aliviar para esse delinquente, como tentam os parlamentares bolsonaristas regidos pelo próprio.

Manda o Bolsonaro se foder!

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Opinião

O fim do rebotalho fascista de 2013

O que se pode concluir do dia de ontem, com a aprovação da reforma tributária e a consequente derrota de Bolsonaro, é que aquela expressão fascista, que tomou as ruas do país em 2013, fez o enterro de seus ossos.

Isso não é pouca coisa, porque a direita brasileira, que fez emergir o monstro da lagoa, trabalhou na produção e competição do fascismo tropical na base da maior tradição e tradução brasileiras da oligarquia cordial.

Aquele bordão, exaustivamente martelado pela GloboNews, de que as instituições brasileiras estavam funcionando, já na farsa do mensalão, com as condenações e prisões de petistas, sobretudo, de José Genoíno e Zé Dirceu, não deixa dúvida, as instituições já estavam com nível tóxico de contaminação em último grau. Ou seja, já haviam sido capturadas pelos que “mandam”.

Logo em seguida, teve início a Lava Jata e, com a cama feita pela farsa do mensalão, a farsa da Lava Jato poderia deitar e rolar nas ilegalidades com que a Globo e congêneres garantiam o sensacionalismo nas imagens e narrativas que ninguém teria peito para impor de verdade as leis contidas na constituição.

Ocorre que muita coisa deu errado, sobretudo a total desmoralização de Aécio Neves, timoneiro do golpe depois de sua derrota para Dilma Rousseff, o que deixou a direita em frangalhos, fazendo surgir o rebotalho da ditadura militar e das duas farsas, mensalão e Lava Jato que, aos trancos e barrancos, manteriam a direita no poder, tendo Sergio Moro sequestrado e encarcerado Lula em Curitiba e, portanto, garantindo a volta ou a manutenção da direita no poder após o golpe em Dilma, substituída pelo sabotador Temer.

Só que deu tudo errado com o governo Bolsonaro, além de uma grande reação internacional com a prisão, sem crime, de Lula. Bolsonaro, internamente, transformou-se num genocida que utilizou a pandemia da covid como parceira do seu projeto de extermínio em massa em nome de uma suposta “imunidade de rebanho”.

No exterior, Bolsonaro detonou sua própria imagem e, junto, a do Brasil, quando passou a tratar a Amazônia como uma grande fogueira planetária com o dia do fogo.

O resto, todos sabem. Na economia fez banqueiros baterem recorde de lucros, enquanto o Brasil voltava ao mapa da fome.

Desde então, Bolsonaro só coleciona derrotas com gravidade e intensidade maiores. E nesta quinta-feira, a Câmara confirmou a sua finada liderança da oposição, mostrando que a direita não tem nem um titica para colocar no lugar do titica.

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Opinião

O velhaco fascista

Há uma gigantesca diferença entre o escândalo e a escandalização como forma de fazer política.

Na literatura geral, os dois são a mesma coisa, porém, na obra completa de Steve Bannon, a escandalização, provocada de maneira bem pensada, sobrepõe-se a um escândalo desviando o foco da denúncia, com declarações, mesmo que estapafúrdias, que possam escandalizar para que as edições da mídia, no mínimo, tratem esses dois pesos antagônicos de maneira igual.

Somente nisso há uma avanço de 50% dessa engenharia macabra de Steve Bannon que, aliás, deveria ser melhor estudado, pois ele sabe manipular mentes ociosas, cabeças ocas. E como diz o ditado popular, “cabeça vazia é oficina do demônio”, Steve Bannon que é um poço sem fundo de mau-caratismo, é um e soube perfurar bem o oceano de burrice apalermada para transformar em petróleo político uma falange gigantesca de zumbis.

Ocorre que não existe plano perfeito, tudo depende do chamado traço psicológico e, no caso dessa forma de manipulação de Bannon, o seu protegido, Bolsonaro, tem que aparecer frequentemente na mídia para vender qualquer ideia, por mais idiota que seja, sobretudo para parecer um idealista, mesmo zombeteiro ou gaiato para alcançar um determinado objetivo.

Ou seja, sem mídia, nada feito, pior, sem poder, significa ostracismo. E é aí que o enredo começa a engrossar o caldo para Bolsonaro e sua cúpula de canalhas que criaram uma grande organização criminosa dentro do Palácio do Planalto subordinada ao poder de Bolsonaro, assim como estariam todos subordinados à estratégia de guerra do general Augusto Heleno, incumbido de sabotar toda e qualquer ação que pudesse colocar em risco o poder dos fascistas.

Isso mostra a grande diferença entre ter ou não o maior poder da República ou dele ser parte, como é o caso de Bolsonaro e, consequentemente, de Heleno, é só olhar seu tuíte magro diante da repercussão da reportagem da Istoé que revela que o velhaco fascista era o spala da conspiração golpista.

Na verdade, a Istoé coloca Heleno como compositor, arranjador, maestro e spala. Tudo absolutamente conjugado. Ou seja, todas as ações daquilo que vimos nos atos terroristas do 8 de janeiro, estão escritas, ponto e contraponto, na partitura do sinistro Heleno.

Heleno, como se sabe, em plena ditadura, fez parte de uma tentativa de golpe no ditador Geisel, que fracassou.

Depois, mesmo de forma residual, teve seu nome oficialmente ligado a Nuzman via COB. Nuzman, então presidente do COB, foi preso pela Lava Jato por corrupção comprovada até com barras de ouro.

Já o general Heleno, saiu dessa história ileso, de fininho, à francesa e pouca gente sabe que ele era parte da cúpula do Comitê Olímpico comandado por Nuzman.

No governo Bolsonaro, certamente Heleno andava muito preocupado com a sua araponguice para não ver que o chefe do governo que ele servia comandava uma facção familiar com ramificação em todo tipo de crime, principalmente o de milícia e corrupção generalizada.

Seja como for, Heleno, que já trazia uma mancha pesada em sua reputação como comandante da tropa brasileira no Haiti, por comandar um massacre dentro de uma comunidade pobre, sempre teve faro apurado para o poder, o que fez dele um golpista compulsivo, traiçoeiro e perigoso.

Agora, sem o guarda-chuva do poder e toda a proteção que isso lhe dava, vai se ver com o STF, contra quem ele planejou desmoralizar e destruir com o ataque terrorista que seguiria com o golpe de Estado, que fracassou.

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Bolsonarismo

Globo demite a fascista Cássia Kis

A presença da artista se tornou um peso nos estúdios do canal carioca após ela se converter em militante fundamentalista.

A atriz Cássia Kis se tornou um problema para a Globo há tempos, mas nos últimos meses a situação se complicou ainda mais. No auge da disputa eleitoral entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), a atriz, que é militante fundamentalista, deu uma entrevista para a jornalista Leda Nagle onde afirmou que “gays querem destruir a família” e outras declarações de ódio.

Após a entrevista em que ataca a comunidade LGBT, colegas de trabalho da atriz se juntaram e fizeram uma denúncia na Globo. Segundo informações do UOL e da Veja, Cássia Kis faz constantemente declarações preconceituosas durante as gravações da novela “Travessia”, atual produção das 21h e que conta com Kis no elenco.

Além disso, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou que recebeu uma notícia-crime protocolada contra Cássia Kis pelo grupo Arco-Íris, movimento nacional que representa a comunidade LGBTQIAP+, por conta das declarações homofóbicas feitas pela atriz. A ação foi protocolada em dezembro.

Diante de tudo isso, a Globo resolveu bater o martelo sobre o futuro de Cássia Kis na emissora. Segundo informações da revista Veja, a emissora decidiu que não vai renovar o contrato com a artista após o término da novela “Travessia”.

A direção da Globo também decidiu que, além de ser demitida, ela não será convidada para trabalhos futuros “tão cedo”, pois, a emissora quer desvencilhar a sua imagem da atriz, que hoje é uma militante de extrema direita e que constantemente ataca a comunidade LGBTI+.

*Com Forum

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Opinião

Pesquisas confirmam o que foi visto no lançamento da candidatura de Bolsonaro que segue congelada

As pesquisas desta segunda-feira (25) expressam em números concretos o tamanho do enrosco que Bolsonaro tem nas pernas para que sua campanha caminhe.

Aquele sujeito sem talento lança sua candidatura na tentativa de um bis de 2018, com o dever de casa em branco e, lógico, agora depende mais do que nunca dos votos dos pobres, justo quem lhe serviu como alimento para estimular o ódio de classe contra eles.

É muita ironia ver o fascista, higienista, que vomitou rancor contra os pobres a vida toda dependendo deles para não perder a cabeça numa derrota eleitoral seguida de uma série de condenações por crimes dos mais variados em que a cadeia será seu destino.

Bolsonaro, que pediu para a Michelle cuidar da sua maior rejeição, que são as mulheres, como mostram as pesquisas, pode até tentar, como tentou, fazendo gênero papa hóstia, mas é evidente que não terá qualquer êxito na busca.

Bolsonaro piorou muito a vida dos brasileiros, principalmente das mulheres, sobretudo as mais pobres em que a sobrevivência de seus filhos e netos depende da própria sobrevivência.

E não será uma mensagem genérica, falso religiosa de Michelle que vai melhorar o currículo de Bolsonaro diante da parcela majoritária dos eleitores brasileiros.

Pra piorar, a pesquisa encomendada pelo mercado, através do BTG/Pactual, Lula aparece com crescimento de 3% e Bolsonaro com queda de 1%, o que significa que isso pode ser uma tendência a se confirmar nas pesquisas subsequentes, pelo menos enquanto não obtiver resposta do rendimento eleitoral que vai ter com a PEC de bondades.

Seja como for, Bolsonaro segue arrastando uma bola de ferro de forma até sugestiva, mais que isso, não tem no horizonte qualquer carta na manga para produzir um potente fato político que lhe tire das cordas.

E se isso não ocorrer dentro de um mês, veremos uma debandada de muita gente do Centrão que ele comprou promovendo um esvaziamento ainda mais caótico na sua campanha, que há mais de um ano está estagnada. O máximo que Bolsonaro consegue é sustentar uma variação pra cá e pra lá dentro da margem de erro.

Alguns analistas dizem que muitos brasileiros deixam para o último dia a decisão do voto e que, portanto, nada está definido.

É claro que nada está definido, mas também é claro que não se vê qualquer sinal vital de sua campanha responder a um estímulo em qualquer camada social, gênero ou raça. Tudo está muito desfavorável para Bolsonaro, cabendo somente a vaga esperança de que o jogo só acaba quando termina.

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Política

O que está na raiz da declaração de Monark, Kim Kataguiri é o bolsomorismo

Quem acelerou o metabolismo do nazifascismo no Brasil foram Bolsonaro e Moro, favorecendo o crescimento corporal que ajudou a digestão de um pensamento totalitário.

O composto bolsomorismo tem a propriedade de estimular e promover o que há de mais potente no nazifascismo, a intolerância, o ataque ao contraditório e, consequentemente, a hipertrofia muscular da violência.

São essas propriedades que deram a Bolsonaro, por exemplo, a possibilidade de estimular a venda de armas de grosso calibre para civis no Brasil. Isso já mata a declaração de Eduardo Bolsonaro, sabidamente lobista de fabricantes internacionais de armas, sobretudo americanas e israelenses, principalmente quando diz ter um projeto de quem defende o nazismo.

É como disse Milton Santos, “no Brasil, o feio não é ser racista, mas se declarar racista”.

O clã Bolsonaro tem rabo fascista, pelo fascista, orelha fascista, focinho fascista, mas se diz antinazifascista.

Se Bolsonaro tivesse saído preso do Congresso na votação do golpe contra Dilma, depois de, ao lado de Eduardo Bolsonaro, exaltar o monstro nazista, Brilhante Ustra, o mais frio e perverso torturador e assassino da ditadura, jamais existiriam, Monark, Kim Kataguiri e o MBL, que defende a fala de Kim.

Se Bolsonaro tivesse sido impedido, tendo inclusive seu mandato de deputado cassado, e ser preso após suas declarações racistas contra índios, mas principalmente contra negros quilombolas em pleno clube da Hebraica, nada do que assistimos hoje no Brasil estaria acontecendo, muito menos assistiria esse negacionismo de extrema direita produzir a morte de mais de 630 mil brasileiros.

Não há como não associar Moro a Bolsonaro, quando todos sabem que o principal motivo da condenação e prisão de Lula sem provas era garantir a vitória de Bolsonaro em 2018 e, como recompensa, Moro ganharia, como ganhou, uma super pasta no governo Bolsonaro para usá-la como trampolim político que pretendia, como em parte conseguiu, arrebatar uma parcela fascista da sociedade, que tem na intolerância e na violência seus principais destaques desse universo obscuro.

Não é sem motivos que Moro, como se sabe, agiu o tempo todo como defensor inabalável dos crimes cometidos pelo clã e, dentro do governo, priorizou a licença dos agentes do Estado para matar negros e pobres sem serem importunados pela justiça.

Tudo isso após cinco anos em que, como juiz, Sergio Moro se declara dono da operação policial Lava Jato, o que é absolutamente proibido pela constituição, mas que, ainda protegido pela grande mídia, que é totalmente de direita, é vendido como herói nacional, justamente por suas atitudes nazifascistas.

Ou seja, esse episódio que envolve Monark, Kataguiri, agora, conta com o apoio fervoroso bolsonarista e ex-BBB, Adriles Jorge, que após fazer saudação nazista em apoio a Monark e a Kataguiri, foi demitido da Jovem Pan.

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Qual fascista foi mais patético em sua mensagem de fim de ano, Bolsonaro ou Moro?

Carisma zero, oratória sofrível, imagem patética e fala vazia. Jair Bolsonaro e Sergio Moro realmente se merecem. Não é por acaso que trabalharam juntos na maior fraude eleitoral da história desse país.

Cada um com sua estúpida negação, falou para um público de idiotas, daí as falas tão imbecis quanto eles próprios.

Enquanto Bolsonaro, com seu instinto assassino, não concorda com a vacinação em crianças, Moro segue criticando o STF por ter lhe metido na testa o carimbo de juiz corrupto. Logo ele que adorava usar o expediente fascista da condução coercitiva para dar manchetes no Jornal Nacional, virou um paladino às avessas diante da população que o vê como um dos principais culpados por tudo de ruim que aconteceu nesse país nos últimos três anos, por colocar na cadeira da presidência da República um psicopata, um maníaco que arrasou com a economia brasileira, aderindo por completo a cartilha do PSDB, MDB e Dem e ser um sabujo dos banqueiros dos EUA, enquanto produziu 620 mil vítimas da covid por sua política genocida durante a pandemia.

O fato é que não há como falar de um sem lembrar do outro. Moro e Bolsonaro  são frutos do ódio plantado, regado, fertilizado e adubado pela Globo durante anos para que o Brasil não levante voo, como mandam os interesses dos EUA.

Moro e Bolsonaro são meros reprodutores de uma política de desmonte do país, comandada pela Globo a mando do império em decadência. Por isso se igualam no fascismo e se irmanam na desconstrução do Brasil. Os dois contribuíram de forma efetiva para jogar o pais nesse estado de coisas que vive hoje e, por isso, serão cuspidos pela história.

Na foto em destaque, o abraço de afogado.

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Política

Vídeo: Moro é chamado de ‘fascista’ e ‘traidor’ em lançamento no Teatro dos Quatro no Rio

Pré-candidato à Presidência, Sergio Moro esteve ontem no Rio para mais uma escala do tour de lançamento de seu livro “Contra o sistema de corrupção”. Houve protesto à porta do Teatro dos Quatro, na Gávea, local do talk-show em que o jornalista Carlos Nascimento entrevistou o ex-juiz. Um grupo de pessoas se reuniu para vaiar Moro e xingá-lo de “fascista” e “traidor”, enquanto admiradores tentavam defendê-lo e seguranças cuidavam para que os manifestantes não se aproximassem demais da entrada.

Revoltada com a utilização do teatro para o lançamento do livro do ex-juiz, a atriz Ana Beatriz Nogueira foi ao Instagram para anunciar que vai cancelar o lançamento da peça “Um dia a menos”, previsto para janeiro, em que ela atua e produz.

Em nota, a administração do Teatro dos Quatro lamentou os protestos e informou que o evento de Moro foi “uma relação comercial e pontual, como tantas outras”.

Em outras cidades onde houve lançamento do livro do pré-candidato à Presidência houve protestos semelhantes, como aconteceu em Porto Alegre e Recife.

Coisa boa de se ver. Confira:

*Com informações de Chico Alves/Uol

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Política

Bolsonaro ostenta o troféu de presidente mais rejeitado da história. É ou não mito?

Um governo cravejado dos maiores papas fardados do generalato pensionista não poderia dar em outra coisa.

É um governo que se liquefaz desde o primeiro minuto, que não tem ideias e, muito menos governante.

O postulante à cadeira da presidência que provocava palpitações nos maiores reacionários do país, mostrou-se mais do que inculto, rude muito além do pitoresco vendido pela mídia amiga, mas um adolescente deslumbrado com o poder que transformou o Brasil numa Roma incendiada.

Bolsonaro foi eleito por um filão de aspectos, mas o argumento para este que criou um verdadeiro pandemônio no país, era um suposto basta no perigo do Brasil se transformar numa Venezuela, numa Cuba e, logicamente assumir de vez um plantel comunista.

Com isso, o Brasil virou uma choldra, arrastando tudo e todos para a volta ao colonialismo e a famosa paisagem brasileira se transformou de terra arrasada.

O portento, em três anos de governo, conseguiu a faceta de receber uma sentença do povo pior do que a de Collor e de Fernando Henrique, imagina isso. É o custo do nosso ambiente sob a absurda orientação dos neoliberais de sempre que, assumindo sua face mais literalmente fascista, aniquilou com as instituições, com a economia, provocou a morte de mais de 600 mil brasileiros, um absoluto descontrole de preços e de juros a partir de teorias tiradas da caixola de um vigarista chamado Paulo Guedes, que tem como principal virtude o seu já manjado lero lero.

O resultado não poderia ser outro. A mão assassina de Bolsonaro tem o resultado que merece, é o povo denunciando o patife e toda a sua política hedionda e suas extravagâncias copiadas do próprio cérebro da nossa elite.

Não há nada a fazer do que acelerar o enterro desse governo e criar um novo país a partir das ruínas, com Lula, o único que pode reerguer o Brasil.

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