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Política

Governo Lula dribla tarifaço e aumenta volume de exportações, mostra estudo

As exportações brasileiras fecharam os primeiros onze meses deste ano com desempenho acima do esperado e atingiram o maior valor dos últimos dez anos para o período, mesmo após o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A combinação entre diversificação de mercados buscada pelo presidente Lula (PT) e maior peso de setores especializados ajudou a reduzir o impacto das sobretaxas e a diminuir a dependência do mercado estadunidense.

De janeiro a novembro, o Brasil exportou US$ 317,18 bilhões, alta de 1,8% em relação a 2024. O avanço ocorreu apesar da sobretaxa adicional anunciada em julho e aplicada a partir de agosto, que elevou a alíquota total sobre diversos produtos brasileiros para até 50%.

O impacto foi mais concentrado nos embarques para os Estados Unidos, mas acabou compensado pelo crescimento das vendas para outros destinos.

Estudo da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostra que o efeito do tarifaço variou significativamente entre os setores exportadores.

Movimentação de contêineres no Porto de Santos bate recorde para janeiro —  Portos e Aeroportos
Dos 30 setores que vendem para os EUA, 19 registraram queda nas exportações, somando US$ 21,2 bilhões entre janeiro e novembro, retração de 14,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando ainda não havia tarifas adicionais.

Por outro lado, 11 setores conseguiram ampliar as vendas ao mercado estadunidense mesmo sob a vigência do tarifaço. Juntos, eles exportaram US$ 12,9 bilhões no período e cresceram 9,8% na comparação anual. Segundo o DCM, esse desempenho ajudou a conter a retração total das exportações brasileiras para os EUA, que ficou limitada a 6,7% no acumulado até novembro.

“O resultado do tarifaço foi assimétrico entre os setores”, afirmou Daiane Santos, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), economista da Funcex e responsável pelo estudo, em entrevista ao Estadão. Segundo ela, os segmentos que avançaram nas vendas externas oferecem produtos com maior grau de especialização e alguma vantagem comparativa, como aviões, óleos combustíveis, carne bovina, suco de laranja, café, máquinas e equipamentos elétricos.

Outro fator relevante, segundo a economista, é a dependência dos importadores. “Quem precisa das máquinas brasileiras, mesmo com a tarifa importou. Isto é, pagou o preço, mesmo com a sobretaxação”. É o caso do café em grão, cujas exportações cresceram 6,8% em valor, e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançaram 11,3%.


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Política

Alcolumbre tenta chantagear governo Lula até o limite do seu poder no Senado

Mas Alcolumbre tem bambu para aguentar essa guerra?

A força de Davi Alcolumbre é uma das incógnitas da política brasileira. O presidente do Senado assumiu que é o mais poderoso homem da República, depois de Lula.

E que fará o que for preciso para corresponder às demandas da sua facção no União Brasil e das demais facções da direita e do fascismo do Congresso, e não só do Senado.

Ficamos sabendo, porque o Globo deu e todos os jornais reproduziram, que sua mais nova chantagem, envolvendo a indicação de Jorge Messias para o Supremo, é uma faca afiada no pescoço de Lula.

Alcolumbre quer o Banco do Brasil para a sua turma. Pediu, não levou e decidiu jogar pesado para que o nome de Messias não passe nem na Comissão de Constituição e Justiça.

Como o PT, e não necessariamente o governo, mandou espalhar que o sujeito estava querendo o cofre do Banco do Brasil, Alcolumbre reagiu e pediu, em nota, respeito a ele e ao Senado.

Defendeu o prazo imposto para a sabatina do indicado de Lula, marcada para o dia 10 de dezembro, reclamou que o governo não enviou ainda a mensagem com a indicação e disse que não chantageia.

“É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”, disse o acusado de ser chantagista.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu logo depois e afirmou que o Planalto nunca iria “rebaixar a relação institucional com o presidente do Senado a qualquer espécie de fisiologismo”.

Alcolumbre achou que poderia escalar Rodrigo Pacheco para o STF, como se ele, pelo poder de sabotar o governo, tivesse a prerrogativa da indicação. Não conseguiu e partiu para a campanha contra Messias.

Já podemos começar a perguntar: Alcolumbre, que faz o jogo da hegemonia do Congresso, apresentando o Senado como a instituição que terá sempre a palavra final nas relações com o Executivo, inclusive quanto à indicação de ministros do Supremo, tem bambu para levar adiante essa guerra com Lula?

Pode Alcolumbre ser um Eduardo Cunha amanhã, se passar dos limites? Alcolumbre, que já foi poupado pelo próprio Supremo, tem o corpo fechado, sabendo-se que gente do seu entorno já sofreu o cerco da Polícia Federal?

O jornalista Josias de Souza escreveu em sua coluna no UOL:

“Nos subúrbios do Planalto, consolida-se a impressão de que há menos Messias do que Master por trás do azedume de Alcolumbre. Além da fraude de R$ 12,2 bilhões no Banco de Brasília, a Polícia Federal investiga os negócios do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master), preso nesta semana, em 18 fundos de previdência de estados e municípios. Entre as caixas registradoras sob suspeição está a da Amprev, Previdência dos servidores do Amapá. Dirige a entidade Jocildo Lemos, um apadrinhado de Alcolumbre. Viriam daí os chiliques do senador.”

Josias tem uma boa definição dos poderes que Alcolumbre mantém dentro do governo, desde Bolsonaro: “A terceirização da escolha de ministros do Supremo e dos inquéritos da PF a Alcolumbre exigiria o reconhecimento oficial de que o Brasil é mesmo um imenso Amapá”.

*Moisés Mendes/DCM


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Política

Vampirismo legislativo: A fruta que Alcolumbre e Motta querem, qualquer um come até o caroço

Alcolumbre e Motta estão no centro de uma crise fabricada por eles contra o Governo Lula.

Até o mundo mineral sabe os motivos dessa chantagem, não contra Lula ou o governo, mas contra o Brasil e os brasileiros, que sempre pagam a fatura da mesma teia de interesses patrimonialistas.

No Brasil, isso não tem fim.

A choldra sempre viveu disso.

Alcolumbre e Motta estão jogando esse jogo de choldra pura,  barganhando emendas, boicotando eventos (como a sanção do IR hoje, 26/11/2025) e usando pautas como o PL Antifacção pra extorquir concessões do Planalto.

Eles “querem o que qualquer um come até o caroço” porque é o centrão na veia: priorizam o poder pessoal e as verbas pros seus aliados, deixando o povo com as migalhas.

É choldra porque não é só ambição; é uma rede de favores que paralisa o país, com custo bilionário para os cofres públicos (ex.: as “pautas-bomba” que eles aprovam pra forçar negociações).

Isso casa perfeitamente com o que Sérgio Buarque de Holanda diagnostica em Raízes do Brasil (1936), especialmente no capítulo mais famoso: “O Homem Cordial”

“A contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade — daremos ao mundo o ‘homem cordial’. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro (…) A inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, pois que uma e outra nascem do coração.”

“O brasileiro distingue mal a sua vida privada da vida pública (…) Aqui, a política é uma forma de vida privada ampliada, onde os laços de família, de amizade ou de compadrio prevalecem sobre o interesse geral. (…) Tudo se resolve em relações pessoais, em favores, em troca de gentilezas, em compromissos que se contraem de coração.”
“A polidez brasileira é, essa lhaneza excessiva, esconde muitas vezes a mais completa ausência de escrúpulos no trato das coisas públicas.”

Impressiona como esse Brasil das classes economicamente dominantes, não muda uma virgula do que escreveu Sergio Buarque de Holanda.

Por que Isso é tão nojento?

No Brasil, isso se chama corrupção mesquinha descarada, como desviar verbas ou trocar votos por cargos.


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Economia

Renda do trabalhador formal continua a crescer no governo Lula

Segundo o boletim “De Olho nas Negociações”, do Dieese, 73,7% dos reajustes salariais das categorias com data-base em setembro tiveram aumento real

Os reajustes salariais acima da inflação representam 73,7% dos acordos firmados pelas categorias com data-base em setembro, de acordo com o boletim De Olho nas Negociações (nº 61), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O dado revela que a renda do trabalhador formal continua a crescer sob o governo Lula. Ao se considerar a análise dos últimos 12 meses, as negociações acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor-IBGE) só não ficaram acima dos 70% na data-base de abril, quando representaram 61,6%. No entanto, naquele mês, 26,3% das negociações igualaram o INPC, indicando quase 88% de reajustes sem perdas. Em metade desse período anual, as negociações com aumento real foram fechadas em mais de 80% dos casos.

Esse sólido momento de ganho real para os trabalhadores formais, porém, apresenta um percalço em setembro, pois nele ocorre o maior percentual de reajustes abaixo da inflação (14,1%) entre as últimas 12 datas-bases.

Apesar desses apontamentos preliminares, os dados consolidados ainda podem apresentar algumas variações, uma vez que setembro reúne as negociações de algumas das categorias mais fortes do país: “é esperado que os resultados para a data-base se alterem positivamente, conforme as negociações dessas categorias sejam concluídas”, traz o boletim.

Os resultados do mês passado, até agora, consideram 156 negociações coletivas registradas até 6 de outubro. Além dos 73,7% com ganho real e dos 14,1% abaixo da inflação, outros 12,2% dos casos recompuseram o INPC.

Na avaliação do Dieese, o aumento no percentual dos reajustes abaixo da inflação em setembro, até o momento, “é devido, principalmente, ao desempenho das negociações do comércio atacadista e varejista e do turismo e hospitalidade da região Norte do país.”

É indicado que o valor do reajuste salarial necessário para as categorias com data-base em setembro foi de 5,05% do INPC. Em outubro deverá aumentar para 5,1%. A leve variação e a sequência mensal demonstram que o cenário é de estabilidade no índice.

Reajustes salariais em 2025

Ao se considerar o quadro de negociações de 2025, 78,7% dos 14.899 reajustes salariais analisados apresentaram variação acima do INPC, com resultados iguais à variação em 13,1% dos casos e reajustes abaixo em 8,2%.

“A variação real média dos reajustes de 2025, até setembro, é de 0,93% acima da inflação”, revela o Dieese.

Setores

Entre os setores, as negociações na indústria são as que registram o maior percentual de reajustes acima da inflação, ao se considerar somente este ano até setembro: 80,8%.

No comércio, as negociações com aumentos reais são 78,4%. Porém, destaca o Dieese, é neste setor que se observa o menor percentual de reajustes abaixo da variação do INPC, 6,2%.

No setor rural, o que teve o maior percentual de reajustes abaixo do INPC (18,7%), as negociações com ganho real representam 72,5%. Já nos serviços, em 78,2% das ocasiões as negociações estão acima da inflação.

“Em relação à variação real média dos reajustes, as negociações dos serviços apresentam o maior valor em 2025, até setembro: 1,00%. Em seguida aparecem os setores rural (0,96%), indústria (0,91%) e comércio (0,71%).”

*Vermelho


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Política

Após anúncio de remédios gratuitos contra câncer de mama no SUS, explode nas redes apoio ao governo Lula

O apoio a Lula nas redes sociais está realmente em alta, com a hashtag #VivaLula aparecendo em diversos posts virais, especialmente após o anúncio de remédios gratuitos contra câncer de mama no SUS.

O tema domina as conversas no Brasil, impulsionado por posts virais que celebram a medida como um avanço na saúde pública.

A combinação de emoção (relatos de pacientes), política (contraste com gestões passadas) e timing (Outubro Rosa) explica a viralização.

Apesar de críticas pontuais da oposição, o sentimento predominante é de celebração, com posts emocionais e memes dominando as timelines.


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Política

A chinelada de Lula nos vigaristas da Câmara dos Deputados

Governo demite indicados de PP e PL na Caixa

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive um momento de tensão com partidos do Centrão, como PP (Progressistas) e PL (Partido Liberal), após uma série de atritos no Congresso Nacional.

Em setembro de 2025, os presidentes dessas legendas — Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil, aliado ao PL em alguns contextos) — anunciaram o rompimento com o Executivo, exigindo que filiados deixassem cargos no governo federal. Essa decisão impactou indicações em ministérios e estatais, incluindo a Caixa Econômica Federal, que historicamente é um espaço de barganha política.

A gota d’água veio na votação da Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que propunha alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para elevar a arrecadação em cerca de R$ 17 bilhões em 2026, ano eleitoral. Em 8 de outubro de 2025, a Câmara dos Deputados, por 251 votos a 193, retirou a MP da pauta, fazendo-a caducar e representando uma derrota clara para o Planalto. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), celebrou o resultado como uma “vitória do povo brasileiro” contra aumentos de impostos, enquanto o líder petista na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), chamou o episódio de “sabotagem contra o Brasil”.

A Reação do Governo: Demissões na Caixa

Em retaliação direta, o governo agiu rapidamente. Na sexta-feira, 10 de outubro de 2025, a Caixa Econômica Federal exonerou dois executivos ligados a figuras centrais do Centrão:

Raimundo Nonato Lopes Filho: Vice-presidente de Habitação, indicado pelo vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ). Ele foi substituído interinamente por Jean Rodrigues Benevides, atual diretor executivo da área.

José Trabulo Junior: Consultor do presidente da Caixa, Carlos Vieira (indicado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, do PP-AL), atuando no cargo desde setembro de 2024. Trabulo também foi afastado.

Essas demissões foram interpretadas como um recado do Palácio do Planalto aos partidos que “aboncaram” cargos na estatal, apesar de tentativas do governo de consolidar uma base aliada no Congresso. A Caixa, presidida por Carlos Vieira desde 2023 (após a demissão de Rita Serrano para acomodar interesses do Centrão), continua sob influência de Lira, mas o governo sinaliza que não tolerará mais obstruções.

No Executivo, a crise pode afetar outros filiados, como o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), que já foi afastado de funções partidárias. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), reagiu ao rompimento inicial afirmando que “ninguém é obrigado a ficar no governo”, mas cobrou compromisso de indicados com as pautas de Lula.

No Congresso, o episódio destaca os desafios de Lula em negociar com o Centrão, que historicamente usa estatais como moeda de troca. A derrubada da MP agrava o rombo fiscal projetado para 2026, forçando o governo a buscar alternativas via projetos de lei.


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Política

Governo Lula anunciou programa de financiamento para reformas de moradias

O governo federal brasileiro anunciou um programa de financiamento para reformas de moradias que permite empréstimos de até R$ 100 mil, com pagamento em até 96 meses (8 anos), sem prazo de carência.

O programa, operado pela Caixa Econômica Federal, divide os beneficiários por faixas de renda familiar, com juros diferenciados semelhantes aos do Minha Casa Minha Vida, incluindo opções para famílias de baixa renda e classe média.

Valor médio estimado – R$ 15 mil por empréstimo, com potencial para beneficiar cerca de 2 milhões de famílias.

Recursos – Financiado com R$ 30 bilhões do Fundo Social do Petróleo do pré-sal, ampliado pela Casa Civil para condições facilitadas, especialmente para baixa renda.

Taxas de juros – exemplos por faixa de renda
– Até R$ 3.200 mensais: cerca de 1,17% ao mês (14,98% ao ano).
– De R$ 3.200,01 a R$ 9.600: até 1,95% ao mês.
– Acima de R$ 9.600: taxas de mercado.

Finalidade – Reformas como construção de banheiro, quarto, cozinha, troca de telhado, piso, rede elétrica/hidráulica ou melhorias estéticas, visando reduzir o déficit habitacional.

Lançamento – Anunciado em setembro de 2025, com operação prevista para outubro, como uma das apostas do governo Lula para 2026.

Para acessar, as famílias devem comprovar capacidade de pagamento e renda, com análise de crédito pela Caixa. Não há convênios iniciais com lojas de materiais, e o uso dos recursos é monitorado para evitar desvios. Recomenda-se consultar a Caixa ou o Ministério das Cidades para simulações e inscrições atualizadas.


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Política

Governo Lula prepara a entrega gratuita de botijões de gás em novembro

Regras do programa Gás do Povo foram publicadas nesta sexta-feira (3); cerca de 17 milhões de famílias em vulnerabilidade social poderão receber entre quatro e seis botijões de gás de cozinha por ano

O governo Lula publicou, nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, as regras para o programa Gás do Povo, com previsão de início no mês de novembro. O Decreto nº 12.649/2025 estabelece os critérios para as famílias em vulnerabilidade social terem acesso ao gás de cozinha (GLP – Gás Liquefeito de Petróleo) gratuito, que pode ser acumulado com outros auxílios. Para ser elegível ao benefício, é necessário cadastro atualizado no CadÚnico e renda familiar per capita mensal de até meio salário mínimo (hoje em R$ 759).

Nos cálculos do Ministério de Minas e Energia (MME), cerca de 17 milhões de famílias serão atendidas, com prioridade no programa para as famílias que recebem o Bolsa Família. Além disso, é fundamental manter o CadÚnico com atualização realizada nos últimos 24 meses.

A coordenação do programa é feita pelo MME, responsável pela definição dos preços de referência regionais e a fiscalização, com suporte técnico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

‘Direito ao gás’

A iniciativa, que substitui o antigo Auxílio Gás, faz parte das ações para o combate à pobreza energética do país, um dos pilares do governo.

No anúncio do programa no início de setembro, o governo destacou que a estimativa é distribuir até 65 milhões de botijões de gás de 13kg por ano., diz o Vermelho.

Na oportunidade, o presidente Lula disse: “Todo mundo tem que ter direito a comer e, para isso, precisa ter direito ao alimento e depois ao gás para cozinhar. É por isso que estamos tentando mostrar que o que falta nesse país não é dinheiro, é tratar o povo com o respeito e a decência que o povo brasileiro precisa.”

Outra política pública no sentido de aumentar a segurança energética das famílias é o programa Luz do Povo. Desde julho o governo zerou a conta de luz para famílias que consomem até 80 kWh por mês, o que pode alcançar 60 milhões de brasileiros.

Quantos botijões serão entregues?

As regras do Gás do Povo estabelecem que as recargas do botijão são variáveis conforme o tamanho da família:

  • Famílias com 2 ou 3 pessoas: quatro botijões por ano (a cada três meses);
  • Famílias com 4 ou mais pessoas: seis botijões por ano (a cada dois meses).
  • Mesmo com a quantidade delimitada, o benefício não será cumulativo, ou seja, as famílias que não retirarem o botijão de gás no período indicado não acumularão com a entrega do próximo.

Como será feita a retirada do gás de cozinha?

O responsável familiar pelo CadÚnico deverá retirar o gás de cozinha sem nenhum custo em estabelecimentos de revenda de GLP cadastrados voluntariamente ao programa.

De acordo com o regulamento, o vale que dá a gratuidade ficará disponível pelo cartão bancário do Programa Bolsa Família ou da Caixa Econômica Federal vinculado ao programa.

A consulta sobre o acesso ao benefício pode ser feita pelo responsável pela família no aplicativo do auxílio Gás do Povo, pelo Portal da Transparência.

Pelo app também será possível verificar os locais credenciados para a retirada. As revendas autorizadas também contarão com identificação visual que indica que o local participa do Gás do Povo.

A permanência da família no programa é vinculada aos critérios de renda estabelecidos. Portanto, a cada ciclo de auxílio será feita a verificação.

A liberação dos vales, que darão a gratuidade aos botijões, será feita em fases, conforme a disponibilidade orçamentária.


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Política

Um marco na política econômica do governo Lula

As placas tectônicas se moveram.

No dia 1º de outubro de 2025, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que reforma a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), ampliando a isenção para rendas até R$ 5 mil mensais, com descontos progressivos até R$ 7,3 mil e maior taxação sobre altas rendas (acima de R$ 50 mil mensais).

A votação ocorreu sem votos contrários, com ampla adesão de todos os partidos, incluindo PT, Centrão (PP, MDB, Republicanos) e até opositores, totalizando 513 deputados presentes.

Isso marca uma vitória expressiva para o governo Lula, superando as expectativas de resistência inicial.

Com a aprovação, em caráter terminativo na Câmara, devido à urgência regimental, o texto segue diretamente para o Senado Federal, onde deve ser analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima semana.

O relator no Senado, Renan Filho (MDB-AL), já sinalizou apoio integral, prevendo votação no plenário até meados de outubro.
Se aprovado sem alterações, Lula pode sancionar ainda em novembro, com vigência em 1º de janeiro de 2026.


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Política

Governo Lula responde a Trump o novo ataque, desta vez à esposa de Moraes

A administração estadunidense estendeu o alcance da Lei Magnitsky à advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STF

O governo Lula, por meio do Itamaraty, reagiu à nova sanção da Casa Branca contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nesta segunda-feira (22), foi anunciada a extensão da Lei Magnitsky à esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci.

“O governo brasileiro recebe, com profunda indignação, o anúncio, pelo governo norte-americano, da imposição da Lei Magnitsky à esposa do ministro Alexandre de Moraes e a instituto ligado a ele. Em nova tentativa de ingerência indevida em assuntos internos brasileiros, o governo norte-americano tentou justificar a adoção da medida com inverdades, no comunicado divulgado na manhã de hoje”, inicia o comunicado do Itamaraty.

Em seguida, o governo Lula afirma que “o recurso do governo Trump à Lei Magnitsky, no caso do Brasil, uma democracia que se defendeu, com êxito, de uma tentativa de golpe de Estado, não apenas é uma ofensa aos 201 anos de amizade entre os dois países, mas representa também a politização e o desvirtuamento na aplicação da lei, como já manifestado recentemente por um de seus coautores, o deputado James McGovern. Em carta dirigida em agosto último aos Secretários de Estado, Marco Rubio, e do Tesouro, Scott Bessent, McGovern definiu como ‘vergonhoso’ o recurso à Lei Magnitsky pela Administração Trump, com o objetivo de ‘minar os esforços do Poder Judiciário brasileiro para defender as instituições democráticas e o Estado de Direito’.”

Por fim, o Palácio do Planalto envia um recado à Casa Branca: “Esse novo ataque à soberania brasileira não logrará seu objetivo de beneficiar aqueles que lideraram a tentativa frustrada de golpe de Estado, alguns dos quais já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. O Brasil não se curvará a mais essa agressão.”

Alexandre de Moraes reage à nova sanção do governo Trump
O ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu nesta segunda-feira (22), por meio de uma nota, à aplicação da Lei Magnitsky contra sua esposa, a advogada Viviane Barci.

No comunicado, Moraes afirma que a sanção do governo Trump contra ele e sua esposa é “ilegal”.

“A ilegal e lamentável aplicação da Lei Magnitsky à minha esposa não só contrasta com a história dos Estados Unidos da América, de respeito à lei e aos direitos fundamentais, como também viola o Direito Internacional, a soberania do Brasil e a independência do Judiciário”, inicia a nota de Moraes.

Em seguida, o magistrado afirma que “a independência do Judiciário, a coragem institucional e a defesa da soberania nacional fazem parte do universo republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo povo brasileiro”.

“As instituições brasileiras são fortes e sólidas. O caminho é o respeito à Constituição, não havendo possibilidade constitucional de impunidade, omissão ou covarde apaziguamento. Como integrante do Supremo Tribunal Federal, continuarei a cumprir minha missão constitucional de julgar com independência e imparcialidade”, conclui Alexandre de Moraes.

O pacote foi articulado com apoio do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de Paulo Figueiredo, que promovem uma articulação golpista nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Ambos defendem que sanções e tarifas podem criar condições políticas internas para reverter a condenação do ex-presidente.


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