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Lula é só apoio: Janones admite possibilidade de retirar candidatura para apoiar Lula

A declaração foi feita poucas horas após Janones agradecer o convite de Lula para conversar sobre a democracia e o petista dizer que iria ligar para o possível aliado.

O deputado federal e pré-candidato à Presidência André Janones (Avante) admitiu, nesta sexta-feira (29/7), que pode retirar a candidatura ao Planalto para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno do pleito de outubro deste ano. A declaração foi feita poucas horas após Janones agradecer o convite de Lula para conversar sobre a democracia e o petista dizer que iria ligar para o possível aliado.

Questionado pelo jornal Estadão sobre a possibilidade de desistir e apoiar o principal rival do presidente Jair Bolsonaro (PL), Janones afirmou que é uma possibilidade. “Sim (estou disposto a retirar a candidatura para apoiar Lula). Se não, eu não iria conversar. Tenho total consciência do meu tamanho do ponto de vista eleitoral, que é micro: um ou dois pontos (nas pesquisas)”, disse.

“Mas ao mesmo tempo tenho noção do simbolismo da minha candidatura nesta eleição”, acrescentou o candidato ao jornal paulista. No entanto, Janones afirma que a negociação será dura, “no sentido de o ex-presidente encampar as minhas propostas”. “Se eu tiver que abdicar da candidatura, vou exigir muito”, pontua.

O deputado diz que não tem pretensão de discutir cargos ou negociar ministérios. “Vejo esse encontro como um momento de celebração da democracia”, disse. Janones acrescenta que a política está “tomada pelo ódio com o Bolsonaro e o centrão” e pouco se fala sobre democracia. “Democracia é sinônimo de diálogo. Vou usar as palavras de JK (Juscelino Kubitschek): não tenho compromisso com o erro”, declarou.

“Volto atrás das minhas decisões quantas vezes forem necessárias. Nenhum dos candidatos me procurou para um diálogo para discutir propostas, exceto o ex-presidente Lula”, finalizou.

A interação pública entre Janones e Lula iniciou no Twitter na quarta-feira (28/7), após o parlamentar do Avante publicar um texto em que cita os índices de pobreza — 33 milhões de pessoas em estado de fome — e a crise na economia e diz que se tornou candidato para “defender a democracia brasileira, que hoje corre risco”.

Em resposta, Lula disse ficar “feliz” e que a defesa à democracia “também é a causa que motiva na política” e que os dois estavam juntos nesse objetivo. “Vamos conversar”, finalizou Lula. Na manhã dessa sexta-feira (29/7), Janones criticou os pré-candidatos Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) por ignorarem ele, disse que Bolsonaro o bloqueou e elogiou Lula por pensar no Brasil. “Convite aceito”, escreveu o parlamentar.

*Com Correio Braziliense

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Datafolha: Lula tem 38 pontos mais que Bolsonaro entre eleitores negros

Em maio, a distância era de 32 pontos.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (28) aponta que entre eleitores que se declaram pretos, o ex-presidente Lula (PT) tem 38 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) em intenções de voto. Em maio, a distância era de 32 pontos.

Lula aparece com 58% – antes estava com 54% – e Bolsonaro com 20% – antes estava com 22%.

Entre os eleitores brancos, Lula tem 41% e Bolsonaro 33%. Já entre pardos o ex-presidente tem 45% contra 30% do atual chefe do governo federal.

De acordo com a pesquisa, 43% do eleitorado se declara pardo, 32% branco e 17% preto.

A pesquisa ouviu 2.556 eleitores entre 27 e 28 de julho. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01192/2022.

*Com 247

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Pesquisa

Datafolha: É Lula no primeiro turno; 53% dos votos válidos

A nova pesquisa eleitoral 2022 do Datafolha, referente ao mês de julho, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 29%. Isso representa 53% dos votos válidos.

Ex-presidente manteve o patamar da pesquisa anterior e soma mais de 50% em votos válidos, o que lhe daria a vitória já no 1º turno; diferença para Bolsonaro é de 18 pontos

Nova pesquisa Datafolha para a presidência, divulgada nesta quinta-feira (28), aponta que o ex-presidente Lula (PT) mantém liderança com ampla vantagem na disputa e, se as eleições fossem hoje, venceria o pleito já no primeiro turno.

Já Jair Bolsonaro (PL) aparece com 29% (32% em votos válidos), oscilação de 1 ponto para cima com relação ao último Datafolha. A diferença entre o petista e o atual presidente é, portanto, de 18 pontos.

Ciro Gomes, por sua vez, registrou os mesmos 8% de intenções de voto que havia registrado em junho. O cenário segue praticamente inalterado também para os outros candidatos: Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante) marcam menos de 2% cada, enquanto Felipe d’Avila, Sofia Manzano, Leonardo Péricles, Eymael, Luciano Bivar, General Santos Cruz não chegam a 1%.

O Datafolha realizou 2.556 entrevistas presenciais, em todo o país, entre os dias 27 e 28 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

*Com Forum

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Opinião

Depois de Bolsonaro, o Brasil nunca mais será o mesmo

Assim como foi, no sentido benéfico, o Brasil durante e depois de Lula, jamais foi e será o mesmo. Isso fica cada vez mais compreendido.

O mesmo se dará depois que Bolsonaro deixar o governo, não exatamente por Bolsonaro, mas por quem o criou, sobretudo quem teve a tarefa árdua de idealizar e desenhar um “mito” para a classe média brasileira, expondo as vísceras de todos os seus vícios políticos, mas principalmente sociais, sua escala de valor e a banana que sempre deu para o país. Muito disso por conta do sabor de povo que o Brasil tem.

Essa nudez exposta pela classe média não se limita à própria, pois ela é o burro da carroça, acoplado à máquina comandada pelas classes economicamente dominantes, de cima para baixo na base da chibata.

A catequização foi tão grande que a classe média brasileira acredita ser a maior glória receber dos senhores chicotadas nas costas, porque foi moldada para servir ao conceito de caráter escravocrata e extremamente patriarcal. Trocando em miúdos, é assim que foi oficialmente ensinado à classe média, na base de pedradas.

Ocorre que, até a chegada de Lula ao poder, isso foi escamoteado, mesmo que sua alma ficasse exposta, mas, atarantados com o novo desenho social que o Brasil apresentou a partir de 2003, essas vitórias do povo mexeram com o campo mental da classe média assombrada porque, no seu íntimo, sempre se achou a própria corte.

Daí ela viu que Paulo Guedes, com a sua grosseira inclinação para a sinceridade, atacar um simples passeio de uma empregada doméstica a Disney, ao qual chamou de farra. Disse isso sem gaguejar e sem constrangimento, porque se direcionou para uma plateia ávida, com sangue nos olhos contra os pobres rebelados da era Lula.

Estava ali, portanto, a voz que, a partir de então, desautorizava o que seria para a classe dominante um deslavado topete e precisava de um pulso forte do Estado para devolvê-los à condição secular de subalternidade imposta pelos mandatários da província.

O problema é que, se jamais esteve na moda qualquer traço de antipetismo ou antilulismo no seio do povo, como foi inventado pela mídia nativa, essa não abandonou tal sentimento, mas não se sente mais confortável tentando impor tal agenda, porque sabe e sente que o refluxo é do estômago da população que nunca engoliu esse bate entope da mídia, e quer porque quer que Lula volte a ocupar o posto de comandante de uma revolução interrompida com o golpe contra Dilma em 2016.

Antes de Bolsonaro cair, temos que lembrar que a atrofiante orientação da mídia para substituí-lo era a tal terceira via, que não resistiu de pé e recebeu um NÃO radical do povo assim que a mídia a balbuciou como uma frente de lacaios das classes dominantes, escolhidas a dedo, para “mudar tudo”, mas continuar tudo como está.

Como sempre, essas classes se esqueceram do povo, sobretudo do coro em uníssono que se alargou, acentuando uma feição que revela a imagem de Lula como porta-voz de todos os brasileiros, mesmo os que o negaram e seguem negando.

Seja como for, Bolsonaro não deixará herdeiros, ao contrário, o tranco foi tão pesado que todos vão querer se distanciar de tudo o que faça lembrar o bolsonarismo, incluindo nessa negação da própria classe média que, agora, vê uma outra orientação ditada por seus senhores em prol da democracia que, mesmo se dizendo ser independente, ou seja, não ser pró-Lula, mas contra Bolsonaro, naturalmente, o antibolsonarismo na carta manifesto pela democracia, selando de vez o repúdio ao golpismo cantado explicitamente pela figura de Bolsonaro para que o Brasil nunca mais seja o mesmo.

Já Lula está do lado oposto de Bolsonaro, ou seja…

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Lula promete 40 anos em quatro e diz que “pode não ter segundo turno”

Ex-presidente afirmou “trabalhar para ganhar o mais rápido possível” a eleição: “nunca se sabe” qual será a reação de Bolsonaro e dos “milicianos que o apoiam” diante da derrota.

O ex-presidente Lula (PT) concedeu nesta quarta-feira (27) entrevista ao UOL e falou sobre como pretende formar seu time de ministros, sobre como pensa em conduzir a economia brasileira se voltar à Presidência, sobre sua eventual participação em debates eleitorais em emissoras de TV e sobre a possibilidade de vencer a eleição no primeiro turno, como indicam algumas pesquisas.

“O Bolsonaro está pensando o seguinte: ‘eu só vou em debate no segundo turno’. Pode não ter segundo turno. A eleição pode ser resolvida no segundo turno”, ironizou o petista. “Eu vou trabalhar para ganhar o mais rápido possível, ter o maior número de votos possível”.

Perguntado sobre a necessidade de liquidar a fatura já na primeira tapa do pleito, o ex-presidente respondeu: “você encurta o gasto da campanha, ganha um mês para se preparar para governar o país, para montar o governo. E no caso desse sujeito que está aí [Jair Bolsonaro (PL)] você nunca sabe o comportamento dos milicianos que o apoiam, você nunca sabe. Mas eu gosto de dois turnos, gente. O PT foi um dos partidos que mais brigou para que a gente tivesse eleições em dois turnos”.

Sobre sua participação em debates, Lula relembrou que o PT já propôs o formato de pool – formato de debate em que vários veículos de comunicação participam – para que não ficasse “refém” de tantas datas reservadas pelas emissoras de televisão. “Eu adoro debate, é uma coisa instigante. Da mesma forma que o jogador gosta de entrar na final para disputar uma Copa do Mundo, eu gosto do debate, no primeiro ou no segundo turno. Mas o que eu quero é dar uma certa moralizada na quantidade de debates”.

*Com 247

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Pesquisa

Datafolha: entre os jovens, Lula tem 51% dos votos, mais que o dobro de Bolsonaro

Vantagem do petista é ainda maior entre jovens mulheres. Bolsonaro é o mais rejeitado.

Pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha da Manhã e divulgada nesta quarta-feira (27), com jovens de capitais brasileiras mostra que o ex-presidente Lula (PT) é o amplo favorito para retornar ao comando do governo federal.

O petista aparece com 51% das intenções de voto, mais que o dobro de Jair Bolsonaro (PL), que registrou 20%. O terceiro colocado é Ciro Gomes (PDT), com 12%.

  • Lula – 51%
  • Bolsonaro – 20%
  • Ciro Gomes – 12%
  • André Janones (Avante) – 2%
  • Simone Tebet (MDB), Vera Lúcia (PSTU), Pablo Marçal (Pros), Leonardo Péricles
  • (UP) e Sofia Manzano (PCB) – 1% cada
  • Eymael (DC), Luciano Bivar (UB), General Santos Cruz (Podemos) e Felipe D’Ávila
  • (Novo) – não pontuaram

Entre jovens mulheres, Lula performa ainda melhor. O petista sobe para 58%, enquanto Bolsonaro cai para 16%. Ciro Gomes fica com 10%. Entre homens, o ex-presidente registra 44%, Bolsonaro 24% e Ciro 14%.

Bolsonaro é o candidato mais rejeitado pela juventude. Dos entrevistados, 67% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição de Lula é de 32% e a de Ciro Gomes de 22%.

A pesquisa ouviu presencialmente entre 20 e 21 de julho 1.000 eleitores entre 16 e 29 anos em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Manaus e Belém. Segundo os dados, 32% dos entrevistados se declararam como de esquerda, 30% de centro e 33% de direita. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05688/2022.

A pesquisa ouviu presencialmente entre 20 e 21 de julho 1.000 eleitores entre 16 e 29 anos em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Manaus e Belém. Segundo os dados, 32% dos entrevistados se declararam como de esquerda, 30% de centro e 33% de direita. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05688/2022.

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A pesquisa que será divulgada amanhã e deixa o Planalto apavorado

Datafolha está ouvindo jovens entre 15 e 29 anos, faixa etária na qual Bolsonaro é derrotado com larga margem de diferença, diz Noblat, Metrópoles.

Três dias depois de Jair Bolsonaro dizer em seu discurso ser necessário levar para seu lado a juventude esquerdista, o Datafolha divulga amanhã, quarta-feira, uma pesquisa sobre a corrida eleitoral exclusivamente com esse público.

O instituto está ouvindo jovens com idades entre 15 e 29 anos. Nas aferições feitas até agora, Lula ganha com folga de Bolsonaro nesse universo de eleitores, às vezes ultrapassando os 50% dos votos.

No governo, ninguém espera um milagre e o Palácio do Planalto já contabiliza uma derrota acachapante. Por outro lado, os petistas esfregam as mãos na certeza de que o petista vai aparecer bem à frente de seu principal concorrente.

No dia seguinte, na quinta, o Datafolha divulga uma pesquisa normal, abrangendo todo o universo de eleitores do país. Aí reside alguma esperança de Bolsonaro de que a diferença a favor de Lula tenha reduzido.

O último levantamento, divulgado em 23 de junho, o petista aparecia com 47% das intenções de voto contra 28% de Bolsonaro. Números que garantem a vitória de Lula no primeiro turno.

O texto será intitulado “em defesa da democracia” e deve ser publicado nos principais jornais do País, com assinatura de entidades da sociedade civil, como a Comissão Arns, e do empresariado, como a Fiesp. Há expectativa de que a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib) também assine o texto. O conteúdo é semelhante ao da nova carta aos brasileiros, mas em tom mais contido.

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Governo MG: Com apoio de Lula, Kalil ultrapassa Zema com 10 pontos de vantagem, mostra pesquisa

Pesquisa Data Tempo mostra que ex-presidente petista tem poder de influenciar rumo da eleição mineira.

Em um cenário contando com o apoio do ex-presidente Lula (PT), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais no primeiro turno com 10 pontos de vantagem contra Romeu Zema (NOVO), que contaria com apoio de seu correligionário Felipe D’Ávila. É o que mostra a pesquisa Data Tempo desta segunda-feira (25).

A pesquisa propôs o seguinte cenário aos eleitores mineiros: “Se os candidatos para o governo de Minas contassem com os seguintes apoios, em quem você votaria?”

Assim, o resultado apresentado foi:

  • Alexandre Kalil (PSD) – Apoio Lula (PT): 37,2%
  • Romeu Zema (NOVO) – Apoio Felipe D’Ávila (NOVO): 27,5%
  • Carlos Viana (PL) – Apoio Jair Bolsonaro (PL): 16%
  • Marcus Pestana (PSDB) – Apoio Simone Tebet (MDB): 1,6%
  • Lorene Figueiredo (PSOL) – Apoio Guilherme Boulos (PSOL): 0,8%

Sem os apoios em jogo, a pesquisa mostra um cenário desfavorável para Kalil, que teria apenas 23,2% das intenções de voto contra 48,3% de Zema.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores de Minas Gerais presencialmente entre 15 e 20 de julho. O intervalo de confiança é de 95% e margem de erro de 2,19 pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08880/2022.

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Sem conseguir rivalizar com Lula ou STF, Bolsonaro segue empacado no seu próprio pântano

Espertamente, Lula, que mantém nível saudável de distância de Bolsonaro nas pesquisas, não vai dar, como não está dando, qualquer sinal de que pretende ser usado para consumo eleitoral de Bolsonaro caindo em falsas polêmicas eleitoreiras de um candidato à reeleição que não tem uma linha sequer no portfólio de feitos do seu governo.

Por outro lado, depois de atacar o STF no Maracanãzinho para criar uma agenda qualquer que produza um inimigo imaginário, ministros ouvidos hoje jogam água fria nas pretensões de Bolsonaro e dizem que a verborragia do valentão de janela não passa de gordura saturada, típica de boquirrotos que tentam utilizar o Supremo para alavancar uma candidatura que não ata, nem desata, derivada de um governo que não tem, sequer para consumo interno, qualquer proposta que possa dar tração a uma candidatura que se encontra num pântano.

O STF fez questão de registrar que essa doença que Bolsonaro enfrenta na campanha, não terá médico ou remédio dentro do STF, e que ele que apresente o produto dos seus 4 anos de governo para ver se mantém algum cacife para ao menos ganhar um up para que não seja derrotado no primeiro round no dia 2 de outubro.

Em outras palavras, aquele discurso fabricado de Bolsonaro, atacando o STF, de fazer uma ponte para o 7 de setembro, e esta, para o dia 2 de outubro, não contará com o apoio de Lula, menos ainda do STF para dar galeio a uma falsa guerra que só existe na cabeça de Bolsonaro para nutrir uma candidatura que se mantém empacada, quando muito, andando de lado, enquanto tem pesadelos cada dia mais intensos com a proximidade das eleições.

As cápsulas da sua garrucha cospem ácido de festim, já que não tem servido de alimento para dar um ânimo ao gado sonolento e cada dia mais desanimado com a reeleição do bolostrô que habita o Palácio do Planalto.

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Opinião

Os brasileiros querem a volta do presidente que trabalha

Não há pergunta mais incômoda para um bolsonarista golden do que a que pede para ele citar um único feito do presidente Jair Bolsonaro. Imediatamente, o bolsonarista perde o rebolado e fica mudo. Aliás, ele tem alergia a essa pergunta, porque simplesmente não há conteúdo que lhe tenha sido soprado, nem mesmo para tentar extrair dessa expressão um único grão que justifique ou que possa servir de ingrediente para uma falácia.

Trocando em miúdos, se perguntar sobre um feito de Bolsonaro nos quase quatro anos de governo, o bolsonarismo empaca, emudece, alguns chegam a sentir falta de ar com aquele sabor amargo na boca sem poder ao menos exercer a pretensão dos “cidadãos de bem”, que se colocam como arianos tropicais.

Não há sequer na indústria das fake news, indústria que mais cresceu, estimulada por Bolsonaro, qualquer menção que tire dele a tese de presidente vagabundo, que fará isso representar a força de sua imagem.

Bolsonaro é um vagabundo integral e não em gotas. A sua ociosidade na presidente da República é clara, gordurosa e de validade irrestrita. O sujeito é um bandalhão. Isso está na natureza desse encostado, é só pegar o histórico de quase três décadas como parlamentar a quantidade de vezes que Bolsonaro enforcou as sessões da Câmara, como alunos que matam aula. Ele sempre ficou irritado como qualquer preguiçoso.

O que o Brasil precisa urgentemente é o oposto disso, porque não há nada mais triste para um país do que ter no seu comando um presidente que vive de gandaia, motociatas e que não tem, como não teve durante 28 anos como parlamentar, um único feito na sua folha corrida.

Se Bolsonaro fizesse uma avaliação de emprego, coisa que jamais fez na vida, pois sempre viveu mamando nas tetas do Estado, sua tentativa não seria nem considerada, porque o desocupado não teria como apresentar uma única letra em seu currículo.

Já viu alguém ser empregado com um currículo clássico de um nulo, um nada?

O governo Bolsonaro completa 4 anos de deixa a vida me levar. Sim, porque um país não chega ao quadro caótico que chegou na base da improvisação, tem que ter um conteúdo espesso de inutilidades para chegar aonde chegou.

Assim, não há como não ter saudade de Lula que fez um trabalho interno e externo absolutamente extraordinário no Brasil. Ninguém pega, como Lula pegou das mãos de Fernando Henrique, um país quebrado, ocupando a 14ª posição na economia global e o coloca entre as cinco maiores economias do mundo, por acidente, sorte ou carisma, tem que arregaçar as mangas e plantar cada grão de evolução, seja do ponto de vista econômico, seja social.

Esse tamanho, inversamente proporcional, na área social em que Lula, em 8 anos tirou 40 milhões de brasileiros da miséria, e Bolsonaro, em quatro, devolveu 33 milhões à condição de miséria, é um ingrediente que traz um peso líquido absolutamente possível de ser aferido a olho nu até em balança de birosca.

Não só isso, peguem todos os números da economia, peguem todo o poder de compra dos trabalhadores com uma observação que faz parte da autoria do governo Lula, seguida também por Dilma, de transformar uma multidão de invisíveis do mercado das classes C, D e E, no 16º balcão de negócios do planeta.

É dessa energia, só movida por trabalho de um presidente, não só inteligente como Lula, mas com disposição para pegar no pesado, é o que o Brasil precisa, não essa solução fisiológica da elite que colocou no poder um vagabundo contumaz que produziu o que o país vive hoje, que provocou um recessão absurda junto com a inflação desenfreada, sobretudo naquilo que mais impacta na vida da maioria dos brasileiros, que é a alimentação, que é a mesa do povo que, ao contrário de Lula que, no seu governo, a mesa era farta, como escapulário como oito anos de sua administração, Bolsonaro não tem uma folha de alface para servir de exemplo sequer para alimentar gafanhoto.

Em outras palavras, o Brasil precisa não só excretar o vagabundo que, de presidente, só tem a faixa e hoje é comandado pelos interesses da turma de Arthur Lira e seu Centrão e devolver Lula ao comando do país e ao período em que o Brasil, mas também o mundo enxergou essa como a grande bola da vez do desenvolvimento mundial.

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