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Política

Que ironia! Lula entrega prêmio a Merval Pereira em homenagem à ABL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu nesta quarta-feira (12) a Ordem Nacional do Mérito Científico à Academia Brasileira de Letras (ABL), presidida atualmente pelo jornalista Merval Pereira, comentarista da GloboNews e colunista do jornal “O Globo”. Fundada em 1897, a ABL nasceu com o objetivo de cultivar a língua e a literatura nacional.

De acordo com o jornalista, a condecoração “mostra um governo preocupado com o desenvolvimento da ciência” e que reconhece a cultura como parte deste processo. “Esse prêmio é a ciência reconhecendo a cultura como parte integrante do desenvolvimento brasileiro, o que é muito importante e mostra o caminho que o governo está tomando”, disse.

Escritores conhecidos ocuparam cadeiras na ABL, entre os quais, Machado de Assis, considerado um dos maiores autores em língua portuguesa.

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Política

Lula homenageia o reitor Cancellier: ‘Nunca mais essa insanidade’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de seu discurso ao Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, prestou uma homenagem ao reitor Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou após ser alvo, em 2017, de uma ação injusta da Lava Jato sobre supostos desvios na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O trabalho da PF na ocasião foi alvo de críticas, e Cancellier cometeu suicídio 15 dias após ser preso. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou ser “improcedente” a representação da Lava Jato.

“Sempre que a gente puder temos que lembrar das pessoas que foram vítimas do arbítrio para que essa insanidade nunca mais aconteça no nosso país”, disse o presidente Lula, nesta quarta-feira (12). O presidente Lula também foi alvo da Lava Jato, tendo sido preso injustamente por 580 dias. O ex-juiz suspeito da Lava Jato, Sergio Moro, foi declarado parcial e suspeito pelo STF e o ex-procurador Deltan Dallagnol teve o seu mandato de deputado federal cassado este ano pelo TSE.

A operação que levou à morte de Cancellier foi conduzida pela delegada federal Erika Marena, que não apenas prendeu o reitor, mas também deteve outros seis funcionários da universidade e 23 indivíduos indiciados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato.

O presidente Lula discursou na solenidade de entrega da Ordem Nacional do Mérito Científico e de reinstalação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Também assina decreto que convoca a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, prevista para o primeiro semestre de 2024. O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília/DF

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Opinião

Escolher um novo PGR, ou reconduzir Aras, é a nova meta do marco civilizatório e democrático de Lula para o País

Uma pasta vermelha com o brasão da República repousa sobre as mesas de trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto no Palácio do Planalto quanto no Palácio da Alvorada. Dentro dela encontram-se os perfis analíticos de cinco homens cujos destinos para o biênio 2023-2025, que se inicia em setembro próximo, no Ministério Público Federal, e serão determinados pelo ex-sindicalista encarcerado injustamente por 580 dias antes de ser reeleito para um terceiro mandato presidencial.

São eles: Paulo Gustavo Gonet Branco, Antônio Carlos Bigonha, Carlos Frederico dos Santos, Humberto Jacques de Medeiros e Augusto Brandão de Aras. Um, dentre esse quinteto, será escolhido por Lula para a Procuradoria Geral da República antes que se encerre o mês de agosto. E, de toda sorte, vale a ressalva que se faz mister: sim, o atual procurador-geral integra o grupo e tem chances reais de ser reconduzido para novo período de dois anos à frente da instituição conspurcada e vilipendiada por uma milícia arrivista que se entrincheirou em Curitiba (PR), cometeu os mais atrozes e variados crimes e desmandos sob o beneplácito da mídia corporativa e atacou o País por dentro do próprio Estado e por meio de uma espécie de exército mercenário que atendia pela alcunha de “Operação Lava Jato”.

Quem não tem chance alguma de sonhar com o posto é qualquer um dos integrantes do trio Luiza Frischeisen, Mário Bonsaglia e Luiz Adonis, fiéis depositários do maior número de votos num certame de votação conduzido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Não foi o fato de se submeterem à ANPR que os deixou sem chances, mas, sim, o fato de serem lavajatistas em nuances diversas de gradação.

O quinteto de perfis que preenche a pasta vermelha de Lula tem na trajetória do próprio Aras e na repulsa comum ao lavajatismo pernicioso que se instalou como um fungo oportunista no MPF, um ponto em comum que os une e explica estarem ali.

Bigonha e o atual PGR formaram um dia uma dupla – podiam até ser chamados reciprocamente de melhores amigos. Afastaram-se à medida que o nome de Aras se consolidava, em 2019, como aquele a ser designado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Gonet Branco, subprocurador-geral eleitoral atuando junto ao Tribunal Superior Eleitoral e responsável pelo relatório duro e repleto de provas que sustentou a sentença de inelegibilidade do ex-presidente; Carlos Frederico, subprocurador-geral encarregado de coordenar os inquéritos decorrentes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e Humberto Jacques, ex-vice-procurador-geral que denunciou a existência de processos “invisíveis” na sede do MPF e as gravações ilegais da Lava Jato em Curitiba tiveram, todos, as carreiras projetadas no transcurso dos dois mandatos de Augusto Aras. Dele, nunca deixaram de receber estrutura e liberdade para trabalhar.

Resta saber se todos eles terão a disposição que o procurador-geral demonstrou ter, nesses quatro anos, para enfrentar e desestruturar as bases do lavajatismo enquanto recebia ao revés uma chuva de projéteis traçantes iluminados por um jornalismo alimentado pelo denuncismo atroz e acrítico. Esse foco é determinante para a decisão presidencial. O exército mercenário de Curitiba minou o terreno interno do Ministério Público Federal, que hoje é uma instituição conflagrada e vive um processo de insubordinação a seus marcos legais e aos paradigmas impostos pela Constituição de 1988.

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Opinião

Lula tem pista livre para fazer o Brasil levantar voo porque faz política, como é comum nas grandes democracias

Antigamente, minha mãe tinha somente uma opção quando queria usar molho na macarronada, o extrato de tomate elefante da Cica, prato comum nos feriados das famílias dos operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), como meu pai.

Hoje, há um número sem fim de molhos e extratos de tomate, que se esmeram na disputa do mercado por fazer misturas com ervas, azeitonas, etc.

O nome disso é política de venda. Mas não para aí. Para se consolidar no mercado, há outras medidas, mas a principal é a política de preços.

Ou seja, custo-benefício acaba sendo o fiel da balança, assim como a política de governo que, muitas vezes precisa governar em dueto, trio, quarteto, conforme a definição das urnas.

É assim que funciona uma democracia de verdade. Não existe poder absoluto, cada passo é negociado. Ninguém pode tudo, mas ninguém que governa pode entregar tudo.

É aí que entra a habilidade do governante para conseguir maioria no Congresso para aprovar as suas propostas e projetos, com menos sobressalto possível.

Esse negociador tem que ser original, ter seus próprios métodos para avançar nas negociações.

Lula tem esse dom inato, mas foi ganhando musculatura como líder sindical na hora de construir pontes para aumentar os direitos dos trabalhadores e, consequente, tornou-se a maior liderança sindical da história desse país.

Como deputado, mesmo mantendo uma postura mais discreta, Lula continuou sendo uma grande liderança.

Como presidente da República por dois mandatos, negociou cada avanço do seu governo. Terminou sua jornada de 8 anos com inéditos 87% de aprovação. A maior aprovação de um chefe de Estado no mundo naquele período.

Ninguém mais que Lula sabe o caminho das pedras, daí o resultado extraordinário em apenas seis meses de governo, inclusive com votos da oposição.

Aquela mídia que dizia que Lula não governaria como antes por não ter maioria no Congresso e não ter projeto de país, tem que admitir que o Brasil já avançou bastante nesses seis meses em que Lula preparou terreno para deixar a pista livre para o Brasil voar para um novo patamar econômico, político e social e, novamente, ser um dos protagonistas na geopolítica global.

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Política

Vídeo: Quando um vice-presidente não é decorativo

Uma cena bonita de se ver. Alckmin acelera os passos em direção ao presidente Lula na hora do embarque para a Colômbia para ajustar pautas de trabalho.

Há muito não se via um vice-presidente que trabalha de verdade.

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Política

Vídeo: “Cuidar da Amazônia é um privilégio e uma responsabilidade”, diz Lula em cúpula com presidente da Colômbia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado de encontro com o líder da Colômbia, Gustavo Petro, além de especialistas e ministros em sessão de encerramento da Reunião Técnico-Científica da Amazônia. No evento, Lula pediu cooperação entre países da região para a preservar da floresta e desenvolver políticas sustentáveis para moradores que vivem e tiram o sustento da biodiversidade. O presidente disse que “cuidar da Amazônia é, ao mesmo tempo, um privilégio e uma responsabilidade”, diz O Globo.

Lula também apelou para que metas em comum sejam perseguidas pelos países vizinhos e exaltou a realização da Cúpula de Belém, no Pará, que será realizada em agosto para debater os problemas da região. Em 2025, a capital do estado amazônico também sediará a conferência global do clima (COP).

— A Cúpula de Belém será um momento de correção de rota. A abertura às autoridades locais e à sociedade será um componente essencial dessa nova OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica). É preciso valorizar o papel dos prefeitos, governadores e parlamentares. Não se faz política pública sem participação de quem conhece o território. Para isso, queremos formalizar o Foro de Cidades Amazônicas e o Parlamento Amazônico — disse Lula.

Na cidade de Leticia, localizada na fronteira com o Brasil, os presidentes de ambos os países debatem projetos sustentáveis para a Amazônia. O fórum promove debates a partir da análise de propostas de indígenas, especialistas e integrantes da sociedade civil. Durante sua fala, Lula ressaltou que os países da região deveriam se juntar à meta do Brasil de zerar o desmatamento até 2030.

— Pode ser um objetivo em comum — sugeriu o presidente.

Desde que assumiu o mandato, Lula tem dado prioridade ao tema do meio ambiente em viagens internacionais. Foi assim quando, na França, há duas semanas, disse a chefes de outras nações que o Brasil precisaria de suporte para que os moradores da Amazônia possam estar inseridos em uma economia sustentável.

Lula também tem repetido que conversará com representantes da República Democrática do Congo e da Indonésia para articular propostas conjuntas para a próxima conferência do clima. Os três países possuem as maiores reservas florestais do mundo. A ideia é angariar recursos de “países mais ricos”, como diz Lula, para promover o desenvolvimento sustentável.

Neste sábado, Lula voltou ao assunto:

— (Os países ricos) descumpriram a promessa feita em Copenhage (durante conferência na Dinamarca) de destinar US$ 100 bilhões por ano (para o combate às mudanças climáticas) — reclamou.

A conversa de Lula com o presidente da Colômbia faz parte dos preparativos da Cúpula da Amazônia, que será realizada entre os dias 8 e 9 de agosto. O encontro contará com os países da região amazônica para debater temas como preservação e segurança nas fronteiras.

— Queremos estabelecer um comitê de especialistas da Amazônia, inspirado no Painel Intergovernamental Sobre Mudança do Clima (IPCC), para gerar conhecimento e produzir recomendações baseadas na ciência. A formação de redes de contato entre universidades e instituições de pesquisa contribuirá para estimular a produção de conhecimento local, dinamizar as economias e criar oportunidades para nossa juventude, tão carente de alternativas de estudo e trabalho — discursou Lula.

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Política

“Momento histórico e grande vitória”, diz Lula, sobre reforma tributária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais na manhã desta sexta-feira (7) celebrar a aprovação, em dois turnos, do texto-base da reforma tributária. Segundo ele, este é um “momento histórico”, e é preciso parabenizar a Câmara dos Deputados e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“O Brasil terá sua primeira reforma tributária do período democrático. Um momento histórico e uma grande vitória para o país. Parabéns para a Câmara dos Deputados pela significativa aprovação ontem e ao ministro @Haddad_Fernando pelo empenho no diálogo e no avanço da reforma. Estamos trabalhando para um futuro melhor para todos. Bom dia!”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

A aprovação da medida, que após a conclusão da análise dos destaques em segundo turno será encaminhada ao Senado, é um primeiro passo histórico após décadas de discussão do tema no Congresso. A aprovação da matéria é uma vitória não apenas para o governo, que a considera prioritária, mas também ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que abraçou a proposta e trabalhou ativamente por sua aprovação.

Os deputados aprovaram o texto-base da proposta em segundo turno por 375 votos a 113 e rejeitou o primeiro destaque que poderia alterar o texto do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), segundo a Agência Câmara Notícias. A análise dos destaques será retomada às 10h desta sexta.

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Pesquisa

Pesquisa aponta Lula (63%) como principal nome da esquerda para disputar a Presidência em 2026. No campo da direita, Tarcísio (60,1%) assume a liderança das preferências

Pesquisa Atlas/Intel divulgada nesta quarta-feira (5) revela que, sem Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é citado como melhor nome para a direita por 60,1% dos participantes. No campo da esquerda, no mesmo cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o preferido por 63% dos entrevistados.

Foram ouvidas 3.222 pessoas entre os dias 2 e 4 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa foi realizada após Bolsonaro tornar-se inelegível por oito anos em decisão do Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira, 30 de junho.

No campo da esquerda, Lula lidera com 63%. Ele é seguido pelo atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 14,4%. A opção “outro nome” – que não define candidato específico – aparece com 9,3%. Ciro Gomes (PDT), que participou da corrida eleitoral no ano passado, tem 3,7%. Abaixo, os nomes citados:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 63%
Fernando Haddad (PT): 14,4%
Outro nome: 9,3%
Ciro Gomes (PDT): 3,7%
Camilo Santana (PT): 2,8%
Rui Costa (PT): 1,7%
Marina Silva (Rede): 1,1%
Jaques Wagner (PT): 0,4%
Silvio Almeida: 0,2%
Não sabe: 3,4%.
No cenário com nomes da direita, Tarcísio e Michelle são os mais apontados. Os nomes citados são:

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 60,1%
Michelle Bolsonaro (PL): 17,9%
Romeu Zema (Novo): 8,6%
Ratinho Jr. (PSD): 2,2%
Flávio Bolsonaro (PL): 2%
Tereza Cristina (PP): 0,8%
Magno Malta (PL): 0,5%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 0,3%
Não sabe: 7,5%.
Foi pesquisado também um cenário com nomes considerados de centro:

Outro nome: 38,6%
Simone Tebet (MDB): 32,3%
Geraldo Alckmin (PSB): 8,4%
Márcio França (PSB): 4,2%
Eduardo Leite (PSDB): 2,8%
Raquel Lyra (PSDB): 0,3%
Não sabe: 13,6%.
Quando questionados sobre a imagem dos prováveis candidatos, 54% citam que veem Tarcísio positivamente, 20% não sabem, e 26% têm opinião negativa. Lula, por sua vez, tem 51% de citações positivas, enquanto 3% não sabem, e 46% o veem negativamente:

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 54% positiva; 20% não sabem; e 26% negativa
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 51% positiva; 3% não sabem; e 46% negativa
Simone Tebet (MDB): 45% positiva; 6% não sabem; e 48% negativa
Fernando Haddad (PT): 43% positiva; 6% não sabem; e 51% negativa
Jair Bolsonaro (PL): 43% positiva; 6% não sabem; e 51% negativa
Michelle Bolsonaro (PL): 43% positiva; 9% não sabem; e 49% negativa
Janja: 39% positiva; 16% não sabem; e 45% negativa
Geraldo Alckmin (PSB): 38% positiva; 18% não sabem; e 44% negativa
Flávio Dino (PSB): 37% positiva; 16% não sabem; e 47% negativa
Sergio Moro (União Brasil): 37% positiva; 12% não sabem; e 52% negativa
Romeu Zema (Novo): 35% positiva; 27% não sabem; e 38% negativa
Marina Silva (Rede): 34% positiva; 17% não sabem; e 49% negativa
Eduardo Leite (PSDB): 25% positiva; 36% não sabem; e 39% negativa
Rodrigo Pacheco (PSD): 25% positiva; 29% não sabem; e 46% negativa
Ciro Gomes (PDT): 23% positiva; 23% não sabem; e 54% negativa
Rui Costa (PT): 16% positiva; 45% não sabem; e 40% negativa
Arthur Lira (PP): 15% positiva; 22% não sabem; e 63% negativa.

*Com informações da CNN. 

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Opinião

O Titica

Não há uma mensagem melhor para descrever, em detalhes, a biografia concreta de Bolsonaro do que a pecha que Lula meteu-lhe na testa: Titica.

Não há mais nada a adicionar, não há qualquer destaque nesse carimbo fixado por Lula em Bolsonaro.

Parafraseando a conja, Titica e Bolsonaro serão vistos como uma coisa só.

A escolha do termo por Lula que define Bolsonaro, foi extremamente feliz, que, com meia-dúzia de letras, sintetizou tudo o que esse camarada representa e que sempre representou.

Bolsonaro sempre foi um nulo que viveu à custa dos cofres públicos, assim como seus três filhos que arrotam loas ao setor privado, que jamais botaram os pés em qualquer atividade econômica desse universo.

Mas isso tem uma representação emblemática, porque indica que a direita já vem arrastando a sua falência há duas décadas depois da tragédia que foi o governo FHC, ao qual a mídia trata como o pai da estabilidade econômica sem combinar com os russos.

Na verdade, todo aquele pensamento nada original do Plano Real, que foi um papel carbono do também fracassado Plano Cavallo da Argentina, jamais foi perdoado pela população, tanto que Fernando Henrique Cardoso saiu dos seus dois mandatos com 21% de aprovação, que é, mais ou menos, o tamanho da direita no Brasil.

Então, quando Lula tritura a imagem de Bolsonaro, sapecando nele um adjetivo definitivo, Titica, ele simplesmente corta qualquer forma de azeitar as lambanças acumuladas produzidas pela direita brasileira, pré e pós FHC.

Tanto isso é verdade que está aí novamente a direita sem saber que titica colocará no lugar do titica Bolsonaro.

Lula, como sempre, mostrou um time extremamente aguçado, no momento certo, no lugar certo ao utilizar um termo que não poderia ser mais certo, TITICA, para definir Bolsonaro.

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Política

Lula confirma Nísia Trindade na Saúde: “Ficará até quando eu quiser”

Durante a Conferência Nacional de Saúde, Lula confirmou a permanência de Nísia Trindade na pasta (veja vídeo no final da matéria), diz o Metrópoles.

O presidente disse que ligou para a ministra após notícias afirmarem que a Saúde era alvo de pedidos por parte de integrantes do Centrão. Na ligação, Lula disse à ministra que ela ficasse tranquila.

“O Ministério da Saúde é do Lula, foi escolhido por mim e ficará até quando eu quiser”, afirmou o mandatário. E completou:

“Poucas vezes na vida a gente teve a chance de ter uma mulher no Ministério da Saúde pra cuidar do povo com o coração, como uma mãe cuida de seus filhos”.