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As notas frias da ONG de Karina Ferreira da Gama devem ser parentes de Mario Frias

Karina Ferreira da Gama expandiu significativamente seus negócios após se aproximar de Mario Frias.

Karina Ferreira da Gama é jornalista, empresária e produtora executiva do filme Dark Horse (cinebiografia de Jair Bolsonaro). Ela controla a Go Up Entertainment (produtora do filme) e preside o Instituto Conhecer Brasil (ONG). Também está ligada a outras empresas, como a GO7.

Ela mora na Brasilândia, periferia de SP e, antes, atuava como promotora de literatura cristã.

Após conhecer Mario Frias (deputado federal PL-SP, ex-ator e ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, a partir de cerca de 2020/2022, suas empresas cresceram. Karina participou da campanha eleitoral de Frias (GO7 recebeu R$ 54 mil em 2022).

Ela aumentou o número de empresas e acessou contratos públicos milionários.

O Instituto Conhecer Brasil assinou contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo (gestão Ricardo Nunes) para instalação de Wi-Fi em comunidades — contrato sob investigação da Polícia Civil e MP-SP por suspeitas de irregularidades e execução parcial.

Recebeu emendas parlamentares, incluindo de Frias R$ 1,2 milhões para o Instituto/Academia Nacional de Cultura. Parte desses recursos foi repassada a outros aliados ou empresas, segundo investigações jornalísticas.

Mario Frias é produtor executivo e roteirista do Dark Horse, e os dois são sócios e parceiros no projeto. Há investigações do STF sobre emendas destinadas às entidades dela e questionamentos sobre possível triangulação de recursos para o filme, o que Frias nega.

Situação atual, a Polícia Civil fez buscas na ONG e empresas de Karina por suspeitas de desvio, fraude no contrato de Wi-Fi.

O filme Dark Horse tem orçamento elevado, relatos de dezenas de milhões, com recursos privados, via fundo Havengate, mas o histórico de produção cinematográfica da Go Up é limitado.

Frias e aliados defendem Karina como “honesta e trabalhadora” e negam irregularidades ou ligação direta das emendas com o filme.

Essa expansão é destacada pela ascensão rápida ligada a contatos no bolsonarismo e governos aliados (Nunes, etc.). O caso segue em apuração, com investigações em andamento.


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Política

Rachadinha de Mario Frias: ex-funcionária devolveu parte do salário e pagou despesas de deputado, diz site

Popularmente chamada de rachadinha, a prática costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato

Uma ex-funcionária do gabinete do deputado Mario Frias (PL-SP) devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete e pagou despesas ligadas à família do parlamentar. A denúncia é do site g1.

Comprovantes de PIX, extratos bancários e relatos da ex-assessora indicam transferências para o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo, além de pagamentos destinados à mãe e à esposa do deputado. A prática é conhecida como rachadinha e costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato.

Segundo os documentos obtidos pelo g1, a ex-funcionária Gardênia Morais foi nomeada secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Os registros mostram que ela recebia salários líquidos entre R$ 10 mil e R$ 21 mil e fazia transferências da conta em que recebia os valores para outra conta de sua titularidade. Depois disso, parte do dinheiro era enviada para Raphael Azevedo, para a ex-mulher dele e para outra parente do ex-chefe de gabinete.

Os comprovantes mostram transferências de R$ 4,6 mil em fevereiro de 2023, R$ 5 mil em março, R$ 1,5 mil em abril e R$ 4 mil em março de 2024 para Raphael Azevedo. Também aparecem repasses de R$ 3,2 mil para a ex-mulher do ex-chefe de gabinete em diferentes meses de 2023, além de outros depósitos menores para familiares dele. Os valores identificados somam R$ 35.116.

Gardênia afirmou que existiram outros repasses além dos identificados pela reportagem e disse que “tinha mais pessoas devolvendo” dinheiro no gabinete.

Documentos obtidos pela reportagem também apontam pagamentos ligados à família de Mario Frias. Em janeiro de 2024, Gardênia fez um PIX de R$ 1 mil para Maria Lucia Frias, mãe do deputado. Em dezembro de 2023, ela quitou uma fatura de cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do parlamentar, no valor de R$ 4.832,32.

A reportagem também revelou um saque de R$ 49.999,99 realizado pela ex-funcionária em março de 2024. Segundo os extratos, ela recebeu três depósitos de R$ 50 mil feitos por Raphael Azevedo e pela esposa dele. No dia seguinte, transferiu o valor para outra conta e sacou o dinheiro em espécie. Gardênia disse apenas que entregou a quantia, sem revelar o destinatário.

Em entrevista ao g1, a ex-funcionária confirmou a devolução de parte do salário e afirmou que havia um acordo com Raphael Azevedo e conhecimento de Mario Frias. “O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step’”, declarou.

Ela também afirmou que o deputado acompanhava os repasses. “O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, disse.

Gardênia relatou ainda ter feito cinco empréstimos consignados que somaram R$ 174.886. Segundo ela, apenas um foi para uso pessoal e os demais teriam sido solicitados por Mario Frias e Raphael Azevedo para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2022. “Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa”, afirmou.

O atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos, afirmou ao g1 que desconhece as suspeitas porque entrou no gabinete depois do período citado e disse acreditar que o deputado também não tinha conhecimento. Segundo Ramos, “aparentemente são ex-funcionários aproveitando a situação midiática”. Raphael Azevedo não respondeu aos questionamentos da reportagem.

*BdF


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Política

Com Eduardo Bolsonaro, Mário Frias, produtor de Dark Horse, busca “investimentos culturais” no Bahrein

Em meio à revelação do elo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Mário Frias se encontra com Eduardo Bolsonaro no Bahrein usando como justificativa missão para “apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais”.

rodutor-executivo do filme Dark Horse, que narra a versão da ultradireita sobre Jair Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) viajou ao Bahrein na companhia de Eduardo Bolsonaro (PL) para, segundo ele, apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein”.

“Hoje, retorno oficialmente ao Bahrein para uma agenda no Bahrain Economic Development Board (EDB), agência do Governo do Bahrein responsável pela atração de investimentos e pelo desenvolvimento econômico do país. Durante os encontros, apresentei propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein, com o objetivo de fomentar nossas culturas no cenário internacional e ampliar as oportunidades de integração econômica e criativa entre os dois países”, afirmou nesta segunda-feira (18) o deputado, que teve a viagem, que começou no dia 12, bancada pelo governo do Bahrein.

Frias pediu licença à Câmara para viajar em missão ao país do Golfo Pérsico, embora não faça parte de nenhuma comissão de cultura no legislativo.

Na publicação na rede X, em que aparece ao lado de Eduardo Bolsonaro, Frias, que fez dois filmes sobre o ex-presidente, diz que seguirá “trabalhando para consolidar o Brasil como uma referência cultural e criativa no mundo”.

Fugindo do STF
Há mais de um mês, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta intimar Frias a dar explicações sobre o envio de emendas parlamentares para a produção do filme Dark Horse.

O longa está

no centro do escândalo do Caso Master após a divulgação pelo site The Intercept de um áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Daniel Vorcaro do repasse de parte dos 24 milhões de dólares que teriam sido prometidos pelo banqueiro para a produção.

Dino já intimou os bolsonaristas Mário Frias, produtor executivo do filme, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que teriam mascarado repasses de verba pública das emendas para financiar a obra, a se manifestarem formalmente.

“Em Despacho de 21 de março de 2026 (e-doc. 3.626, Id. 8dfc6602), determinei a intimação da Câmara dos Deputados, bem como dos Exmos. Deputados Federais Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, para que se manifestassem. Até o momento, além da Câmara dos Deputados, já se manifestaram os Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Não houve, ainda, a manifestação do Deputado Mário Frias”, diz Dino em despacho nesta sexta-feira (15).

Segundo o ministro, “Tabata Amaral complementou as informações anteriormente prestadas, noticiando outras condutas do Deputado Federal Mário Frias, que teriam conexão com a alegada execução ilícita de emendas parlamentares para ONGs e projetos culturais”.

Rastro do dinheiro público
A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, está no centro de investigações sobre o uso de verbas públicas. A entidade recebeu R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, para a instalação de Wi-Fi em áreas carentes.

A teia de empresas de Karina Gama, produtora executiva do longa, conecta-se a emendas Pix de parlamentares do PL e a projetos obscuros de letramento digital.

Além disso, o deputado Mario Frias enviou R$ 2 milhões em emendas para a produtora do filme, o que levanta questionamentos sobre a finalidade dos recursos.

Diante do escândalo, a produtora Go Up emitiu nota negando qualquer aporte de Vorcaro, alegando que o filme foi financiado por investidores privados sob acordos de confidencialidade. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue a orientação do pai de ‘ficar firme’, negando irregularidades e clamando por uma CPI para investigar o Banco Master — uma manobra de distração para desviar o foco da sua própria participação na negociação, analisada neste artigo de opinião.


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Política

Resposta de produtores de filme sobre Bolsonaro amplia crise de Flávio

Mario Frias e produtora negam dinheiro de Vorcaro no filme sobre Bolsonaro, mas não explicam destino de US$ 10,6 milhões citados pelo Intercept

As notas divulgadas pela produtora GOUP Entertainment e pelo deputado federal Mario Frias após a revelação de documentos, mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro acabaram ampliando a crise política em torno do senador e do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

O principal ponto das manifestações divulgadas pelos responsáveis pelo projeto foi a tentativa de negar que recursos de Daniel Vorcaro ou do Banco Master tenham sido usados para financiar o longa. O problema é que as notas acabaram deixando sem resposta justamente o destino dos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões — apontados em documentos revelados pelo Intercept Brasil.

Segundo a reportagem, os valores teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações relacionadas ao financiamento do projeto cinematográfico.

Na nota divulgada pela GOUP Entertainment, a produtora afirma que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os financiadores do filme.

Mario Frias reforçou a mesma linha.

“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, afirmou o deputado federal e produtor executivo do longa.

O empresário Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-ditador João Figueiredo e aliado da família Bolsonaro, também saiu em defesa do projeto nas redes sociais e afirmou que o filme não recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.

A mobilização de aliados para reforçar publicamente a negativa sobre os recursos acabou ampliando ainda mais o debate político em torno do caso, principalmente porque os documentos mencionados pelo Intercept Brasil apontam pagamentos milionários associados ao financiamento do filme.

A reportagem questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro sobre esse ponto: se os valores mencionados nos documentos não foram destinados ao filme, para onde o dinheiro teria sido enviado? Até a publicação desta matéria, não houve resposta.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Mario Frias ter afirmado que, “ainda que houvesse” dinheiro de Vorcaro no projeto, “não haveria problema algum”, alegando que se trataria de uma relação privada sem uso de dinheiro público.

A declaração foi vista por integrantes da oposição como uma mudança parcial na estratégia de defesa adotada inicialmente pelos envolvidos no caso. Primeiro, a linha das manifestações públicas buscou negar qualquer ligação financeira entre Vorcaro e o filme. Agora, além da negativa, a nova nota também sustenta que eventual aporte privado não configuraria irregularidade.

Na mesma nota, Mario Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme nem na produtora responsável pelo projeto.

“Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, escreveu.

A declaração acabou reforçando a percepção de que Flávio Bolsonaro participava das articulações para captação de recursos do longa, algo que ajuda a explicar os áudios revelados pelo Intercept Brasil em que o senador aparece cobrando pagamentos e relatando preocupação com a continuidade do projeto.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, as notas divulgadas pelos responsáveis pelo filme também deslocaram o foco da crise. Inicialmente, o centro da discussão estava na relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Agora, o debate passou a girar também em torno do destino dos recursos mencionados nos documentos revelados pela reportagem.


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Opinião

Vídeo: O faniquito de Luiz Lima e de Bolsonaro, a agressão de Mario Frias a Guga Noblat, é desespero que chama

É nítido o sumiço de grande parte do gado bolsonarista nas redes, até porque todo o clã está piando fino pelo momento delicado porque estão passando perante a justiça brasileira.

Soma-se a isso o avanço das investigações contra todo o tipo de crimes de Bolsonaro e aliados. O resultado é um desespero, um barata voa, com os nervos à flor da pele de quem não tem mais poder nenhum e tem muito o que responder à justiça.

Com Moro não é diferente.

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Política

Deputado Mario Frias xinga e derruba celular de jornalista na Câmara

O deputado federal e ex-secretário especial de Cultura Mario Frias (PL-SP) foi filmado xingando e batendo no celular do jornalista Guga Noblat durante audiência na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados, realizada hoje.

No vídeo, Frias parece dizer algo a Noblat e, em seguida, bate no celular que filmava a cena.

Em suas redes sociais, o jornalista postou o vídeo e disse ter sido chamado de “anão” pelo deputado. Noblat afirmou que começou a gravar após ter sido xingado por Frias.

O clima tá ficando gostoso aqui dentro da Comissão de Comunicação. Deputado Mário Frias acaba de me agredir. Primeiro me chamou de “anão”, aí quando fui grava-lo me ofendendo, ele arrancou meu celular da minha mão. Fica frio, Mário”.Guga Noblat, no Twitter

Em outra postagem, Noblat diz que não tinha se dirigido a Frias e que o deputado “veio para cima com ofensas”.

Eu sequer tinha me dirigido ao Mário Frias. Ele veio para cima de mim com ofensas pq no ano passado eu o entrevistei no Morning Show e abordei questões sobre suspeitas de corrupção contra ele, como não soube responder, está no ódio até hoje pelo visto”.Guga Noblat, no Twitter

Confira

*Com Uol

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Política

Mario Frias contrata sem licitação por R$ 3,6 milhões empresa sem funcionários e com sede em caixa postal

Dona de construtora registrada na Paraíba não sabe detalhes da obra que fará para a Secretaria Especial da Cultura no Centro Técnico Audiovisual (CTAv), no Rio de Janeiro, prédio com risco de incêndio e desabamento.

Segundo O Globo, o secretário especial da Cultura, Mario Frias, contratou sem licitação, por R$ 3,6 milhões, uma empresa sem funcionários e sediada em uma caixa postal dentro de um escritório virtual. Aberta em maio de 2019, a Construtora Imperial Eireli, da Paraíba, deverá prestar serviços de conservação e manutenção do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), um edifício da União que reúne relíquias do cinema nacional em Benfica, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A empreiteira virtual pertence a Danielle Nunes de Araújo — que, no início do ano passado, se inscreveu no programa de auxílio emergencial do governo e recebeu o benefício por oito meses seguidos.

Em agosto, um estudo técnico encomendado pelo próprio CTAv apontou risco de incêndio e desabamento de parte da estrutura. Num dos trechos, o documento ressalta que há “desaprumo de telhas na fachada frontal”, que pode cair a qualquer momento. Funcionários chegaram a contar que tinha até rato caindo do teto.

Em novembro, Mario Frias assinou a contratação da Construtora Imperial, por meio de uma portaria de dispensa de licitação, para resolver o problema. A empresa está localizada a 2.400 km do Rio de Janeiro e tem como endereço um escritório virtual especializado em fazer “gestão de correspondências” para dezenas de firmas. Por telefone, Danielle Nunes de Araújo confirmou que costuma realizar reuniões no local para tratar de contratos. No entanto, o dono do local, Alcir Lima, diz que não se lembra de ter recebido presencialmente a dona ou qualquer funcionário da Imperial.

O prédio do CTav em 2013 Foto: Camilla Maia

O prédio do CTav em 2013 Foto: Camilla Maia

De acordo com a base de dados do Ministério da Economia, a Construtora Imperial não registrou funcionário algum em sua última declaração da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), entregue em 2019, ano em que foi fundada. Segundo a pasta, as informações devem ser atualizadas anualmente.

A Construtora Imperial nunca prestou serviços para o governo federal. Além disso, a empresa não tem um site ou qualquer meio eletrônico que detalhe os serviços que ela presta.

Entre parentes e pessoas próximas, Danielle não é conhecida como empresária do ramo da construção, mas sim como dona de casa de perfil discreto e que recentemente estava passando por dificuldades financeiras. No início do ano passado, ela se inscreveu no programa de auxílio emergencial do governo Federal e recebeu o benefício por oito meses seguidos — R$ 3,9 mil no total.

Ao ser questionada pelo GLOBO, Danielle não soube dar detalhes dos serviços para o qual foi contratada. Disse apenas que era para “demolir e reconstruir um prédio lá no Rio”. O edital de contratação da Secretaria Especial de Cultura, no entanto, não trata de qualquer “demolição” do prédio. O documento destaca que os recursos empenhados na obra servirão para a realização de “serviços técnicos especializados na área de engenharia para manutenção preventiva, corretiva, conservação predial e arquitetônica”.

O contrato de R$ 3,6 milhões com o governo Federal foi o maior negócio já fechado pela Construtora Imperial. Antes, havia prestado apenas pequenos serviços para prefeituras da Paraíba. Com Sertãozinho, por exemplo, fechou um contrato de R$154 mil. Com Guarapari da Paraíba, outro negócio foi firmado, por R$ 190 mil. Ambos na área de obras esportivas.

Procurada, Cultura não respondeu

Procurada por e-mail e por telefone ao longo dos últimos dias, a secretaria de Cultura não respondeu aos questionamentos da reportagem nem disse por que uma empresa que não tem sede nem funcionários foi contratada sem licitação. O órgão também não respondeu quais os critérios foram adotados para a escolha da construtora e não esclareceu se fez vistoria prévia na empresa.

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Bolsonaro conseguiu colocar a cultura em chamas

Bolsonaro conseguiu colocar a cultura em chamas, depois de quase três anos em que deixou a Cinemateca asfixiada, sem dinheiro para funcionamento.
O incêndio atingiu uma instituição que guarda a memória audiovisual do século XIX, XX e XXI. Acervos de Glauber, Vera Cruz, Oscarito e Grande Otelo. Da Tv tupi e do canal 100.

Assassinato da memória. Impossível não lembrar das fogueiras de livros dos nazistas, ainda que agora as consequências sejam bem mais graves: muito desses filmes em nitrato são irrecuperáveis, e alguns não tem cópia.

Não uso eufemismos para falar da destruição que se aprofunda a cada dia…. “incompetência”, desorganização, populismo, confusão, etc.. o que está em curso é um projeto, não é mero acidente de percurso.

Em qualquer país civilizado, o Ministro do Turismo, Gilson Machado, responderia por essa tragédia. Ele certamente vai sumir nos próximos dias. Vai colocar na mídia o espantalho útil para diversionismo, Mario Frias. Quem deve ser responsabilizado são seus chefes, a começar pelo presidente da República.

*Alfredo Manevy – Foi Secretário Executivo do Ministério da Cultura na gestão Juca Ferreira

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Apenas três artistas na posse de Regina Duarte: Carlos Vereza, Rosamaria Murtinho e Mário Frias

Artistas boicotam Regina Duarte. Isso está mais do que claro.

A classe artística não ignorou a posse de Regina Duarte, que assumiu a Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro.

A classe artística se afastou da atriz global para azedar sua posse.

Foi uma dura resposta para quem preferiu se juntar ao fascismo do que à dignidade e a decência.

Mas o azedo não para aí.

Participaram da solenidade apenas um ou outro parlamentar.

Ou seja, Regina entra na roubada sem apoio político nenhum e sob um bombardeio de olavistas dementes que se juntavam a ela nas manifestações contra Dilma e, depois, em apoio a Bolsonaro.

Regina, que postou em seu Instagram uma montagem com artistas que, segundo ela, prestavam apoio ao seu ingresso no cargo, no governo Bolsonaro, como Carolina Ferraz, Ary Fontoura e Maitê Proença, exigiram que a atriz tirasse seus nomes da postagem.

Hoje ficou claro que muito mais gente de seu meio quer distância dos fascistas.

Esse pelo menos foi o recado que ficou nas entrelinhas.

A única coisa que está sendo comentada da posse de Regina Duarte é o look das cajazeiras do Odorico Paraguaçu na foto em destaque.

 

*Da redação