Categorias
Política

Renan Calheiros: emenda de Hugo Motta foi proposta para beneficiar Henrique Vorcaro

Lobista que mais brigou pela aprovação desse jabuti, inserido no projeto de lei, foi o pai de Daniel Vorcaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PI), foi o autor de uma emenda ao projeto de lei que criou o Sistema Brasileiro de Comércio e Emissões de Gases do Efeito Estufa. O texto obriga as seguradoras e entidades de previdência complementar do Brasil a investirem, no mínimo, um por cento de suas reservas técnicas anuais em créditos de carbono. Ou seja, garante fluxo de dinheiro, até mesmo de entidades de previdência, para as empresas que atuam na área, como ao menos duas de Henrique Mourão Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

Na última terça-feira, 12 de maio, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, criticou a emenda de Hugo Motta e apontou o possível motivo para que ela fosse elaborada.

“Lamentavelmente, há uma outra emenda, desta vez aprovada, que foi proposta pelo presidente da Câmara para obrigar que fundos de previdência e de pensão aportassem dinheiro nesses fundos no banco Master. Essa emenda foi aprovada e sancionada. E a cunhada do presidente da Câmara recebeu R$ 140 milhões do Master a pretexto de empréstimo que venceu, nunca foi cobrado e nunca teve parcela paga”, disse Renan. “A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais. A cada dia temos envolvimento de pessoas em casos mais escabrosos do que os já conhecidos”.

O senador encaminhou ao Ministério da Previdência Social requerimento de informações sobre acesso às auditorias realizadas pela pasta em operações, contratos e investimentos dos fundos de previdência dos estados e municípios relacionados direta ou indiretamente a negócios do Banco Master.

“Precisamos verificar, portanto, qual foi a exposição dos recursos previdenciários subnacionais às estruturas financeiras fraudulentas e criminosas”, aformou.

O lobista que mais brigou pela aprovação desse jabuti, inserido no projeto de lei, foi o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Mourão Vorcaro, preso na semana passada. Ele e a filha, Natalia Vorcaro Zettel, são os controladores de duas empresas que se beneficiariam da nova lei: a Global Carbon e a Alliance Participações. A Confederação Nacional das Seguradoras foi ao Supremo Tribunal Federal, em março deste ano, questionou a constitucionalidade da emenda de Hugo Motta, apresentada no dia 21 de dezembro de 2023. Na época, ele ainda não era o presidente da Câmara.

O Ministro Flávio Dino já votou no processo e concordou com as seguradoras. Entendeu que não se pode obrigar um segmento específico do mercado, que inclusive não é gerador de gases do efeito estufa, a investir na compra de créditos de carbono. “O critério de diferenciação – ser sociedade seguradora, entidade aberta de previdência complementar, sociedade de capitalização e ressegurador local – não está diretamente vinculado ao propósito da norma, na medida em que tais entidades não são as maiores contribuintes para a emissão de gases de efeito estufa. Há, portanto, violação ao princípio da isonomia”.

O STF vai retomar o julgamento no fim desta semana. A Procuradoria Geral da República e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli seguiram na mesma linha do relator Flávio Dino. Eles argumentaram que deve recair sobre o poluidor o ônus de fazer esse tipo de investimento, em créditos de carbono.

Procurado pelo ICL Notícias, a assessoria do presidente da Câmara enviou a seguinte resposta: “A emenda apresentada à época pelo deputado Hugo Motta foi resultado de um acordo partidário. O objetivo é garantir que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. A proposta foi aprovada pelas duas Casas do Legislativo, ou seja, pelos deputados e pelos senadores, e sancionada pelo presidente da República.”

Em março, Bianca Medeiros, cunhada de Hugo Motta, admitiu ao jornal Valor Econômico ter feito um empréstimo de R$ 22 milhões no Banco Master, em 2024, para comprar um terreno em João Pessoa, na Paraiba — valor menor que o divulgado por Renan Calheiros. “O contrato de crédito mencionado pela reportagem foi celebrado em condições usuais de mercado, mediante garantias fiduciárias compatíveis com o valor da operação e com previsão de quitação no curso normal do contrato, conforme as cláusulas pactuadas entre as partes”, informou Bianca.

O senador Ciro Nogueira apresentou uma emenda para aumentar o tamanho do Fundo Garantidor de Crédito e, assim, favorecer o Banco Master. Ela se tornou conhecida como emenda Master e hoje é motivo de investigação da Polícia Federal. A emenda de Ciro Nogueira não avançou no Senado. Já a emenda de Hugo Motta, na Câmara, foi aprovada e entrou no projeto de lei, sancionado pela Presidência da República, no dia 11 de dezembro de 2024, que agora é motivo de debate no STF.

*Heloisa Villela/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siganos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

Master: Renan Calheiros diz que Motta e Lira pressionaram TCU contra liquidação

Senador não detalhou como teria sido atuação; Arthur Lira afirmou que Renan Calheiros ataca “sem provas seus adversários”

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, nesta segunda-feira (19/1), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) pressionaram membros do Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de reverter uma decisão do Banco Central que liquidou o Banco Master.

Renan confirmou ao Metrópoles ter recebido informações de que Motta e Lira teriam atuado para influenciar os rumos de um processo da Corte de Contas que analisa a atuação do BC no caso Master. O ex-presidente do Senado não detalhou como teria ocorrido a pressão.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve a liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central em novembro passado. Segundo o Metrópoles, a autoridade monetária argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da sua situação econômico-financeira da instituição

À época, o BC também afirmou que o Master violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

O caso chegou ao Tribunal de Contas da União depois de o Ministério Público junto ao TCU afirmar que existem suspeitas de que o BC falhou na supervisão da instituição financeira. A relatoria do processo ficou com o ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado pelo Republicanos e indicado ao posto pela Câmara.

Renan Calheiros, que é adversário de Lira em Alagoas, indicou que o ex-presidente da Casa e o sucessor teriam pressionado membros do TCU a reverter a liquidação decretada pelo BC no âmbito do processo relatado por Jhonatan de Jesus e em outros casos.

Em um dos despachos feitos dentro do processo apresentado pelo MP, Jhonatan de Jesus chegou a sugerir que a decisão do BC poderia ser reavaliada pela Corte de Contas. “Não se descarta que venha a ser apreciada, em momento oportuno, providência cautelar voltada à preservação do valor da massa liquidada e da utilidade do controle externo”, disse.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Política

Renan Calheiros acusa Câmara de enviar texto diferente do acordado sobre a dosimetria

Senador diz que versão apresentada antes aos senadores é diferente da aprovada pelos deputados

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) acusou a Câmara dos Deputados de ter aprovado um texto diferente daquele que teria sido apresentado previamente ao Senado no debate sobre o projeto que altera regras de dosimetria penal, tratado nos bastidores como uma anistia indireta aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Em entrevista à CNN nesta terça-feira (16), Renan afirmou que houve um descompasso grave entre o que foi sinalizado politicamente e o que acabou sendo votado.

O senador afirmou que o tema foi discutido em uma reunião ocorrida na noite de segunda-feira (15) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além do líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM). Durante a entrevista, Renan detalhou o teor da conversa:

“Ontem à noite, nós tivemos uma longa reunião, eu e o líder do MDB, senador Eduardo Braga, com o presidente do Senado e com o senador Rodrigo Pacheco. Nós conversamos bastante, analisamos o texto, o equívoco que significou a Câmara dizer que mandaria um texto e, na prática, ter mandado um texto completamente diferente”, afirmou.

Segundo Renan, o problema central está no alcance da proposta aprovada pela Câmara. “Para você beneficiar setores que participaram de um evento, você utiliza norma de caráter geral, liberando de vez, possibilitando uma revisão criminal no Brasil inteiro”, disse. Na avaliação do emedebista, a opção por uma regra geral transforma um debate que seria pontual em um mecanismo de impacto nacional sobre o sistema penal.

Renan deixou claro que, no seu entendimento, o Senado não tem condições políticas nem institucionais de votar a matéria neste momento. “Nós dissemos ao presidente Davi Alcolumbre que, no nosso entendimento, o Senado não tem como apreciar uma matéria dessa ordem agora, porque, sob qualquer perspectiva que você analisar, ela é um retrocesso do ponto de vista jurídico e do ponto de vista institucional”, afirmou.

O senador foi além ao relacionar o texto aprovado na Câmara com efeitos diretos sobre investigações em curso. “É um desestímulo à investigação da Polícia Federal”, disse, ao sustentar que a proposta enfraquece a responsabilização penal e cria incentivos para pedidos de revisão criminal em série.

Texto mais restrito e o limite político
Senadores ouvidos pela reportagem em caráter reservado afirmam que a crítica de Renan reflete uma avaliação compartilhada por outros parlamentares. Segundo essas fontes, o texto que teria sido apresentado informalmente ao Senado era mais direcionado aos crimes do 8 de janeiro, com redação pensada para não irradiar efeitos para outros casos e para não alcançar Jair Bolsonaro.

De acordo com esses integrantes da articulação, essa versão mais restrita ajudaria a sustentar o discurso de correção de excessos nas condenações do 8 de janeiro sem criar uma regra geral capaz de beneficiar réus e condenados em investigações diversas pelo país. A mudança de escopo explicaria, segundo essa leitura, a alteração no clima político em torno da pauta ao longo da última semana — percepção que o próprio Renan descreveu ao falar em surpresa e resistência crescente no Senado.

Essa avaliação dialoga diretamente com a fala pública do senador. Ao criticar o uso de uma “norma de caráter geral”, Renan aponta justamente para o risco de um efeito expansivo da lei, algo que, nos bastidores, passou a ser visto como politicamente tóxico para o Senado.

‘O surpreendente’ e a quebra de expectativa
Renan também relatou o que chamou de “o surpreendente” no processo de tramitação. Segundo ele, na semana passada, horas antes da matérias ser aprovada na Câmara, ​presidente do Senado anunciou, em plenário, ter “compromisso” de votar PL da Dosimetria neste ano e que estaria há meses conversando com Motta e líderes do senado. “O surpreendente foi, no plenário, o presidente do Senado dizer que tinha feito um acordo para, na sequência, apreciar a matéria no Senado Federal”, afirmou Calheiros.

Ele disse que houve resistência de senadores e que, diante disso, passou-se a aguardar o texto. “Alguns senadores ficaram contra, inclusive eu, e passamos a aguardar o texto”, relatou. Foi nesse contexto que, segundo Renan, outro texto teria sido apresentado a Davi Alcolumbre e a líderes partidários.

“Um outro texto tinha sido apresentado tanto ao presidente Davi Alcolumbre quanto a alguns líderes partidários”, afirmou. A expectativa, segundo ele, era de uma versão mais delimitada. A frustração veio, na sequência, com a aprovação, pela Câmara, de uma redação mais ampla. “De repente, a surpresa: a Câmara novamente aprovou um texto para abrandar, para liberar geral, para possibilitar a revisão criminal em vários estados do Brasil, de pessoas que cometeram crimes variados”, disse.

Desconfiança e o temor do retorno à Câmara
A desconfiança em relação ao texto aprovado ajuda a explicar, segundo senadores ouvidos pela reportagem, a preocupação crescente no Senado com a possibilidade de o projeto voltar à Câmara dos Deputados após eventuais mudanças feitas pelos senadores. Parte considerável da Casa não acredita que a Câmara manteria alterações que restrinjam o alcance da proposta.

Nesse contexto, ganhou força entre senadores a defesa de uma estratégia mais dura: rejeitar integralmente o texto vindo da Câmara e apresentar um projeto próprio do Senado. A avaliação é que, dessa forma, a palavra final sobre o conteúdo ficaria com os senadores, reduzindo o risco de novas mudanças de última hora e de um novo impasse entre as Casas.

Para esse grupo, a acusação feita por Renan sobre a existência de versões diferentes do texto reforça o argumento de que não há segurança política nem jurídica para confiar que um eventual acordo será respeitado no retorno da matéria à Câmara.

Crise de confiança entre Câmara e Senado
Na leitura de parlamentares, a fala de Renan expõe uma crise de confiança na relação entre Câmara e Senado em torno do projeto. Se a narrativa de que circularam versões diferentes do texto se consolidar, a presidência do Senado ganha argumento para retardar a tramitação sob a justificativa de insegurança jurídica e falta de clareza sobre o alcance da proposta.

Ao insistir que o projeto representa um retrocesso jurídico e institucional, Renan também sinaliza qual seria, em tese, a única saída possível: amarrar explicitamente o escopo da lei, afastando qualquer interpretação que permita a aplicação ampla das novas regras de dosimetria e execução penal.

Enquanto isso, a entrevista do senador reforça a avaliação de que o projeto, do jeito que saiu da Câmara, enfrenta resistência crescente no Senado e pode acabar empurrado para um debate mais longo, com pedidos de vista, alterações profundas ou até a construção de um novo texto.

O ICL Notícias procurou o senador Renan Calheiros e sua assessoria para entender quais seriam, concretamente, as diferenças entre o texto que teria sido apresentado por Hugo Motta aos senadores e a versão que foi levada a voto e aprovada na Câmara dos Deputados, porém até o momento não houve retorno sobre os questionamentos. O espaço segue aberto para manifestação.

*ICL


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtqB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista

Siga-no no Instgram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1OD

Categorias
Política

Renan Calheiros: “O rei Arthur está nu”

Adversário político de Lira reagiu à descoberta de pagamentos a “Arthur”, no valor de R$ 650 mil, feitos no âmbito de esquema de desvios em contratos de kit robótica.

Senador e adversário político do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), em Alagoas, Renan Calheiros (MDB-AL) reagiu à descoberta da Polícia Federal de pelo menos 30 pagamentos a “Arthur”, no valor de R$ 650 mil, feitos no âmbito do esquema de desvios em contratos de kit robótica.

“O rei Arthur está nu!”, publicou Renan Calheiros no Twitter.

Após as menções a Lira nos documentos encontrados pelos investigadores, a PF encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Lira conta com foro privilegiado.

Os documentos foram apreendidos em operação da PF em um endereço de Luciano Cavalcante, auxiliar de Lira. Luciano Cavalcante estava lotado na Liderança do PP na Câmara e é conhecido em Brasília como uma das pessoas de maior confiança de Arthur Lira. Ele foi exonerado após a operação de busca e apreensão no âmbito da investigação em contratos de kit robótica.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Renan Calheiros pede ao CNJ afastamento do juiz que restabeleceu prisão de Tacla Durán, por ser amigo de Moro

O senador Renan Calheiros (MDB) disse que entrou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para pedir o afastamento do desembargador Marcelo Malucelli, que restabeleceu esta semana a prisão de Tacla Duran. O desembargador é pai de um sócio do ex-juiz e senador Sergio Moro em um escritório de advocacia.

“Entrarei no CNJ pedindo o afastamento do desembargador Marcelo Malucelli, que restabeleceu a prisão de Tacla Duran, vítima de extorsão da Lava Jato. O filho dele, João Malucelli, é sócio de Sérgio Moro em um escritório de advocacia. Espero a condenação que foi dada a Dallagnol”, afirmou Renan no Twitter.

A ordem de prisão expedida nesta terça-feira contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, que denunciou o senador e ex-juiz, Sergio Moro, e o deputado e ex-chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi assinada por Marcelo Malucelli, desembargador recém-nomeado ao TRF-4 e pai do advogado João Eduardo Malucelli, sócio de Moro em um escritório de advocacia.

João Eduardo integra a Wolff & Moro Sociedade de Advogados.

Segundo a assessoria de Moro, ele e a mulher, a deputada Rosângela, estão “afastados das atividades do escritório desde o início do mandato parlamentar (em fevereiro), permanecendo no quadro social somente como associados”.

Tacla Duran denunciou advogados ligados a Moro e Dallagnol de tentar extorqui-lo enquanto réu da Lava Jato. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que apenas a suprema Corte poderia analisar o caso foi desobedecida por Malucelli ao restabelecer a prisão de Tacla Duran.

*Com 247

*247

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Renan Calheiros pede vigília em aeroportos para Bolsonaro não fugir

Depois de tudo o que todos sabem que Bolsonaro cometeu de insanidades, é difícil acreditar que vá passar apenas 2 ou 3 meses nos EUA, como afirma.

Sua encrenca com a justiça é muito maior do que se possa imaginar. Bolsonaro sabe perfeitamente bem que, se ficar no Brasil, inevitavelmente será preso.

Como ainda não há nada que o impeça de sair do país, Bolsonaro aproveita a sua condição de presidente da República até a meia-noite de sábado, e prepara sua viagem para esta quarta-feira.

Com certeza, com tudo o que deve à justiça brasileira, Bolsonaro não porá mais os pés em solo brasileiro.

O senador Renan Calheiros, que foi relator da CPI da covid, conhece bem os crimes cometidos por Bolsonaro e, por isso, pede que brasileiros façam vigília em aeroportos para impedir que o ainda presidente, ponha em prática sua fuga.

A conferir

https://twitter.com/BrasilPost13/status/1607410046815567876?s=20&t=HZe-am6-Y50iyTce7BL9og

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Justiça

Renan Calheiros afirma que Bolsonaro está “apavorado” e que anistia “não acontecerá”

Parlamentar disse que é preciso dar consequência a todas as investigações contra o atual mandatário.

Brasil de Fato – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que uma anistia a Jair Bolsonaro (PL) não acontecerá. “Bolsonaro está apavorado, querendo uma anistia, um acordo de não punição. Mas isso, na circunstância em que ele criou no Brasil, é difícil de acontecer”, disse o relator da CPI da Covid, em entrevista ao UOL.

O parlamentar afirmou que é “preciso dar consequência a todas as investigações, inclusive aquelas que foram postas pela CPI. Não dá para passar pano nisso. Bolsonaro é responsável por uma grande quantidade de mortes no Brasil. A CPI demonstrou que se ele tivesse feito a sua parte, comprado as vacinas no momento em que foram oferecidas, nós teríamos salvo uma quantidade significativa de vidas”.

Segundo um estudo do epidemiologista e pesquisador da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal, o governo federal poderia evitar cerca de 400 mil mortes por covid-19 caso tivesse adotado outra postura durante a pandemia, de apoio às medidas de contenção do vírus e de compra de imunizantes.

“Quatro de cada cinco mortes teriam sido evitadas se estivéssemos na média mundial. Se nós estivéssemos na média, como um aluno que tira nota média na prova, nós teríamos poupado 400 mil vidas no Brasil” disse Pedro Hallal, em depoimento à CPI, em junho do ano passado.

“Isso, em benefício da própria democracia, precisa ser investigado, absolutamente tudo. O tratamento que a Procuradoria-Geral da República deu à investigação da CPI é um absurdo. Bolsonaro foi denunciado por nove crimes, e a procuradoria já o isentou em oito. Mas ele é acusado de crimes contra a humanidade. Esses crimes são imprescritíveis, transnacionais, isso não ficará sem ser investigado”, afirmou Calheiros.

Os pedidos de arquivamento das investigações enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) foram assinados pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, braço direito de Augusto Aras na PGR. Ela afirmou que as conclusões da CPI foram “políticas” e não podem ser transportadas para a área jurídica “de forma automática”.

Bolsonaro foi acusado dos crimes de charlatanismo, prevaricação, infração de medida sanitária preventiva, emprego irregular de verba pública e epidemia com resultado de morte.

“A democracia só se completará se nós avançarmos nessa investigação. Isso precisaria acontecer no Brasil”, concluiu Calheiros.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Justiça

Renan diz que governador de Alagoas foi alvo de “Gestapo bolsonarista”

Senador ataca PF e ministra do STJ que afastou Paulo Dantas a 19 dias da eleição.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) decidiu ir à guerra contra a Polícia Federal após a operação que afastou o governador de Alagoas, Paulo Dantas.

Ele acusa a superintendência estadual da PF de estar a serviço do presidente da Câmara, Arthur Lira, seu rival na política alagoana.

— Foi uma operação claramente política. Afastaram o governador a 19 dias da eleição e com base numa suspeita de 2017, quando ele era deputado estadual. Isso é mais uma demonstração de que é possível criar uma Gestapo bolsonarista no Brasil — ataca Renan.

Há seis dias, o senador havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral que ordenasse a troca da superintendente da PF em Alagoas, delegada Juliana Pacheco.

Na ação, ele afirma que agentes da PF teriam invadido um hotel sem mandado judicial para abordar o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB-AL).

Na segunda-feira, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, deu 48 horas para que a PF explique a abordagem ao deputado.

Renan também promete ir ao Conselho Nacional de Justiça contra a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que determinou o afastamento de Paulo Dantas.

— Laurita é uma ministra bolsonarista e não tinha competência para atuar neste caso — ataca.

O senador tentará convencer o ex-presidente Lula a não desmarcar a visita a Maceió prevista para quinta-feira. O petista já conversou com o senador eleito Renan Filho (MDB-AL), mas ainda não decidiu se manterá a viagem.

*Bernardo Mello Franco/O Globo

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

“Acredito na vitória no 1º turno”: Renan Calheiros põe Tebet de lado e defende apoio do MDB a Lula

“Não há espaço político, eleitoral ou matemático para a terceira via”, diz o senador Renan Calheiros em entrevista ao GGN

O senador Renan Calheiros disse em entrevista exclusiva à TVGGN que acredita na vitória de Lula (PT) no primeiro turno da eleição presidencial de 2022. O senador afirmou que a pré-candidatura da senadora Simone Tebet à Presidência tende a ser rejeitada na convenção partidária se não decolar até o começo de maio. Para Calheiros, não há viabilidade eleitoral para a chamada “terceira via” e o MDB deveria apoiar Lula já no primeiro turno.

“Eu acredito na vitória [de Lula] no primeiro turno. O tempo está decantando as eleições. Muita gente já deixou de ser candidato: Mandetta, Amoedo, Huck, Alessandro [Vieira], Moro. Ser candidato sem densidade eleitoral é muito ruim. O MDB já colheu esse resultado. Na última eleição, com a candidatura equivocada de Henrique Meirelles, que teve 1% dos votos, tivemos uma redução pela metade da nossa bancada de deputados e senadores”, frisou Renan Calheiros.

“Eu tenho admiração grande pela Simone Tebet, mas se não houver uma mexida na fotografia das pesquisas, ela não pode ser a candidata. Dificilmente o MDB, na convenção nacional, vai homologar sua candidatura”, apontou.

“Temos que estabelecer um prazo com ela, respeitosamente. Até os primeiros dias de maio, para que se não houver mudança substancial na competividade da sua candidatura, nós possamos conversar com uma corrente majoritária no MDB, para desde o primeiro turno apoiar a candidatura de Lula“, defendeu o senador na entrevista aos jornalistas Luis Nassif e Marcelo Auler.

“Não há espaço político, eleitoral ou matemático para a terceira via. Lula tem em torno de 43% dos votos [na média das pesquisas eleitorais]. Bolsonaro tem 25% dos votos e uma rejeição substancial, que passa de 60%. (…) Ele poderá chegar a 37% dos votos, uma situação muito inferior ao que ostentará o ex-presidente Lula.”

Na visão de Renan Calheiros, “precisamos ser inteligentes e facilitar a caminhada de Lula”. “Não deveríamos nem partidarizar a campanha de Lula. Acho equivocada a propaganda na televisão que faz alusão ‘ao tempo do PT’. O lulismo é muito maior do que o petismo. Precisamos aprimorar a campanha política.”

“A candidatura do presidente Lula significa uma volta à pacificação, à conciliação nacional, à cicatrização. Do ponto de vista estratégico da campanha, das políticas públicas que devem ser priorizadas, devemos ampliar ao máximo”, sustentou.

“Temos que priorizar a economia, guardar valores com relação ao equilíbrio fiscal – a responsabilidade fiscal não é da direita ou da esquerda, precisa ser posta em execução, da mesma forma que Lula já fez em posso do governo. Temos que atrair setores do empresariado e da classe média que são mais refratários, que precisam entender que há valores supremos a defender: os valores da democracia e da República. Acho que se formos amplos nas propostas, teremos maior sorte.”

*Com GGN

Siga-nos no Telegram

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Política

Renan Calheiros a Dallagnol: “Pivete conhecido por delitos e abusos”

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-procurador Deltan Dallagnol, que comandou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, trocaram ofensas e acusações nas redes sociais neste fim de semana. Renan chamou Deltan de “pivete” e disse que o ex-procurador tem uma “folha corrida cheia de transgressões, delitos e abusos”. O ex-procurador respondeu que não está na lista de “cupins que se alimentam da República”.

A resposta foi compartilhada pelo ex-juiz Sergio Moro, pré-candidato à Presidência pelo Podemos, que ressaltou: “Nunca foi tão fácil escolher um lado”.

As discussões começaram depois que Deltan criticou o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Tribunal de Contas da União (TCU), que pediu a indisponibilidade dos bens de Moro, alegando suspeita de sonegação de impostos nos pagamentos recebidos pelo ex-juiz da empresa norte-americana Alvarez & Marsal. Em vídeo publicado nas redes, o ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba apontou irregularidades no pedido feito por Lucas Furtado.

Confira:

*Com informações do Congresso em Foco

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição